Climene

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Climene

Método de ação: Endocrine Therapy

Opção de tratamento:

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Climene

O medicamento Climene é um fármaco de receita médica obrigatória utilizado na Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH). É um produto de combinação desenvolvido para tratar sintomas resultantes das alterações hormonais em mulheres na menopausa.


Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias ativas Valerato de estradiol, Acetato de ciproterona
Forma farmacêutica Comprimidos revestidos
Classe farmacológica Combinação estrogénio/progestogénio
Objetivo geral Alívio dos sintomas de deficiência estrogénica
Origem Derivados esteroides sintéticos

Climene: Definição da Classe Terapêutica e Composição

O Climene é categorizado como uma combinação de estrogénio/progestogénio, uma das principais subclasses da TSH. O fármaco contém duas substâncias ativas distintas: o valerato de estradiol e o acetato de ciproterona. Ambos os componentes são derivados esteroides sintéticos formulados como comprimidos revestidos para administração oral numa preparação sequencial. Esta formulação específica, que utiliza o acetato de ciproterona, é clinicamente reconhecida por proporcionar uma proteção eficaz do revestimento uterino.


Qual é o papel do Valerato de Estradiol e do Acetato de Ciproterona?

Os componentes principais desempenham funções complementares. O valerato de estradiol assegura a necessária ação estrogénica, compensando o declínio natural da produção de estradiol pelo organismo. Por outro lado, o acetato de ciproterona fornece uma ação progestogénica crucial, vital para proteger o revestimento uterino (endométrio) de uma eventual sobrestimulação causada pelo estrogénio isolado. Além disso, este componente possui um efeito antiandrogénico distinto, bloqueando certas hormonas masculinas através do antagonismo dos recetores de androgénios. Esta dupla funcionalidade assegura um perfil hormonal equilibrado e representa um fator diferenciador nesta terapia combinada de TSH.


Objetivo Geral: Tratamento de Sintomas de Deficiência Estrogénica

O objetivo geral do Climene é restaurar o equilíbrio hormonal em mulheres na menopausa que experienciam o desconforto da síndrome climatérica. A terapia visa mitigar as várias queixas físicas e emocionais sistémicas associadas aos sintomas subjacentes de deficiência estrogénica. Por exemplo, é tipicamente utilizada para aliviar queixas comuns como afrontamentos e suores noturnos. A investigação confirma que este tipo de terapia ajuda a atenuar o desconforto generalizado e promove a estabilidade hormonal durante a transição da menopausa.

Quais efeitos secundários são possíveis com Climene?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Climene, uma TSH combinada de estrogénio/progestagénio, está estabelecido através de dados regulamentares abrangentes, classificando os possíveis eventos de saúde pela sua frequência e pelo envolvimento dos sistemas do organismo.

Classificação das Reações Adversas

As reações adversas documentadas nos documentos regulamentares oficiais são classificadas de acordo com a sua taxa de ocorrência esperada:

  • Reações Comuns (≥ 1/100 a < 1/10): Estas incluem dores de cabeça, náuseas, dor abdominal e sensibilidade ou dor mamária. Observam-se também comummente alterações no peso corporal e retenção de líquidos (edema).
  • Reações Pouco Comuns (≥ 1/1.000 a < 1/100): Estas podem incluir enxaquecas, tonturas e perturbações do humor, tais como nervosismo ou depressão.

Efeitos secundários comuns, particularmente hemorragias irregulares ou spotting e sensibilidade mamária, podem ser mais frequentes durante os primeiros meses de tratamento e diminuem frequentemente com a utilização continuada.

Considerações de Segurança Graves

A rotulagem oficial documenta riscos raros, mas clinicamente significativos, associados à TSH combinada:

  • Doenças Vasculares: Tromboembolismo Venoso (TEV), incluindo trombose venosa profunda e embolia pulmonar; Tromboembolismo Arterial (ex: acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio).
  • Neoplasias: Aumento do risco de Cancro da Mama e Cancro do Ovário; risco de Hiperplasia/Carcinoma do Endométrio (atenuado pelo componente progestagénio).
  • Doenças Hepatobiliares: Desenvolvimento de Adenomas Hepáticos ou carcinomas.

