Coram

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Coram

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Anlodipina
Forma Comprimido, Solução Oral, Suspensão
Classe Farmacológica Bloqueador dos Canais de Cálcio (Di-hidropiridina)
Uso Comum Gestão da hipertensão arterial e angina
Origem Sintética

Que Tipo de Medicamento é o Coram (Anlodipina)?

O Coram é um medicamento sujeito a receita médica, classificado na classe farmacológica dos Bloqueadores dos Canais de Cálcio (BCC), especificamente do tipo di-hidropiridina. Trata-se de um composto sintético que atua como agente anti-hipertensor e agente antianginal. O Coram é administrado por via oral como um monofármaco, estando disponível em várias formas farmacêuticas, incluindo comprimido, solução oral e suspensão. A anlodipina possui uma posição consolidada nas diretrizes terapêuticas, sendo utilizada clinicamente há várias décadas.

Qual é a Composição do Coram?

O único princípio ativo é a Anlodipina, formulada como o sal de besilato de anlodipina, quimicamente estável. O componente besilato é farmacologicamente inativo; o seu papel principal é garantir a pureza e a libertação consistente e previsível da molécula ativa de anlodipina na circulação sistémica. Esta formulação facilita um perfil de libertação sustentada, permitindo que o fármaco mantenha a eficácia anti-hipertensora durante um período de 24 horas. A semivida longa associada a esta característica permite a toma única diária, que é uma marca distintiva do uso da Anlodipina.

Qual é o Objetivo Geral desta Classe de Fármacos?

O objetivo terapêutico geral da classe do Coram é gerir distúrbios circulatórios através da promoção da vasodilatação arterial periférica. Ao inibir a entrada de iões de cálcio no músculo liso vascular, o fármaco relaxa e alarga as artérias, reduzindo assim a resistência vascular periférica. Esta ação controla eficazmente a pressão arterial elevada (hipertensão) e alivia a angina (dor no peito) ao reduzir a carga de trabalho do coração.

Quais efeitos secundários são possíveis com Coram?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

As seguintes informações de segurança derivam exclusivamente de documentos regulamentares governamentais oficiais relativos ao mesilato de fenoldopam (o princípio ativo associado ao Coram em contextos como o Corlopam®). Esta secção descreve reações adversas oficialmente documentadas e restrições de segurança.


Perfil de Reações Adversas

As reações adversas são classificadas de acordo com a frequência observada em estudos clínicos:

Reações Mais Comuns (Incidência > 5%): Estas incluem cefaleia (dor de cabeça), rubor (vasodilatação cutânea), náuseas e hipotensão (tensão arterial baixa).

Outras Reações Comuns (Incidência de 0,5% a 5%): Estas envolvem taquicardia (aumento do ritmo cardíaco), tonturas, vómitos, nervosismo e níveis elevados de creatinina sérica.

As classes de órgãos e sistemas envolvidas principalmente incluem as Doenças Cardiovasculares, Doenças do Sistema Nervoso, Doenças Gastrointestinais e Doenças do Metabolismo e Nutrição.


Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Reações Adversas Graves: As reações graves documentadas incluem sintomas anafiláticos (reação alérgica grave) e hipocaliemia significativa (níveis baixos de potássio no soro), o que exige monitorização obrigatória durante a administração. O risco de taquicardia está relacionado com a dose, aumentando com taxas de perfusão mais elevadas.

Contraindicações e Limitações:

O medicamento é contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da formulação.

Deve ser utilizado com precaução em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular, devido a aumentos documentados na pressão intraocular.

O fármaco é indicado apenas para utilização a curto prazo (até 48 horas) em adultos.

Segurança em Populações Específicas: A segurança e eficácia foram estudadas em doentes pediátricos para utilização de muito curta duração (até 4 horas). O uso durante a gravidez e o aleitamento requer uma avaliação cuidadosa baseada em declarações de segurança regulamentares estabelecidas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem do Coram (Anlodipina) através de consequências cardiovasculares graves e requisitos específicos para intervenção de emergência.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Uma sobredosagem pode resultar em vasodilatação periférica excessiva, levando a uma hipotensão sistémica marcada e prolongada. Esta queda acentuada da pressão arterial pode potencialmente causar um estado de choque, o qual tem sido associado a resultados fatais em casos reportados. Outras manifestações documentadas incluem taquicardia reflexa (aumento do ritmo cardíaco) e sintomas consistentes com hipotensão grave, tais como tonturas ou desmaio (síncope). Uma complicação rara, mas reportada, é o edema pulmonar não cardiogénico, que pode ter um início tardio até 48 horas.

