Dalatina

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dalatina

O que é o Dalatina?

O Dalatina é um medicamento antibiótico de uso tópico indicado principalmente para o tratamento da acne vulgar. A sua substância ativa é a clindamicina, que pertence à classe das lincosamidas. Este componente atua ao inibir a síntese proteica bacteriana, o que impede o crescimento e a proliferação das bactérias responsáveis pelas lesões inflamatórias da acne.

Ao reduzir a população de microrganismos na superfície da pele e nos folículos pilosebáceos, o Dalatina auxilia na diminuição da inflamação e na prevenção do aparecimento de novas borbulhas e pústulas. O medicamento é formulado para aplicação direta nas áreas afetadas, permitindo uma ação localizada e minimizando a absorção sistémica do princípio ativo.

Este tratamento deve ser utilizado conforme a orientação de um profissional de saúde, sendo geralmente integrado num regime terapêutico específico para a gestão de condições dermatológicas inflamatórias. O seu papel fundamental reside no controlo da colonização bacteriana e na melhoria clínica das manifestações cutâneas da acne.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dalatina?

O perfil de segurança do Dalatina (Clindamicina) está oficialmente estruturado com base em reações adversas categorizadas e restrições de segurança documentadas.

Reações Adversas Documentadas Oficialmente

A consideração de segurança mais proeminente é o risco de distúrbios gastrointestinais. A diarreia e a dor abdominal são classificadas como reações adversas comuns nos documentos de referência. De preocupação grave é o risco de colite pseudomembranosa e de diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD), que podem ser severas. Este risco é relevante, pois pode manifestar-se não apenas durante a terapia, mas também até várias semanas após a cessação do tratamento.

Os eventos adversos estão categorizados em múltiplos sistemas fisiológicos. As reações comuns incluem também distúrbios da pele e do tecido subcutâneo, tais como erupção maculopapular, urticária e prurido, bem como testes de função hepática anormais (perturbações hepatobiliares).

Considerações de Segurança Graves

As reações adversas graves documentadas incluem reações anafiláticas devido a hipersensibilidade e Reações Cutâneas Adversas Graves (SCARs), tais como a Síndrome de Stevens-Johnson e a Necrólise Epidérmica Tóxica. Efeitos menos frequentes, mas documentados, no sistema sanguíneo e linfático incluem eosinofilia, agranulocitose e trombocitopenia.

Restrições de Segurança para Populações Específicas

As notas oficiais de segurança exigem precaução para grupos específicos de doentes. Doentes com antecedentes de doença gastrointestinal, especialmente colite, devem ser geridos com cautela devido ao risco aumentado de DACD. Além disso, indivíduos com compromisso renal e/ou hepático grave necessitam de monitorização da função orgânica, conforme especificado nas informações de prescrição. O medicamento é formalmente contraindicado em pessoas com antecedentes de hipersensibilidade à clindamicina ou à lincomicina.

Este enquadramento garante que o perfil de segurança do fármaco seja comunicado de forma neutra, centrando-se na frequência, nos sistemas afetados e nas limitações de alto nível definidas pelas autoridades competentes.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda — Informação Oficial para o Dalatina

Abrangência da Sobredosagem

As manifestações documentadas de sobredosagem incluem convulsões, colapso, dificuldade em respirar ou incapacidade de acordar. Estas condições são classificadas como situações que requerem a ativação imediata dos serviços de emergência. Os sistemas fisiológicos afetados por uma dose excessiva são, primordialmente, o Sistema Nervoso Central e o sistema respiratório. Foram observados índices significativos de mortalidade em estudos animais com doses agudas elevadas.

Relativamente a populações específicas, está oficialmente documentado um prolongamento da semivida do fármaco em doentes com redução da função hepática de moderada a grave. Contudo, não é necessário o ajuste da dose em doentes com compromisso renal. Em qualquer situação de suspeita de sobredosagem, deve contactar-se a linha de apoio do centro de informação antivenenos. É imperativo ligar imediatamente para os serviços de emergência se a vítima tiver colapsado, apresentar convulsões, demonstrar dificuldade em respirar ou não puder ser acordada.


