Depocort

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Depocort

Que tipo de medicamento é o Depocort e o que contém?

O Depocort é um medicamento de aplicação tópica sujeito a receita médica. Contém a substância ativa dipropionato de betametasona, que é classificada cientificamente como um adrenocorticosteroide sintético de elevada potência, pertencente à classe mais ampla dos corticosteroides. Este medicamento foi especificamente concebido para uso tópico direto na pele. Fontes de informação farmacológica confirmam que este fármaco é utilizado devido às suas propriedades como um agente anti-inflamatório potente.

O composto ativo, o dipropionato de betametasona, é um éster esteroide fluorado fabricado quimicamente, o que o distingue dos esteroides de origem natural. Estudos farmacológicos reconheceram clinicamente esta estrutura específica de dipropionato pela sua absorção percutânea e eficácia reforçadas quando comparada com outros ésteres de betametasona. O medicamento final é preparado como um produto de substância única em várias apresentações tópicas, incluindo creme, pomada, loção e gel, utilizando frequentemente uma base de vaselina branca ou óleo mineral para auxiliar a absorção.

Como se distingue o Depocort de outras preparações tópicas?

Esta formulação é consistentemente posicionada como um agente de elevada potência na hierarquia dos esteroides tópicos, uma característica que é apoiada por extensos dados clínicos relativos a dermatoses que respondem a corticosteroides. O benefício geral do medicamento é a sua capacidade de proporcionar uma ação anti-inflamatória poderosa, uma ação antipruriginosa (alívio da comichão) e uma ação vasoconstritora (redução da vermelhidão e do inchaço).

Ao contrário de preparações tópicas mais simples, o composto ativo funciona como um agonista dos recetores de glucocorticoides que modifica diretamente os processos biológicos subjacentes que causam o sofrimento cutâneo, suprimindo eficazmente a resposta imunitária local. Isto significa que o medicamento se destina fundamentalmente a controlar rapidamente a inflamação e os sintomas associados, proporcionando alívio sintomático a doentes que experienciam inflamação persistente e grave. A elevada potência inerente ao esteroide fluorado é particularmente importante para condições onde é necessária uma ação localizada e forte para interromper o ciclo da inflamação.

Quais efeitos secundários são possíveis com Depocort?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Depocort (dipropionato de betametasona) baseia-se em classificações regulamentares oficiais, que descrevem potenciais reações adversas que variam desde efeitos cutâneos locais a perturbações sistémicas resultantes da absorção.

Reações Adversas e Âmbito Regulamentar

Os efeitos adversos estão categorizados em grupos que refletem os sistemas fisiológicos envolvidos. As doenças da pele e do tecido subcutâneo incluem reações locais como ardor, comichão (prurido), irritação, foliculite, hipertricose e atrofia cutânea. Reações como estrias, hipopigmentação e infeção secundária também estão oficialmente documentadas. Os efeitos sistémicos, embora menos frequentes, são classificados como graves e envolvem outros sistemas. Estes incluem doenças endócrinas, onde uma absorção significativa pode levar à supressão do eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal (HPA) ou a manifestações consistentes com a síndrome de Cushing.

Considerações de Segurança e Exposição

As informações oficiais de segurança associam o risco de reações adversas às condições de exposição. Os efeitos sistémicos são assinalados como sendo mais prováveis com o tratamento prolongado, a aplicação em áreas de superfície extensas ou o uso de pensos oclusivos. Os documentos regulamentares também identificam os doentes pediátricos como uma população com maior suscetibilidade a efeitos sistémicos graves, tais como a supressão do eixo HPA, devido à sua maior proporção entre a área de superfície cutânea e o peso corporal. As restrições de segurança informam que o medicamento não deve ser utilizado em áreas específicas, incluindo o rosto, as virilhas ou as axilas, destinando-se estritamente ao uso dermatológico.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Uma sobredosagem envolvendo Depocort (valproato) pode resultar numa apresentação grave, afetando particularmente o sistema nervoso central. As manifestações oficialmente documentadas variam entre sonolência e torpor profundo até ao coma profundo, tendo sido reportados casos de fatalidades. Uma preocupação cardiovascular específica mencionada na rotulagem oficial é o bloqueio cardíaco. Exposições massivas, especialmente quando ingeridas juntamente com outros medicamentos sedativos como o fenobarbital, podem intensificar a depressão do sistema nervoso central.

