Crima

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Crima

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Crima

Definição do Medicamento e sua Classe

O Crima é a marca comercial de um agente antibacteriano sintético de elevada potência, cujo princípio ativo é a Ceftazidima. Esta substância é categorizada de forma definitiva como uma cefalosporina de terceira geração e um antibiótico beta-lactâmico. Este medicamento pertence a uma classe fundamental de antibióticos desenvolvidos para combater infeções bacterianas graves em todo o organismo. O estatuto deste fármaco como um medicamento sujeito a receita médica é consistente a nível global, o que reforça a sua utilização em contextos de cuidados de saúde monitorizados. Como beta-lactâmico, a sua estrutura química permite-lhe exercer uma ação de eliminação celular definitiva, conhecida como ação bactericida, contra microrganismos suscetíveis. A classificação como agente de terceira geração é clinicamente reconhecida por oferecer um equilíbrio favorável entre uma ampla atividade e estabilidade, quando comparada com cefalosporinas de gerações anteriores.


Forma, Composição e Objetivo Geral

A substância ativa Ceftazidima é fornecida principalmente sob a marca Crima na forma de pó estéril para preparação de solução injetável num frasco selado, constituindo um produto de substância única. O pó deve ser reconstituído com um veículo estéril, tal como água para preparações injetáveis, imediatamente antes da sua utilização, dado que se destina à administração parentérica rápida (por injeção) na corrente sanguínea ou no músculo. O objetivo geral do medicamento é atuar como um agente antibacteriano de largo espetro para eliminar patógenos suscetíveis que causem infeções sistémicas. Um cenário típico para a sua utilização envolve o tratamento de infeções graves em adultos e doentes pediátricos quando o patógeno específico é desconhecido, mas existe a suspeita de que seja suscetível a esta classe de fármacos.


Por que se utiliza uma Cefalosporina de Terceira Geração?

Esta classe de medicação é utilizada devido à sua capacidade direcionada e fiável de eliminar bactérias críticas, incluindo muitos patógenos Gram-negativos desafiantes, como a Pseudomonas aeruginosa. As características moleculares avançadas da Ceftazidima conferem-lhe uma resistência significativa às enzimas beta-lactamases que muitas bactérias resistentes produzem para desativar antibióticos comuns. Esta estabilidade garante que a molécula terapêutica permaneça ativa, penetrando nas defesas bacterianas para interromper a síntese da sua parede celular, tornando o Crima uma ferramenta decisiva para a gestão de patologias bacterianas graves e potencialmente difíceis de tratar.

Quais efeitos secundários são possíveis com Crima?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

As informações constantes nesta secção descrevem as reações adversas e as características de segurança do Crima (Ceftazidima), conforme documentado em fontes regulamentares oficiais. Este resumo baseia-se estritamente nos dados de segurança rotulados e não se destina a servir de aconselhamento médico ou instrução de utilização.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos secundários documentados estão classificados de acordo com a sua frequência esperada:

Categoria de Frequência Exemplos de Reações Documentadas
Frequentes (1/100 a <1/10) Diarreia, eosinofilia, trombocitose, erupção maculopapular, urticária, prurido e inflamação ou dor no local da injeção.
Pouco Frequentes (1/1.000 a <1/100) Cefaleia, tonturas, náuseas, vómitos, dor abdominal, candidíase, colite e aumentos transitórios da ureia sanguínea ou da creatinina sérica.
Frequência Desconhecida (Não pode ser estimada) Anafilaxia, convulsões, encefalopatia, Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e nefropatia tóxica.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

A rotulagem oficial identifica várias reações adversas como sendo graves ou clinicamente significativas:

  • Hipersensibilidade e Anafilaxia: Estão documentadas reações alérgicas sistémicas graves, incluindo a anafilaxia.
  • Neurotoxicidade: Foram reportados efeitos graves no sistema nervoso, tais como encefalopatia, convulsões e coma.
  • Reações Cutâneas e Gastrointestinais Graves: Estas incluem condições cutâneas potencialmente fatais (SSJ, NET) e colite pseudomembranosa.

