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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de DHR

O que é o DHR? Definição e Identidade

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Levomentol e Salicilato de Metilo
Forma Farmacêutica Solução Tópica, Linimento ou Fricção
Classe Farmacológica Contrairritante Tópico e Analgésico Local
Objetivo Geral Proporciona um alívio sintomático temporário e localizado
Origem Produto combinado; os componentes são de origem natural e/ou sintética

O DHR é fundamentalmente uma preparação tópica combinada classificada como um Contrairritante Tópico e Analgésico Local. Trata-se de um produto externo concebido exclusivamente para aplicação tópica na pele. Esta classificação significa que o efeito medicinal do DHR é estritamente localizado, focando-se em proporcionar alívio sintomático diretamente onde é aplicado, em vez de possuir uma ação sistémica. A formulação é reconhecida como um analgésico externo autorizado para o alívio temporário, validando a sua classificação clínica para uso externo.


Composição: Princípios Ativos e Forma Farmacêutica

A identidade do DHR é definida pelos seus dois principais princípios ativos: o Levomentol e o Salicilato de Metilo. O DHR é um produto combinado porque tira partido de ambas as substâncias para um duplo efeito sensorial e farmacológico. O Levomentol, o componente responsável pela característica sensação de arrefecimento imediata, é o isómero ativo do mentol, muitas vezes derivado de espécies de menta. O Salicilato de Metilo, que é metabolizado em ácido salicílico após a absorção, atua como um rubefaciente (agente de aquecimento) e proporciona atividade analgésica localizada.

Estes componentes são tipicamente formulados num linimento ou solução tópica, suspensos numa base alcoólica ou oleosa para facilitar a aplicação e o contacto com a pele. A utilidade do Salicilato de Metilo para o alívio localizado é fundamentada por monografias farmacológicas que descrevem o seu mecanismo em preparações tópicas. O objetivo geral do DHR é proporcionar conforto temporário através da estimulação dos nervos sensoriais periféricos, conferindo assim um alívio focado e específico para problemas comuns, tais como a rigidez muscular, através de uma abordagem não sistémica.

Quais efeitos secundários são possíveis com DHR?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Mesilato de Di-hidroergotamina (DHR) está associado a um perfil de segurança estabelecido, definido tanto por reações geralmente ligeiras e frequentemente relatadas, como pelo potencial de eventos sistémicos graves, conforme documentado pelas autoridades reguladoras.

Reações Adversas e Frequências

Os efeitos secundários são categorizados com base nas taxas de incidência observadas na utilização clínica. Os efeitos secundários comuns (incidência de 1% a 10%) incluem náuseas, vómitos, diarreia e rigidez generalizada. Para a formulação em spray nasal, a rinite e a irritação local no local de administração são frequentemente classificadas como Muito Comuns (incidência igual ou superior a 10%). Efeitos menos comuns incluem a insónia e a boca seca. As informações regulamentares classificam as reações que afetam o sistema gastrointestinal e o sistema nervoso como as categorias principais.


Reações Adversas Graves e Restrições

A documentação regulamentar destaca o potencial de reações adversas graves relacionadas com a vasoconstrição. Estas incluem o vasospasmo, que pode conduzir a isquemia cerebral (acidente vascular cerebral) ou isquemia miocárdica e enfarte do miocárdio. Foram relatadas complicações fibróticas graves e raras, como a fibrose retroperitoneal, após o uso diário prolongado da forma injetável.

Devido a estes riscos, o DHR está contraindicado em doentes com condições vasculares preexistentes, incluindo hipertensão não controlada e doença isquémica cardíaca. É também contraindicado em casos de insuficiência renal grave e insuficiência hepática grave, bem como durante a gravidez, devido às suas propriedades oxitócicas. O uso concomitante com inibidores potentes da CYP3A4 é igualmente proibido, uma vez que isto aumenta significativamente o risco de vasospasmo grave.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Elemento Declaração Regulamentar/Manifestação
Manifestações Documentadas de Sobredosagem A sobredosagem, resultando habitualmente de ingestão oral acidental ou de aplicação tópica extensiva, apresenta-se com sinais de Toxicidade Sistémica por Salicilatos (Salicilismo). Os sintomas incluem náuseas, vómitos e acufenos (zumbidos nos ouvidos). Está documentado que a toxicidade grave afeta o Sistema Nervoso Central, manifestando-se como convulsões, confusão ou perda de consciência.
Resultados com Risco de Vida As informações oficiais de prescrição observam o potencial para resultados com risco de vida, incluindo depressão respiratória, colapso cardiovascular e falência de órgãos após uma exposição grave.
Requisitos de Resposta de Emergência Deve-se procurar assistência médica imediata e contactar um centro de informação antivenenos ou os serviços de emergência imediatamente perante qualquer suspeita de sobredosagem, especialmente se ocorrer perda de consciência ou dificuldade em respirar.
Gestão de Suporte O tratamento é sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico. A gestão pode incluir lavagem gástrica em caso de ingestão, administração de carvão ativado, bem como a monitorização contínua dos sinais vitais e a realização de exames de diagnóstico.

