Catol

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Catol

Método de ação: Ophthalmologicals

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Catol

O que é o Catol?

Propriedade Descrição
Substância ativa Cloridrato de Carteolol
Forma Solução oftálmica (Colírio)
Classe farmacológica Bloqueador beta-adrenérgico não seletivo
Uso comum Redução da pressão intraocular (PIO)
Origem Sintética

O medicamento conhecido como Catol é um produto farmacêutico cujo composto terapêutico ativo é o cloridrato de carteolol. É formalmente classificado como um composto sintético dentro da categoria de fármacos dos agentes bloqueadores dos recetores beta-adrenérgicos, comummente designados como beta-bloqueadores.


Que tipo de medicamento é o Catol (Cloridrato de Carteolol)?

O cloridrato de carteolol pertence ao grupo dos beta-bloqueadores não seletivos, atuando na moderação da resposta natural do organismo aos sinais adrenérgicos estimulantes. Este fármaco é um produto de substância única, cuja ação farmacológica deriva inteiramente do composto Carteolol. Enquanto agente não seletivo, influencia tanto os recetores beta-1 como os beta-2, sendo esta uma característica essencial que o distingue de agentes altamente seletivos. Notavelmente, o Carteolol possui uma propriedade inerente conhecida como Atividade Simpaticomimética Intrínseca (ASI), um aspeto frequentemente destacado na literatura médica como um ponto de diferenciação face aos antagonistas puros.


Solução Oftálmica: Composição e Forma Física

O medicamento é formulado como uma solução oftálmica estéril, num veículo aquoso límpido concebido para administração ocular. Esta forma farmacêutica específica — um colírio — permite a entrega tópica e direcionada do cloridrato de carteolol diretamente sobre a superfície do olho. A substância ativa encontra-se dissolvida com precisão neste meio estéril de base aquosa, assegurando a compatibilidade e a segurança para a aplicação ocular. O uso deste método de administração localizada é suportado farmacologicamente para atingir as concentrações necessárias no local pretendido, dentro do olho, com uma exposição sistémica minimizada.


O Objetivo Principal do Bloqueio Beta no Olho

O propósito geral principal deste medicamento é alcançar a hipotensão ocular através da redução da pressão no interior do olho. Este benefício geral é concretizado através do mecanismo de alto nível do fármaco, que envolve a interferência na dinâmica natural de fluidos do olho. Especificamente, a ação de bloqueio beta reduz a taxa à qual o humor aquoso — o fluido que preenche a câmara anterior do olho — é produzido. Esta ação fundamental torna-o essencial para a gestão de níveis anormalmente elevados de pressão intraocular (PIO), uma condição que tipicamente exige uma estabilização sustentada da pressão.

Quais efeitos secundários são possíveis com Catol?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Como todos os medicamentos, este fármaco pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A monitorização da resposta do organismo é fundamental para garantir a segurança durante o tratamento.

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem distúrbios gastrointestinais, tais como náuseas, desconforto abdominal ou alterações no trânsito intestinal. Em alguns casos, os doentes podem experienciar dores de cabeça, tonturas ou uma sensação de fadiga passageira. Estas reações são geralmente de intensidade ligeira a moderada e tendem a diminuir à medida que o corpo se adapta à medicação.

Reações de hipersensibilidade, embora raras, requerem atenção imediata. Estas podem manifestar-se através de erupções cutâneas, comichão ou inchaço facial. Se ocorrerem dificuldades respiratórias ou uma queda súbita da pressão arterial, o tratamento deve ser interrompido e deve procurar-se assistência médica urgente.

Antes de iniciar a utilização, é essencial informar o profissional de saúde sobre o historial clínico completo, especialmente se existirem antecedentes de doenças hepáticas ou renais, uma vez que estas condições podem exigir um ajuste na dosagem. A utilização concomitante com outros medicamentos deve ser avaliada para evitar interações que possam comprometer a eficácia ou aumentar o risco de toxicidade.

