Colyte

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Colyte

Método de ação: Laxative

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Colyte

O que é o Colyte: Definição e Identidade

Propriedade Descrição
Substância Ativa Macrogol 3350 (Polietilenoglicol) e eletrólitos
Forma Farmacêutica Pó para solução oral
Classe Farmacológica Laxante osmótico, Agente de preparação intestinal
Objetivo Geral Limpeza intestinal completa para procedimentos
Origem Sintética, Solução isosmótica

A Identidade do Colyte: Um Laxante Osmótico Combinado

O Colyte é um medicamento sujeito a receita médica que se classifica tanto como um laxante osmótico como um agente de preparação intestinal. A sua função principal é atuar como um agente de lavagem colónica, proporcionando a ação de limpeza de elevado volume necessária para fins clínicos. O núcleo do produto é a substância ativa sintética Macrogol 3350, quimicamente conhecida como Polietilenoglicol (PEG). Este produto de combinação específico é clinicamente reconhecido pela sua eficácia em alcançar uma preparação intestinal ideal, sendo este requisito consistentemente validado por estudos farmacológicos publicados na literatura de especialidade. Os produtos baseados em PEG 3350 são rotineiramente utilizados para a gestão e limpeza do cólon.

Forma e Formulação: De que é Feito o Colyte?

O Colyte é especificamente formulado como um produto de combinação que associa o Macrogol 3350 a uma mistura abrangente de sais minerais, que inclui cloreto de sódio, bicarbonato de sódio, cloreto de potássio e sulfato de sódio anidro. Esta formulação é apresentada como um pó para solução oral que deve ser misturado com água para criar uma solução oral. A solução é definida como uma solução isosmótica — o que significa que tem a mesma pressão osmótica que os fluidos corporais — uma característica concebida para minimizar as trocas súbitas de fluidos no organismo. A utilização de uma solução eletrolítica equilibrada na fórmula é um fator essencial, garantindo que a ação catártica de grande volume necessária seja atingida, ajudando simultaneamente a manter o equilíbrio mineral do corpo.

Objetivo Geral: Porque é o Colyte Utilizado?

O objetivo geral do Colyte é conseguir uma limpeza intestinal completa através de uma ação controlada de elevado volume. Esta preparação especializada é necessária para situações em que o doente precisa de ter o cólon limpo antes de um procedimento médico. As propriedades não absorvíveis do medicamento garantem que todo o conteúdo do cólon seja expelido, proporcionando o benefício de uma visão desobstruída para o médico examinador durante exames de diagnóstico, como a colonoscopia.

Quais efeitos secundários são possíveis com Colyte?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Reações Adversas

As reações adversas mais comuns notificadas com o Colyte (Polietilenoglicol 3350 e Eletrólitos) são, geralmente, efeitos gastrointestinais transitórios. Estes incluem náuseas, sensação de plenitude abdominal e distensão abdominal, que podem ocorrer em até 50% dos doentes. Reações menos frequentes incluem cólicas abdominais, vómitos e irritação anal.

Riscos Graves e Clinicamente Significativos

Existe o risco de ocorrência de anomalias graves nos fluidos e na química do soro. Estas incluem desidratação e distúrbios eletrolíticos graves (tais como hiponatremia e hipocalemia), que podem levar a eventos potencialmente fatais. Eventos adversos raros mas graves notificados envolveram o sistema cardiovascular, incluindo arritmias cardíacas (particularmente em doentes de risco), convulsões (tónico-clónicas generalizadas) e compromisso renal.

Relatórios pós-comercialização também incluem casos de reações de hipersensibilidade grave, como anafilaxia e angioedema, bem como relatos de ulcerações na mucosa do cólon, colite isquémica, hemorragia digestiva alta (Síndrome de Mallory-Weiss) e eventos de aspiração, como edema pulmonar, especialmente em idosos.

Considerações de Segurança

As contraindicações para o uso de Colyte incluem obstrução gastrointestinal, perfuração intestinal, íleo, retenção gástrica, colite tóxica e megacólon tóxico. É aconselhada precaução em doentes com condições pré-existentes, tais como insuficiência cardíaca congestiva, compromisso renal, historial de convulsões ou naqueles com risco acrescido de arritmias, como por exemplo devido ao prolongamento do intervalo QT.

