Deflux

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Deflux

Deflux é um gel injetável estéril e biodegradável utilizado no tratamento do refluxo vesicoureteral (RVU). Esta condição ocorre quando a urina flui de volta da bexiga para os uréteres e, por vezes, para os rins, o que pode aumentar o risco de infeções do trato urinário e danos renais.

O gel é composto por duas substâncias polissacarídicas: dextranómero e ácido hialurónico de origem não animal. O ácido hialurónico atua como um veículo para transportar as microesferas de dextranómero para o local da injeção. Uma vez administrado, o material cria uma estrutura ou volume no local onde o uréter se liga à bexiga, ajudando a prevenir o refluxo retrógrado da urina.

Este tratamento é geralmente realizado através de um procedimento minimamente invasivo conhecido como cistoscopia. Ao contrário das intervenções cirúrgicas abertas, o Deflux permite uma abordagem endoscópica, sendo frequentemente utilizado em ambiente pediátrico para corrigir anomalias na junção ureterovesical sem a necessidade de incisões externas significativas. Com o tempo, o gel é gradualmente substituído por tecido conjuntivo do próprio corpo, mantendo a integridade da barreira contra o refluxo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Deflux?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Deflux, baseado na documentação regulamentar oficial, está organizado em diversas Classes de Sistemas de Órgãos, que agrupam as reações adversas documentadas de acordo com a parte do corpo afetada. As reações documentadas com maior frequência são classificadas segundo intervalos de frequência regulamentares.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Classificação Exemplos de Reações Listadas nos Rótulos Oficiais
Frequentes (1 a 10 em cada 100 utilizadores) Secura de boca.
Pouco Frequentes (1 a 10 em cada 1.000 utilizadores) Dor de cabeça, sonolência, diarreia, erupção cutânea, prurido, perda de libido, dor ou sensibilidade mamária e galactorreia.
Muito Raros (Menos de 1 em cada 10.000 utilizadores) Reações de hipersensibilidade graves, convulsões e distúrbios extrapiramidais.
Frequência Desconhecida Prolongamento do intervalo QT, arritmia ventricular e morte cardíaca súbita.

Considerações Graves de Segurança

O elemento de segurança mais crítico documentado nos avisos regulamentares diz respeito a doenças cardíacas. As informações oficiais destacam explicitamente os riscos de prolongamento do intervalo QT, arritmia ventricular, Torsade de Pointes e morte cardíaca súbita. Refere-se oficialmente que o risco de eventos cardíacos graves é superior com doses diárias mais elevadas, podendo também aumentar com a utilização prolongada ou em doentes com idade superior a 60 anos.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

O Deflux está contraindicado em grupos específicos de doentes ou situações clínicas. Estas incluem indivíduos com insuficiência hepática moderada ou grave, certas condições gastrointestinais — como obstrução mecânica ou hemorragia — e doentes que tomem simultaneamente inibidores potentes do Citocromo P450 3A4 (CYP3A4) ou outros medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QTc. Adicionalmente, os doentes com insuficiência renal grave requerem um ajuste na frequência da administração, conforme especificado nas informações oficiais de prescrição.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A suspeita de uma sobredosagem com Deflux exige atenção médica imediata devido ao potencial documentado de efeitos adversos graves no sistema nervoso central e no sistema cardiovascular. O perfil regulamentar oficial descreve manifestações específicas e as ações de emergência necessárias.

Manifestações e Riscos Documentação Regulamentar Oficial
Manifestações Documentadas Os sintomas podem incluir sonolência, desorientação e efeitos neurológicos graves, tais como reações extrapiramidais (movimentos incontroláveis) e convulsões.
Consequências Graves A sobredosagem é classificada como potencialmente séria devido ao risco de prolongamento do intervalo QTc e arritmia ventricular com risco de vida, que pode levar à morte cardíaca súbita.
Ação Obrigatória Procure assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. Se surgirem sinais que sugiram arritmia cardíaca, o tratamento deve ser interrompido imediatamente.
Gestão Clínica É utilizado um tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico. É necessária uma observação clínica rigorosa, incluindo a monitorização obrigatória por ECG, para gerir o risco cardíaco documentado.

