Depral

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Depral

Que Tipo de Medicamento é o Depral e Qual a sua Composição?

O Depral é um agente psicotrópico sujeito a receita médica que contém a substância ativa sulpirida. A sulpirida é categorizada quimicamente como um composto sintético derivado da família das benzamidas substituídas. A sua classificação farmacológica insere-o na classe dos antipsicóticos atípicos (também conhecidos como antipsicóticos de segunda geração), a qual é clinicamente reconhecida por atuar em vias neurológicas específicas.

Sendo um produto de substância ativa única, o Depral baseia o seu efeito terapêutico exclusivamente na sulpirida. A preparação é versátil, estando disponível em formas orais comuns, incluindo comprimidos e cápsulas, e também como solução injetável em ampolas para administração parentérica, quando é necessária uma ação rápida. Esta estrutura de benzamida substituída distingue a sulpirida de muitos outros agentes antipsicóticos atípicos, estabelecendo a sua identidade química única.

Como é Classificado o Depral e Qual o seu Objetivo Geral?

O objetivo geral do Depral é proporcionar uma ação psicorreguladora e de equilíbrio químico, destinada a auxiliar na gestão de perturbações mentais e comportamentais graves. Este efeito terapêutico decorre da função estabelecida da sulpirida como um antagonista seletivo dos recetores da dopamina.

Estudos farmacológicos confirmam que a sulpirida atinge este objetivo primordialmente através da modulação da atividade da dopamina, bloqueando o seu efeito nos recetores dopaminérgicos D2 e D3. Esta ação direcionada é uma característica distintiva do fármaco, permitindo estabilizar o pensamento e os processos emocionais. Ao apoiar um estado de equilíbrio neuroquímico, o Depral auxilia indivíduos sob cuidados especializados, sendo o seu cenário de utilização geral a estabilização do humor e da perceção.

Quais efeitos secundários são possíveis com Depral?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Depral (Sulpirida) está formalmente documentado em textos regulamentares, que categorizam as possíveis reações adversas pela sua frequência e pelo sistema de órgãos afetado. O medicamento apresenta considerações de segurança relacionadas principalmente com os sistemas Nervoso e Endócrino.

Reações Adversas por Frequência

Classificação Exemplos Comuns ( ≥ 1/100 )
Frequentes Hiperprolactinemia, sedação/sonolência, aumento de peso, obstipação, sintomas extrapiramidais (ex: tremor, parkinsonismo)
Pouco Frequentes Leucopenia, hipotensão ortostática, aumento do volume mamário, disfunção sexual, discinesia, distonia
Raros Arritmia ventricular, taquicardia ventricular, crises oculógiras

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

A documentação oficial regista o risco de reações adversas raras, mas graves. Estas incluem a Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN), uma complicação potencialmente fatal, e arritmias ventriculares fatais, como a Torsade de pointes, que estão relacionadas com o efeito de prolongamento do intervalo QT na atividade elétrica do coração. Foram também documentados casos de Tromboembolismo Venoso (TEV), incluindo trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar.

As condicionantes de segurança exigem precaução particular em doentes com epilepsia, uma vez que os neurolépticos podem baixar o limiar convulsivo. Além disso, a utilização é contraindicada em indivíduos com tumores dependentes da prolactina. A Discinesia Tardia é um padrão de segurança associado à exposição prolongada ao medicamento.

Considerações Específicas para Populações referem oficialmente que os idosos podem ser mais suscetíveis a efeitos secundários, tais como a hipotensão postural e a sedação. No caso de recém-nascidos expostos durante o terceiro trimestre da gravidez, está documentado o risco de sintomas extrapiramidais ou de síndrome de abstinência neonatal.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Âmbito da Sobredosagem