Restrições de Segurança e Notas Populacionais

O produto está formalmente contraindicado em indivíduos com historial atual ou passado de cancro da mama, tumores malignos dependentes de estrogénios conhecidos ou suspeitos, ou antecedentes de TEV ou doença tromboembólica arterial. Para mulheres com o útero intacto, a inclusão do componente progestagénio é uma característica de segurança obrigatória para proteger o endométrio. Além disso, está documentado que o risco de eventos graves, incluindo TEV e acidente vascular cerebral, aumenta com a duração da utilização da TSH combinada. Uma vigilância clínica estreita, incluindo a monitorização da pressão arterial, é um requisito padrão registado na informação oficial de prescrição.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar assistência médica

A documentação regulamentar do Climene descreve as potenciais manifestações e as ações de emergência necessárias no caso de uma sobredosagem.

A sobredosagem aguda com os componentes hormonais do Climene (valerato de estradiol e acetato de ciproterona) é geralmente classificada pelas agências regulamentares como não sendo imediatamente fatal. As manifestações clínicas documentadas de uma ingestão aguda excessiva incluem frequentemente efeitos gastrointestinais, tais como náuseas e vómitos, a par de outros sintomas gástricos. Sinais adicionais formalmente listados são a tensão ou sensibilidade mamária e a hemorragia vaginal, uma manifestação consistente com a hemorragia por privação resultante de doses elevadas de substâncias hormonais.

A gestão da situação limita-se aos cuidados de suporte. A informação regulamentar confirma que não se conhece qualquer antídoto específico para os efeitos desta combinação hormonal, pelo que o tratamento deve ser inteiramente sintomático.

Sinais Oficiais de Emergência

É explicitamente necessária assistência médica imediata se uma paciente apresentar queixas abdominais superiores graves, aumento do fígado ou quaisquer sinais de hemorragia intra-abdominal. Estes são eventos graves e raros, associados à utilização de substâncias hormonais, que exigem uma consulta imediata para o diagnóstico diferencial de um tumor hepático, conforme estipulado pela rotulagem oficial.

Usos terapêuticos de Climene

O que o Climene trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Climene é habitualmente utilizado como uma forma de Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) para gerir condições caracterizadas por desconforto sistémico e localizado devido à deficiência de estrogénio. Esta terapia combinada é considerada relevante para o alívio de sintomas que interferem com o funcionamento diário e criam uma sobrecarga fisiológica percetível. É pertinente para a gestão de sintomas que afetam o conforto quotidiano, incluindo sintomas relacionados com a atividade fisiológica intensificada (como afrontamentos e suores noturnos), queixas psicoemocionais (tais como instabilidade de humor e irritabilidade) e sintomas de atrofia urogenital (incluindo secura vaginal e dispareunia).

Este regime é principalmente relevante em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas crónicos ou episódicos, sendo também aplicado em cenários específicos, como na prevenção da osteoporose pós-menopáusica em mulheres com elevado risco de fratura que não podem utilizar outros tratamentos. É considerado adequado para mulheres na menopausa com o útero intacto, sendo aplicado em contextos onde é necessário um suporte adicional para a gestão dos sintomas na presença do revestimento uterino.

“A terapia auxilia na manutenção da estabilidade funcional em contextos onde os sintomas criam uma sobrecarga fisiológica percetível, apoiando as pacientes durante episódios de maior desconforto.”


Facto Rápido: Foco Terapêutico: Domínios de Sintomas

Domínio de Sintomas Benefício Geral Proporcionado
Vasomotor Sistémico Contribui para aliviar a carga global de sintomas
Atrofia Urogenital Apoia as pacientes durante episódios de desconforto acentuado
Saúde Óssea (Longo prazo) Proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Climene?

O Climene é um tratamento oficialmente documentado para mulheres na pós-menopausa, com útero intacto, que apresentem sintomas de deficiência de estrogénios. O medicamento não está indicado para utilização na população pediátrica (crianças e adolescentes).

