Diacarb

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Diacarb

Forma selecionada

Opção de tratamento: Glaucoma, Dehydration, Seizure, Surgery, Epilepsy

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Diacarb

O Diacarb é um medicamento que contém a substância ativa acetazolamida, pertencente a um grupo de fármacos conhecidos como inibidores da anidrase carbónica. Esta enzima desempenha um papel fundamental na regulação do equilíbrio de fluidos e eletrólitos no organismo. Ao inibir a anidrase carbónica, o Diacarb reduz a formação de iões de hidrogénio e bicarbonato, o que resulta numa diminuição da produção de certos fluidos corporais.

Este medicamento é habitualmente utilizado no tratamento de diversas condições clínicas. Uma das suas aplicações principais é no controlo do glaucoma, uma patologia caracterizada pelo aumento da pressão intraocular, onde o Diacarb atua reduzindo a secreção do humor aquoso. Além disso, é indicado para o tratamento de edemas (retenção de líquidos) causados por insuficiência cardíaca ou induzidos por outros fármacos.

O Diacarb é também prescrito para a prevenção e alívio dos sintomas associados à doença das alturas (mal das montanhas), auxiliando o processo de aclimatação. Em neurologia, pode ser utilizado como terapêutica adjuvante no tratamento de certas formas de epilepsia, ajudando a controlar a frequência das crises. A administração deste fármaco deve ser sempre acompanhada por supervisão médica, uma vez que a dosagem e a duração do tratamento variam consoante a patologia específica e a resposta individual do doente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Diacarb?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Diacarb (acetazolamida), um derivado das sulfonamidas, caracteriza-se por efeitos categorizados por frequência, sistemas de órgãos específicos e reações graves, embora raras, conforme documentado na rotulagem regulamentar oficial. Muitas das reações adversas comuns ocorrem mais frequentemente no início da terapia e podem estar relacionadas com a dose.


Reações Adversas Documentadas

Os efeitos adversos estão oficialmente agrupados por Classes de Sistemas de Órgãos (SOC):

  • Doenças do Sistema Nervoso: Parestesias (sensação de formigueiro) e sonolência são frequentemente reportadas, particularmente no início do tratamento. Confusão e cefaleias (dores de cabeça) também estão listadas.
  • Doenças do Metabolismo e da Nutrição: O potencial para Acidose Metabólica e distúrbios eletrolíticos, tais como Hipocalémia e Hiponatrémia, é explicitamente referido, especialmente com a utilização prolongada.
  • Doenças Renais e Urinárias: O aumento da micção (Poliúria) é comum. Cálculos Renais (pedras nos rins) e cristalúria estão também oficialmente documentados.
  • Doenças Gastrointestinais: Estas incluem anorexia (perda de apetite), náuseas, vómitos e uma alteração metálica do paladar (disgeusia).

Considerações Graves de Segurança

O medicamento acarreta o perfil de risco associado à sua classificação como sulfonamida. A rotulagem oficial documenta o potencial para reações raras, graves e potencialmente fatais, incluindo Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs), como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), Necrose Hepática Fulminante e alterações sanguíneas graves (Discrasias Sanguíneas), como a Anemia Aplástica e a agranulocitose. O glaucoma agudo de ângulo fechado foi reportado muito raramente.


Restrições de Segurança e Populações Especiais

O Diacarb está contraindicado em doentes com disfunção hepática acentuada (devido ao risco de encefalopatia hepática), disfunção renal acentuada e naqueles com níveis de sódio ou potássio diminuídos. Recomenda-se precaução em doentes geriátricos devido à maior probabilidade de função renal diminuída e aos riscos de desequilíbrio associados. O uso durante a gravidez é restrito a situações em que o benefício potencial justifique o risco documentado, uma vez que estudos em animais indicaram efeitos teratogénicos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial do Diacarb (Acetazolamida) refere que não existem dados disponíveis relativos a sobredosagem aguda em seres humanos, uma vez que não foram reportados casos de envenenamento agudo. As manifestações expectáveis são antecipadas com base na atividade farmacológica, as quais incluem o desenvolvimento de um estado de acidose (acidose metabólica), desequilíbrio eletrolítico e efeitos no sistema nervoso central.

