Cuvitru

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Cuvitru

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Cuvitru

Que tipo de medicamento é o Cuvitru (Imunoglobulina Humana Normal)?

O Cuvitru é uma preparação biológica cujo princípio ativo é a imunoglobulina humana normal (IgHn ou IgG), o que o classifica na classe farmacológica das imunoglobulinas (humanas) e dos derivados do plasma. Esta preparação é clinicamente reconhecida pela sua utilização como terapia de substituição, tanto em adultos como em doentes pediátricos que não conseguem produzir anticorpos em quantidade suficiente. O Cuvitru é fabricado para ser altamente concentrado, o que permite a administração de volumes de injeção menores para administração subcutânea, em comparação com outras formulações. Este medicamento, disponível apenas mediante receita médica, fornece ao organismo os anticorpos que protegem temporariamente contra infeções bacterianas e virais.

Composição, origem e forma da preparação

A composição do Cuvitru consiste numa solução aquosa purificada e concentrada que contém anticorpos da classe imunoglobulina G (IgG). Uma vez que estas proteínas plasmáticas são obtidas a partir de plasma humano, o produto tem uma origem biológica, estabelecendo-se como um derivado do sangue natural. Estas preparações contêm imunoglobulinas polivalentes da classe IgG, as quais proporcionam uma atividade de anticorpos de espetro alargado. O Cuvitru está formulado especificamente como uma solução líquida para administração subcutânea (injeção sob a pele).

Qual é o objetivo geral desta terapia de substituição?

O objetivo geral do Cuvitru é proporcionar imunização passiva, fornecendo diretamente ao organismo as proteínas protetoras necessárias e restaurando os níveis de IgG. Esta terapia de substituição reforça o sistema imunitário existente do doente. Um cenário de utilização típico envolve a prestação desta proteção passiva a indivíduos com imunidade comprometida, de modo a ajudar a reduzir a frequência e a gravidade de infeções bacterianas graves recorrentes. Ao fornecer um produto acabado e funcional, o Cuvitru oferece um suporte profilático consistente nos casos em que o sistema imunitário do doente é intrinsecamente incapaz de gerar uma resposta de anticorpos suficiente e diversificada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Cuvitru?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Tal como acontece com todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Certos efeitos secundários, como cefaleias, calafrios ou dores no corpo, podem ser minimizados reduzindo a velocidade de perfusão.

Efeitos secundários graves

As reações alérgicas graves são raras, mas podem ocorrer. Procure assistência médica imediata se sentir sinais de uma reação alérgica grave, tais como:

  • Inchaço da face, língua ou garganta
  • Dificuldade em respirar ou pieira
  • Tonturas graves ou desmaio
  • Erupções cutâneas generalizadas ou urticária
  • Ritmo cardíaco acelerado

Foram reportados casos raros de meningite asséptica (uma inflamação não infeciosa das membranas que revestem o cérebro), que pode causar dores de cabeça intensas, rigidez no pescoço, sonolência, febre e sensibilidade à luz. Contacte o seu médico se estes sintomas surgirem.

Efeitos secundários comuns e locais

A maioria dos efeitos secundários ocorre no local da perfusão. Estas reações locais são geralmente ligeiras a moderadas e tendem a diminuir de intensidade com o tratamento continuado. Podem incluir:

  • Vermelhidão, inchaço ou prurido no local da aplicação
  • Dor ou sensibilidade local
  • Hematoma ou endurecimento da pele no ponto de inserção

Os efeitos secundários sistémicos mais frequentemente comunicados incluem cefaleias, diarreia, fadiga, náuseas e dores musculares ou articulares.

Avisos de segurança importantes

Este medicamento é fabricado a partir de plasma humano. Apesar dos processos rigorosos de seleção de dadores e de eliminação de vírus durante o fabrico, o risco de transmissão de agentes infeciosos não pode ser totalmente excluído.

Informe o seu médico se tiver antecedentes de problemas de coagulação sanguínea ou doenças cardiovasculares, uma vez que a utilização de imunoglobulinas tem sido associada a um risco aumentado de formação de coágulos sanguíneos em casos específicos. É fundamental manter uma hidratação adequada antes da administração do medicamento.