Restrições de Segurança: O Crima está contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida à ceftazidima, a qualquer cefalosporina ou com antecedentes de hipersensibilidade imediata grave a outros antibióticos beta-lactâmicos (por exemplo, penicilinas).

Nota Específica para Populações: Doentes com compromisso renal pré-existente apresentam um risco mais elevado de desenvolver efeitos neurotóxicos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil de sobredosagem para o Crima (Ceftazidima) envolve principalmente reações adversas neurológicas graves, resultantes de concentrações excessivamente elevadas da substância ativa no organismo. Estas concentrações elevadas estão particularmente associadas a doentes que apresentam função renal comprometida.

Manifestações de sobredosagem documentadas

Classificação Manifestação/Ação Necessária
Agrupamento de Sintomas Atividade convulsiva (convulsões), encefalopatia (distúrbio cerebral), mioclonias (solavancos musculares), asterixis, parestesia.
Desfechos Graves A sobredosagem pode resultar em ocorrências de eventos neurológicos graves, potencialmente fatais ou fatais.
Principal Fator de Risco Aumento da gravidade e do risco de reações neurológicas em doentes com compromisso renal (doença renal).

Ações de emergência

O aparecimento de sintomas neurológicos graves requer assistência médica de emergência imediata. É necessário procurar ajuda médica de emergência imediatamente ou contactar um médico ou enfermeiro imediatamente em caso de distúrbios graves do sistema nervoso, tais como crises epilépticas ou coma.

A gestão da sobredosagem é sintomática e de suporte. Em casos de sobredosagem, podem ser utilizadas medidas processuais como a hemodiálise para auxiliar na remoção da substância da circulação sistémica, uma vez que não se encontra disponível nenhum antídoto específico. Os doentes que tenham recebido uma sobredosagem aguda devem ser cuidadosamente observados.

Usos terapêuticos de Crima

O que o Crima Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Crima (Ceftazidima) é vulgarmente utilizado em contextos clínicos para tratar infeções bacterianas graves e complicadas quando é necessário um apoio terapêutico de largo espetro. A sua aplicação desempenha um papel na gestão da carga de agentes patogénicos, o que ajuda a apoiar a estabilidade geral do doente durante episódios agudos. As suas indicações incluem condições graves em múltiplos sistemas do corpo. O medicamento é aplicado em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional, incluindo condições que se apresentam com desconforto sistémico ou localizado, tais como Septicemia Bacteriana, Meningite Bacteriana e Infeções Graves do Trato Respiratório Inferior.

“Em situações agudas, a abordagem terapêutica apoia a gestão do processo infecioso, o que contribui para um melhor conforto durante períodos de sintomas acentuados.”


Tratamento de Doenças Sistémicas Críticas e Cenários de Alto Risco

Este medicamento fornece um apoio terapêutico importante para condições marcadas por um aumento do stresse fisiológico. É aplicado para ajudar a abordar a patologia central do sofrimento sistémico, o que contribui para a gestão de sintomas agudos, como a febre alta persistente e sinais de desequilíbrio sistémico, e pode auxiliar na manutenção de uma sensação de estabilidade durante períodos de grande tensão fisiológica. O Crima é também vulgarmente aplicado para fornecer cobertura terapêutica empírica em doentes altamente vulneráveis, nomeadamente em casos de Neutropenia Febril, apoiando os doentes durante episódios de maior desconforto quando as suas defesas naturais estão comprometidas.


Eliminação de Infeções Complexas em Órgãos e Tecidos

O Crima é relevante em situações que envolvem bactérias Gram-negativas, tais como a Pseudomonas aeruginosa. A sua utilização desempenha um papel na gestão do processo infecioso, o que pode auxiliar no alívio de sintomas relacionados com o stresse funcional de órgãos específicos e dor localizada grave em locais complicados.

Foco na Gestão de Sintomas
O Crima ajuda a gerir sintomas que criam um stresse fisiológico percetível, como a febre persistente, durante episódios agudos

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Crima?

Esta secção descreve as regras oficiais de elegibilidade e não elegibilidade da população para o Crima (Ceftazidima), conforme definido pelos documentos regulamentares.

Contraindicações Absolutas

O Crima está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com antecedentes de hipersensibilidade grave ou reação alérgica à própria Ceftazidima, a qualquer antibiótico da classe das cefalosporinas ou a qualquer outro antibiótico beta-lactâmico (tais como as penicilinas).

