Cinarzin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Cinarzin

O que é o Cinarzin?

O Cinarzin é um medicamento que contém a substância ativa cinarizina, classificada como um antagonista dos canais de cálcio e um anti-histamínico com propriedades antivertiginosas. Este fármaco é habitualmente utilizado para o controlo e alívio de sintomas associados a perturbações do equilíbrio e problemas circulatórios.

A sua principal função consiste em inibir a contração das células musculares lisas dos vasos sanguíneos, o que ajuda a melhorar a microcirculação em diversas partes do corpo. Adicionalmente, atua no sistema vestibular do ouvido interno, reduzindo a excitabilidade dos recetores que enviam sinais de movimento ao cérebro.

Devido a estas propriedades, o Cinarzin é frequentemente prescrito para o tratamento de manutenção de sintomas labirínticos, tais como tonturas, vertigens, zumbidos nos ouvidos (acufenos) e náuseas ou vómitos de origem vestibular. É também utilizado na prevenção do enjoo provocado pelo movimento (cinetose) e no auxílio ao tratamento de sintomas decorrentes de alterações na circulação periférica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Cinarzin?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção detalha as reações adversas documentadas e as características de segurança da cinarizina.

Reações Adversas Oficiais por Frequência

As reações adversas são classificadas com base na taxa de ocorrência estimada, derivada de ensaios clínicos e da vigilância pós-comercialização.

Categoria de Frequência Classes de Sistemas de Órgãos Reações Adversas
Comuns (1 em 100 a 1 em 10) Sistema Nervoso Sonolência
Gastrointestinal Náuseas, Dispepsia
Exames Complementares de Diagnóstico Aumento de peso
Pouco Frequentes (1 em 1.000 a 1 em 100) Gastrointestinal Vómitos, Dor abdominal superior
Pele e Tecido Subcutâneo Hiperidrose (Excesso de transpiração)
Perturbações Gerais Fadiga
Frequência Desconhecida (Não pode ser estimada) Sistema Nervoso Distúrbios extrapiramidais, Parkinsonismo, Tremor
Hepatobiliar Icterícia colestática
Pele e Tecido Subcutâneo Lúpus Eritematoso Cutâneo Subagudo (LECS)

Considerações de Segurança para Populações Específicas

As informações de segurança incluem avisos específicos para determinados grupos de doentes:

  • Adultos Mais Velhos: O risco de desenvolver síndromes extrapiramidais (como o Parkinsonismo) é superior, particularmente com a utilização prolongada de cinarizina.
  • Doença de Parkinson: O medicamento deve ser utilizado com cuidado, uma vez que pode agravar esta condição.
  • Gravidez e Aleitamento: A segurança nestes períodos não foi estabelecida, pelo que a sua utilização geralmente não é recomendada.
  • Porfiria: A utilização de cinarizina deve ser evitada em indivíduos com esta condição.

Restrições e Notas de Segurança

Existem limitações específicas assinaladas na informação de prescrição:

  • Interferência com Diagnósticos: Devido às suas propriedades, o medicamento pode interferir com os resultados de indicadores de reatividade dérmica (testes de alergia) se for tomado nos quatro dias anteriores à realização dos testes.
  • Conforto Gastrointestinal: A toma do medicamento após as refeições pode ajudar a mitigar qualquer potencial desconforto epigástrico.
  • Sedação: Os efeitos sedativos da cinarizina podem ser potenciados pela utilização concomitante de álcool ou de outros depressores do sistema nervoso central.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A suspeita de uma sobredosagem com Cinarzin é uma questão de segurança grave que exige atenção médica imediata. Esta necessidade baseia-se em relatos documentados de desfechos severos, incluindo a ocorrência de convulsões e casos fatais após a exposição isolada ou em combinação com outros fármacos.

As manifestações clínicas de sobredosagem oficialmente documentadas envolvem primordialmente um espectro grave de efeitos no sistema nervoso central (SNC). Estas manifestações incluem alterações na consciência, variando entre a sonolência e o estupor até ao coma profundo. Outros sinais documentados incluem vómitos, sintomas extrapiramidais (distúrbios do movimento involuntário) e hipotonia generalizada (baixo tónus muscular).

As crianças pequenas são identificadas especificamente como uma população suscetível ao desenvolvimento de convulsões em cenários de sobredosagem. Quando se suspeita de uma sobredosagem, as orientações recomendam o contacto com um centro de informação antivenenos para obter recomendações imediatas de gestão. O tratamento é definido estritamente como cuidados sintomáticos e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico. Para ingestões potencialmente tóxicas, a administração de carvão ativado pode ser considerada, desde que seja administrado no prazo de uma hora após a exposição. Poderá ser necessária monitorização em ambiente hospitalar para detetar complicações neurológicas.

