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Dexametasona

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Dexametasona

A dexametasona é um potente corticosteroide sintético com propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras significativas. Pertence à classe dos glucocorticoides e atua mimetizando os efeitos das hormonas produzidas pelas glândulas suprarrenais, ajudando a reduzir a resposta inflamatória do organismo e a regular a atividade do sistema imunitário.

Este medicamento é habitualmente indicado para o tratamento de uma vasta gama de condições clínicas. É utilizado para gerir reações alérgicas graves, doenças reumáticas, problemas dermatológicos e certas doenças respiratórias, como a asma. Além disso, a dexametasona é frequentemente aplicada no tratamento de distúrbios endócrinos, doenças autoimunes e como parte de protocolos terapêuticos em diversas patologias oncológicas.

Devido à sua elevada potência, a dexametasona é eficaz em doses relativamente baixas quando comparada com outros corticosteroides. Embora seja um recurso terapêutico essencial, o seu uso deve ser rigorosamente monitorizado por profissionais de saúde, uma vez que a utilização prolongada ou em doses elevadas pode influenciar diversos processos metabólicos e fisiológicos no corpo humano.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Dexametasona?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

A documentação oficial de segurança da Dexametasona aborda os efeitos sistémicos comuns aos glucocorticoides potentes, organizando os riscos por sistema fisiológico e frequência. A utilização sistémica está associada a um amplo âmbito de reações adversas que afetam múltiplos sistemas orgânicos, incluindo as funções endócrinas, metabólicas, musculoesqueléticas e psiquiátricas. As reações adversas específicas listadas nos documentos regulamentares variam com base na duração da exposição e em cada doente individualmente.

Categorias de Reações Adversas Documentadas

Classe de Sistemas de Órgãos Exemplos de Efeitos Oficialmente Documentados
Metabólico/Endócrino Hiperglicemia, retenção de líquidos, supressão suprarrenal, síndrome de Cushing.
Musculoesquelético Osteoporose, fraturas ósseas, miopatia, rutura de tendão.
Psiquiátrico/Nervoso Reações psiquiátricas graves, incluindo psicose e ideação suicida, e insónia.
Outros Aumento da suscetibilidade a infeções graves e mascaramento dos sinais das mesmas.

Considerações de Segurança Baseadas na Exposição e na População

Os efeitos comuns listados nos documentos regulamentares incluem o aumento de peso, a tensão arterial elevada e alterações de humor. A reação adversa mais grave é a insuficiência suprarrenal aguda, que pode ocorrer se a medicação for interrompida demasiado rapidamente, sublinhando a necessidade de um processo de descontinuação controlado.

A exposição a longo prazo está especificamente documentada como estando associada a certos efeitos, tais como o desenvolvimento de cataratas subcapsulares posteriores e glaucoma. Para os doentes pediátricos, o risco de atraso no crescimento é uma consideração de segurança declarada. Nos adultos mais velhos, a documentação oficial observa que efeitos secundários comuns, como a osteoporose e a hipertensão, podem levar a consequências mais graves.

As restrições de segurança oficiais também observam que o fármaco pode mascarar sinais de infeção existente e restringe a utilização de vacinas vivas durante a terapêutica imunossupressora.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com Dexametasona é descrita principalmente através das suas manifestações sistémicas após uma exposição aguda a doses elevadas. Os sinais documentados incluem efeitos no sistema nervoso central, tais como alterações do estado mental com agitação ou psicose, e potencialmente convulsões. Podem ocorrer distúrbios cardiovasculares que se manifestam como hipertensão ou irregularidades no ritmo cardíaco, incluindo bradicardia. Outros efeitos físicos registados são náuseas e vómitos, bem como o inchaço na parte inferior das pernas, tornozelos ou pés, relacionado com a retenção de líquidos. Um desfecho grave, a crise de feocromocitoma, foi relatado após o uso de corticosteroides sistémicos.