Não é recomendada a ingestão de álcool durante o tratamento, pois pode potenciar certos efeitos secundários. No caso de mulheres grávidas, em planeamento de gravidez ou a amamentar, a administração só deve ser considerada sob supervisão médica rigorosa, após uma avaliação cuidada da relação benefício-risco.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações relativas à sobredosagem com a solução oftálmica de Cloridrato de Carteolol baseiam-se nos efeitos sistémicos esperados pela sua classificação como um agente bloqueador beta-adrenérgico não seletivo. Deve procurar-se assistência médica imediata caso se suspeite ou observem sinais sistémicos de uma dose excessiva.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

A sobredosagem, que pode ocorrer por ingestão acidental ou por uma absorção ocular excessiva, tende a apresentar sinais clínicos associados ao bloqueio beta:

  • Comprometimento Cardiovascular: Bradicardia (ritmo cardíaco lento), hipotensão (tensão arterial baixa), insuficiência cardíaca congestiva e distúrbios de condução, como o Bloqueio Cardíaco.
  • Dificuldade Respiratória: Broncoespasmo (constrição das vias aéreas).

Ações de Emergência Necessárias

As normas regulamentares determinam ações específicas perante a suspeita de sobredosagem:

  1. Em caso de Sobredosagem Ocular: O(s) olho(s) afetado(s) deve(m) ser lavado(s) com água ou soro fisiológico.
  2. Em caso de Ingestão: O tratamento com a solução oftálmica deve ser interrompido e a lavagem gástrica pode ser considerada.
  3. Monitorização: O doente deve ser mantido sob observação estreita e os sinais vitais cuidadosamente monitorizados, devido à possibilidade de efeitos prolongados.

Gestão Clínica e Estado do Antídoto

Não existe um antídoto específico documentado para a sobredosagem com Carteolol na informação oficial de prescrição. A gestão da situação é inteiramente sintomática e de suporte, focando-se na correção das manifestações fisiológicas específicas. Isto inclui a utilização de agentes como a atropina para a bradicardia ou vasopressores para a hipotensão, conforme determinado pela avaliação clínica profissional.

Usos terapêuticos de Catol

Indicações e Benefícios do Catol: Principais Usos e Vantagens

O foco terapêutico do Catol (Cloridrato de Carteolol) é relevante para a gestão sustentada da pressão elevada no interior do olho. Este medicamento é comummente aplicado em condições onde a estabilidade funcional é afetada, incluindo a Hipertensão Ocular e o Glaucoma Crónico de Ângulo Aberto. A sua aplicação proporciona um suporte que ajuda a atenuar o impacto das alterações progressivas do campo visual associadas a doenças oculares crónicas.

O benefício primordial contribui para a redução e estabilização desta pressão, auxiliando na gestão sintomática de doentes que enfrentam um desequilíbrio persistente da pressão. O papel terapêutico ajuda a abordar os sintomas associados ao stresse funcional ocular.

"O medicamento é aplicado para apoiar a gestão deste risco, o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional."

Este fármaco é considerado relevante como base para regimes terapêuticos contínuos, suportando estratégias de tratamento flexíveis frequentemente utilizadas como monoterapia ou como um agente adjuvante combinado com outros tratamentos para auxiliar no controlo da pressão.


Facto Rápido: Gestão do Desequilíbrio de Pressão O medicamento é relevante para condições marcadas pelo aumento do stresse fisiológico e é considerado pertinente por oferecer um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global associada à elevada Pressão Intraocular crónica.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode utilizar Catol

O Catol é geralmente indicado para adultos que necessitam de intervenção terapêutica para as condições específicas aprovadas no seu protocolo de tratamento. A utilização deste medicamento deve ser sempre determinada por um profissional de saúde, após uma avaliação clínica completa que confirme que o perfil do paciente é adequado para a terapia.

Pacientes idosos podem utilizar o Catol, embora possa ser necessário um ajuste na dosagem ou uma monitorização mais frequente. A decisão de prescrever este medicamento baseia-se na gravidade da condição, no estado geral de saúde do indivíduo e na ausência de contraindicações graves.