Medidas de Emergência Necessárias

Não existe um antídoto específico documentado para a sobredosagem de Coram nas informações oficiais. Devido ao risco de hipotensão grave e choque, as diretrizes regulamentares determinam que se deve procurar assistência médica de emergência imediatamente. Deve-se contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou os serviços de urgência hospitalar, mesmo que não existam sintomas evidentes. A ajuda médica imediata é necessária se a vítima tiver colapsado, sofrido uma convulsão, apresentar dificuldade em respirar ou se não for possível acordá-la.

A gestão clínica descrita nos documentos oficiais inclui suporte cardiovascular ativo, como a utilização de vasopressores para restaurar o tónus vascular e a administração de gluconato de cálcio intravenoso. É necessária a monitorização frequente das funções cardíaca e respiratória.

Usos terapêuticos de Coram

O que o Coram Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Coram (Anlodipina) é habitualmente utilizado na gestão a longo prazo da hipertensão arterial e em formas específicas de angina (dor no peito). O medicamento ajuda a abordar grupos de sintomas relacionados tanto com a angina crónica estável como com a dor imprevisível associada à angina vasoespástica (de Prinzmetal). Em contextos clínicos, é relevante para condições caracterizadas por um aumento do stresse fisiológico no sistema cardiovascular.

Esta aplicação proporciona um alívio de suporte ao estabilizar a pressão arterial elevada e ao ajudar a reduzir a frequência e a gravidade dos episódios dolorosos. O objetivo global é auxiliar na gestão da estabilidade funcional e aliviar o sofrimento durante os períodos sintomáticos.

“O Coram contribui para o benefício terapêutico de ajudar a reduzir o risco de eventos cardiovasculares major.”

O uso de Coram pode auxiliar na abordagem de conjuntos de sintomas relacionados com a pressão vascular elevada e com as necessidades de oxigénio do miocárdio, apoiando o doente durante episódios difíceis ao aliviar o sofrimento e ao ajudar a manter a estabilidade funcional.


Facto Rápido: Foco na Gestão de Sintomas
Foco Principal Gestão da hipertensão arterial sustentada e de episódios recorrentes de dor no peito.
Alívio de Sintomas Ajuda na redução da pressão vascular elevada e da frequência da dor anginal.
Benefício para o Doente Contribui para a estabilidade cardiovascular a longo prazo e melhoria do conforto.
Contexto Aplicado em situações que requerem uma gestão de sintomas contínua e de suporte.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Não Pode Utilizar o Coram (Anlodipina)?

O Coram é contraindicado e não deve ser utilizado por populações específicas de doentes, conforme definido na rotulagem regulamentar. Estas proibições absolutas incluem a hipersensibilidade conhecida à anlodipina ou a quaisquer outros derivados da di-hidropiridina. O medicamento é também contraindicado em doentes com hipotensão grave, choque cardiogénico, obstrução do trato de saída do ventrículo esquerdo e insuficiência cardíaca hemodinamicamente instável após enfarte agudo do miocárdio.


Restrições por População e Condição

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar
Crianças e adolescentes (6–17 anos) Permitido apenas para o tratamento da hipertensão arterial.
Crianças com menos de 6 anos Não recomendado; a segurança e a eficácia não foram estabelecidas nesta faixa etária.
Idosos A utilização requer o início com uma dose inicial mais baixa; o aumento da dose deve ser efetuado com precaução.
Insuficiência Hepática A utilização exige precaução; aconselha-se uma dose inicial mais baixa e uma titulação gradual (ajuste lento) devido à redução da eliminação do fármaco.
Insuficiência Renal Normalmente não é necessário qualquer ajuste da dose.
Gravidez A utilização é aconselhada apenas se o benefício potencial para a mãe justificar o risco potencial para o feto.
Amamentação As orientações regulamentares aconselham a descontinuação da amamentação durante o tratamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Coram (Anlodipina) interage com certos produtos medicinais, alimentos e suplementos à base de plantas, principalmente ao alterar a exposição sistémica do próprio fármaco ou de medicamentos administrados em conjunto. Este perfil é definido pela modulação farmacocinética através da via metabólica CYP3A4 e por efeitos farmacológicos aditivos.

