Dextromethorphan

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Dextromethorphan

Opção de tratamento: Cough

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dextromethorphan

Propriedade Descrição
Princípio ativo Bromidrato de dextrometorfano (C18H25NOcdot HBrcdot H2O)
Formas de apresentação Via oral (xarope, suspensão, comprimido, cápsula, pastilha)
Classe farmacológica Agente antitússico (supressor da tosse não opióide)
Uso comum Alívio sintomático da tosse
Origem Sintética (derivado do morfinano)

Dextrometorfano: Definição e Classe Farmacológica

O dextrometorfano (DXM) é um composto farmacêutico de origem sintética, utilizado globalmente como o principal princípio ativo em medicamentos destinados à supressão da tosse. Está explicitamente classificado como um agente antitússico não opióide, uma classe farmacológica específica que atua no controlo do reflexo da tosse. Embora o dextrometorfano derive da estrutura do morfinano — uma ligação química partilhada com certos compostos opióides — é clinicamente reconhecido pela sua capacidade única de modular o centro da tosse sem apresentar as propriedades aditivas dos narcóticos opióides. Esta distinção garante que o composto proporcione alívio na frequência e intensidade dos episódios de tosse sem possuir um perfil narcótico.

Composição, Formas e Objetivo Terapêutico Geral

O componente ativo, o dextrometorfano, é habitualmente apresentado em preparações farmacêuticas como bromidrato de dextrometorfano, uma forma de sal estável adequada para uma administração oral fiável. Este composto encontra-se commumente disponível em inúmeras formas farmacêuticas, incluindo xaropes aquosos, suspensões orais, comprimidos, cápsulas e pastilhas, sendo frequentemente encontrado em produtos de associação. O fármaco atua através da sua ação no centro central da tosse, no cérebro, elevando o limiar do reflexo. Este mecanismo permite que o dextrometorfano cumpra o seu principal benefício geral: proporcionar a cessação temporária e eficaz da tosse causada por irritações menores da garganta e brônquios, minimizando o desconforto do doente através do controlo centralizado do reflexo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dextromethorphan?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do dextrometorfano, conforme documentado no resumo das características do medicamento e na rotulagem regulamentar oficial, está estruturado em torno de efeitos comuns expectáveis e de restrições de alto risco relacionadas com interações medicamentosas e utilização indevida. Esta informação encontra-se classificada de acordo com o sistema fisiológico afetado e a frequência da sua ocorrência.


Abrangência das Reações Adversas

As reações adversas documentadas com maior frequência são geralmente classificadas como comuns e envolvem duas classes principais de órgãos e sistemas:

  • Perturbações do Sistema Nervoso: Inclui efeitos centrais como tonturas e sonolência.
  • Perturbações Gastrointestinais: Inclui reações como náuseas e vómitos.

Reações Adversas Graves e Restrições

Os documentos regulamentares oficiais enfatizam preocupações de segurança graves específicas e restrições absolutas de utilização:

  • Síndrome Serotoninérgica: A restrição de segurança mais crítica é a contraindicação absoluta contra a utilização concomitante com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO). Esta interação acarreta o risco de Síndrome Serotoninérgica, uma reação que pode colocar a vida em risco.
  • Risco de Utilização Indevida: A rotulagem documenta o potencial de abuso e as graves consequências psiquiátricas, tais como psicose tóxica e efeitos dissociativos, que estão associadas à utilização intencional em doses que excedem as recomendações terapêuticas.

Notas de Segurança para Populações Específicas

Estão definidos parâmetros de segurança específicos para grupos vulneráveis. Os organismos reguladores indicam tipicamente que a utilização é frequentemente restrita ou não recomendada em doentes pediátricos abaixo de determinados limites de idade. Além disso, os adultos mais velhos podem apresentar uma sensibilidade acrescida aos efeitos no sistema nervoso central, tais como tonturas e sedação, documentados na rotulagem.


Resumo de Segurança Regulamentar

O perfil oficial identifica efeitos comuns e geralmente geríveis, mas impõe estritamente a contraindicação com IMAOs. Isto define formalmente os riscos de segurança graves associados a interações medicamentosas específicas e à exposição a doses elevadas não terapêuticas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem com dextrometorfano está documentada como apresentando uma variedade de sintomas graves, que afetam principalmente o sistema nervoso central. As manifestações incluem estados mentais alterados, tais como sonolência, confusão, agitação, alucinações e psicose. Estão também documentados efeitos neuromusculares como convulsões, ataxia (perda de coordenação), nistagmo e rigidez muscular. A sobredosagem pode afetar o sistema cardiovascular, resultando em taquicardia e alterações na pressão arterial, a par de hipertermia potencialmente perigosa e mal-estar gastrointestinal (náuseas e vómitos).

