Clotrin B

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Clotrin B

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Clotrin B

O que é o Clotrin B?

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Beclometasona, Clotrimazol
Forma Farmacêutica Creme, Loção
Classe Farmacológica Combinação de Corticosteroide e Antifúngico
Objetivo Geral Alívio simultâneo da inflamação e controlo de infeção fúngica
Origem Sintética

O Clotrin B é classificado como um medicamento de combinação tópica, consistindo numa preparação sintética de agente duplo concebida exclusivamente para aplicação na pele. Este produto pertence ao grupo farmacológico conhecido como Corticosteroides Tópicos com Anti-infeciosos. A sua identidade é definida pela associação estratégica de um corticosteroide anti-inflamatório e de um agente antifúngico na mesma base, distinguindo-se de tratamentos compostos por uma única substância ativa.

Composição: A Dupla Ação das Substâncias Ativas

A composição do medicamento inclui duas substâncias ativas fundamentais: o agente antifúngico Clotrimazol e o agente corticosteroide Beclometasona. O Clotrimazol é especificamente um antifúngico azólico que atua sobre o agente patogénico fúngico subjacente. A investigação confirma que os antifúngicos azólicos inibem eficazmente a membrana celular do fungo para interromper o seu crescimento. A Beclometasona é um glucocorticóide sintético potente, clinicamente reconhecido pela sua capacidade de atenuar rapidamente as respostas inflamatórias na pele. O produto final é habitualmente formulado como creme ou loção, assegurando um tratamento localizado por via tópica.

Qual é o Objetivo Geral desta Combinação?

O objetivo geral desta combinação é proporcionar um tratamento abrangente e simultâneo para condições inflamatórias da pele que sejam complicadas por uma infeção fúngica. A junção de um antifúngico com um corticosteroide forte é uma estratégia amplamente reconhecida na dermatologia. Esta abordagem sinérgica é utilizada para gerir tanto a proliferação fúngica como a resposta inflamatória associada com um único medicamento.

Isto permite o alívio célere de desconfortos comuns, tais como o prurido intenso, a vermelhidão e o inchaço, enquanto o agente patogénico fúngico subjacente é tratado, tornando-o adequado para infeções fúngicas cutâneas onde a inflamação pronunciada esteja presente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Clotrin B?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Clotrin B está documentado em fontes regulatórias oficiais e é categorizado pela frequência e pelo sistema de órgãos afetado. O risco global é impulsionado principalmente pelo potencial de absorção sistémica do componente corticosteroide potente, a Beclometasona.

Classificação das Reações Adversas

Os efeitos secundários observados em ensaios clínicos são classificados de acordo com a frequência com que surgiram:

  • Reações Comuns (Ocorrem em 1% ou mais dos doentes): Parestesia, que é definida como uma sensação de formigueiro, picadas ou dormência na pele.
  • Reações Incomuns/de Baixa Frequência: Os eventos relatados em números menores incluem Erupção cutânea (Rash), Edema (inchaço localizado) e Infeções Secundárias.

Reações Adversas Sistémicas e Graves

Devido à potencial absorção sistémica, estão documentadas preocupações de segurança graves específicas, relacionadas principalmente com os sistemas endócrino e oftálmico, que estão associadas à classe de medicamentos dos corticosteroides:

Classe de Sistemas de Órgãos Exemplo de Reações Adversas Documentadas
Sistema Endócrino Supressão do Eixo HPA, Síndrome de Cushing
Sistema Oftálmico (Visão) Cataratas, Glaucoma, Aumento da Pressão Intraocular
Afeções Cutâneas (Locais) Atrofia cutânea, Estrias, Foliculite

Segurança Relacionada com a População e a Exposição

Os documentos regulatórios incluem considerações específicas para populações de doentes e condições que aumentam a exposição:

  • Doentes Pediátricos: As crianças podem ter uma maior suscetibilidade à toxicidade sistémica e à supressão do eixo HPA devido à sua maior proporção entre a área de superfície cutânea e a massa corporal. É observada a possibilidade de atraso no crescimento linear. O uso é frequentemente não recomendado para crianças com menos de 17 anos.
  • Duração e Oclusão: O risco de efeitos sistémicos graves, como a supressão do eixo HPA, e reações locais graves, como a atrofia cutânea, está explicitamente ligado ao uso prolongado e à aplicação em áreas de superfície extensas ou sob pensos oclusivos (ex.: calças de plástico ou fraldas), sendo este último um contexto de utilização contraindicado.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulatórios oficiais enfatizam a necessidade de uma ação imediata em caso de ingestão acidental, uma vez que o produto está formulado exclusivamente para utilização vaginal. A ingestão deste medicamento é citada nas informações governamentais como o principal risco de sobredosagem.

