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Cerdelga

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Opção de tratamento: Gaucher Disease

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Cerdelga

A visão geral de Factos Rápidos fornece dados fundamentais e imediatos sobre o medicamento:

Propriedade Descrição
Princípio ativo Eliglustat (sob a forma de tartarato de eliglustat)
Forma Cápsulas orais (opacas, azul-esverdeado pérola/branco pérola)
Classe farmacológica Inibidor da síntese de glucosilceramida (Terapia de Redução de Substrato)
Utilização comum Tratamento prolongado para a maioria dos adultos com doença de Gaucher tipo 1
Origem Sintética (fármaco de pequena molécula)

Que Tipo de Medicamento é o Cerdelga (Eliglustat)?

O Cerdelga é um medicamento de receita médica, sintético e de pequena molécula, que contém o princípio ativo eliglustat (tartarato de eliglustat). Está classificado como um inibidor da síntese de glucosilceramida, o que o insere na abordagem terapêutica especializada conhecida como Terapia de Redução de Substrato (TRS). Este fármaco é indicado como uma terapia oral de primeira linha para o tratamento a longo prazo da maioria dos adultos com doença de Gaucher tipo 1 (DG1), dependendo da confirmação prévia do estado da enzima CYP2D6 através de testes genéticos.

Esta classificação é fundamental porque diferencia o Cerdelga da Terapia de Substituição Enzimática (TSE), que requer perfusão intravenosa; a estrutura sintética do Cerdelga confere-lhe a biodisponibilidade oral necessária para uma utilização diária. O reconhecimento clínico afirmou a eficácia e a estabilidade a longo prazo deste regime oral, apoiando o seu papel como uma alternativa conveniente.


Qual é a Composição e Forma do Cerdelga?

O Cerdelga é fornecido como uma cápsula oral de ingrediente único, garantindo que a via de administração seja exclusivamente por via oral. A preparação contém tartarato de eliglustat e excipientes como a lactose mono-hidratada, dentro de um invólucro de cápsula opaco distintivo, de cor azul-esverdeado pérola e branco pérola.

A formulação como cápsula oral proporciona um benefício prático fundamental para os doentes que gerem uma condição crónica, permitindo a autoadministração fora de um ambiente clínico. Esta forma contrasta marcadamente com os requisitos logísticos das perfusões intravenosas regulares, frequentemente necessárias para tratamentos baseados em proteínas, simplificando a adesão ao tratamento a longo prazo.


Qual é o Principal Benefício desta Classe de Inibidores?

O principal benefício geral da classe do Cerdelga é a sua capacidade de limitar proativamente a produção de uma substância gorda específica pelo organismo, ajudando assim a controlar a sua acumulação prejudicial. Como inibidor da síntese de glucosilceramida, o fármaco atua retardando diretamente a enzima responsável pela criação da gordura glucosilceramida (GL-1).

Esta inibição enzimática direcionada diminui a quantidade total de GL-1 gerada, o que reduz a carga de armazenamento crónico dentro das células e órgãos. Esta abordagem de Terapia de Redução de Substrato é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de ajudar a gerir os efeitos sistémicos do distúrbio, controlando o problema metabólico na sua origem e proporcionando uma base sólida para o controlo da doença a longo prazo.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Cerdelga?

Esta secção descreve os efeitos adversos e as características de segurança do Cerdelga (Eliglustat) oficialmente documentados, com base estrita em dados clínicos e regulamentares.

Âmbito das Reações Adversas

Categoria Conteúdo Factual de Segurança
Classificação de Frequência Muito Frequentes (ocorrem em ≥ 10% dos doentes): Dor de cabeça (cefaleia), náuseas, diarreia, fadiga. Frequentes (ocorrem entre ≥ 1% e < 10%): Obstipação, dor ou desconforto abdominal, dispepsia (indigestão), tonturas, palpitações, artralgia (dor nas articulações), dor nas extremidades (mãos e pés).
Classes de Sistemas de Órgãos Envolvidos Doenças gastrointestinais, doenças do sistema nervoso, doenças cardíacas, doenças musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos, perturbações gerais.
Reações Adversas Graves A principal preocupação de segurança grave é o Risco de Prolongamento do Intervalo QT (um aumento dos intervalos elétricos cardíacos dependente da concentração), que pode elevar o risco de arritmias cardíacas.