O perfil regulamentar identifica vários desfechos graves, incluindo o risco de coma, depressão respiratória e uma condição potencialmente fatal conhecida como Síndrome Serotoninérgica. Note-se que este risco aumenta quando o dextrometorfano é tomado em conjunto com outros medicamentos serotoninérgicos.

Deve procurar-se ajuda médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem ou caso ocorram sintomas fatais, tais como dificuldade respiratória ou perda de consciência. As orientações oficiais determinam o contacto imediato com os serviços de emergência. A gestão hospitalar é definida como tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a toxicidade por dextrometorfano. Os procedimentos de monitorização exigidos durante a gestão clínica incluem a observação contínua dos sinais vitais, análises ao sangue e monitorização por eletrocardiograma (ECG).

Usos terapêuticos de Dextromethorphan

O que o Dextrometorfano trata: principais utilizações e benefícios

O dextrometorfano é habitualmente utilizado para o alívio sintomático de tosses não produtivas — aquelas que se caracterizam por serem secas e irritativas. Esta aplicação terapêutica é relevante durante infeções agudas das vias respiratórias superiores, tais como a constipação comum e a gripe, bem como em situações que envolvam irritação ligeira da garganta e dos brônquios. O principal propósito terapêutico é o alívio temporário da tosse causada por condições comuns. Esta ação contribui para uma redução na frequência da tosse disruptiva, o que ajuda a atenuar o desconforto associado e pode ajudar a melhorar o bem-estar diário durante os períodos sintomáticos, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional.

As principais utilizações deste fármaco envolvem a gestão sintomática em contextos como infeções respiratórias superiores agudas, irritação sazonal e condições neurológicas caracterizadas por padrões sintomáticos desafiantes. Em terapias de associação específicas e regulamentadas, o dextrometorfano é aplicado em domínios especializados para gerir certas perturbações do sistema nervoso central. Isto inclui a gestão dos sintomas complexos de expressão emocional involuntária observados em condições como o Afeto Pseudobulbar (PBA). Esta aplicação oferece um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global destas manifestações angustiantes e proporciona um alívio sintomático que auxilia os doentes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis.


Factos Rápidos: Domínios de Alívio Sintomático

  • Alívio de Sintomas Agudos: Utilizado para a gestão de sintomas relacionados com estados irritativos e alterações episódicas durante infeções respiratórias.
  • Suporte Neuropsiquiátrico: Aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional para a expressão emocional involuntária.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do dextrometorfano (DXM) é estritamente definida por documentos regulamentares oficiais, focando-se na idade, no uso concomitante de medicamentos e em condições de saúde pré-existentes.

Âmbito de Elegibilidade

Classificação Estatuto de acordo com a Rotulagem Oficial
Populações para as quais o uso é contraindicado Indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao DXM ou que tenham tomado um Inibidor da Monoamino-Oxidase (IMAO) nos últimos 14 dias. Contraindicado em doentes em risco de desenvolver insuficiência respiratória ou naqueles que tomam ISRS (em algumas regiões).
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade Não recomendado para crianças com menos de 6 anos de idade em muitas preparações de venda livre; frequentemente contraindicado em crianças com menos de 4 anos. Geralmente permitido para idosos (uso geriátrico).
Regras de elegibilidade para condições específicas Não recomendado para tosse associada a asma, enfisema, bronquite crónica ou tosse acompanhada de expetoração excessiva. Recomenda-se precaução em doentes com função hepática (fígado) comprometida e naqueles identificados como metabolizadores lentos da enzima CYP2D6.
Elegibilidade na gravidez e lactação Não recomendado durante a lactação, uma vez que o medicamento passa para o leite materno. O uso durante a gravidez está geralmente condicionado ao facto de o benefício potencial superar o risco possível.

Ligação ao perfil geral de elegibilidade: Os documentos regulamentares oficiais definem a elegibilidade estabelecendo proibições absolutas baseadas na medicação concomitante (IMAO) e alergias, restringindo simultaneamente o uso com base em limiares de idade mínima, na natureza específica da tosse (proibindo tipos crónicos ou produtivos) e na função de órgãos específicos (precaução na insuficiência hepática).

