Celprot

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Celprot

Método de ação: Immunosuppressive

Opção de tratamento: Kidney Transplant

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Celprot

O Celprot é um medicamento sujeito a receita médica utilizado para evitar que a resposta do sistema imunitário do organismo rejeite um órgão transplantado. É um medicamento antirrejeição indicado para doentes que receberam um transplante de rim, coração ou fígado.


Propriedade Descrição
Substância ativa Ácido Micofenólico (MPA)
Forma Comprimidos orais / Cápsulas, Injeção intravenosa
Classe farmacológica Agente Imunossupressor / Antimetabolito
Uso comum Profilaxia da Rejeição de Órgãos
Origem Derivado de um Produto Natural (metabolito fúngico)

Celprot: Definição do Agente Imunossupressor

O Celprot é um Agente Imunossupressor que atua na gestão da atividade das defesas naturais do corpo após um transplante. O medicamento pertence especificamente à classe farmacológica dos Imunossupressores Antimetabolitos, uma categoria clinicamente reconhecida pela sua capacidade de interferir em vias metabólicas críticas para o crescimento das células imunitárias.

A substância ativa é o Ácido Micofenólico (MPA), que é central para a sua função terapêutica. Este produto de ingrediente ativo único é habitualmente administrado como parte de uma terapia combinada, juntamente com outros fármacos especializados, para alcançar o grau necessário de profilaxia da rejeição de órgãos. A sua classificação especializada reflete a sua ação direcionada a células imunitárias específicas, em vez de uma supressão ampla de todas as defesas.

Composição, Classe e Formas Disponíveis

O ingrediente ativo, o Ácido Micofenólico (MPA), é disponibilizado em múltiplas formas farmacêuticas, principalmente comprimidos orais e preparações para injeção intravenosa. A substância base, o MPA, é derivada de um produto natural, identificado inicialmente como um metabolito secundário de espécies de fungos Penicillium. As formas orais são frequentemente revestidas de forma especial para garantir uma absorção otimizada no organismo.

O Celprot fornece a fração ativa essencial de MPA, que é o mesmo componente terapeuticamente ativo produzido quando o pró-fármaco Micofenolato de Mofetil é processado pelo organismo. Isto reforça a sua identidade como um componente imunossupressor crítico, independentemente do sal ou derivado específico utilizado.

Como funciona o Ácido Micofenólico a alto nível?

O Celprot atua através da imposição de um abrandamento controlado na multiplicação das células imunitárias específicas responsáveis pela rejeição, principalmente os linfócitos T e B. Faz isto através da inibição da enzima Inosina Monofosfato Desidrogenase (IMPDH), um processo essencial para o seu crescimento e proliferação rápida.

Este mecanismo de efeito altamente seletivo foca a supressão nos componentes imunitários que conduzem à resposta de rejeição ao transplante. O objetivo geral é reduzir o risco de perda do enxerto, ajudando o corpo a aceitar o órgão transplantado sem incorrer numa toxicidade não seletiva para outros sistemas do organismo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Celprot?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O Celprot (Ácido Micofenólico) é classificado como um agente imunossupressor, cujo perfil de segurança é definido por riscos de infecção, neoplasias e reacções adversas sistémicas específicas. As classificações de segurança para as reacções adversas baseiam-se em documentos regulamentares oficiais.

As reacções Muito Comuns (ge 10% dos doentes) incluem Infecções sistémicas (bacterianas, virais, fúngicas), Leucopenia (baixo número de glóbulos brancos), Anemia e Diarreia. As reacções comuns incluem Trombocitopenia (baixo número de plaquetas), Náuseas, Vómitos e Hipertensão.

Reacções Adversas Graves

As preocupações de segurança mais significativas documentadas em avisos regulamentares são:

  • Toxicidade Embriofetal: O Celprot é um potente teratógeno humano, associado a um elevado risco de Aborto Espontâneo e Malformações Congénitas (ex: anomalias no ouvido, face e coração) quando utilizado durante a gravidez.
  • Neoplasias: O risco de desenvolver Linfoma e outros cancros, especialmente Cancro da Pele, aumenta devido à imunossupressão a longo prazo.
  • Infecções Graves: Verificou-se uma maior susceptibilidade a Infecções Oportunistas e reactivações virais (ex: CMV, vírus BK), que podem levar a resultados fatais ou à falência de órgãos.
  • Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP): Foi documentada uma infecção viral do cérebro rara, grave e potencialmente fatal.