Cenário de Sobredosagem
Exposição Associada Ingestão ou deglutição acidental do produto vaginal.
Sintomas de Sobredosagem Embora geralmente não sejam esperados efeitos sistémicos devido à absorção vaginal mínima, a sobredosagem aguda por ingestão pode ser prejudicial. As informações oficiais não listam sintomas específicos de ingestão, mas determinam a tomada de medidas imediatas.
Instruções de Emergência (Obrigatórias) Se o medicamento for engolido, contacte imediatamente um Centro de Informação Antivenenos (em Portugal, o CIAV: 800 250 250).
Cuidados Médicos Urgentes Necessários Ligue para os serviços de emergência (112) se a pessoa afetada tiver colapsado ou não estiver a respirar.

É importante guardar este e todos os medicamentos num local seguro e fora do alcance das crianças para prevenir a ingestão acidental. Caso suspeite que ocorreu uma sobredosagem, siga sem demora as instruções de emergência explícitas fornecidas acima.

Usos terapêuticos de Clotrin B

Indicações do Clotrin B: principais utilizações e benefícios

A combinação de Clotrimazol e Beclometasona é uma terapia tópica comummente utilizada em contextos clínicos que envolvem padrões sintomáticos agudos ou instáveis. De acordo com revisões clínicas de referência, esta associação é considerada relevante em condições que envolvam processos inflamatórios ou irritativos, tais como infeções fúngicas sintomáticas. O seu objetivo terapêutico é abordar os sintomas acentuados, proporcionando um suporte que ajuda a atenuar a carga sintomática global, o que contribui para a melhoria do conforto durante os períodos de exacerbação dos sintomas.

O tratamento é aplicado na abordagem de diversas dermatoses fúngicas, incluindo a Tinea corporis, a Tinea cruris e a Tinea pedis, sendo pertinente em contextos caracterizados por um aumento do desconforto ou da tensão cutânea. Este foco duplo auxilia na manutenção da estabilidade funcional da pele. A terapia combinada ajuda a tratar conjuntos de sintomas que se tornam mais disruptivos durante as crises, especificamente o prurido intenso, a sensação de queimadura e a vermelhidão e inchaço visíveis. O principal benefício pode auxiliar na gestão de sintomas que interferem com o bem-estar diário.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Inflamatório

O Clotrin B é frequentemente utilizado quando os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte. Contribui para a redução da carga total de sintomas e é relevante para a gestão de manifestações que prejudicam o conforto quotidiano.

Critérios de utilização e restrições

O perfil regulatório oficial do Clotrin B (uma combinação de um corticosteroide e um agente antifúngico) define rigorosamente quais as populações de doentes elegíveis para a sua utilização. A elegibilidade é classificada com base na idade, condições específicas e sensibilidades conhecidas a fármacos.

Inelegibilidade Absoluta (Contraindicações)

O Clotrin B é contraindicado em doentes com antecedentes de hipersensibilidade (alergia) ao clotrimazol, ao componente corticosteroide (como a beclometasona ou o dipropionato de betametasona), a outros corticosteroides ou a qualquer ingrediente da preparação. O uso está também proibido em casos de infeções virais da pele não tratadas (ex.: herpes simplex), tuberculose cutânea ou infeções bacterianas da pele.


Restrições de Idade e Fisiológicas

Grupo Populacional Estatuto Regulatório
Doentes Pediátricos (Menores de 17 anos) Não recomendado devido ao risco acrescido de absorção sistémica e toxicidade (supressão do eixo HPA). A segurança e eficácia em crianças com menos de 12 anos frequentemente não estão estabelecidas.
Grávidas ou Mulheres em Período de Aleitamento É aconselhada a utilização condicional; o fármaco deve ser utilizado apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto ou lactente, devendo a aplicação limitar-se à menor área e pela duração mais curta.
Adultos (17 anos ou mais) Geralmente considerados a população aprovada para utilização, desde que não existam contraindicações.