Nota sobre Sobredosagem em Populações Específicas: O uso em crianças e adolescentes com certas doenças virais subjacentes está associado ao risco de Síndrome de Reye, uma preocupação específica documentada para esta população.

Ligação ao perfil global de sobredosagem: O perfil de sobredosagem do DHR é definido pelo risco sistémico grave decorrente da absorção de salicilatos. As diretrizes determinam que deve ser procurada ajuda médica imediata perante o aparecimento de sintomas sistémicos graves ou do sistema nervoso central, devido ao potencial para eventos fatais como a falência de órgãos ou depressão respiratória. A gestão é descrita como sintomática e de suporte, baseando-se na limitação documentada de que não existe um antídoto específico conhecido para este cenário de sobredosagem.

Usos terapêuticos de DHR

O que o DHR Trata: Gestão de Sintomas Agudos

O DHR é aplicado em diversas áreas terapêuticas para a gestão aguda de conjuntos de sintomas específicos e intensos relacionados com dores de cabeça. A principal aplicação terapêutica do DHR é frequentemente utilizada em condições que apresentam episódios agudos de enxaquecas e episódios de cefaleias em salvas.

O DHR pode fazer parte da gestão sintomática em situações onde os doentes experienciam episódios agudos ou disruptivos associados a enxaquecas, sendo considerado relevante para atenuar sintomas associados a crises agudas de cefaleias em salvas. Esta gestão terapêutica auxilia na manutenção da estabilidade funcional e ajuda a reduzir a carga global de sintomas. O DHR é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis.

O medicamento é comummente utilizado para auxiliar no alívio de sintomas relacionados com: enxaquecas (com ou sem aura) e episódios agudos de cefaleias em salvas.

Este auxílio contribui para um melhor conforto durante estes períodos de sintomas intensos e apoia os doentes durante episódios difíceis, atenuando o mal-estar.

“O DHR é aplicado, quando apropriado, para a gestão de sintomas que interferem com o conforto diário durante episódios agudos de dor de cabeça.”


Facto Rápido: É comummente utilizado para auxiliar em sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial para o DHR (Mesilato de Di-hidroergotamina)

O DHR é indicado para o tratamento agudo de crises de enxaqueca (com ou sem aura) e episódios de cefaleia em clusters apenas em adultos. Os documentos regulamentares estabelecem exclusões claras com base em contraindicações absolutas.

Populações Contraindicadas (Não Devem Utilizar):

  • Estado Cardiovascular: Doentes com doença cardíaca isquémica, vasoespasmo arterial coronário, doença arterial periférica ou hipertensão não controlada.
  • Função Orgânica: Indivíduos com insuficiência hepática (fígado) grave ou renal (rim) grave, e doentes com sépsis.
  • Condições Específicas: Doentes com enxaqueca hemiplégica ou basilar, ou hipersensibilidade conhecida aos alcaloides da ergotamina.

Restrições e Limitações:

  • Idade: A segurança e eficácia não foram estabelecidas para doentes pediátricos com menos de 18 anos de idade.
  • Estado Fisiológico: O uso é contraindicado durante a gravidez e não é recomendado para mulheres a amamentar.
  • Uso Concomitante: O medicamento é estritamente contraindicado com inibidores potentes do CYP3A4 e não deve ser utilizado nas 24 horas seguintes à toma de outros agonistas 5-HT1 (triptanos) ou medicamentos do tipo ergotamina.
  • Uso Condicional: Adultos mais velhos ou doentes com fatores de risco para doença arterial coronária requerem uma avaliação cardiovascular pré-tratamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interações do Mesilato de Di-hidroergotamina (DHR) é definido pelo seu metabolismo e pela sua atividade vascular intrínseca, conforme documentado na rotulagem oficial. A preocupação principal reside no aumento da exposição ao medicamento e no risco de uma vasoconstrição intensificada.


