Clarimir

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Clarimir

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Clarimir

O que é o Clarimir e que tipo de fármaco é?

O Clarimir é o nome comercial de uma preparação farmacêutica tópica específica cujo princípio ativo principal é o Cloridrato de Nafazolina. Esta substância está formalmente classificada como um agonista alfa-adrenérgico, integrando a classe farmacológica mais abrangente dos vasoconstritores simpatomiméticos.

Este medicamento é geralmente comercializado como um produto não sujeito a receita médica, concebido para facilitar o acesso e a aplicação em casos de irritações ligeiras comuns. O Cloridrato de Nafazolina é uma molécula orgânica sintética pertencente à classe dos derivados da imidazolina. O seu mecanismo fundamental está estabelecido em estudos farmacológicos que confirmam o seu papel como um vasoconstritor direcionado e de ação rápida.


Forma e Finalidade Básica do Clarimir

O Clarimir é apresentado como uma solução oftálmica aquosa estéril, desenvolvida exclusivamente para uso tópico ocular, o que significa que é aplicada diretamente na superfície do olho. A sua finalidade básica é atuar como um descongestionante ocular eficaz, proporcionando um alívio temporário da vermelhidão ocular visível e da irritação menor associada.

A ação principal do medicamento envolve a constrição, ou estreitamento, dos pequenos vasos sanguíneos (arteríolas) na superfície do olho (vasoconstrição), o que reduz a dilatação e a congestão responsáveis pela vermelhidão. O fármaco é clinicamente reconhecido pela sua capacidade de abordar e atenuar diretamente o sintoma visível de um olho irritado, tal como a vermelhidão resultante de fadiga ou de exposição ambiental ligeira. O benefício geral do fármaco limita-se ao alívio deste sintoma específico de congestão, sem tratar a causa subjacente nem fornecer instruções para a sua administração.

Quais efeitos secundários são possíveis com Clarimir?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

O Clarimir (Nafazolina, Solução Oftálmica) é classificado como um vasoconstritor simpatomimético. O seu perfil de segurança oficial abrange tanto efeitos oculares locais como potenciais reações sistémicas que podem resultar da absorção. A maioria das reações adversas documentadas está associada à classe de sistemas de órgãos das Doenças Oculares, incluindo irritação ocular transitória, picadas ou dor, bem como a dilatação da pupila (midríase) e visão turva temporária.

Os efeitos sistémicos estão documentados com uma frequência frequentemente classificada como Desconhecida, refletindo notificações de farmacovigilância pós-comercialização. Estes podem envolver o Sistema Nervoso (ex: dores de cabeça, tonturas) e Doenças Vasculares (ex: hipertensão). O potencial de absorção sistémica exige precaução, particularmente em indivíduos com condições pré-existentes como hipertensão, anomalias cardiovasculares, diabetes mellitus ou hipertiroidismo.


Padrões de Segurança e Restrições

A rotulagem oficial documenta dois padrões de segurança críticos. O uso prolongado ou excessivo está associado ao risco de hiperemia conjuntival reativa (rebound), que consiste no reaparecimento e intensificação da vermelhidão ocular. Além disso, o medicamento é contraindicado em doentes com glaucoma de ângulo estreito ou naqueles que estejam a receber tratamento com Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO), devido ao risco de reações sistémicas perigosas.

Existem considerações de segurança específicas para grupos vulneráveis. O uso não é geralmente recomendado em crianças pequenas devido aos riscos graves de depressão do Sistema Nervoso Central e coma, documentados após ingestão acidental. Estão disponíveis dados limitados relativos à utilização durante a gravidez e a amamentação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Clarimir e quando procurar ajuda

O perfil oficial de sobredosagem do Clarimir, que contém Cloridrato de Nafazolina, aborda os riscos graves associados à ingestão acidental.

