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Cordichin

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Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Cordichin

O Cordichin é um medicamento cardiovascular que pertence à classe dos antiarrítmicos. É formulado especificamente para auxiliar na regulação do ritmo cardíaco em doentes que apresentam determinados tipos de irregularidades nos batimentos do coração.

A substância ativa deste medicamento atua estabilizando a atividade elétrica no tecido muscular cardíaco. Ao influenciar os canais iónicos nas células do coração, o Cordichin ajuda a prevenir e a controlar ritmos cardíacos anormais, conhecidos como arritmias, permitindo que o coração mantenha um bombeamento de sangue mais eficaz e constante para o resto do corpo.

Este fármaco é geralmente indicado para o tratamento de arritmias supraventriculares e ventriculares, dependendo da avaliação clínica da condição específica do doente. O seu uso deve ser rigorosamente supervisionado por profissionais de saúde, uma vez que o ajuste da dosagem e a monitorização da resposta terapêutica são fundamentais para a segurança e eficácia do tratamento.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Cordichin?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

O perfil de segurança do Cordichin, um antiarrítmico de associação, é definido pelos riscos documentados dos seus componentes, a Quinidina e o Verapamil. Esta informação encontra-se organizada de acordo com a gravidade e o sistema fisiológico afetado, conforme estabelecido nos rótulos regulamentares.

Reações Adversas Documentadas

As reações adversas observadas com maior frequência, geralmente classificadas como comuns nos documentos oficiais, afetam principalmente os sistemas gastrointestinal e cardiovascular. Estas reações incluem diarreia, náuseas, vómitos, tonturas, cefaleias, ritmo cardíaco lento (bradicardia) e pressão arterial baixa (hipotensão).

Considerações de Segurança Graves

O rótulo documenta riscos críticos e potencialmente fatais que afetam primordialmente o sistema cardíaco. Estes incluem Torsades de Pointes (TdP), uma forma de agravamento da arritmia (proarritmia), e o bloqueio atrioventricular (AV) grave. Efeitos raros mas graves noutros sistemas incluem lesão hepática (hepatite) e trombocitopenia grave (contagem baixa de plaquetas).

Restrições de Segurança Regulamentares

A rotulagem oficial especifica condições para a administração. Antes do tratamento, devem ser corrigidos quaisquer desequilíbrios eletrolíticos, tais como níveis baixos de potássio ou magnésio, uma vez que estas condições podem aumentar o risco de TdP. É também necessária a monitorização por eletrocardiograma (ECG) do intervalo QTc, devendo a dose ser reduzida se o intervalo prolongar excessivamente. O consumo de toranja ou de sumo de toranja é explicitamente proibido devido ao risco de aumentar significativamente os níveis do fármaco e os efeitos adversos. O rótulo refere ainda que os adultos mais velhos podem ser mais suscetíveis a bradicardias extremas.

Estrutura do Perfil de Segurança

As informações de segurança oficiais estruturam a compreensão do risco detalhando a abrangência das reações adversas em múltiplos sistemas de órgãos e categorizando-as por gravidade. Destacam restrições críticas que definem as condições necessárias para uma administração segura, enfatizando particularmente o risco cardiovascular.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil de sobredosagem do Cordichin é definido pelo potencial de ocorrência de eventos cardiovasculares graves e fatais, para além de complicações sistémicas, o que exige uma resposta de emergência imediata. A gravidade da toxicidade está frequentemente associada ao prolongamento do intervalo QTc dependente da dose.

Ação de Emergência Obrigatória

Deve contactar imediatamente os serviços de emergência se houver suspeita de uma sobredosagem que resulte em sinais como colapso, convulsões, dificuldade em respirar ou se a pessoa não conseguir despertar. O contacto com os serviços médicos de emergência é a ação inicial obrigatória perante qualquer suspeita de toxicidade.