Manifestações Clínicas e Fatores de Risco

Sistema Fisiológico Apresentação de Sobredosagem Documentada
Sistema Nervoso Central Sonolência, coma profundo
Sistema Cardiovascular Bloqueio cardíaco

Os achados laboratoriais numa situação de sobredosagem podem envolver elevações significativas nas concentrações plasmáticas de valproato. Refere-se que a probabilidade de desenvolver trombocitopenia (baixo nível de plaquetas) aumenta significativamente em concentrações basais totais de valproato acima de 110 mu g/mL em mulheres e 135 mu g/mL em homens. Além disso, as crianças com menos de dois anos de idade que tomam múltiplos anticonvulsivantes são reconhecidas como uma população com um risco consideravelmente mais elevado de hepatotoxicidade potencialmente fatal, que pode ser precedida por sintomas não específicos como a letargia.

Ação em Caso de Emergência

É necessária assistência médica imediata para qualquer suspeita de sobredosagem ou se se desenvolverem sintomas graves. Os documentos oficiais mencionam que foi reportado que a naloxona reverte os efeitos depressores do sistema nervoso central da sobredosagem por valproato, embora a sua utilização deva ser observada com cautela, uma vez que poderá potencialmente anular o efeito anticonvulsivante pretendido do medicamento. O tratamento envolve principalmente cuidados de suporte e medidas para aumentar a eliminação do fármaco em casos de toxicidade potencialmente fatal.

Usos terapêuticos de Depocort

Indicações principais e benefícios do Depocort

O Depocort (dipropionato de betametasona) é considerado relevante para o tratamento da inflamação ativa e visível em dermatoses específicas que respondem a corticosteroides, como a psoríase em placas, a dermatite atópica grave e o líquen plano. Este medicamento é commumente utilizado para auxiliar no alívio de manifestações inflamatórias e pruríticas. É frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis ou quando as patologias são resistentes aos tratamentos típicos, proporcionando uma gestão de suporte para os sintomas inflamatórios.

Um benefício terapêutico habitual é o auxílio no combate à comichão intensa e ao desconforto que caracteriza condições como surtos de eczema e o líquen simples crónico. Ao abordar sintomas pronunciados como o prurido (comichão), a vermelhidão, o inchaço e a sensibilidade dolorosa, o medicamento apoia o doente durante episódios difíceis, atenuando o mal-estar e contribuindo para um melhor conforto durante os períodos sintomáticos. O alívio sintomático é relevante em contextos que envolvem um impacto clínico acrescido, tais como lesões em áreas de pele espessa, como as palmas das mãos ou as solas dos pés.


Facto Rápido: Pode auxiliar no alívio do prurido intenso


Critérios de utilização e restrições

O perfil de elegibilidade para o Depocort (valproato) é altamente restrito pelas autoridades regulamentares, especialmente no que diz respeito ao estado reprodutivo e a condições médicas pré-existentes.

Contraindicações e Utilização Restrita

Classificação População/Condição
Absolutamente Contraindicado Doentes com doença hepática ou disfunção hepática significativa; indivíduos com Doenças do Ciclo da Ureia (DCU) conhecidas; e mulheres grávidas (para a profilaxia da enxaqueca e perturbação bipolar).
Utilização Severamente Restrita Mulheres com potencial para engravidar não devem utilizar o medicamento, a menos que todas as condições de um Programa de Prevenção da Gravidez (PPG) sejam cumpridas e dois especialistas documentem que não existe outro tratamento eficaz adequado.
População de Alto Risco Crianças com menos de dois anos de idade apresentam um risco consideravelmente aumentado de toxicidade hepática fatal; a utilização neste grupo etário é, habitualmente, evitada.

Elegibilidade Específica por Idade

  • População Pediátrica: A eficácia para o tratamento de episódios de mania na perturbação bipolar não foi estabelecida em doentes com idade inferior a 18 anos.
  • Adultos Mais Velhos: Pode ser necessário um ajuste da dose e uma monitorização rigorosa devido a alterações no estado hídrico e nutricional e a um risco mais elevado de certos efeitos adversos.