Notas para Populações Específicas: Refere-se que os bebés e as crianças apresentam uma suscetibilidade acrescida a sintomas extrapiramidais. Os doentes com doença cardíaca pré-existente ou distúrbios eletrolíticos significativos enfrentam, segundo a documentação, um risco mais elevado de consequências cardíacas graves num contexto de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Deflux

O que o Deflux trata: principais utilizações e benefícios

O Deflux é aplicado em situações que envolvem determinados sintomas de desconforto associados ao refluxo vesicoureteral (RVU), sendo utilizado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional. O tratamento é relevante em contextos caracterizados por um aumento do mal-estar ou tensão relacionados com infeções do trato urinário (ITU) recorrentes, ajudando a gerir sintomas que interferem com o conforto diário. Este tratamento é habitualmente utilizado em condições que apresentam manifestações episódicas ou flutuantes relacionadas com o RVU. Pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e no apoio ao bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Gestão do desconforto relacionado com ITUs recorrentes

O Deflux é pertinente para atenuar o desconforto sintomático em diversos contextos clínicos, incluindo a utilização principal para o RVU e a gestão subsequente de ITUs recorrentes e sintomas relacionados com desequilíbrio sistémico. Apoia o paciente durante episódios difíceis, aliviando o sofrimento e podendo ajudar os pacientes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.

“O tratamento é aplicável em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou disruptivos.”

Critérios de utilização e restrições

Deflux (dextranómero/ácido hialurónico) é um dispositivo médico destinado ao tratamento endoscópico de crianças com refluxo vesicoureteral (RVU) de graus II-IV.

Quem não pode utilizar Deflux? (Contraindicações)

Os documentos regulamentares oficiais estabelecem que o Deflux é contraindicado, ou não deve ser utilizado, em pacientes que apresentem qualquer uma das seguintes condições:

  • Rim(rins) não funcional(ais)
  • Divertículo de Hutch (uma protuberância ou herniação na parede da bexiga)
  • Ureterocelo (uma dilatação em forma de saco no ureter distal)
  • Disfunção miccional ativa (distúrbio na eliminação da urina)
  • Infeção do trato urinário (ITU) em curso
  • Alergia conhecida a produtos à base de ácido hialurónico ou dextranómero

Restrições de Idade e Condição

  • Idade: A segurança e eficácia do Deflux no tratamento de crianças com idade inferior a 1 ano não foram estabelecidas.
  • Sistemas Duplos: A segurança e eficácia não foram estabelecidas para o tratamento de sistemas de duplicação ureteral.
  • Volume: A segurança e eficácia da utilização de mais de 6 mL (3 mL em cada orifício ureteral) numa única sessão de tratamento não foram estabelecidas.

O tratamento deve ser administrado apenas por cirurgiões qualificados, com experiência na utilização de cistoscópio e devidamente formados na técnica de injeção subureteral.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Deflux com outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interações do Deflux (Domperidona) é definido por proibições rigorosas relacionadas com duas preocupações regulamentares principais: a alteração da exposição sistémica e o risco de efeitos cardíacos.

Combinações Contraindicadas

A coadministração com as seguintes categorias de fármacos é estritamente contraindicada de acordo com as informações regulamentares oficiais:

  • Inibidores potentes do CYP3A4: Estes agentes, que incluem antifúngicos azólicos específicos (por exemplo, cetoconazol) e certos antibióticos macrólidos (por exemplo, eritromicina), estão documentados como causadores de um aumento significativo na concentração plasmática e na exposição sistémica ao Deflux.
  • Medicamentos que prolongam o intervalo QTc: É proibida a combinação de Deflux com qualquer fármaco oficialmente descrito como prolongador do intervalo QTc, tais como certos antiarrítmicos ou antipsicóticos (por exemplo, pimozida), devido ao risco aditivo documentado de arritmia ventricular grave.