Riscos de Sobredosagem Documentados

Um risco específico documentado nos avisos regulamentares envolve a exposição concomitante com doses elevadas de aspirina, que tem sido associada a relatos de consequências graves, incluindo coma e morte. Além disso, observa-se que os doentes idosos com função renal diminuída apresentam um risco acrescido de acidose metabólica grave durante uma exposição excessiva.

Ação de Emergência Obrigatória

A instrução determinada pelas autoridades reguladoras para qualquer suspeita de exposição excessiva é procurar assistência médica imediata. Os serviços de emergência devem ser contactados imediatamente perante sinais clínicos graves, tais como colapso, convulsão ou dificuldade respiratória.

Gestão e Monitorização

Não se conhece um antídoto específico para este medicamento. Consequentemente, a gestão é explicitamente definida como tratamento sintomático e de suporte, incluindo as medidas necessárias para restaurar o equilíbrio do pH e dos eletrólitos. É necessária a monitorização contínua dos níveis de eletrólitos séricos (particularmente do potássio) e dos níveis de pH sanguíneo para orientar estes cuidados de suporte.

Usos terapêuticos de Diacarb

O que o Diacarb trata: principais utilizações e benefícios

O Diacarb (nome genérico acetazolamida) é aplicado em áreas onde é necessário um suporte sintomático adicional. Este fármaco proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras. As utilizações aprovadas incluem a gestão de apoio para manifestações específicas de glaucoma, certos tipos de epilepsia (crises centrencefálicas) e edema associado a insuficiência cardíaca congestiva ou ao uso de medicamentos. O medicamento é também relevante para atenuar sintomas associados à doença aguda das montanhas em situações que envolvam uma ascensão rápida.


O medicamento é comummente utilizado para auxiliar em sintomas de atividade neurológica ou muscular aumentada, tais como a pressão intraocular elevada (sintomas ligados ao stresse funcional de órgãos específicos). Também contribui para o alívio do desconforto relacionado com a retenção de líquidos (sintoma relacionado com desequilíbrio sistémico ou desconforto físico). Para doentes que lidam com estas condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, o medicamento oferece um suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas. Um princípio orientador para a sua utilização é: “É aplicado em domínios onde é necessário um suporte sintomático adicional.”

Facto Rápido: Pode ajudar em sintomas que criam um esforço fisiológico percetível.

O Diacarb apoia o doente durante episódios difíceis através do alívio do mal-estar e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

Critérios de utilização e restrições

O Diacarb (Acetazolamida) está sujeito a regras de elegibilidade rigorosas documentadas na rotulagem regulamentar oficial. O seu uso é absolutamente contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à acetazolamida ou a quaisquer derivados das sulfonamidas. O medicamento não deve ser utilizado em casos de doença hepática acentuada (incluindo cirrose), doença renal acentuada (disfunção renal grave), insuficiência da glândula suprarrenal, acidose hiperclorémica ou níveis diminuídos de sódio e/ou potássio.


Elegibilidade e Restrições

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar Oficial
Doentes Pediátricos A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para a população pediátrica em geral.
Adultos Idosos O uso requer precaução devido a uma maior probabilidade de declínio da função dos órgãos relacionado com a idade.
Estado de Gravidez O uso é condicional, sendo permitido apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.
Mulheres em Lactação Deve ser tomada uma decisão entre interromper a amamentação ou interromper o fármaco.
Uso Condicional É necessária precaução em doentes com função renal diminuída, diabetes ou obstrução pulmonar.

Ligação ao perfil geral de elegibilidade:

Os documentos regulamentares oficiais definem a elegibilidade através do estabelecimento de proibições absolutas relacionadas com a falência de órgãos e o estado metabólico, delineando assim quem não deve utilizar o medicamento. Para todas as outras populações, a elegibilidade é restringida por requisitos de precaução ou é classificada como não estabelecida com base na idade ou no estado fisiológico.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interações do Diacarb (Acetazolamida) baseia-se nos seus efeitos documentados sobre o metabolismo, a excreção e as ações fisiológicas aditivas de outros medicamentos, conforme descrito nos documentos regulamentares oficiais.