Regras de Utilização Condicional

O uso é restrito ou requer precaução em doentes com condições como insuficiência hepática e quando o produto é aplicado através de pensos oclusivos (ex.: ligaduras), uma vez que ambos aumentam o risco de absorção sistémica do componente corticosteroide.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Clotrin B é definido pelo efeito farmacodinâmico aditivo do seu componente corticosteroide, a Beclometasona. Devido à absorção sistémica mínima em condições de utilização normal, não existem interações medicamentosas sistémicas formais especificadas para as vias metabólicas ou de transporte no que respeita a esta combinação tópica. A interação mais significativa reconhecida oficialmente ocorre com outros produtos que contenham corticosteroides. A administração conjunta de Clotrin B com outros corticosteroides, sejam eles de aplicação tópica ou por via sistémica, está documentada como um fator que aumenta a exposição sistémica total aos glucocorticoides. Este efeito farmacodinâmico aditivo pode levar à supressão do eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal (HPA), uma condição que requer monitorização clínica cuidadosa.

O risco desta exposição sistémica aditiva é oficialmente citado como sendo potenciado por fatores como a aplicação prolongada, o uso em áreas de superfície corporal extensas ou a aplicação sob pensos oclusivos. Nota-se também que doentes com insuficiência hepática ou com a barreira cutânea alterada apresentam um risco superior de absorção sistémica. Estão oficialmente estabelecidas considerações de interação específicas para populações, nomeadamente para os doentes pediátricos, que possuem uma suscetibilidade aumentada a efeitos sistémicos devido à sua maior proporção entre a superfície da pele e a massa corporal. Não se encontram documentadas nas informações reguladoras do Clotrin B quaisquer restrições formais relativas a alimentos, álcool, produtos à base de plantas ou horários específicos de administração.

Mecanismo de ação

Inibição da biossíntese do ergosterol fúngico

O componente antifúngico, o Clotrimazol, atua através da interação com uma enzima específica dos fungos, a lanosterol 14-alfa-desmetilase, por via de um mecanismo de inibição não competitiva. Esta ação bloqueia um passo crítico na via de biossíntese do ergosterol, o que leva à depleção de um componente essencial da membrana celular fúngica (o ergosterol) e à acumulação de esteróis tóxicos. Esta rutura molecular faz com que a membrana celular do fungo fique estruturalmente comprometida, resultando na interrupção do crescimento fúngico e na inviabilidade celular.

Modulação da expressão genética inflamatória no hospedeiro

O componente corticosteroide, a Beclometasona, atua como um agonista nos Recetores de Glucocorticoides (RG) intracelulares. Esta interação modula a transcrição de inúmeros genes do hospedeiro, ativando o processo de transrepressão para inibir mediadores pró-inflamatórios (como prostaglandinas e citocinas) e o de transativação para induzir proteínas anti-inflamatórias. A consequência fisiológica desta ação genómica é a redução rápida da síntese de mediadores da inflamação, a vasoconstrição local e a diminuição da excitabilidade das fibras nervosas sensoriais.

Intervenção mecanística complementar

A ação fisiológica abrangente deste fármaco deriva dos mecanismos complementares dos seus dois agentes. Enquanto a Beclometasona modifica as vias de resposta inflamatória do hospedeiro, o Clotrimazol visa e altera simultaneamente o metabolismo central do agente patogénico fúngico. Esta ação complementar proporciona uma atenuação coordenada da resposta do hospedeiro em conjunto com a inibição do crescimento do fungo.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Clotrin B

A administração do produto que combina Clotrimazol e um corticosteroide, designado Clotrin B, é definida por um regime preciso e limitado no tempo, estabelecido pelas autoridades reguladoras. O medicamento está aprovado exclusivamente para a via tópica, sendo formulado como creme ou loção para aplicação externa na superfície da pele afetada. Esta abordagem foca-se na entrega localizada do fármaco, de forma consistente com o seu padrão de utilização clínica.