É necessária assistência médica urgente imediata se o indivíduo afetado apresentar quaisquer sinais de risco de vida. As orientações estabelecem explicitamente que se deve procurar os serviços de emergência (112) se a pessoa colapsar, tiver dificuldade em respirar ou não conseguir acordar. Alternativamente, deve ser contactado o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) para obter orientação na gestão da situação de sobredosagem. A gestão clínica define-se como um tratamento sintomático e de suporte, exigindo frequentemente uma supervisão médica próxima. Os procedimentos podem envolver a monitorização dos sinais vitais e a realização de exames de diagnóstico específicos, tais como um eletrocardiograma (ECG) e análises ao sangue e à urina.

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Usos terapêuticos de Dexametasona

Aspetos principais sobre a Dexametasona

  • Ajuda no controlo de uma variedade de condições inflamatórias, incluindo certos tipos de artrite, asma e reações alérgicas graves.
  • Auxilia no cuidado de distúrbios dermatológicos (pele), oftalmológicos (olhos) e hematológicos (sangue) específicos.
  • Utilizada na gestão de suporte de certas formas de edema (inchaço) e pode ser administrada para testes de diagnóstico da função adrenocortical.
  • Empregada em terapêuticas combinadas para a gestão de tipos específicos de cancro, como o mieloma múltiplo.

O que a Dexametasona trata: principais utilizações e benefícios

A dexametasona é um medicamento sujeito a receita médica utilizado na gestão de uma vasta gama de condições onde a redução da inflamação é o objetivo terapêutico. Contribui para o alívio da inflamação e do desconforto associado em vários sistemas do organismo.

No contexto dos distúrbios reumáticos, este agente é administrado como tratamento adjuvante de curta duração durante episódios agudos de condições como a artrite reumatoide e a gota aguda, visando tratar a inflamação associada.

Desempenha também um papel no cuidado de certos estados alérgicos, incluindo alergias graves ou incapacitantes, dermatite de contacto e reações de hipersensibilidade a fármacos, ajudando a controlar os sintomas. Além disso, é utilizada na gestão de doenças respiratórias específicas, como a asma, e no cuidado de suporte de condições dermatológicas selecionadas. O medicamento é igualmente administrado em certas doenças gastrointestinais, bem como em problemas específicos do sangue ou da medula óssea.

Em alguns contextos, a dexametasona é empregada em combinação com outros produtos anti-mieloma para o tratamento de adultos com mieloma múltiplo. Para uma visão abrangente das suas aplicações terapêuticas específicas e utilizações aprovadas, deverão ser consultadas as orientações oficiais do NIH MedlinePlus.

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Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Dexametasona é estritamente definida por documentos regulamentares oficiais, distinguindo entre populações para as quais o uso é absolutamente proibido e aquelas que requerem uma utilização condicional ou monitorização próxima.

Âmbito de Elegibilidade

Categoria Estatuto (Terminologia Regulamentar Oficial)
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com Infeções fúngicas sistémicas ou Hipersensibilidade conhecida ao fármaco. Também contraindicado quando se recebem Vacinas de vírus vivos em doses imunossupressoras.
Estatuto de elegibilidade na gravidez e lactação Gravidez: O uso é condicional; apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. Lactação: O uso não é recomendado; as mães não devem amamentar durante o tratamento.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

O uso do medicamento está geralmente estabelecido para adultos, doentes pediátricos e idosos. No entanto, o uso a longo prazo em crianças requer uma monitorização obrigatória para detetar a supressão do crescimento. Os doentes geriátricos requerem cautela devido à maior incidência de declínio da função orgânica relacionado com a idade e à osteoporose.

O uso é estritamente restringido ou evitado em condições que aumentem os riscos para a saúde, tais como úlceras pépticas ativas, anastomoses gastrointestinais, e para evitar exacerbar infeções latentes como a tuberculose ou a amebíase. Doentes com condições coexistentes como diabetes mellitus, hipertensão ou comprometimento renal são elegíveis, mas requerem um uso cauteloso e monitorização específica, conforme estipulado na rotulagem.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A dexametasona pode interagir com diversos medicamentos, o que pode alterar a sua eficácia ou aumentar o risco de efeitos secundários. É fundamental informar o médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos, suplementos ou produtos naturais que esteja a tomar.