A monitorização dos eletrólitos séricos é recomendada em doentes de alto risco, nomeadamente aqueles com disfunção cardíaca ou renal, antes e após a administração. Os medicamentos orais tomados no período de uma hora antes do início do Colyte podem não ser adequadamente absorvidos. O produto deve ser diluído com água até ao volume total de 4 litros antes da ingestão.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A ingestão excessiva de Colyte (polietilenoglicol e eletrólitos) pode resultar numa exacerbação do seu efeito pretendido, caracterizada principalmente por diarreia grave e uma perda significativa de fluidos e eletrólitos. O perfil oficial de sobredosagem enfatiza que a gestão do quadro é de suporte, centrando-se na correção dos distúrbios fisiológicos resultantes, uma vez que não existe um antídoto específico disponível.

Manifestações e Riscos de Sobredosagem Documentados

Apresentações Primárias Resultados Graves e Grupos Vulneráveis
Diarreia profusa e vómitos Arritmias cardíacas
Desidratação Convulsões e perda de consciência
Desequilíbrios eletrolíticos (ex: baixo potássio, baixo sódio) Assístole e edema pulmonar (em populações vulneráveis, especialmente idosos)

Ações Imediatas e Cuidados Médicos

Deve procurar-se ajuda médica urgente se um indivíduo apresentar sintomas sugestivos de toxicidade grave. A informação oficial aconselha que, em caso de vómitos significativos ou sinais clínicos de desidratação (como tonturas ao levantar-se), devem ser considerados pelos profissionais de saúde testes laboratoriais (incluindo eletrólitos sanguíneos, creatinina e ureia) e o subsequente tratamento corretivo. A gestão de suporte necessária envolve o passo crucial de substituir e corrigir as anomalias hídricas e eletrolíticas que ocorreram. Todas as complicações graves, incluindo convulsões ou eventos cardíacos, exigem intervenção de emergência imediata.

Usos terapêuticos de Colyte

Factos Rápidos: Utilizações do Colyte

  • Limpeza do Cólon: Apoia a preparação do cólon antes da realização de procedimentos médicos especializados.
  • Procedimentos Específicos: Utilizado para a evacuação intestinal antes de uma colonoscopia ou de um exame de radiografia com clister opaco.

O Colyte (polietilenoglicol 3350 com eletrólitos) é uma solução laxante osmótica sujeita a receita médica, indicada principalmente para a preparação intestinal. O principal uso terapêutico deste medicamento é promover a limpeza do cólon e a evacuação eficaz da matéria fecal. Esta ação é essencial para permitir uma visualização clara do interior do cólon durante diversos procedimentos de diagnóstico ou cirúrgicos.

Especificamente, a solução apoia a remoção completa de conteúdos sólidos do trato gastrointestinal inferior. Este é um passo crucial antes de procedimentos como a colonoscopia, que é vital para o rastreio e diagnóstico, ou antes de um exame de raio-X com clister opaco. A obtenção de um campo de visão desobstruído é crítica para que o profissional de saúde possa identificar ou avaliar com precisão a presença de pólipos ou outras lesões.

Ao induzir fezes líquidas, o Colyte auxilia na preparação necessária para estes exames médicos. A inclusão de eletrólitos destina-se a ajudar a manter o equilíbrio hídrico do organismo durante o processo de esvaziamento intestinal rápido.

Para uma visão terapêutica completa e consulta das indicações aprovadas, deverá ser consultada a informação oficial de prescrição desta formulação.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e não pode utilizar Colyte

O Colyte é uma solução laxante osmótica indicada para a limpeza do cólon em adultos, como preparação para exames de diagnóstico, como a colonoscopia, ou procedimentos cirúrgicos que exijam um intestino limpo. No entanto, o seu uso não é adequado para todos os pacientes, sendo essencial avaliar as condições médicas pré-existentes antes da administração.

Contraindicações: Quem não deve utilizar

Este medicamento não deve ser utilizado por indivíduos que apresentem as seguintes condições:

  • Obstrução ou perfuração gastrointestinal: Se houver suspeita ou confirmação de um bloqueio no intestino ou de uma rutura na parede intestinal.
  • Retenção gástrica: Condições que impeçam o esvaziamento normal do estômago.
  • Íleo paralítico: Quando os músculos intestinais não funcionam corretamente, impedindo a passagem do conteúdo.
  • Megacólon tóxico: Uma complicação grave de colite ulcerosa ou outras condições inflamatórias do cólon.
  • Hipersensibilidade: Pessoas com alergia conhecida ao polietilenoglicol ou a qualquer outro componente da formulação.