Restrições Específicas e Condições Populacionais

O Celprot está Contra-indicado em mulheres grávidas, em mulheres com potencial para engravidar que não utilizem métodos contraceptivos eficazes e em mães que estejam a amamentar. O seu uso deve também ser evitado em doentes com deficiências hereditárias raras, tais como a síndrome de Lesch-Nyhan. As directrizes oficiais exigem que as Vacinas Vivas Atenuadas sejam evitadas e aconselham a limitação da Exposição Solar e a Raios UV devido ao risco associado de cancro da pele.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem com Celprot (Ácido Micofenólico) está oficialmente documentada como uma exacerbação grave dos seus efeitos conhecidos, afectando primordialmente os sistemas gastrointestinal e hematológico. As manifestações clínicas incluem náuseas graves, vómitos e diarreia persistente, a par de evidência laboratorial de supressão da medula óssea, o que pode resultar em leucopenia ou neutropenia. Uma exposição excessiva acarreta o risco sério de hemorragia gastrointestinal e de uma mielossupressão grave e prolongada.

Em caso de suspeita de sobredosagem, as orientações oficiais determinam que os doentes ou cuidadores devem procurar assistência médica imediata e contactar os serviços de emergência sem demora. A gestão baseia-se na prestação do necessário tratamento sintomático e de suporte. Afirma-se explicitamente que não se conhece um antídoto específico para o Ácido Micofenólico. As medidas procedimentais podem envolver a administração de carvão activado para a descontaminação gastrointestinal. No entanto, devido ao elevado nível de ligação do fármaco às proteínas plasmáticas, a hemodiálise está oficialmente documentada como ineficaz para remover a substância activa. Após a exposição, é necessária monitorização hospitalar, incluindo o acompanhamento rigoroso do hemograma completo para avaliar e gerir eventuais complicações hematológicas.

Usos terapêuticos de Celprot

O que o Celprot trata: principais utilizações e benefícios

Esta terapia antirrejeição é comummente utilizada em situações que envolvem certos sintomas angustiantes que surgem após um transplante de órgãos, servindo primordialmente para a profilaxia da rejeição de órgãos.

Esta terapia é aplicada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis que podem levar a uma sobrecarga funcional no rim, coração ou fígado transplantados. Este medicamento é considerado relevante em condições que envolvam manifestações episódicas ou flutuantes que afetem os órgãos transplantados. O Celprot é comummente utilizado para ajudar na manutenção de uma sensação de estabilidade após a transplantação, auxiliando na abordagem de conjuntos de sintomas que se possam tornar intensos ou disruptivos.

“O medicamento auxilia na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas são mais percetíveis, proporcionando uma gestão de suporte dos sintomas.”

Ao apoiar o organismo durante este período crítico, o Celprot oferece um suporte que contribui para aliviar a carga sintomática global e ajuda os doentes a lidar de forma mais constante durante períodos de maior desconforto.

Facto Rápido: Apoio para o Stresse Funcional Específico do Órgão
Este medicamento antirrejeição desempenha um papel na gestão de sintomas relacionados com o stresse funcional específico do órgão, súbito ou progressivo, que pode surgir quando a estabilidade funcional é afetada.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade e Não Elegibilidade Oficial para o Celprot

O Celprot está sujeito a regras de elegibilidade rigorosas, conforme definido na rotulagem regulamentar oficial, de forma a minimizar riscos, primordialmente o seu potencial para causar danos fetais.

Contra-indicações (Não deve utilizar)

Grupo Populacional Razão Estatuto
Grávidas Elevado risco conhecido de aborto espontâneo e malformações congénitas graves (teratogenicidade). Contra-indicação Absoluta
Mulheres a amamentar Potencial para efeitos adversos graves no lactente. Contra-indicação Absoluta
Hipersensibilidade Alergia conhecida ao Celprot ou aos seus componentes. Contra-indicação Absoluta
Distúrbios Metabólicos Raros Doentes com deficiências enzimáticas hereditárias, como a síndrome de Lesch-Nyhan. Contra-indicação

Elegibilidade Relacionada com a Idade

O Celprot está tipicamente aprovado para utilização em adultos e doentes pediátricos recetores de transplantes alogénicos de rim, coração ou fígado, a partir dos 3 meses de idade. A utilização em lactentes com menos de 3 meses não está, geralmente, estabelecida devido à insuficiência de dados.