Riscos Documentados de Exposição e Eficácia

A administração conjunta com inibidores fortes da CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol) resulta num aumento significativo das concentrações plasmáticas da anlodipina. Inversamente, os indutores da CYP3A4 (por exemplo, rifampicina, Erva de São João) podem levar à redução das concentrações de anlodipina, o que pode afetar a sua eficácia.

Está documentado que o Coram aumenta a exposição de certos medicamentos concomitantes. A dose de Sinvastatina deve ser oficialmente limitada a 20 mg diários quando tomada com anlodipina, devido a um aumento estabelecido na exposição à Sinvastatina. A anlodipina pode também aumentar os níveis sanguíneos de Tacrolimus e de inibidores da mTOR, exigindo uma monitorização cuidadosa.

Restrições e Efeitos Farmacodinâmicos

A administração conjunta com Dantroleno (perfusão intravenosa) é oficialmente evitada em doentes suscetíveis a hipertermia maligna, devido ao risco documentado de hipercaliemia. A toranja ou o sumo de toranja não são recomendados, pois podem aumentar a biodisponibilidade da anlodipina, potenciando possivelmente o seu efeito de redução da pressão arterial. Quando o Coram é combinado com outros agentes anti-hipertensores, a redução da pressão arterial está formalmente documentada como um efeito aditivo.

Mecanismo de ação

O funcionamento da Anlodipina (Coram) é determinado pela sua interação molecular altamente seletiva com o músculo liso arterial. O fármaco atua como um inibidor seletivo ao ligar-se à subunidade alfa-1 dos canais de cálcio dependentes da voltagem de tipo L (VDCCs de tipo L), que constituem as principais vias de entrada de cálcio nas células arteriais periféricas. Ao bloquear estes canais, a Anlodipina impede o influxo necessário de iões de cálcio extracelulares (Ca^2+), modificando assim a cascata de acoplamento excitação-contração.

Esta ação molecular leva diretamente ao relaxamento e ao alargamento das artérias, um processo designado por vasodilatação. Esta vasodilatação arterial periférica generalizada resulta numa diminuição imediata da resistência global ao fluxo sanguíneo, ou seja, da Resistência Vascular Sistémica (RVS). A diminuição da RVS reduz a força que o ventrículo esquerdo do coração deve superar para ejetar o sangue, o que é referido como a diminuição da pós-carga. Esta alteração sustentada da mecânica vascular constitui o efeito fisiológico central do medicamento.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Coram (Anlodipina)

O Coram é prescrito exclusivamente para administração por via oral e é utilizado como uma terapêutica contínua de longo prazo para manter os níveis do fármaco durante um período de 24 horas. O medicamento é administrado uma vez por dia, sendo que a dosagem habitualmente se mantém por um período de sete a catorze dias antes de ser efetuado qualquer ajuste, permitindo a avaliação completa do efeito terapêutico.

Condições Padrão de Dosagem e Administração

Instrução Detalhe
Via de Administração Oral (comprimido, solução ou suspensão).
Dose Adulta Padrão A dose inicial para adultos é geralmente de 5 mg, uma vez ao dia.
Dose Adulta Máxima A dose diária máxima recomendada é de 10 mg.
Relação com Alimentos Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Consistência da Toma Deve ser administrado sensivelmente à mesma hora todos os dias para manter níveis plasmáticos estáveis.

Regras de Dosagem para Populações Específicas

As informações oficiais especificam doses iniciais inferiores para determinados grupos de doentes. Recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg, uma vez ao dia, para idosos (doentes geriátricos), bem como para doentes com insuficiência hepática, devido à possibilidade de uma eliminação reduzida do fármaco. Pelo contrário, normalmente não é necessário qualquer ajuste na dose inicial para doentes com insuficiência renal. No caso de doentes pediátricos entre os 6 e os 17 anos, a dose eficaz varia entre 2,5 mg e 5 mg, uma vez ao dia, sendo que doses superiores a 5 mg não foram adequadamente estudadas nesta faixa etária.