Usos terapêuticos de Cinarzin

A cinarizina é um medicamento indicado primordialmente para tratar perturbações vestibulares e para a profilaxia do enjoo provocado pelo movimento (cinetose).

Informações Rápidas

  • Utilizações Principais: Gestão de sintomas relacionados com o equilíbrio e problemas no ouvido interno.
  • Sintomas Chave: Ajuda a aliviar sensações de tontura, vertigem e a sensação de rotação.
  • Outros Benefícios: Pode auxiliar na redução de desconfortos associados, como náuseas e vómitos.
  • Prevenção: Pode ser utilizado para apoiar o controlo do enjoo de movimento durante viagens.

O medicamento é utilizado para gerir sintomas associados a problemas de equilíbrio, tais como os presentes na Doença de Menière. Estes sintomas podem incluir o zumbido persistente nos ouvidos (acufenos ou tinnitus), tonturas e o movimento involuntário dos olhos conhecido como nistagmo. Ao interagir com vias específicas envolvidas nos mecanismos de equilíbrio do ouvido interno, a cinarizina trabalha no sentido de atenuar estes desconfortos associados. Os doentes que tomam este medicamento podem observar uma melhoria na capacidade de realizar atividades ao apoiar o controlo de episódios de vertigem severa.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Cinarzin (cinarizina) é definida por normas que determinam quem pode ou não utilizar o medicamento. Estas regras estão categorizadas por proibições absolutas, idade e condições médicas pré-existentes.

Estado de Elegibilidade População/Condição
Contraindicado (Não Deve Utilizar) Hipersensibilidade (alergia) conhecida à cinarizina ou aos seus excipientes; doentes diagnosticados com Porfiria.
Uso Condicional ou Restrito Doentes com doença de Parkinson (o uso requer uma avaliação rigorosa em que as vantagens terapêuticas devem superar o risco de agravamento dos sintomas); indivíduos com insuficiência hepática (fígado) ou renal (rim) (devem utilizar com cuidado).
Não Recomendado Mulheres grávidas e mulheres em período de aleitamento (devido à ausência de dados de segurança estabelecidos).
Limites de Idade Geralmente permitido para Adultos. A utilização pediátrica tem restrições, com uma idade mínima elegível típica entre os 5 e os 8 anos para certas indicações. O uso em recém-nascidos também não é recomendado.

As informações técnicas indicam igualmente que o uso pode ser restrito em condições como o Glaucoma de Ângulo Estreito e distúrbios que causem retenção urinária. Os critérios rigorosos de elegibilidade garantem que o medicamento seja reservado apenas para populações de doentes onde a sua utilização é considerada aceitável ou condicionalmente aceitável.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A cinarizina interage com diversas classes de medicamentos, principalmente devido às suas propriedades depressoras do sistema nervoso central (SNC) e antimuscarínicas.

Interações Medicamentosas Potenciais

Categoria do Produto Interativo Mecanismo e Resultado da Interação
Depressores do SNC (ex.: Álcool, Barbitúricos, Analgésicos Opioides, Hipnóticos, Sedativos Ansiolíticos, Antipsicóticos, Antidepressivos Tricíclicos) Sedação Aditiva: O uso concomitante pode potenciar (aumentar) os efeitos sedativos de qualquer um destes medicamentos ou da cinarizina, levando ao aumento da sonolência, dificuldade de concentração e redução do estado de alerta. Recomenda-se evitar a ingestão simultânea de álcool.
Fármacos Antimuscarínicos (ex.: Atropina, alguns Antidepressivos, certos Antieméticos) Efeitos Antimuscarínicos Aditivos: O uso combinado pode resultar numa sobrecarga de efeitos secundários antimuscarínicos, tais como secura na boca e dificuldade em urinar.
Fármacos Ototóxicos (ex.: Antibióticos Aminoglicosídeos) Mascaramento de Sintomas: A cinarizina pode ocultar os sinais de alerta iniciais de ototoxicidade (danos no ouvido) causados por estes fármacos. Isto pode levar a um atraso no reconhecimento dos danos.
Medicamentos que reduzem o limiar convulsivo (ex.: Tramadol) Efeitos Aditivos: O uso concomitante pode resultar em efeitos aditivos, reduzindo ainda mais o limiar convulsivo.