Classificações de Sobredosagem

A sobredosagem está associada a sintomas de toxicidade aguda grave, incluindo angústia respiratória e perturbações do sistema nervoso central, o que exige intervenção de emergência imediata. A base desta informação assenta nas especificações oficiais de prescrição e nos recursos governamentais de saúde. No que respeita às restrições no contexto de sobredosagem, a gestão clínica limita-se a cuidados de suporte; a hemodiálise e a diálise peritoneal não são eficazes na remoção do fármaco do organismo.


Estrutura Resultante da Sobredosagem

A toxicidade aguda pode manifestar-se através de sinais clínicos graves, incluindo convulsões, colapso ou dificuldade em respirar, exigindo intervenção médica urgente. O procedimento oficial de gestão foca-se no tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico para esta substância. A documentação estabelece explicitamente que métodos como a hemodiálise e a diálise peritoneal não têm eficácia na remoção do fármaco do sangue. Adicionalmente, o tempo de eliminação está oficialmente documentado como sendo mais longo em indivíduos com função hepática reduzida.

Os documentos oficiais definem o perfil de sobredosagem do Dalatina ao identificar claramente as manifestações agudas graves que obrigam ao contacto imediato com os serviços de emergência. Este perfil determina que o tratamento deve ser centrado no suporte dos sintomas e detalha a limitação de que os procedimentos de diálise são ineficazes para a eliminação do medicamento. Este enquadramento é fundamental para orientar a resposta imediata e os requisitos de monitorização clínica.

Usos terapêuticos de Dalatina

O que o Dalatina Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Dalatina é utilizado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou disruptivos, causados essencialmente por tipos específicos de bactérias suscetíveis. O medicamento é aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional para condições como infeções sistémicas graves, infeções ósseas e articulares, bem como infeções do trato respiratório e do aparelho reprodutor feminino.

O medicamento auxilia na abordagem de conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores, tais como febre alta, inflamação profunda e o inchaço doloroso associado a infeções graves da pele e dos tecidos moles (por exemplo, celulite e abcessos). É uma opção relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é apropriada, especialmente para doentes alérgicos à penicilina que necessitam de alternativas terapêuticas eficazes.

“O Dalatina ajuda a aliviar a carga global dos sintomas e apoia a estabilidade do doente durante episódios infeciosos difíceis.”

Nestes cenários, o medicamento contribui para a melhoria do conforto diário, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional e atenuando o mal-estar quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.


Factos Rápidos: Visão Geral da Gestão de Sintomas

Contexto de Utilização Sintomas Alvo Benefício para o Doente
Infeções Profundas Desequilíbrio sistémico, febre, inflamação disseminada Apoia o conforto durante as fases sintomáticas
Condições Cutâneas Inchaço doloroso, lesões inflamatórias, sensibilidade Contribui para aliviar a carga global de sintomas
Alternativa em Alergias Sintomas relacionados com alterações agudas ou episódicas Apoia o doente quando são necessárias alternativas

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Dalatina?

Estado de Elegibilidade Regras Regulamentares Oficiais
Populações Contraindicadas Indivíduos com historial de hipersensibilidade ao Dalatina (Clindamicina) ou à Lincomicina. O uso pode ser proibido em doentes com antecedentes de enterite regional, colite ulcerosa ou colite associada a antibióticos.
Não Elegibilidade O medicamento não deve ser utilizado para tratar infeções não bacterianas ou meningite, uma vez que não se difunde adequadamente no líquido cefalorraquidiano.

Requisitos Específicos por População

O Dalatina está aprovado para adultos e para a população pediátrica, incluindo recém-nascidos, embora bebés com menos de um mês necessitem de uma monitorização rigorosa das funções orgânicas. Doentes idosos com função orgânica normal não requerem alteração da dose apenas com base na idade.