Quem não deve utilizar Catol

Existem grupos específicos de pessoas para os quais o Catol não é recomendado devido a riscos potenciais para a saúde. Este medicamento é contraindicado para indivíduos que tenham demonstrado hipersensibilidade ou reações alérgicas graves a qualquer um dos componentes da sua formulação.

O uso de Catol não é recomendado para mulheres grávidas ou em período de amamentação, a menos que o benefício potencial para a mãe supere claramente os riscos para o feto ou para o lactente. Da mesma forma, a segurança e a eficácia em pacientes pediátricos podem não estar estabelecidas, pelo que a sua utilização em crianças e adolescentes deve ser evitada, exceto sob indicação médica específica.

Pacientes com compromisso renal ou hepático grave devem ter cautela extrema ou evitar o uso do medicamento, dependendo da extensão da patologia. É fundamental que o paciente informe o médico sobre todo o seu historial clínico, incluindo doenças pré-existentes e outros medicamentos que esteja a tomar, para evitar interações adversas ou agravamento de condições de saúde subjacentes.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial do Catol (Cloridrato de Carteolol), solução oftálmica, especifica padrões de interação baseados no risco de efeitos farmacodinâmicos cumulativos após a absorção sistémica, bem como restrições necessárias quanto ao tempo de administração de produtos tópicos.


Interações Farmacodinâmicas Documentadas

A coadministração de solução oftálmica de Carteolol com determinados produtos medicinais sistémicos pode resultar na potenciação dos resultados farmacológicos.

Categoria do Produto Interativo Resultado da Interação Documentado Oficialmente
Agentes Bloqueadores Beta-Adrenérgicos Orais Pode levar a efeitos cumulativos no bloqueio beta-adrenérgico sistémico.
Medicamentos Depletores de Catecolaminas (ex: Reserpina) Possíveis efeitos cumulativos que resultam nos resultados documentados de hipotensão e/ou bradicardia acentuada.

Restrições de Tempo na Administração

O perfil regulamentar estabelece uma restrição procedimental obrigatória quando são administradas múltiplas preparações oftálmicas tópicas.

Substância Coadministrada Restrição Exigida
Outros Medicamentos Oftálmicos Tópicos Devem ser administrados com uma separação obrigatória de, pelo menos, cinco minutos entre as aplicações.

Outras Considerações sobre Interações

As autoridades regulamentares não documentam explicitamente interações farmacocinéticas específicas, tais como as mediadas por enzimas CYP ou transportadores de fármacos, na rotulagem oficial deste produto oftálmico. Adicionalmente, não estão formalmente documentadas interações específicas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas nas secções de interação da informação de prescrição.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Catol

O Catol (Cloridrato de Carteolol) atua através de duas ações moleculares primárias para regular a dinâmica dos fluidos no interior do olho. O mecanismo principal envolve o antagonismo não seletivo dos recetores adrenérgicos beta1 e beta2 localizados no epitélio do corpo ciliar. Ao bloquear estes recetores, o Carteolol interrompe a via de sinalização simpática que estimula naturalmente a secreção de fluidos. Esta interrupção inicia uma cascata molecular que diminui a taxa de secreção ativa do humor aquoso. Esta modulação da produção de fluido é o mecanismo fisiológico que resulta numa redução da pressão intraocular (PIO).

O Carteolol é também caracterizado pela sua Atividade Simpaticomimética Intrínseca (ASI), o que o classifica como um agonista parcial. Esta característica de ASI proporciona uma estimulação parcial de baixo nível aos recetores beta que o fármaco bloqueia. Este domínio mecanístico singular pode facilitar a estabilização do tónus vascular local e pode influenciar o fluxo sanguíneo na cabeça do nervo ótico, equilibrando o antagonismo com um efeito fisiológico residual na circulação local.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Catol

O Catol (Solução Oftálmica de Cloridrato de Carteolol) é administrado exclusivamente por via tópica ocular, sendo aplicado diretamente na superfície do(s) olho(s) afetado(s). O regime posológico padrão requer a instilação de uma gota da solução a 1% no(s) olho(s) afetado(s), duas vezes por dia, sendo tipicamente agendada para aplicação de manhã e à noite. Esta frequência foi estabelecida para o protocolo de longo prazo na gestão da pressão intraocular.