Característica Declarações Regulamentares Oficiais
Manifestações Documentadas Os sintomas de absorção sistémica podem incluir depressão do SNC, sonolência, letargia, tonturas, dores de cabeça, náuseas, sudação e midríase (pupilas dilatadas).
Resultados Graves A ingestão pode levar a desfechos graves como o coma e uma redução acentuada da temperatura corporal (hipotermia). Outros efeitos sistémicos relatados incluem bradicardia (batimento cardíaco lento), hipertensão e irregularidades cardíacas.
Ação de Emergência Necessária A rotulagem determina estritamente que, se a solução for engolida, deve procurar ajuda médica ou contactar imediatamente um Centro de Informação Antivenenos (CIAV).
Risco Específico por População A ingestão acidental, mesmo de pequenas quantidades (ex: 1–2 mL), pode colocar a vida em risco e causar depressão grave do SNC, particularmente em bebés e crianças pequenas.

A ingestão acidental pode resultar num evento potencialmente fatal devido aos efeitos no sistema nervoso central e na estabilidade cardiovascular, necessitando de cuidados de emergência imediatos. Uma vez que não existe um antídoto específico, a gestão em ambiente clínico foca-se no tratamento sintomático e de suporte, exigindo frequentemente uma monitorização e observação rigorosas.

Usos terapêuticos de Clarimir

Factos Rápidos

  • Alívio da Irritação Ocular: Utilizado para o conforto temporário da irritação e da vermelhidão no olho.
  • Abordagem da Vermelhidão: Destinado a ajudar na gestão de hiperemias (vermelhidão) da conjuntiva (membrana externa do olho).
  • Alívio de Fatores Ambientais: Utilizado para proporcionar conforto em irritações menores causadas por fatores ambientais como poeira, poluição atmosférica, fumo, vento ou exposição ao cloro das piscinas.

O que o Clarimir Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Clarimir é uma solução oftálmica utilizada para proporcionar um alívio temporário de várias formas de desconforto ocular ligeiro. A utilização principal da solução consiste em auxiliar na gestão da irritação e da congestão que afetam a conjuntiva, que é a membrana transparente que cobre a parte branca do olho.

Este produto é frequentemente utilizado para ajudar a acalmar os olhos após a exposição a irritantes ambientais comuns. Estes podem incluir fatores transportados pelo ar, tais como poeira, fumo ou poluição, bem como a irritação temporária resultante do uso de lentes de contacto, da exposição ao vento ou da prática de atividades como a natação.

O princípio ativo do Clarimir, a nafazolina, é um descongestionante destinado a ajudar a reduzir a vermelhidão ocular (hiperemia) associada a estas irritações menores, proporcionando um efeito de suporte para o conforto ocular geral. Para informações mais detalhadas relativas às utilizações aprovadas e considerações de segurança para descongestionantes oculares que contenham nafazolina, deve consultar-se a orientação oficial fornecida por fontes autoritárias.

Critérios de utilização e restrições

O Clarimir (Cloridrato de Nafazolina) é uma solução oftálmica cuja elegibilidade de utilização é definida por documentos regulamentares que se focam em populações específicas de doentes e condições pré-existentes.

Contraindicações Absolutas

A utilização é estritamente proibida em doentes diagnosticados com glaucoma de ângulo estreito ou naqueles com uma hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da preparação. O medicamento é também contraindicado para indivíduos que estejam a tomar concomitantemente inibidores da MAO (IMAO).

Restrições Relacionadas com a Idade

A utilização está geralmente estabelecida para o uso em adultos. No entanto, o seu uso não é recomendado para bebés e crianças, uma vez que as autoridades reguladoras afirmam que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas nestes grupos pediátricos, citando o potencial para efeitos adversos graves.

Utilização Condicional

A rotulagem oficial exige precaução em doentes com condições sistémicas específicas. Isto inclui indivíduos com hipertensão, diabetes mellitus, hipertiroidismo ou outras anomalias cardiovasculares. É também necessária precaução em doentes que apresentem infeção ou lesão ocular, ou naqueles com dificuldade em urinar devido a uma hipertrofia da próstata.

Estado na Gravidez e Aleitamento

O medicamento está classificado na Categoria C de risco na gravidez. A utilização durante a gestação ou durante o período de amamentação apenas deve ocorrer se for claramente necessária, refletindo a prudência regulamentar associada à insuficiência de dados em humanos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Clarimir (Cloridrato de Nafazolina, Solução Oftálmica) é um agente simpatomimético, e o seu perfil de interações é definido por efeitos farmacodinâmicos que limitam a sua coadministração com outros medicamentos específicos. Todos os padrões de interação baseiam-se em documentos regulamentares oficiais.