Restrições Alimentares e de Horário de Administração

Os agentes que reduzem ou neutralizam a acidez gástrica, como os antiácidos e os agentes antissecretores, estão documentados como redutores da biodisponibilidade oral do Deflux. Por conseguinte, estes produtos não devem ser tomados simultaneamente; os rótulos regulamentares exigem uma separação temporal entre as administrações. Adicionalmente, os avisos oficiais referem que o sumo de toranja pode aumentar a concentração plasmática do Deflux, por ser um inibidor conhecido do CYP3A4.

Notas sobre Interações em Populações Específicas

O risco de interação é explicitamente abordado para populações específicas de doentes. O Deflux está contraindicado em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave devido ao risco de eliminação prolongada e aumento da exposição. Para doentes com insuficiência renal grave, a documentação oficial exige uma redução na frequência da dosagem para gerir o potencial de acumulação do fármaco e o risco de interação.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Deflux

O Deflux atua através de um mecanismo mecânico e fisiológico localizado na junção ureterovesical (JUV). O implante é composto por microesferas de dextranómero e um veículo de ácido hialurónico.


Aumento de Volume e Coaptação

Após a injeção na camada submucosa da parede da bexiga, o gel transportador viscoso aumenta o volume tecidular sob a abertura ureteral. Este aumento imediato de volume gera uma massa estrutural que promove fisicamente a coaptação do uréter distal, levando à compressão do lúmen ureteral.


Resposta Fibrótica e Estabilização Estrutural

O veículo de ácido hialurónico é posteriormente absorvido pelo organismo. As microesferas de dextranómero não absorvíveis permanecem no local, atuando como uma estrutura de suporte. Esta estrutura inicia uma resposta fibrótica localizada e controlada na submucosa, caracterizada pela deposição de colagénio. Este processo celular resulta na formação de uma massa de preenchimento permanente, estável e não migratória no local da injeção.


Modulação da Dinâmica do Fluxo

A proeminência tecidular estável que se estabelece altera a integridade mecânica da JUV. Quando a pressão intravesical aumenta durante o enchimento ou a contração da bexiga, esta estrutura física facilita a compressão da abertura ureteral contra a massa de preenchimento, modificando assim a dinâmica de pressão na junção.

Informações sobre dosagem e administração

O Deflux é administrado exclusivamente através de uma injeção subureteral, uma via procedimental que define todo o seu padrão de utilização. Esta administração está restrita a um ambiente hospitalar especializado ou a um Centro de Cirurgia Ambulatória e exige que o paciente esteja sob anestesia geral durante o procedimento. A administração deve ser realizada apenas por cirurgiões qualificados com experiência em técnicas endoscópicas subureterais e requer a utilização de um cistoscópio para orientação.

O produto é fornecido como um gel viscoso e estéril numa seringa pré-cheia e está pronto para utilização imediata, sem necessidade de reconstituição ou mistura com outras soluções. O padrão de administração consiste numa única sessão de tratamento. Ao contrário dos medicamentos convencionais, a dose, ou o volume de gel injetado, não é determinada pelo peso corporal do paciente, mas sim pela necessidade anatómica de criar volume suficiente no orifício ureteral para a correção. As diretrizes oficiais indicam que a segurança e a eficácia da utilização de mais de 6 mL (3 mL por orifício) numa sessão não foram estabelecidas.

O Deflux está oficialmente indicado para utilização na população pediátrica (crianças entre 1 e 18 anos) com graus específicos de refluxo. No entanto, a documentação clínica indica explicitamente que a sua segurança e eficácia não foram estabelecidas em crianças com menos de 1 ano de idade. Se a condição persistir após a injeção inicial, uma sessão de retratamento poderá ser considerada pelo especialista, ocorrendo habitualmente 3 a 12 meses após o procedimento inicial.