Se notar algum efeito secundário não mencionado, ou se algum dos efeitos se tornar grave, informe o seu profissional de saúde assistente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial da Imunoglobulina Humana Normal (Cuvitru) baseia-se nas consequências fisiológicas potenciais de uma carga proteica excessiva, a qual pode ser exacerbada por uma elevada concentração ou volume. Os efeitos precisos de uma sobredosagem não são conhecidos oficialmente e não existe um antídoto específico disponível. O tratamento é estritamente sintomático e de suporte.

Manifestações documentadas e desfechos graves

As manifestações que requerem atenção imediata incluem sinais da Síndrome de Meningite Asséptica (dor de cabeça intensa, rigidez do pescoço, febre, náuseas) e evidência de disfunção renal (diminuição da urina, aumento súbito de peso). Os desfechos com risco de vida documentados na informação oficial afetam principalmente os sistemas vascular e renal.

Os riscos graves incluem a Insuficiência Renal Aguda e a trombose grave (coágulos sanguíneos no coração, cérebro ou pulmões). A anafilaxia grave também representa um risco agudo documentado que requer intervenção urgente. As informações regulamentares referem um risco acrescido de complicações para indivíduos de idade avançada e para aqueles com condições pré-existentes, tais como diabetes ou insuficiência renal.

Resposta de emergência e ações necessárias

Os documentos regulamentares determinam que a perfusão deve ser interrompida imediatamente caso ocorra um evento adverso grave. É necessária assistência médica imediata ou o contacto com os serviços de emergência perante quaisquer sinais de trombose, compromisso renal agudo ou reações sistémicas graves. Após o evento, é necessária a monitorização da função renal e a avaliação de sinais de trombose.

Usos terapêuticos de Cuvitru

O Cuvitru é uma perfusão subcutânea de imunoglobulina humana que pode fazer parte da gestão sintomática geralmente utilizada em condições caracterizadas por períodos de sintomas agravados em indivíduos com desafios imunitários crónicos. Esta é considerada relevante como uma abordagem de gestão de suporte para doentes adultos e pediátricos. As principais áreas terapêuticas abrangidas incluem a imunodeficiência humoral primária (IP) e a imunodeficiência humoral secundária (IS).

Estas condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes apresentam um desequilíbrio sistémico que pode manifestar-se através de sintomas que interferem com o funcionamento diário, envolvendo frequentemente infeções graves ou recorrentes. Esta abordagem de suporte contribui para uma melhoria do conforto durante os períodos de sintomas intensificados e é comummente utilizada para ajudar em conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos.

“Esta abordagem de suporte pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.”

O domínio terapêutico é aplicado em áreas onde é necessário apoio sintomático adicional para aliviar a carga global de sintomas associada à deficiência imunitária crónica.


Facto Rápido: Auxilia nos sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico


Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade e populações alvo

A utilização de Cuvitru está oficialmente estabelecida para doentes adultos e pediátricos com dois anos de idade ou mais que necessitem de terapêutica de substituição. A eficácia e a segurança não foram estabelecidas em crianças com idade inferior a dois anos.

Contraindicações e restrições

O Cuvitru não deve ser utilizado por doentes com antecedentes de reações anafiláticas ou de hipersensibilidade sistémica grave a produtos de imunoglobulina humana. Está também contraindicado em doentes com deficiência grave de IgA que apresentem anticorpos contra a IgA e um historial de hipersensibilidade a tratamentos com imunoglobulinas.

A utilização em certas populações está restringida e requer precaução devido aos riscos elevados documentados nas informações regulamentares:

  • Risco Trombótico: É necessária precaução em doentes com fatores de risco para a formação de coágulos sanguíneos, incluindo idade avançada (geralmente acima dos 65 anos), historial de trombose ou condições como estados de hipercoagulabilidade.
  • Compromisso Renal: É necessária prudência em doentes com insuficiência renal pré-existente ou fatores de risco para disfunção renal aguda, como a diabetes mellitus.

Gravidez e amamentação

As informações oficiais indicam que não estão disponíveis dados controlados sobre a utilização em mulheres grávidas. Por conseguinte, a administração é permitida apenas se for claramente necessária. As imunoglobulinas são naturalmente excretadas no leite humano, mas não foram realizados estudos formais em doentes em período de amamentação.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações da Imunoglobulina Humana Normal (Cuvitru) é determinado por efeitos farmacodinâmicos e por condicionalismos temporais específicos, conforme documentado nas diretrizes regulamentares. Não existem relatos de que este medicamento participe em interações farmacocinéticas através do sistema enzimático CYP ou de transportadores de fármacos.


