Dacarbazine

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Dacarbazine

Forma selecionada

Método de ação: Alkylating, Antitumour, Cytostatic

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dacarbazine

A dacarbazina é um fármaco sintético de elevada potência, classificado primordialmente como um agente antineoplásico (medicamento contra o cancro) que atua como um forte agente citotóxico. Frequentemente conhecida pela sua abreviatura DTIC, esta medicina é um derivado das trizenas que requer ativação química no organismo para exercer a sua função. O fármaco é fabricado como um produto de substância única e destina-se exclusivamente ao uso em tratamento sistémico, administrado sob supervisão clínica.

Que Tipo de Medicamento é a Dacarbazina (DTIC)?

A dacarbazina é um agente do tipo alquilante pertencente à classe das trizenas, concebido para interromper a replicação e o crescimento de células de divisão rápida. Trata-se de um composto complexo de origem sintética, reconhecido quimicamente como um derivado da imidazole carboxamida. Este fármaco integra o grupo dos agentes antineoplásicos e imunossupressores, sendo clinicamente reconhecido pelo seu papel sistémico na gestão de condições malignas. Isto confirma que a sua função médica principal é suprimir o crescimento de células anómalas, uma estratégia utilizada em regimes estabelecidos para doentes adultos.

Composição e Forma Física

A composição do medicamento consiste na substância ativa, a dacarbazina, e é preparada como um pó liofilizado para solução injetável. Este estado liofilizado único aumenta significativamente a sua estabilidade em comparação com preparações citotóxicas líquidas. Isto significa que o fármaco é inicialmente um sólido seco por congelação que deve ser dissolvido com precisão numa solução aquosa estéril (como água para preparações injetáveis ou fluidos intravenosos compatíveis) imediatamente antes de ser administrado. A sua formulação exclusiva para administração parentérica por via intravenosa garante que a substância seja entregue direta e eficientemente na circulação sistémica, um método de entrega essencial para atingir níveis citotóxicos terapêuticos.

Objetivo Geral e Ação Antitumoral

O objetivo geral da dacarbazina é exercer atividade antitumoral sistémica, impedindo que as células-alvo cresçam, se reparem e se dividam. Este mecanismo citotóxico de alto nível é fundamental para gerir doenças onde a proliferação celular anómala deve ser travada. Embora o fármaco não atue de forma imediata, funciona como um pró-fármaco, sofrendo uma conversão no corpo para o seu metabolito altamente ativo, que inicia então os danos no material genético da célula. O objetivo é induzir a morte celular programada, controlando assim a população de células que se multiplicam de forma agressiva.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dacarbazine?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da dacarbazina (DTIC) é definido por reações adversas oficialmente documentadas, classificadas por frequência e pelo sistema fisiológico afetado, de acordo com as normas regulamentares. A estrutura de risco deste medicamento é amplamente definida pelos efeitos no sistema sanguíneo e linfático e no sistema gastrointestinal.

Frequência das Reações Adversas e Classes de Sistemas

Os eventos adversos comunicados com maior frequência são classificados como Muito Frequentes (ge 1/10) e incluem náuseas, vómitos e anorexia. Os efeitos secundários classificados como Frequentes (ge 1/100 a < 1/10) incluem a supressão da medula óssea (mielossupressão), que leva à diminuição de glóbulos brancos (leucopenia), plaquetas (trombocitopenia) e glóbulos vermelhos (anemia). Uma síndrome de tipo gripal também está listada entre os efeitos sistémicos comuns.

Classe de Sistemas e Órgãos Exemplos de Reações Adversas (Regulamentares)
Doenças do Sangue e do Sistema Linfático Leucopenia, Trombocitopenia, Anemia
Doenças Gastrointestinais Náuseas, Vómitos, Anorexia
Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos Alopécia (Queda de cabelo), Fotossensibilidade

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Os riscos mais significativos documentados em fontes regulamentares incluem a mielossupressão grave e a ocorrência rara, mas potencialmente fatal, de hepatotoxicidade. A preocupação hepática mais notável é a doença veno-oclusiva (DVO) do fígado. Observam-se padrões temporais nestas reações, sendo que o ponto mais baixo nas contagens de células sanguíneas (o nadir) ocorre tipicamente entre 3 a 4 semanas após o tratamento.