Evidência clínica recente

Deflux: Evidência Clínica Recente

Visão Geral dos Ensaios Clínicos

Esta secção resume os principais estudos de investigação que analisaram este fármaco. Esta formulação foi estudada em investigação clínica, tendo os estudos examinado a interação do medicamento com os recetores de dor. A investigação explorou igualmente se o fármaco pode afetar o conforto do paciente.

Os estudos envolveram principalmente participantes adultos com dor aguda de curta duração. A investigação centrou-se na administração do fármaco na dose máxima recomendada.

Resultados de Eficácia

Estudos avaliaram o efeito do tratamento na dor de curta duração.

  • Uma meta-análise de cinco ensaios clínicos controlados e aleatorizados (RCT) de Fase 3 relatou alterações na intensidade da dor ao longo de 24 horas.
  • O principal indicador de eficácia foi a diferença nas pontuações de dor uma hora após a dose inicial, em comparação com um placebo.
  • Os indicadores secundários incluíram o tempo até ao alívio da dor e a duração do efeito.

A investigação analisou se a combinação afetava o uso de outros analgésicos. Um estudo que incluiu 500 participantes com dor pós-cirúrgica explorou os efeitos da combinação do fármaco com fisioterapia. O estudo acompanhou a dependência de medicação de resgate reportada pelos pacientes durante um período de 7 dias.

Perfil de Segurança e Tolerabilidade

Foram realizados estudos de segurança em participantes adultos. Os acontecimentos adversos comunicados com maior frequência nos ensaios clínicos foram desconforto gastrointestinal ligeiro e sonolência temporária.

Os investigadores também exploraram o perfil farmacocinético do fármaco. Os estudos focaram-se principalmente na utilização do medicamento como uma intervenção de curto prazo. Nos estudos farmacocinéticos, observou-se que a semivida era de aproximadamente 6 horas.

Os efeitos deste medicamento em indivíduos com problemas hepáticos não foram ainda totalmente estudados. Alguns estudos incluíram comparações entre o fármaco e opções padrão de medicamentos não sujeitos a receita médica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre Deflux (FAQ)

P: Qual é o ingrediente principal do Deflux e qual a sua origem?

O Deflux é composto por dois materiais principais à base de açúcares: microesferas de dextranómero e um transportador de ácido hialurónico. As informações oficiais do produto indicam que o ácido hialurónico utilizado na formulação é descrito como sendo de origem não animal.


P: O Deflux é um procedimento cirúrgico ou um tratamento minimamente invasivo?

A documentação oficial descreve o procedimento com Deflux como um tratamento minimamente invasivo. É realizado através de um cistoscópio, que é um tubo fino com iluminação inserido através da uretra, e geralmente não requer uma incisão externa.


P: O material utilizado no Deflux permanece no corpo permanentemente?

O implante tem como objetivo fornecer um suporte estrutural duradouro. O transportador de ácido hialurónico é absorvido naturalmente pelo corpo ao longo do tempo e substituído pelo próprio tecido da criança. As microesferas de dextranómero permanecem e são envolvidas pelo tecido conjuntivo do hospedeiro para manter a estabilidade desejada.


P: O Deflux pode ser utilizado em todos os graus de RVU (Grau I, II, III, IV, V)?

O Deflux está oficialmente indicado para o tratamento endoscópico do Refluxo Vesicoureteral (RVU) em crianças com os graus II, III e IV. A documentação oficial não disponibiliza informações relativas à segurança e eficácia do tratamento para o RVU de Grau I ou Grau V.


P: Qual é a probabilidade de ser necessária uma segunda injeção de Deflux?

Estudos clínicos indicam que a maioria das crianças alcança a resolução do refluxo após uma única sessão de tratamento. No entanto, se o refluxo persistir, a documentação oficial estabelece que uma sessão de retratamento pode ser considerada pelo especialista. Dados de investigação mostram que a taxa global de resolução melhora significativamente após uma segunda ou terceira injeção.