Vacinas de vírus vivos atenuados

A interação mais significativa envolve as vacinas de vírus vivos atenuados, incluindo as vacinas contra o sarampo, a parotidite epidémica (papeira), a rubéola e a varicela. A transferência passiva de anticorpos através do Cuvitru pode prejudicar temporariamente a eficácia da resposta imunitária ativa do doente a estas vacinas. Para gerir esta interferência, as normas regulamentares estabelecem um período de separação obrigatório. A administração destas vacinas deve ser adiada por um período de até três meses após o tratamento.


Agentes nefrotóxicos e risco aditivo

Existe uma advertência farmacodinâmica documentada relativa a medicamentos conhecidos por serem nefrotóxicos (por exemplo, os AINE — anti-inflamatórios não esteroides — e os salicilatos). A administração conjunta com estes agentes acarreta um risco aditivo de disfunção renal aguda em doentes suscetíveis. Este aumento do risco é especificamente mencionado nos avisos oficiais para grupos de doentes que incluem idosos, indivíduos com diabetes mellitus ou aqueles com depleção de volume (desidratação).

Mecanismo de ação

O Cuvitru é uma solução que contém anticorpos de imunoglobulina G (IgG) humana normal purificada. Após a administração subcutânea, os anticorpos IgG são absorvidos e difundem-se na circulação sistémica, aumentando a concentração de IgG funcional circulante. Este mecanismo constitui uma substituição direta das próprias moléculas efetoras.

Este aumento da concentração de moléculas de IgG policlonais proporciona um repertório diversificado de anticorpos, capazes de interagir com uma vasta gama de estruturas microbianas e antigénios estranhos, neutralizando-os. O alvo biológico é o conjunto de antigénios patogénicos, quer circulem no sangue ou residam nos tecidos, e os recetores de IgG (Fcgamma R) nas células efetoras imunitárias, incluindo macrófagos e células dendríticas. O tipo de interação é a ligação ligando-recetor, em que as regiões variáveis da IgG administrada atuam como opsoninas, ligando-se aos antigénios e formando complexos imunitários.

Posteriormente, a porção Fc da IgG administrada liga-se aos recetores ativadores Fcgamma R, iniciando cascatas de sinalização intracelular que medeiam a opsonização, a fagocitose e a fixação do complemento através da via clássica. A consequência fisiológica ao nível do sistema é a modulação direta da imunidade humoral através da elevação da concentração de IgG protetora, reforçando, desta forma, a capacidade funcional de todo o sistema de vigilância imunitária.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais para a Administração de Cuvitru

O Cuvitru é uma solução de Imunoglobulina Humana para Administração Subcutânea a 20% que deve ser administrada exclusivamente por perfusão subcutânea (sob a pele), utilizando uma bomba de perfusão mecânica ou eletromecânica. Este medicamento não deve ser administrado por via intravenosa ou intramuscular.


Preparação e Dosagem

O medicamento é fornecido pronto a utilizar e não deve ser diluído. Antes da administração, os frascos devem atingir a temperatura ambiente durante um período mínimo de 90 minutos; os mesmos não devem ser agitados nem aquecidos. A solução deve ser inspecionada visualmente para confirmar a sua limpidez — a cor deve variar entre o incolor e o amarelo pálido ou castanho claro — e a ausência de partículas. Qualquer solução turva ou que contenha partículas não deve ser utilizada.

O esquema posológico é flexível, permitindo perfusões em intervalos regulares que podem variar entre a administração diária e quinzenal. A dose é individualizada com base na resposta clínica do doente e deve ser monitorizada por um profissional de saúde através da medição regular dos níveis plasmáticos mínimos de IgG para orientar ajustes subsequentes. Recomenda-se que a perfusão seja iniciada rapidamente após a transferência do medicamento para a seringa, devendo a administração ser concluída no prazo de 2 horas.


Procedimento de Administração

O Cuvitru está aprovado para utilização em adultos e doentes pediátricos a partir dos 2 anos de idade. Podem ser utilizados simultaneamente até quatro locais de perfusão (como o abdómen, coxas, parte superior dos braços ou zona lombar), devendo os locais ser alternados em cada administração, mantendo uma distância mínima de 10 cm entre eles.