Restrições e Limitações de Segurança

O perfil de segurança está criticamente dependente do estado metabolizador individual CYP2D6 do doente e da administração conjunta de outros medicamentos específicos.

Restrições de Segurança Cardíaca Deve evitar-se a utilização em doentes com doença cardíaca pré-existente (como por exemplo síndrome do QT longo, insuficiência cardíaca congestiva ou enfarte agudo do miocárdio recente) e em combinação com certos medicamentos antiarrítmicos.

Comprometimento Hepático O Cerdelga está contraindicado em doentes com comprometimento hepático (fígado) grave e possui restrições noutros graus de insuficiência, dependendo do estado metabolizador CYP2D6.

Interações Medicamentosas As contraindicações estão explicitamente definidas para doentes com perfil de Metabolizador Lento, Intermédio ou Extenso quando tomam inibidores fortes ou moderados das enzimas CYP2D6 e CYP3A, devido ao risco acrescido de efeitos cardíacos.

Ligação ao Perfil de Segurança Global

Este enquadramento estrutura a compreensão dos riscos do medicamento, identificando os efeitos comuns expectáveis e estabelecendo contraindicações obrigatórias baseadas no perfil genético e na função dos órgãos. O perfil de segurança exige uma avaliação das características individuais de cada doente para gerir o risco cardíaco principal, definindo os limites rigorosos dentro dos quais o medicamento pode ser utilizado.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda: Informações de Segurança

Âmbito da Sobredosagem

As manifestações de sobredosagem envolvem principalmente o sistema cardiovascular, incluindo bradicardia (ritmo cardíaco lento) e hipotensão (tensão arterial baixa). Em concentrações plasmáticas substancialmente elevadas, preveem-se alterações nos intervalos do eletrocardiograma (ECG), especificamente nos intervalos PR, QRS e QTc. O sistema cardiovascular é a área primária afetada, com impacto direto no ritmo cardíaco e na atividade elétrica do coração.

Os sintomas de sobredosagem estão associados a concentrações plasmáticas de eliglustat significativamente elevadas. Esta exposição tóxica pode resultar de uma dose única excessiva ou ocorrer em indivíduos cujo organismo metaboliza o medicamento de forma lenta. Doentes classificados como metabolizadores lentos da enzima CYP2D6 (PMs) apresentam um risco acrescido, devido à sua exposição inerentemente mais elevada ao fármaco, o que os torna potencialmente mais vulneráveis a atingir concentrações cardiotóxicas.

Em caso de sobredosagem, a gestão clínica consiste em tratamento sintomático e de suporte, sendo obrigatória a monitorização cardiovascular contínua por ECG. É necessário procurar assistência médica imediata caso ocorram reações cardiovasculares graves, tais como batimentos cardíacos irregulares (arritmias) ou hipotensão grave.


Classificações e Restrições

O risco de sobredosagem está classificado pela potencial ocorrência de reações cardiovasculares graves imediatas. Não é conhecido qualquer antídoto específico para a sobredosagem com eliglustat.

As diretrizes oficiais estabelecem que a sobredosagem pode resultar no prolongamento do intervalo do ECG e no surgimento de arritmias cardíacas. Manifestações adicionais incluem a descida da frequência cardíaca e da tensão arterial. A gestão nestes cenários deve ser efetuada em ambiente hospitalar monitorizado.

Resumo do Perfil de Sobredosagem

O perfil de sobredosagem é definido pelo risco de toxicidade cardiovascular decorrente de concentrações plasmáticas excessivamente elevadas. Este risco, que inclui alterações documentadas na atividade elétrica do coração, determina a obrigatoriedade de uma resposta de emergência: deve procurar-se ajuda médica imediata perante a manifestação de quaisquer sintomas graves ou potencialmente fatais. O acompanhamento é estritamente definido pela prestação de cuidados de suporte num ambiente com monitorização médica constante.