No que respeita à gravidez e amamentação, o uso durante o primeiro trimestre de gravidez está restrito a situações em que seja claramente necessário. Geralmente, não é recomendado para mães que amamentam devido ao potencial de efeitos gastrointestinais no lactente.

Quanto à função orgânica, não é necessário um ajuste padrão da dose para doentes com compromisso renal ou hepático; no entanto, casos graves exigem a monitorização periódica da função do fígado ou dos rins. É também necessária precaução em doentes com historial de doença gastrointestinal, indivíduos atópicos ou doentes que estejam a tomar outros agentes de bloqueio neuromuscular.

O perfil regulamentar oficial restringe a utilização do Dalatina principalmente a doentes alérgicos à penicilina ou àqueles para os quais agentes menos tóxicos são inadequados. Simultaneamente, exige a exclusão absoluta em caso de hipersensibilidade e impõe restrições de uso condicional para populações com historial gastrointestinal ou compromisso orgânico grave.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar define padrões específicos e restrições para a administração concomitante de Dalatina (Clindamicina) com outros medicamentos e produtos.

Padrões de Interação Documentados

A coadministração de Dalatina com certos outros antibacterianos, tais como os macrólidos (por exemplo, a eritromicina), é oficialmente proibida devido à evidência de antagonismo bacteriano. Os medicamentos antiperistálticos, como os opiáceos, estão contraindicados de forma condicionada se houver suspeita ou confirmação de colite associada a antibióticos, uma vez que podem prolongar a condição.

O Dalatina é metabolizado pelas enzimas CYP3A4 e CYP3A5. Indutores enzimáticos fortes (por exemplo, a rifampicina) podem aumentar o clearance do Dalatina, reduzindo potencialmente a sua exposição sistémica. Inversamente, os inibidores do CYP podem reduzir o clearance, levando ao aumento das concentrações plasmáticas de Dalatina.

Restrições Farmacodinâmicas e de Procedimento

A clindamicina possui propriedades intrínsecas de bloqueio neuromuscular que podem potenciar a ação de outros agentes de bloqueio neuromuscular. Além disso, foi relatado que o uso concomitante com antagonistas da vitamina K (por exemplo, a varfarina) causa um aumento nos valores de INR/PT (tempo de protrombina), exigindo uma monitorização frequente dos testes de coagulação.

Em termos de calendarização, a vacina oral viva contra a febre tifoide deve ser evitada durante os três dias anteriores e posteriores à administração de Dalatina. As informações oficiais indicam que a absorção oral do Dalatina não é afetada de forma apreciável pelos alimentos.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Dalatina é seletivo, sendo direcionado para a maquinaria central envolvida na síntese proteica e na replicação bacteriana. O fármaco atua através de dois domínios mecanísticos primários: a Inibição da Síntese Proteica Microbiana e a Modulação da Produção de Fatores de Virulência.

Inibição da Síntese Proteica Microbiana

A molécula ativa liga-se especificamente à subunidade ribossomal 50S do ribossoma bacteriano 70S, que é necessária para o fabrico de proteínas. Ao fixar-se próximo do Centro da Peptidil Transferase, a molécula interrompe fisicamente o prolongamento da cadeia peptídica e a síntese de proteínas estruturais e enzimáticas. Este evento molecular específico resulta num efeito bacteriostático que trava a multiplicação microbiana.

Modulação da Virulência do Patógeno

Este segundo mecanismo estende-se à regulação da patogenicidade bacteriana. A clindamicina influencia as vias responsáveis pela produção e secreção de fatores de virulência específicos, tais como as exotoxinas. Ao reduzir a síntese destes produtos prejudiciais, o mecanismo está associado a uma redução dos mediadores inflamatórios locais e causa uma diminuição na concentração sistémica de toxinas bacterianas, o que apoia o processo fisiológico de eliminação microbiana pelo sistema imunitário do hospedeiro.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração

O Dalatina (Clindamicina) é administrado através de várias vias sistémicas aprovadas: via oral (cápsula ou solução), perfusão intravenosa (IV) e injeção intramuscular (IM). O medicamento é utilizado em intervalos regulares e programados para manter as concentrações de fármaco necessárias para o efeito pretendido.