Manifestações Oficialmente Documentadas

A sobredosagem manifesta-se principalmente através de uma cardiotoxicidade profunda, incluindo bloqueio atrioventricular (AV) de alto grau, hipotensão acentuada, paragem sinusal e arritmias ventriculares potencialmente fatais, como Torsades de Pointes. Os efeitos sistémicos podem incluir confusão, convulsões e sinais de Cinchonismo (ex.: zumbidos ou perturbações da visão) relacionados com o componente Quinidina. Os desfechos graves documentados incluem choque cardiogénico, assístole e trombocitopenia fatal.

Orientações de Gestão

A documentação regulamentar especifica que a gestão é sintomática e de suporte. Não se conhece um antídoto específico para o componente Verapamil e procedimentos como a hemodiálise são ineficazes para a remoção do fármaco.

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Usos terapêuticos de Cordichin

O que o Cordichin trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Cordichin é uma terapêutica altamente especializada, relevante para a gestão de sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica devido a ritmos cardíacos anormais. O seu propósito foca-se inteiramente no apoio ao controlo destes ritmos, proporcionando um alívio de suporte e auxiliando na gestão de sintomas relacionados com o ritmo cardíaco. A sua utilização é consistente com os objetivos terapêuticos definidos para agentes antiarrítmicos, conforme delineado pelas orientações regulatórias.


Indicações Terapêuticas e Alívio de Sintomas

Este medicamento é vulgarmente utilizado para gerir e suprimir episódios recorrentes de ritmos cardíacos rápidos e irregulares, incluindo a Taquicardia Supraventricular (TSV), a Fibrilhação Auricular e o Flutter Auricular. Pode auxiliar na abordagem do ritmo instável, o que constitui um objetivo terapêutico na gestão de distúrbios do ritmo cardíaco. Este apoio pode ajudar a reduzir a frequência de futuros episódios disruptivos, sendo relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados.

Ao atenuar o desconforto subjetivo de palpitações, batimentos acelerados e batimentos irregulares, o medicamento torna-se relevante para a gestão de sintomas associados à instabilidade elétrica. Este produto de combinação é geralmente utilizado em contextos clínicos para gerir distúrbios do ritmo resistentes à terapêutica — condições que requerem uma gestão adicional do desconforto. Para estes doentes, o fármaco pode ser relevante para gerir a instabilidade rítmica complexa e para apoiar o paciente durante episódios de maior mal-estar, o que contribui para atenuar a carga sintomática global.


Facto Rápido: Alívio para Palpitações Recorrentes

O Cordichin é aplicado quando sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica, tais como batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, interferem com o conforto diário, auxiliando na manutenção de uma sensação de estabilidade nos momentos em que os sintomas são mais percetíveis.

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Critérios de utilização e restrições

Populações que não devem utilizar Cordichin (Contraindicações)

O uso de Cordichin é formalmente contraindicado em doentes com condições cardiovasculares graves específicas. Isto inclui indivíduos com disfunção ventricular esquerda grave, choque cardiogénico ou hipotensão grave. O uso é estritamente proibido para doentes com certas anomalias de condução, tais como a Doença do Nó Sinusal ou Bloqueio Atrioventricular (AV) de Segundo ou Terceiro Grau, a menos que esteja presente um pacemaker ventricular artificial funcional. Existe uma contraindicação absoluta para doentes com Fibrilhação ou Flutter Auricular associados a uma via acessória de condução (ex.: síndrome de Wolff-Parkinson-White), devido ao risco documentado. Outros grupos proibidos incluem doentes com hipersensibilidade conhecida aos princípios ativos, Miastenia Gravis ou um historial de Trombocitopenia Imune induzida pela Quinidina.


Restrições de Uso e Limitações de Idade

O uso é restrito e requer cautela em adultos seniores e doentes com insuficiência hepática ou renal de moderada a grave, uma vez que a eliminação do fármaco pode ser mais lenta, necessitando de uma monitorização rigorosa. Distúrbios eletrolíticos não corrigidos (como níveis baixos de potássio ou magnésio) devem ser resolvidos antes da administração. Relativamente aos doentes pediátricos, o folheto informativo oficial indica que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas para o uso antiarrítmico. O Cordichin não é recomendado para utilização por mães a amamentar, e o seu uso durante a gravidez está restrito a casos em que o benefício justifique o risco potencial.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Cordichin está associado a várias interações com medicamentos e substâncias oficialmente documentadas, devido à ação combinada dos seus dois princípios ativos, a Quinidina e o Verapamil. Estas interações enquadram-se principalmente em duas categorias: alterações farmacocinéticas e potenciação farmacodinâmica.