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Usos terapêuticos de Cerdelga

O que o Cerdelga trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Cerdelga é geralmente utilizado para a gestão a longo prazo de adultos com doença de Gaucher tipo 1 (DG1), uma patologia que se manifesta através de desconforto sistémico ou localizado. A informação terapêutica apresentada reflete os dados clínicos estabelecidos para esta condição.

Gestão de Sintomas e Benefícios

O Cerdelga auxilia na gestão do tamanho anómalo do baço e do fígado (esplenomegalia e hepatomegalia), que são condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado. O medicamento desempenha um papel na gestão de parâmetros sanguíneos essenciais, particularmente a baixa contagem de glóbulos vermelhos (anemia) e a baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia). É também aplicado na abordagem de sintomas relacionados com o stresse funcional de órgãos específicos, tais como a deterioração óssea.

Ao gerir estas manifestações crónicas, o tratamento apoia o doente durante episódios difíceis de envolvimento ósseo, o que pode auxiliar na melhoria do conforto diário. Ao oferecer uma forma oral, o Cerdelga proporciona um benefício terapêutico de suporte significativo, que ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas e a gerir a sua condição.


Facto Rápido: Alívio da Carga Sistémica O Cerdelga é utilizado para tratar a carga de sintomas sistémicos em adultos com doença de Gaucher tipo 1, incluindo o aumento do volume dos órgãos, a anemia e as complicações ósseas.

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Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Cerdelga?

A elegibilidade oficial para o Cerdelga (eliglustat) é rigorosamente definida pelo estado metabolizador CYP2D6 do indivíduo, por comorbilidades específicas e pela idade, conforme documentado nas diretrizes de utilização.

Populações Permitidas ou Restritas

O Cerdelga é indicado para doentes adultos com doença de Gaucher tipo 1 (DG1) que sejam categorizados como Metabolizadores Extensos (EMs), Intermédios (IMs) ou Lentos (PMs). A segurança e a eficácia não estão estabelecidas para a utilização em doentes com menos de 18 anos. Para adultos seniores, a experiência clínica é limitada.

Fator de Elegibilidade Classificação Estatuto
Estado Metabolizador Metabolizadores Ultra-Rápidos (URMs) Contraindicado
Insuficiência Hepática IMs/PMs com qualquer grau de insuficiência Contraindicado
Insuficiência Renal IMs/PMs com qualquer grau de insuficiência Não Recomendado
Condições Cardíacas Síndrome do QT Longo, Antiarrítmicos Classe IA/III Evitar a Utilização

Contraindicações Absolutas

A utilização é estritamente contraindicada para Metabolizadores Ultra-Rápidos da CYP2D6 e para indivíduos com problemas hereditários raros, como a intolerância à galactose. O medicamento é também contraindicado para doentes com combinações específicas de estado metabolizador e insuficiência hepática, ou quando existe o uso concomitante de inibidores fortes da CYP2D6 e CYP3A.

Para indivíduos grávidos ou em lactação, os dados disponíveis não são suficientes para avaliar os riscos associados ao fármaco.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interações do Cerdelga (Eliglustat) é determinado principalmente pelo seu metabolismo através dos sistemas enzimáticos CYP2D6 e CYP3A, bem como pelo seu papel como inibidor da P-glicoproteína (P-gp). As restrições à administração conjunta dependem frequentemente do estado metabolizador individual CYP2D6 do doente, que pode ser classificado como Metabolizador Extenso, Intermédio ou Lento.

Combinações Contraindicadas

A administração simultânea é estritamente proibida em diversos cenários devido ao risco de um aumento substancial dos níveis plasmáticos de eliglustat, o que pode levar ao prolongamento do intervalo cardíaco:

  • Agentes antiarrítmicos de Classe IA e Classe III (por exemplo, quinidina ou amiodarona).
  • Combinações de inibidores fortes ou moderados da CYP2D6 E inibidores fortes ou moderados da CYP3A em Metabolizadores Extensos e Intermédios.
  • Inibidores fortes da CYP3A em Metabolizadores Intermédios e Lentos.

Outras Interações Significativas

Redução da Exposição O uso concomitante de indutores fortes da CYP3A (por exemplo, Erva de S. João ou hipericão) não é recomendado, pois estes podem diminuir significativamente a exposição ao eliglustat, pondo em risco a eficácia terapêutica.