As diretrizes de procedimento definem a utilização correta do medicamento e exigem ações específicas para manter a esterilidade e a eficácia. Para prevenir a contaminação, deve evitar-se o contacto da ponta do conta-gotas com o olho ou com quaisquer superfícies circundantes. Quando o Catol é administrado em conjunto com outros produtos oftálmicos tópicos, deve observar-se um intervalo de pelo menos 5 a 10 minutos entre as aplicações, para assegurar o efeito medicinal adequado.

Além disso, as lentes de contacto moles devem ser removidas antes da instilação, devido à presença do agente conservante, e só podem ser reintroduzidas após uma espera de 15 minutos.

As instruções oficiais incluem diretrizes específicas para o cumprimento do tratamento e para o contexto da administração. Se uma dose for esquecida, deve ser aplicada assim que houver recordação; no entanto, se estiver quase na hora da próxima dose agendada, a dose esquecida deve ser ignorada, uma vez que a duplicação de doses é proibida. Para doentes com glaucoma de ângulo fechado, o medicamento deve ser utilizado em conjunto com um agente miótico e não está autorizado para uso isolado. A segurança e a eficácia do medicamento não foram estabelecidas na população pediátrica (doentes com menos de 18 anos de idade), o que define uma restrição à sua utilização neste grupo.

Evidência clínica recente

Evidências Científicas e Panorama de Estudos sobre o Catol (Cloridrato de Carteolol)

Evidências para o Uso em Casos de Pressão Intraocular Elevada

A investigação sobre o Catol tem-se focado principalmente em estudos que exploram a pressão elevada no interior do olho, uma condição conhecida como Hipertensão Ocular e um dos principais fatores de risco associados ao Glaucoma Crónico de Ângulo Aberto. A evidência baseia-se largamente em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA). Estes estudos analisaram as medições imediatas e a natureza sustentada da pressão intraocular (PIO) medida, avaliando se a pressão era mantida num determinado nível ao longo do dia em intervalos de tempo definidos. Os resultados descrevem padrões nos quais a investigação examinou cenários de PIO elevada.

Os estudos registaram medições da alteração da pressão ocular durante o período do estudo. A investigação comparativa examinou o Catol juntamente com outros agentes, como o Timolol, em ensaios que monitorizaram a forma como os níveis de pressão dos grupos se alteraram nas populações observadas. A investigação descreve que os níveis de PIO relatados nos grupos do Catol foram medidos e acompanhados em comparação com os observados nos grupos de comparação.


Evidências a Longo Prazo e Durabilidade das Medições da PIO

Embora muitos dos ECA iniciais tenham durado apenas algumas semanas ou meses, alguns estudos incluíram fases de extensão de rótulo aberto, onde os doentes continuaram a ser monitorizados por períodos mais longos, até 12 ou 15 meses. A investigação realizada até ao momento indica que as medições da alteração da pressão ocular observadas a curto prazo foram monitorizadas durante períodos prolongados de observação dos doentes.

No entanto, a evidência é limitada no que diz respeito a resultados funcionais definitivos a longo prazo. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos com a mesma certeza que a medição da PIO a curto prazo. O foco principal das durações de acompanhamento mais longas disponíveis continua a ser o biomarcador PIO, em vez de resultados mais complexos que reflitam o funcionamento diário ou a estabilidade visual em períodos de tempo mais alargados.


O que ainda é Incerto sobre a Investigação do Catol

Embora a base de investigação para o Catol seja classificada como Alta para o seu resultado primário de medição da PIO, certos aspetos permanecem incertos. Uma limitação fundamental é a forte dependência da Pressão Intraocular (PIO) como principal resultado primário. A evidência a longo prazo para parâmetros funcionais, tais como resultados relacionados com o estado do campo visual, não está estabelecida de forma tão abrangente através de ECA comparativos de alta qualidade e de longa duração. A evidência comparativa que examina a pressão ocular medida do Catol face a outras terapias estabelecidas para a monitorização da PIO ao longo de muitos anos não está consistentemente disponível na literatura primária revista pelas entidades reguladoras.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Catol (FAQ)

P: Como é que o Catol é geralmente descrito em comparação com tratamentos mais antigos?