Alguns medicamentos podem reduzir a eficácia da dexametasona ao acelerar a sua eliminação do organismo. Exemplos destes incluem certos anticonvulsivantes, como a fenitoína, o fenobarbital e a carbamazepina, bem como o antibiótico rifampicina. Por outro lado, medicamentos como o cetoconazol ou certos antibióticos macrólidos podem aumentar os níveis de dexametasona no sangue, elevando o risco de reações adversas.

A utilização simultânea de dexametasona com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como a aspirina ou o ibuprofeno, pode aumentar o risco de complicações gastrointestinais, incluindo úlceras e hemorragias. Em doentes a tomar anticoagulantes, como a varfarina, a dexametasona pode alterar a resposta do organismo à medicação, exigindo uma monitorização mais frequente dos parâmetros de coagulação.

Este medicamento também pode influenciar o controlo da glicemia em doentes diabéticos, podendo ser necessário ajustar a dose de insulina ou de antidiabéticos orais. Além disso, a administração de vacinas vivas ou atenuadas durante o tratamento com doses imunossupressoras de dexametasona é geralmente contraindicada, uma vez que o corticosteroide pode inibir a resposta imunitária necessária para a eficácia da vacina e aumentar o risco de infeção vacinal.

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Mecanismo de ação

Como funciona a Dexametasona: mecanismo de ação


Ativação direta do Recetor de Glucocorticoides

A dexametasona atua como um agonista para o Recetor de Glucocorticoides (RG), que se encontra presente em quase todas as células. Ao ligar-se a este recetor no interior da célula, forma um complexo que entra no núcleo. Este mecanismo genómico controla a expressão genética de centenas de proteínas, iniciando uma alteração tardia e sustentada da atividade celular em múltiplos sistemas fisiológicos.


Inibição das cascatas pró-inflamatórias

O complexo RG ativado inibe os principais impulsionadores da inflamação, principalmente através do bloqueio de fatores de transcrição como o NF-kappa B e o AP-1. Esta ação limita a síntese de numerosos mediadores pró-inflamatórios — incluindo citocinas, quimiocinas e a enzima COX-2 — o que resulta na redução da migração de células imunitárias, da permeabilidade vascular e da resposta inflamatória.


Influência nas vias metabólicas e supressão do eixo HPA

O mecanismo da dexametasona estende-se à regulação metabólica, promovendo a gluconeogénese e o catabolismo proteico através de alterações mediadas pelo RG nos tecidos hepático e muscular. Exerce também um forte feedback negativo sobre o eixo HPA (hipotálamo-hipófise-suprarrenal), suprimindo a produção endógena de cortisol pelo organismo, o que constitui uma consequência fisiológica da sua ação.

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Informações sobre dosagem e administração

A dexametasona é administrada através de várias vias oficialmente aprovadas, sendo a sua utilização estritamente orientada pela forma farmacêutica e pelo regime prescrito, que visa a aplicação da dose mínima eficaz durante o período mais curto necessário.

Âmbito da Administração

Característica Orientações Oficiais
Via de Administração Sistémica: Oral (comprimido, solução), Intravenosa (IV), Intramuscular (IM). Local: Intra-articular, intralesional, oftálmica, ótica.
Dosagem Padrão Varia amplamente. A dose sistémica diária inicial situa-se habitualmente entre 0,75 mg e 9 mg. Doses elevadas (ex: 10 mg IV seguidos de 4 mg IM/IV a cada 6 horas para edema cerebral) são utilizadas em crises agudas. Regimes cíclicos especializados (ex: 20 mg ou 40 mg em dias específicos) são preconizados para certas terapias combinadas.
Momento da Administração Os comprimidos orais devem geralmente ser tomados com ou imediatamente após os alimentos para minimizar o desconforto gastrointestinal. Se administrados numa dose única diária, a toma ocorre habitualmente de manhã.