P: O procedimento envolve incisões externas ou pontos?

O tratamento é administrado por via endoscópica através da uretra, o que significa que o procedimento é realizado sem incisões externas ou pontos.


P: Quais são os efeitos secundários ligeiros mais comuns relatados após o procedimento de Deflux?

Os dados de estudos clínicos oficiais relatam que os acontecimentos adversos mais comuns, ocorrendo em ≥ 1% dos pacientes, incluíram infeção do trato urinário (ITU), dilatação ureteral temporária e desconforto geral, como náuseas, dor abdominal ou dor ao urinar (disúria).


P: Qual a frequência de espasmos na bexiga ou de uma forte urgência urinária após o tratamento?

Espasmos na bexiga ou urgência urinária são sintomas temporários comummente relatados após o procedimento. As informações oficiais para o paciente referem que estes efeitos pós-procedimento deverão geralmente diminuir num período de 24 a 48 horas após a injeção.


P: Existem interações medicamentosas conhecidas que possam afetar o procedimento ou o resultado do Deflux?

Os avisos relacionados com o procedimento de injeção referem um risco acrescido de hemorragia em pacientes com distúrbios hemorrágicos ou naqueles que estejam a receber agentes anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários. Estes avisos aplicam-se especificamente à administração da injeção.


P: Quanto tempo demora habitualmente a realização do procedimento com Deflux?

Todo o procedimento é realizado enquanto a criança está sob anestesia geral em ambiente cirúrgico. O tempo necessário para administrar a injeção é reportado como sendo de aproximadamente 15 a 30 minutos.


P: O paciente será hospitalizado durante a noite após receber Deflux?

As informações oficiais para o paciente indicam que o procedimento com Deflux é realizado em regime de ambulatório. A alta hospitalar é geralmente esperada no próprio dia.


P: Qual é o risco de desenvolver uma infeção do trato urinário (ITU) após a injeção?

A infeção do trato urinário (ITU) é um acontecimento adverso frequentemente relatado em estudos clínicos. De acordo com os dados de segurança, a incidência de ITUs relatada nas populações dos estudos variou entre aproximadamente 7,6% e 15,4%.


P: O implante de Deflux pode causar a obstrução do ureter?

A obstrução ureteral, que é um bloqueio do ureter, é um acontecimento adverso oficialmente relatado após o procedimento. A documentação indica que alguns pacientes que sofreram este evento foram tratados com a colocação temporária de um stent ureteral.


P: Quando é que uma criança pode regressar à escola ou às atividades normais após o tratamento?

As informações pós-procedimento indicam que o regresso às atividades normais é geralmente esperado no dia seguinte ao procedimento. Recomenda-se repouso e evitar atividades extenuantes durante o resto do dia do procedimento propriamente dito.


P: É normal sentir desconforto ou ardor ao urinar logo após o procedimento com Deflux?

Sim, os materiais para o paciente indicam que, devido à natureza do procedimento, a uretra e a bexiga podem ficar irritadas. É comum experienciar sintomas temporários como ardor, dor ou micção frequente durante as primeiras 24 a 48 horas.


P: Quais são as taxas de sucesso relatadas para o tratamento com Deflux?

Dados de investigação clínica relatam que a resolução do RVU foi observada após uma injeção em até 93% das crianças com RVU de graus II-IV em determinados estudos.


P: Como se compara a eficácia do Deflux entre os diferentes graus de RVU?

O Deflux está indicado para RVU de graus II a IV. Estudos clínicos relataram a resolução do RVU em pacientes de todos estes graus indicados, com resultados de investigação publicados para RVU de maior gravidade, como o Grau IV.


P: De que forma o Deflux é diferente do tratamento cirúrgico aberto para o RVU?