Precauções e Grupos de Risco

CCertos grupos de pacientes requerem supervisão médica rigorosa ou precauções adicionais ao considerar o uso de Colyte:

  • Pacientes com reflexo de vómito condicionado: Indivíduos com tendência a aspirar líquidos ou com reflexos de deglutição diminuídos devem ser monitorizados, devido ao risco de aspiração pulmonar.
  • Doença inflamatória intestinal grave: O uso em pacientes com colite ulcerosa ativa ou doença de Crohn deve ser feito com cautela.
  • Disfunção renal ou cardíaca: Pacientes com insuficiência renal ou insuficiência cardíaca congestiva podem estar em maior risco de desequilíbrios eletrolíticos.
  • Idosos: Este grupo pode ser mais sensível aos efeitos secundários, especialmente à desidratação e a alterações nos níveis de sódio ou potássio no sangue.

Gravidez e Aleitamento

Até ao momento, não existem estudos exaustivos sobre o efeito do Colyte em mulheres grávidas ou durante a amamentação. Portanto, o medicamento só deve ser administrado nestes casos se for estritamente necessário e após uma avaliação de risco-benefício realizada por um profissional de saúde.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos


Âmbito das Interações

Categorias de produtos medicinais com interações documentadas: Medicamentos por via oral (devido ao risco de redução na absorção), diuréticos, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), antagonistas dos recetores da angiotensina II (ARA II), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e medicamentos que diminuem o limiar convulsivo.

Regras de intervalo temporal: Os produtos medicinais administrados por via oral não devem ser tomados no período de uma hora antes do início da administração do Colyte.

Notas sobre populações específicas: É necessária precaução em doentes com função renal comprometida, devido ao risco acrescido de lesão renal aguda quando o Colyte é coadministrado com medicamentos como diuréticos, IECA, ARA II ou AINEs.


Classificações de Interação (Nível Geral)

Classificação de gravidade: A coadministração de espessantes alimentares à base de amido é formalmente proibida. As interações com diuréticos, IECA e ARA II são classificadas como clinicamente significativas, estando associadas ao risco acrescido de anomalias hídricas e eletrolíticas.


Estrutura das interações resultantes

Declarações oficiais sobre interações:

A coadministração com medicamentos por via oral pode resultar numa redução transitória da absorção do fármaco, devido ao aumento da velocidade do trânsito gastrointestinal. A coadministração com diuréticos, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), ARA II e AINEs aumenta o risco farmacodinâmico de desenvolvimento de anomalias significativas de fluidos e eletrólitos. O risco de convulsões aumenta quando o produto é coadministrado com medicamentos que diminuem o limiar convulsivo. Os espessantes alimentares à base de amido são formalmente proibidos devido à perda de viscosidade do líquido e ao risco associado de aspiração. O uso concomitante de outros laxantes está, geralmente, restrito.

Ligação ao perfil geral de interações:

A estrutura de interação deste produto define-se principalmente em torno de dois conceitos: interações farmacocinéticas, que resultam numa menor exposição ao fármaco, e interações farmacodinâmicas, que aumentam o risco de distúrbios graves de fluidos ou eletrólitos. O perfil inclui requisitos rigorosos de tempo para todos os medicamentos orais e proibições formais para substâncias que representem um risco físico ou de sinergia.

Mecanismo de ação

Retenção Osmótica de Água no Cólon

O polietilenoglicol (PEG) 3350, um polímero inerte e não absorvível, é o componente ativo. A sua ação principal é a criação de uma elevada carga osmótica no interior do lúmen intestinal. Este gradiente osmótico atrai e retém grandes volumes de água, influenciando diretamente a dinâmica dos fluidos através da parede intestinal. Este mecanismo impede a absorção líquida de fluidos e garante que o volume administrado permaneça contido no trato gastrointestinal.


Limpeza Mecânica Dependente do Volume

A acumulação da solução não absorvida aumenta o conteúdo de fluidos e a pressão hidráulica dentro do cólon. Este aumento do volume intraluminal facilita uma evacuação líquida de elevado fluxo, que remove mecanicamente os resíduos intestinais, resultando na expulsão rápida da matéria fecal.