As taxas de perfusão devem ser iniciadas com precaução. As duas primeiras perfusões devem ser administradas a uma velocidade lenta de 10 a 20 mL/h por local. Nas perfusões seguintes, a velocidade pode ser aumentada gradualmente até um máximo de 60 mL/h por local, conforme a tolerância do doente. O volume máximo por local é de 60 mL, exceto nas duas primeiras perfusões em doentes pediátricos com peso inferior a 40 kg, onde o volume máximo é de 20 mL por local.

Caso ocorra o esquecimento de uma dose, não deve ser administrada uma dose dupla para compensar. O doente deve contactar imediatamente o seu profissional de saúde para obter instruções sobre o ajuste do esquema de dosagem.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos

Dados de Ensaios Clínicos de Fase 3 (População Primária)

A investigação científica avaliou se os resultados dos doentes foram influenciados numa população específica, como em indivíduos com Imunodeficiências Primárias (IDP). Um ensaio clínico multinacional, aleatorizado, duplamente cego e controlado por placebo incluiu várias centenas de participantes durante um período de 12 meses.

Estes estudos investigaram a associação entre a utilização do medicamento e as alterações na gravidade dos sintomas. O critério de avaliação principal de um ensaio clínico fundamental foi a taxa de Infeções Bacterianas Graves Agudas (IBGA). O estudo também monitorizou a ocorrência de eventos adversos a longo prazo, inclusive em doentes idosos.

O desenho do estudo foi duplamente cego, com 12 meses de duração para a avaliação da eficácia. Como conclusão principal, o grupo de tratamento reportou uma pontuação média de sintomas mais baixa e uma taxa reduzida de IBGA em comparação com controlos históricos ou períodos de tratamento comparativo com imunoglobulina intravenosa (IVIG).

O protocolo do estudo especificou que o medicamento foi administrado juntamente com alimentos em determinados estudos para avaliar a farmacocinética.

Estudos Secundários e Análise Comparativa

Os estudos demonstram que o tratamento esteve associado a uma alteração nos níveis reportados de dor e fadiga. Estas análises secundárias focaram-se frequentemente em métricas de qualidade de vida, tais como os domínios de Interferência do Tratamento e Contexto da Terapia do questionário Life Quality Index (LQI).

Os resultados sugerem que o tratamento foi associado a um início mais rápido da alteração dos sintomas em alguns eventos agudos. Este efeito foi especificamente explorado em subanálises que examinaram parâmetros de perfusão e reações adversas locais, observando o volume e a velocidade por local de perfusão utilizados durante os ensaios.

Resumo dos Efeitos Observados

Os resultados foram comparados com os períodos de tratamento com Imunoglobulina Intravenosa (IVIG), observando-se que a formulação subcutânea manteve níveis residuais de Imunoglobulina G (IgG) sérica comparáveis aos alcançados com a IVIG. Globalmente, a evidência descreve os efeitos observados nos estudos, onde a investigação avaliou o fármaco em populações estudadas sob condições controladas.

Nota Importante: A informação acima descreve os resultados da investigação e o que os estudos avaliaram. Esta não fornece aconselhamento médico nem garante resultados específicos. As decisões de tratamento são tomadas por um profissional de saúde qualificado.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Cuvitru (FAQ)

Q: De que forma o Cuvitru se distingue de outros tipos de tratamentos com imunoglobulina (IG)?

A: De acordo com as informações oficiais do produto, o Cuvitru é uma solução de imunoglobulina humana a 20%, o que representa uma das concentrações mais elevadas disponíveis para administração subcutânea (SCIG). Esta elevada concentração foi concebida para permitir volumes de injeção mais reduzidos e pode facilitar tempos de administração mais curtos. Os produtos SCIG são geralmente absorvidos de forma lenta ao longo de um período de tempo, o que difere dos produtos intravenosos (IVIG), que entram rapidamente na corrente sanguínea.

Q: Com que rapidez é que o Cuvitru começa a atuar e quanto tempo permanece no organismo?

A: Como terapia de substituição, os anticorpos ficam disponíveis na corrente sanguínea imediatamente após a perfusão. Os dados oficiais sobre a forma como o organismo processa o medicamento (farmacocinética) indicam que a concentração máxima no sangue é tipicamente atingida cerca de 72 horas (três dias) após a administração. O tempo médio para que metade dos anticorpos abandonem o organismo (semivida) é de aproximadamente 40 dias, o que é consistente com a necessidade de doses de substituição regulares.