O perfil regulamentar define critérios de exclusão rigorosos para a utilização com base na saúde metabólica (DCU, função hepática) e exige medidas exaustivas (PPG) para mulheres em idade reprodutiva.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Padrões de Interação Documentados

O perfil de interação do Depocort (dipropionato de betametasona tópico) baseia-se primordialmente na mitigação do risco de exposição sistémica. Uma vez que a substância ativa pode ser absorvida através da pele, o fármaco é suscetível a interações tipicamente associadas aos corticosteroides sistémicos.

O tratamento concomitante com inibidores fortes da enzima CYP3A4, tais como o cetoconazol ou produtos que contenham cobicistate, constitui uma interação farmacocinética documentada. Esta inibição pode levar a uma redução da eliminação do fármaco e, subsequentemente, aumentar a exposição sistémica da betametasona absorvida, elevando o potencial de efeitos adversos sistémicos.

Existe uma interação farmacodinâmica crítica com outros corticosteroides (tópicos ou sistémicos). A utilização simultânea cria um risco aditivo que aumenta a probabilidade de toxicidade sistémica, como a supressão do eixo HPA.

Restrições de Administração e Eliminação

As informações oficiais do medicamento estabelecem uma restrição à coadministração com pensos oclusivos ou ligaduras. Esta restrição física previne uma interação que altera a exposição, na qual a cobertura da área tratada aumenta significativamente a absorção percutânea. A área tratada não deve ser coberta, a menos que haja uma indicação específica nesse sentido. Além disso, o risco de efeitos secundários sistémicos é oficialmente assinalado como sendo superior em doentes com insuficiência hepática, devido à sua capacidade diminuída de eliminar o medicamento absorvido.

Mecanismo de ação

Modulação da sinalização dos recetores intracelulares

O Depocort atua como um agonista para o omnipresente recetor intracelular de glucocorticoides (GR). O fármaco liga-se ao complexo inativo do recetor, iniciando uma alteração conformacional que permite a sua translocação para o núcleo. Este evento é o passo obrigatório para a alteração da atividade de transcrição da célula, que constitui a base do mecanismo de ação do fármaco.


Supressão das cascatas inflamatórias

O complexo fármaco-recetor ativado modula a expressão genética através da transrepressão, inibindo fatores de transcrição pró-inflamatórios fundamentais, tais como o NF-kB e o AP-1. Esta ação suprime a síntese de inúmeras citocinas e quimiocinas inflamatórias, resultando num efeito imunossupressor. Além disso, o fármaco induz uma proteína que inibe a fosfolipase A2 (PLA2), bloqueando a libertação de ácido araquidónico e, consequentemente, prevenindo a formação de prostaglandinas e leucotrienos inflamatórios.


Consequências fisiológicas sistémicas

A inibição molecular cumulativa conduz a alterações fisiológicas, incluindo a redução da vasodilatação e da permeabilidade capilar. Estas alterações restringem a migração de células imunitárias para os tecidos, causando uma redução da exsudação de fluidos e células. O mecanismo dos glucocorticoides também engloba efeitos metabólicos ao modular a produção e a utilização da glicose.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração do Depocort

As instruções seguintes baseiam-se na documentação regulamentar oficial para o deflazacort, especificando o método de utilização autorizado.

O Depocort é administrado por via oral, uma vez por dia. A dosagem recomendada é de aproximadamente 0,9 mg/kg/dia, valor que deve ser arredondado por excesso utilizando uma combinação das dosagens de comprimidos disponíveis para atingir a dose prescrita. Este medicamento está aprovado para utilização em doentes com 2 ou mais anos de idade.

