Colicine

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Colicine

Método de ação: Antigout, Anti-Inflammatory

Opção de tratamento: Gout, Fits, Behcet Syndrome

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Colicine

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Colchicina
Forma Comprimidos ou cápsulas orais
Classe farmacológica Alcaloide / Agente anti-inflamatório
Uso comum Resolução de inflamação aguda
Origem Alcaloide vegetal de origem natural

Que Tipo de Medicamento é a Colchicina?

A colchicina é o princípio ativo e o nome comum de um potente agente anti-inflamatório administrado por via oral. Quimicamente, é classificada como um alcaloide, um grupo de compostos de ocorrência natural com efeitos significativos no corpo humano. Este fármaco é identificado como um agente único, utilizado principalmente para gerir condições inflamatórias específicas, distinguindo-se de medicamentos anti-inflamatórios mais comuns, como os AINEs.

É habitualmente prescrita como um medicamento de substância única, disponível em pequenos comprimidos ou cápsulas para uma administração oral simples. Estudos farmacológicos sustentam o longo reconhecimento clínico da colchicina pelas suas propriedades anti-inflamatórias direcionadas, oferecendo uma abordagem distinta para controlar o inchaço intenso.


De Onde Vem a Colchicina?

A colchicina destaca-se por ser um alcaloide vegetal de origem natural, extraído originalmente das sementes e bolbos (cormos) do açafrão-do-prado (Colchicum autumnale). Esta origem botânica histórica faz dela um dos medicamentos anti-inflamatórios mais antigos ainda em uso atualmente.

Embora seja derivada de uma planta, o medicamento final consiste no princípio ativo purificado (colchicina) combinado com excipientes farmaceuticamente aceitáveis (ingredientes inertes). O seu papel fundamental como fármaco para o tratamento e prevenção da inflamação é amplamente reconhecido, estando inclusivamente integrada em listas de referência de medicamentos essenciais.


Objetivo Geral da Colchicina

O objetivo geral da colchicina é resolver e prevenir rapidamente episódios de inflamação intensa, visando e interferindo com células imunitárias fundamentais. Em essência, a colchicina atua através da interrupção da mobilidade e da função dos neutrófilos, os glóbulos brancos específicos que impulsionam o inchaço e a dor. Ao limitar a ação destas células, o medicamento ajuda eficazmente a interromper a resposta inflamatória aguda de forma direcionada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Colicine?

Possíveis Efeitos Adversos e Informações de Segurança

Os documentos regulamentares oficiais classificam o perfil de segurança do medicamento com base nos sistemas fisiológicos afetados e na frequência de ocorrência. As reações adversas comunicadas com maior frequência estão geralmente relacionadas com o Sistema Gastrointestinal.

Classificação Reações Adversas Frequentes Classe de Sistemas de Órgãos Afetada
Frequentes Diarreia, Náuseas, Vómitos, Dor abdominal Doenças Gastrointestinais
Pouco frequentes / Raras Miopatia, Neutropenia, Agranulocitose Doenças Musculoesqueléticas, Doenças do Sangue

As reações adversas graves documentadas incluem doenças do sangue e do sistema linfático, tais como a mielossupressão (depressão da medula óssea) e a anemia aplástica, e doenças musculoesqueléticas, como a rabdomiólise. Estes efeitos sistémicos graves são raros, mas representam o nível mais elevado de preocupação regulamentar potencial.

Considerações de Segurança Específicas para Determinadas Populações

O risco de toxicidade é significativamente elevado em doentes com compromisso renal ou hepático grave preexistente. Devido ao risco de toxicidade potencialmente fatal, a utilização de Colquicina é estritamente contraindicada em doentes com compromisso renal ou hepático grave que estejam a tomar simultaneamente certos inibidores potentes da glicoproteína-P (P-gp) ou do CYP3A4. Os adultos mais velhos e os doentes com disfunção orgânica subjacente devem ser monitorizados de perto, uma vez que a eliminação do medicamento é reduzida nestes grupos. Os efeitos secundários gastrointestinais são frequentemente citados como os primeiros sinais de toxicidade, independentemente da patologia que esteja a ser tratada.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com Colquicina está associada a um perfil de toxicidade distinto e grave, documentado na rotulagem regulamentar oficial. Os sintomas começam tipicamente após um período latente de 2 a 12 horas. As manifestações iniciais incluem efeitos gastrointestinais graves, tais como náuseas, vómitos, dores abdominais e diarreia profusa, que podem levar a um choque hipovolémico.