Elegibilidade por Grupo Etário

O Crima está indicado para utilização em adultos e doentes pediátricos, incluindo recém-nascidos (desde o nascimento). É necessária uma consideração especial para adultos idosos com mais de 80 anos de idade, devido a uma possível redução da depuração do fármaco relacionada com a idade. Para certas formulações de dose fixa, a utilização não é recomendada em crianças que necessitem de doses fracionadas.

Uso Condicional e Restrições

A utilização está restrita a doentes com compromisso renal (Depuração da Creatinina le 50 mL/min). Isto exige uma gestão especializada, uma vez que a redução da função renal aumenta o risco de reações adversas neurológicas. Para doentes grávidas, a utilização é condicional e apenas autorizada se o benefício potencial superar o risco potencial. A utilização durante a lactação é, geralmente, considerada aceitável, uma vez que o fármaco é excretado no leite materno em níveis baixos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações regulamentares oficiais descrevem padrões de interação específicos para o Crima (Ceftazidima), categorizados pelo seu potencial efeito na toxicidade, eficácia ou farmacocinética. A administração conjunta com Antibióticos Aminoglicosídeos (por exemplo, Gentamicina) pode elevar o risco de nefrotoxicidade (toxicidade nos rins) e ototoxicidade (toxicidade na audição), representando um risco de toxicidade aditivo. Observou-se que a combinação com o Cloranfenicol causa efeitos antagónicos que reduzem a atividade bactericida, existindo a indicação oficial de que esta associação deve ser evitada quando se pretende obter o efeito terapêutico máximo.


Efeitos de Interação Documentados

Categoria de Produto Interativo Declaração Oficial de Interação
Anticoagulantes Orais (ex: Varfarina) Pode aumentar a atividade anticoagulante destes medicamentos.
Contracetivos Hormonais Pode reduzir a eficácia do agente hormonal.
Probenecida A administração não tem efeito na cinética de eliminação da Ceftazidima.

A Ceftazidima é eliminada primordialmente pelos rins. Consequentemente, ocorrem concentrações séricas elevadas e prolongadas em doentes com função renal comprometida, o que aumenta o risco oficial de reações adversas neurológicas, incluindo convulsões. Além disso, a Ceftazidima pode causar uma reação falso-positiva de glicose na urina quando testada através de métodos de redução de cobre (como as pastilhas CLINITEST®), sendo necessária a utilização de testes enzimáticos de glucose oxidase.

Mecanismo de ação

O Mecanismo de Disrupção Letal da Parede Celular

A ação central da Ceftazidima envolve a inibição irreversível de enzimas bacterianas essenciais conhecidas como Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs). A molécula estabelece uma ligação covalente estável com as PBPs, impedindo-as de catalisar a etapa final da ligação cruzada do peptidoglicano, necessária para a construção da parede celular rígida da bactéria. Este bloqueio molecular específico conduz a uma falha estrutural crítica, na qual a bactéria deixa de conseguir resistir à sua pressão osmótica interna, desencadeando a rápida lise (ruptura) e destruição celular. O mecanismo resultante é categorizado como bactericida.

Superar a Resistência Bacteriana e os Limites do Mecanismo

A estrutura molecular da Ceftazidima confere uma estabilidade intrínseca contra a destruição por muitas enzimas beta-lactamases comuns, o que ajuda o fármaco a atingir o seu alvo nas PBPs. No entanto, o mecanismo enfrenta limitações perante defesas bacterianas altamente especializadas, tais como as Beta-Lactamases de Espetro Alargado (ESBLs), que podem inativar o fármaco. Adicionalmente, as bombas de efluxo bacterianas podem remover ativamente a molécula da célula, impedindo-a de alcançar a concentração inibitória necessária para a acilação das PBPs.

Informações sobre dosagem e administração

O Crima (Ceftazidima) é administrado exclusivamente pela via parenteral, o que significa que é fornecido através de uma perfusão ou injeção intravenosa (IV), ou como uma injeção intramuscular (IM). O medicamento é apresentado sob a forma de um pó estéril que requer uma reconstituição obrigatória com um diluente estéril específico, como água para preparações injetáveis, imediatamente antes da sua utilização. Para a administração por via intravenosa, a dose é habitualmente infundida durante um período de 30 minutos.