Inibição de Transportadores de Fármacos Como inibidor da P-gp, o eliglustat pode aumentar as concentrações plasmáticas de medicamentos administrados em conjunto que sejam substratos da P-gp. Por exemplo, é necessário um ajuste da dose quando administrado concomitantemente com a digoxina.

Interações Alimentares O consumo de toranja ou de sumo de toranja é proibido, uma vez que atua como um inibidor forte da CYP3A.

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Mecanismo de ação

O Cerdelga (Eliglustat) atua através da Terapia de Redução de Substrato (TRS), utilizando um mecanismo farmacodinâmico específico que regula a biossíntese do substrato, a glucosilceramida (GL-1).

Inibição Direcionada da Glucosilceramida Sintase (GCS)

Este mecanismo atua sobre a enzima glucosilceramida sintase (GCS), que é responsável por uma etapa inicial e crítica na síntese de lípidos — a conversão de ceramida em GL-1. O eliglustat é um inibidor competitivo que se liga ao local ativo da GCS, regulando diretamente a velocidade de produção da GL-1.


Modulação do Fornecimento de Substrato Celular

Ao abrandar a síntese de GL-1, o fármaco inicia uma cascata celular que diminui a quantidade de substrato enviada para os lisossomas. Esta ação modula o potencial de acumulação de GL-1 em células especializadas (macrófagos), o que influencia a sua transformação em células de Gaucher patológicas, contribuindo para a redução progressiva da carga de armazenamento celular sistémico.


Mecanismo Dependente de Condicionantes

A eficácia desta inibição da GCS está condicionada pela concentração plasmática do fármaco, que é regulada pela enzima CYP2D6. Em indivíduos que eliminam o fármaco demasiado rapidamente, os baixos níveis plasmáticos resultantes levam a uma inibição insuficiente da GCS, o que interrompe a modulação esperada ao nível das células e dos tecidos.

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Informações sobre dosagem e administração

Como o Cerdelga é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Cerdelga (eliglustat) é uma cápsula dura de 84 mg administrada por via oral para a gestão a longo prazo da doença de Gaucher tipo 1. O tratamento é iniciado e supervisionado por um médico com experiência no tratamento desta patologia. As instruções oficiais de utilização são muito específicas, baseando-se na capacidade genética do doente para metabolizar o fármaco, a qual é determinada através de um teste obrigatório de genótipo CYP2D6 antes do tratamento.

Dosagem Determinada pelo Estado Metabolizador

A frequência da dose necessária de 84 mg é selecionada com base no estado metabolizador do doente, conforme descrito nas normas terapêuticas:

Estado Metabolizador (CYP2D6) Dosagem Recomendada (Adultos) Frequência de Toma em Adultos
Metabolizadores Extensos (EMs) 84 mg Duas vezes ao dia (BID)
Metabolizadores Intermédios (IMs) 84 mg Duas vezes ao dia (BID)
Metabolizadores Lentos (PMs) 84 mg Uma vez ao dia (QD)

Requisitos de Administração

As cápsulas de Cerdelga devem ser engolidas inteiras, de preferência com água, e não podem ser esmagadas, dissolvidas ou abertas. A administração pode ocorrer com ou sem alimentos. Os doentes que transitem da Terapia de Substituição Enzimática (TSE) podem começar a tomar Cerdelga 24 horas após a sua última perfusão de TSE.

Se uma dose for esquecida, o doente deve tomar a dose prescrita apenas na próxima hora regularmente agendada; a dose seguinte não deve ser duplicada. O consumo de toranja ou de sumo de toranja deve ser evitado.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação: Visão Geral dos Estudos sobre o Cerdelga (Eliglustat)

Esta visão geral resume a estrutura e a natureza da investigação clínica que fundamenta a utilização do Cerdelga, focando-se nos tipos de estudos realizados e nos resultados monitorizados, sem oferecer aconselhamento clínico ou previsões de tratamento específicas.