Contraindicações Absolutas

O Climene está contraindicado e não deve ser utilizado por indivíduos que apresentem ou tenham apresentado condições específicas, conforme estipulado na rotulagem regulamentar:

  • Tumores malignos dependentes de estrogénios, incluindo cancro da mama, ou qualquer suspeita destas condições.
  • Presença ou historial de tromboembolismo venoso (TEV), doença tromboembólica arterial (ex: enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral) ou perturbações trombofílicas conhecidas.
  • Doença hepática grave, enquanto os valores da função hepática não tiverem regressado à normalidade, ou historial/presença de tumores hepáticos.
  • Presença ou historial de um meningioma.
  • Gravidez (confirmada ou suspeita) ou aleitamento.

Restrições Baseadas em Condições de Saúde

A utilização de Climene exige uma supervisão médica rigorosa em doentes com condições tais como diabetes, hipertensão ou fibromiomas uterinos. O uso está também contraindicado em indivíduos com hipertrigliceridemia grave ou porfíria.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Climene, baseado na rotulagem regulamentar, está estruturado em torno de substâncias que afetam os níveis sistémicos dos seus componentes esteroides ativos, o valerato de estradiol e o acetato de ciproterona.

Interações Farmacocinéticas Documentadas

A administração conjunta com certos produtos medicinais está documentada como alterando o processamento do Climene pelo organismo. Estas interações são categorizadas principalmente pela forma como afetam a eliminação do fármaco:

  • Indução Enzimática: Barbituratos, rifampicina, carbamazepina, fenitoína, rifabutina, fenilbutazona, primidona e remédios à base de plantas (ex: Erva de S. João/Hipericão).
  • Alteração da Flora Intestinal: Certos antibióticos de largo espetro (ex: ampicilina).

Os agentes indutores enzimáticos são oficialmente citados por acelerarem o metabolismo das hormonas esteroides, enquanto certos antibióticos estão documentados por reduzirem os níveis das substâncias ativas através da alteração da flora intestinal. Ambos os mecanismos podem levar a uma redução na exposição aos componentes do Climene.

Restrições Regulamentares Específicas

Existe uma restrição essencial e específica a um dos componentes: a presença de um meningioma (atual ou anterior) exige a interrupção permanente do tratamento com Climene. Esta restrição está associada ao componente acetato de ciproterona.

Outros Condicionalismos Oficiais

O Climene está documentado como podendo interferir com os resultados de testes laboratoriais específicos, incluindo parâmetros de coagulação e testes de função endócrina, o que deve ser considerado na interpretação de resultados de diagnóstico. Os documentos regulamentares referem também que o produto não foi expressamente examinado em doentes com função renal diminuída.

Mecanismo de ação

O Climene atua como uma terapia de substituição hormonal (TSH) sequencial, combinando dois princípios ativos: o valerato de estradiol e o acetato de ciproterona. O objetivo principal deste medicamento é compensar a diminuição da produção natural de estrogénio pelo organismo durante a menopausa ou após a remoção dos ovários.

O valerato de estradiol é uma forma sintética do estrogénio natural humano. Ao ser administrado, substitui o estrogénio que o corpo deixou de produzir, ajudando a aliviar os sintomas vasomotores e as alterações físicas associadas ao climatério. Esta componente foca-se na estabilização do equilíbrio hormonal sistémico.

O acetato de ciproterona é uma progestina sintética incluída na formulação para exercer um efeito protetor sobre o revestimento do útero, conhecido como endométrio. Nas mulheres que não foram submetidas a uma histerectomia, a administração isolada de estrogénios pode causar um crescimento excessivo do endométrio. A adição sequencial da progestina induz uma fase secretora no tecido uterino, que é posteriormente descamado, resultando numa hemorragia por privação semelhante ao ciclo menstrual natural. Esta ação combinada reduz o risco de complicações associadas ao crescimento endometrial descontrolado, mantendo um ciclo hormonal regulado durante o tratamento.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Climene: Orientações Oficiais de Administração

O Climene é uma preparação hormonal sequencial de administração oral. A adesão ao regime prescrito e ao horário de toma é essencial para a utilização correta do medicamento.

Âmbito da Administração

As drageias destinam-se a uso oral e devem ser deglutidas inteiras com um pouco de líquido. O esquema posológico consiste na toma de uma drageia por dia. A sequência envolve um número específico de drageias apenas com hormonas, seguidas de drageias combinadas e de um intervalo sem toma ou de drageias não hormonais, completando assim um ciclo de 28 dias.

Relativamente ao horário, as drageias devem ser tomadas aproximadamente à mesma hora todos os dias, independentemente da ingestão de alimentos.