Interações com Testes Cutâneos

Como anti-histamínico, a cinarizina pode impedir uma reação que, de outro modo, seria positiva aos indicadores de reatividade dérmica. Pode ser necessário interromper a utilização vários dias antes (por exemplo, quatro dias) de quaisquer testes de alergia cutânea planeados, de modo a garantir resultados precisos.

Mecanismo de ação

A cinarizina atua como um antagonista não seletivo dos canais de cálcio do tipo L e do tipo T dependentes da voltagem, afetando primordialmente as células musculares lisas vasculares e as células sensoriais ciliadas no labirinto do ouvido interno. Ao inibir o influxo transmembranar de iões de cálcio (Ca^2+) para o interior destas células, a cinarizina reduz a concentração intracelular de cálcio necessária para a contração e para a libertação de neurotransmissores.

Na vasculatura, este bloqueio dos canais de cálcio leva ao vasorrelaxamento e a um aumento do fluxo sanguíneo microcirculatório, particularmente nos sistemas cerebral e labiríntico. No aparelho vestibular, a redução da entrada de Ca^2+ modula a excitabilidade e a sinalização aferente das células sensoriais ciliadas, interferindo assim com a transmissão de sinais para os núcleos vestibulares centrais.

A cinarizina também funciona como um antagonista competitivo nos recetores da Histamina H1 e, em menor grau, nos recetores muscarínicos da acetilcolina e nos recetores da Dopamina D2 no sistema nervoso central. O antagonismo H1 contribui para a supressão vestibular central. Os efeitos combinados nos canais de cálcio e nos múltiplos sistemas de neurotransmissores resultam numa modificação multimodal da excitabilidade celular e da dinâmica circulatória nos tecidos alvo.

Informações sobre dosagem e administração

A administração da cinarizina é padronizada pela via oral, utilizando habitualmente formulações em comprimidos ou cápsulas, devendo ser tomada preferencialmente após as refeições para mitigar um potencial desconforto epigástrico. Dependendo da formulação específica, os comprimidos podem ser chupados, mastigados ou deglutidos inteiros com água.

O esquema posológico estabelecido é segmentado por utilização. Para perturbações do equilíbrio e vertigens em adultos, o regime padrão é geralmente de 25 mg administrados três vezes ao dia, em doses divididas. A ingestão diária máxima recomendada não deve exceder os 225 mg. Para a profilaxia do enjoo de movimento, uma dose inicial de 25 mg a 50 mg é tomada 30 minutos a 2 horas antes da viagem, seguida de doses repetidas de 25 mg a cada 6 ou 8 horas durante uma jornada prolongada.

Existem regras específicas que regem a utilização em populações e contextos particulares. Às crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 12 anos é geralmente administrada aproximadamente metade da dose do adulto, tanto para a utilização de manutenção como para a profilaxia do enjoo de movimento. Embora as reduções de dose explícitas não estejam uniformemente definidas em todos os folhetos, o medicamento deve ser utilizado com cuidado em doentes que apresentem compromisso renal ou hepático. Adicionalmente, o fármaco deve ser suspenso durante pelo menos quatro dias antes de quaisquer testes cutâneos agendados, uma vez que pode interferir com os indicadores de reatividade dérmica.

Evidência clínica recente

Cinarizina: Evidência Clínica Recente

Evidência para o uso na Vertigem e Distúrbios do Equilíbrio

A investigação tem explorado a cinarizina no contexto da vertigem vestibular e de problemas de equilíbrio, incluindo sintomas semelhantes aos da doença de Menière, recorrendo principalmente a Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e revisões sistemáticas em adultos. Os estudos monitorizaram a evolução dos sintomas através de pontuações compostas de vertigem e de resultados relatados pelos doentes durante períodos de curto prazo. Uma parte significativa da evidência recente envolve a cinarizina como parte de uma combinação de dose fixa com outro agente antivertiginoso, enquanto os dados relativos à cinarizina utilizada em monoterapia dependem, em grande parte, de estudos clínicos históricos e amplamente referenciados.

Evidência para a Prevenção do Enjoo de Movimento (Cinatose)

A cinarizina foi avaliada em estudos para a profilaxia do enjoo de movimento, que analisaram padrões de sintomas agudos de curto prazo. Esta investigação, que inclui estudos controlados por placebo, focou-se na prevenção de sintomas centrais, tais como náuseas e vómitos, em adultos saudáveis e crianças com mais de cinco anos. Esta base de evidência é frequentemente citada em documentos regulamentares, embora existam poucos estudos modernos de grande escala que examinem a cinarizina em comparação com tratamentos mais recentes para o enjoo de movimento.