Evidência de Utilização em Adultos com Doença de Gaucher Tipo 1 (DG1) Sem Tratamento Prévio (Naïve)

A avaliação formal inicial do Cerdelga foi efetuada através de ensaios aleatorizados e em dupla ocultação, uma estrutura geralmente considerada como fornecedora de um elevado nível de evidência para estabelecer a eficácia. Os investigadores estudaram adultos com doença de Gaucher tipo 1 que nunca tinham recebido terapia específica anteriormente. O objetivo principal destes estudos de curto prazo foi acompanhar resultados fisiológicos relacionados com a doença, centrando-se essencialmente na medição do volume do baço em intervalos de tempo definidos. A investigação secundária analisou a forma como foram medidos os resultados relacionados com desequilíbrios sistémicos ou funcionais, tais como as contagens de plaquetas e os níveis de hemoglobina, nas populações observadas.

Os estudos monitorizaram estas alterações físicas e hematológicas fundamentais após nove meses de observação. As medições reportadas incluíram o tamanho do baço e do fígado, bem como os padrões medidos nos parâmetros sanguíneos. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e refletem as condições específicas sob as quais a investigação foi conduzida.

Evidência de Utilização em Adultos em Transição da Terapia de Substituição Enzimática (TSE)

O Cerdelga foi também avaliado em estudos que exploraram a sua aplicação como substituto da Terapia de Substituição Enzimática (TSE) intravenosa existente. Estes estudos analisaram doentes adultos cuja DG1 já era considerada estável ou bem controlada após anos de receção de perfusões. O desenho do estudo utilizou uma estrutura de ensaio aberto com comparador ativo. A questão principal da investigação focou-se em demonstrar se era observada a manutenção da estabilidade da doença após a transição para a terapia oral, definida através da monitorização de quatro resultados fundamentais relacionados com o equilíbrio sistémico ou funcional: volume do baço, volume do fígado, hemoglobina e contagem de plaquetas. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relacionados com a manutenção destes parâmetros ao longo do período de estudo de um ano.

Lacunas na Investigação e Incertezas

Apesar das estruturas de ensaios controlados, a certeza permanece baixa relativamente a determinados efeitos a longo prazo. A duração do acompanhamento foi limitada nas fases de comparação primária e as dimensões das amostras foram modestas. Existe informação limitada para resultados a longo prazo, particularmente no que diz respeito a sintomas esqueléticos complexos e à deterioração óssea, uma vez que estes foram acompanhados durante mais tempo essencialmente em contextos de seguimento menos controlados. A evidência é também limitada relativamente aos resultados em doentes com manifestações neurológicas da doença de Gaucher, dado que estes grupos foram, geralmente, excluídos dos estudos principais.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o Cerdelga (FAQ)


O Cerdelga é um tratamento possível para todos os tipos de doença de Gaucher?

A informação oficial do produto indica que o Cerdelga é indicado para o tratamento a longo prazo de doentes adultos com doença de Gaucher Tipo 1 (DG1). Isto significa que a sua utilização aprovada é específica para esta forma não neuropática da patologia. A elegibilidade para o tratamento baseia-se no tipo específico de doença de Gaucher do doente.


Existem limitações específicas de peso corporal ou idade para iniciar o tratamento com Cerdelga?

De acordo com os documentos regulamentares, o Cerdelga é indicado para utilização em adultos. É também indicado para doentes pediátricos, especificamente crianças e adolescentes dos 6 aos 17 anos, mas apenas se tiverem um peso igual ou superior a 15 kg e já se encontrarem estáveis numa Terapia de Substituição Enzimática (TSE) prévia.


O desmaio ou tonturas intensas são mencionados como possíveis reações adversas ao Cerdelga?

Sim, as tonturas constam da lista de efeitos secundários comunicados com frequência em estudos clínicos. Além disso, a síncope, que é o termo médico para desmaio, foi reportada como um evento adverso grave menos frequente em determinados ensaios clínicos.


O Cerdelga causa frequentemente problemas digestivos como náuseas e diarreia, ou dor nas costas?

Os estudos clínicos indicam que problemas gastrointestinais, como náuseas e diarreia, são reações adversas comuns. Adicionalmente, a dor nas costas é também enumerada entre as reações adversas mais frequentes, sendo reportada por 10% ou mais dos doentes.


Quanto tempo demora normalmente a observar-se alterações no tamanho do baço ou nas contagens sanguíneas após o início do Cerdelga?

Os estudos analisaram os resultados físicos ao longo de períodos de tempo definidos. Os ensaios clínicos que acompanharam a eficácia mostraram que alterações como uma redução média no volume do baço e melhorias nas contagens sanguíneas foram observadas após aproximadamente nove meses (39 semanas) de tratamento.


Como é que os médicos avaliam a estabilidade a longo prazo e a progressão da doença de Gaucher durante o tratamento?

A estabilidade a longo prazo é geralmente medida através do acompanhamento de indicadores clínicos fundamentais. Isto envolve a monitorização contínua do volume do baço, volume do fígado, níveis de hemoglobina e contagem de plaquetas. A estabilização é frequentemente definida pela manutenção destes indicadores dentro de um intervalo determinado.


Qual é o conhecimento científico atual sobre o efeito do Cerdelga na densidade óssea?

Estudos clínicos forneceram dados sobre alterações esqueléticas ao longo do tempo. Os resultados reportam um aumento no Z-score da densidade mineral óssea da coluna lombar e uma redução no score de carga da medula óssea durante os períodos observados.


A toma de medicamentos para a depressão afeta o Cerdelga?

Sim, certos medicamentos utilizados para tratar a depressão podem afetar potencialmente o Cerdelga. Aqueles que são classificados como inibidores fortes da enzima CYP2D6, tais como antidepressivos específicos, podem aumentar significativamente os níveis de Cerdelga no organismo. Isto significa que a sua utilização é frequentemente contraindicada ou requer um regime posológico específico definido na informação oficial do produto.


Que tipo de monitorização médica é normalmente necessária para doentes a tomar Cerdelga?

Antes de iniciar o tratamento, os doentes são submetidos a um teste de genótipo CYP2D6 para determinar a elegibilidade e a dose inicial. A monitorização prossegue depois ao longo do tratamento, acompanhando regularmente os quatro principais indicadores da doença: volume do baço, volume do fígado, níveis de hemoglobina e contagem de plaquetas.


Com que frequência são necessárias consultas de acompanhamento com um especialista durante o tratamento?

A frequência exata é determinada pelo médico assistente e pelo plano de tratamento individual. No entanto, as normas oficiais para a continuação da terapia exigem frequentemente uma reavaliação da estabilidade do doente e dos parâmetros laboratoriais para autorização pelo menos a cada seis meses.


O Cerdelga destina-se a proporcionar uma cura completa para a doença de Gaucher?

Não, o Cerdelga é consistentemente descrito para o tratamento a longo prazo ou gestão da doença de Gaucher Tipo 1. É utilizado para ajudar a controlar os efeitos crónicos da condição e não para proporcionar uma cura.


O Cerdelga requer um cartão de alerta ou identificação especial em caso de viagem?

Sim, deve ser fornecido aos doentes um cartão de alerta do doente. O objetivo deste cartão é reforçar a importância dos critérios de elegibilidade e os potenciais riscos de interações medicamentosas perante qualquer médico ou prestador de cuidados de saúde que assista o doente.


É seguro conduzir ou utilizar máquinas após tomar uma dose de Cerdelga?

A informação oficial do produto indica que o Cerdelga tem uma influência nula ou desprezável sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Esta orientação geral deve ser considerada a par da resposta individual de cada doente ao medicamento.

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Como Cerdelga deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Cerdelga (Eliglustat)

As cápsulas de Cerdelga devem ser conservadas a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C (68°F a 77°F). São permitidas oscilações breves de temperatura entre os 15°C e os 30°C (59°F a 86°F). O medicamento não necessita de cuidados especiais de proteção contra a luz ou a humidade.

O fármaco deve ser mantido na sua embalagem original e, tal como todos os medicamentos, deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções Oficiais de Eliminação

Para proteção do meio ambiente, o Cerdelga não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser deitado fora através das águas residuais ou do lixo doméstico. Os doentes devem consultar um farmacêutico para obter informações sobre como eliminar corretamente qualquer medicamento de que já não necessitem, seguindo os procedimentos locais oficiais de eliminação de resíduos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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