Componente Chave Declaração Oficial
Manifestações de Sobredosagem Documentadas Depressão do SNC que pode progredir para coma; reações extrapiramidais (ex: distonia grave reversível, hiperreflexia); taquicardia sinusal; hipotensão; vómitos; e salivação excessiva.
Sistemas Fisiológicos Afetados Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Cardiovascular.
Fatores Relacionados com a Dose ou Exposição Foram relatados desfechos fatais, principalmente em combinação com outros agentes psicotrópicos.
Notas sobre Populações Específicas Os doentes idosos podem ter um risco acrescido de sofrer sedação, hipotensão postural e uma maior suscetibilidade a efeitos extrapiramidais, o que influencia a apresentação da sobredosagem.
Declarações de Resposta de Emergência O tratamento é essencialmente sintomático e de suporte. Os sintomas extrapiramidais graves são geridos com fármacos anticolinérgicos. A sulpirida deve ser interrompida imediatamente se ocorrer hipertermia de origem não diagnosticada.
Quando é necessária ajuda médica imediata Caso tenha sido tomada uma dose superior à prescrita, o indivíduo deve informar um médico ou dirigir-se imediatamente a um serviço de urgência hospitalar. É necessária assistência médica imediata perante sinais de batimentos cardíacos irregulares potencialmente fatais (Torsade de Pointes), convulsões ou coma.

Estrutura Resultante da Sobredosagem

As declarações oficiais indicam que o risco central na sobredosagem é o potencial de prolongamento do intervalo QTc e consequentes arritmias ventriculares graves, incluindo Torsade de Pointes (TdP), que podem levar a uma paragem cardíaca. As manifestações clínicas incluem a depressão do sistema nervoso central, podendo levar ao estado de coma, hipotensão, taquicardia e reações extrapiramidais, tais como distonia grave e trismo.

Todos os doentes com suspeita de sobredosagem devem ser monitorizados de perto para detetar sinais de síndrome de QT longo e arritmias graves. Uma vez que não existe um antídoto específico documentado, a principal estratégia de gestão baseia-se num tratamento sintomático e de suporte rigoroso.

Os documentos clínicos definem o perfil de sobredosagem do Depral detalhando manifestações neurológicas e cardiovasculares agudas, destacando o risco vital de arritmias cardíacas. Estes achados determinam a necessidade de assistência médica imediata e hospitalização para observação contínua. Os protocolos enfatizam a gestão das apresentações clínicas específicas, como a utilização de agentes anticolinérgicos para controlar sintomas extrapiramidais graves.

Usos terapêuticos de Depral

O Depral (Sulpirida) é geralmente aplicado em situações clínicas marcadas por um sofrimento emocional e comportamental significativo. O seu benefício terapêutico é proporcionado em domínios onde sintomas específicos e acentuados interferem com a estabilidade e o funcionamento diário do doente.

Este medicamento é habitualmente utilizado em condições como a esquizofrenia e perturbações psicóticas agudas, de modo a conferir um alívio de suporte para sintomas intensos. É também considerado relevante para doenças depressivas graves que apresentem características psicóticas acompanhantes, vertigem crónica e perturbações somatoformes.

Em situações que envolvam estes sintomas e que interfiram com a vida quotidiana, o Depral pode contribuir para atenuar a carga sintomática global sentida durante episódios agudos e na gestão de quadros crónicos.

“Esta aplicação pode auxiliar no alívio do sofrimento emocional e comportamental grave, apoiando o doente durante episódios difíceis através da redução do mal-estar.”

Facto Rápido: Suporte Sintomático para a Agitação Psicomotora

O medicamento é frequentemente utilizado quando os sintomas relacionados com a inquietação e a instabilidade emocional se intensificam, sendo necessária assistência sintomática de curto prazo. Este uso oferece um suporte que ajuda a aliviar a carga total dos sintomas.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Depral — Informação Regulamentar Oficial

Categoria Estatuto Regulamentar Oficial Grupo Populacional ou Condição
Populações para as quais o uso é permitido Autorizado/Aprovado Adultos
Populações para as quais o uso não é recomendado Não Recomendado Crianças com menos de 14 anos de idade
Não Recomendado Mulheres grávidas / Mulheres em período de aleitamento
Populações para as quais o uso é contraindicado Contraindicado Feocromocitoma / Tumores Dependentes da Prolactina
Restrições relacionadas com a elegibilidade Requer Redução de Dose Doentes com Insuficiência Renal
Requer Monitorização Doentes com Epilepsia Instável / Diabetes Mellitus