Dose e Frequência

A dosagem oficial baseia-se na gravidade do cenário clínico e na via selecionada:

Via Intervalo de Dose Típico (Adultos) Frequência de Administração
Oral (Cápsula) 150 mg a 450 mg A cada 6 horas
IV/IM 600 mg a 2700 mg por dia Dividida em 2, 3 ou 4 doses iguais

A dose intravenosa máxima recomendada para adultos em situações graves é de até 4800 mg por dia. Para infeções por estreptococos beta-hemolíticos, a duração oficial do tratamento deve ser mantida por um mínimo de dez dias.

Instruções de Administração

Uso Oral: As cápsulas devem ser engolidas inteiras com um copo cheio de água para evitar a irritação do esófago. A administração pode ser feita com ou sem alimentos.

Uso IV/IM: A solução injetável deve ser diluída antes da administração intravenosa, e a velocidade de perfusão é controlada para não exceder 30 mg por minuto. Uma única injeção intramuscular é geralmente limitada a 600 mg por local de aplicação.

Princípios por População: Não é necessário ajuste de dose para adultos mais velhos com base apenas na idade, nem o ajuste é tipicamente necessário para doentes com compromisso renal ou hepático não grave quando o medicamento é administrado a cada oito horas. A dosagem pediátrica é calculada com base no peso corporal ou na área de superfície corporal.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão Geral dos Estudos da Dalatina (Clindamicina)

Esta secção apresenta uma visão geral da evidência científica oficial relativa à Dalatina, descrevendo os tipos de estudos realizados e as observações registadas pelos investigadores, sem oferecer aconselhamento clínico ou interpretações.


Evidência de utilização em Infeções Sistémicas Graves

A investigação que explora a utilização da Dalatina em infeções sistémicas graves, tais como infeções profundas do abdómen, pélvis ou articulações, consiste principalmente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs) e revisões sistemáticas ou meta-análises. Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico e o desequilíbrio sistémico ou funcional. Os estudos analisaram a evolução dos resultados nas populações observadas, com parâmetros de medição que incluíram a taxa de resolução clínica do doente e medições de sobrevivência a longo prazo. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com padrões clínicos medidos.

O que permanece incerto é a caracterização completa dos resultados a longo prazo, uma vez que os períodos de acompanhamento (follow-up) foram limitados em muitos dos RCTs primários. Existe, por vezes, uma lacuna de evidência comparativa para funções adjuvantes específicas, e a evidência sublinha que a investigação precisa de abordar continuamente o potencial de resistência bacteriana ao longo do tempo, um padrão observado em alguns estudos.

Evidência de utilização em Infeções da Pele e Tecidos Moles

A base de investigação da Dalatina na gestão de infeções da pele e tecidos moles (SSTIs) baseia-se em RCTs e estudos de coorte observacionais. A investigação monitorizou resultados relacionados com estados inflamatórios ou irritativos e a recuperação do funcionamento diário ou do nível de atividade do doente. Os estudos compararam os padrões medidos durante o período do estudo quando a Dalatina foi utilizada versus quando foi administrado um tratamento alternativo. A investigação explorou alterações de sintomas a curto prazo e os resultados descrevem as taxas medidas de resolução clínica a curto prazo. Alguns dados mostram padrões relacionados com a resolução clínica medida a curto prazo em comparação com outros agentes.