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O dextrometorfano pode interagir com diversos tipos de substâncias, o que pode alterar a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de reações adversas graves. É fundamental informar o profissional de saúde sobre todos os medicamentos, suplementos ou produtos à base de plantas que estejam a ser utilizados antes de iniciar o tratamento.

A interação mais crítica ocorre com os inibidores da monoamino-oxidase (IMAO), utilizados habitualmente para o tratamento da depressão ou da doença de Parkinson. A utilização concomitante de dextrometorfano com IMAO, ou num período de 14 dias após a interrupção destes, pode provocar uma reação grave denominada síndrome serotoninérgica. Esta condição pode manifestar-se através de sintomas como agitação, confusão, ritmo cardíaco acelerado, espasmos musculares e febre elevada.

O risco de síndrome serotoninérgica também aumenta quando o dextrometorfano é tomado com outros medicamentos que elevam os níveis de serotonina no organismo, tais como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (IRSN) e antidepressivos tricíclicos.

Além disso, certos medicamentos podem inibir a enzima hepática responsável pela metabolização do dextrometorfano, levando a uma acumulação da substância no sangue e potenciando o risco de toxicidade. Exemplos destes medicamentos incluem a quinidina (utilizada para problemas de ritmo cardíaco), bem como alguns antifúngicos e antivirais.

O consumo de álcool deve ser evitado durante o tratamento com dextrometorfano, uma vez que o álcool pode potenciar os efeitos sedativos do medicamento, resultando em sonolência excessiva e diminuição do estado de alerta. Deve também haver precaução ao combinar este fármaco com outros depressores do sistema nervoso central, como sedativos, tranquilizantes ou analgésicos narcóticos.

Mecanismo de ação

O mecanismo principal do dextrometorfano (DXM) consiste na modulação do sistema nervoso central (SNC) para elevar o limiar de atividade do circuito central da tosse.

Agonismo de Recetores Centrais e Atenuação das Vias

O DXM atua como um agonista do recetor Sigma-1 (sigma-1), que desempenha um papel central na modulação da sinalização neuronal no interior do bolbo raquidiano, a região do tronco cerebral que alberga o circuito central da tosse. Esta interação altera a atividade dos canais iónicos e contribui para a atenuação do Centro Central da Tosse, elevando funcionalmente o limiar de ativação do circuito perante sinais nervosos aferentes.

Antagonismo de Via Dupla e Ação de Metabolitos

O DXM, em conjunto com o seu metabolito ativo dextrorfano (DX), atua como um antagonista não competitivo do recetor NMDA. Esta ação atenua a sinalização excitatória glutamatérgica nas vias centrais, reforçando a supressão do circuito reflexo. Adicionalmente, o DXM inibe de forma ligeira a recaptação da serotonina e da noradrenalina através dos seus respetivos transportadores, contribuindo ainda mais para o perfil de neuromodulação centralizado do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

O dextrometorfano é administrado exclusivamente por via oral, estando disponível em formulações como cápsulas de libertação imediata, comprimidos, pastilhas e suspensões de libertação prolongada. A aplicação do medicamento é regida por esquemas posológicos específicos e limites rigorosos definidos pelas agências reguladoras.

Para o alívio da tosse com a utilização de formulações de libertação imediata, o regime padrão para adultos é de 10 mg a 20 mg tomados a cada quatro horas, ou 30 mg tomados a cada seis a oito horas. Para todas as formulações, a dose total administrada não deve exceder os 120 mg em qualquer período de 24 horas. Alternativamente, as suspensões de libertação prolongada são administradas com menor frequência, tipicamente numa dose de 60 mg a cada doze horas. A administração para a tosse é designada como sendo de curto prazo, sendo geralmente aconselhado que não ultrapasse os sete dias.

Em terapias de associação regulamentadas específicas, tais como a formulação de dose fixa utilizada para o Afeto Pseudobulbar, o padrão de utilização envolve um esquema estruturado. Este regime inicia-se com uma cápsula de 20 mg/10 mg diariamente durante sete dias, seguida de uma fase de manutenção de uma cápsula a cada doze horas.

No que diz respeito às condições de administração, o dextrometorfano pode ser tomado com ou sem alimentos. Para as formas líquidas, as orientações oficiais especificam que deve ser utilizado um dispositivo de medição especializado para garantir o volume exato, e as suspensões requerem que se agite bem o frasco antes de usar. Além disso, certas formas farmacêuticas, como as cápsulas de libertação prolongada, não devem ser trituradas nem mastigadas. O fármaco não é recomendado para utilização em crianças com menos de quatro anos de idade.