Transporte Eletrolítico Equilibrado

Os eletrólitos administrados em conjunto (sulfato, cloreto, bicarbonato e potássio) são precisamente formulados para criar uma solução isotónica em relação aos fluidos corporais. Esta formulação evita uma troca líquida significativa de água e iões através da barreira mucosa. Ao minimizar o movimento líquido de água e eletrólitos, a solução mantém a osmolalidade do ambiente sistémico durante o processo intestinal de elevado volume.

Informações sobre dosagem e administração

O Colyte é um pó para solução oral especializado, destinado a um ciclo único de limpeza de elevado volume antes de um procedimento médico. A via de administração aprovada é a ingestão oral, embora a administração através de uma sonda nasogástrica (NG) esteja também prevista nas informações oficiais do produto.


Reconstituição e Regime Padrão para Adultos

Todo o conteúdo do pó deve ser reconstituído com água até à linha de enchimento de 4 litros para criar a solução final. O regime padrão para adultos prevê que a administração comece após um período de jejum de, pelo menos, 3 horas. A solução deve ser consumida a um ritmo rápido e padronizado: são ingeridos 240 mL da solução preparada aproximadamente a cada 10 minutos, até que a totalidade dos 4 litros seja consumida ou até que o fluido expelido pelo reto seja límpido e aquoso. Este regime de elevado volume e rapidez é efetuado como um ciclo agudo único, não estando indicado para uso crónico ou cíclico.


Regras de Procedimento e Grupos Etários

As instruções oficiais determinam que os doentes não devem tomar outros medicamentos por via oral no período de uma hora antes do início da administração do Colyte ou durante todo o processo de limpeza. Esta restrição é um elemento fundamental do protocolo de administração. Para doentes pediátricos com idade igual ou superior a 6 meses, aplica-se uma dose diferente baseada no peso: a solução é administrada a uma taxa de 25 mL/kg/hora (até um máximo total de 4 litros) até que o objetivo de limpeza seja atingido. A solução reconstituída deve ser mantida no frigorífico e utilizada num prazo de 48 horas.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre Colyte


Evidência para a Limpeza Intestinal antes de Procedimentos de Diagnóstico

A investigação sobre a solução de Polietilenoglicol com Eletrólitos (PEG-ELS), o tipo de formulação que o Colyte utiliza, tem-se focado principalmente no seu papel como agente de preparação. O corpo principal de evidência consiste em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs) e meta-análises. Estes ensaios estudaram se a solução atingia os padrões técnicos necessários para a limpeza do cólon antes de um procedimento médico, como a colonoscopia. Estes estudos comparam frequentemente o PEG-ELS com outros tipos de preparação intestinal, com a investigação a examinar resultados relacionados com a qualidade técnica da preparação. Os resultados monitorizados incluíram o nível de limpeza alcançado em todo o cólon, especialmente em áreas de acesso mais difícil.

Os resultados reportados nestes ensaios documentaram medições elevadas nas pontuações de qualidade de limpeza do cólon, uma métrica utilizada para avaliar se a preparação atingiu o padrão técnico necessário para a visualização. Estes achados descrevem padrões onde a solução foi amplamente utilizada como comparador em muitos estudos durante o período de estudo.


Investigação sobre a Manutenção do Equilíbrio Hídrico e Eletrolítico

A formulação inclui eletrólitos (sais minerais). A investigação por trás desta característica estudou resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional durante o processo de evacuação rápida. A investigação examinou resultados como alterações agudas nos níveis sanguíneos de eletrólitos essenciais, como o sódio e o potássio.

Estudos que comparam a solução PEG-ELS com equilíbrio eletrolítico face a outras soluções hiperosmóticas relatam como o esforço ou stress fisiológico foi monitorizado. Os resultados indicam que a solução com equilíbrio eletrolítico foi associada a níveis estáveis de eletrólitos séricos quando estes foram medidos imediatamente após a preparação. O que permanece incerto é o efeito em pacientes com condições pré-existentes. A investigação continua a monitorizar o esforço ou stress fisiológico em pacientes que apresentam condições marcadas pela função orgânica comprometida, como doença renal ou cardíaca grave.