O esquema posológico padrão para adultos consiste numa dose de 1 g a 2 g, administrada tipicamente a cada 8 ou 12 horas. Para infeções graves ou que coloquem a vida em risco, as informações oficiais permitem um aumento da frequência da dose para 2 g a cada 8 horas, embora a dose diária total máxima não deva, geralmente, exceder os 6 g. A duração do tratamento é comummente de 7 a 14 dias, mas a instrução oficial é que o regime seja continuado durante, pelo menos, dois dias após o desaparecimento dos sinais de infeção.

Aplicam-se regras de administração especiais a populações específicas. Os doentes com compromisso da função renal devem ter a sua dosagem reduzida e/ou o seu intervalo de administração ajustado com base na Depuração da Creatinina (CLCr) medida no doente, de acordo com as orientações oficiais. Para crianças com idades compreendidas entre um mês e os 12 anos, a dosagem é determinada pelo peso corporal, variando frequentemente entre 90 a 150 mg/kg por dia, divididos em três doses iguais. Procedimentalmente, a solução reconstituída não deve ser misturada no mesmo recipiente com outros medicamentos específicos, tais como antibióticos aminoglicosídeos.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Crima (Ceftazidima)

Esta secção fornece uma visão geral dos estudos de investigação e ensaios clínicos realizados com o Crima (Ceftazidima), descrevendo o foco da investigação e as populações observadas, sem fornecer aconselhamento médico pessoal ou fazer afirmações sobre resultados garantidos. Os estudos ajudam a demonstrar o que foi observado até agora em padrões de grupo.

Evidência para utilização em Septicemia Bacteriana

A investigação que explorou o Crima no contexto de infeções sistémicas graves, tais como a Septicemia Bacteriana, foi estudada em diversos Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e Revisões Sistemáticas. Estes esforços de investigação examinaram principalmente os desfechos a curto prazo relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional observado durante a infeção. Os investigadores monitorizaram o estado da resposta clínica, a depuração microbiológica (a ausência medida do organismo) e desfechos a curto prazo, tais como a mortalidade por todas as causas e o tempo de internamento hospitalar.

Evidência para utilização em Infeções Respiratórias Graves

O Crima foi avaliado em estudos focados em condições graves associadas a episódios agudos ou disruptivos, especificamente Infeções do Trato Respiratório Inferior complicadas, frequentemente em ambientes hospitalares e de cuidados intensivos. Os estudos exploraram desfechos relacionados com o desconforto físico e a tensão sistémica observados nestas condições. A investigação examinou medições da resposta clínica (por exemplo, alterações no estado respiratório) e medições relacionadas com o estado microbiológico em amostras respiratórias.

Evidência para terapia empírica na Neutropenia Febril

O Crima foi avaliado em investigação que explorou uma estratégia inicial, ou empírica, para a Neutropenia Febril — uma condição de alto risco que se apresenta com um desequilíbrio fisiológico temporário em doentes oncológicos imunocomprometidos. Os principais desfechos estudados foram o tempo monitorizado para a resolução da febre (defervescência) sem necessidade de alteração para um regime diferente, e as taxas de sobrevivência global durante o episódio agudo de neutropenia.

Foco dos Estudos e Lacunas de Evidência

Acompanhamento a Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

Dado que o Crima é um antibiótico concebido para tratar infeções agudas, as durações típicas de acompanhamento foram limitadas, geralmente até ao final do tratamento e por um curto período após o mesmo (por exemplo, 28 a 30 dias). Existe informação limitada sobre desfechos a longo prazo relativamente à durabilidade da resposta microbiológica ou à recorrência da infeção nos meses e anos seguintes ao tratamento.

O que permanece incerto no registo de investigação

A base de evidência, embora extensa para cuidados agudos, contém certas limitações. Os resultados em subgrupos são incertos nalgumas áreas especializadas (por exemplo, populações grávidas). Faltam evidências comparativas nalguns contextos face à geração mais recente de combinações de antibióticos, uma vez que a investigação é contínua e está em constante atualização. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas sob condições específicas de ensaio, e a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante fora desses ambientes controlados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Crima (FAQ)


P: O Crima pode ser utilizado para outras condições além da sua utilização principal aprovada?