Evidência clínica recente

Evidência para a utilização em Tosse Aguda devido a Infeção das Vias Respiratórias Superiores (IVRS)

A investigação que explora o Dextrometorfano no contexto da supressão da tosse envolve principalmente ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curta duração e revisões sistemáticas. Estes estudos focaram-se em populações adultas e pediátricas mais velhas, analisando medidas objetivas da frequência da tosse e resultados comunicados pelos doentes que descrevem o desconforto percecionado. Os resultados foram divergentes entre o elevado número de estudos que monitorizaram estes efeitos. A qualidade da evidência varia e as revisões científicas citam frequentemente o desafio de interpretar os resultados devido à elevada resposta observada nos grupos placebo. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e a evidência é limitada para a utilização em crianças com idade inferior a seis anos.


Evidência para a utilização no Afeto Pseudobulbar (PBA)

A evidência para a aplicação do Dextrometorfano em contextos de investigação para os sintomas desafiadores de expressão emocional involuntária, ou Afeto Pseudobulbar (PBA), provém de ensaios clínicos aleatorizados de duração intermédia e bem controlados. Os estudos monitorizaram a evolução dos sintomas em populações adultas com condições neurológicas subjacentes, tais como Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e Esclerose Múltipla (EM). As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relacionados com a frequência e intensidade dos episódios de PBA durante um período de cerca de 10 a 12 semanas. Os resultados consistentes dos estudos controlados aplicam-se especificamente ao Dextrometorfano utilizado num produto de combinação, que inclui um segundo ingrediente coadministrado.


Lacunas na Investigação e Incerteza

O registo da investigação destaca várias áreas onde a certeza permanece baixo. Para a tosse aguda, uma limitação primária frequentemente observada na literatura é a inconsistência dos resultados entre diferentes ensaios clínicos aleatorizados. Para ambos os domínios de investigação, os dados para certos grupos (como crianças pequenas para a tosse) permanecem insuficientes e os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além dos períodos iniciais de observação. Falta também evidência comparativa sobre como o Dextrometorfano se compara com todos os outros tratamentos existentes em estudos comparativos diretos (head-to-head).

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dextrometorfano (FAQ)

P: Com que rapidez começa geralmente o Dextrometorfano a atuar no alívio da tosse?

De acordo com as informações oficiais do produto, o Dextrometorfano é absorvido rapidamente após a administração por via oral. Geralmente, começa a demonstrar o seu efeito de supressão da tosse num período de 15 a 30 minutos após a administração.

P: Qual é a duração esperada dos efeitos do Dextrometorfano?

Os documentos regulamentares indicam que a duração da ação supressora da tosse após a administração oral é de aproximadamente três a seis horas. Esta duração está relacionada com a frequência de administração descrita nas diretrizes posológicas oficiais.

P: O Dextrometorfano é igual à codeína e quais são as principais diferenças de ação?

O Dextrometorfano é classificado oficialmente como um agente antitússico não opioide. A documentação oficial esclarece que, quando utilizado conforme indicado para a supressão da tosse, não partilha o mesmo potencial de dependência, abuso ou propriedades analgésicas que são características dos compostos opioides como a codeína.

P: Quais são os sintomas de níveis elevados de Dextrometorfano no organismo?

Os sintomas relatados em casos de ingestão elevada podem incluir efeitos físicos como sonolência, tonturas, instabilidade motora, batimento cardíaco acelerado, alterações na visão e dificuldade respiratória. Estes efeitos são frequentemente acompanhados por alterações no estado mental, tais como confusão e alucinações. O potencial para efeitos psiquiátricos e físicos graves está associado a níveis de ingestão que excedem as recomendações terapêuticas.

P: O que deve uma pessoa fazer se a sua tosse não melhorar após o período de utilização recomendado?

As orientações oficiais estabelecem que o Dextrometorfano é indicado para o alívio da tosse a curto prazo. Se a tosse durar mais de 7 dias, regressar após o tratamento ou ocorrer com outros sintomas como febre, erupção cutânea ou dor de cabeça persistente, a informação regulamentar indica que é aconselhável interromper a utilização e procurar orientação de um profissional de saúde.

P: Qual é a diferença entre o Dextrometorfano HBr e outras formas?