As interações farmacocinéticas são desencadeadas pela inibição de enzimas e transportadores essenciais. O componente Quinidina é um inibidor potente da enzima metabólica CYP2D6, enquanto ambos os componentes inibem o transportador de efluxo Glicoproteína-P (P-gp) e a enzima CYP3A4. Esta inibição combinada pode aumentar significativamente a exposição a medicamentos administrados em simultâneo, como a Digoxina, levando à duplicação dos seus níveis séricos, e a certos imunossupressores.


Restrições e Contraindicações Documentadas

A rotulagem oficial identifica combinações específicas que são restritas ou proibidas. A administração conjunta do medicamento com fármacos que partilham o risco de prolongamento do intervalo QT e que são metabolizados pela CYP2D6, como a Pimozida e a Tioridazina, é formalmente contraindicada. Além disso, a combinação com beta-bloqueadores por via intravenosa é proibida quando administrada em períodos de tempo próximos. Doentes que tomem Sinvastatina ou Lovastatina requerem uma restrição oficial da dose diária máxima devido ao risco de aumento da exposição a estas estatinas. O consumo de sumo de toranja é restrito, uma vez que está documentado que este aumenta as concentrações plasmáticas dos componentes do Cordichin.

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Mecanismo de ação

Como Funciona o Cordichin

Modulação da Atividade dos Canais Iónicos

O Cordichin atua como um modulador de múltiplos canais no tecido cardíaco, intervindo principalmente em mecanismos que regulam processos celulares hiperativos ou desregulados. O seu domínio de ação envolve a alteração do funcionamento de canais iónicos específicos controlados por voltagem. Mais precisamente, este fármaco influencia a entrada de iões de sódio (Na^+) e cálcio (Ca^2+), bem como a saída de iões de potássio (K^+), que em conjunto determinam a cinética do potencial de ação cardíaco.


Regulação da Condução Elétrica

O medicamento modifica as etapas moleculares iniciais que moldam os resultados fisiológicos sistémicos, influenciando o fluxo da corrente elétrica através do sistema de condução do coração, incluindo os nós sinoauricular (SA) e atrioventricular (AV). Ao alterar a cinética destes canais, o Cordichin ajusta o equilíbrio do fluxo iónico para reduzir a excitabilidade celular. Isto resulta numa propagação mais lenta e menos excitável dos impulsos elétricos através do tecido do miocárdio.


Ajuste da Refratariedade

O Cordichin influencia os mecanismos de feedback para deslocar a atividade das vias de condução para um estado de menor excitação, prolongando o período refratário efetivo (PRE) das células miocárdicas. Este mecanismo, que prolonga o tempo necessário para que uma célula recupere antes de poder ser novamente estimulada eletricamente, modula as vias de sinalização para reduzir os efeitos derivados da libertação de mediadores. Em última análise, este processo traduz-se em alterações na cinética do potencial de ação celular e na subsequente eletrofisiologia ao nível do órgão.

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Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração

O Cordichin foi concebido para administração por via oral, sob a forma de comprimido, destinado à gestão prolongada de arritmias recorrentes. A utilização correta deste medicamento baseia-se num processo obrigatório de titulação da dose para estabelecer um nível de manutenção estável.


Dosagem e Frequência

A dosagem inicial é baixa e é aumentada gradualmente até que o nível terapêutico seja atingido, sendo este um processo que deve ser obrigatoriamente realizado sob supervisão. A dose diária total é tipicamente dividida em várias tomas ao longo do dia — como, por exemplo, duas a quatro vezes por dia para as formulações de libertação imediata — de modo a manter níveis plasmáticos consistentes. As formas de libertação prolongada podem ser prescritas para tomas únicas ou duas vezes ao dia. Relativamente ao componente Verapamil, a dose total diária máxima recomendada é, geralmente, de 480 mg.