A toxicidade progride frequentemente para uma fase tardia, com risco de vida, geralmente dias após a ingestão. Os resultados graves documentados oficialmente incluem colapso cardiovascular, insuficiência renal aguda, danos hepáticos e depressão profunda da medula óssea (leucopenia). Devido ao elevado risco de um desfecho fatal tardio, é necessária uma avaliação médica imediata para todas as suspeitas de ingestão, mesmo que o doente esteja inicialmente assintomático. Contacte imediatamente os serviços de emergência ou um Centro de Informação Antivenenos.

O perfil regulamentar oficial confirma que não se conhece nenhum antídoto específico para a intoxicação por Colquicina. A gestão envolve cuidados sintomáticos e de suporte geral. Procedimentos de descontaminação, como a utilização de carvão ativado, podem ser considerados se administrados precocemente. Populações específicas, incluindo crianças e doentes com compromisso renal ou hepático preexistente, têm um risco documentado acrescido de sobredosagem grave ou fatal.

Usos terapêuticos de Colicine

O que a Colchicina Trata: Principais Usos e Benefícios

A colchicina é frequentemente utilizada para ajudar no controlo de condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, sendo aplicada em situações que envolvem certos sintomas de desconforto. As suas aplicações terapêuticas abrangem a reumatologia e a saúde cardiovascular, sendo empregue em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis. As principais condições para as quais este fármaco é relevante no alívio de sintomas incluem as crises agudas de gota, a profilaxia da gota, a Febre Mediterrânica Familiar (FMF) e certas aplicações na gestão de sintomas relacionados com o coração, tais como a pericardite e a doença vascular.

Quando os sintomas associados ao desconforto físico se intensificam, a colchicina é relevante para os aliviar, sendo utilizada para gerir sintomas que interferem com o conforto diário. Esta abordagem proporciona um suporte de alívio quando as manifestações se tornam mais disruptivas durante as crises. Utilizada ao longo do tempo, apoia o bem-estar geral durante períodos de sintomas acentuados e auxilia na gestão de sintomas que se tornam mais perturbadores durante os surtos.

Para doentes com doença vascular estabelecida, o medicamento pode auxiliar na gestão de sintomas relacionados com a inflamação que contribui para o stresse funcional.


Facto Rápido: Condições abordadas: Sintomas Agudos e Recorrentes

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Colquicina é estritamente definida pelas autoridades regulamentares para gerir o risco de toxicidade grave. O uso está contraindicado em doentes com compromisso renal grave ou compromisso hepático grave, uma vez que o fármaco pode acumular-se e causar efeitos adversos potencialmente fatais. O medicamento é também estritamente proibido para indivíduos com estes compromissos orgânicos que estejam a tomar, simultaneamente, inibidores da glicoproteína-P ou inibidores potentes do CYP3A4. Doentes com discrásias sanguíneas preexistentes, tais como a supressão grave da medula óssea, também não devem utilizar Colquicina.

Elegibilidade por Idade e Condições Específicas

A elegibilidade relacionada com a idade é condicional. O uso de Colquicina em doentes pediátricos está estabelecido apenas para a Febre Mediterrânica Familiar (FMF), a partir dos quatro anos de idade ou mais; a segurança e a eficácia não estão estabelecidas abaixo desta idade. Os adultos mais velhos requerem precaução e necessitam frequentemente de um ajuste da dose, devido a uma maior probabilidade de diminuição da função renal e hepática.

