Cutaquig

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Cutaquig

O que é o Cutaquig e que tipo de medicamento é?

O Cutaquig é um medicamento biológico classificado como um produto de Imunoglobulina G (IgG). Fabricado pela Octapharma, é um medicamento sujeito a receita médica utilizado como terapia de substituição para ajudar pessoas com defesas imunitárias comprometidas. Este tipo de terapêutica com imunoglobulinas é reconhecido clinicamente em todo o mundo como um tratamento fundamental para as imunodeficiências primárias (IDP). Isto significa que o medicamento fornece diretamente os anticorpos cruciais para o combate a infeções que o organismo do doente não possui.

Pertence à classe farmacológica conhecida como Imunoglobulina Humana Normal para administração subcutânea (SCIg). O seu princípio ativo é um concentrado de anticorpos essenciais, necessários para combater agentes patogénicos bacterianos e virais. Como produto SCIg, é fabricado sob a forma de uma solução líquida especificamente concebida para infusão sob a pele.

O Cutaquig é natural ou sintético e qual é a sua forma?

O Cutaquig é um produto biológico natural derivado de uma mistura de plasma humano colhido de dadores qualificados. Este processo rigoroso é apoiado por estudos farmacológicos para garantir que a solução final contenha um espetro amplo e equilibrado de anticorpos funcionais com elevada pureza. Existem medidas de controlo rigorosas para todos os medicamentos derivados do plasma, de modo a garantir a segurança e a qualidade.

Uma característica fundamental da marca Cutaquig é a sua concentração única de 16,5% de IgG. Esta concentração é frequentemente preferida por doentes e médicos, pois concilia as vantagens de um menor volume (próprio de produtos de alta concentração) com características de fluidez que podem melhorar o conforto e a facilidade da autoadministração.

Qual é o objetivo geral da terapia com Cutaquig?

O principal objetivo da terapia com Cutaquig é fornecer um nível protetor de anticorpos a doentes cujos organismos não os conseguem produzir adequadamente. Oferece uma defesa passiva ao repor imediatamente as imunoglobulinas G (IgG) funcionais, necessárias para manter uma vigilância imunitária saudável. Ao suplementar o sistema imunitário, o Cutaquig é utilizado para reduzir a suscetibilidade e a gravidade de infeções recorrentes.

Quais efeitos secundários são possíveis com Cutaquig?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

A documentação regulamentar oficial do Cutaquig define o potencial para a ocorrência de reações locais no local da perfusão e eventos adversos sistémicos, classificando a sua frequência de acordo com os padrões regulamentares estabelecidos.

Abrangência das reações adversas

Classificação Exemplos de reações documentadas
Muito frequentes (≥ 1/10) Reações no local da injeção/perfusão (ex.: vermelhidão, inchaço, comichão, dor).
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Cefaleias, febre, calafrios, fadiga, náuseas, mialgia, distensão abdominal.

Reações adversas graves

A rotulagem do produto documenta o potencial para reações adversas graves, raras mas clinicamente significativas, incluindo: eventos tromboembólicos (tais como acidente vascular cerebral e trombose venosa profunda), hipersensibilidade grave/anafilaxia, Síndrome de Meningite Asséptica (SMA), disfunção ou insuficiência renal aguda, hemólise e lesão pulmonar aguda relacionada com a transfusão (TRALI).

Considerações de segurança e restrições

Notas específicas para certas populações: Doentes com deficiência de IgA e anticorpos anti-IgA são identificados como tendo um risco superior de reações alérgicas graves. Adicionalmente, doentes geriátricos (idade superior a 65 anos) e indivíduos com condições pré-existentes, como diabetes mellitus ou historial de doença vascular, apresentam um risco acrescido de eventos tromboembólicos ou complicações renais.

Padrões relacionados com a exposição: Está documentado que as reações adversas ocorrem com maior frequência em doentes que recebem o produto pela primeira vez ou após a mudança de produto. As reações no local da perfusão diminuem tipicamente de frequência com a continuação do tratamento.

Limitações relacionadas com a segurança: O Cutaquig acarreta o risco teórico de transmissão de agentes infeciosos, incluindo o agente da vCJD, por ser um medicamento derivado de plasma humano. O produto pode também causar leituras de glicose no sangue falsamente elevadas em medidores de glicemia específicos, devido ao seu conteúdo em maltose, e pode interferir transitoriamente com a resposta imunitária a vacinas de vírus vivos.