O padrão habitual de utilização envolve a aplicação de uma película fina do produto duas vezes ao dia — tipicamente uma vez de manhã e outra à noite. Esta frequência é uniforme para todas as dermatoses fúngicas indicadas. As autoridades reguladoras estabeleceram limites estritos quanto à duração do tratamento, de forma a gerir a exposição potencial ao componente corticosteroide. Para infeções no corpo e nas virilhas (Tinea corporis e Tinea cruris), o curso do tratamento é geralmente restrito a um máximo de duas semanas. Para o pé de atleta (Tinea pedis), a duração máxima indicada estende-se até às quatro semanas. Além disso, a quantidade total aplicada semanalmente não deve exceder os 45 gramas ou 45 mL.

A utilização correta está dependente de condições procedimentais específicas. A área tratada não deve ser coberta com pensos oclusivos, tais como ligaduras ou vestuário apertado, tratando-se de uma restrição crítica ligada ao protocolo de administração. As instruções também indicam explicitamente que o produto não é recomendado para utilização em doentes pediátricos com menos de 17 anos de idade. Caso se utilize a formulação em loção, esta deve ser bem agitada antes de cada aplicação para garantir a consistência adequada.

Evidência clínica recente

Evidência para Utilização em Tinea Corporis (Tinha do corpo) e Tinea Cruris (Tinha da virilha)

A investigação que explora a utilização de um medicamento de associação como o Clotrin B para a Tinea corporis e a Tinea cruris focou-se primordialmente em ensaios clínicos controlados de curto prazo. Estes estudos foram utilizados para analisar os resultados comunicados pelos doentes relativamente ao desconforto físico e resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos. Ensaios comparativos descreveram padrões em que a formulação combinada foi estudada em relação ao início da resolução dos sintomas, tais como a redução da vermelhidão e do prurido (comichão), durante o período inicial de aplicação de uma a duas semanas. Estes padrões de estudo foram comparados com os observados quando o ingrediente antifúngico foi utilizado isoladamente. Quando os investigadores avaliaram o estado micológico final (objetivo de avaliação fúngica) no final do período de acompanhamento, as conclusões para os tratamentos combinados e apenas com antifúngico registaram medições de resultados semelhantes.

O que permanece incerto é a evidência a longo prazo após o curto curso de tratamento. Os estudos originais centraram-se em resultados a curto prazo e existe informação limitada quanto a desfechos a longo prazo, como a taxa de reaparecimento da infeção fúngica (recidiva).


Evidência para Utilização em Tinea Pedis (Pé de atleta)

A base de evidência para a utilização da base de investigação do Clotrin B na Tinea pedis foi avaliada em ensaios clínicos comparativos. Estes estudos examinaram resultados relacionados com o desconforto físico, tais como a descamação e o prurido, e monitorizaram o estado micológico em doentes adultos. A investigação explorou alterações sintomáticas a curto prazo, sendo monitorizado um período máximo de tratamento de quatro semanas.

Os estudos monitorizaram a forma como os sinais e sintomas clínicos evoluíram nas populações observadas durante este intervalo definido de curto prazo. As conclusões descrevem padrões observados nos ensaios que comparam a associação a um creme placebo, onde os resultados relacionados com a intensidade dos sintomas foram medidos a par da taxa de erradicação fúngica na avaliação pós-tratamento.


Evidência em Grupos de Doentes Específicos

O medicamento de associação foi avaliado em estudos que envolveram a população adulta (17 anos ou mais) e foi também estudado em adolescentes (12 anos ou mais) para a Tinea corporis e Tinea cruris. No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. A base de investigação não inclui dados suficientes para estabelecer a eficácia da utilização em crianças com idade inferior a 12 anos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Clotrin B (FAQ)

P: Qual é a principal diferença entre o Clotrin B e o Clotrin simples?

O Clotrin B é classificado nos documentos oficiais como um medicamento tópico de ação dupla. Contém dois componentes ativos: o agente antifúngico Clotrimazol e o agente corticosteroide Beclometasona (ou dipropionato de betametasona). O medicamento é definido como uma preparação de agente duplo, distinguindo-se pela presença combinada do antifúngico e do corticosteroide.