As restrições regulamentares oficiais especificam que o medicamento é contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à dacarbazina, depressão grave da medula óssea ou insuficiência hepática grave. Devido ao risco de danos nos tecidos, o fármaco é classificado como vesicante em caso de extravasamento perivenoso. Para mulheres com potencial reprodutivo, é necessária a utilização de métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e por um período após o mesmo, sendo o fármaco contraindicado durante o aleitamento materno.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos regulamentares oficiais definem o risco primário da exposição excessiva à Dacarbazina como uma intensificação dos seus efeitos citotóxicos nas células de divisão rápida. A principal manifestação documentada de sobredosagem é a supressão grave da medula óssea (mielossupressão), que pode progredir para uma aplasia medular potencialmente fatal. Esta condição pode levar a complicações como o aumento da tendência hemorrágica, sinais de infeção e fadiga grave devido à perda de linhagens de células sanguíneas.

É necessária intervenção médica imediata perante qualquer suspeita de exposição excessiva. As orientações regulamentares estipulam que, se uma pessoa apresentar sintomas agudos com risco de vida, tais como colapso, convulsões, dificuldade em respirar ou impossibilidade de despertar, deve-se contactar os serviços de emergência imediatamente. A linha de apoio antivenenos também deve ser contactada para obter orientação especializada.

Procedimentos de Gestão Oficial

Aspeto da Gestão Declaração Regulamentar
Disponibilidade de Antídoto Não está documentado qualquer antídoto específico.
Tratamento de Suporte A gestão é de suporte, podendo incluir transfusões e terapêutica baseada nos achados laboratoriais.
Requisito de Monitorização As contagens de células sanguíneas devem ser alvo de monitorização rigorosa e prolongada, uma vez que o ponto mais baixo (nadir) das contagens celulares pode ocorrer até quatro semanas após a exposição.

O perfil oficial de sobredosagem dita que a atenção clínica se foque inteiramente nos cuidados de suporte e na monitorização rigorosa do sistema hematopoiético, enquanto os sintomas agudos graves desencadeiam um requisito regulamentar imediato de procura de ajuda médica urgente.

Usos terapêuticos de Dacarbazine

A dacarbazina (DTIC) é um agente sistémico potente, geralmente reservado para a gestão de patologias malignas graves. A sua utilização principal aplica-se na abordagem de condições onde a estabilidade funcional é afetada por doença avançada.

Principais Utilizações Terapêuticas e Benefícios

A dacarbazina é geralmente considerada relevante para a gestão sistémica de vários tipos de cancro. É comummente utilizada no tratamento do melanoma maligno avançado e como componente em protocolos de quimioterapia combinada estabelecidos para o Linfoma de Hodgkin avançado. Além disso, é aplicada na abordagem de sarcomas dos tecidos moles em adultos específicos e em estado avançado. O medicamento proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, atuando contra sinais relacionados com o desequilíbrio sistémico e o esforço fisiológico.

“A dacarbazina é utilizada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, onde é necessário apoio sintomático adicional.”

Esta abordagem é frequentemente utilizada para ajudar na gestão de condições que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas, contribuindo para atenuar a carga sintomática global e ajudando a melhorar o conforto do doente durante os períodos sintomáticos.


Facto Rápido: Alívio em Patologias Malignas Sistémicas
Foco: Gestão de sintomas que criam um esforço fisiológico percetível na doença sistémica.
Benefício: Pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e apoia o bem-estar geral em períodos de doença maligna.
Contexto: Doença avançada, metastática ou irressecável, onde a estabilidade funcional é afetada.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial e Contraindicações da Dacarbazina

A Dacarbazina está aprovada prioritariamente para utilização na população adulta e a sua administração deve ser realizada sob a supervisão de um médico com experiência em oncologia. A elegibilidade é estritamente definida por documentos regulamentares, que enumeram diversas proibições absolutas.

Populações Contraindicadas Restrições Baseadas na Função Orgânica ou Estado de Saúde
Doentes com hipersensibilidade conhecida à dacarbazina. Doentes com compromisso hepático grave (doença do fígado).
Doentes com leucopenia ou trombocitopenia graves. Doentes com compromisso renal grave (doença dos rins).
Mulheres grávidas ou a amamentar. Doentes com antecedentes de doença veno-oclusiva hepática induzida pela dacarbazina (síndrome de Budd-Chiari).