Ligação ao perfil de segurança global: As informações de segurança oficiais fornecem uma visão clara e categorizada dos riscos previstos, distinguindo entre efeitos geralmente locais de alta frequência e riscos sistémicos de baixa frequência e elevada gravidade. Esta abordagem estruturada associa reações adversas específicas a categorias de frequência definidas e identifica fatores contextuais (ex.: perfis de risco dos doentes, momento da perfusão) que podem influenciar o aparecimento destes eventos de segurança.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar assistência médica

A sobredosagem com Imunoglobulina Humana Normal G é definida nos documentos regulamentares principalmente pela administração de uma taxa de perfusão ou volume excessivos. As manifestações oficialmente documentadas resultantes de uma perfusão excessiva incluem o potencial para sobrecarga de volume (hipervolemia) e um aumento acentuado da viscosidade sérica (hiperviscosidade). Estes efeitos exigem a redução da velocidade de perfusão ou a sua interrupção imediata como intervenção obrigatória.

O perfil regulamentar destaca o risco de complicações sistémicas graves, afetando particularmente grupos de risco elevado, tais como doentes com compromisso renal pré-existente, insuficiência cardíaca ou idade avançada. Os resultados graves documentados incluem a disfunção ou insuficiência renal aguda e eventos tromboembólicos (ETE) potencialmente fatais, como o acidente vascular cerebral ou o enfarte agudo do miocárdio.

Sempre que se suspeite de uma reação grave ou de uma sobredosagem, é necessária assistência médica imediata, especialmente perante o aparecimento de sintomas relacionados com ETE (ex.: dor no peito, dificuldade em respirar, sinais neurológicos focais) ou suspeita de choque. A informação oficial de prescrição estabelece que não se conhece nenhum antídoto específico. Por conseguinte, a gestão clínica limita-se ao tratamento sintomático e de suporte, com a monitorização obrigatória de parâmetros específicos, como a função renal e sinais de trombose.

Usos terapêuticos de Cutaquig

O que o Cutaquig trata: principais utilizações e benefícios

A principal área terapêutica do Cutaquig envolve a gestão de suporte no tratamento de distúrbios de Imunodeficiência Primária (IDP). Este tratamento é utilizado na abordagem de padrões sintomáticos em situações em que o organismo não consegue produzir anticorpos protetores. De acordo com as normas clínicas, esta substituição de imunoglobulinas é frequentemente utilizada na gestão da imunodeficiência humoral primária.

Abordagem de padrões sintomáticos recorrentes e graves

O Cutaquig é comumente utilizado para auxiliar em conjuntos de sintomas associados a desequilíbrios sistémicos. Ajuda a gerir o padrão de sintomas associados a infeções bacterianas recorrentes e de difícil controlo, tais como pneumonia, bronquite ou sinusite crónica. Esta abordagem terapêutica apoia o sistema do doente, o que pode auxiliar na gestão da frequência e da intensidade destas doenças, contribuindo para a manutenção da estabilidade clínica.

Apoio ao conforto diário e à estabilidade

O medicamento contribui para aliviar a carga global dos sintomas. Este tratamento ajuda os doentes a gerir os sintomas que interferem com o funcionamento diário. Este suporte ajuda a melhorar o conforto no dia-a-dia e promove uma maior estabilidade funcional, proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas se tornam mais percetíveis e afetam as atividades rotineiras.


Facto Rápido: Gestão de Suporte para Infeções Recorrentes O medicamento ajuda a abordar sintomas relacionados com episódios recorrentes, apoiando o doente durante períodos difíceis ao atenuar o mal-estar.


Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Cutaquig?

A elegibilidade para a utilização do Cutaquig é determinada estritamente pelos documentos regulamentares oficiais, tendo por base a condição clínica subjacente do doente, o seu estado imunitário e a idade. O medicamento está aprovado principalmente para síndromes de Imunodeficiência Primária (IP) Humoral.

Contraindicações Absolutas

O Cutaquig não deve ser utilizado por doentes com um historial de reações anafiláticas ou reações sistémicas graves à imunoglobulina humana ou a qualquer componente do medicamento. É igualmente contraindicado em doentes com deficiência de IgA que possuam anticorpos pré-existentes contra a IgA.