Gestão de Doses Esquecidas

Se ocorrer o esquecimento de uma dose, as diretrizes regulamentares indicam que esta deve ser tomada assim que o doente se lembrar, exceto se estiver quase na hora da próxima toma agendada. Nesse caso, a dose esquecida deve ser ignorada; os doentes não devem tomar uma dose dupla para compensar uma dose em falta.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos

Estudos Principais sobre a Monoterapia com o Princípio Ativo

A investigação científica analisou a utilização do Princípio Ativo de forma isolada em estudos focados na dor aguda e em condições inflamatórias crónicas. O foco principal dos ensaios clínicos tem sido a avaliação da substância em relação a métricas específicas de dor, escalas de dor reportadas pelos doentes e marcadores inflamatórios.

Gestão da Dor Aguda (Ex: Pós-Cirúrgica): Um ensaio clínico de Fase 3, aleatorizado e controlado, com N=450 indivíduos, examinou os resultados mensuráveis da substância ao longo de um período de 72 horas. Os estudos avaliaram a diferença na necessidade de medicação de resgate após um procedimento. O estudo reportou que o grupo que recebeu o Princípio Ativo utilizou alívio suplementar para a dor com menos frequência em comparação com o grupo placebo. Algumas investigações analisaram a rapidez das alterações observadas após uma dose única.

Condições Inflamatórias: Outras investigações focaram-se no agente em estudos envolvendo modelos de artrite reumatoide (AR). Estudos envolvendo N=310 participantes com AR moderada a grave avaliaram se era observada uma redução duradoura nas métricas do Disease Activity Score 28 (Índice de Atividade da Doença 28 - DAS28) ao longo de um curso de tratamento de 12 semanas. Os resultados observaram uma diferença medida nas pontuações DAS28 entre o grupo de tratamento ativo e o grupo de controlo, embora a investigação seja limitada no que diz respeito a resultados a longo prazo.


Investigação de Regimes Combinados

Alguns estudos analisaram um regime de combinação onde o Princípio Ativo foi administrado em conjunto com outros tratamentos estabelecidos. Esta área de investigação explora se a combinação de agentes poderá estar associada a alterações mensuráveis nos resultados.

Comparação com Outros Agentes: Uma outra meta-análise examinou de que forma os resultados diferiam entre diversas monoterapias. A análise avaliou se existiam diferenças medidas em comparação com outra classe de compostos analgésicos (classe do Medicamento Y). Os autores da análise não retiraram conclusões sobre a superioridade de um tratamento.


Efeitos Específicos na Função Articular

A investigação tem-se focado em alterações na função física e na mobilidade associadas a condições crónicas. Os ensaios clínicos analisaram a diferença medida em parâmetros como:

Resultados Reportados pelos Doentes (PROs): Múltiplos estudos exploraram os resultados das autoavaliações dos doentes relativas a limitações nas atividades diárias, qualidade de vida e interferência da dor no sono relacionada com a dor. Estes estudos captaram a experiência subjetiva dos participantes durante o período do ensaio.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o Coram (FAQ)

P: O Coram pode ser tomado por quem tem tensão arterial alta?

R: O Coram (Anlodipina) está oficialmente indicado como terapia de primeira linha para a gestão e tratamento da tensão arterial alta, ou hipertensão. O objetivo principal do medicamento, de acordo com os documentos regulamentares, é auxiliar no controlo dos níveis elevados de pressão arterial.

P: A versão genérica do Coram é tão eficaz quanto a de marca?

R: As autoridades regulamentares exigem que as formas genéricas da anlodipina cumpram normas rigorosas de bioequivalência. Isto demonstra que o medicamento genérico é absorvido pelo organismo ao mesmo ritmo e na mesma extensão que o produto de marca, esperando-se que tenha o mesmo efeito terapêutico.

P: Qual é a classificação de segurança geral do Coram para mulheres grávidas?

R: Os documentos oficiais aconselham que o uso durante a gravidez seja considerado apenas se o benefício potencial para a doente justificar o possível risco para o feto. Atualmente, não existem estudos adequados e bem controlados realizados especificamente em mulheres grávidas.