Preparação e Momento da Toma Detalhes conforme a Documentação Oficial
Via e Frequência Oral, uma vez por dia
Regra de Dosagem Aproximadamente 0,9 mg/kg/dia (arredondar por excesso com as dosagens disponíveis)
Comprimidos Podem ser administrados inteiros ou esmagados e misturados imediatamente com puré de maçã
Suspensão Oral Agitar bem antes de usar; misturar a dose medida com 90 a 120 ml de sumo ou leite e administrar imediatamente
Momento da Toma Pode ser tomado com ou sem alimentos

Requisitos Procedimentais Especiais

É fundamental que os doentes não interrompam a toma de Depocort abruptamente, ou sem consultar um profissional de saúde, caso o fármaco tenha sido administrado por mais do que alguns dias. A dosagem deve ser reduzida gradualmente para mitigar o risco de efeitos adversos após a descontinuação. Os doentes devem evitar o consumo de toranja ou de sumo de toranja enquanto estiverem a tomar este medicamento.


Fontes de base regulamentar: Informação de Prescrição, Atualização de Rotulagem e Informação ao Paciente.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Depocort

Evidência na Psoríase em Placas

A avaliação clínica do Depocort baseou-se primordialmente em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curta duração. Este tipo de investigação foi concebido para explorar os padrões de sintomas a curto prazo observados com este medicamento, tanto em monoterapia como em formulações combinadas, quando comparados com um veículo não ativo. Estes estudos focaram-se em Adultos com Psoríase em Placas estável, de gravidade ligeira a moderada, tendo alguns incluído Adolescentes (com idade igual ou superior a 12 anos) em protocolos de investigação específicos.

Os estudos monitorizaram as alterações utilizando escalas clínicas objetivas, tais como o Índice de Gravidade e Área da Psoríase (PASI) e a Avaliação Global pelo Investigador (IGA), que são relevantes em ensaios que avaliam padrões de sintomas episódicos ou de curta duração. As análises de dados combinados destes ECA documentaram os padrões de alteração medidos quando o medicamento foi comparado com um veículo inativo. Estes resultados descrevem os padrões observados nos estudos e contribuíram para o panorama geral da evidência.


Evidência noutras Patologias Responsivas a Corticosteroides

A investigação também explorou o papel do medicamento num grupo mais alargado de patologias inflamatórias da pele, incluindo condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, como a Dermatite Atópica (Eczema). A investigação analisou o medicamento em populações adultas mistas que apresentavam estas diversas dermatoses.

Os ensaios clínicos e as revisões sistemáticas nesta categoria examinaram resultados relacionados com estados inflamatórios ou irritativos, tais como medições de eritema (vermelhidão) e descamação, a par de resultados comunicados pelos doentes que descrevem o desconforto percecionado. Os dados indicam que o medicamento foi estudado quanto a padrões relacionados com sinais inflamatórios visíveis.


O que permanece incerto na investigação

A evidência central que apoia a avaliação regulamentar provém de períodos de acompanhamento de curta duração, que variam frequentemente entre apenas duas a oito semanas. Consequentemente, existe informação limitada sobre resultados a longo prazo relativamente aos padrões sustentados observados após a utilização da formulação em monoterapia. Os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos pelo conjunto de ensaios fundamentais de eficácia de curta duração. Além disso, os dados para determinados grupos permanecem insuficientes; por exemplo, existe evidência ou investigação limitada para crianças com menos de 12 anos de idade.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Depocort (FAQ)

P: O que acontece se eu me esquecer de tomar uma dose de Depocort?

As informações oficiais do produto estabelecem que as instruções específicas para lidar com uma dose esquecida são fornecidas no folheto informativo. Estas instruções dependem do esquema terapêutico global. Os doentes são geralmente aconselhados a consultar o folheto informativo incluído na sua prescrição ou a consultar um profissional de saúde para obter detalhes relevantes para o seu regime específico.

P: O Depocort causa aumento de peso?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais para a forma oral (Deflazacort), o aumento de peso e o aumento do apetite constam da lista de efeitos secundários comuns. Este é um efeito reconhecido e associado a este tipo de medicação.

P: O Depocort é seguro para doentes idosos?

A informação oficial refere que os dados clínicos específicos para a população idosa podem ser limitados. Relativamente aos corticosteroides sistémicos em geral, é frequentemente necessária uma supervisão médica rigorosa em doentes mais velhos devido ao possível aumento de riscos, tais como tensão arterial elevada ou redução da densidade óssea.