Classificações de Elegibilidade (Nível Geral)

Categoria Estatuto Regulamentar
Classificação de gravidade da elegibilidade Contraindicado, Restrito, Não Recomendado
Base regulamentar Autoridades de Saúde Nacionais

Ligação ao perfil de elegibilidade global:

A documentação regulamentar estabelece que o medicamento é contraindicado em populações com comorbilidades específicas, incluindo o feocromocitoma e tumores que sejam dependentes da prolactina. A população elegível é constituída primordialmente por adultos. Contudo, o uso não é recomendado para a população pediátrica com menos de 14 anos, devido à insuficiência de dados clínicos, nem para mulheres grávidas ou em período de aleitamento. Além disso, as informações oficiais exigem que os doentes com insuficiência renal recebam ajustes na dose, e que aqueles que sofram de epilepsia instável ou diabetes mellitus sejam submetidos a uma monitorização rigorosa. Esta estrutura define as fronteiras precisas para a utilização do fármaco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos oficiais do Depral detalham restrições e requisitos específicos relativos à sua coadministração com outros medicamentos e produtos, devido ao potencial de ocorrência de alterações clinicamente significativas na exposição ao fármaco. Estas interações baseiam-se fundamentalmente no metabolismo e no transporte do medicamento.

Condicionantes de Interação Documentadas

Domínio da Interação Requisito/Condicionante
Inibidores Fortes do CYP3A4 e da Glicoproteína-P A coadministração deve ser evitada para prevenir aumentos acentuados nos níveis de Depral.
Inibidores da Redutase da HMG-CoA (Estatinas) A coadministração exige um ajuste posológico ou a limitação da estatina, devido ao aumento da exposição à mesma.
Imunossupressores A coadministração requer uma monitorização terapêutica do fármaco (TDM) rigorosa e uma potencial redução da dose do imunossupressor.
Toranja ou Sumo de Toranja A ingestão de toranja ou de sumo de toranja deve ser evitada devido ao seu efeito inibidor no CYP3A4 intestinal e na glicoproteína-P, o que aumenta os níveis de Depral.

Estas condicionantes garantem que o risco de alteração dos níveis do fármaco, resultante da inibição da enzima CYP3A4 e do transportador glicoproteína-P (P-gp), seja mitigado. As orientações estabelecem domínios específicos para definir regras claras, tais como a exclusão de uso ou ajustes de dose, de forma a gerir o perfil de interação.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Depral: Mecanismo de Ação


Dupla Ação na Disponibilidade de Neurotransmissores

A ação primária do Depral consiste em aumentar a disponibilidade da serotonina (5-HT) e da noradrenalina (NE), através da inibição da sua recaptação para a célula nervosa pré-sináptica. Isto é alcançado através da ligação e do bloqueio da função do Transportador de Serotonina (SERT) e do Transportador de Noradrenalina (NET). Esta etapa bioquímica imediata reforça a concentração de ambas as monoaminas na fenda sináptica, estabelecendo a base para uma sinalização monoaminérgica potenciada ao longo de circuitos neurais específicos no sistema nervoso central.


Adaptação Crónica e Plasticidade Neural

O aumento sustentado na sinalização dos neurotransmissores conduz a uma segunda fase crucial e retardada, conhecida como adaptação sináptica. Esta fase envolve a dessensibilização de autorrecetores inibitórios e a ativação de vias de sinalização intracelular (como a CREB). Estas cascatas promovem a produção de fatores neurotróficos, tais como o Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF). Este processo molecular induz alterações neuroplásticas e a remodelação estrutural de circuitos neurais, o que, em última análise, altera a regulação das respostas fisiológicas a agentes stressores e estímulos emocionais.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração

O Depral (Sulpirida) é prescrito de acordo com instruções de administração detalhadas que regulam a via, a frequência e o ajuste posológico necessários para uma utilização correta.