Evidência de utilização em Condições Inflamatórias Localizadas da Pele

A investigação para as formas tópicas da Dalatina, principalmente para condições como o acne vulgaris, baseia-se numa fundamentação de Ensaios Aleatorizados, em Duplo-Cego e Controlados por Placebo. O foco principal destes estudos foi monitorizar resultados ligados a estados inflamatórios ou irritativos na pele. Os estudos monitorizaram alterações medidas durante o período do estudo utilizando ferramentas objetivas como o Evaluator's Global Severity Score (EGSS) e quantificaram a alteração na contagem de lesões inflamatórias. Os resultados descrevem padrões de diferença observados nestes estudos onde certas formulações de Dalatina, especialmente em combinações, foram comparadas com um placebo em termos de contagem de lesões. A investigação destaca que a utilização da Dalatina tópica como agente isolado foi observada, em alguns estudos, como estando correlacionada com a emergência de resistência bacteriana.

Evidência em Populações Especiais

A Dalatina foi avaliada em várias populações especiais como parte do seu programa clínico. A investigação examinou tanto crianças como adultos em estudos para infeções sistémicas e incluiu adolescentes em ensaios para condições inflamatórias da pele. A evidência também explorou especificamente a sua utilização em doentes com alergias conhecidas à penicilina que foram avaliados para uma alternativa antibacteriana. Além disso, foram realizados ensaios controlados em mulheres grávidas durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez para infeções específicas. No entanto, as dimensões das amostras foram modestas nalgumas destas análises de subgrupos e os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Dalatina (FAQ)


P: Qual é a principal condição médica para a qual a Dalatina está aprovada?

A Dalatina é um medicamento antibacteriano aprovado pelas autoridades reguladoras para o tratamento de infeções bacterianas graves e específicas. Estas incluem infeções profundas do trato respiratório, da pele e dos tecidos moles, certas infeções da pélvis feminina e do trato genital, e infeções intra-abdominais.


P: Qual é a classe terapêutica geral da Dalatina?

De acordo com as informações oficiais de prescrição, a Dalatina pertence a uma classe de antibióticos conhecida como Lincosamidas. Esta classificação baseia-se na sua estrutura e no seu mecanismo de ação específico contra as células bacterianas.


P: A Dalatina possui algum "Aviso de Caixa" ou alertas principais das autoridades reguladoras?

Sim, a rotulagem regulamentar oficial inclui um Aviso de Advertência de Caixa (Boxed Warning). Trata-se de um alerta de destaque relativo ao risco de diarreia grave e inflamação do cólon causada pela bactéria C. difficile (DACD), que foi relatada como sendo potencialmente fatal.


P: O que é indicado nos documentos oficiais sobre a utilização de Dalatina durante a amamentação?

Os documentos oficiais indicam que a Dalatina é excretada no leite materno. A documentação oficial aconselha a que o lactente seja monitorizado quanto a potenciais alterações na sua flora gastrointestinal, tais como o desenvolvimento de diarreia ou candidíase oral (sapinhos).


P: Qual é a semivida da Dalatina de acordo com a investigação farmacocinética?

A investigação farmacocinética indica que a semivida biológica média da Dalatina em adultos com função renal e hepática normal é de aproximadamente duas a três horas. Este intervalo de tempo descreve a rapidez com que a quantidade de medicamento no organismo se reduz para metade.


P: A Dalatina afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A documentação regulamentar oficial refere que não foram realizados estudos formais para estabelecer os efeitos da Dalatina na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.


P: O medicamento Dalatina contém alergénios comuns, como lactose ou glúten?

A informação oficial sobre os ingredientes inativos indica que as cápsulas orais de Dalatina contêm lactose. Os documentos regulamentares não especificam habitualmente a presença ou ausência de glúten.


P: Quais foram as principais conclusões dos ensaios clínicos da Dalatina?

Os estudos clínicos revistos pelas autoridades reguladoras sustentam a conclusão de eficácia para as infeções bacterianas específicas aprovadas. Esta evidência inclui a sua utilização em condições como septicemia, infeções intra-abdominais e infeções graves da pele e tecidos moles.


P: O que sugerem os dados oficiais sobre a segurança da Dalatina em doentes grávidas?

Os dados oficiais sugerem que a utilização de Dalatina durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez não foi associada a um aumento da frequência de anomalias congénitas. A orientação oficial indica que a utilização durante o primeiro trimestre é geralmente reservada para situações em que seja claramente necessária. A classificação da FDA para este fármaco é a Categoria B de Gravidez.