Categoria Descrição da Interação (Texto Regulamentar Oficial)
Risco Farmacodinâmico A coadministração com salicilatos em doses elevadas requer precaução devido ao potencial de acidose grave e toxicidade no sistema nervoso central. O uso concomitante com outros inibidores da anidrase carbónica não é aconselhável devido a possíveis efeitos aditivos.
Metabolismo e Exposição O Diacarb modifica o metabolismo da fenitoína, resultando num aumento dos níveis séricos desta substância. Pode também elevar os níveis sanguíneos da ciclosporina e tem sido associado a uma redução dos níveis séricos de primidona.
Efeito na Excreção Renal O Diacarb altera o pH urinário, o que reduz a excreção urinária e potencia o efeito de substâncias como a anfetamina e a quinidina. Inversamente, aumenta a excreção do lítio, baixando potencialmente os seus níveis sanguíneos. Este efeito no pH pode impedir o efeito antissético urinário da metenamina.
Substâncias e Suplementos O uso simultâneo com bicarbonato de sódio aumenta o risco documentado de formação de cálculos renais. O risco de depressão do sistema nervoso central pode ser acentuado quando combinado com o álcool.

Os documentos oficiais definem condicionalismos relacionados com estas interações, observando que a gravidade de alguns efeitos depende da dose (no caso dos salicilatos) e aconselhando uma atenção específica para doentes com função renal diminuída ou para aqueles que recebem simultaneamente agentes antidiabéticos.

Mecanismo de ação

O Diacarb funciona como um inibidor da anidrase carbónica (AC). O seu alvo específico são as isoformas da enzima anidrase carbónica presentes nos processos ciliares do olho.

Ao ligar-se ao local ativo da enzima anidrase carbónica, o Diacarb bloqueia de forma reversível a hidratação do dióxido de carbono e a formação subsequente de iões de bicarbonato (HCO3^-) e de iões de hidrogénio (H^+). Esta inibição molecular reduz o transporte de iões de sódio (Na^+) e de bicarbonato através do epitélio ciliar, o que diminui a força osmótica que impulsiona o movimento da água para a câmara posterior. Esta ação modula o transporte de fluidos e reduz o volume de líquido intraocular, resultando numa diminuição da taxa de produção do humor aquoso. A inibição da anidrase carbónica induz, assim, alterações significativas na concentração de iões, uma reação necessária para a regulação fisiológica da dinâmica dos fluidos intraoculares.

Informações sobre dosagem e administração

Princípios de Administração

O Diacarb (Acetazolamida) é administrado através de duas vias oficialmente aprovadas: a via oral, utilizando comprimidos de libertação imediata ou cápsulas de libertação prolongada, e a via intravenosa (IV), que utiliza o pó para solução injetável. De uma forma geral, as apresentações orais podem ser tomadas com ou sem alimentos, o que permite flexibilidade no horário da administração. A via intramuscular é habitualmente evitada, uma restrição baseada no potencial desconforto causado pela natureza alcalina da solução reconstituída.

Regimes Posológicos Oficiais e Horários

Os regimes de dosagem são altamente específicos e baseiam-se na condição clínica a ser tratada, variando entre 125 mg até um máximo documentado de 1.000 mg por dia. Para indicações como o glaucoma ou a epilepsia, a dose diária total é frequentemente administrada em doses divididas ao longo do dia. Para a gestão da retenção de líquidos (edema), a dose típica de 250 mg a 375 mg é frequentemente agendada para uma utilização intermitente ou cíclica, com dias de interrupção obrigatória para ajudar a manter a eficácia da diurese. A administração para a profilaxia do mal das montanhas começa, tipicamente, 24 a 48 horas antes da subida.