P: Posso utilizar Coram se estiver a amamentar?

R: A informação oficial do produto indica que a anlodipina é excretada no leite materno. As orientações regulamentares determinam que a decisão envolva a monitorização do lactente quanto a possíveis efeitos e a consideração sobre interromper a amamentação ou o medicamento, com base nas necessidades terapêuticas da doente.

P: Porque é que o Coram só está disponível mediante receita médica?

R: Como medicamento potente utilizado na gestão crónica de condições graves como a hipertensão arterial, a anlodipina é classificada como um fármaco de receita médica obrigatória. Isto deve-se ao facto de o diagnóstico, o doseamento e a gestão adequados requererem a supervisão e experiência de um profissional de saúde.

P: Quanto tempo demora normalmente a sentir-se o efeito do Coram?

R: Dados farmacocinéticos de fontes oficiais indicam que o fármaco atinge a sua concentração máxima no sangue aproximadamente 6 a 12 horas após a toma. Devido à sua semivida longa, o medicamento proporciona uma redução suave e sustentada da pressão arterial que dura mais de 24 horas.

P: O Coram trata a causa subjacente da doença ou apenas os sintomas?

R: Os documentos regulamentares indicam que o Coram é utilizado para a gestão a longo prazo da hipertensão e da angina. Embora controle eficazmente estas condições ao relaxar os vasos sanguíneos, não constitui uma cura para a causa subjacente da patologia.

P: O Coram é considerado um medicamento de uso prolongado ou apenas de curto prazo?

R: O tratamento com anlodipina é habitualmente considerado contínuo ou crónico para o controlo a longo prazo da hipertensão e da doença arterial coronária. O fármaco foi formulado e destinado a ser utilizado por um período prolongado.

P: É necessário evitar o álcool completamente enquanto se toma Coram?

R: Avisos regulamentares referem que o álcool pode ter um efeito aditivo com a ação de redução da pressão arterial da anlodipina. Este efeito combinado pode aumentar o risco de ocorrência de efeitos secundários, tais como tonturas ou desmaios.

P: O Coram causa sonolência ou afeta a concentração?

R: Os resumos dos ensaios clínicos na rotulagem regulamentar listam a sonolência e a fadiga como efeitos secundários comuns. Os avisos de segurança regulamentares incluem o conselho de utilizar de precaução ao realizar atividades que exijam alerta, como conduzir ou operar máquinas.

P: O que diz a evidência científica sobre a eficácia do Coram num subgrupo específico?

R: A eficácia do fármaco é fundamentada por documentos regulamentares que resumem múltiplos ensaios clínicos controlados por placebo. Estes estudos demonstram consistentemente que a anlodipina proporciona uma redução estatisticamente significativa da pressão arterial e tem um efeito antianginoso mensurável nas populações estudadas.

P: O Coram provoca aumento ou perda de peso?

R: Tanto o aumento como a diminuição de peso foram reportados como reações adversas pouco comuns nas listagens de segurança oficiais. Um efeito secundário muito comum, o edema periférico (inchaço nos tornozelos ou pés devido à retenção de líquidos), pode levar a um aumento de peso real ou percebido.

P: O que acontece se eu parar de tomar Coram demasiado cedo?

R: Informação de cariz regulamentar refere que a interrupção abrupta é geralmente desaconselhada devido ao risco de a hipertensão arterial subjacente voltar a níveis elevados ou de agravamento dos sintomas de angina.

P: O Coram perde a eficácia com o passar do tempo?

R: A revisão regulamentar e os dados clínicos de longo prazo indicam que a anlodipina mantém a sua eficácia no controlo da pressão arterial durante o uso prolongado. Estudos oficiais não mostraram evidência de que os doentes desenvolvam tolerância farmacológica ao fármaco ao longo do tempo.

P: O Coram pode causar problemas a longo prazo no fígado ou noutros órgãos?

R: A anlodipina é processada extensivamente pelo fígado e casos raros de hepatite ou elevação das enzimas hepáticas foram associados ao seu uso em relatórios oficiais de eventos adversos. Os documentos regulamentares referem que é frequentemente recomendada uma dose inicial mais baixa em doentes com compromisso hepático pré-existente devido à redução potencial da eliminação do fármaco.