Instruções de Procedimento e Padrões de Utilização

A solução injetável pode ser diluída com Dextrose a 5% ou Cloreto de Sódio a 0,9% (soro fisiológico) para perfusão intravenosa. Para crianças, a dose é calculada com base no peso corporal (mg/kg/dia) e é geralmente dividida. As vias IV e IM são tipicamente reservadas para situações agudas com risco de vida; a transição do doente para a terapia oral deve ocorrer logo que a condição clínica o permita.

No caso de esquecimento de uma dose, as orientações regulamentares aconselham a sua toma logo que se recorde, a menos que esteja quase na hora da dose seguinte, caso em que a dose esquecida deve ser ignorada. Não devem ser tomadas doses duplas. Após uma terapia prolongada, a dosagem deve ser reduzida gradualmente (desmame) para evitar uma potencial insuficiência adrenocortical. O tratamento com regimes de doses elevadas, como em casos de choque, não é recomendado que se prolongue além das 48 a 72 horas.

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Evidência clínica recente

Dexametasona: Evidência Clínica Recente

A dexametasona é um glucocorticóide amplamente utilizado com propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras. A investigação clínica recente tem-se focado principalmente no seu papel em contextos de cuidados agudos, particularmente na gestão de condições inflamatórias graves.


Resultados em Doenças Respiratórias Graves

Ensaios clínicos aleatorizados de grande escala investigaram a utilização da dexametasona em doentes hospitalizados com doenças respiratórias graves que necessitavam de oxigénio ou ventilação mecânica. Estes estudos revelaram que o uso de dexametasona foi associado a uma menor taxa de mortalidade aos 28 dias em comparação com os cuidados habituais isolados nesta população específica de doentes. No entanto, o mesmo benefício não foi observado em doentes com patologia mais ligeira que não necessitavam de oxigénio suplementar.

Estado do Doente na Admissão Desfecho Associado (vs. Cuidados Habituais)
Necessidade de ventilação mecânica invasiva Menor taxa de mortalidade aos 28 dias
Necessidade de oxigénio sem ventilação Menor taxa de mortalidade aos 28 dias
Sem necessidade de suporte respiratório Sem diferença observável na mortalidade

Outras Investigações Contemporâneas

A dexametasona continua a ser avaliada em terapias combinadas para diversas doenças neoplásicas, tais como o mieloma múltiplo e certas leucemias. Ensaios clínicos ativos exploram o seu papel na otimização de regimes que incluem novos agentes imunomoduladores e inibidores do proteassoma. Além disso, estudos comparativos examinam a dexametasona face a outros corticosteroides em condições como a síndrome de dificuldade respiratória aguda (SDRA), com alguns resultados a sugerirem uma eficácia comparável, enquanto se investigam também diferenças nos efeitos secundários reportados, como a hiperglicemia.

A investigação também explorou o potencial da dexametasona para reduzir sintomas como a dor e o edema após cirurgias orais e maxilofaciais, com vários ensaios controlados por placebo a documentarem um benefício na gestão destas sequelas pós-operatórias.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Dexametasona (FAQ)

P: A Dexametasona possui atividade mineralocorticoide? A dexametasona é classificada como um glucocorticóide potente. De acordo com a informação oficial do produto, possui pouca ou nenhuma atividade mineralocorticoide. Esta característica é relevante porque significa que o medicamento tem um efeito mínimo na regulação do equilíbrio de sal e água no corpo, em comparação com outros medicamentos da mesma classe.

P: Qual a rapidez com que a Dexametasona começa geralmente a fazer efeito? Os documentos oficiais indicam que a dexametasona apresenta, de modo geral, um início rápido de ação anti-inflamatória. Quando administrada por injeção, os efeitos podem começar muito rapidamente. Na forma oral, a ação terapêutica inicia-se tipicamente decorridas poucas horas.

P: Durante quanto tempo a Dexametasona permanece ativa no organismo após uma dose? A dexametasona é considerada um corticosteróide de ação prolongada com base nas suas propriedades farmacológicas. A informação oficial indica que os efeitos biológicos de uma única dose sistémica podem durar tipicamente mais de 48 horas.