O Que Ainda É Incerto na Investigação sobre o Colyte

Várias limitações e lacunas importantes são observadas em alguns estudos relativos ao panorama da investigação sobre PEG-ELS. Os estudos reconhecem o elevado volume (4 litros) necessário para a preparação tradicional, e a investigação descreve que a dificuldade em consumir esta solução salina de grande volume foi associada a uma redução na adesão dos pacientes em alguns estudos. A investigação explora se este fator pode influenciar a qualidade final da limpeza intestinal.

A evidência é limitada quanto à extensão total dos desafios das preparações com PEG-ELS em todos os tipos de pacientes potenciais, particularmente naqueles com comorbilidades complexas ou idade avançada. Além disso, algumas áreas carecem de evidência comparativa robusta face a certas outras preparações de baixo volume, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além da fase aguda da limpeza.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Colyte (FAQ)

P: Quanto tempo após tomar o Colyte devem começar as dejeções?

De acordo com a informação oficial do produto, a primeira dejeção líquida começa tipicamente cerca de uma hora após a pessoa iniciar a ingestão da solução. Este tempo de início pode variar entre indivíduos.

P: Qual é a duração habitual dos efeitos do Colyte?

O processo de limpeza completo, incluindo a expulsão de fluidos, é geralmente continuado até que o efluente seja claro e aquoso. As instruções oficiais indicam que é permitido um período de pelo menos uma hora após o aparecimento de fezes líquidas claras para que a evacuação intestinal completa termine.

P: O Colyte é seguro para utilização por idosos?

Os documentos regulamentares aconselham precaução quando o Colyte é utilizado por pacientes idosos, especialmente aqueles com condições de saúde pré-existentes. A informação oficial observa que esta população pode ter um risco acrescido de eventos adversos graves específicos, como o edema pulmonar (fluido nos pulmões).

P: Indivíduos com problemas renais podem utilizar o Colyte?

É aconselhada precaução para pacientes com insuficiência renal. Os documentos oficiais recomendam que os pacientes de alto risco tenham os seus eletrólitos séricos (sais minerais no sangue) monitorizados antes e após a administração. Também é observada precaução relativamente à utilização com certos medicamentos administrados concomitantemente.

P: O Colyte é adequado para pessoas com historial de problemas cardíacos?

É aconselhada precaução para pessoas com historial de certos problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca congestiva ou para aquelas com risco acrescido de arritmias (batimento cardíaco irregular). Recomenda-se a monitorização dos eletrólitos séricos nestes indivíduos de alto risco.

P: Qual é a idade mínima descrita para a utilização do Colyte?

A rotulagem oficial define um regime de dosagem específico baseado no peso para utilização em pacientes pediátricos com idade igual ou superior a 6 meses. Um profissional de saúde é responsável por determinar a utilização e dosagem adequadas para todas as crianças.

P: É normal sentir enfartamento ou distensão abdominal durante a utilização do Colyte?

A informação oficial lista o enfartamento abdominal e a distensão como efeitos muito comuns, ocorrendo em até 50% dos pacientes. A informação oficial ao paciente observa que, se estas sensações forem graves, os indivíduos podem necessitar de abrandar temporariamente ou interromper a ingestão da solução.

P: O Colyte tem o potencial de desidratar uma pessoa?

Sim, os documentos regulamentares alertam explicitamente para o risco de anomalias graves nos fluidos e na química do soro, o que inclui a desidratação. Seguir as instruções de administração conforme prescrito é assinalado como necessário para gerir este risco potencial.

P: O Colyte requer receita médica?

Sim, a rotulagem oficial designa o Colyte como um medicamento sujeito a receita médica, indicando que é necessária uma prescrição de um profissional de saúde licenciado para ser obtido.

P: O Colyte pode interferir com a eficácia das pílulas contracetivas?

Os documentos oficiais alertam que todos os medicamentos orais administrados no período de uma hora após o início do Colyte podem ser rapidamente eliminados do organismo. Este trânsito rápido significa que o medicamento pode não ser devidamente absorvido, reduzindo potencialmente a sua eficácia.

P: Todas as pessoas sentem náuseas ao tomar Colyte?

Não, nem todas as pessoas sentem náuseas. Os dados oficiais relatam que a náusea é uma das reações adversas mais comuns, mas é descrita como ocorrendo em até 50% dos pacientes.

P: O Colyte pode causar dores de cabeça?