P: Qual é a duração típica do tratamento com Depocort para a inflamação?

Para as formas tópicas, os documentos oficiais estabelecem que o tratamento deve ser interrompido quando se obtiver o controlo da condição. A utilização continuada para além de um determinado período de curta duração, como quatro semanas para algumas formulações, não é tipicamente recomendada.

P: O que devo fazer se um efeito secundário parecer grave?

A informação regulamentar para o doente aconselha frequentemente o contacto imediato com um profissional de saúde se um efeito secundário for grave ou preocupante. Também é possível reportar efeitos secundários diretamente à agência reguladora de medicamentos responsável.

P: Posso conduzir ou utilizar máquinas enquanto tomo Depocort?

A rotulagem oficial para a forma oral (Deflazacort) lista efeitos adversos, tais como tonturas, que podem afetar a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas em segurança. É importante observar como o medicamento afeta o indivíduo antes de se envolver em atividades que exijam atenção total.

P: Posso tomar analgésicos como o ibuprofeno com o Depocort?

O rótulo da forma oral (Deflazacort) inclui avisos sobre potenciais interações com anti-inflamatórios não esteroides (AINE), como o ibuprofeno. O uso concomitante destes medicamentos pode acarretar um risco acrescido de perturbações gastrointestinais.

P: Existe alguma ligação entre o Depocort e dificuldades em dormir?

A informação oficial do produto confirma que problemas de sono ou insónia estão listados como uma possível reação adversa. Isto pode estar relacionado com os efeitos sistémicos do corticosteroide.

P: O Depocort foi estudado em mulheres grávidas?

Os resumos de risco regulamentares afirmam que os dados sobre a utilização deste fármaco em mulheres grávidas são atualmente inadequados para determinar qualquer risco específico relacionado com o medicamento. Sabe-se que os corticosteroides atravessam facilmente a placenta e os estudos em animais indicaram um potencial de dano para o feto.

P: O Depocort afeta a pressão arterial?

A rotulagem oficial para a forma oral (Deflazacort) indica que este medicamento pode causar um aumento da pressão arterial (hipertensão) ou agravar a hipertensão já existente. A monitorização da pressão arterial é frequentemente um requisito durante o tratamento.

P: É verdade que o Depocort pode afetar a densidade óssea?

Os documentos oficiais referem que a utilização a longo prazo da forma oral (Deflazacort) pode levar ao enfraquecimento dos ossos, o que é descrito como redução da densidade óssea (osteopenia ou osteoporose).

P: Para que condições específicas tem o Depocort aprovação da FDA/EMA?

Depocort está formalmente indicado para condições médicas específicas e aprovadas. Por exemplo, a forma tópica de Dipropionato de Betametasona é indicada para condições inflamatórias da pele, enquanto a forma oral de Deflazacort está aprovada para condições específicas como a distrofia muscular de Duchenne.

P: Quais são os sinais comuns de uma reação alérgica ao Depocort?

Os relatórios oficiais de reações adversas listam sinais de uma reação alérgica grave, que podem incluir reações como urticária, erupção cutânea, prurido ou inchaço da face, lábios, língua ou garganta.

P: O que se entende por 'semivida' do Depocort?

A semivida de eliminação plasmática é uma medida descrita na secção de Farmacologia Clínica dos rótulos oficiais, indicando o tempo que demora para que metade do fármaco seja metabolizado ou eliminado do sangue. Para a Betametasona, esta semivida é indicada como sendo de cerca de 5 a 6 horas após a aplicação intravenosa.

P: O Depocort é prescrito para condições não inflamatórias?

Embora o objetivo geral do fármaco seja aliviar a inflamação, a forma sistémica (Deflazacort) está oficialmente aprovada para condições como a distrofia muscular de Duchenne, que se caracteriza principalmente por fraqueza muscular, e não exclusivamente por inflamação.

P: Que tipo de monitorização poderá uma pessoa necessitar enquanto toma Depocort?

Os documentos regulamentares oficiais aconselham que a monitorização pode ser necessária devido aos efeitos sistémicos do medicamento. Isto pode incluir verificações para supressão do eixo HPA (um efeito na regulação hormonal), pressão arterial elevada e níveis elevados de açúcar no sangue.