O uso é restrito e exige cautela naqueles que apresentam compromisso renal ou hepático ligeiro a moderado. Além disso, o medicamento não é geralmente recomendado para mulheres que estão a amamentar, uma vez que a Colquicina passa para o leite humano. O uso durante a gravidez apenas está documentado como aceitável se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares estabelecem o perfil oficial de interações da Colquicina, definido por duas vias farmacocinéticas principais e pelo risco de toxicidade aditiva. A Colquicina é um substrato para a enzima metabólica CYP3A4 e para o transportador de efluxo glicoproteína-P (P-gp). A inibição de qualquer uma destas vias por medicamentos administrados em simultâneo, como a claritromicina ou o cetoconazol, reduz significativamente a depuração da Colquicina, levando a um aumento dos níveis plasmáticos indicado no rótulo e ao risco de toxicidade.

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Combinações Contraindicadas Os inibidores potentes do CYP3A4 ou da P-gp não devem ser administrados conjuntamente com Colquicina em doentes com compromisso hepático ou renal, devido ao risco de toxicidade potencialmente fatal.
Interações Farmacodinâmicas A administração concomitante de Colquicina com fármacos conhecidos por causarem miopatia ou rabdomiólise, como as estatinas ou os fibratos, está documentada como aumentando o risco indicado de toxicidade neuromuscular.

Para doentes com função orgânica normal, o rótulo oficial exige a interrupção ou a redução do regime de Colquicina quando são administrados inibidores potentes em simultâneo. Além disso, o consumo de toranja e de sumo de toranja deve ser oficialmente evitado durante a toma deste medicamento, uma vez que está documentado que estes aumentam a exposição à Colquicina.

Mecanismo de ação

O mecanismo da colchicina foca-se no bloqueio de componentes centrais da arquitetura celular para modular a via de resposta inflamatória aguda.


Inibição da Dinâmica do Citoesqueleto Celular

A colchicina exerce a sua ação principal através da ligação à proteína beta-tubulina, o que impede a montagem dos microtúbulos — os componentes estruturais chave do esqueleto interno da célula. Esta interação molecular interrompe a arquitetura celular e os processos físicos em células imunitárias, tais como os neutrófilos.


Supressão Funcional da Atividade das Células Imunitárias

Ao comprometer o citoesqueleto, o fármaco prejudica a capacidade de os neutrófilos realizarem a quimiotaxia (migração) e a adesão. Esta supressão funcional limita a infiltração destas células inflamatórias nos tecidos, o que representa um passo fisiológico fundamental para restringir a progressão do ciclo inflamatório agudo.


Supressão a Jusante da Sinalização Inflamatória

A atividade do fármaco leva também à supressão indireta do Inflamassoma NLRP3, um sensor crucial que desencadeia a libertação de moléculas de sinalização potentes, como a Interleucina-1beta (IL-1beta). Este efeito modula os sinais químicos que propagam a inflamação, contribuindo para a supressão funcional da resposta localizada aguda.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Colchicina

A administração da colchicina é estritamente regulada pelo cenário clínico pretendido, exigindo esquemas posológicos distintos para o tratamento da inflamação aguda versus a prevenção de manutenção. O medicamento está aprovado apenas para utilização por via oral, encontrando-se habitualmente disponível sob a forma de comprimidos, cápsulas ou solução oral.


Padrões de Administração

Finalidade Regime Posológico Indicado Frequência e Intervalo Padrão de Duração Oficial
Tratamento da Crise Aguda 1,2 mg (dose inicial), seguida de 0,6 mg uma hora mais tarde. Duas doses, com uma hora de intervalo. Ciclo de curta duração, não devendo ser repetido durante pelo menos 72 horas.
Manutenção/Profilaxia 0,5 mg a 1,2 mg por dia. Uma ou duas vezes por dia. Utilização contínua a longo prazo.
Gestão da FMF 1,2 mg a 2,4 mg por dia. Uma ou duas vezes por dia, com ajuste em incrementos de 0,3 mg. Utilização contínua a longo prazo.

Condições Especiais de Administração

A colchicina pode ser tomada independentemente das refeições e deve ser engolida com água. Uma restrição crítica no protocolo de administração é a evitação de toranja e de sumo de toranja.