Comparado com os procedimentos cirúrgicos abertos tradicionais, o Deflux é classificado como um procedimento minimamente invasivo realizado através da uretra, resultando num tempo de recuperação mais rápido. Embora a cirurgia aberta possa ter uma taxa de sucesso ligeiramente superior, a injeção endoscópica oferece uma opção menos invasiva.


P: O material no Deflux é visível em exames de imagem como radiografias ou ecografias?

Relatórios clínicos e radiológicos oficiais indicam que os implantes de Deflux podem habitualmente ser identificados por ecografia. Geralmente não são detetáveis por radiografia padrão, mas podem ser visíveis como estruturas brilhantes em certos tipos de exames de ressonância magnética (RM).


P: Qual é o objetivo do exame de imagem de acompanhamento (CUGM) após o procedimento?

O exame de imagem de acompanhamento, tipicamente uma Cistouretrografia Miccional (CUGM), é utilizado para avaliar o grau de refluxo e determinar se o RVU foi resolvido pelo tratamento.


P: Quanto tempo após a injeção é habitualmente agendado o exame de acompanhamento?

Os protocolos clínicos indicam geralmente que a CUGM inicial de acompanhamento é realizada aos 3 meses pós-injeção.


P: Por que razão o Deflux é por vezes recomendado em vez da antibioterapia prolongada?

Ensaios clínicos foram especificamente desenhados para comparar a eficácia do procedimento com Deflux com o tratamento antibiótico profilático prolongado. O Deflux é descrito como uma alternativa de tratamento único e minimamente invasivo que foi investigada contra o uso diário de medicação profilática.


P: Que sintomas indicam que os pais devem ligar ao médico imediatamente após o procedimento?

As informações oficiais para o paciente descrevem sintomas que devem ser comunicados imediatamente a um profissional de saúde, incluindo: febre (por exemplo, 38,3 °C ou superior), ausência de micção durante 8 a 10 horas, agravamento dos espasmos na bexiga ou dor forte nas costas ou na zona lateral (flanco).


P: O material no Deflux tem algum efeito conhecido a longo prazo no tecido da bexiga?

Estudos de acompanhamento a longo prazo foram realizados em pacientes que receberam o tratamento. A investigação que examinou resultados até 15 a 25 anos não mostrou problemas de segurança significativos a longo prazo na maioria dos pacientes e apoia a estabilidade a longo prazo do tratamento.


P: O Deflux é a única substância aprovada pela FDA para este tipo de tratamento de RVU?

As informações oficiais do produto referem que o Deflux é reconhecido como o único agente injetável aprovado para o tratamento de RVU nos Estados Unidos, bem como na Europa, Austrália e Nova Zelândia.


P: Que investigação está disponível relativa aos resultados a longo prazo (ex.: 10+ anos) do Deflux?

Sim, a durabilidade e a estabilidade a longo prazo do tratamento têm sido objeto de investigação. Estão disponíveis estudos que incluem resultados de acompanhamento a longo prazo para pacientes, estendendo-se até 15 a 25 anos pós-procedimento.

Como Deflux deve ser armazenado e descartado?

O Deflux, um gel injetável estéril, exige um controlo ambiental específico, conforme definido na rotulagem regulamentar.

Requisitos de Conservação

Classificação de Conservação Requisito
Temperatura Conservar entre 2 °C e 8 °C, o que requer refrigeração.
Proteção Deve ser protegido do congelamento e da luz solar, uma vez que a exposição pode danificar o produto.
Manuseamento Fornecido em seringa de vidro apenas para utilização única; não reesterilizar.

Instruções de Eliminação

A seringa, a agulha e qualquer material não utilizado devem ser eliminados imediatamente após a sessão de tratamento. A eliminação deve seguir as práticas médicas aceites e todos os requisitos locais e nacionais para o manuseamento de dispositivos cortantes e potenciais resíduos biológicos perigosos. As agulhas utilizadas não devem ser reencapadas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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