Restrições Específicas de Condições e Órgãos

Doentes com insuficiência renal crónica grave (fora do período imediato pós-transplante) e doentes com insuficiência hepática requerem uma consideração especial e têm, frequentemente, limitações de dose específicas ou necessidade de monitorização adicional. A elegibilidade está também condicionada ao uso obrigatório de métodos contracetivos altamente eficazes. Para mulheres com potencial reprodutivo, este uso deve ocorrer durante o tratamento e por, pelo menos, seis semanas após a sua interrupção. No caso de doentes do sexo masculino com parceiras em idade fértil, o uso de contracepção é obrigatório durante o tratamento e por, pelo menos, 90 dias após a paragem do mesmo.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interacções do Celprot com outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interacções oficiais do Celprot é caracterizado por interacções que podem alterar significativamente a sua concentração no organismo ou aumentar o risco de efeitos adversos específicos quando co-administrado com outros agentes.

Domínios Farmacocinéticos e Farmacodinâmicos

Tipo de Interacção Implicação Prática
Co-administração que altera a exposição Substâncias conhecidas por reduzirem significativamente a exposição ao Celprot (ex: Colestiramina, certos Antiácidos ou Erva de S. João) podem exigir um intervalo na toma ou que se evite o uso. Inibidores fortes das vias de eliminação do Celprot podem levar ao aumento dos níveis plasmáticos.
Agregação de risco farmacodinâmico Combinações com outros agentes que apresentem riscos de mielossupressão (ex: outros imunossupressores) ou complicações gastrointestinais (ex: AINEs) requerem uma atenção clínica redobrada.
Neutralização de agentes terapêuticos Está documentado que o Celprot reduz a eficácia dos contracetivos hormonais orais, exigindo que as doentes utilizem métodos de barreira alternativos ou adicionais.

Restrições Regulamentares Oficiais

A co-administração de Celprot com vacinas vivas atenuadas é restrita devido ao potencial de infecção grave. Medicamentos que competem pela secreção tubular renal (ex: Aciclovir) podem aumentar a concentração de Celprot e requerem monitorização. É necessária uma gestão específica do horário das tomas para separar o Celprot de fármacos que interfiram na sua absorção, tais como antiácidos que contenham alumínio e magnésio.

Mecanismo de ação

Como o Celprot Atua

O Celprot funciona exercendo um efeito modulador direcionado sobre vias de sinalização biológica específicas. O seu mecanismo envolve uma sequência de ações precisas que se iniciam ao nível celular.

Modulação Seletiva de Recetores e Início do Sinal

O Celprot atua primordialmente através da ligação e modulação da atividade do sistema de recetores R A. Esta interação seletiva inicia o efeito do fármaco ao atenuar de imediato o input de sinais, focando-se na ativação de recetores que é característica de uma sinalização intensificada.

Interferência nas Cascatas de Sinalização a Jusante

Após a interação com os recetores, o efeito do Celprot flui a jusante para interferir nas cascatas de transdução de sinal P SG. Esta ação resulta na limitação de mensageiros intracelulares fundamentais, modificando assim os passos moleculares iniciais que, de outra forma, evoluiriam para uma resposta celular mais acentuada.

Ajuste da Atividade das Vias Reguladoras

Ao ajustar o fluxo de informação através das vias R A e P SG, o Celprot ativa mecanismos que influenciam os ciclos de retroalimentação (feedback) intrínsecos nas vias visadas. Este amortecimento mecanístico leva a um ajuste na atividade das respostas fisiológicas alvo, resultando em adaptações fisiológicas que se alinham com os efeitos mecanísticos do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração do Celprot

O Celprot deve ser utilizado exatamente conforme prescrito por um especialista em transplantes. As diretrizes oficiais especificam regras precisas para a administração, preparação e gestão de doses esquecidas, as quais se encontram descritas abaixo.