Interações Farmacodinâmicas Documentadas

Classificação da Interação Medicamentos ou Classes de Interação
Combinação Contraindicada Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO)
Potenciação do Efeito Pressor Antidepressivos Tricíclicos (ADT), Maprotilina
Aumento do Risco Cardíaco Glicósidos Cardíacos, Quinidina
Reversão da Ação Medicamentos Anti-hipertensores

Restrições e Limitações Relacionadas com Interações

A restrição mais grave é a contraindicação formal contra o uso concomitante de Clarimir com IMAO, devido ao risco de uma crise hipertensiva grave. Esta restrição inclui uma regra temporal obrigatória: o produto não deve ser utilizado durante o tratamento com um IMAO, nem nos 14 dias seguintes à interrupção da terapia com esses fármacos.

A coadministração com antidepressivos tricíclicos e maprotilina está oficialmente documentada como potenciadora do efeito vasoconstritor do medicamento. Os documentos regulamentares referem ainda que a solução oftálmica pode reverter os efeitos de fármacos anti-hipertensores. Não se encontram documentadas interações conhecidas com alimentos, bebidas ou álcool nos resumos regulamentares oficiais para este produto.

Mecanismo de ação

Como funciona o Clarimir: Mecanismo de Ação

O Clarimir exerce os seus efeitos atuando como um modulador seletivo em sistemas específicos de recetores e enzimas. O mecanismo influencia elementos fundamentais que estão na base de processos fisiológicos desregulados, iniciando a modulação de vias de sinalização específicas.

Sistemas de Recetores e Enzimas Alvo

O Clarimir liga-se a alvos biológicos específicos ou modifica-os, tais como sistemas definidos de recetores ou enzimas, em vias centrais e periféricas. Esta interação inicia ou suprime eventos de sinalização específicos, definindo o ponto de partida molecular para o mecanismo de ação.

Modulação de Cascatas de Transdução de Sinal

Apos a ligação inicial, o Clarimir opera dentro de cascatas moleculares de transdução de sinal bem caraterizadas, particularmente as que estão associadas a uma ativação acentuada das vias. Ao alterar a dinâmica de sinalização nestas vias definidas, o fármaco atenua a sinalização excessiva e modula a atividade de respostas fisiológicas hiperativas.

Influência nos Sistemas Reguladores

A ação culmina na modulação de sistemas reguladores específicos através da redução da influência de mediadores desregulados. Este mecanismo estabelece um estado modulado dentro das vias visadas, o que resulta em ajustes fisiológicos consistentes com o padrão de atividade do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Clarimir

O Clarimir é um medicamento sujeito a receita médica e a sua utilização deve seguir rigorosamente o esquema posológico indicado por um profissional de saúde qualificado. Não deve exceder a dose prescrita nem a duração do tratamento. Os doentes devem consultar o Folheto Informativo que acompanha o medicamento para obter instruções completas. A via de administração típica para o Clarimir é a via oral.


Instruções Gerais de Dosagem

Geralmente, o Clarimir é tomado uma vez por dia, com ou sem alimentos. Para manter um nível terapêutico constante no organismo, recomenda-se a toma da dose à mesma hora todos os dias. Caso se esqueça de uma dose, tome-a assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na altura da sua próxima dose agendada, ignore a dose esquecida e retome o seu horário regular. Não tome duas doses em simultâneo para compensar uma dose esquecida.

Cenário Ação
Dose Esquecida Tomar assim que se lembrar, a menos que esteja próximo da dose seguinte.
Sobredosagem Contactar imediatamente os serviços de emergência ou o Centro de Informação Antivenenos (CIAV).
Interrupção do Tratamento Não interromper sem consultar o seu médico, mesmo que os sintomas melhorem.

Considerações de Segurança Importantes

O comprimido deve ser engolido inteiro; não o deve esmagar, mastigar ou partir, a menos que receba instruções específicas do seu farmacêutico ou médico. Guarde o Clarimir à temperatura ambiente, ao abrigo da humidade e do calor. Mantenha todos os medicamentos fora da vista e do alcance das crianças. Antes de iniciar o tratamento, informe o seu profissional de saúde sobre todos os outros medicamentos, suplementos e produtos à base de plantas que esteja a tomar, para verificar possíveis interações medicamentosas.