Interações Farmacocinéticas Documentadas

O DHR é metabolizado pelo sistema enzimático Citocromo P450 3A4 (CYP3A4). A coadministração com Inibidores Potentes da CYP3A4 é estritamente restrita, uma vez que estes agentes reduzem a depuração do DHR, o que pode resultar em concentrações plasmáticas perigosamente elevadas. As substâncias classificadas como inibidores potentes incluem antifúngicos azólicos específicos (por exemplo, Cetoconazol), certos antibióticos macrólidos (por exemplo, Claritromicina) e a maioria dos inibidores da protease.

Restrições Farmacodinâmicas e Temporais

A coadministração de DHR com outras substâncias que possuam propriedades vasoconstritoras é proibida devido ao risco de efeitos aditivos e vasospasmo prolongado. Isto inclui outros medicamentos do tipo ergot e todos os agonistas dos recetores 5-HT1 (Triptanos). Uma regra temporal obrigatória estabelece que o DHR não deve ser administrado num intervalo de 24 horas após a utilização de um Triptano ou de qualquer outro alcaloide do ergot.


Outras Considerações sobre Interações

O risco de interação com inibidores da CYP3A4 é intensificado em doentes com insuficiência hepática grave, devido à função metabólica já comprometida. Além disso, as informações oficiais de prescrição incluem avisos contra o uso concomitante de inibidores fortes da CYP3A4 e aconselham precaução com substâncias como o sumo de toranja, que também pode afetar a via da CYP3A4.

Mecanismo de ação

Como Funciona o DHR

O mecanismo de ação envolve duas ações periféricas complementares: a modulação da sinalização sensorial e a inibição localizada da síntese de eicosanoides.


Modulação da Sinalização Sensorial Periférica (Contrairritação)

O levomentol inicia o seu efeito através do agonismo do canal iónico TRPM8 (Transient Receptor Potential Melastamin 8), um recetor nas terminações nervosas periféricas que deteta o frio. A sinalização aferente intensa resultante da ativação do TRPM8 gera um estímulo sensorial concorrente, conduzindo a uma neutralização funcional (contrairritação) de outras sinalizações nociceptivas (sinais de dor) na área. Esta interação modula a entrada sensorial periférica, iniciando a resposta fisiológica primária.


Inibição Localizada da Via dos Eicosanoides

O efeito complementar é mediado pelo Salicilato de Metilo, um pró-fármaco que é hidrolisado na pele em ácido salicílico. O ácido salicílico atua como um inibidor das enzimas Ciclooxigenase (COX), suprimindo a síntese local de prostaglandinas pró-inflamatórias. Esta ação bioquímica localizada reduz a produção de prostaglandinas pró-inflamatórias, contribuindo para a modulação local da cascata dos eicosanoides exclusivamente na área tratada. A combinação utiliza tanto a modulação neural como a supressão de mediadores bioquímicos, o que resulta numa resposta fisiológica de duplo mecanismo.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar o DHR — Diretrizes Oficiais de Administração

A administração do Mesilato de Di-hidroergotamina (DHR) é estritamente regida por protocolos regulamentares concebidos para a intervenção aguda, com a utilização e os limites definidos em documentos oficiais de prescrição.


Âmbito da Administração

Campo Especificação Regulamentar Oficial
Via de administração Injeção Intravenosa (IV), Intramuscular (IM) ou Subcutânea (SC).
Esquema posológico A dose inicial é de 1 mg por via IM ou SC, ou de 0,5 mg por via IV.
Condições procedimentais especiais A dose total acumulada não deve exceder 3 mg para uso IM/SC ou 2 mg para uso IV por episódio agudo.
Regras por grupo etário Ajustes posológicos específicos para uso geral em idosos ou em casos de insuficiência hepática ou renal ligeira não estão detalhados nas instruções gerais.

Classificações das Instruções (Nível Geral)

Classificação Especificação
Tipo de método de administração Parentérica (Injeção).
Padrão de frequência Conforme necessário (SOS) para episódios agudos.
Restrições de contexto de uso Não deve ser administrado diariamente por períodos prolongados. O uso total está restrito a um máximo de 6 mg num período de 7 dias.