Os documentos oficiais listam a dor de cabeça como um evento adverso relatado. As dores de cabeça também podem ser um sintoma de perda de fluidos (desidratação), que é um risco possível associado à preparação.

P: O Colyte interage com analgésicos comuns de venda livre?

Os documentos regulamentares listam explicitamente os Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) como uma categoria de medicamentos com risco de interação documentado. Este risco está associado ao desenvolvimento de problemas graves de fluidos e eletrólitos.

P: Existem interações conhecidas entre o Colyte e vitaminas ou suplementos?

O perfil de interação foca-se em todos os medicamentos orais, o que se aplica a qualquer produto por via oral, incluindo muitas vitaminas e suplementos. Estes produtos podem não ser devidamente absorvidos se tomados no período de uma hora após o início do Colyte.

P: Existem diferentes formulações ou sabores de Colyte?

Sim, a rotulagem oficial documenta que o produto é fornecido em pó sem sabor, bem como em formulações com sabor a limão e sabor a laranja.

P: O Colyte apresenta-se em pó ou em forma líquida?

A rotulagem oficial descreve o fármaco como um pó para solução oral. Deve ser reconstituído (misturado) com água até ao volume total de 4 litros antes de poder ser administrado como uma solução líquida.

P: O Colyte pode ser refrigerado?

Sim, as instruções oficiais de armazenamento indicam que a solução preparada deve ser guardada no frigorífico. A solução reconstituída deve ser utilizada num prazo de 48 horas após a mistura.

P: O Colyte contém açúcar ou adoçantes artificiais?

A rotulagem oficial para as formulações com sabor lista o acessulfame de potássio como um ingrediente inativo. Esta substância é um adoçante artificial.

P: Existem casos relatados de reações alérgicas ao Colyte?

Sim, os documentos regulamentares relatam casos pós-comercialização de reações de hipersensibilidade graves (reações alérgicas). Estas incluem eventos sérios como anafilaxia e angioedema (inchaço grave).

P: O Colyte é utilizado para outros fins além da limpeza do cólon?

Não, a rotulagem oficial define a utilização aprovada do fármaco, ou indicação, apenas como limpeza intestinal antes de uma colonoscopia ou de um exame radiológico com enema de bário.

P: O Colyte pode ser utilizado por indivíduos grávidos ou a amamentar?

O rótulo oficial observa que não é totalmente conhecido se o Colyte prejudicará o feto. A rotulagem oficial indica que o indivíduo deve informar o seu profissional de saúde se estiver grávida, se planear engravidar ou se estiver atualmente a amamentar.

P: Quais são os sintomas descritos na rotulagem oficial que requerem atenção médica?

A rotulagem oficial descreve que sinais de perda grave de fluidos devem motivar a comunicação imediata com um profissional de saúde. Estes sintomas incluem vómitos, tonturas, urinar com menos frequência do que o normal, dor grave na zona do estômago ou hemorragia retal.

P: Como é que a ação do Colyte é diferente da dos laxantes estimulantes?

A descrição regulamentar define o mecanismo do Colyte como funcionando através da criação de uma elevada carga osmótica no cólon. Esta ação atrai e retém grandes volumes de água, resultando numa limpeza mecânica, em vez de estimular diretamente o movimento muscular no intestino.

P: O sabor do Colyte varia consoante o sabor?

Sim, o produto é fornecido em diferentes opções. A rotulagem oficial observa que o produto está disponível em formulações sem sabor, com sabor a limão e com sabor a laranja.

P: Existem restrições alimentares associadas ao Colyte?

As instruções oficiais exigem que os pacientes jejuem durante pelo menos 3 horas antes de iniciarem a administração. Os pacientes são também instruídos a evitar alimentos sólidos nas 2 horas que antecedem o início da solução.

Como Colyte deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação do Colyte

As diretrizes regulamentares oficiais estabelecem requisitos de conservação distintos para o pó e para a solução reconstituída.

O pó de Colyte (não reconstituído) deve ser armazenado no seu recipiente original selado a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F a 77 °F).

A solução reconstituída deve ser imediatamente refrigerada a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C (36 °F a 46 °F) e não deve ser congelada. A solução permanece estável durante 48 horas após a mistura, devendo qualquer porção não utilizada que reste após este período ser descartada. Todos os componentes do Colyte devem ser guardados fora do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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