P: A utilização de Clotrin B pode alterar os resultados de análises sanguíneas?

Sim. Devido ao potencial de absorção do componente corticosteroide pelo organismo, o medicamento pode afetar certos resultados laboratoriais. Isto inclui especificamente as análises utilizadas para verificar a supressão do eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal (HPA), que consiste numa diminuição da produção de hormonas pelas glândulas suprarrenais. Podem ser realizadas análises sanguíneas para monitorizar potenciais efeitos na função destas glândulas.

P: O Clotrin B foi estudado para outras utilizações além do seu propósito aprovado?

Os documentos regulatórios oficiais definem o uso do medicamento estritamente para infeções fúngicas inflamatórias específicas da pele, tais como a tinha do corpo (tinea corporis), a tinha da virilha (tinea cruris) e o pé de atleta (tinea pedis). Os documentos indicam que o medicamento está aprovado e destina-se apenas a estas condições específicas.

P: Existe um tempo máximo recomendado para a utilização do Clotrin B?

Sim. As autoridades reguladoras estabeleceram limites temporais rigorosos para gerir a potencial exposição ao corticosteroide. Determinaram que o curso do tratamento é limitado a um máximo de duas semanas para certas infeções e a um máximo de quatro semanas para o pé de atleta (tinea pedis).

P: O Clotrin B causa cansaço ou sonolência?

A sonolência ou o cansaço geral não estão listados como reações comuns no perfil de segurança oficial do medicamento. O efeito secundário neurológico ou sensorial reportado com maior frequência é a Parestesia, que é descrita como uma sensação de formigueiro, picada ou dormência na pele.

P: Quanto tempo demora normalmente o Clotrin B a começar a fazer efeito?

O componente do medicamento que ajuda a reduzir a inflamação está associado ao alívio precoce dos sintomas. A evidência de ensaios clínicos descreve que o alívio de sintomas, como a redução da vermelhidão e do prurido (comichão), é observado relativamente cedo — logo aos 3 a 5 dias após o início da utilização.

P: Posso utilizar Clotrin B se tiver alergia a medicamentos comuns?

O medicamento é contraindicado apenas para doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade (alergia) ao clotrimazol, ao componente corticosteroide, a outros corticosteroides relacionados ou a qualquer um dos ingredientes não ativos do produto. Os documentos regulatórios listam primordialmente a hipersensibilidade conhecida a estes componentes como contraindicação.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados durante o uso de Clotrin B?

As informações de rotulagem oficiais não documentam quaisquer restrições ou avisos formais relativos ao consumo de alimentos ou bebidas específicos durante a utilização deste medicamento tópico. O seu uso primário na pele significa que a absorção sistémica é, geralmente, mínima.

P: Que tipo de estudos foram realizados sobre o Clotrin B?

A base de evidência utilizada para a aprovação inclui ensaios clínicos controlados de curto prazo e estudos comparativos. Estes estudos avaliaram a eficácia e a segurança do fármaco nas populações aprovadas de adultos e adolescentes para o tratamento de infeções fúngicas cutâneas específicas.

P: Qual é a duração dos efeitos de uma dose de Clotrin B?

Os documentos regulatórios definem a administração como sendo duas vezes ao dia, tipicamente a cada 12 horas. Esta frequência é estabelecida para manter a ação terapêutica desejada e o controlo consistente da inflamação e do crescimento fúngico.

P: O Clotrin B contém ingredientes que causem problemas a pessoas com intolerância à lactose?

Os documentos regulatórios listam os ingredientes não ativos (excipientes) utilizados nas formulações de creme e loção tópica. Estes incluem habitualmente substâncias como óleo mineral e álcool cetearílico; a rotulagem oficial indica que não contêm lactose.

P: O Clotrin B está disponível sem receita médica em algum país?

Nos Estados Unidos, o Clotrin B está oficialmente classificado como um medicamento sujeito a receita médica e requer a autorização de um profissional de saúde. O seu estatuto de disponibilidade pode diferir noutras regiões internacionais.

P: O que devo fazer se me esquecer de utilizar o Clotrin B conforme indicado?

A orientação oficial para o doente estabelece que, se uma dose for esquecida, esta deve ser aplicada logo que se recorde. No entanto, se estiver quase na hora da próxima aplicação agendada, a dose esquecida deve ser saltada.