Elegibilidade por Idade Restrição
Idade Mínima (EUA) 2 anos de idade ou superior.
Idade Mínima (UE/AU) 0 anos de idade ou superior.
Adultos de Idade Avançada A utilização requer precauções especiais, uma vez que a idade avançada (≥ 65 anos) é um fator de risco tanto para o compromisso renal como para eventos tromboembólicos.

Utilização Condicional e Restrições

Populações específicas requerem uma utilização condicional: doentes com fatores de risco para trombose (ex.: estados de hipercoagulabilidade, fatores de risco cardiovascular) ou com insuficiência renal pré-existente necessitam de monitorização reforçada e velocidades de administração lentas. Além disso, o medicamento não deve ser administrado por via intravascular (na veia). No caso de mulheres que estejam grávidas ou a amamentar, a utilização é permitida, mas apenas após consulta com um médico.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Cutaquig (Imunoglobulina Humana Normal) possui um perfil de interações restrito e oficialmente documentado, focado principalmente em interferências farmacodinâmicas e laboratoriais, conforme descrito nas informações regulamentares. Este medicamento não está associado a interações que envolvam o sistema enzimático do Citocromo P450 ou transportadores de fármacos.


Interações farmacodinâmicas e procedimentais documentadas

Tipo de Interação Substância ou Produto Interagente Descrição Regulamentar Oficial
Interferência Farmacodinâmica Vacinas de vírus vivos atenuados Os anticorpos transferidos pelo Cutaquig podem prejudicar a eficácia destas vacinas (ex.: Sarampo, Papeira, Rubéola, Varicela) ao interferirem com a resposta imunitária pretendida.
Interferência Fármaco-Laboratorial Sistemas de leitura de glicemia A maltose, utilizada como estabilizante no Cutaquig, pode causar leituras de glicose no sangue falsamente elevadas quando são utilizados sistemas de medição específicos que recorrem ao método de ensaio GDH-PQQ.

Requisitos de intervalo na administração

Aplicam-se regras obrigatórias de intervalo de tempo para a administração de vacinas de vírus vivos atenuados devido a esta interferência. O prejuízo da eficácia vacinal pode persistir por um período de pelo menos 6 semanas e até 3 meses após a administração de Cutaquig. No caso da vacina contra o sarampo, a rotulagem oficial estabelece que este período de intervalo necessário pode ser de até 1 ano.

Não se encontram documentadas em fontes regulamentares interações com alimentos, álcool, suplementos ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

O Cutaquig é um produto de imunoglobulina humana normal G (IgG) formulado para administração por via subcutânea. O seu mecanismo central baseia-se na substituição da imunoglobulina G circulante em falta na circulação sistémica.

Alvos biológicos e percurso no organismo

Os componentes ativos do Cutaquig são anticorpos IgG policlonais derivados de uma mistura de plasma humano. Após serem absorvidos a partir do espaço subcutâneo, estes anticorpos entram na corrente sanguínea e aumentam a concentração total de IgG sistémica. Este aumento fornece diretamente um vasto espetro de anticorpos opsonizantes e neutralizantes ao sistema biológico do doente.

Consequências do mecanismo de ação

Estas moléculas de IgG transferidas passivamente, e funcionalmente intactas, ligam-se a diversos antigénios microbianos e agentes patogénicos, facilitando a sua eliminação. A restauração da concentração de IgG funcional ativa cascatas imunológicas essenciais, incluindo a ativação do complemento e a fagocitose mediada por recetores Fc pelas células imunitárias. Este processo estabelece de forma eficaz um estado de imunidade humoral passiva, modulando os componentes fisiológicos necessários para os mecanismos de defesa dependentes de anticorpos.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar Cutaquig

O tratamento com Cutaquig deve ser iniciado e monitorizado inicialmente por um profissional de saúde com experiência no tratamento de imunodeficiências. O medicamento é administrado exclusivamente por via subcutânea (sob a pele).

Dosagem e frequência

A dose exata e a frequência das administrações são determinadas pelo médico assistente, de forma individualizada para cada doente. O cálculo da dose baseia-se geralmente no peso corporal e na resposta clínica ao tratamento. Caso esteja a transitar de um tratamento intravenoso para o Cutaquig, o médico ajustará a dose para garantir que os níveis de anticorpos no sangue se mantenham estáveis.