Ajustes de Dose: As informações oficiais de prescrição exigem modificações no regime padrão para doentes com insuficiência renal ou hepática grave, necessitando frequentemente de uma redução da dose ou de um aumento do intervalo entre doses. Por exemplo, o tratamento agudo em alguns doentes com problemas renais graves deve ser limitado a uma dose única de 0,6 mg. Para crianças com quatro ou mais anos de idade com Febre Mediterrânica Familiar (FMF), as doses diárias são prescritas com base no peso ou na idade.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos

Fase 1: Investigação do Uso em Combinação

A investigação tem explorado se existem efeitos na qualidade de vida e avaliado as alterações nas pontuações de dor em indivíduos com dor crónica não oncológica. Esta é uma abordagem experimental ao tratamento.

Achados Iniciais sobre a Dor: Diversos estudos referem que a combinação foi avaliada em indivíduos com dor crónica. O foco da investigação foi compreender a sua interação com o analgésico padrão de tratamento.

Considerações sobre o Envolvimento dos Doentes: Para os indivíduos interessados nesta investigação, as discussões com especialistas fundamentaram a seleção dos participantes no estudo e as opções de gestão. O foco da investigação reside na compreensão da amplitude total dos potenciais efeitos.


Fase 2: Ensaios Controlados

O objetivo principal dos ensaios controlados foi avaliar as diferenças em comparação com o placebo em indivíduos com dor neuropática. O parâmetro principal de avaliação foi a alteração nas pontuações de dor padronizadas às 12 semanas.

Eficácia vs. Placebo: Os dados iniciais de 12 semanas indicaram uma diferença nas pontuações médias de dor ao comparar a combinação com o placebo, tendo sido observadas pontuações de dor mais baixas no grupo de tratamento.

Monitorização da Incidência de Eventos Adversos: A incidência de eventos adversos foi monitorizada durante o uso da combinação com o analgésico padrão de tratamento.


Fase 3: Monitorização a Longo Prazo

A investigação a mais longo prazo acompanhou os participantes durante períodos de até um ano para explorar observações de longo prazo relativas ao efeito e aos eventos adversos.

Dados de Resultados Alargados: Os dados de um ano exploraram observações de longo prazo. Um ensaio relatou alterações iniciais para tipos de dor específicos dentro das primeiras quatro semanas.

Observações sobre Eventos Adversos: A incidência de eventos adversos foi monitorizada durante o uso da combinação. No entanto, a investigação envolveu também a avaliação de indivíduos com antecedentes de doenças cardíacas.


Conclusão dos Estudos

A evidência explora a aplicação a longo prazo da combinação nesta população de doentes.

Foco da Investigação Futura: A próxima fase de estudos examinará os potenciais efeitos na vida dos doentes, centrando-se na funcionalidade e no bem-estar.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Colquicina (FAQ)


P: É verdade que a Colquicina pode afetar a força muscular?

As informações oficiais indicam que a Colquicina pode causar toxicidade neuromuscular, a qual envolve os nervos e os músculos. Esta toxicidade pode manifestar-se através de sintomas como fraqueza e dor muscular. Foi observada uma forma mais grave, a rabdomiólise (lesão muscular grave), sendo que o risco pode aumentar potencialmente com a utilização a longo prazo ou quando o medicamento é combinado com outros fármacos específicos.


P: Durante quanto tempo se pode tomar Colquicina em segurança?

A Colquicina está estabelecida nos documentos regulamentares para uma utilização contínua a longo prazo na prevenção de crises de gota (profilaxia) e na gestão da Febre Mediterrânica Familiar (FMF). A utilização nestes contextos está tipicamente associada a uma supervisão médica contínua e à monitorização do doente, conforme descrito na documentação oficial.


P: O que acontece no organismo quando a Colquicina atua?

O mecanismo descrito nos documentos regulamentares baseia-se na interrupção da função de células imunitárias específicas, conhecidas como neutrófilos, que impulsionam a resposta inflamatória. Ao inibir o movimento e a atividade destas células, o medicamento reduz o inchaço e a dor na área afetada. Esta é considerada uma ação anti-inflamatória.


P: Segundo as fontes oficiais, a Colquicina é segura durante a gravidez?

As informações oficiais de prescrição referem que a utilização durante a gravidez é considerada quando o benefício potencial é avaliado como superior ao risco potencial para o feto. Os documentos regulamentares confirmam que o fármaco atravessa a placenta.