P: O aumento de peso é um efeito secundário comummente reportado? Sim, os documentos regulamentares listam o aumento de peso como um efeito reportado com frequência associado ao uso de corticosteróides sistémicos. Este efeito é categorizado como uma alteração que afeta o sistema metabólico do organismo.

P: A Dexametasona pode causar retenção de líquidos ou inchaço (edema)? A retenção de líquidos é um efeito adverso documentado da dexametasona, estando listada na classe de sistemas e órgãos Metabólico/Endócrino. Esta retenção de líquidos pode manifestar-se como inchaço, habitualmente designado como edema, particularmente com o uso prolongado.

P: É possível que a Dexametasona cause dificuldades em dormir (insónia)? A dificuldade em dormir, ou insónia, está listada na documentação oficial de segurança. Este é classificado como um efeito reportado nos sistemas psiquiátrico e nervoso que pode ocorrer durante o tratamento com dexametasona.

P: A Dexametasona pode levar a problemas de visão como cataratas ou glaucoma? A documentação oficial de segurança observa que o uso a longo prazo de dexametasona está associado a certos riscos oculares. Estes incluem a possibilidade documentada de desenvolvimento de glaucoma e cataratas subcapsulares posteriores.

P: É verdade que podem ocorrer alterações na pele, como adelgaçamento ou hematomas fáceis? Os documentos regulamentares listam as alterações cutâneas entre as reações adversas documentadas dos corticosteróides. Estas podem incluir efeitos como pele fina, facilidade em fazer hematomas e atraso na cicatrização de feridas.

P: A Dexametasona acarreta o risco de enfraquecimento ósseo, como a osteoporose, em utilizações prolongadas? O uso a longo prazo está associado a efeitos musculoesqueléticos documentados. Estes incluem os riscos de osteoporose e fraturas ósseas devido à influência do fármaco na saúde dos ossos.

P: O uso de Dexametasona acarreta o risco de desenvolver ou agravar infeções? Os documentos oficiais de segurança indicam que o uso de dexametasona está associado a uma maior suscetibilidade a infeções. Além disso, o fármaco pode mascarar os sinais típicos de infeções graves existentes.

P: A Dexametasona interage com analgésicos comuns de venda livre ou AINEs? A documentação regulamentar assinala uma interação farmacodinâmica com medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). A coadministração com AINEs está documentada como aumentando o risco de efeitos secundários gastrointestinais, tais como hemorragias e ulceração.

P: Qual é a informação geral sobre a interação da Dexametasona com medicamentos antidiabéticos? Está documentado que a dexametasona interfere com o controlo da glicemia. Este efeito pode reduzir a eficácia dos medicamentos antidiabéticos e, geralmente, requer uma monitorização mais próxima do açúcar no sangue enquanto o tratamento estiver a ser realizado.

P: A Dexametasona pode ser tomada ao mesmo tempo que medicação para o coração? Estão listadas interações específicas com certos medicamentos para o coração nos documentos oficiais. Por exemplo, a coadministração com agentes que causam a depleção de potássio (como certos diuréticos) pode aumentar o risco de níveis baixos de potássio (hipocaliemia).

P: A Dexametasona afeta os resultados de certos exames médicos ou laboratoriais? A dexametasona é conhecida por afetar os resultados de certos testes laboratoriais. A documentação oficial destaca que pode interferir com exames concebidos para avaliar a função endócrina, tais como o Teste de Supressão da Dexametasona.

P: Existem recomendações dietéticas específicas durante a toma de Dexametasona? As informações oficiais de segurança referem que os conselhos dietéticos podem incluir considerações como a restrição de sódio e a suplementação de potássio, especialmente em utilizações prolongadas. O consumo de sumo de toranja pode também afetar os níveis plasmáticos do medicamento.

P: Quais são as horas do dia recomendadas para tomar Dexametasona de forma a evitar problemas de sono? Para doentes que tomam uma dose única diária, a orientação regulamentar sugere a toma de dexametasona de manhã. Este horário é sugerido tipicamente para alinhar a toma com o ritmo hormonal natural do corpo, podendo ajudar a minimizar o risco de efeitos secundários como a insónia.