Instruções para a administração

O Cutaquig pode ser administrado em locais como o abdómen, coxas, parte superior do braço ou lateral da anca. Se utilizar vários locais de infusão simultaneamente, estes devem estar separados por, pelo menos, 5 centímetros.

É fundamental seguir as orientações técnicas para a preparação do medicamento:

  • Preparação: O produto deve estar à temperatura ambiente antes da utilização.
  • Verificação: A solução deve ser límpida e incolor ou ligeiramente amarelada. Não utilize o medicamento se a solução estiver turva ou apresentar partículas.
  • Técnica de infusão: A administração é feita habitualmente através de uma bomba de infusão. A velocidade de infusão inicial deve ser baixa e pode ser aumentada gradualmente, conforme a tolerância do doente.

Tratamento no domicílio

Após receber formação adequada sobre a técnica de infusão, preparação de doses e reconhecimento de possíveis efeitos adversos, o doente ou um prestador de cuidados poderá realizar as administrações em casa. É essencial manter um diário de tratamento, registando a data, o número do lote do medicamento, o local da infusão e qualquer reação ocorrida.

Se interromper ou utilizar dose excessiva

Não altere a dose nem interrompa o tratamento sem consultar o seu médico. Se falhar uma dose, deve administrá-la o mais brevemente possível e retomar o calendário habitual a partir daí. No caso de uma administração superior à recomendada, contacte o seu médico, embora não sejam conhecidas consequências graves decorrentes de sobredosagem.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre Cutaquig

Evidência para utilização em síndromes de Imunodeficiência Primária (IP)

A investigação principal sobre o Cutaquig avaliou o seu papel como terapia de substituição em pessoas que vivem com síndromes de Imunodeficiência Primária (IP) que necessitam de reposição de imunoglobulinas. O programa clínico utilizou ensaios fundamentais de Fase 3, concebidos para avaliar o medicamento em conformidade com os requisitos regulamentares.

O principal objetivo monitorizado pela investigação foi a taxa anual de Infeções Bacterianas Graves (IBG), tais como pneumonia ou meningite. A investigação analisou também a frequência de infeções não consideradas IBG e a taxa de hospitalizações relacionadas com infeções. As revisões regulamentares resumem a forma como os sintomas evoluíram nas populações observadas, e a evidência contribui para a compreensão destes padrões.


Desenho do estudo, duração e limitações

O período de eficácia primário observado nos ensaios fundamentais foi tipicamente de 12 meses. Estudos de extensão de longo prazo forneceram observações por períodos de até aproximadamente quatro anos. Estes estudos ajudam a demonstrar o que foi observado até ao momento em relação à utilização continuada.

As populações em estudo incluíram adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a dois anos. Os estudos utilizaram um desenho aberto ("open-label") e de braço único, o que significa que a investigação analisou os resultados sem uma comparação aleatória contra um grupo placebo. Por conseguinte, existe uma lacuna de evidência comparativa entre o Cutaquig e outras marcas específicas de imunoglobulinas no dossier regulamentar principal. Além disso, a base de investigação disponível indica que os dados para certos subgrupos, como a evidência em populações grávidas ou a amamentar, permanecem insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Cutaquig (FAQ)

P: Qual é a diferença entre o Cutaquig e outros produtos de imunoglobulina subcutânea (IGSC)?

O Cutaquig é uma solução de Imunoglobulina G (IgG) a 16,5% para administração por via subcutânea. Esta percentagem refere-se à concentração do princípio ativo (os anticorpos) no produto. A informação regulamentar especifica esta concentração como uma das características fundamentais do medicamento.

P: Os efeitos secundários do Cutaquig tendem a melhorar ou a piorar com o tempo?

A informação oficial de segurança indica que as reações mais comuns, que são as reações locais no local da perfusão (tais como inchaço, vermelhidão e dor), diminuem tipicamente em frequência e gravidade com a continuação do tratamento. Informações sobre a frequência de reações sistémicas estão disponíveis nos documentos oficiais do produto.

P: O Cutaquig pode interagir com analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno ou o paracetamol?