P: Qual é a categoria de risco para a Colquicina e a amamentação?

Os documentos regulamentares indicam que deve haver precaução quando o medicamento é administrado a mulheres que amamentam, uma vez que a Colquicina está presente no leite humano. A decisão sobre a sua utilização envolve ponderar a necessidade clínica da mãe face aos potenciais efeitos no lactante.


P: Porque é que os médicos prescrevem Colquicina para outras condições além da gota?

Além de tratar e prevenir crises de gota, a Colquicina está oficialmente aprovada para a gestão da doença inflamatória hereditária Febre Mediterrânica Familiar (FMF). Recentemente, os organismos reguladores aprovaram também a Colquicina para uma nova indicação: a redução do risco de eventos cardiovasculares major, como o AVC e o enfarte do miocárdio, em certos doentes de alto risco.


P: A Colquicina serve para prevenir ataques de gota ou apenas para os tratar?

De acordo com as informações oficiais do produto, a Colquicina está indicada para dois fins distintos na gota. É utilizada tanto para a profilaxia (prevenção) de ataques de gota como para o tratamento agudo de uma crise de gota ativa.


P: Existem alimentos ou bebidas comuns que interajam negativamente com a Colquicina?

Os documentos regulamentares oficiais advertem explicitamente que a toranja e o sumo de toranja devem ser evitados durante o tratamento com Colquicina. Sabe-se que estes produtos aumentam a concentração do fármaco no organismo, um fator que pode estar associado a um risco acrescido de toxicidade.


P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Colquicina?

As informações nos folhetos informativos descrevem frequentemente que uma dose esquecida pode ser tomada assim que o doente se lembre. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada e deve retomar-se o esquema regular. A documentação refere tipicamente que as doses não devem ser duplicadas.


P: A Colquicina é segura para pessoas com problemas cardíacos?

A Colquicina tem um uso aprovado para a redução do risco cardiovascular em certos doentes. Contudo, devido ao seu perfil de interações, os doentes que tomam determinados medicamentos para o coração ou para a tensão arterial podem necessitar de uma avaliação cuidadosa, uma vez que fármacos que inibam as vias CYP3A4 ou P-gp podem aumentar o risco de toxicidade da Colquicina.


P: Quais são os principais sintomas de uma toma excessiva de Colquicina?

Os documentos regulamentares contêm avisos severos de que uma sobredosagem de Colquicina pode ser fatal. Os sinais iniciais envolvem frequentemente problemas gastrointestinais graves, incluindo vómitos profusos, náuseas e diarreia. Perante a suspeita de sobredosagem, as orientações oficiais indicam que é necessária assistência médica de emergência imediata.


P: A Colquicina é um analgésico?

A Colquicina é classificada oficialmente como um agente anti-inflamatório. Os documentos regulamentares referem que não se destina a ser utilizada como um analgésico geral (medicamento para a dor) e não está indicada para tratar dores que surjam de causas alheias à inflamação relacionada com as suas utilizações aprovadas.


P: Posso usar Colquicina se estiver a tomar vitaminas ou suplementos de venda livre?

A Colquicina é metabolizada através das vias da glicoproteína-P (P-gp) e do CYP3A4, e certas vitaminas ou suplementos podem afetar estas vias. Os documentos oficiais sublinham a importância de informar o profissional de saúde sobre todos os produtos de venda livre, garantindo que todas as potenciais interações que possam aumentar a exposição à Colquicina sejam analisadas.


P: Qual é a ligação entre a Colquicina e a diarreia?

A diarreia está listada nos documentos regulamentares como o efeito secundário mais comum sentido pelos doentes que tomam Colquicina. Esta reação gastrointestinal está frequentemente ligada ao mecanismo de ação fundamental do fármaco, que afeta os processos celulares nas células altamente ativas do trato digestivo.


P: Como é que a ação da Colquicina differ da dos medicamentos que baixam o ácido úrico?