Estrutura Procedimental Resultante

Sequência oficial de etapas:

  • Dosagem Inicial: O medicamento é administrado na dose inicial especificada, com base na via de injeção escolhida (IM, SC ou IV).
  • Repetição da Dose: Se necessário, a dose pode ser repetida após um intervalo mínimo de 60 minutos.
  • Adesão aos Limites: A administração deve ser interrompida ao atingir o limite máximo de dose para o episódio ou o limite máximo para o período de 7 dias.

Ligação ao protocolo global de utilização:

As instruções oficiais estabelecem o DHR como um medicamento de uso estritamente agudo, administrado apenas por métodos injetáveis. Estas normas impõem limites precisos à repetição de doses e à acumulação total de dose por episódio e por semana, de forma a restringir a frequência global da administração. Este esquema estruturado de dosagem inicial e limites temporais subsequentes constitui o quadro obrigatório para a sua utilização regulamentar adequada.

Evidência clínica recente

Evidência para Sintomas Musculoesqueléticos

A investigação sobre a combinação de Levomentol e Salicilato de Metilo foca-se principalmente no seu contexto de estudo: sintomas relacionados com distensões musculares agudas, de leves a moderadas, e desconforto musculoesquelético menor. A evidência central baseia-se em ensaios clínicos controlados, especificamente Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA), onde a solução tópica é comparada com uma base de placebo inativa. O estatuto regulamentar da combinação ativa fundamenta-se em evidência que sugere que o produto é geralmente reconhecido para utilização na gestão temporária de sintomas relacionados com dores e distensões menores. Os investigadores monitorizaram alterações na forma como os doentes reportaram a sua dor, registando diferenças nas pontuações de intensidade da dor entre a solução ativa e o placebo. A investigação também explorou alterações fisiológicas temporárias através da avaliação de marcadores como o fluxo sanguíneo cutâneo localizado.

Desenho do Estudo e Acompanhamento

O desenho da investigação primária centra-se na medição de alterações temporárias e episódicas no desconforto. Os principais critérios de avaliação medidos incluem alterações nas pontuações de intensidade da dor (como a Escala Visual Analógica - VAS) e a Diferença de Intensidade da Dor Somada (SPID), acompanhadas ao longo de períodos definidos. As medições nos estudos foram frequentemente observadas apenas em intervalos curtos, abrangendo tipicamente 8 a 12 horas após uma dose única. Este foco a curto prazo significa que a investigação não fornece informações sobre resultados relacionados com condições crónicas ou recorrentes.

Evidência em Populações Especiais e Limitações

A investigação principal foi observada maioritariamente em doentes adultos com distensões agudas de intensidade leve a moderada. Para certos grupos, como crianças (tipicamente com menos de 12 anos de idade), os dados permanecem escassos. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que a investigação existente se foca em respostas agudas a doses únicas. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo ou sobre as consequências de uma utilização repetida durante períodos prolongados. Além disso, a evidência comparativa face a outras categorias farmacológicas não está amplamente publicada. Os investigadores notaram uma relativa falta de dados clínicos abrangentes publicados em literatura revista por pares, quando comparada com o longo historial e a utilização generalizada do produto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o DHR (FAQ)


P: O DHR precisa de ser tomado exatamente à mesma hora todos os dias?

De acordo com as regulamentações oficiais, o DHR destina-se a uma utilização SOS (conforme necessário) durante episódios agudos, seguindo limites de dosagem rigorosos. Os documentos regulamentares indicam que o medicamento não foi concebido para ser administrado de forma crónica ou diária por períodos prolongados.


P: Se eu me esquecer de uma dose de DHR, o que devo fazer geralmente?

Caso uma dose necessária sofra um atraso, as instruções oficiais permitem uma dose de repetição após um período mínimo de espera de 60 minutos. As diretrizes oficiais enfatizam que os limites máximos de dose, tanto para o episódio agudo como para o período de 7 dias, devem ser rigorosamente mantidos.


P: O que acontece se eu tomar acidentalmente uma dose excessiva de DHR?

A informação oficial sobre uma potencial sobredosagem descreve sintomas graves, tais como perturbações visuais (por exemplo, visão turva), confusão, tonturas, desmaios e efeitos secundários graves resultantes do excesso de vasoconstrição, como dormência e formigueiro. A informação oficial refere que se deve contactar imediatamente a assistência médica de emergência em caso de suspeita de sobredosagem.


P: Quais são as possíveis interações com analgésicos de venda livre?