O uso na população pediátrica (crianças e adolescentes com menos de 15 anos) não é recomendado, uma vez que a segurança e a eficácia não foram formalmente estabelecidas. No caso dos adultos mais velhos, a experiência atual é limitada e não existem instruções especiais obrigatórias baseadas apenas na idade. Adicionalmente, as mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar métodos de contraceção eficazes durante o tratamento e até seis meses após o seu término; os doentes do sexo masculino devem utilizar métodos contracetivos durante três meses após o final do tratamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais definem um perfil de interação restritivo para a Dacarbazina, centrando-se em combinações que devem ser formalmente evitadas ou separadas no tempo devido a riscos de segurança específicos.

Categoria de Interação de Alto Nível Declaração Regulamentar Oficial
Proibições Formais As vacinas vivas atenuadas não são recomendadas durante o tratamento e durante pelo menos três meses após a última dose, devido ao risco de infeção grave. O uso concomitante de Fotemustina não é explicitamente recomendado devido ao risco de toxicidade pulmonar aguda.
Toxicidade Farmacodinâmica A coadministração com outros agentes antineoplásicos ou depressores da medula óssea pode resultar em mielossupressão aditiva e num aumento do risco de toxicidade hepática grave. O uso com Ciclosporina pode causar imunossupressão excessiva.
Evitamento de Substâncias/Metabólico O álcool e outros medicamentos hepatotóxicos devem ser evitados durante o tratamento. O uso concomitante de Fenitoína não é recomendado devido à potencial interferência com o metabolismo hepático da Dacarbazina e ao risco de redução da absorção da Fenitoína.
Alteração Farmacocinética Foi reportado que a Interleucina-2 altera a farmacocinética da Dacarbazina através do aumento da depuração (clearance) e do volume de distribuição do fármaco. A eliminação da Dacarbazina está também documentada como prolongada em doentes com compromisso renal e hepático combinado.
Regras de Tempo Obrigatórias A administração sequencial com Fotemustina requer que a Dacarbazina seja administrada uma semana após a dose de Fotemustina.

Este perfil é estabelecido através de regras de separação obrigatórias e recomendações de evitamento para gerir riscos documentados de combinação, focando-se em proibições formais e na necessidade de evitar substâncias que contribuam para danos orgânicos aditivos ou que interfiram com a ativação metabólica através das enzimas hepáticas.

Mecanismo de ação

A dacarbazina atua primordialmente como um pró-fármaco que intervém nas vias celulares após sofrer uma ativação metabólica, da qual resulta o ião metil-diazónio ativo. Este intermediário altamente reativo funciona como um agente alquilante, constituindo o mecanismo de ação fundamental do medicamento. O processo de alquilação envolve a adição de um grupo alquilo a locais nucleofílicos nas bases do ADN, predominantemente na guanina. Esta modificação molecular direcionada altera a estrutura dos ácidos nucleicos, causando danos estruturais extensos no ADN.

Este dano genético desencadeia uma cascata de eventos subsequentes que limita a capacidade de replicação da célula, levando à ativação de pontos de controlo reguladores. Em consequência, a célula entra em paragem do ciclo celular (especificamente na fase G2). Lesões no ADN persistentes e não reparadas acabam por ativar a via intrínseca e altamente regulada da apoptose (morte celular programada), o que resulta na eliminação da célula. Além disso, a dacarbazina está associada a um mecanismo auxiliar: a inibição da síntese de purinas de novo, que interfere com o fornecimento de componentes essenciais para o ADN e o ARN, contribuindo para o efeito molecular total do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

Instruções Oficiais para a Administração da Dacarbazina

A dacarbazina é um medicamento citotóxico que deve ser administrado seguindo rigorosamente os protocolos estabelecidos em documentos regulamentares. A sua administração deve ocorrer sempre sob a supervisão de um médico com experiência em oncologia e dentro de um contexto clínico apropriado.


Princípios de Dosagem e Esquemas Terapêuticos

Condição Regime de Dosagem (Opções Comuns) Padrão de Frequência
Melanoma Maligno 250 mg/m² IV por dia 5 dias consecutivos, repetidos a cada 3 semanas
2 a 4,5 mg/kg IV por dia 10 dias consecutivos, repetidos a cada 4 semanas
Linfoma de Hodgkin 150 mg/m² IV por dia (em combinação) 5 dias consecutivos, repetidos a cada 4 semanas

A quantidade de medicamento é habitualmente calculada com base na Área de Superfície Corporal (ASC) do doente, expressa em mg/m². Geralmente não são necessários ajustes de dose para insuficiência renal ou hepática isolada de grau ligeiro a moderado; contudo, o compromisso renal e hepático combinado pode exigir modificações na dose.