Regras de Início e Cronologia

O momento de início do tratamento depende do perfil da paciente:

  • Pacientes com ciclos menstruais: Devem iniciar a primeira drageia no 5.º dia do ciclo (considerando o primeiro dia da menstruação como o Dia 1).
  • Pacientes na pós-menopausa ou com amenorreia: Podem iniciar a primeira drageia em qualquer dia, após ter sido excluída a possibilidade de gravidez.

Instruções em Caso de Esquecimento

  • Se uma drageia não for tomada à hora habitual, deve ser ingerida num prazo máximo de 12 horas após esse horário para minimizar a possibilidade de ocorrência de hemorragias intermenstruais.
  • Se tiverem decorrido mais de 12 horas desde o horário previsto, essa drageia deve ser ignorada e a paciente deve retomar a toma da drageia seguinte no horário habitual.

Continuidade do Ciclo

Após terminar a embalagem completa, a embalagem seguinte de Climene deve ser iniciada no dia seguinte, sem qualquer atraso, mantendo a utilização cíclica. Caso não ocorra hemorragia por privação durante o intervalo sem drageias (ou durante as drageias não hormonais), não se deve iniciar uma nova embalagem até que a possibilidade de gravidez tenha sido descartada.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Climene


Evidência para o Controlo de Sintomas de Deficiência de Estrogénios

A investigação tem sido consistentemente aplicada em estudos que examinam os resultados comunicados pelas pacientes relacionados com a síndrome climatérica, a qual é caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas. O principal tipo de estudo foi avaliado em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de curto prazo e em diversos contextos observacionais. Estes estudos focaram-se em mulheres na pós-menopausa que apresentavam desconfortos como afrontamentos, suores noturnos e alterações de humor. A investigação examinou pontuações específicas que medem a intensidade e a frequência dos sintomas vasomotores e os resultados comunicados pelas pacientes descrevendo o desconforto percecionado.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com alterações nestes desequilíbrios sistémicos e funcionais. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas ao longo de intervalos de tempo definidos, mostrando frequentemente alterações a curto prazo tanto no desconforto físico como nas queixas psicoemocionais. Esta evidência contribui para o panorama mais amplo de evidência relativo à forma como a terapia hormonal combinada foi estudada para condições que envolvem períodos de sintomas acentuados.

Evidência para a Prevenção da Osteoporose Pós-Menopausa

A investigação examinou a utilização desta terapia combinada no contexto da prevenção da perda de massa óssea em mulheres na pós-menopausa com elevado risco de fratura. Os estudos foram avaliados tanto em ECAs de médio prazo (com duração de cerca de dois anos) como em dados observacionais de longo prazo que monitorizaram o esforço fisiológico. Os principais resultados que os estudos exploraram foram as alterações na Densidade Mineral Óssea (DMO), habitualmente medida na anca e na coluna, e as variações nos marcadores bioquímicos da remodelação óssea.

A investigação monitorizou as métricas de DMO, focando-se em saber se a estabilidade ou aumentos na densidade óssea foram observados nalguns estudos ao longo de intervalos definidos. As diretrizes regulamentares restringem o uso de qualquer terapia hormonal para este fim a mulheres que não podem utilizar outros tratamentos especializados para a saúde óssea, o que reflete a fundamentação regulamentar baseada no perfil de evidência global para esta classe terapêutica.


O Que Permanece Incerto e Áreas para Investigação Futura

O panorama geral da investigação forneceu contexto, mas não previsões individuais. As principais limitações na base de evidência incluem a curta duração de muitos dos ensaios controlados, o que significa que o perfil completo de alterações a longo prazo é menos conhecido. Existe uma carência de evidência comparativa para muitas das comparações diretas com todas as formulações alternativas de TSH atualmente no mercado.

Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos, e as conclusões relacionadas com resultados complexos, como o risco cardiovascular global, são geralmente extrapoladas de estudos amplos e diversos da classe da TSH, em vez de serem dedicadas a esta formulação específica. A evidência destaca o que é conhecido — e o que ainda é incerto. A investigação prossegue para fornecer dados mais abrangentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Climene (FAQ)


P: Qual é a função dos comprimidos de cor mais clara na embalagem de Climene?