O rótulo oficial não lista especificamente analgésicos comuns de venda livre (como o ibuprofeno ou o paracetamol). No entanto, existem avisos contra a combinação de DHR com outras substâncias que causem vasoconstrição (estreitamento dos vasos sanguíneos) e aconselha-se cautela com agentes que possam interferir na forma como o DHR é processado pelo organismo.


P: Quais são as expectativas gerais para um doente que inicia o DHR?

O DHR está autorizado para o tratamento agudo. A informação oficial indica que podem ser observados efeitos e reações comuns, tais como náuseas e vómitos, pouco tempo após a administração. Estas reações comuns incluem frequentemente efeitos no sistema gastrointestinal e rigidez generalizada.


P: O DHR pode causar cansaço ou sonolência?

A sonolência não é habitualmente listada como um efeito secundário comum na rotulagem regulamentar oficial. No entanto, a informação oficial ao doente indica que o medicamento pode afetar a coordenação, o tempo de reação ou a capacidade de discernimento, devido a reações que afetam o sistema nervoso.


P: Por que razão o DHR não é recomendado para crianças?

A segurança e a eficácia do DHR não foram estabelecidas para doentes pediátricos, definidos como indivíduos com menos de 18 anos de idade. Por conseguinte, com base nos documentos regulamentares oficiais, o seu uso não está indicado para esta população.


P: O que devo saber sobre o DHR e intervenções cirúrgicas?

A informação oficial ao doente indica que os doentes devem informar o seu profissional de saúde ou médico dentista sobre a utilização de DHR caso venham a ser submetidos a uma cirurgia, incluindo procedimentos dentários. Esta precaução é aconselhada devido ao potencial de reações adversas graves relacionadas com os efeitos do medicamento na circulação sanguínea.


P: Existem interações reportadas entre o DHR e o álcool?

A informação oficial ao doente indica que o consumo de álcool durante a utilização de DHR pode estar associado a um aumento do risco de efeitos secundários, tais como tonturas ou episódios de desmaio.


P: O DHR é um medicamento forte ou mais suave?

O DHR é um alcaloide do ergot e está classificado como um medicamento sujeito a receita médica para o tratamento agudo de sintomas graves. Devido ao potencial de eventos adversos graves, como o vasospasmo (espasmo dos vasos sanguíneos) e problemas cardíacos, a sua utilização é estritamente controlada e proibida em doentes com condições vasculares pré-existentes.


P: Existem alimentos ou bebidas comuns que devam ser evitados com o DHR?

Os avisos oficiais recomendam cautela relativamente a alimentos e bebidas que possam afetar a via CYP3A4, que processa o medicamento na verdade no organismo. Especificamente, o consumo de sumo de toranja deve ser limitado, uma vez que pode aumentar o nível de DHR no sangue.


P: O DHR pode ser tomado a longo prazo, com base na investigação?

Os documentos regulamentares indicam que o DHR não se destina ao uso crónico. Os documentos alertam contra a administração diária crónica devido ao risco de complicações graves e raras, bem como ao potencial para uma condição conhecida como cefaleia por uso excessivo de medicação.


P: O DHR é considerado viciante ou passível de criar dependência?

O DHR é classificado pelas autoridades regulamentares como um medicamento não controlado. Não é considerado um opioide nem uma substância incluída nas listas de substâncias controladas.


P: O que acontece se o DHR for interrompido subitamente?

Os documentos regulamentares indicam que o medicamento não se destina ao uso diário crónico, pelo que não existem instruções oficiais relativas à cessação súbita após uma utilização aguda. No entanto, a interrupção do uso após uma administração frequente ou prolongada pode ser necessária para evitar a cefaleia por uso excessivo de medicação.


P: O DHR é adequado para idosos?

O rótulo oficial refere que os idosos, ou aqueles com fatores de risco para doença arterial coronária, requerem uma avaliação cardiovascular pré-tratamento antes de utilizarem DHR. A documentação oficial indica que ajustes específicos de dose para esta população não estão detalhados nas instruções gerais.


P: Existem diferentes versões ou marcas de DHR disponíveis?

O DHR está disponível em múltiplas formulações, incluindo várias formas injetáveis (IV, IM, SC) e um spray nasal. Existem versões genéricas de menor custo disponíveis para algumas destas formulações.


P: Como é que o DHR se diferencia de medicamentos semelhantes usados para o mesmo fim?