P: O Depocort interage com contracetivos orais?

A informação oficial sobre interações medicamentosas pode incluir avisos de que os contracetivos orais podem afetar o metabolismo dos corticosteroides. Esta potencial interação pode exigir o ajuste da dosagem ou monitorização.

P: Quanto tempo permanece o Depocort no sistema após a interrupção do tratamento?

O tempo exato de eliminação não é tipicamente indicado nos materiais oficiais para o doente, mas a semivida de eliminação plasmática do fármaco é conhecida. Esta medida farmacológica indica a taxa à qual o corpo metaboliza o fármaco.

P: As pessoas com problemas renais podem utilizar Depocort?

Os avisos regulamentares oficiais advertem que são necessários cuidados e monitorização particulares ao tratar doentes com compromisso renal (problemas nos rins). Estes avisos estão listados na secção de avisos e precauções do rótulo do medicamento.

P: O Depocort é um medicamento genérico ou uma marca comercial?

Os documentos regulamentares identificam o medicamento tanto pelo seu nome genérico (ex. Deflazacort ou Dipropionato de Betametasona) como por nomes comerciais específicos (ex. EMFLAZA) na rotulagem oficial do produto.

P: Existem avisos gerais sobre vacinas vivas durante a utilização de Depocort?

A rotulagem oficial para a forma oral (Deflazacort) aconselha os doentes a informarem o seu profissional de saúde se tiverem recebido recentemente alguma vacina. Esta discussão é importante para rever quaisquer potenciais precauções relacionadas com a imunização durante o tratamento.

P: Quais são as classificações de segurança (ex. categoria de gravidez) para o Depocort?

A secção de resumo de risco do rótulo oficial contém classificações de segurança específicas. Isto inclui a antiga Categoria de Gravidez ou o atual Resumo de Risco de Gravidez da FDA, que sintetiza os dados disponíveis relativos à utilização durante a gravidez.

P: O Depocort pode causar dores de cabeça ou tonturas?

Os relatórios oficiais de reações adversas para a forma sistémica (Deflazacort) listam tanto tonturas como dores de cabeça como potenciais efeitos secundários. Estes efeitos fazem parte do perfil de segurança reconhecido para o medicamento.

P: Qual é o papel do Depocort no tratamento de doenças autoimunes?

O fármaco é classificado como um corticosteroide, que atua como um agente imunossupressor. Esta propriedade, que envolve a supressão da resposta imunitária local, é o mecanismo subjacente à sua utilização na gestão de muitas doenças inflamatórias e autoimunes.

P: Quanto tempo antes de uma cirurgia devo informar o meu médico de que estou a tomar Depocort?

Os avisos oficiais referem que a dosagem pode necessitar de ser aumentada durante períodos de stress físico, incluindo períodos próximos de uma cirurgia. É importante que os doentes garantam que o seu médico tem conhecimento da utilização de Depocort com a devida antecedência em relação a qualquer procedimento, para determinar se são necessários ajustes.

Como Depocort deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Depocort? (Informação Regulamentar Oficial)

A informação regulamentar oficial exige que o Depocort seja conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, tipicamente entre os 20C e os 25C, mantendo o medicamento afastado de calor extremo. O produto deve ser protegido da humidade e doseado num recipiente hermeticamente fechado e resistente à luz para preservar a sua estabilidade e qualidade.

Estabilidade e Segurança

Requisito Instrução Oficial
Temperatura / Ambiente Conservar afastado do calor extremo e da humidade.
Segurança Infantil Manter o medicamento fora do alcance de crianças e animais de estimação, requerendo frequentemente um recipiente com fecho de segurança para crianças.
Prazo de Validade Não utilizar o medicamento após a data de validade impressa no rótulo.

Regras de Eliminação

A eliminação deve seguir os procedimentos padrão para produtos fora de validade ou contaminados. Os doentes são instruídos a utilizar sistemas de recolha de medicamentos autorizados. Caso estes não estejam disponíveis, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável e colocado no lixo doméstico, seguindo as diretrizes oficiais para a eliminação segura, de modo a evitar o acesso não autorizado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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