P: A Dexametasona pode causar dores de cabeça ou tonturas? As listagens de reações adversas da dexametasona incluem efeitos nos sistemas psiquiátrico e nervoso. Estas listagens podem incluir efeitos reportados como dores de cabeça ou tonturas.

P: Que tipo de monitorização especializada pode ser necessária para utilizadores de longo prazo? As considerações oficiais de segurança enfatizam que o uso prolongado requer monitorização de efeitos específicos. Isto pode incluir a verificação da pressão arterial, níveis de glicose no sangue, densidade óssea e monitorização do crescimento em doentes pediátricos.

P: A Dexametasona interage com contracetivos orais? A dexametasona pode interagir com certos contracetivos orais (especificamente os que contêm estrogénios ou progestagénios). Esta interação pode aumentar o nível de dexametasona no organismo ou diminuir a eficácia do medicamento contracetivo.

P: Existem relatos de a Dexametasona causar aumento da sede ou do apetite? O aumento do apetite e da sede estão documentados como efeitos possíveis que foram reportados com a utilização de dexametasona.

P: A Dexametasona pode afetar o crescimento ou desenvolvimento em crianças e adolescentes? A documentação oficial observa que o uso de dexametasona em crianças e adolescentes pode estar associado ao risco de atraso no crescimento. Isto é destacado como uma consideração de segurança fundamental e a monitorização do crescimento é tipicamente necessária durante o tratamento prolongado.

P: É recomendado tomar Dexametasona com alimentos ou leite? Para ajudar a minimizar o risco de perturbações gastrointestinais, as orientações regulamentares indicam que os comprimidos orais devem geralmente ser tomados com ou imediatamente após alimentos ou leite.

P: Existem interações conhecidas entre a Dexametasona e o consumo de álcool? Os documentos regulamentares afirmam explicitamente que o consumo de álcool durante a toma de dexametasona pode aumentar o risco de hemorragia gastrointestinal.

P: Quais são as principais diferenças entre a Dexametasona e fármacos semelhantes como a Prednisona? A dexametasona é classificada como um glucocorticóide potente e de ação prolongada. Uma diferença fundamental em relação a alguns outros corticosteróides é que a dexametasona é descrita na documentação oficial como tendo pouca atividade mineralocorticoide.

P: É geralmente aconselhado o uso de um cartão ou pulseira de identificação médica durante o tratamento com Dexametasona? As condicionantes de segurança oficiais destacam o risco de insuficiência adrenal aguda se o tratamento for interrompido subitamente, especialmente após uso prolongado. Devido a este risco potencial, a informação regulamentar refere que doentes que recebem terapia prolongada com corticosteróides podem beneficiar de transportar documentação sobre o uso do medicamento.

P: Existem preocupações específicas sobre o uso de Dexametasona em pessoas com histórico de úlceras? A informação oficial estabelece que o uso é restringido ou evitado em casos de úlceras pépticas ativas. Adicionalmente, recomenda-se cautela em doentes com histórico de úlceras devido ao efeito do fármaco em tornar a mucosa gástrica suscetível à ulceração.

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Como Dexametasona deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Manuseamento

Os requisitos de armazenamento da dexametasona são especificados de acordo com a formulação. Os comprimidos devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada (20 °C a 25 °C), protegidos da humidade, e devem ser fornecidos num recipiente bem fechado e resistente à luz. A solução injetável deve ser protegida do congelamento e é sensível ao calor.

Instruções de Eliminação

Todos os medicamentos devem ser mantidos fora do alcance das crianças. A dexametasona não utilizada ou com prazo de validade expirado não deve ser eliminada no lixo doméstico nem despejada no esgoto, de acordo com as orientações regulamentares. A eliminação deve seguir as indicações de um profissional de saúde, utilizando um ponto de recolha ou de devolução designado para resíduos farmacêuticos. As seringas utilizadas das formas injetáveis devem ser colocadas num recetáculo apropriado para resíduos cortantes e perfurantes.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Dexametasona encontrado em:

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