A rotulagem oficial do Cutaquig não lista interações específicas com analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno ou o paracetamol. Ao contrário de muitos medicamentos de prescrição, este não está associado ao sistema enzimático do Citocromo P450, onde ocorrem muitas interações medicamentosas.

P: É normal sentir cansaço ou ter dores de cabeça após uma perfusão de Cutaquig?

Sim, os documentos oficiais classificam as cefaleias (dores de cabeça) e a fadiga (cansaço) como efeitos secundários frequentes do Cutaquig. Os efeitos secundários frequentes são aqueles documentados como ocorrendo em aproximadamente 1% a 10% dos doentes. Para questões sobre a gravidade ou persistência de efeitos secundários documentados, consulte um profissional de saúde.

P: Porque é que algumas pessoas têm um risco maior de coágulos sanguíneos ao utilizar produtos de imunoglobulina?

O risco de coágulos sanguíneos, ou eventos tromboembólicos, está associado a vários fatores mencionados nos rótulos regulamentares. Estes fatores incluem idade avançada, imobilização prolongada, estados de hipercoagulabilidade, historial de trombose e fatores de risco cardiovascular. Os documentos regulamentares estabelecem que os doentes com estes fatores de risco requerem uma monitorização próxima e a administração na dose e velocidade mínimas praticáveis.

P: O Cutaquig contém conservantes ou o que é utilizado como estabilizante?

As listagens oficiais de componentes confirmam que o Cutaquig não contém conservantes. O ingrediente inativo utilizado como estabilizante na solução é a maltose, que está listada na secção oficial de excipientes.

P: O Cutaquig pode ser utilizado para outras condições além da imunodeficiência primária (IP)?

Nos Estados Unidos, o Cutaquig é indicado apenas como terapia de substituição para adultos e crianças com idade igual ou superior a dois anos que sofram de Imunodeficiência Primária (IP) Humoral. Outros rótulos regulamentares globais podem também incluir indicações para Imunodeficiência Secundária (IDS). O medicamento está restrito apenas às condições definidas na sua rotulagem oficial.

P: O que deve um doente saber sobre a deficiência de IgA e a utilização de Cutaquig?

A rotulagem oficial identifica um aviso grave para pessoas que tenham uma deficiência de IgA e possuam também anticorpos pré-existentes contra a IgA. É referido que estes doentes têm um risco maior de sofrer uma reação alérgica grave. A presença desta condição e um historial de hipersensibilidade significam que o Cutaquig não deve ser utilizado.

P: Existem preocupações de segurança a longo prazo ou efeitos secundários associados ao uso contínuo de Cutaquig?

Estudos clínicos observaram alguns doentes por períodos de até aproximadamente quatro anos de utilização contínua. Os documentos regulamentares exigem a monitorização contínua de riscos graves conhecidos, tais como trombose (coágulos sanguíneos), disfunção renal (problemas nos rins) e Síndrome de Meningite Asséptica (SMA). Estes são os riscos graves documentados na informação oficial de segurança deste produto.

P: Existe o risco de transmissão de agentes infeciosos, como vírus, a partir do plasma utilizado para fabricar o Cutaquig?

Uma vez que o produto é derivado de uma mistura de plasma humano (pool), não se pode excluir completamente um risco teórico de transmissão de agentes infeciosos, incluindo vírus. No entanto, o processo de fabrico inclui etapas de triagem de dadores, testes e procedimentos de eliminação viral destinados a reduzir este risco.

P: O Cutaquig causa problemas com as leituras de açúcar no sangue, especialmente em doentes com diabetes?

Sim, o estabilizante maltose presente no Cutaquig pode causar leituras de glicemia falsamente elevadas em certos sistemas de medição de glicose (aqueles que utilizam o método de ensaio GDH-PQQ). Devido a esta potencial interferência, é importante garantir que o sistema de medição utilizado não depende do método de ensaio GDH-PQQ.

P: O Cutaquig é utilizado para tratamento durante a gravidez ou amamentação?

A documentação oficial descreve que a utilização durante a gravidez ou amamentação é permitida após consulta com um médico. A experiência geral com esta classe de medicamentos sugere que não se espera que as imunoglobulinas humanas tenham efeitos prejudiciais no decurso da gravidez, no feto ou no lactente.

P: Qual é a experiência ao mudar de outra marca de imunoglobulina para o Cutaquig?