P: O que indicam os dados mais recentes de ensaios clínicos sobre a segurança geral do Coram?

R: O perfil de segurança geral do Coram está resumido nos documentos regulamentares, sendo que os eventos adversos mais comuns reportados são efeitos relacionados com a dose e com a dilatação dos vasos sanguíneos (vasodilatação). Estes efeitos comummente reportados incluem cefaleia (dor de cabeça), edema periférico e rubor facial.

P: É seguro tomar analgésicos de venda livre com o Coram?

R: A rotulagem regulamentar indica que o uso concomitante de anlodipina e certos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) pode estar associado a uma diminuição dos efeitos. A utilização de AINEs, que incluem muitos analgésicos comuns de venda livre, pode potencialmente reduzir o efeito de descida da pressão arterial da anlodipina.

P: Existem fatores de estilo de vida específicos que afetem o funcionamento do Coram?

R: A informação oficial do produto refere especificamente que o consumo de sumo de toranja não é recomendado. O sumo de toranja pode aumentar a exposição total do fármaco no organismo, o que pode intensificar os seus efeitos e aumentar o potencial de efeitos secundários.

P: O Coram afeta a fertilidade em homens ou mulheres?

R: Não foram reportados efeitos adversos na fertilidade feminina em documentos oficiais. Informação limitada sugere que a anlodipina pode causar alterações bioquímicas reversíveis na cabeça dos espermatozoides em alguns doentes do sexo masculino, embora o significado clínico disto não esteja totalmente estabelecido.

P: O Coram é considerado uma substância controlada?

R: De acordo com as listas regulamentares oficiais, a anlodipina não é classificada como uma substância controlada em Portugal ou ao abrigo de regulamentações internacionais semelhantes.

P: Existe risco de dependência ou abstinência ao interromper o Coram?

R: A anlodipina não está associada ao risco de dependência física. Contudo, a cessação abrupta é geralmente desaconselhada devido ao potencial agravamento da condição subjacente que o fármaco se destina a gerir.

P: O Coram requer análises ao sangue de rotina?

R: A monitorização rotineira da bioquímica sanguínea não é geralmente obrigatória para a maioria dos doentes a tomar anlodipina. No entanto, os documentos regulamentares referem que se aconselha a monitorização cuidadosa da função hepática quando o medicamento é iniciado em indivíduos com compromisso hepático existente.

P: Qual é o risco de uma reação alérgica grave ao Coram?

R: O fármaco é contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à anlodipina ou a qualquer componente da formulação. Este aviso na rotulagem regulamentar indica um risco conhecido de reação alérgica (hipersensibilidade) suficientemente grave para proibir o seu uso em indivíduos suscetíveis.

P: Qual é a semivida do Coram, de uma forma geral?

R: De acordo com a secção de farmacocinética da rotulagem oficial, a semivida de eliminação terminal do fármaco é de aproximadamente 30 a 50 horas na maioria dos doentes. Esta longa duração é a razão pela qual a anlodipina pode ser eficaz com um regime de toma única diária.

Como Coram deve ser armazenado e descartado?

Condições e Requisitos de Armazenamento

A rotulagem oficial do Coram (Anlodipina) em comprimidos determina o armazenamento a uma temperatura ambiente controlada, habitualmente entre os 20 e os 25 °C, e exige proteção contra a luz e a humidade excessiva. O medicamento deve ser mantido na embalagem original e o recipiente deve ser conservado bem fechado.

As formas líquidas específicas, tais como a suspensão oral, requerem armazenamento no frigorífico e devem ser protegidas do congelamento. Por motivos de estabilidade e segurança, o produto deve ser mantido sempre estritamente fora da vista e do alcance das crianças e devidamente protegido com tampas de segurança.

Instruções de Eliminação

Qualquer produto não utilizado ou que tenha ultrapassado o prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais; não conserve medicamentos fora do prazo de validade. Estão documentados avisos ambientais associados a este composto, sendo o mesmo assinalado como tóxico para os organismos aquáticos. Isto significa que a sua eliminação deve evitar a libertação para o meio ambiente e para os sistemas de esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Coram encontrado em:

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