Requisitos de Administração

O comprimido é tomado com água. Certas formulações de libertação prolongada do fármaco exigem que este seja engolido inteiro e não deve ser esmagado, partido ou mastigado, uma vez que esta ação compromete a integridade do mecanismo de libertação controlada. Dependendo da formulação específica, as instruções podem indicar que o medicamento seja tomado com ou sem alimentos.


Ajustes em Populações Específicas

As diretrizes oficiais determinam doses iniciais reduzidas para certos grupos de doentes. É necessária uma dose de partida mais baixa para adultos mais velhos, devido a alterações na farmacocinética. Além disso, é oficialmente necessária uma redução substancial da dose para doentes com diagnóstico de insuficiência hepática (disfunção do fígado), dado o impacto desta condição na eliminação do fármaco. Quaisquer ajustes no esquema posológico devem ocorrer num contexto que permita a monitorização cardíaca contínua.

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Evidência clínica recente

Cordichin: Evidência Clínica Recente


Evidência para o Uso em Arritmias Auriculares Crónicas

A investigação sobre ritmos cardíacos irregulares comuns, tais como a Fibrilhação Auricular e o Flutter Auricular, consiste principalmente em Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA), nos quais a terapia combinada foi estudada juntamente com outros agentes antiarrítmicos. Os investigadores focaram-se em resultados relacionados com a estabilidade do ritmo, incluindo se a medicação estava associada à manutenção de um ritmo sinusal regular e a frequência com que a arritmia recorreu durante o período do estudo.

Os achados descrevem padrões observados nos estudos relativos à estabilidade do ritmo. Esta evidência contribui para a compreensão de padrões de sintomas relacionados com condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas. No entanto, os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Os dados que acompanham a durabilidade dos efeitos para além de um ano são limitados e os estudos existentes oferecem uma visão limitada sobre o uso em populações com doença cardíaca estrutural grave ou avançada, uma vez que estes doentes foram frequentemente excluídos dos ensaios principais.


Evidência para o Uso em Arritmias Ventriculares Refratárias à Terapia

Para instabilidades de ritmo raras e complexas, a investigação consiste essencialmente em ensaios piloto especializados de pequena escala e Relatos de Casos publicados. Estes estudos exploraram os componentes da combinação em doentes adultos cujas perturbações graves do ritmo se mostraram resistentes a outros tratamentos. Os resultados monitorizados incluíram a frequência de eventos arrítmicos graves e a taxa de ativação de dispositivos cardíacos internos (como choques de CDI).

Os achados descrevem padrões observados nestes subgrupos de doentes altamente específicos. A certeza permanece baixa devido à natureza desta investigação, que se caracteriza por tamanhos de amostra modestos e populações restritas. Os efeitos a longo prazo para este grupo não estão totalmente estabelecidos.


Estudos de Longo Prazo, Populações Especializadas e Incerteza na Investigação

A avaliação clínica do Cordichin foi observada em estudos ao longo de intervalos de tempo definidos, com durações de acompanhamento que atingiram os 12 meses para arritmias auriculares crónicas. Embora a investigação forneça informações sobre alterações a curto prazo, os dados ainda estão a emergir e existe informação limitada para resultados a longo prazo que se estendam significativamente além destes períodos.

A investigação examinou o Cordichin em grupos de adultos especializados, como aqueles com implantação de dispositivos, mas os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas. Os dados para certos grupos, como crianças ou grávidas, permanecem insuficientes. No geral, a qualidade da evidência varia entre os estudos e a falta de evidência a longo prazo continua a ser uma limitação fundamental da investigação.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Cordichin (FAQ)

P: Qual o tempo previsto para o início da ação do Cordichin?