Resultados a Longo Prazo e Duração do Acompanhamento nos Estudos

As durações do acompanhamento nos principais ensaios clínicos para ambas as indicações foram limitadas, variando tipicamente até aos 60 dias. Por conseguinte, existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo e a durabilidade da resposta. A investigação oferece uma perspetiva sobre as alterações a curto prazo, mas os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos.

Investigação em Grupos Específicos de Doentes

A cinarizina foi avaliada em populações que incluíram maioritariamente adultos. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes; por exemplo, estão disponíveis poucos dados específicos relativos à evidência consistente da cinarizina em indivíduos muito idosos ou em doentes com inúmeras comorbilidades. As conclusões relativas a crianças para a prevenção do enjoo de movimento baseiam-se frequentemente em amostras de menor dimensão e em diferentes desenhos de estudo.

O que ainda é Incerto sobre a Base de Evidência

A qualidade global da evidência varia entre os estudos. As limitações incluem a forte dependência de dados derivados da combinação de dose fixa para a vertigem e a dependência de investigação histórica para o enjoo de movimento. As dimensões das amostras foram modestas nalguns ensaios fundamentais, o que significa que a evidência contribui para o panorama geral, mas não determina se um indivíduo irá responder de forma semelhante.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Cinarzin (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Cinarzin a começar a fazer efeito?

R: Estudos e informações oficiais indicam que a cinarizina é tipicamente absorvida poucas horas após a administração oral. As concentrações máximas no organismo são geralmente atingidas entre 2 a 4 horas após a toma. Por este motivo, as orientações oficiais para a prevenção do enjoo de movimento sugerem frequentemente que a dose inicial ocorra antes do início da viagem.

P: Existem preocupações de saúde a longo prazo associadas à utilização de Cinarzin?

R: Os documentos regulamentares incluem uma advertência específica quanto à exposição prolongada, particularmente em adultos mais velhos. Os relatórios indicam um risco acrescido de desenvolvimento de sintomas extrapiramidais (distúrbios do movimento, como parkinsonismo e tremores), especialmente em idosos quando o fármaco é utilizado por períodos prolongados. As informações oficiais do produto destacam esta preocupação nas suas advertências de segurança.

P: Posso utilizar Cinarzin se também tomar um medicamento para a tensão arterial?

R: Embora a cinarizina seja classificada como um bloqueador dos canais de cálcio, os dados oficiais sugerem que não foi demonstrada uma redução significativa da pressão arterial. No entanto, os profissionais de saúde são aconselhados a utilizar o medicamento com precaução em doentes hipotensos (pessoas com tensão arterial baixa).

P: O Cinarzin pode ser tomado por idosos?

R: O Cinarzin pode ser utilizado por adultos mais velhos, mas recomenda-se cautela regulamentar. O risco de desenvolver efeitos secundários graves relacionados com o movimento, especificamente síndromes extrapiramidais, é reportado como sendo superior nos idosos, sobretudo quando o fármaco é utilizado por longos períodos. As orientações oficiais indicam que a utilização requer uma ponderação cuidadosa, particularmente no que diz respeito ao risco de efeitos secundários motores.

P: O Cinarzin é adequado para adolescentes?

R: Sim, a cinarizina é geralmente considerada adequada para adolescentes. As informações sobre a dosagem especificam frequentemente a utilização em adultos e crianças com mais de 12 anos, o que inclui o grupo demográfico dos adolescentes. As orientações oficiais sugerem habitualmente que estas crianças mais velhas sigam o regime posológico dos adultos.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados ao tomar Cinarzin?

R: As informações oficiais desaconselham a utilização concomitante de álcool, pois este pode aumentar os efeitos sedativos, levando a uma sonolência excessiva. Além disso, a cinarizina é geralmente recomendada para ser tomada após as refeições, de modo a ajudar a reduzir qualquer possível desconforto gastrointestinal.

P: O Cinarzin tem potencial de dependência?

R: A cinarizina não é tipicamente classificada como uma substância controlada pelos principais organismos reguladores que avaliam o potencial de abuso e dependência de fármacos. O medicamento não está vulgarmente associado aos riscos de habituação ou dependência que estão ligados a medicamentos controlados.

P: É verdade que o Cinarzin pode, por vezes, agravar sentimentos de depressão?