A Colquicina é um fármaco que trata a inflamação aguda ao interromper a função das células imunitárias. Em contraste, outros medicamentos para a gota, como o alopurinol ou o febuxostat, atuam bloqueando a produção de ácido úrico ou aumentando a sua eliminação do organismo. Estes medicamentos redutores do ácido úrico não tratam o episódio inflamatório agudo.


P: Existem outras condições inflamatórias, além da gota, para as quais a Colquicina seja usada?

As indicações oficiais incluem o tratamento da Febre Mediterrânica Familiar (FMF). A FMF é uma doença inflamatória hereditária específica que a Colquicina está aprovada para gerir.


P: A Colquicina pode causar erupções cutâneas ou queda de cabelo?

Embora não constem entre as reações adversas mais comuns, os dados regulamentares provenientes de relatórios pós-comercialização indicam que podem ocorrer efeitos secundários como a queda de cabelo (alopecia) em alguns indivíduos. Além disso, foi relatado que efeitos sistémicos graves, como a intoxicação por Colquicina, podem causar uma sensação de ardor na pele.


P: Que informações devo saber sobre o efeito da Colquicina na dor muscular?

A dor muscular é um sintoma documentado de um evento adverso raro mas grave, conhecido como toxicidade neuromuscular ou rabdomiólise. Este risco está oficialmente assinalado como estando elevado durante a utilização a longo prazo e quando a Colquicina é tomada juntamente com outros medicamentos conhecidos por causarem danos musculares, como as estatinas.


P: Existe investigação sobre novas utilizações para a Colquicina?

Sim, a investigação alargou a utilização do fármaco, levando a uma nova indicação oficial. A Colquicina está agora aprovada para reduzir o risco de eventos cardiovasculares, incluindo enfartes e AVC, em doentes com doença aterosclerótica estabelecida.


P: Preciso de fazer análises ao sangue regularmente enquanto tomo Colquicina?

Devido à possibilidade de doenças do sangue raras mas graves, como a mielossupressão (depressão da medula óssea), os avisos oficiais indicam que os profissionais de saúde podem monitorizar os doentes que tomam o medicamento para detetar sinais de toxicidade. Na prática, esta monitorização pode envolver hemogramas periódicos.


P: A Colquicina pode ser tomada com paracetamol?

As listas oficiais de interações medicamentosas não mostram uma interação direta major entre a Colquicina e o paracetamol. Contudo, como ambos os medicamentos envolvem processamento pelo fígado, pode ser dada uma consideração especial se o doente tiver problemas hepáticos preexistentes.


P: A Colquicina interage com medicamentos antidepressivos comuns?

A Colquicina é um substrato para a enzima CYP3A4, e muitos medicamentos antidepressivos são inibidores conhecidos desta enzima. A combinação destes fármacos pode aumentar a concentração de Colquicina no organismo, elevando o risco de toxicidade, o que significa que pode ser necessário um ajuste no esquema terapêutico com Colquicina.


P: Quais são alguns dos efeitos secundários menos comuns mas graves associados à Colquicina?

Os documentos regulamentares oficiais listam vários efeitos graves e menos comuns. Estes incluem doenças do sangue como a neutropenia (baixo número de glóbulos brancos) e anemia aplástica, bem como toxicidade neuromuscular grave, incluindo a rabdomiólise (lesão muscular grave).


P: A Colquicina pode ser tomada com o estômago vazio?

As orientações posológicas oficiais referem que a Colquicina pode ser administrada independentemente da hora das refeições. Os estudos demonstram que a toma do medicamento com alimentos não altera a velocidade ou a extensão com que o organismo absorve o fármaco.

Como Colicine deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação da Colquicina

A Colquicina deve ser conservada a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C, sendo permitidas variações pontuais até aos 30°C. O medicamento requer proteção contra a luz e a humidade, devendo ser mantido no seu recipiente original.

Segurança Infantil

É obrigatório armazenar a colquicina de forma segura, fora do alcance e da vista das crianças.

Eliminação

A colquicina não utilizada ou fora do prazo de validade deve ser descartada através de um programa de recolha de medicamentos, se este estiver disponível na sua área. Não deve deitar o medicamento na sanita nem no lixo doméstico, a menos que tal seja oficialmente indicado pelas orientações regulamentares.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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