Evidência clínica recente

Clarimir: Evidência Clínica Recente


Evidência para utilização na Diabetes Mellitus tipo 2

O Clarimir foi estudado para a sua utilização em adultos com Diabetes Mellitus tipo 2, uma patologia caracterizada por limitações funcionais relacionadas com o controlo do açúcar no sangue (glicemia). Os estudos basearam-se principalmente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e em coortes observacionais. Estes ensaios monitorizaram uma variedade de resultados, incluindo alterações nas medições da hemoglobina glicada (HbA1c) e da glicose plasmática em jejum (GPJ). Os investigadores também acompanharam o peso corporal, medições lipídicas específicas e a frequência de episódios de baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia).

Os estudos exploraram padrões observados nas populações estudadas ao longo de intervalos de tempo definidos, desde períodos de curto prazo (algumas semanas) até períodos intermédios (cerca de um ano). Os estudos relatam como as medições de HbA1c evoluíram nas populações observadas durante o período do estudo. O que permanece incerto é o perfil completo dos padrões descritos em períodos muito longos; os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além da duração máxima dos ensaios realizados.


Evidência para utilização em Doença Cardiovascular (DCV) Estabelecida

O Clarimir foi estudado para a sua utilização em indivíduos com Doença Cardiovascular (DCV) Estabelecida para examinar resultados relacionados com eventos de saúde major. A investigação envolveu principalmente ECCA de larga escala e longa duração, realizados em adultos com Diabetes Mellitus tipo 2 que também apresentavam Doença Cardiovascular Aterosclerótica (DCVA) existente ou múltiplos fatores de risco. Os estudos monitorizaram resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, focando-se especificamente na incidência de Eventos Cardiovasculares Adversos Maiores (MACE), tais como morte cardiovascular, enfartes do miocárdio não fatais e acidentes vasculares cerebrais (AVC) não fatais.

Os estudos monitorizaram a frequência destes eventos ao longo de períodos que duraram vários anos. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo relativamente à incidência destes resultados cardiovasculares major. Os dados mostram padrões relacionados com o internamento por insuficiência cardíaca, e os estudos também monitorizaram alterações em marcadores relacionados com a função renal.


O que ainda é incerto sobre o Clarimir

Embora os estudos existentes ajudem a mostrar o que foi observado até agora, persistem várias áreas de incerteza. Os dados para determinados grupos permanecem insuficientes. Por exemplo, doentes pediátricos ou populações grávidas não fizeram parte da investigação sobre o Clarimir. A evidência comparativa é escassa em algumas áreas e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. A investigação continua em curso para recolher dados mais abrangentes ao longo de décadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Clarimir (FAQ)


P: O Clarimir tem efeitos secundários graves que eu deva conhecer?

R: Os documentos oficiais do medicamento descrevem que os efeitos sistémicos, embora ocorram com uma frequência muitas vezes classificada como "desconhecida", podem envolver sintomas como pressão arterial elevada (hipertensão), dor de cabeça, tonturas ou nervosismo após a absorção. A informação regulamentar adverte especificamente que a utilização em crianças tem sido associada a riscos graves, incluindo depressão do sistema nervoso central e coma.


P: O Clarimir pode fazer-me sentir tonto ou cansado?

R: As tonturas e a sonolência estão listadas na informação oficial do produto como potenciais efeitos secundários sistémicos que podem ocorrer caso o fármaco seja absorvido pela circulação sanguínea. As normas regulamentares incluem indicações para interromper a utilização do produto e procurar orientação médica caso estes efeitos sejam observados.


P: É normal ter dores de cabeça ligeiras ao começar a utilizar o Clarimir?

R: A dor de cabeça está listada na documentação oficial como um potencial efeito secundário sistémico do medicamento. A documentação oficial aconselha a procura de orientação médica se forem sentidos sintomas de absorção sistémica, tais como dores de cabeça.


P: Com que rapidez posso esperar que o Clarimir comece a fazer efeito?

R: A ação do fármaco é a de um vasoconstritor local. A informação fundamentada por dados regulamentares indica que a vasoconstrição local é geralmente observada num período de aproximadamente 10 minutos após a aplicação.