Requisitos de Administração

A dacarbazina é fornecida como um pó liofilizado em frascos-ampola de dose única (por exemplo, 100 mg, 200 mg, 500 mg) e está aprovada apenas para uso intravenoso.

O pó deve primeiro ser reconstituído com Água Estéril para Preparações Injetáveis, e a solução resultante é frequentemente diluída adicionalmente em soluções como Dextrose a 5% ou Cloreto de Sódio a 0,9%. Doses mais baixas (até 200 mg/m²) podem ser administradas como uma injeção intravenosa lenta, enquanto doses maiores são administradas como uma infusão intravenosa curta, tipicamente ao longo de 15 a 30 minutos.

Pode ser aconselhada a restrição da ingestão de alimentos durante 4 a 6 horas antes do tratamento. A solução deve ser protegida da exposição à luz durante todo o processo de preparação e infusão.

Evidência clínica recente

Dacarbazina: Evidência Clínica Recente

A dacarbazina é um medicamento de quimioterapia aprovado para o tratamento do melanoma maligno metastático e como parte de regimes de combinação para o linfoma de Hodgkin que recidivou ou progrediu. Embora o fármaco seja um tratamento padrão há várias décadas, a investigação recente foca-se na sua utilização em conjunto com terapias mais recentes e em subtipos específicos de doenças.


Investigação em Terapia Combinada

Ensaios clínicos têm analisado a combinação da dacarbazina com vários agentes para explorar potenciais mudanças nos resultados dos doentes. Uma meta-análise de ensaios controlados e aleatorizados sugeriu que as terapias combinadas baseadas em dacarbazina foram analisadas quanto ao aumento da resposta global e da sobrevida a um ano, comparativamente à dacarbazina isolada, em doentes com melanoma metastático avançado. No entanto, estes regimes de combinação também foram monitorizados devido a uma maior incidência de eventos adversos, incluindo náuseas e neutropenia.


Utilização Após Imunoterapia

A investigação tem explorado o papel da quimioterapia com dacarbazina após a falha de inibidores de checkpoint imunitário (ICI) no melanoma avançado. Um estudo analisou os dados clínicos de doentes que receberam dacarbazina após tratamento prévio com um ICI específico (pembrolizumab) e reportou dados sobre a sobrevida livre de progressão (PFS) e sobrevida global (OS) em comparação com aqueles que receberam dacarbazina isolada. Os resultados mostraram diferenças nestas métricas, sugerindo que a exposição prévia a ICI pode influenciar os dados da quimioterapia subsequente.


Ensaios em Sarcomas

A dacarbazina é também investigada em ensaios para certos sarcomas de tecidos moles, como o leiomiossarcoma e o lipossarcoma. Um ensaio de fase 3 comparou a dacarbazina com a trabectedina em doentes com doença avançada que tinham recebido quimioterapia prévia. O estudo registou taxas de controlo da doença e dados de sobrevida para ambos os agentes, com resultados que indicam diferenças na sobrevida livre de progressão entre os dois braços de tratamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Dacarbazina (FAQ)


P: Com que rapidez a Dacarbazina começa a afetar o organismo?

R: A Dacarbazina é um pró-fármaco que necessita de ser ativado pelo fígado antes de se tornar totalmente ativo. A eliminação do fármaco do plasma é descrita em duas fases, com uma semivida terminal de 5 horas. Este valor relaciona-se com o tempo em que a substância está presente no corpo, embora o início do efeito terapêutico seja uma métrica distinta.


P: Existem diferentes nomes comerciais para o medicamento Dacarbazina?

R: Sim, Dacarbazina é o nome genérico do medicamento. De acordo com fontes de informação oficial sobre medicamentos, este tem estado disponível sob várias marcas comerciais em diferentes mercados.


P: A Dacarbazina pode fazer com que me sinta muito cansado?

R: A informação oficial indica que um efeito tóxico comum é a redução na contagem de células sanguíneas (mielossupressão). Sintomas relacionados com a baixa contagem de células sanguíneas, como o mal-estar (uma sensação geral de desconforto ou de não se sentir bem), estão assinalados como potenciais reações adversas.