A informação oficial relativa ao componente Verapamil, quando administrado numa formulação de libertação imediata, indica que as concentrações plasmáticas máximas são tipicamente atingidas no período de uma a duas horas após a administração. Este intervalo indica o momento em que a concentração do medicamento na corrente sanguínea é descrita como atingindo o seu pico.

P: É comum o Cordichin causar alterações no peso ou no apetite?

Os documentos regulamentares relativos ao componente Quinidina descreveram a perda de apetite como um efeito secundário relatado com frequência. Alterações significativas de peso não constam habitualmente entre as reações adversas que ocorrem com maior frequência para este medicamento.

P: O Cordichin tem algum impacto conhecido no ciclo de sono?

A informação oficial para o componente Quinidina observou alterações nos hábitos de sono como um efeito secundário verificado. Padrões de sono alterados estão documentados como uma possível reação ao medicamento.

P: Em caso de esquecimento de uma dose de Cordichin, qual é a orientação geral?

A orientação geral é tomar a dose assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose programada, a dose esquecida deve ser completamente omitida. A orientação oficial indica que não deve ser tomada uma dose dupla para compensar uma dose esquecida.

P: O Cordichin é habitualmente prescrito para uma ou duas tomas diárias?

A frequência necessária depende da formulação específica prescrita. Os comprimidos de libertação imediata são geralmente prescritos para administração três a quatro vezes por dia, enquanto os comprimidos de libertação prolongada podem ser prescritos para uma ou duas tomas diárias.

P: Que informação está disponível sobre a interrupção da terapia com Cordichin?

A orientação oficial estabelece que o tratamento com o componente Quinidina não deve ser interrompido subitamente. A interrupção abrupta, a menos que seja medicamente necessário, está associada a um risco de agravamento da condição subjacente.

P: O álcool pode ser consumido em segurança durante a toma de Cordichin?

A informação regulamentar descreve que o componente Verapamil pode levar a níveis mais elevados de álcool no sangue quando consumido concomitantemente. Além disso, os avisos para o componente Quinidina advertem que o álcool pode agravar efeitos secundários como as tonturas.

P: Existe informação nos documentos oficiais sobre o Cordichin afetar contracetivos hormonais?

O componente Quinidina é descrito como um inibidor da enzima CYP3A4 no fígado. A rotulagem oficial de alguns contracetivos hormonais indica que os medicamentos que afetam esta enzima podem levar a uma diminuição da eficácia.

P: Existem alegações de que o Cordichin causa dependência — existe alguma declaração oficial sobre o potencial de habituação?

De acordo com a Drug Enforcement Administration (DEA) e a FDA dos EUA, os componentes do Cordichin, Quinidina e Verapamil, não estão classificados como substâncias controladas. Isto indica que o medicamento não está sujeito a um escalonamento federal formal de drogas com base no potencial de dependência ou vício.

P: O que acontece ao Cordichin no organismo após o fim dos seus efeitos?

Cordichin é processado no organismo principalmente através de um metabolismo extenso no fígado. Uma vez metabolizados, os compostos resultantes são eliminados do corpo sobretudo através da excreção na urina, com uma porção menor excretada nas fezes.

P: O Cordichin pode, geralmente, ser considerado um fármaco para uso a longo ou curto prazo?

O Cordichin está oficialmente indicado para a gestão a longo prazo e estabilização de ritmos cardíacos anormais recorrentes. O seu propósito é proporcionar um controlo persistente sobre a atividade elétrica do coração.

P: Qual é a frequência relatada de efeitos secundários ligeiros ao utilizar Cordichin?

Os dados oficiais de ensaios clínicos descrevem a frequência aproximada de efeitos secundários comummente observados para o componente Quinidina. Por exemplo, a diarreia foi relatada em aproximadamente 35% dos doentes, o mal-estar estomacal em 22% e as tonturas em 15% dos doentes.

P: Quais são as recomendações gerais sobre a toma de Cordichin com alimentos?

A informação geral indica que algumas formas de libertação prolongada do componente Verapamil são aconselhadas a ser tomadas com alimentos. Adicionalmente, o componente Quinidina pode ser melhor tolerado quando tomado juntamente com alimentos.