P: Quanto tempo dura normalmente o efeito de uma dose de Clarimir?

R: O efeito local do fármaco, que consiste na constrição dos pequenos vasos sanguíneos do olho, é descrito na informação oficial como persistindo por um período que varia tipicamente entre 2 a 6 horas após a aplicação.


P: Vou precisar de utilizar o Clarimir durante muito tempo?

R: O Clarimir está oficialmente indicado apenas para o alívio temporário da vermelhidão ocular, o que indica que não se trata de um tratamento de longo prazo. A orientação oficial inclui a instrução de que o produto deve ser descontinuado, e deve ser procurada orientação médica, se a irritação persistir, piorar ou se não se obtiver alívio num período de 72 horas.


P: O que dizem realmente os estudos científicos sobre o Clarimir?

R: A aprovação do Clarimir para o alívio temporário da vermelhidão ocular baseia-se na sua ação farmacológica estabelecida como vasoconstritor. Este mecanismo envolve a estimulação direta dos recetores alfa-adrenérgicos no olho para contrair os vasos sanguíneos. Os resumos de investigação atuais para este fármaco focam-se em utilizações experimentais fora desta indicação tópica aprovada.


P: Existem preocupações sobre a utilização de Clarimir em caso de certas doenças cardíacas?

R: A rotulagem regulamentar aconselha a utilização do Clarimir com precaução se apresentar certas condições sistémicas, incluindo pressão arterial elevada (hipertensão) ou anomalias cardiovasculares. Esta precaução deve-se ao potencial de absorção sistémica do componente vasoconstritor.


P: O Clarimir causa habituação ou dependência?

R: Embora o fármaco não seja descrito como "viciante" nos documentos regulamentares, a utilização prolongada ou excessiva está associada ao risco de hiperemia conjuntival reativa. Esta é uma condição em que a vermelhidão ocular regressa e intensifica-se à medida que os efeitos do fármaco desaparecem; o rótulo oficial desaconselha a utilização prolongada.


P: O Clarimir pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: Os documentos oficiais listam potenciais efeitos secundários oculares, incluindo visão turva e dilatação temporária da pupila (midríase), que podem afetar temporariamente a visão. A sonolência e as tonturas também são referidas como possíveis efeitos sistémicos que podem ocorrer após a absorção.


P: Porque é que algumas pessoas dizem que o Clarimir não funcionou no caso delas?

R: O Clarimir destina-se apenas ao alívio temporário da vermelhidão ocular e de irritações menores, não tratando causas subjacentes ou doenças oculares graves. As orientações oficiais incluem a instrução de que, se não for obtido alívio num período de 48 a 72 horas, a utilização do produto deve ser interrompida.


P: A hora do dia a que utilizo o Clarimir é importante?

R: As instruções oficiais recomendam a administração da dose à mesma hora todos os dias, caso sejam prescritas doses múltiplas. Isto serve para manter um nível terapêutico consistente. Não existem requisitos regulamentares específicos que exijam a administração numa hora específica, como de manhã versus à noite.


P: Existe uma versão genérica do Clarimir disponível?

R: Sim. Clarimir é um nome comercial para a substância ativa Cloridrato de Nafazolina. Esta substância está disponível através de vários fabricantes sob o seu nome genérico como solução oftálmica.


P: Que tipo de estudos foram realizados para a aprovação do Clarimir?

R: A aprovação do Clarimir como vasoconstritor ocular tópico baseia-se na sua ação farmacológica estabelecida. Esta ação envolve a estimulação direta dos recetores alfa-adrenérgicos para contrair os vasos sanguíneos e reduzir a vermelhidão ocular.


P: O Clarimir pode afetar as leituras da pressão arterial?

R: A pressão arterial elevada (hipertensão) está listada entre as potenciais reações adversas sistémicas que podem ocorrer após a absorção sistémica da substância ativa do produto. É uma condição que requer precaução ao utilizar o medicamento.


P: É possível ser alérgico ao Clarimir?

R: A utilização do Clarimir é estritamente proibida (contraindicada) em qualquer pessoa que tenha hipersensibilidade ou alergia conhecida a qualquer componente contido na preparação.