Âmbito da Administração Orientação Oficial
Via de Administração O medicamento está aprovado para via oral (comprimidos, solução) para manutenção, e via intramuscular (IM) para suporte de curto prazo durante episódios agudos.
Esquema Posológico As doses orais são tituladas por um especialista dentro de intervalos definidos pelo padrão de sintomas. A dosagem varia entre 400 mg diários até um máximo de 2400 mg por dia em certas situações.
Frequência e Horários As doses orais são tipicamente administradas em doses divididas, duas vezes ao dia, geralmente agendadas para a manhã e o início da noite para garantir uma exposição consistente.
Requisitos de Preparação Os comprimidos orais devem ser engolidos inteiros com água. A forma de injeção IM está reservada para utilização parentérica.
Ajustes em Populações A dosagem deve ser reduzida ou o intervalo entre doses aumentado na presença de insuficiência renal. Pode ser necessária uma dose inicial mais baixa para idosos. O medicamento não é recomendado para crianças com menos de 14 anos de idade.
Regra de Dose Esquecida Se uma dose for esquecida, o doente deve ignorar a dose esquecida e tomar a próxima dose agendada à hora habitual; não deve tomar uma dose dupla para compensar.

Estrutura Procedimental Oficial

O tratamento deve ser iniciado sob supervisão de um especialista, estabelecendo esta condição para o contexto de utilização. A definição da dosagem envolve um processo de titulação para estabelecer o intervalo correto, e a interrupção do tratamento exige que a dose seja reduzida gradualmente. A disponibilidade das vias oral e intramuscular determina a transição de uma utilização intramuscular de curto prazo e elevado suporte para uma administração oral crónica, duas vezes ao dia.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Depral

O Depral (Sulpirida) tem sido estudado em diversas patologias desde o seu desenvolvimento, sendo a maioria da informação derivada de ensaios clínicos, incluindo Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA), e de dados observacionais de longo prazo. Esta visão geral foca-se apenas na evidência científica que descreve a avaliação clínica, não abordando o modo de utilização do medicamento ou o seu perfil de segurança.


Evidência na Esquizofrenia (Aguda e Crónica)

A investigação explorou a utilização do Depral em indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia, centrando-se em condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas. Os estudos realizados durante períodos de maior atividade sintomática incluem ensaios controlados de curto prazo e ensaios comparativos em dupla ocultação. Os investigadores monitorizaram resultados relacionados com sintomas psiquiátricos específicos, tais como sintomas positivos (como delírios ou alucinações) e sintomas negativos (como o retraimento emocional), utilizando escalas de avaliação padronizadas.

Os resultados descrevem padrões observados nestes estudos, onde foram registadas alterações nas pontuações dos sintomas centrais nalguns ensaios durante as semanas iniciais de tratamento. Estudos de acompanhamento mais longos, frequentemente recorrendo a coortes observacionais, exploraram o estado clínico global e a frequência de eventos de reinternamento hospitalar ou recaída. Estes estudos ajudam a contextualizar a experiência relatada por populações adultas no que diz respeito aos cuidados agudos e crónicos.


Evidência em Doenças Depressivas Graves

O Depral foi avaliado em investigações que exploraram alterações sintomáticas de curto prazo em doenças depressivas graves, frequentemente quando a patologia incluía características de psicose ou um atraso psicomotor significativo. A investigação nesta área envolveu estudos clínicos controlados que examinaram alterações nos sintomas de humor e no sofrimento emocional, comparando tipicamente os resultados com um placebo ou com outros compostos. Estes estudos contribuem para o panorama geral da evidência ao demonstrarem padrões de alterações a curto prazo em grupos específicos de doentes.


Lacunas na Investigação e Incertezas sobre o Depral

O perfil da evidência destaca áreas onde é necessária mais investigação. Uma limitação reside no facto de muitos dos ensaios de eficácia centrais poderem ter desenhos de investigação mais antigos, existindo uma falta de evidência comparativa face a muitos medicamentos mais recentes e de utilização frequente. As durações do acompanhamento foram limitadas em muitos ensaios fundamentais, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Além disso, continuam a surgir dados sobre a aplicação consistente do Depral em todas as populações, o que reflete a complexidade do perfil de evidência do fármaco.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Depral (FAQ)

P: O Depral é considerado um tipo de antidepressivo?