Condicionalismos Procedimentais e Populacionais

As fontes oficiais referem que o aumento da dose para além do limite máximo de 1.000 mg diários não aumenta o efeito terapêutico. Para a preparação intravenosa, o pó de 500 mg deve ser corretamente reconstituído com, pelo menos, 5 mL de Água para Preparações Injetáveis estéril antes da utilização. A dosagem requer modificações para populações específicas: por exemplo, em doentes pediátricos, a dose necessária é calculada com base numa fórmula associada ao peso, e o medicamento é contraindicado em indivíduos com insuficiência renal acentuada.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Diacarb


Evidência para o uso no Glaucoma (Pressão Ocular)

A investigação explorou o uso do Diacarb em populações com condições caracterizadas por limitações funcionais, especificamente o glaucoma. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como alterações na pressão intraocular. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relacionados com estas alterações de pressão medidas. No entanto, a evidência permanece limitada e heterogénea no que diz respeito à relação entre estas medições a curto prazo e os resultados visuais a longo prazo. Carece de evidência comparativa para certos tipos de glaucoma, e as durações do acompanhamento foram limitadas em grande parte da investigação existente.


Evidência para o uso no Edema (Retenção de Líquidos)

O Diacarb foi avaliado em estudos que investigaram condições associadas a episódios agudos ou disruptivos, como a retenção de líquidos relacionada com problemas cardíacos ou certos medicamentos. A investigação analisou desenhos de estudo que monitorizaram resultados refletindo o funcionamento diário e a excreção de líquidos. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, com os estudos a reportarem padrões relacionados com o equilíbrio de fluidos e variações de peso. As durações do acompanhamento foram limitadas, o que significa que os dados relativos à evolução destes padrões para além do curto prazo ainda são emergentes. As conclusões descrevem padrões de grupo e a investigação fornece contexto, mas não previsões individuais.


Evidência em Populações Especiais e Incerteza

O uso do Diacarb também foi avaliado em estudos focados em episódios onde os sintomas se tornam mais percetíveis, como o Mal das Montanhas Agudo. A investigação descreve alterações nos sintomas a curto prazo observadas nessas populações de estudo, mas existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo após o regresso a altitudes mais baixas. Além disso, a evidência permanece limitada para o uso do Diacarb em várias populações especiais, incluindo populações pediátricas ou idosas, e a investigação que avaliou resultados em doentes com comorbilidades é escassa. A investigação disponível caracteriza-se por uma certeza limitada em várias áreas relativas ao Diacarb. Carece de evidência comparativa para certos cenários de utilização, e a variabilidade entre os diferentes contextos de estudo significa que as conclusões descrevem padrões de grupo, e a investigação não fornece previsões individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Diacarb (FAQ)

P: Porque é que o Diacarb não é recomendado para doentes com certas doenças hepáticas?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que este medicamento está contraindicado, o que significa que não deve ser utilizado, em casos de doença ou disfunção hepática acentuada. O fármaco está contraindicado em doentes com cirrose, uma condição onde existe um potencial acrescido para uma complicação grave denominada encefalopatia hepática.

P: É verdade que o Diacarb pode afetar os meus níveis de potássio?

Sim, as fontes oficiais descrevem que o tratamento pode causar desequilíbrios eletrolíticos, incluindo a hipocaliemia (níveis baixos de potássio no sangue). Devido a esta possibilidade, a monitorização periódica dos eletrólitos séricos é descrita como sendo recomendada nos documentos oficiais.

P: Porque é que algumas pessoas dizem que sentem formigueiro após tomar Diacarb?

O formigueiro, ou uma sensação de "agulhas e alfinetes", é um efeito secundário comummente relatado, descrito nos relatórios oficiais de reações adversas. Este efeito é clinicamente designado por parestesia e pode ser sentido nos braços, pés ou rosto.

P: Qual é a finalidade do Diacarb, para além do seu uso no glaucoma?

De acordo com a informação oficial do produto, as indicações incluem mais do que apenas o glaucoma. O fármaco também é prescrito para ajudar a reduzir o edema (retenção excessiva de líquidos) e para ajudar a controlar crises em pessoas com certos tipos de epilepsia.

P: Porque é que o Diacarb é por vezes utilizado para o mal das montanhas?

Os documentos oficiais referem que o fármaco é utilizado para ajudar a reduzir a gravidade e a duração dos sintomas do mal das montanhas agudo. O fármaco é utilizado para ajudar a reduzir os sintomas e é descrito como auxiliando no processo de aclimatização.