Âmbito da Administração

Domínio da Instrução Requisito Oficial
Via de Administração Via oral (comprimido ou cápsula) ou perfusão intravenosa (IV).
Esquema Posológico Administrado duas vezes ao dia, sendo a dose específica determinada pelo órgão transplantado (ex: 1 g duas vezes ao dia para o rim; 1,5 g duas vezes ao dia para o coração ou fígado).
Momento em relação às refeições Recomenda-se que seja tomado com o estômago vazio. Em doentes transplantados estáveis, pode ser administrado com alimentos se necessário.
Requisitos de Preparação Os comprimidos e cápsulas devem ser engolidos inteiros; não podem ser esmagados, abertos ou mastigados.
Administração por Faixa Etária Não recomendado para doentes com menos de 18 anos (em certos contextos ou devido à ausência de dados de segurança). A dose pediátrica para transplante renal é de 600 mg/m^2 por via oral, duas vezes ao dia, até um máximo de 2 g diários.
Regras para Doses Esquecidas Se uma dose for esquecida, deve ser tomada assim que se lembrar, a menos que falte menos de 2 horas para a dose seguinte, caso em que deve omitir a dose esquecida.
Condições Procedimentais Especiais A perfusão intravenosa deve ser administrada lentamente, num período não inferior a 2 horas.

Resumo da Estrutura Procedimental

As instruções oficiais determinam uma frequência de duas vezes ao dia e um método de administração Oral ou IV. O protocolo enfatiza a necessidade crítica de administrar o fármaco sem alterar a sua forma original (engolindo os comprimidos inteiros) e detalha requisitos específicos de temporização em relação à ingestão de alimentos para padronizar a exposição ao medicamento. Este quadro procedimental rigoroso garante que a dose é administrada e mantida de forma consistente, de acordo com os parâmetros estabelecidos nos documentos de referência.

Evidência clínica recente

Evidências da Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Celprot

A investigação clínica relativa ao Celprot no âmbito do transplante renal incluiu ensaios clínicos aleatorizados (ECA) prospetivos de grande dimensão. Estes estudos compararam tipicamente o Celprot, utilizado em conjunto com outros medicamentos especializados, com regimes de tratamento estabelecidos, tais como os que contêm Azatioprina. A investigação analisou resultados relacionados com o desconforto físico e o desequilíbrio sistémico através da monitorização da frequência de rejeição aguda comprovada por biópsia (RACB), um desfecho utilizado para avaliar a resposta do sistema imunitário ao órgão transplantado.

Outros resultados importantes dos estudos mediram a função global do rim transplantado ao longo do tempo, utilizando medições como a creatinina sérica e as taxas de filtração estimadas. As conclusões descrevem padrões observados nestes estudos em que os regimes baseados em Celprot foram associados a padrões medidos que eram distintos dos regimes de tratamento estabelecidos. No entanto, os resultados aplicam-se apenas às populações específicas estudadas, e a certeza permanece baixa relativamente aos resultados a muito longo prazo e à durabilidade do efeito do medicamento para além do período de tempo dos ensaios originais.

Evidências para a Utilização em Transplantes de Fígado e Coração

O Celprot foi avaliado no transplante de fígado através de estudos clínicos comparativos e estudos de coorte, acompanhando a frequência de episódios de rejeição aguda e medindo as taxas de sobrevivência do enxerto e do doente. De igual modo, a investigação analisou a utilização de Celprot em doentes com transplante cardíaco, centrando-se principalmente na prevenção da rejeição aguda e na monitorização de medições a longo prazo da sobrevivência do doente e do enxerto.

A evidência relativa ao Celprot em recetores de transplante cardíaco baseia-se em princípios científicos e na extrapolação de ensaios realizados noutros contextos de transplante de órgãos sólidos (como rim e fígado). O volume de ensaios clínicos aleatorizados fundamentais, especificamente para o transplante cardíaco, é mais limitado do que para o transplante renal, o que contribui para a incerteza em alguns cenários específicos de longo prazo.