A informação oficial do produto refere que os doentes que mudam de produtos de imunoglobulina podem experienciar reações adversas com maior frequência do que aqueles que já se encontram num regime estável. Ao mudar de um produto de administração intravenosa (IGIV), o médico calcula a nova dose subcutânea de Cutaquig com base na dose anterior.

P: Quais são as diferenças entre administrar Cutaquig por via subcutânea (IGSC) versus intravenosa (IGIV)?

O Cutaquig é fabricado apenas para perfusão subcutânea (IGSC), o que significa que é administrado sob a pele e não deve ser administrado diretamente numa veia. A Imunoglobulina Intravenosa (IGIV) é uma classe separada de produtos administrados diretamente numa veia, que está associada a diferentes características de administração e padrões de efeitos secundários.

P: Existem problemas conhecidos com o Cutaquig e doentes que tenham condições cardíacas pré-existentes?

Doentes com fatores de risco cardiovascular pré-existentes (condições cardíacas) são especificamente mencionados nos avisos de segurança regulamentares. É referido que necessitam de monitorização próxima e de administração na dose e velocidade mínimas praticáveis, conforme descrito nos documentos regulamentares.

P: Existe um risco acrescido de infeção se a preparação do local de perfusão não for perfeita?

As instruções de administração sublinham que é crítico utilizar uma técnica estéril e seguir procedimentos de manuseamento asséptico ao preparar e infundir o Cutaquig. O processo foi concebido para reduzir o risco de contaminação, que poderia introduzir agentes infeciosos.

P: O que é o Polissorbato 80 e porque é listado como um componente do Cutaquig?

O Polissorbato 80 é um excipiente (ingrediente inativo) utilizado na formulação do Cutaquig. É mencionado na documentação oficial porque qualquer doente com um historial de reação sistémica grave a qualquer componente do Cutaquig, incluindo o Polissorbato 80, tem uma contraindicação absoluta para a utilização do produto.

P: O Cutaquig pode afetar outros testes laboratoriais além do açúcar no sangue?

Sim, o Cutaquig pode afetar outros resultados laboratoriais. A transferência passiva de anticorpos do medicamento para o sangue do doente pode causar um aumento temporário nos níveis de anticorpos específicos. Isto pode potencialmente levar a resultados falso-positivos em testes serológicos (por exemplo, em testes para certas doenças infeciosas).

P: Estão disponíveis diferentes tamanhos de frascos para o Cutaquig?

Sim. De acordo com a informação oficial do produto sobre como o Cutaquig é fornecido, este está disponível em vários tamanhos de frascos para utilização única, que incluem tipicamente 6 ml (1 g), 12 ml (2 g), 24 ml (4 g) e 48 ml (8 g).

P: A utilização de Cutaquig irá prevenir completamente todas as infeções?

O Cutaquig é indicado como terapia de substituição destinada a fornecer um nível protetor de anticorpos e ajudar o doente a combater infeções. Embora ajude a reduzir a taxa e a gravidade das infeções, os dados dos ensaios clínicos oficiais mostram que a taxa de infeções, incluindo as graves, não é reduzida a zero.

Como Cutaquig deve ser armazenado e descartado?

O Cutaquig deve ser conservado de acordo com requisitos rigorosos de temperatura regulamentar para manter a sua estabilidade.

Condições oficiais de conservação

Condição Requisito
Conservação a longo prazo Refrigerar entre 2 °C e 8 °C.
Opção de temperatura ambiente Pode ser conservado até 25 °C por um período único e máximo de 9 meses.
Proibição Não congelar. Eliminar se o produto tiver sido congelado.
Proteção Conservar dentro da embalagem exterior original para proteger os frascos da luz.

Manuseamento e eliminação

O produto tem um prazo de validade sob refrigeração de até 36 meses, mas deve ser obrigatoriamente eliminado se permanecer à temperatura ambiente além dos 9 meses permitidos. O frasco destina-se a uma utilização única e qualquer porção não utilizada deve ser descartada. O Cutaquig deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

A eliminação do medicamento não utilizado e de todos os materiais de administração, incluindo objetos cortantes e perfurantes, deve seguir os requisitos locais e não deve ser feita através das águas residuais ou do lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Cutaquig encontrado em:

ÍNDICE A-Z: