Cartine

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Cartine

O que é o Cartine? (Visão Geral Verificada)

Propriedade Descrição
Substância ativa Levocarnitina (L-carnitina)
Forma Solução oral, comprimidos, solução injetável
Classe farmacológica Agente metabólico, derivado de aminoácidos
Objetivo comum Restauração do metabolismo energético essencial
Origem Substância endógena (produzida como análogo de elevada pureza)

Que Tipo de Medicamento é o Cartine?

O Cartine é uma preparação farmacêutica especializada, classificada essencialmente como um agente metabólico e um derivado de aminoácidos, utilizada para tratar carências de um composto celular fundamental. A substância ativa é a Levocarnitina, o isómero L da carnitina, que é a forma biologicamente necessária para o organismo.

A necessidade médica deste composto é clinicamente reconhecida para o apoio a doentes com defeitos metabólicos confirmados ou patologias crónicas graves. Embora o corpo sintetize naturalmente a Levocarnitina (L-carnitina), o produto medicinal é um análogo de elevada pureza, fabricado sinteticamente para funcionar de forma idêntica à substância endógena. Isto confirma o seu estatuto como um agente terapêutico necessário, em vez de um suplemento alimentar geral.

De que é Feito o Cartine e Como Está Disponível?

O Cartine é formulado como um produto de substância ativa única, garantindo a entrega apenas da Levocarnitina essencial, sem a forma inativa D-carnitina.

Para atender às diversas necessidades dos doentes, o medicamento é disponibilizado em várias formas farmacêuticas: principalmente em solução oral — frequentemente com aroma para facilitar a administração — comprimidos e uma solução injetável para administração intravenosa (parentérica). A disponibilidade de uma solução injetável é uma característica fundamental, permitindo o suporte terapêutico em casos graves de deficiência ou quando os doentes não conseguem absorver o composto de forma eficaz por via oral.

Qual é o Objetivo Geral do Cartine?

O objetivo geral do Cartine é fornecer um apoio crítico à produção de energia celular, atuando como uma molécula transportadora no transporte de ácidos gordos de cadeia longa através da membrana mitocondrial interna.

Esta ação fisiológica fundamental é apoiada por estudos farmacológicos extensos que detalham o mecanismo pelo qual facilita a beta-oxidação, permitindo que a gordura seja metabolizada para obter energia em tecidos de elevada exigência. A função do medicamento centra-se na correção de anomalias metabólicas causadas pela falta deste cofator essencial, mantendo, em última análise, a saúde metabólica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Cartine?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Cartine (Levocarnitina) está formalmente organizado com base na classificação de potenciais eventos adversos de acordo com o sistema de órgãos afetado e a frequência da sua ocorrência. Os eventos adversos documentados com maior frequência afetam o sistema gastrointestinal, correlacionando-se muitas vezes com a dosagem administrada.

Componente Classificação e Exemplos
Reações adversas comuns Náuseas, vómitos, diarreia e cólicas abdominais. Estas são frequentemente dependentes da dose, e a redução da posologia pode atenuar os sintomas.
Classes de sistemas de órgãos envolvidas Doenças gastrointestinais, doenças do sistema nervoso e doenças musculoesqueléticas são frequentemente observadas na rotulagem oficial.
Outros efeitos registados Foi reportado um odor corporal distinto e transitório. As reações no local de injeção estão associadas à forma parentérica (injetável).

Eventos graves e clinicamente significativos estão também documentados na rotulagem regulamentar. Estes incluem o potencial para reações de hipersensibilidade graves (por exemplo, erupção cutânea grave, inchaço ou dificuldade respiratória) e relatos de alterações na atividade convulsiva (aparecimento de novas crises ou aumento da frequência e gravidade), particularmente em doentes com antecedentes de distúrbios convulsivos.

Existem considerações de segurança específicas para populações especiais. A administração oral crónica do medicamento em doentes com doença renal em fase terminal submetidos a hemodiálise está associada ao risco de acumulação de metabolitos potencialmente tóxicos. Além disso, o uso da forma não farmacêutica D,L-carnitina (mistura racémica) é estritamente proibido devido aos seus efeitos antagonistas sobre a componente ativa L-carnitina.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações Oficiais de Sobredosagem

Os documentos oficiais indicam que não existem relatos de toxicidade resultantes de uma sobredosagem de levocarnitina. No entanto, a administração de doses elevadas está associada a manifestações específicas relacionadas com a dose. Estas apresentações documentadas incluem queixas gastrointestinais ligeiras, tais como diarreia, náuseas e vómitos transitórios, e cólicas abdominais. Foi também assinalada a ocorrência de um odor corporal relacionado com o fármaco. Estes sintomas dependentes da dose são habitualmente atenuados através da redução da posologia.

Resultados Graves e Medidas de Emergência Necessárias

O perfil oficial de sobredosagem destaca riscos em indivíduos suscetíveis. Os resultados graves incluem o potencial para um aumento na frequência ou gravidade das crises em doentes com distúrbios convulsivos pré-existentes. Além disso, existe um risco específico para doentes com função renal gravemente comprometida, incluindo aqueles submetidos a diálise, em que o uso oral prolongado de doses elevadas pode resultar na acumulação dos metabolitos potencialmente tóxicos, trimetilamina e N-óxido de trimetilamina.

Deve procurar-se assistência médica imediata se forem observados sinais de uma reação de hipersensibilidade grave — tais como anafilaxia, edema laríngeo ou broncoespasmo. A gestão clínica envolve tratamento sintomático e de suporte. A informação técnica refere que a levocarnitina é facilmente removida do plasma através de diálise, não se conhecendo qualquer antídoto específico.

Usos terapêuticos de Cartine

O Cartine (Levocarnitina) é um agente metabólico sujeito a receita médica utilizado para tratar défices metabólicos. Esta terapia é relevante para aliviar sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos e apoia os doentes durante episódios de maior desconforto.

É aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional, primariamente em condições caracterizadas por uma deficiência primária de carnitina, certos erros inatos do metabolismo (como a acidémia propiónica) e a deficiência secundária observada em doentes submetidos a hemodiálise a longo prazo por doença renal crónica terminal.

O medicamento desempenha um papel na gestão de conjuntos complexos de sintomas que interferem com o funcionamento diário, incluindo fraqueza muscular profunda, fadiga crónica e cardiomiopatia (fraqueza do músculo cardíaco) associada ao défice energético. Pode também auxiliar na redução do risco de crises metabólicas agudas que criam um esforço fisiológico percetível.

“Esta terapia é utilizada para a gestão de condições marcadas por um aumento do stress fisiológico, ajudando a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais evidentes.”


Facto Rápido: Alívio para Défices Energéticos Sistémicos

Foco Principal Gestão de sintomas ligados à fraqueza muscular profunda e disfunção cardíaca em estados de deficiência.
Benefício Chave Apoia o doente durante episódios difíceis ao atenuar o impacto dos sintomas nas atividades rotineiras.
Cenário Clínico Relevante em contextos clínicos que requerem apoio crónico para a gestão de sintomas e suporte durante crises agudas.

Critérios de utilização e restrições

Estatuto de Elegibilidade Oficial: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Cartine?

A elegibilidade para a utilização do Cartine (Levocarnitina) é definida por documentos regulamentares com base nas características do doente e em condições médicas pré-existentes.


Contraindicações Absolutas

O uso do Cartine é proibido em doentes com hipersensibilidade conhecida ou reação alérgica grave à substância ativa, a Levocarnitina, ou a qualquer outro componente da formulação. Adicionalmente, as soluções orais que contenham sorbitol são contraindicadas em doentes com intolerância hereditária à frutose.


Utilização Restrita e Condicional

Grupo de População Estatuto de Elegibilidade ou Restrição
Insuficiência Renal Grave A administração crónica de doses orais elevadas não é recomendada devido à acumulação de metabolitos; a forma injetável está aprovada para doentes em diálise crónica.
Distúrbios Convulsivos A utilização requer uma monitorização rigorosa, uma vez que o medicamento pode exacerbar a atividade convulsiva pré-existente.
Diabetes Mellitus Doentes a receber agentes que reduzem o açúcar no sangue necessitam de uma monitorização cuidadosa da glicose plasmática devido ao risco de hipoglicemia.
Gravidez e Lactação O uso é permitido apenas se claramente necessário (dada a ausência de estudos humanos adequados). Durante a amamentação, é necessária uma decisão entre interromper o aleitamento ou o tratamento.

Elegibilidade por Grupo Etário

O uso está estabelecido e é permitido em todos os grupos etários, incluindo lactentes e crianças, para o tratamento de deficiências de carnitina documentadas. Os doentes idosos geralmente não necessitam de ajustes posológicos específicos baseados apenas na idade.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção resume o perfil oficial de interações do Cartine (Levocarnitina), baseando-se estritamente na documentação proveniente de fontes reguladoras oficiais.

Mapa de Entidades de Interação (Nível Geral)

Categoria Declaração ou Entidade de Interação Oficial
Medicamentos que Interagem Anticoagulantes cumarínicos; insulina e tratamentos hipoglicemiantes orais.
Base Mecanística Interação farmacodinâmica (efeitos documentados na anticoagulação e na utilização da glicose).
Risco de Acumulação Insuficiência renal grave (incluindo doença renal crónica terminal em diálise) ao tomar doses elevadas de levocarnitina por via oral.

Declarações Regulamentares Oficiais

A coadministração com anticoagulantes cumarínicos (por exemplo, varfarina, acenocumarol) tem sido associada a relatos de um aumento do Rácio Internacional Normalizado (INR).

Existe uma interação farmacodinâmica com a insulina e os agentes hipoglicemiantes orais que pode resultar em hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue).

A administração crónica de doses orais elevadas em doentes com insuficiência renal grave está associada à acumulação dos metabolitos inativos trimetilamina (TMA) e N-óxido de trimetilamina (TMAO).

A solução oral deve ser consumida lentamente e administrada em doses espaçadas uniformemente ao longo do dia para gerir a tolerância gastrointestinal.

Ligação ao perfil geral de interações

O perfil regulamentar está estruturado em torno dos requisitos de monitorização para agentes que modifiquem a coagulação ou os níveis de glicose no sangue. O perfil inclui uma restrição explícita e específica para certas populações relativamente à via de administração oral, devido ao risco de acumulação de metabolitos em doentes com função renal comprometida. Além disso, estão definidas regras obrigatórias quanto ao momento e à velocidade de consumo da solução oral para garantir a tolerância digestiva.

Mecanismo de ação

O Cartine é composto por L-carnitina, um derivado de aminoácido que funciona como uma molécula de transporte biológico. A sua ação principal consiste em facilitar o fluxo de ácidos gordos de cadeia longa (AGCL) através da membrana mitocondrial interna em tecidos com elevada necessidade energética, tais como os músculos esqueléticos e o músculo cardíaco. Este processo é mediado pelo sistema da carnitina palmitoiltransferase (CPT).

Mais especificamente, a Carnitina Palmitoiltransferase I (CPT I), uma enzima localizada na membrana mitocondrial externa, catalisa a transferência do grupo acilo dos AGCL (ligados à Coenzima A) para a L-carnitina, formando um composto de acilcarnitina. Esta acilcarnitina é subsequentemente translocada para a matriz mitocondrial pela translocase de carnitina-acilcarnitina (CACT). Uma vez dentro da matriz, a Carnitina Palmitoiltransferase II (CPT II), situada na membrana mitocondrial interna, converte a acilcarnitina novamente em L-carnitina e acil-CoA.

O acil-CoA resultante é o substrato que entra na via da beta-oxidação, a cascata intracelular que acaba por levar à geração de acetil-CoA e à subsequente síntese de ATP através do ciclo do ácido cítrico. Adicionalmente, a L-carnitina exporta grupos acilo em excesso da matriz mitocondrial, prevenindo a acumulação de ácidos orgânicos tóxicos e mantendo a homeostase celular de acil-CoA/CoA.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Cartine: Diretrizes Oficiais de Administração

A utilização do Cartine (Levocarnitina) é regida estritamente pelas instruções oficiais relativas às suas formas aprovadas, oral e intravenosa. A dosagem é altamente individualizada e depende de uma titulação baseada na condição específica do doente e nos seus valores laboratoriais.


Âmbito da Administração

Instrução Diretriz Oficial
Via de Administração Oral (comprimidos/solução) para terapia crónica, e Intravenosa (IV) para crises metabólicas agudas ou doentes em hemodiálise.
Dosagem Oral Padrão O intervalo típico para adultos é de 1 a 3 g/dia em tomas repartidas. A dosagem da solução oral deve iniciar-se com 1 g/dia e ser aumentada lentamente.
Dosagem IV (Aguda) A dose é de 50 mg/kg administrada como um bolus lento de 2 a 3 minutos ou por perfusão, com doses subsequentes administradas a cada 3 a 6 horas em crise aguda.
Momento em Relação às Refeições As doses orais devem ser administradas durante ou após as refeições e consumidas lentamente para melhorar a tolerância.
Regras por Grupo Etário A dose pediátrica recomendada é de 50 a 100 mg/kg/dia em tomas repartidas, não devendo exceder as 3 g/dia.

Estrutura Procedimental e Restrições

A administração do Cartine é altamente procedimental, sendo definida pelos seguintes requisitos:

  • Titulação da Dose: O tratamento exige o aumento gradual da dose a partir do valor inicial, enquanto se monitoriza a tolerância e a resposta terapêutica.
  • Monitorização: O protocolo oficial exige a medição periódica das concentrações plasmáticas de carnitina livre (com um intervalo alvo geral de 35 a 60 µmol/L) e análises bioquímicas ao sangue para orientar os ajustes posológicos.
  • Restrição de Via: A solução oral não se destina a uso parentérico. Inversamente, a dose IV para doentes em hemodiálise (10 a 20 mg/kg) é administrada em bolus após cada sessão de diálise.

Estas instruções formalizam um protocolo padronizado de longo prazo, caracterizado por uma gestão cuidadosa da dosagem e supervisão laboratorial contínua, independentemente da via de administração.

Evidência clínica recente

Evidência Científica: Visão Geral dos Estudos sobre o Cartine (Levocarnitina)

Evidência de Utilização na Deficiência Primária de Carnitina

A investigação sobre a deficiência primária de carnitina, um distúrbio metabólico hereditário grave e raro, tem sido realizada em contextos especializados. Esta evidência é recolhida principalmente a partir de relatos de casos, séries de casos e revisões regulamentares de longo prazo da experiência clínica acumulada. A investigação explorou indicadores como a função cardíaca e a fraqueza muscular grave (hipotonia), tendo os estudos monitorizado marcadores bioquímicos, tais como os níveis de carnitina livre no plasma. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relacionados com a estabilização de marcadores bioquímicos e alterações medidas durante o período do estudo para sintomas graves. A evidência derivada destes contextos especializados contribui para a compreensão desta condição.

Evidência de Utilização na Deficiência Secundária em Hemodiálise Prolongada (DRCT)

Para doentes submetidos a hemodiálise prolongada devido a doença renal crónica terminal (DRCT), foram realizados inúmeros Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs) e subsequentes Revisões Sistemáticas. A investigação examinou o efeito do composto em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, incluindo a força muscular, a fadiga crónica e medidas da função do músculo cardíaco. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relacionados com medições bioquímicas, onde foram monitorizadas alterações nos níveis de carnitina plasmática. No entanto, para certos resultados reportados pelos doentes que descrevem desconforto percecionado, tais como a fadiga e a capacidade de exercício, os resultados foram mistos e frequentemente inconsistentes entre os diferentes ensaios.