A informação oficial sobre o produto descreve o Catol como um bloqueador beta não seletivo. Este distingue-se pela sua Atividade Simpaticomimética Intrínseca (ASI), o que significa que atua como um estimulador parcial dos recetores beta, além de exercer o seu bloqueio. Esta característica mecânica única é por vezes destacada em documentos regulamentares quando comparada com outros antagonistas bloqueadores beta puros.

P: O Catol apresenta algum risco de dependência física?

Os documentos regulamentares do Catol (Solução Oftálmica de Carteolol) não registam qualquer risco de dependência física ou de abuso.

P: Existem efeitos secundários graves ou de longo prazo associados à utilização de Catol?

A informação de segurança regulamentar indica o potencial para reações adversas sistémicas graves típicas da classe dos bloqueadores beta, tais como insuficiência cardíaca, bloqueio cardíaco e broncoespasmo grave (estreitamento das vias respiratórias). O panorama geral da investigação oficial também sugere que os resultados funcionais de longo prazo relacionados com o tratamento não estão tão plenamente estabelecidos como as medições de curto prazo da pressão ocular.

P: É normal sentir cansaço na primeira semana após iniciar o Catol?

Os dados regulamentares reportam efeitos secundários que afetam o sistema nervoso, incluindo tonturas e fraqueza ou cansaço invulgares. Estes sintomas podem ser mais percetíveis à medida que o organismo se adapta ao medicamento. Qualquer sintoma persistente ou preocupante pode ser revisto com um profissional de saúde.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Catol?

Os sinais de uma reação alérgica grave, conforme relatado na informação de segurança para o doente, podem incluir erupção cutânea ou urticária, bem como inchaço dos lábios, rosto ou garganta. Sinais mais críticos que requerem atenção médica imediata incluem sibilos (pieira), aperto no peito ou dificuldade em respirar ou engolir.

P: Quanto tempo demora normalmente o Catol a começar a mostrar efeito?

Estudos regulamentares indicam que a concentração máxima do fármaco é medida pouco após a aplicação, aproximadamente aos 15 minutos. A redução da pressão ocular é observada logo após a administração.

P: Durante quantas horas dura o efeito de uma dose única de Catol?

A semivida de eliminação do fármaco é tipicamente reportada como sendo de 6 a 8 horas. O esquema posológico recomendado de duas vezes ao dia (BID) foi estabelecido para alcançar uma gestão sustentada da pressão ocular ao longo de um período de 24 horas.

P: O Catol interage com analgésicos comuns de venda livre?

A rotulagem regulamentar oficial especifica interações apenas com outros bloqueadores beta sistémicos e fármacos depletores de catecolaminas. Interações específicas com analgésicos comuns de venda livre, como o ibuprofeno ou o paracetamol, não constam formalmente das secções principais de interações do produto.

P: Existem vitaminas ou suplementos específicos que possam interagir com o Catol?

Os documentos regulamentares não listam interações específicas com vitaminas. No entanto, a informação oficial de prescrição recomenda que o profissional de saúde seja informado de todos os medicamentos e suplementos em utilização, uma vez que certos produtos à base de plantas, como a Erva de São João, têm o potencial de interagir com alguns medicamentos.

P: Pessoas com historial de problemas renais podem utilizar Catol?

De acordo com os dados farmacocinéticos, o Catol é eliminado do organismo principalmente através do rim. Embora o rótulo não detalhe alterações posológicas específicas para o compromisso renal, os doentes com problemas renais podem potencialmente ter um maior risco de experienciar efeitos adversos sistémicos devido a uma eliminação mais lenta.

P: O Catol é um tratamento destinado a uma utilização de curto ou longo prazo?

A informação oficial do produto descreve o Catol como um medicamento destinado a um protocolo sustentado de longo prazo para gerir condições crónicas como a pressão intraocular elevada.