P: O Clotrin B é tipicamente utilizado a longo ou a curto prazo?

O Clotrin B destina-se apenas a uma utilização de curto prazo. Isto deve-se aos riscos potenciais associados à exposição prolongada ao componente corticosteroide. Os cursos de tratamento têm limitações temporais que, geralmente, não excedem as duas ou quatro semanas, dependendo da infeção.

P: O Clotrin B é geralmente considerado compatível com a amamentação?

A rotulagem oficial permite a utilização condicional em mulheres que estão a amamentar, uma vez que não se sabe se o medicamento passa para o leite humano. Isto envolve habitualmente a utilização do medicamento na menor área possível e durante o período mínimo necessário.

P: Existem avisos oficiais sobre a combinação de Clotrin B com suplementos de ervanária?

Os documentos regulatórios não especificam avisos ou restrições formais relativos ao uso de produtos à base de plantas ou suplementos com este medicamento tópico. A absorção sistémica do creme tópico é, geralmente, mínima.

P: O Clotrin B tem interações major com medicamentos para a diabetes?

O perfil de interações do medicamento foca-se principalmente noutros corticosteroides. Contudo, a absorção sistémica do componente corticosteroide tem o potencial de causar hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue). Este potencial é um risco documentado relacionado com a absorção sistémica do componente corticosteroide.

P: Por que motivo os documentos oficiais advertem contra o uso de Clotrin B com álcool?

Na verdade, os documentos regulatórios oficiais não incluem avisos ou restrições formais relativos ao consumo de álcool durante a utilização deste medicamento tópico. Esta questão deriva provavelmente de preocupações comuns a muitos medicamentos, mas a rotulagem regulatória deste produto tópico não menciona o álcool.

P: Qual é a taxa de efeitos secundários comuns observada nos ensaios clínicos do Clotrin B?

Os documentos oficiais classificam as reações comuns como aquelas que foram observadas em pelo menos 1% dos doentes durante os ensaios clínicos. As percentagens específicas exatas para cada efeito secundário estão detalhadas na informação completa de prescrição destinada aos profissionais de saúde.

P: O Clotrin B é geralmente bem tolerado pela maioria das pessoas?

O perfil de segurança indica que as reações classificadas como 'comuns' ocorrem em 1% ou mais dos doentes. O risco global está primordialmente associado ao potencial de exposição sistémica se o fármaco for utilizado incorretamente, como por períodos prolongados.

P: O Clotrin B pode ser interrompido subitamente sem problemas?

A rotulagem regulatória indica que existe um risco documentado de insuficiência de glucocorticosteroides (uma condição em que o corpo não produz hormonas esteroides naturais em quantidade suficiente) tanto durante como após a interrupção do tratamento. Este efeito potencial é uma consideração importante ao terminar o tratamento, particularmente após um uso prolongado ou de elevada exposição.

P: É necessária receita médica para obter Clotrin B?

Sim. O Clotrin B é oficialmente classificado como um medicamento sujeito a receita médica pelas entidades reguladoras. Deve ser utilizado apenas conforme as indicações de um profissional de saúde.

Como Clotrin B deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento e Eliminação

As informações de rotulagem oficiais ditam condições específicas para o armazenamento do creme de Clotrimazol e Dipropionato de Betametasona, de modo a preservar a sua estabilidade e eficácia.

Condições de Armazenamento

O medicamento deve ser armazenado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. É obrigatório proteger o creme do congelamento e armazená-lo longe do calor excessivo, da luz direta e da humidade. O produto deve ser mantido no seu recipiente original bem fechado. Tal como todos os medicamentos, deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação

O produto não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. As orientações oficiais aconselham a não deitar o creme no lavatório ou na sanita. Em Portugal, o método preferencial é a entrega em pontos de recolha autorizados (como as farmácias através do sistema VALORMED). Se não estiver disponível um programa de recolha de medicamentos, o método de eliminação doméstica recomendado envolve misturar o fármaco com uma substância indesejável (como borras de café ou areia de gato), colocar a mistura num recipiente selado e depositá-lo no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Clotrin B encontrado em:

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