O Climene é uma terapia combinada sequencial. De acordo com a informação oficial do produto, os comprimidos de cor mais clara (rosa) contêm tanto valerato de estradiol (estrogénio) como acetato de ciproterona (progestagénio). Esta combinação é tomada após os comprimidos que contêm apenas estrogénio para garantir que o revestimento uterino esteja protegido durante o ciclo.


P: O Climene afeta sintomas emocionais, como as alterações de humor?

O perfil de segurança oficial para as preparações de TSH inclui relatos de alterações de humor. Estas oscilações de humor ou sentimentos de estado depressivo estão documentados como potenciais efeitos indesejáveis pouco comuns. É importante recordar que estes são dados gerais e não previsões individualizadas.


P: O Climene afetará a minha pressão arterial?

Os documentos regulamentares oficiais recomendam que a pressão arterial seja monitorizada regularmente durante o tratamento com Climene. Embora o aumento da pressão arterial esteja documentado como um efeito indesejável raro, a interrupção do tratamento é justificada se ocorrer uma subida clinicamente significativa da pressão arterial.


P: Deixarei de ter a hemorragia de privação completamente ao longo do tempo com o Climene?

Para algumas mulheres que utilizam TSH combinada sequencial, os documentos regulamentares indicam que a hemorragia de privação previsível pode tornar-se cada vez mais ausente com o tempo. No entanto, se qualquer sangramento fora do período de privação esperado for frequente, persistente ou recorrente, deve ser discutido com um profissional de saúde para investigação.


P: É seguro utilizar Climene por mais de 5 anos?

As diretrizes oficiais estabelecem que a Terapia de Substituição Hormonal (TSH) deve ser limitada à duração mínima necessária para atingir o objetivo do tratamento. O perfil de benefício e risco deve ser reavaliado cuidadosamente, pelo menos uma vez por ano, por um profissional de saúde. Isto garante que a terapia apenas seja continuada enquanto os benefícios superarem claramente os potenciais riscos associados à utilização prolongada.


P: Qual é o efeito do Climene no meu colesterol e perfil lipídico?

A informação regulamentar indica que a TSH sistémica pode influenciar o metabolismo dos lípidos e a tolerância à glicose. As doentes que apresentam níveis muito elevados de triglicéridos (hipertrigliceridemia) necessitam de monitorização estreita, uma vez que a terapia oral com estrogénios tem sido raramente associada a aumentos extremos de triglicéridos que podem causar pancreatite.


P: O Climene interage com os meus medicamentos para a diabetes?

A informação oficial do produto refere que a Terapia de Substituição Hormonal pode potencialmente afetar a tolerância à glicose do organismo. Para mulheres com diabetes, isto significa que a dosagem de qualquer tratamento antidiabético existente pode necessitar de ajuste. A monitorização clínica pode ser necessária quando o Climene é utilizado por doentes com diabetes.


P: Posso utilizar Climene se tiver feito uma histerectomia?

O Climene é uma preparação combinada, contendo estrogénio e progestagénio, e está indicado para mulheres que têm o útero intacto. Para mulheres que não têm útero (pós-histerectomia), a orientação oficial refere que, geralmente, é utilizada uma preparação apenas com estrogénio.


P: O Climene é utilizado para sintomas da perimenopausa?

De acordo com a rotulagem regulamentar oficial, o Climene está indicado para o tratamento de sintomas de deficiência de estrogénios em mulheres na pós-menopausa. A indicação do Climene limita-se a mulheres na pós-menopausa que apresentam sintomas de deficiência de estrogénios.


P: De que forma a idade e o tempo desde a menopausa afetam o perfil de risco do Climene?

Os dados de segurança oficiais mostram que o risco de condições graves, como acidente vascular cerebral e tromboembolismo venoso (TEV), é superior em mulheres que iniciam a TSH mais tarde na vida ou muitos anos após a menopausa. Devido a este fator, o tratamento deve ser iniciado utilizando a dose eficaz mais baixa pelo período mais curto necessário.


P: O que devo fazer em relação ao spotting (perdas de sangue ligeiras) após o período de adaptação (primeiros 6 meses)?