P: Com que rapidez se pode esperar que a Dalatina comece a fazer efeito?

Embora o início do efeito clínico possa variar, os dados farmacocinéticos demonstram como o fármaco é absorvido. A concentração mais elevada do medicamento na corrente sanguínea (nível sérico máximo) é tipicamente atingida entre 45 a 60 minutos após a toma de uma dose oral.


P: É seguro tomar Dalatina com álcool?

Os rótulos oficiais do medicamento não contêm uma contraindicação formal contra a mistura de Dalatina com álcool. No entanto, uma vez que o fármaco causa frequentemente efeitos secundários gastrointestinais, o consumo de álcool pode aumentar a probabilidade de ocorrência de náuseas ou diarreia.


P: É normal sentir tonturas ao iniciar a Dalatina?

As tonturas estão listadas nos documentos regulamentares como uma possível reação adversa. Os relatórios oficiais indicam que a sua frequência é descrita como menos comum nas várias formulações do medicamento.


P: É comum a Dalatina causar uma sensação de sonolência ou fadiga?

Embora a sonolência grave não esteja listada entre as reações adversas mais comuns, a fadiga geral ou o cansaço invulgar foram documentados em relatórios pós-comercialização. A taxa de incidência exata da fadiga não foi formalmente estabelecida nos ensaios clínicos primários.


P: Quais são os principais critérios que as agências reguladoras utilizam para a elegibilidade dos doentes para a Dalatina?

Os documentos regulamentares definem a elegibilidade com base na condição a ser tratada e no historial médico do doente. O medicamento é estritamente contraindicado para doentes com hipersensibilidade conhecida à clindamicina ou à lincomicina. As informações de prescrição incluem avisos e precauções para doentes com historial de doenças gastrointestinais, asma ou problemas graves de fígado ou rins.


P: Quais são os sinais comuns de uma reação alérgica à Dalatina?

As reações cutâneas comuns documentadas incluem erupção maculopapular, urticária e prurido (comichão). O rótulo oficial especifica que sintomas graves, como inchaço da face ou garganta e dificuldade em respirar, são sinais que requerem uma avaliação médica imediata.


P: Existem sintomas específicos que sinalizem a necessidade de procurar assistência médica imediata durante o tratamento com Dalatina?

Os avisos oficiais destacam certos sintomas graves que devem motivar uma consulta urgente. Estes incluem sinais de uma reação alérgica grave, como dificuldade em respirar ou inchaço da face. A diarreia persistente e grave é também um sintoma crítico mencionado no Aviso de Advertência (Boxed Warning), pois pode sinalizar a diarreia associada a C. difficile (DACD).

Como Dalatina deve ser armazenado e descartado?

O Dalatina deve ser conservado e manuseado de acordo com requisitos regulamentares específicos para manter a sua estabilidade e garantir a segurança.

Relativamente à temperatura de conservação, o Dalatina deve ser guardado a uma temperatura ambiente controlada, entre os 20 °C e os 25 °C, sendo permitidas variações temporárias entre os 15 °C e os 30 °C. No que respeita ao manuseamento e proteção, é essencial manter o medicamento na sua embalagem original, assegurando que o frasco está bem fechado e protegendo obrigatoriamente o produto do congelamento.

Para garantir a segurança infantil e prevenir a ingestão acidental, o Dalatina deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças e dos animais de estimação.

Quanto à eliminação, o método preferencial para descartar o Dalatina não utilizado ou fora do prazo de validade é através de um programa de retoma ou em pontos de recolha autorizados. Caso não esteja disponível um programa de retoma, o medicamento deve ser misturado com uma substância pouco apelativa, como terra ou borras de café, colocado num saco selado e deitado no lixo doméstico comum. Este medicamento não deve ser deitado na sanita, a menos que tal esteja explicitamente indicado na rotulagem oficial.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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