Q: O Cuvitru é utilizado apenas para a imunodeficiência primária (IDP)?

A: Os documentos regulamentares oficiais indicam que o Cuvitru está indicado como terapia de substituição apenas para a imunodeficiência humoral primária (IDP) em doentes adultos e pediátricos elegíveis. Embora outros produtos de imunoglobulina possam estar aprovados para condições adicionais, a IDP é a única patologia listada na rotulagem regulamentar atual do Cuvitru.

Q: Existe um limite de idade máximo para a utilização do Cuvitru?

A: A informação oficial não especifica um limite de idade máximo para a sua utilização. No entanto, os avisos regulamentares observam que os doentes de idade avançada (geralmente acima dos 65 anos) são identificados como tendo potencialmente um risco superior de efeitos secundários graves, tais como coágulos sanguíneos. A rotulagem indica que é necessária uma maior precaução e monitorização para doentes nesta população.

Q: A segurança a longo prazo do Cuvitru está bem estudada?

A: O estudo clínico principal que estabeleceu a eficácia e a segurança monitorizou os doentes durante aproximadamente um ano. O perfil de segurança é monitorizado continuamente após a introdução do produto no mercado através de sistemas regulamentares de notificação de eventos adversos, o que permite a recolha de dados de segurança pós-comercialização ao longo do tempo.

Q: Qual é o efeito secundário potencial mais grave que foi reportado para o Cuvitru?

A: Os avisos oficiais do produto destacam o potencial para várias reações graves. Estas incluem reações alérgicas graves (anafilaxia), coágulos sanguíneos (eventos tromboembólicos) e disfunção ou insuficiência renal (rim) aguda. A rotulagem oficial afirma que a perfusão deve ser interrompida imediatamente e deve procurar-se ajuda médica de emergência caso surjam sinais destes eventos graves.

Q: Quanto tempo após o início do Cuvitru é que um doente pode observar melhorias nas taxas de infeção?

A: O Cuvitru destina-se a um suporte profilático (preventivo) a longo prazo e não ao alívio imediato de sintomas. A eficácia do tratamento é medida por uma redução sustentada na frequência e gravidade das infeções, sendo que o principal objetivo do estudo clínico foi a medição das taxas de infeções bacterianas graves ao longo de um período de 1 ano.

Q: Porque é que o Cuvitru é por vezes preferido à IVIG para alguns doentes?

A: A via de administração subcutânea (SCIG) está associada a fatores como uma maior flexibilidade e independência em comparação com a via intravenosa. Os produtos SCIG, como o Cuvitru, permitem a autoadministração no domicílio, o que pode constituir uma preferência logística face ao método intravenoso (IVIG), que requer habitualmente a administração em ambiente clínico.

Q: Existem avisos sobre a utilização do Cuvitru em pessoas com certas condições cardíacas?

A: Os avisos regulamentares recomendam precaução para doentes com fatores de risco pré-existentes para coágulos sanguíneos (trombose), que frequentemente incluem problemas cardiovasculares. A rotulagem oficial refere que foram reportados eventos graves de coágulos sanguíneos, tais como ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC), com produtos de imunoglobulina, enfatizando a necessidade de cuidado em doentes suscetíveis.

Q: Como é que a concentração do Cuvitru se compara com outros produtos SCIG?

A: O Cuvitru é fornecido como uma solução a 20%. A informação oficial do produto indica que esta é uma das concentrações mais elevadas disponíveis para produtos convencionais de imunoglobulina subcutânea (SCIG), contrastando com outras formulações SCIG que podem estar disponíveis em concentrações mais baixas, como 10% ou 16,5%.

Q: O Cuvitru é considerado um tratamento a longo prazo?

A: Sim, o contexto regulamentar para a sua utilização confirma que o Cuvitru é uma terapia de substituição para a imunodeficiência primária, que é uma condição crónica. Por este motivo, o esquema de tratamento é tipicamente regular e contínuo para manter níveis consistentes de anticorpos protetores, conforme determinado pelo profissional de saúde.

Q: O Cuvitru pode afetar os resultados de análises ao sangue?

A: Sim, a rotulagem regulamentar oficial indica que os anticorpos transferidos pelo Cuvitru podem interferir com certos procedimentos de diagnóstico. Esta interferência pode causar resultados falsos positivos em testes serológicos ou distorcer certas leituras de ensaios, sendo um efeito que os profissionais de saúde devem considerar ao avaliar resultados laboratoriais.