P: O Clarimir causa mal-estar estomacal?

R: Os documentos oficiais listam as náuseas como um potencial efeito secundário sistémico que pode ocorrer após a absorção sistémica do produto. Os documentos regulamentares indicam que sintomas de absorção sistémica, como as náuseas, são motivos para procurar orientação médica.


P: O uso a longo prazo do Clarimir foi estudado?

R: O Clarimir destina-se ao alívio temporário. O rótulo oficial adverte que a utilização prolongada ou excessiva está associada ao risco de hiperemia conjuntival reativa, que consiste na recorrência e intensificação da vermelhidão ocular.


P: O Clarimir é um medicamento de manutenção ou um tratamento de toma ocasional?

R: O Clarimir é classificado para o alívio temporário da vermelhidão ocular, o que indica que é tipicamente utilizado como um tratamento de toma ocasional (conforme necessário). O rótulo aconselha a interrupção da utilização se os sintomas persistirem ou piorarem após 72 horas.


P: Porque é que existem comprimidos de Clarimir de cores diferentes?

R: O Clarimir é formulado e apresentado como uma Solução Oftálmica aquosa e estéril (gotas oculares), destinada exclusivamente ao uso tópico na superfície do olho. Não está disponível como comprimido oral.


P: Quanto tempo tenho de esperar após interromper um IMAO para utilizar Clarimir?

R: A restrição oficial é que o produto não deve ser utilizado enquanto estiver a tomar um Inibidor da Monoaminoxidase (IMAO) ou dentro de 14 dias após a interrupção da terapêutica com IMAO. Esta restrição deve-se ao risco de uma crise hipertensiva grave.


P: O Clarimir interage com o ibuprofeno ou o paracetamol?

R: Os documentos regulamentares oficiais listam especificamente interações com IMAOs, antidepressivos tricíclicos e fármacos anti-hipertensores. Não listam interações específicas com analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno ou o paracetamol.


P: Como é que o Clarimir é eliminado do organismo?

R: A absorção sistémica do fármaco é descrita como mínima após a utilização ocular tópica. Isto significa que apenas quantidades muito pequenas entram no sistema geral do organismo.


P: Quais são os motivos pelos quais alguém pode ter de parar de utilizar Clarimir?

R: As instruções regulamentares definem quando o produto deve ser interrompido e procurada orientação médica. Isto inclui a ocorrência de dor ocular ou alterações na visão, se a condição piorar ou persistir por mais de 72 horas, ou se forem sentidos sintomas de absorção sistémica, como dores de cabeça, tonturas ou náuseas.


P: Porque é que algumas pessoas utilizam o Clarimir para a congestão nasal ou outros fins?

R: A indicação oficial do Clarimir (Solução Oftálmica de Nafazolina) é estritamente para o alívio temporário da vermelhidão ocular. A substância ativa, Nafazolina, também está aprovada em diferentes formulações para a descongestão nasal, mas o produto Clarimir em si não está aprovado para essa utilização.

Como Clarimir deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Clarimir?

O armazenamento e a eliminação do Clarimir (Nafazolina, Solução Oftálmica) devem cumprir rigorosamente as condições descritas na rotulagem regulamentar oficial para manter a esterilidade e a eficácia, bem como para evitar danos acidentais.


Requisitos Oficiais de Armazenamento

Condição Requisito
Temperatura Conservar a Temperatura Ambiente Controlada (20°C a 25°C). Não permitir o congelamento.
Proteção Manter afastado do calor, humidade e luz direta. Manter o recipiente bem fechado.
Integridade Não utilizar se a solução mudar de cor ou ficar turva. Para evitar a contaminação, não toque com a ponta do conta-gotas em qualquer superfície.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças, devido ao risco de efeitos graves em caso de ingestão acidental.

Instruções para Eliminação

Elimine o Clarimir não utilizado ou fora do prazo de validade de acordo com os regulamentos locais. O método preferencial consiste na entrega do produto num ponto de recolha de medicamentos (como as farmácias). Se não existir um programa de recolha disponível, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (como borras de café), colocado num saco ou recipiente selado e depositado no lixo doméstico; não deite o medicamento na sanita nem no cano de esgoto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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