O Crima (Ceftazidima) está oficialmente aprovado para tratar infeções específicas, tais como as do trato respiratório inferior, do trato urinário e infeções sistémicas graves. O medicamento pode ser considerado pelos profissionais de saúde para outras condições graves não listadas nas informações oficiais se estes determinarem que os benefícios potenciais superam os riscos. Esta prática, em que um medicamento é utilizado fora das suas indicações oficiais, é uma decisão tomada pelo prestador de cuidados de saúde.


P: O Crima afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Os documentos regulamentares oficiais listam efeitos secundários como tonturas e dores de cabeça para o Crima, que podem potencialmente afetar o estado de alerta mental. As informações oficiais aconselham que os doentes devem estar cientes de como respondem ao medicamento antes de decidirem conduzir ou utilizar máquinas.


P: Porque é que o Crima é por vezes prescrito 'off-label'?

O Crima é um antibiótico de largo espetro potente, conhecido pela sua forte ação contra certas bactérias de tratamento difícil. A sua estabilidade e atividade contra certos agentes patogénicos levam os profissionais de saúde a considerá-lo para uma gama de infeções graves, mesmo aquelas fora das indicações oficiais, quando determinam que tal é clinicamente apropriado.


P: O Crima é uma substância controlada?

Não. De acordo com os documentos regulamentares oficiais, o Crima (Ceftazidima) não está classificado como uma substância controlada. Está legalmente classificado como um medicamento sujeito a receita médica.


P: O Crima aparece num teste de drogas padrão?

O Crima em si não é uma substância habitualmente pesquisada em testes de drogas padrão. No entanto, as informações oficiais indicam que o Crima pode causar uma reação falso-positiva para a glicose na urina quando os testes utilizam métodos mais antigos de redução de cobre (como os comprimidos CLINITEST®). Se for necessário um teste de glicose, deve ser utilizado, em alternativa, um método enzimático de glicose oxidase.


P: O Crima afeta a pressão arterial?

A documentação oficial de segurança lista a pressão arterial baixa (hipotensão) como um efeito possível, geralmente no contexto de uma reação adversa grave ou de uma exposição excessiva ao medicamento. Não é tipicamente listado como um efeito secundário comum ou esperado.


P: Existe uma versão genérica do Crima disponível?

Sim. A substância ativa do Crima, a Ceftazidima, está disponível como medicamento genérico para injeção. Este estatuto está refletido nos registos regulamentares oficiais de produtos farmacêuticos.


P: Qual é a diferença entre as formas de comprimido e cápsula do Crima?

O Crima (Ceftazidima) não é habitualmente fornecido sob a forma de comprimido ou cápsula. A forma farmacêutica oficial é um pó estéril para solução injetável. Este pó é misturado com um líquido estéril antes de ser administrado por via intravenosa (IV) ou intramuscular (IM).


P: É seguro parar de tomar Crima subitamente?

As informações oficiais aconselham que o ciclo completo de terapia deve ser concluído conforme prescrito, mesmo que os sintomas apresentem melhorias precoces. Interromper ou saltar doses pode aumentar o potencial de as bactérias desenvolverem resistência ao antibiótico.


P: O Crima pode afetar a fertilidade?

Os documentos regulamentares indicam que os estudos em animais não revelaram evidências de compromisso da fertilidade. Os estudos específicos e adequados em mulheres grávidas são limitados, sendo a utilização avaliada pelo profissional de saúde.


P: O Crima ajuda na dor crónica?

O Crima está classificado como um antibiótico e a sua única utilização aprovada é para o tratamento de infeções bacterianas suscetíveis. As suas informações oficiais não incluem o tratamento ou gestão de qualquer forma de dor crónica.


P: Por que razão o Crima tem sido tão estudado ultimamente?

O medicamento e os seus produtos combinados relacionados são o foco de investigação clínica contínua. Os estudos visam frequentemente a otimização de estratégias de tratamento para infeções graves e complicadas, particularmente aquelas causadas por bactérias que desenvolveram resistência às terapias existentes.