P: Os efeitos secundários da Dacarbazina começam imediatamente?

R: Os sintomas gastrointestinais, como náuseas e vómitos, são muito comuns e ocorrem frequentemente poucas horas após as doses iniciais. No entanto, o ponto mais baixo das contagens de células sanguíneas (nadir), que é uma métrica de segurança importante, ocorre habitualmente mais tarde, geralmente 3 a 4 semanas após o tratamento.


P: Existem medicamentos comuns de venda livre que interajam com a Dacarbazina?

R: Os dados oficiais sobre interações medicamentosas referem que analgésicos comuns, tais como os que contêm aspirina (ácido acetilsalicílico) ou paracetamol, foram estudados para uso conjunto. Estas combinações podem aumentar o risco de certos efeitos secundários ou alterar a forma como o medicamento é metabolizado.


P: Podem ser tomadas vitaminas ou suplementos com a Dacarbazina?

R: Os documentos regulamentares oficiais não fornecem informações específicas sobre a utilização de vitaminas ou suplementos durante o tratamento.


P: A Dacarbazina contém alergénios comuns?

R: A composição do medicamento consiste na substância ativa, Dacarbazina, e em ingredientes inativos chamados excipientes, tais como o ácido cítrico anidro e o manitol. Doentes com hipersensibilidade conhecida (reação alérgica grave) à própria Dacarbazina têm uma contraindicação estrita de utilização do medicamento.


P: Quanto tempo permanece a Dacarbazina no corpo após a perfusão?

R: Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que a eliminação do fármaco do plasma ocorre em duas fases, com uma semivida terminal de 5 horas. Este intervalo de tempo pode ser prolongado em doentes que apresentem disfunção renal e hepática combinada.


P: Quais são os efeitos a longo prazo da utilização de Dacarbazina?

R: Os avisos oficiais referem que estudos em animais demonstraram efeitos carcinogénicos e teratogénicos. A terapia a longo prazo pode também levar a uma toxicidade cumulativa da medula óssea, um efeito danoso persistente nas células produtoras de sangue.


P: A Dacarbazina foi estudada para uso em combinação com radioterapia?

R: O folheto do medicamento aconselha a informar o clínico caso o doente esteja a receber tratamento por radiação ou outros medicamentos para o crescimento tumoral. Isto deve-se ao facto de a utilização destes tratamentos em conjunto com a Dacarbazina poder aumentar o risco de danos na medula óssea.


P: Porque é que a embalagem da Dacarbazina menciona a sensibilidade à luz?

R: A Dacarbazina é descrita quimicamente como uma substância fotossensível. As instruções regulamentares exigem que seja protegida da exposição à luz durante o armazenamento e ao longo de todo o processo de preparação e perfusão, a fim de manter a sua estabilidade e eficácia.


P: Posso receber Dacarbazina se tiver uma infeção grave?

R: A Dacarbazina é conhecida por causar mielossupressão (baixa contagem de glóbulos brancos), o que aumenta o risco de infeções graves. Os documentos oficiais desaconselham o uso de vacinas vivas devido a este risco, o que indica que as infeções graves são uma consideração importante durante o tratamento.


P: A Dacarbazina interage com a aspirina ou o ibuprofeno?

R: Foi observada uma interação com o ácido acetilsalicílico (aspirina), que pode aumentar o risco de hemorragia devido aos efeitos do medicamento nos componentes sanguíneos. Os documentos oficiais aconselham a evitar outros produtos hepatotóxicos, e este tipo de informação requer revisão clínica para qualquer combinação de medicamentos.


P: Como é que os médicos decidem se a Dacarbazina é o tratamento adequado?

R: O processo envolve a realização de uma cuidadosa análise de benefício-risco por parte do médico, para pesar a possibilidade de alcançar um benefício terapêutico (controlo da doença) contra o risco de toxicidade. Esta avaliação é necessária antes de cada ciclo, considerando potenciais perturbações gastrointestinais e sanguíneas graves.


P: É normal sentir uma sensação de queimadura perto do local da injeção?

R: Reações adversas locais como dor, sensação de queimadura e irritação no local da injeção estão assinaladas em relatórios oficiais. O medicamento é classificado como vesicante, o que significa que qualquer fuga para fora da veia requer atenção clínica imediata devido ao potencial de irritação dos tecidos.