O Dextrometorfano é vulgarmente encontrado na sua forma de sal estável, o Bromidrato de Dextrometorfano (HBr), que é o ingrediente ativo padrão. A forma Dextrometorfano Polistirex é um complexo utilizado em suspensões de libertação prolongada, que está estruturado quimicamente para proporcionar uma libertação mais lenta do fármaco ao longo do tempo.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ou rara ao Dextrometorfano?

Embora rara, uma reação alérgica grave pode apresentar sintomas como erupção cutânea, urticária ou inchaço do rosto, lábios, língua ou garganta. Dificuldades em respirar ou engolir são também sintomas reconhecidos como sinais de uma reação grave.

P: O Dextrometorfano acarreta um risco conhecido de causar ansiedade ou ataques de pânico?

A rotulagem regulamentar inclui o nervosismo ou a agitação como potenciais efeitos secundários da utilização de Dextrometorfano. Estes efeitos no sistema nervoso central estão formalmente documentados como uma possibilidade, particularmente quando a utilização excede as diretrizes recomendadas.

P: O Dextrometorfano interage com suplementos à base de plantas?

Os avisos oficiais aconselham especificamente que existe um risco de interação com suplementos que afetam os níveis de serotonina, como o produto à base de plantas Erva de São João (Hipericão). A informação oficial recomenda geralmente que os utilizadores partilhem uma lista completa de todos os suplementos e medicamentos com um profissional de saúde.

P: O Dextrometorfano interage com medicamentos comuns para as alergias ou anti-histamínicos?

Os avisos oficiais indicam um risco específico ao combinar o Dextrometorfano com outros anti-histamínicos sedativos ou depressores do sistema nervoso central (SNC). Esta combinação acarreta o risco de aumento de sonolência, tonturas e compromisso da capacidade de julgamento.

P: Existem produtos alimentares ou bebidas que interagem com o Dextrometorfano?

Embora o Dextrometorfano possa ser tomado com ou sem alimentos, algumas informações sobre o produto referem que certos frutos cítricos, como a toranja, podem afetar os sistemas enzimáticos responsáveis pelo metabolismo do Dextrometorfano, alterando potencialmente a sua concentração no organismo.

P: O Dextrometorfano acarreta algum risco conhecido de dependência física ou psicológica?

Embora o Dextrometorfano seja classificado como um antitússico não opioide, os documentos regulamentares reconhecem um potencial de uso indevido. A utilização a longo prazo em níveis que excedem as recomendações terapêuticas tem sido associada ao risco de dependência psicológica.

P: O que diz a orientação oficial sobre a utilização do Dextrometorfano para fins que não sejam a tosse?

A principal utilização aprovada do Dextrometorfano é para o alívio da tosse. No entanto, a orientação oficial confirma que este é um ingrediente ativo num produto específico de combinação de dose fixa com quinidina. Este produto combinado está aprovado para o tratamento do Afeto Pseudobulbar (PBA) em doentes com condições neurológicas subjacentes.

P: Qual é a diferença entre a ação antitússica e outros efeitos farmacológicos do Dextrometorfano?

A ação antitússica é a função primária do fármaco na supressão da tosse através da elevação do limiar do reflexo da tosse. Outros efeitos farmacológicos reconhecidos incluem a modulação do recetor Sigma-1 e o antagonismo do recetor NMDA, que descrevem a atividade do fármaco no sistema nervoso central.

P: Pode o Dextrometorfano causar insónia em alguns indivíduos?

Embora os efeitos secundários comuns documentados incluam sonolência e tonturas, a informação regulamentar também lista a agitação, o nervosismo e a excitação invulgar como potenciais efeitos secundários. Estes efeitos ativadores podem ser sentidos por alguns indivíduos.

Como Dextromethorphan deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Dextrometorfano

O armazenamento e a eliminação do Dextrometorfano devem seguir rigorosamente os requisitos especificados na rotulagem regulamentar oficial.

Condições Oficiais de Armazenamento

Requisito Condição Específica
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C), evitando temperaturas acima de 40 °C.
Proteção Manter o produto protegido da luz e afastado de humidade excessiva. Não congelar e, habitualmente, não refrigerar formulações líquidas.
Recipiente Manter o medicamento no seu recipiente original e garantir que a tampa está bem fechada.
Segurança Infantil Armazenamento obrigatório fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Dextrometorfano não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado através de um programa de retoma de medicamentos. Se não estiver disponível um programa deste tipo, misture o medicamento com uma substância indesejável (por exemplo, terra) num saco selado e coloque-o no lixo doméstico. Não se recomenda que o produto seja deitado na sanita ou despejado num ralo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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