A documentação oficial classifica o Depral como um antipsicótico atípico e uma benzamida substituída. Embora o medicamento seja formalmente categorizado com base no seu mecanismo principal, a investigação também avaliou a sua utilização para sintomas em doenças depressivas graves. Detalhes adicionais sobre a classificação oficial estão disponíveis na secção principal que descreve o tipo de fármaco.

P: Qual é o tempo previsto para o efeito total do Depral?

De acordo com as informações oficiais de prescrição, o efeito terapêutico total envolve frequentemente uma segunda fase de ação retardada, que é crucial e está relacionada com alterações graduais no sistema nervoso. A evidência científica sugere que o efeito terapêutico pleno pode ser observado após várias semanas de administração consistente.

P: Durante quanto tempo se pode tomar Depral com segurança?

Os documentos regulamentares descrevem que o medicamento é utilizado para manutenção a longo prazo em certas condições crónicas, quando o tratamento é gerido sob supervisão de um especialista. A informação oficial refere que a evidência relativa a efeitos a longo prazo além de vários anos não está totalmente estabelecida em todos os grupos de doentes.

P: Existem avisos especiais para pessoas com problemas de fígado ou rins que utilizem Depral?

As diretrizes oficiais descrevem que são necessários ajustes na dose, ou um aumento do intervalo entre as doses, em doentes com insuficiência renal (rins) para gerir os níveis do fármaco no organismo. A documentação regulamentar principal não fornece avisos específicos ou ajustes de dose relacionados com a insuficiência hepática primária.

P: O Depral afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

As orientações regulamentares descrevem que o medicamento pode causar efeitos adversos que podem prejudicar a função motora. Efeitos secundários como sedação, sonolência e discinesia (movimentos involuntários) podem afetar a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas complexas em segurança. A consciência destes efeitos é referida nas informações oficiais de prescrição.

P: O Depral está disponível como medicamento genérico?

Os registos oficiais de medicamentos confirmam que a substância ativa, a Sulpirida, está disponível em formulação genérica. Esta forma genérica é produzida por múltiplos fabricantes e encontra-se listada nos registos oficiais de medicamentos sob a sua denominação comum internacional.

P: Quanto tempo demora normalmente o Depral a começar a mostrar efeitos?

A investigação e os dados clínicos indicam que algumas alterações iniciais nos sintomas podem ser observadas durante as primeiras semanas de tratamento. Este período marca o início da ação do fármaco. No entanto, atingir os efeitos terapêuticos totais requer tipicamente uma duração mais longa de utilização consistente.

P: Os efeitos secundários do Depral costumam diminuir após as primeiras semanas?

A informação oficial para o doente sugere que alguns efeitos secundários iniciais, particularmente a sonolência e a sedação, podem diminuir à medida que o organismo se adapta ao medicamento. No entanto, todas as restrições de segurança e avisos documentados continuam a aplicar-se durante todo o tratamento.

P: O Depral causa alterações no apetite?

Os documentos oficiais de segurança listam o aumento de peso como uma reação adversa comum para o Depral. Este efeito está geralmente associado a alterações no metabolismo. Embora o apetite não seja explicitamente mencionado como um efeito secundário separado, o ganho de peso sugere frequentemente alterações relacionadas na ingestão ou processamento calórico.

P: A queda de cabelo está listada como um efeito secundário do Depral?

Sim, de acordo com a documentação formal, a queda de cabelo (alopécia) foi registada como uma reação adversa. Os relatórios regulamentares indicam que este é um efeito secundário raro, o que significa que não é observado habitualmente na população geral que utiliza o fármaco.

P: O Depral pode ser tomado com analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno?

As orientações oficiais exigem a consideração de todos os fármacos coadministrados. Embora não exista uma restrição específica documentada no resumo regulamentar principal relativa a anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como o ibuprofeno, os indivíduos devem consultar um profissional de saúde apropriado sobre a coadministração.

P: O álcool interage negativamente com o Depral?