P: Quais são os avisos sobre a exposição solar durante a toma de Cordichin?

A documentação oficial observou que o componente Quinidina pode produzir dermatite de fotossensibilidade. Esta é uma forma de reação cutânea que tem sido relacionada com a exposição à luz ultravioleta (UV-A).

P: O Cordichin pode ser tomado por pessoas que sofrem de diabetes?

A informação oficial refere que o uso do componente Quinidina com certos medicamentos para a diabetes, como a insulina, está associado a um risco aumentado de hipoglicemia (açúcar baixo no sangue).

P: Existem limites de idade para quem pode ser prescrito o Cordichin?

O rótulo oficial do Cordichin estabelece que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas para o uso antiarrítmico em doentes pediátricos (crianças e adolescentes). Isto significa que a documentação oficial não recomenda o seu uso para este grupo etário.

P: O Cordichin está classificado como uma substância controlada nos EUA ou noutras regiões?

O Cordichin não está classificado como uma substância controlada pela Drug Enforcement Administration (DEA) dos EUA ou por outros organismos reguladores importantes.

P: O que significa para os doentes a classificação de segurança do medicamento (ex: Lista V)?

Uma vez que o Cordichin não está classificado como uma substância controlada, os níveis de classificação federais, como a Lista V, não se aplicam a este medicamento.

P: Existem riscos conhecidos ou teóricos de o Cordichin causar "névoa mental" ou confusão?

A rotulagem oficial para o componente Quinidina lista efeitos no sistema nervoso central, incluindo confusão e delírio, que são referidos como podendo ocorrer, embora sejam relatados como sendo menos comuns ou raros.

P: O Cordichin possui uma Estratégia de Avaliação e Mitigação de Riscos (REMS)?

Não é exigido qualquer programa de Estratégia de Avaliação e Mitigação de Riscos (REMS) pela FDA para os componentes do Cordichin. Os programas REMS são tipicamente reservados para certos medicamentos com preocupações de segurança graves e específicas.

P: Existem testes laboratoriais específicos que sejam habitualmente necessários durante a toma de Cordichin?

Os documentos regulamentares exigem a monitorização por Eletrocardiograma (ECG) do intervalo QTc para acompanhar o ritmo cardíaco. Outras práticas de monitorização padrão podem incluir análises ao sangue para medir os níveis plasmáticos do fármaco e verificar o funcionamento dos rins e do fígado.

P: Quanto tempo após a interrupção do Cordichin é que este permanece tipicamente no sistema do organismo?

O tempo que o medicamento demora a ser eliminado é medido pela sua semivida de eliminação, que para o componente Verapamil varia entre 4,5 e 12,0 horas. A eliminação completa do sistema do organismo é geralmente entendida como requerendo um período de tempo igual a várias destas semividas.

P: O Cordichin tem interações conhecidas com medicamentos comuns para a tensão arterial elevada?

A rotulagem oficial proíbe a combinação de Cordichin com bloqueadores beta-adrenérgicos intravenosos. É também necessária cautela com certos outros tipos de bloqueadores dos canais de cálcio e estatinas, que são por vezes utilizados para gerir a pressão arterial ou o colesterol.

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Como Cordichin deve ser armazenado e descartado?

Condições de Armazenamento e Ambiente

Os comprimidos de Cordichin devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, especificamente entre 20 °C e 25 °C (68 °F a 77 °F), sendo permitidas excursões de temperatura até aos 30 °C (86 °F). O produto deve ser protegido da humidade e do calor excessivo, devendo ser mantido num recipiente bem fechado. Para segurança infantil, o medicamento deve ser guardado fora do alcance das crianças.


Instruções de Eliminação

Para descartar Cordichin não utilizado ou fora do prazo de validade, não deve deitar o medicamento na sanita nem despejá-lo num ralo. A eliminação deve ser realizada de acordo com os regulamentos locais, idealmente através de um programa certificado de retoma de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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