Lacunas na Evidência e Populações Especiais

O Celprot foi avaliado em grupos de doentes para além da população adulta geral, particularmente em recetores pediátricos. Para estes doentes jovens, a evidência para a sua utilização provém frequentemente de princípios científicos relacionados com a exposição do fármaco no organismo (farmacocinética) em crianças e os padrões observados em estudos renais em adultos e pediatria.

Os dados para certos protocolos de manutenção a longo prazo e combinações imunossupressoras específicas permanecem insuficientes. A investigação continua em curso para determinar as formas mais eficazes de monitorizar a atividade do fármaco para todos os doentes, uma vez que as respostas individuais podem variar amplamente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Celprot (FAQ)


P: Qual é a rapidez com que o Celprot começa a atuar após a toma?

De acordo com as informações oficiais do produto sobre a absorção do fármaco, a substância ativa, o Ácido Micofenólico (MPA), é tipicamente absorvida de forma rápida após uma dose oral. Geralmente, atinge a sua concentração máxima na corrente sanguínea num período de 0,5 a 1,5 horas. Este perfil de absorção é um fator na forma como o medicamento é gerido.


P: O Celprot é conhecido por causar aumento de peso?

O aumento de peso em si não está consistentemente listado como um dos efeitos secundários mais comuns ou muito comuns comunicados nos dados dos ensaios clínicos oficiais. No entanto, os documentos regulamentares reportam por vezes alterações no metabolismo, tais como níveis elevados de açúcar no sangue ou de colesterol, e retenção de líquidos (edema) como possíveis achados.


P: Quanto tempo poderei esperar que os efeitos do Celprot durem?

A semivida da substância ativa, o Ácido Micofenólico, é geralmente reportada como sendo entre 8 e 18 horas. Este intervalo de tempo representa o tempo que a concentração do fármaco no seu corpo demora a ser reduzida para metade. O esquema posológico de duas tomas diárias destina-se a ajudar a manter níveis consistentes da substância ativa no organismo.


P: É normal sentir alguma sonolência após tomar Celprot?

As tonturas estão listadas como uma potencial reação adversa na categoria do sistema nervoso dos documentos regulamentares oficiais. Devido à possibilidade de tonturas, as informações oficiais podem incluir advertências gerais relativas a atividades que exijam alerta total.


P: O Celprot pode causar problemas no revestimento do estômago?

Sim, as advertências regulamentares oficiais indicam que o Celprot está associado a um risco aumentado de complicações gastrointestinais graves. Estas podem incluir hemorragia gástrica, ulceração e perfuração do revestimento do estômago ou do intestino. Um historial de problemas gástricos ou intestinais é um fator que os especialistas médicos devem considerar, conforme descrito nas advertências oficiais.


P: O Celprot pode causar alterações de humor ou ansiedade?

Os relatórios oficiais de ensaios clínicos incluem a ansiedade como uma potencial reação adversa dentro da categoria de perturbações psiquiátricas. Os doentes que sintam alterações de humor ou ansiedade são habitualmente aconselhados a discutir estas questões com o seu especialista em transplantes ou profissional de saúde.


P: Quanto tempo demora normalmente o Celprot a ser totalmente eliminado do sistema?

A semivida do fármaco ativo no sangue situa-se entre 8 a 18 horas, dependendo da formulação específica. Perante isto, são geralmente necessários vários períodos de semivida para que qualquer medicamento seja quase inteiramente eliminado do organismo.


P: Quais são os sinais de que o Celprot está realmente a funcionar para a minha condição?

O principal objetivo deste medicamento é a prevenção da rejeição aguda de órgãos. O seu especialista monitoriza o seu sucesso utilizando medidas clínicas, tais como o acompanhamento da frequência de episódios de rejeição e o teste da função do órgão transplantado, por exemplo, através da medição dos níveis de creatinina sérica.


P: Quais são os motivos mais comuns para alguém interromper a toma de Celprot?

As informações regulamentares oficiais sobre estudos clínicos indicam que os motivos mais comuns para os doentes descontinuarem o fármaco se devem a reações adversas. Estas incluem frequentemente distúrbios sanguíneos (como contagens baixas de glóbulos brancos) e problemas gastrointestinais, como diarreia grave ou náuseas.


P: Existe um efeito de ricochete se parar subitamente de tomar Celprot?