P: Como é que o Crima difere de outros medicamentos semelhantes no mercado?

O Crima está especificamente classificado como um antibiótico cefalosporina de terceira geração. A sua estrutura molecular única confere-lhe estabilidade contra muitas enzimas de defesa bacteriana, permitindo-lhe visar e eliminar eficazmente agentes patogénicos Gram-negativos críticos, como a Pseudomonas aeruginosa.


P: O Crima é seguro para utilização a longo prazo?

O Crima é um antibiótico prescrito para infeções bacterianas agudas, com uma duração típica de tratamento de 7 a 14 dias. Uma vez que se destina a uma utilização aguda e de curta duração, os documentos regulamentares não fornecem informações sobre a sua segurança para utilização prolongada. O uso prolongado pode levar ao potencial crescimento excessivo de organismos não suscetíveis, o que exigiria uma reavaliação.


P: Existem vitaminas ou suplementos que interajam com o Crima?

As informações oficiais do medicamento não listam interações específicas com vitaminas ou suplementos gerais. No entanto, as informações oficiais de prescrição referem que as cefalosporinas podem afetar a atividade de coagulação do sangue em certos doentes; nestes casos, a administração de Vitamina K pode ser considerada por um profissional de saúde.


P: É normal sentir um pouco de tonturas após começar o Crima?

As tonturas estão listadas nos documentos oficiais de segurança como um efeito secundário pouco frequente. Se este ou qualquer outro efeito secundário se tornar incómodo ou persistente, é importante comunicá-lo a um profissional de saúde.


P: O Crima interage com anticoagulantes?

Sim. As informações oficiais indicam que a toma de Crima com anticoagulantes orais pode aumentar a atividade do anticoagulante. Para os doentes que recebem esta combinação, as informações oficiais aconselham que o seu tempo de coagulação sanguínea deve ser monitorizado por um profissional de saúde.


P: Qual é a taxa de sucesso habitualmente associada ao tratamento com Crima?

Os dados regulamentares oficiais referem-se aos resultados dos estudos clínicos medindo o estado da resposta clínica (como os sintomas se alteram) e a depuração microbiológica (se as bactérias são eliminadas). Os documentos não fornecem uma percentagem única e universal de "taxa de sucesso", uma vez que os resultados variam com base no tipo e gravidade da infeção específica que está a ser tratada.


P: Posso tomar Crima se tiver um historial de problemas renais ou hepáticos?

As informações oficiais advertem que os doentes com compromisso renal (rim) necessitam de uma gestão especializada, que envolve geralmente o ajuste da dose e monitorização para reduzir o risco de efeitos secundários neurológicos. No entanto, para doentes apenas com problemas hepáticos, geralmente não é necessário um ajuste de dose se a função renal for normal.


P: A toma de Crima requer análises ao sangue regulares?

As informações oficiais de prescrição referem que a monitorização da função renal é necessária para doentes em risco, e a monitorização do tempo de coagulação sanguínea é aconselhada se o doente estiver a tomar anticoagulantes. As informações oficiais não exigem análises ao sangue regulares para a população geral.


P: E se o Crima não parecer estar a fazer efeito após algumas semanas?

As orientações oficiais aconselham que o doente deve informar o seu profissional de saúde se os seus sintomas não começarem a melhorar em poucos dias, ou se piorarem. É necessária uma avaliação contínua para determinar se o curso do tratamento deve ser ajustado.

Como Crima deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Crima?

O pó estéril de Crima (ceftazidima) necessita de condições de conservação específicas para manter a sua qualidade. O pó não reconstituído deve ser conservado entre 20 °C e 25 °C e mantido na sua embalagem exterior de origem para proteção contra a luz.

Estabilidade e Eliminação

Após a reconstituição, a solução deve, idealmente, ser utilizada imediatamente. No entanto, a solução mantém a estabilidade química e física por um período de até 24 horas quando refrigerada (2 °C a 8 °C). O produto destina-se a uma única utilização e qualquer solução não utilizada deve ser eliminada de acordo com as normas locais para resíduos de medicamentos. É obrigatório manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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