Embora a hemorragia inesperada ou o spotting sejam comuns durante os primeiros meses enquanto o corpo se adapta, aplicam-se avisos oficiais à hemorragia que continua após esse período. Se a hemorragia for frequente, persistente ou recorrente após aproximadamente 6 meses de tratamento, a rotulagem oficial indica que a causa deve ser investigada por um médico.


P: O Climene causa queda ou crescimento excessivo de cabelo?

Os documentos regulamentares oficiais mencionam que a alopécia (queda de cabelo) e o hirsutismo (crescimento excessivo de pelos no corpo) foram relatados como efeitos indesejáveis pouco comuns com tipos semelhantes de TSH. Estes efeitos não são sentidos pela maioria das utilizadoras, mas estão registados no perfil de segurança.


P: O que é a terapia combinada sequencial na TSH?

A terapia combinada sequencial é um tipo de TSH em que o estrogénio é tomado continuamente e um progestagénio é adicionado por um período específico durante o ciclo. O método visa fornecer a substituição de estrogénio, incluindo o progestagénio para a proteção do revestimento uterino (endométrio). A sequência de hormonas conduz tipicamente a uma hemorragia de privação regular e previsível, semelhante a um período mensal.


P: O Climene é seguro para mulheres com mais de 65 anos?

As diretrizes oficiais referem que para mulheres com mais de 65 anos de idade, o risco absoluto de efeitos secundários graves, como acidente vascular cerebral e TEV (coágulos sanguíneos), aumenta. Portanto, o equilíbrio global de benefícios e riscos deve ser discutido com um profissional de saúde. A orientação geral é utilizar a dose eficaz mais baixa pela duração mínima necessária.


P: O Climene ajuda na qualidade do sono?

O Climene está indicado para tratar sintomas de deficiência de estrogénios, que podem incluir perturbações do sono ligadas a suores noturnos e afrontamentos. No entanto, a documentação oficial de segurança também lista a insónia (dificuldade em dormir) como um potencial efeito indesejável para algumas utilizadoras deste tipo de terapia.


P: O Climene pode alterar o meu desejo sexual ou líbido?

Os perfis de segurança oficiais para este tipo de TSH relatam que alterações na líbido (desejo sexual) foram documentadas como um efeito indesejável pouco comum ou raro. Isto significa que tanto a diminuição como o aumento do desejo sexual foram relatados nalgumas utilizadoras.


P: O Climene afeta os resultados da mamografia ou o rastreio da mama?

Os documentos oficiais referem que a Terapia de Substituição Hormonal pode aumentar a densidade mamográfica do tecido mamário. Esta alteração pode potencialmente dificultar a deteção radiológica do cancro da mama durante o rastreio de rotina. A avaliação mamária é um procedimento de rotina realizado por um profissional de saúde antes de iniciar e periodicamente durante o tratamento.


P: O Climene pode causar problemas na vesícula biliar?

Os avisos regulamentares oficiais referem que a toma de TSH contendo estrogénios é conhecida por aumentar o risco de doença da vesícula biliar em mulheres na pós-menopausa.


P: Sou intolerante à lactose, existem ingredientes inativos no Climene que deva conhecer?

A lista oficial de ingredientes para os comprimidos de Climene confirma que estes contêm os ingredientes inativos lactose e sacarose (tipos de açúcares). Doentes com condições hereditárias raras, como intolerância à galactose ou à frutose, devem discutir a utilização deste medicamento com um profissional de saúde.

Como Climene deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação

Os comprimidos de Climene devem ser conservados nas embalagens originais a uma temperatura ambiente controlada para manter a estabilidade do produto. As condições de conservação exigidas especificam temperaturas inferiores a 30°C, embora algumas regulamentações regionais determinem a conservação abaixo dos 25°C. O medicamento deve ser protegido da humidade e da luz solar direta.

Segurança Infantil e Eliminação

É um requisito regulamentar explícito que o Climene seja mantido fora da vista e do alcance das crianças.

A eliminação de comprimidos não utilizados ou fora do prazo de validade deve ser feita de acordo com os regulamentos locais. O método preferencial é geralmente através de um programa formal de recolha de medicamentos. Caso não esteja disponível uma opção de recolha, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra ou borras de café usadas) num recipiente selado antes de ser colocado no lixo doméstico, devendo ser removida qualquer informação pessoal presente na embalagem.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Climene encontrado em:

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