A documentação regulamentar descreve que é necessário evitar o consumo de álcool durante o tratamento com Depral. Isto deve-se ao facto de o álcool poder aumentar os efeitos sedativos já associados ao medicamento, o que pode levar a um maior compromisso da função motora.

P: O Depral interage com produtos à base de plantas, como a Erva de S. João?

Os resumos regulamentares de interações listam especificamente o produto à base de plantas Erva de S. João (Hypericum perforatum). Os resumos oficiais descrevem a necessidade de evitar a sua utilização devido ao potencial de afetar o metabolismo do fármaco.

P: O Depral é uma substância controlada?

Os sistemas de classificação oficiais em todo o mundo não listam o Depral (Sulpirida) como uma substância controlada ao abrigo de convenções internacionais. O medicamento é designado como um agente psicotrópico sujeito a receita médica.

P: O Depral possui um "Aviso de Caixa Preta" (Black Box Warning) e o que significa?

Em certas jurisdições, o fármaco possui um Aviso de Caixa Preta obrigatório. Este é o aviso mais forte exigido pelas agências reguladoras e é utilizado para chamar a atenção para o risco documentado de reações adversas graves. Estas reações incluem a Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN) e um problema grave do ritmo cardíaco chamado Torsade de pointes.

P: Onde posso encontrar a informação oficial de segurança emitida pelo governo para o Depral?

Os folhetos informativos oficiais de segurança e para o doente, tais como o Resumo das Características do Medicamento (RCM), estão tipicamente acessíveis online. Estes documentos são publicados pelos sites das autoridades nacionais do medicamento ou portais de doentes geridos pelo governo.

P: Qual é a semivida do Depral? (Tempo que permanece no corpo)

Os dados farmacocinéticos regulamentares referem que a semivida de eliminação do fármaco é de aproximadamente 7 a 9 horas em adultos com função renal normal. A semivida é o tempo que a concentração do fármaco no sangue demora a ser reduzida para metade.

P: Diferentes dosagens de Depral têm diferentes perfis de efeitos secundários?

Os dados oficiais de segurança listam as reações adversas por frequência. No entanto, os dados indicam que a incidência de certos efeitos secundários comuns, tais como sedação e sintomas extrapiramidais, pode aumentar com a administração de doses mais elevadas.

P: O Depral é conhecido por causar boca seca?

Os resumos regulamentares de segurança listam a obstipação como um efeito adverso comum, que está frequentemente relacionado com os mesmos mecanismos que podem causar boca seca (xerostomia). Embora a boca seca possa não estar explicitamente listada nos documentos principais, é um efeito comummente relacionado com a ação do fármaco.

P: O Depral pode ser tomado com ou sem alimentos?

As diretrizes oficiais indicam que a absorção do fármaco não é significativamente alterada pelos alimentos. Portanto, pode ser tomado com ou sem refeição. Isto refere-se especificamente à forma de comprimido oral.

P: O que devo fazer se tiver uma reação alérgica ao Depral?

Os documentos informativos para o doente detalham que sintomas que sugiram uma reação alérgica, como erupção cutânea ou inchaço, requerem uma revisão médica imediata e a interrupção do produto. Esta é uma instrução de segurança crítica para garantir uma resposta rápida a uma potencial hipersensibilidade.

Como Depral deve ser armazenado e descartado?

Condições de Armazenamento e Estabilidade

Os comprimidos de Depral (Sulpirida) devem ser conservados a uma temperatura igual ou inferior a 25 °C, de forma a cumprir as condições exigidas para a manutenção do prazo de validade oficial de 3 anos do produto. Os comprimidos devem ser mantidos de forma segura na sua embalagem original, como os blisters de PVC/Alumínio ou recipientes selados.

Proteção e Eliminação

Por determinação oficial, o medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças para prevenir a ingestão acidental. Quando o medicamento já não for necessário ou o seu prazo de validade tiver expirado, não deve ser deitado no lixo doméstico nem despejado na rede de esgotos. O produto não utilizado deve ser eliminado através da consulta a um farmacêutico, que orientará sobre os procedimentos adequados de recolha de medicamentos para garantir a proteção ambiental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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