R: Embora seja pouco comum, os dados de segurança oficiais referem que foram descritos casos raros de sintomas neurológicos graves, conhecidos como sintomas extrapiramidais. Estes distúrbios do movimento são, por vezes, reportados como estando associados a sentimentos depressivos, particularmente em idosos durante tratamentos de longa duração.

P: Porque é que o Cinarzin é por vezes mencionado em relação à prevenção da enxaqueca?

R: As indicações regulamentares oficiais da cinarizina não incluem habitualmente a prevenção da enxaqueca. No entanto, o perfil do medicamento é semelhante ao de outros fármacos utilizados para este fim, e a investigação clínica publicada examinou a sua eficácia para a profilaxia (prevenção) de enxaquecas, particularmente em populações pediátricas.

P: O que acontece se eu me esquecer de tomar uma dose de Cinarzin?

R: As informações oficiais ao doente descrevem geralmente a toma da dose assim que se lembrar, a menos que a dose seguinte esteja próxima. As orientações regulamentares estipulam que se deve evitar compensar uma dose esquecida através da toma de duas doses ao mesmo tempo.

P: O que devo fazer se um efeito secundário do Cinarzin parecer invulgar?

R: As orientações oficiais indicam que os doentes devem contactar um profissional de saúde ou farmacêutico se qualquer efeito secundário se tornar persistente, incómodo ou não se resolver. Os doentes devem procurar assistência médica imediata em caso de sintomas sérios ou graves (por exemplo, sinais de problemas hepáticos ou reação alérgica grave).

P: É normal sentir tonturas ao começar a tomar Cinarzin?

R: Embora o Cinarzin seja utilizado para tratar condições que causam tonturas, alguns relatórios oficiais e experiências de doentes sugerem que o medicamento pode fazer com que se sinta tonto ao início. O efeito secundário comum de sonolência (somnolência) também pode contribuir para sensações iniciais de desequilíbrio.

P: Quanto tempo permanece o Cinarzin no organismo?

R: De acordo com os dados farmacocinéticos, a cinarizina tem uma semivida de aproximadamente 3 a 6 horas no organismo, o que significa que metade da concentração é eliminada durante este período. Para a prevenção do enjoo de movimento, isto alinha-se com os intervalos de toma sugeridos nas orientações oficiais para viagens prolongadas.

P: Existem diferentes dosagens de Cinarzin disponíveis?

R: Sim, os documentos regulamentares os mostram que estão comercialmente disponíveis diferentes dosagens de cinarizina em vários mercados globais. Embora os regimes posológicos possam basear-se em doses de 25 mg, o medicamento é habitualmente comercializado em comprimidos de 15 mg e 25 mg.

P: Qual é a duração máxima tipicamente recomendada para o uso de Cinarzin?

R: No tratamento de certas condições do ouvido interno, as diretrizes clínicas estabelecem frequentemente que os cursos de tratamento baseados em evidência, particularmente com combinações de dose fixa, são recomendados por uma duração de até 4 semanas. As orientações oficiais indicam que, se for necessária a utilização para além deste período de curto prazo, é habitualmente necessária uma reavaliação médica.

P: O Cinarzin pode ser utilizado para náuseas ou vómitos gerais?

R: Os documentos regulamentares oficiais indicam que a cinarizina está especificamente aprovada para o tratamento de náuseas e vómitos relacionados com o enjoo de movimento e distúrbios vestibulares (como a doença de Ménière). O uso para náuseas ou vómitos gerais que não estejam relacionados com o ouvido interno não é tipicamente listado como uma indicação oficial.

Como Cinarzin deve ser armazenado e descartado?

O Cinarzin deve ser conservado sob condições ambientais específicas para manter a sua eficácia, e a sua eliminação deve seguir as diretrizes regulamentares.

Domínio de Conservação/Eliminação Requisito Oficial
Temperatura e Luz Conservar a uma temperatura não superior a 30°C e proteger da luz.
Segurança Infantil Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Integridade do Recipiente Não utilizar o medicamento após o prazo de validade indicado.
Protocolo de Eliminação Não deitar fora na canalização (águas residuais) ou no lixo doméstico; pergunte a um farmacêutico como eliminar o medicamento.

Estas instruções definem o ambiente de conservação obrigatório para o produto, incluindo as restrições de temperatura e luz, e proíbem explicitamente a eliminação através dos canais domésticos comuns. Os requisitos asseguram a estabilidade do medicamento até à data de validade e evitam o acesso acidental por parte das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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