P: O cansaço é uma experiência comum com o Diacarb?

O cansaço, que pode ser descrito como fadiga ou sonolência, está listado entre os efeitos secundários comuns na informação oficial do medicamento. Este é assinalado como um efeito do qual os utilizadores devem estar cientes quando a terapia é iniciada.

P: O Diacarb pode causar problemas de cálculos renais?

A lista oficial de reações adversas inclui o risco de cálculos renais (pedras nos rins) como um potencial efeito adverso. Este risco é comum aos medicamentos da classe das sulfonamidas.

P: O Diacarb afetará os meus valores de açúcar no sangue?

Os documentos oficiais afirmam que a toma deste fármaco tem sido associada tanto a aumentos como a diminuições nos níveis de glicose no sangue. Os documentos oficiais referem este efeito como uma consideração para indivíduos com intolerância à glicose ou diabetes mellitus.

P: Como deve o Diacarb ser guardado?

As orientações oficiais especificam que o medicamento deve ser mantido na embalagem original, bem fechada. Deve ser conservado à temperatura ambiente, o que significa longe do calor excessivo e da humidade, como a que existe na casa de banho.

P: É verdade que o Diacarb pode causar uma alteração temporária no paladar?

Sim, os relatórios oficiais de reações adversas listam a disgeusia (paladar alterado) ou um sabor metálico como um efeito secundário comum.

P: O Diacarb pode ser utilizado durante a gravidez?

O fármaco está classificado com um risco potencial. As recomendações oficiais aconselham contra o seu uso durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre. Embora informações limitadas indiquem níveis baixos no leite materno, os documentos oficiais referem que o uso durante a amamentação requer orientação profissional.

P: O Diacarb é um nome genérico ou de marca?

Diacarb é um nome de marca para o fármaco, e o seu nome genérico é acetazolamida. Também estão disponíveis versões genéricas que contêm a mesma substância ativa.

P: Como é que o Diacarb é eliminado do organismo?

A informação oficial do produto, ao descrever a farmacocinética do fármaco, indica que este é eliminado principalmente através da excreção renal (através dos rins). A maior parte da dose é eliminada do corpo sem alterações por esta via.

P: O que dizem as orientações oficiais sobre o uso pediátrico do Diacarb?

As orientações oficiais confirmam que a dosagem para doentes pediátricos está disponível para indicações como glaucoma, edema e epilepsia. A dose necessária é calculada com base numa fórmula baseada no peso.

P: Com que rapidez é que o Diacarb começa a fazer efeito?

A informação oficial do produto fornece prazos específicos para o início e duração do efeito. Os comprimidos orais começam geralmente a atuar dentro de 1 a 1,5 horas, e o seu efeito dura geralmente entre 8 a 12 horas. As cápsulas de libertação prolongada são concebidas para proporcionar um efeito prolongado de 18 a 24 horas.

P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Diacarb?

As informações gerais para o doente descrevem que a dose esquecida deve ser tomada assim que se lembre. Contudo, se estiver quase na hora da dose seguinte programada, a informação aconselha a saltar a dose esquecida e a retomar o horário regular. As orientações oficiais advertem estritamente que não deve ser tomada uma dose dupla.

P: Qual é a diferença entre as formas de comprimido e de cápsula do Diacarb?

Os documentos regulamentares descrevem dois tipos de formas orais: comprimidos de libertação imediata e cápsulas de libertação prolongada. Os comprimidos atuam mais rapidamente, mas por um período mais curto, enquanto as cápsulas libertam o medicamento lentamente para um efeito prolongado de 18 a 24 horas.

P: Porque é que se diz frequentemente às pessoas para vigiarem sinais de acidose metabólica com o Diacarb?

A acetazolamida é conhecida por afetar a química do corpo e pode causar acidose metabólica, que é uma acumulação de ácido no organismo. Devido a este risco, os documentos oficiais descrevem que a monitorização periódica dos eletrólitos séricos e dos níveis de pH sanguíneo é necessária para detetar esta alteração na química.

P: O Diacarb interage com o álcool?