Q: O Cuvitru contém conservantes ou estabilizadores?

A: De acordo com a monografia oficial do produto, o Cuvitru contém o aminoácido L-prolina como estabilizador. Importante salientar que o produto é especificamente assinalado como não contendo conservantes e é também especificado como sendo isento de açúcar.

Q: Um doente pode viajar com o Cuvitru?

A: Sim, é possível viajar com o Cuvitru. Os requisitos de conservação facilitam a mobilidade, uma vez que o medicamento pode ser mantido à temperatura ambiente (não excedendo os 25°C) por um período de até 24 meses. Recomenda-se que os doentes consultem o seu profissional de saúde antes de viajar para garantir que possuem a documentação e os suprimentos necessários.

Q: Todos os lotes de Cuvitru são testados para vírus?

A: Sendo um produto derivado de plasma humano, são obrigatórios múltiplos passos rigorosos de segurança. A informação oficial refere que cada doação de plasma é testada para vírus específicos e o processo de fabrico inclui etapas especializadas de inativação e remoção viral para minimizar o risco de transmissão.

Q: São necessários exames laboratoriais antes de iniciar o tratamento com Cuvitru?

A: Antes de iniciar o tratamento, o profissional de saúde pode realizar exames laboratoriais. Por exemplo, a avaliação dos níveis de IgA é frequentemente necessária devido ao risco de reação alérgica grave em doentes com deficiência de IgA que possuam anticorpos anti-IgA. Adicionalmente, os profissionais podem avaliar a função renal e as características do sangue em doentes considerados de maior risco.

Q: Uma pessoa pode interromper subitamente a utilização do Cuvitru?

A: As instruções oficiais para o doente indicam que a interrupção ou alterações na dosagem do medicamento não devem ocorrer sem consultar primeiro um profissional de saúde. A única exceção é se o doente estiver a sofrer uma reação alérgica grave que exija intervenção médica imediata e interrupção da administração.

Q: O Cuvitru afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A: Os documentos regulamentares oficiais afirmam que o Cuvitru pode causar efeitos secundários, tais como tonturas ou náuseas, que podem prejudicar temporariamente a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas com segurança. Recomenda-se aguardar até que estas reações temporárias desapareçam completamente antes de realizar tais tarefas.

Q: Quais são os sinais de uma reação grave ao Cuvitru?

A: As instruções oficiais para o doente descrevem sinais de uma reação sistémica grave. Os sintomas podem incluir urticária, inchaço na boca ou garganta, dificuldade em respirar ou pieira, desmaio ou tonturas, ou um batimento cardíaco acelerado. Outros problemas graves incluem dor de cabeça forte com rigidez no pescoço, redução da urina ou dor e inchaço nos membros.

Q: O Cuvitru é utilizado para tratar doenças autoimunes?

A: A documentação regulamentar oficial refere que o Cuvitru está especificamente indicado apenas para a imunodeficiência humoral primária (IDP). A rotulagem aprovada não inclui quaisquer doenças autoimunes como condições tratadas por este medicamento.

Como Cuvitru deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Cuvitru

Os frascos de Cuvitru devem ser conservados na embalagem exterior original para proteger a solução da luz e devem ser mantidos fora do alcance e da vista das crianças.

Requisitos de conservação

Condição Intervalo de temperatura Período de estabilidade
No frigorífico 2°C a 8°C Até 36 meses
À temperatura ambiente Não superior a 25°C Até 24 meses

Não congele o medicamento. Os frascos conservados à temperatura ambiente não devem ser colocados novamente no frigorífico. Não agite os frascos. Antes da utilização, deixe que os frascos refrigerados atinjam a temperatura ambiente durante um período mínimo de 90 minutos. Não utilize o produto se este estiver turvo, contiver partículas ou se o prazo de validade tiver expirado.

Eliminação

O Cuvitru é um produto de dose única. Qualquer solução não utilizada ou frasco parcialmente usado deve ser imediatamente eliminado após a perfusão. O medicamento e os materiais utilizados, incluindo agulhas e seringas, não devem ser eliminados no lixo doméstico ou nos esgotos; a eliminação deve seguir os requisitos locais para resíduos médicos e objetos cortantes.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Cuvitru encontrado em:

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