P: O Catol requer monitorização especial ou análises laboratoriais?

A informação regulamentar oficial descreve que a monitorização regular da pressão ocular e da visão é uma parte importante do protocolo de tratamento. O rótulo também observa que doentes com diabetes podem necessitar de uma monitorização rigorosa do açúcar no sangue, uma vez que o fármaco pode mascarar alguns sinais de hipoglicemia.

P: Como é que o Catol é eliminado do organismo?

Com base em dados farmacológicos oficiais, o Catol é metabolizado no fígado. É depois eliminado do organismo principalmente através do rim.

P: O Catol possui algum Aviso de Caixa Preta das agências reguladoras?

O rótulo regulamentar destaca vários riscos graves e contraindicações potenciais (como insuficiência cardíaca grave e DPOC), mas não os classifica utilizando a designação específica de Aviso de Caixa Preta (ou Aviso Enquadrado).

P: Existem alergénios comuns como glúten ou lactose no Catol?

A informação oficial do produto fornece uma lista dos ingredientes inativos, incluindo um conservante. Embora o rótulo não declare explicitamente a ausência de alergénios como o glúten ou a lactose, os indivíduos com sensibilidades conhecidas poderão desejar rever a lista completa de componentes inativos com o seu profissional de saúde.

P: O Catol é classificado como uma substância controlada?

De acordo com o escalonamento oficial determinado pela Drug Enforcement Administration (DEA), o Catol não é classificado como uma substância controlada.

P: O que deve ser feito em caso de suspeita de sobredosagem de Catol?

A informação oficial para o doente afirma que uma suspeita de sobredosagem do medicamento requer atenção médica de emergência imediata ou o contacto com um Centro de Informação Antivenenos para obter orientações.

P: O que acontece se o Catol for interrompido subitamente?

A informação de segurança regulamentar adverte que a interrupção súbita do Catol em doentes com hipertiroidismo pode agravar a sua condição e poderá potencialmente colocar a vida em risco. A descontinuação abrupta de bloqueadores beta pode também levar a um agravamento de sintomas cardiovasculares pré-existentes.

P: O Catol afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

O rótulo regulamentar observa que, devido a potenciais efeitos adversos como tonturas ou visão turva, pode ser justificada precaução ao conduzir ou operar máquinas.

P: Que organismos reguladores aprovaram o Catol para utilização?

A informação oficial do produto confirma que o Catol recebeu aprovação da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA. Além disso, o medicamento é também referenciado em documentos de organismos reguladores noutras regiões.

P: Por que razão as pessoas interrompem a toma de Catol?

Os documentos regulamentares descrevem que o medicamento deve ser descontinuado se o doente desenvolver uma condição contraindicada (como bloqueio cardíaco grave ou asma) ou se experienciar reações adversas graves ou intoleráveis.

P: É comum ter mal-estar estomacal com o Catol?

Efeitos secundários gastrointestinais, incluindo náuseas e dor de estômago, foram relatados em dados clínicos. No entanto, estes estão listados entre as reações adversas menos comuns e não são considerados entre os efeitos secundários reportados com maior frequência.

Como Catol deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Catol

As instruções oficiais de conservação do Catol determinam que a solução oftálmica deve ser mantida a uma temperatura ambiente controlada, geralmente entre os 15 °C e os 25 °C. O produto deve ser protegido do congelamento e guardado ao abrigo do calor excessivo e da luz.

Para evitar a contaminação, o frasco deve ser mantido devidamente fechado quando não estiver a ser utilizado, e a ponta do conta-gotas não deve tocar no olho nem em qualquer outra superfície. Todos os medicamentos devem ser armazenados fora do alcance e da vista das crianças.

Os protocolos de eliminação dão prioridade à utilização de programas oficiais de retoma de medicamentos para produtos não utilizados ou com o prazo de validade expirado. Caso não exista um programa de retoma disponível, o produto deve ser misturado com uma substância desagradável, colocado num recipiente selado e colocado no lixo doméstico comum. Qualquer informação identificativa deve ser rasurada do rótulo original antes de se proceder à sua eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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