O DHR é classificado como um alcaloide do ergot e um agonista do recetor 5-HT1D. Os documentos oficiais incluem um aviso contra a utilização de DHR num intervalo de 24 horas após a toma de um triptano (agonista do recetor 5-HT1) ou de outro medicamento do tipo ergot.


P: O DHR requer alguma monitorização especial por parte de um profissional de saúde?

Os avisos oficiais indicam que um profissional de saúde pode monitorizar de perto o progresso do doente enquanto este estiver a receber DHR. Podem ser necessários exames de sangue e uma avaliação cardiovascular em certos doentes para verificar possíveis efeitos indesejados.


P: Posso conduzir ou operar maquinaria enquanto tomo DHR?

A informação oficial ao doente aconselha a não conduzir nem operar maquinaria até que o doente saiba como o medicamento o afeta, uma vez que este pode interferir na coordenação, no tempo de reação ou na capacidade de discernimento.


P: O DHR pode afetar o humor ou causar oscilações de humor?

O rótulo regulamentar oficial lista a insónia (dificuldade em dormir) como um efeito secundário menos comum na categoria do sistema nervoso. Alterações psiquiátricas específicas ou oscilações de humor não constam como reações adversas comuns ou graves nas secções principais da rotulagem.


P: Existem versões genéricas do DHR disponíveis e são iguais ao original?

Estão disponíveis versões genéricas do DHR com custos mais reduzidos. Os medicamentos genéricos são aprovados se for demonstrada a sua bioequivalência, o que significa que funcionam da mesma forma no organismo que o medicamento de referência original.


P: Qual é o tempo médio que o DHR permanece no organismo?

A informação farmacocinética oficial indica que o fármaco é eliminado do corpo em múltiplas fases, com uma semivida terminal de cerca de 9 horas. A principal via de eliminação do medicamento é primariamente através da bílis, sendo expelido pelas fezes.


P: Qual é a diferença entre o DHR e um suplemento para a mesma condição?

O DHR é um medicamento sujeito a receita médica aprovado para o tratamento agudo de condições específicas de cefaleia, tendo sido submetido a testes rigorosos de segurança e eficácia. Os suplementos alimentares são produtos que não são regulados como medicamentos e não passam pelo mesmo processo rigoroso de aprovação regulamentar.


P: É possível que o DHR deixe de funcionar após algum tempo?

Os avisos oficiais referem que a utilização de medicamentos para a enxaqueca, incluindo o DHR, com demasiada frequência (definida como 10 ou mais dias por mês) pode potencialmente agravar a frequência das dores de cabeça. Esta condição é designada por cefaleia por uso excessivo de medicação (MOH).


P: É comum o DHR causar dores de cabeça?

O rótulo oficial alerta que a toma de DHR durante 10 ou mais dias por mês pode, na verdade, agravar as enxaquecas, causando uma condição conhecida como cefaleia por uso excessivo de medicação. O DHR não está indicado para tratar dores de cabeça gerais, mas sim tipos agudos e específicos.


P: Que tipo de efeitos secundários são considerados menores com o DHR?

Os efeitos secundários comuns (que ocorrem em 1% a 10% dos doentes) são geralmente considerados mais ligeiros do que os riscos graves associados à vasoconstrição. Estas reações comuns incluem náuseas, vómitos, diarreia e rigidez generalizada, a par de efeitos menos frequentes como a insónia e a secura de boca.


P: O DHR é uma substância controlada?

O DHR é classificado pelas autoridades de controlo de substâncias como um medicamento não controlado.

Como DHR deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o DHR

A di-hidroergotamina (DHE) deve ser conservada sob condições específicas para manter a integridade do produto e garantir uma utilização segura.

Domínio do Armazenamento Requisito Regulamentar Oficial
Temperatura e Proteção Conservar a temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C). Não refrigerar nem congelar. Proteger da luz, da humidade e do calor excessivo.
Recipiente e Estabilidade Manter na embalagem de origem, bem fechada e fora da vista e do alcance das crianças. A solução injetável de DHE deve ser eliminada 1 hora após a abertura; o spray nasal deve ser eliminado 8 horas após a montagem do dispositivo.
Requisitos de Eliminação As agulhas e seringas usadas devem ser colocadas imediatamente num contentor para objetos cortantes e perfurantes resistente à perfuração. Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser eliminados através de um programa de recolha de fármacos ou de acordo com a regulamentação local, uma vez que o produto é classificado como um fármaco perigoso.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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