Os documentos regulamentares referem que a omissão de doses ou a descontinuação do fármaco aumenta o risco de o sistema imunitário rejeitar o órgão transplantado. O fármaco é essencial para ajudar o organismo a aceitar o órgão transplantado.


P: A toma de Celprot afeta os resultados das análises ao sangue?

Sim, a toma de Celprot pode causar alterações nas contagens das suas células sanguíneas. Estes potenciais efeitos incluem leucopenia (glóbulos brancos baixos), anemia (glóbulos vermelhos baixos) e trombocitopenia (plaquetas baixas). Por este motivo, a monitorização da contagem sanguínea é tipicamente exigida como parte do protocolo de tratamento.


P: Existem reações alérgicas conhecidas aos ingredientes inativos do Celprot?

Sim, os documentos regulamentares oficiais referem que o Celprot é estritamente contraindicado se um doente tiver uma alergia ou hipersensibilidade conhecida não só à substância ativa, mas também a qualquer um dos ingredientes inativos utilizados no produto.


P: O Celprot acarreta risco de dependência ou vício?

Não. A classificação regulamentar oficial confirma que o Celprot não é uma substância controlada e não está listado em qualquer lista de potencial abuso ou dependência.


P: A eficácia do Celprot é reduzida ao longo do tempo?

Os ensaios clínicos estabelecem geralmente a eficácia do fármaco durante um período inicial, como por exemplo um ano. Embora o tratamento seja contínuo, os documentos regulamentares observam que a certeza relativamente aos resultados a muito longo prazo e à durabilidade do efeito do medicamento para além do período do ensaio é geralmente baixa.


P: Posso alterar a hora do dia em que tomo o Celprot?

O medicamento é prescrito para ser tomado duas vezes ao dia, o que requer que as doses sejam espaçadas aproximadamente com 12 horas de intervalo para garantir níveis consistentes do fármaco no sangue. Os documentos regulamentares enfatizam que quaisquer potenciais alterações no esquema posológico devem ser geridas sob a orientação do especialista que prescreveu o tratamento.


P: O Celprot é mais eficaz para problemas agudos ou para a gestão crónica?

De acordo com a indicação oficial, o fármaco é prescrito para a profilaxia da rejeição de órgãos. Profilaxia significa prevenção, o que estabelece o papel primordial do fármaco como uma ferramenta de gestão crónica a longo prazo após a cirurgia de transplante.


P: O Celprot pode ser tomado se tiver diabetes?

Os relatórios oficiais de reações adversas listam a diabetes mellitus e a hiperglicemia (açúcar elevado no sangue) como potenciais achados na secção de Doenças do Metabolismo e da Nutrição. Nas informações regulamentares oficiais, os doentes com diabetes preexistente ou aqueles que experienciam níveis elevados de açúcar no sangue são identificados como necessitando de supervisão adicional por um especialista.


P: Qual é a duração padrão do tratamento com Celprot?

Como parte de uma terapia combinada de antirrejeição, o Celprot é tipicamente indicado para a gestão contínua e a longo prazo da resposta imunitária. O tratamento foi concebido para ser contínuo para a gestão a longo prazo do órgão transplantado.


P: Existem diferentes dosagens disponíveis para os comprimidos de Celprot?

Sim. Os documentos regulamentares sobre formas farmacêuticas e dosagens confirmam que a substância ativa está disponível em múltiplas formas, incluindo comprimidos orais, frequentemente em diferentes dosagens de miligramas.

Como Celprot deve ser armazenado e descartado?

O Celprot deve ser conservado e manuseado de acordo com as condições específicas exigidas pela rotulagem regulamentar para manter a sua eficácia.

Condições de Armazenamento Necessárias

O medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente controlada, especificamente entre 20 °C e 25 °C. É um requisito obrigatório não congelar o Celprot e protegê-lo da luz e da humidade excessiva. O produto deve permanecer na sua embalagem original e ser mantido bem fechado.

Para a segurança das crianças, o Celprot deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções Oficiais de Eliminação

O Celprot não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado através de um programa de retoma de medicamentos regulamentado. Se não estiver disponível um programa de retoma, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra) e colocado num recipiente selado antes de ser deitado no lixo doméstico. É explicitamente proibido deitar o produto na sanita ou num dreno.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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