Não está listada nenhuma interação direta específica com o álcool nos documentos regulamentares oficiais. No entanto, as precauções gerais para o doente referem o potencial para efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC), como sonolência, quando combinado com o álcool.

P: O Diacarb é um medicamento que precisa de ser interrompido gradualmente?

Quando o fármaco é utilizado para tratar a epilepsia, o rótulo oficial aconselha que a descontinuação deve ser feita gradualmente. Isto é descrito como uma forma de prevenir a possibilidade de precipitar crises em certos doentes. As diretrizes oficiais indicam que a interrupção abrupta não é geralmente especificada na informação do produto.

P: Os adultos mais velhos podem utilizar o Diacarb com segurança?

Os documentos oficiais do fármaco incluem considerações de dosagem específicas para a população geriátrica. Devido a potenciais alterações fisiológicas relacionadas com a idade, as diretrizes oficiais citam frequentemente o uso da dose eficaz mais baixa possível para esta população.

P: É seguro conduzir enquanto se toma Diacarb?

As reações adversas ao fármaco, tais como sonolência, fadiga, confusão e miopia temporária (visão ao perto), estão listadas nos documentos regulamentares. Estes efeitos são referidos nos avisos regulamentares como podendo potencialmente prejudicar a capacidade de conduzir ou operar máquinas.

P: O Diacarb tem efeito na clareza mental ou no humor?

As listas oficiais de reações adversas incluem efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC). Estes efeitos são descritos como sonolência, confusão, tonturas e depressão.

P: Qual é o risco de reações alérgicas graves ao Diacarb?

Como o fármaco é um derivado das sulfonamidas, os avisos oficiais advertem que já ocorreram reações graves, embora raras, e que podem ser fatais. Estas reações graves são comuns às sulfonamidas e incluem condições como a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica.

P: O Diacarb pode afetar os resultados de outros exames médicos?

Sim, os documentos oficiais indicam que o fármaco pode interferir com testes laboratoriais. O rótulo menciona especificamente que pode causar resultados falsos-positivos em testes de proteínas urinárias e pode interferir com o ensaio utilizado para medir os níveis de glicose no sangue.

P: O que acontece quando uma pessoa para de tomar Diacarb?

A interrupção do fármaco, particularmente quando usado para gerir a epilepsia, é aconselhada de forma gradual para evitar o risco de crises. As orientações regulamentares geralmente não especificam a interrupção abrupta.

P: O Diacarb interage com medicamentos comuns para a constipação ou gripe?

A secção oficial de interações aconselha precaução na coadministração de salicilatos em doses elevadas, como a aspirina, que se encontram em muitos medicamentos para a constipação e gripe. Também refere uma advertência de interação com fármacos que causam depressão do sistema nervoso central.

P: Existem efeitos secundários a longo prazo que eu deva conhecer?

O uso a longo prazo está associado a riscos crónicos referidos nos documentos oficiais, tais como o potencial para cálculos renais (pedras nos rins) e hipocaliemia (baixo nível de potássio). As orientações regulamentares descrevem que a monitorização periódica dos eletrólitos séricos e das contagens de células sanguíneas é necessária durante a terapia de longo prazo.

Como Diacarb deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Diacarb?

Os requisitos de conservação do Diacarb (acetazolamida) são definidos de acordo com a respetiva forma farmacêutica.


Regras de Temperatura e Acondicionamento

Forma do Produto Temperatura de Conservação Restrições de Estabilidade
Comprimidos / Pó Oral 20°C a 25°C (Temperatura ambiente controlada) Manter na embalagem de origem; proteger da humidade e do calor.
Solução Injetável Reconstituída 2°C a 8°C (Refrigerado) Estável por 3 dias se refrigerado ou 12 horas à temperatura ambiente. Não congelar.

Manuseamento e Eliminação

Todas as formas do medicamento devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças. A rotulagem da solução injetável determina que qualquer porção não utilizada da solução reconstituída deve ser eliminada após o período de estabilidade, devido à ausência de conservantes. A eliminação de qualquer medicamento fora do prazo de validade ou não utilizado deve seguir os regulamentos locais e nacionais aplicáveis.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Diacarb encontrado em:

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