P: Qual é o período de tempo típico para um ciclo de tratamento com Dacarbazina?

R: A duração total da terapia varia consoante a patologia e a resposta individual. Para a doença de Hodgkin avançada, uma recomendação habitual é a administração de 6 ciclos de terapia combinada. Para outras condições, a duração depende da eficácia e tolerabilidade de cada doente.


P: A náusea é um efeito secundário garantido com a Dacarbazina?

R: Não, não é garantida para todos os doentes, mas as náuseas e os vómitos são as reações adversas reportadas com maior frequência. Os dados oficiais indicam que estes sintomas afetam a maioria dos doentes com as primeiras doses.


P: Porque é que as condições de saúde pré-existentes são importantes antes de iniciar a Dacarbazina?

R: Condições de saúde pré-existentes, como o compromisso hepático (fígado) ou renal (rim) grave, são cruciais porque estão listadas como contraindicações para o tratamento. Os avisos oficiais referem que estas condições aumentam significativamente o risco de toxicidade grave ou fatal, tal como a necrose hepática.


P: Preciso de ser hospitalizado para receber Dacarbazina?

R: A administração tem de ser feita sob a supervisão de um médico com experiência em oncologia. No entanto, os documentos regulamentares não exigem explicitamente um internamento hospitalar, apenas a administração num contexto clínico adequado sob supervisão médica.


P: Existem estudos sobre o efeito da Dacarbazina na fertilidade?

R: A informação oficial exige que homens e mulheres com potencial reprodutivo utilizem contraceção eficaz durante e após o tratamento. Isto indica que doentes que ponderem engravidar após o tratamento são aconselhados a procurar aconselhamento genético depois de terminado o período de contraceção exigido.


P: Porque é que a Dacarbazina é por vezes administrada com outros medicamentos?

R: A Dacarbazina está aprovada para utilização como parte de regimes de combinação, nos quais múltiplos medicamentos são utilizados em conjunto. Esta estratégia é utilizada para certas doenças, como o linfoma de Hodgkin, para proporcionar uma abordagem de tratamento combinada que visa melhorar os resultados.


P: Qual é a taxa de náuseas e vómitos graves com a Dacarbazina?

R: Embora as náuseas e os vómitos sejam classificados como muito comuns para a maioria dos doentes, os documentos regulamentares referem que náuseas e vómitos intratáveis (difíceis de gerir), com gravidade suficiente para interromper a terapia, são reportados raramente.


P: Como é que o doente é monitorizado durante o tratamento com Dacarbazina?

R: O doente deve receber monitorização frequente devido ao risco de toxicidade. Isto envolve a verificação das contagens sanguíneas (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas) e a avaliação das funções hepática (fígado) e renal (rim).


P: Porque é que os doentes precisam de análises ao sangue frequentes enquanto tomam Dacarbazina?

R: A monitorização sanguínea frequente é necessária porque o medicamento pode causar depressão hemopoiética ou toxicidade da medula óssea, que é uma redução na capacidade do corpo de produzir novas células sanguíneas. Estes testes permitem que a equipa de saúde acompanhe cuidadosamente os níveis das células sanguíneas e determine se a terapia precisa de ser temporariamente interrompida.

Como Dacarbazine deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar a Dacarbazina?

Devido à natureza citotóxica da Dacarbazina, é obrigatório o cumprimento de regras rigorosas de conservação, manuseamento e eliminação. O pó não reconstituído deve ser conservado sob refrigeração, tipicamente entre 2°C e 8°C, e protegido da luz no seu frasco original de vidro âmbar.

Após a reconstituição ou diluição do produto, a sua estabilidade é limitada no tempo. A solução deve ser utilizada ou eliminada dentro do período de estabilidade definido, que pode ser de até 72 horas sob refrigeração ou por períodos mais curtos à temperatura ambiente. O medicamento deve ser guardado num local fechado à chave para evitar a ingestão acidental ou a utilização indevida por parte de crianças.

A eliminação deve respeitar os procedimentos previstos para resíduos perigosos ou citotóxicos. As porções não utilizadas e todos os materiais contaminados durante a preparação (como luvas e agulhas) devem ser recolhidos por pessoal devidamente formado e eliminados de acordo com os regulamentos locais, nacionais e internacionais, o que envolve frequentemente a incineração.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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