O Que Ainda Permanece Incerto na Investigação sobre o Cartine

As principais limitações da investigação incluem o facto de, para as indicações metabólicas raras, faltar evidência comparativa, e a qualidade da evidência variar entre os estudos, dependendo frequentemente de dados observacionais devido a questões éticas. Para as indicações mais comuns, como a deficiência secundária em doentes com DRCT, embora tenham sido realizados inúmeros ensaios, a duração do acompanhamento foi limitada em muitos RCTs, indicando que existe informação limitada para resultados a longo prazo e não existem dados de investigação que permitam prever se um indivíduo responderá de forma semelhante com base nos resultados dos estudos disponíveis.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Cartine (FAQ)


P: A fadiga é um possível efeito secundário do Cartine? Os perfis oficiais de efeitos secundários listam principalmente problemas gastrointestinais e efeitos nos sistemas nervoso e musculoesquelético. No entanto, estudos que analisaram a utilização de Cartine em doentes em hemodiálise exploraram especificamente o seu efeito na fadiga crónica reportada e nas medições da força muscular.


P: Existem restrições alimentares mencionadas na informação do Cartine? As diretrizes oficiais para as formas orais indicam que o medicamento deve ser consumido durante ou após as refeições. Esta regra relativa ao momento da administração está descrita nas orientações de utilização.


P: Existem órgãos ou sistemas específicos que o Cartine afete? A função central do medicamento foca-se no apoio à produção de energia, particularmente em tecidos com elevadas necessidades energéticas, como o músculo cardíaco e o músculo esquelético. Além disso, os relatos de eventos adversos envolvem mais frequentemente o sistema gastrointestinal, estando também documentados efeitos nos sistemas nervoso e musculoesquelético.


P: O Cartine pode ser utilizado por pessoas com problemas renais? De acordo com as informações oficiais, a utilização é condicional para quem sofre de problemas renais graves. É permitido o uso da forma injetável em doentes submetidos a diálise de longo prazo. Contudo, doses orais elevadas e crónicas não são habitualmente recomendadas para indivíduos com insuficiência renal grave, devido ao risco documentado de acumulação de metabolitos inativos.


P: Porque é que o folheto oficial menciona o risco de um efeito secundário específico? Os avisos na informação oficial do produto refletem observações de segurança documentadas em grupos específicos de doentes. Por exemplo, é assinalado um risco de aumento da atividade convulsiva, uma vez que o medicamento pode ter o potencial de agravar condições convulsivas pré-existentes em alguns doentes.


P: O Cartine requer monitorização regular durante a sua utilização? Sim, o protocolo oficial de utilização exige a medição periódica de certos marcadores, incluindo as concentrações plasmáticas de carnitina livre e parâmetros bioquímicos sanguíneos. Esta monitorização é necessária para acompanhar a tolerância e fornecer informações para o ajuste da dose individualizada.


P: Existem considerações especiais para o uso de Cartine durante a gravidez? Os documentos indicam que o uso durante a gravidez só é permitido se for claramente necessário, dado que faltam estudos humanos adequados para estabelecer totalmente os efeitos. Além disso, as mães que amamentam devem considerar os potenciais riscos para a criança face aos benefícios do tratamento durante o aleitamento.


P: O guia do medicamento menciona preocupações raras mas graves? Sim, a informação oficial inclui relatos de eventos graves. Estas preocupações documentadas incluem o potencial para reações de hipersensibilidade graves (respostas alérgicas severas) e alterações na atividade convulsiva, especialmente em doentes com historial prévio de distúrbios convulsivos.


P: O perfil de segurança a longo prazo do Cartine está bem estabelecido? A informação oficial descreve a utilização como um protocolo de longo prazo, mas devem ser considerados pontos de dados específicos. Observa-se um risco associado à administração oral crónica de doses elevadas em doentes com problemas renais graves, e alguns ensaios clínicos para certas indicações tiveram períodos de acompanhamento limitados para avaliar os resultados a longo prazo.


P: Que fatores podem influenciar a forma como o Cartine funciona numa pessoa? As orientações enfatizam que a eficácia do medicamento depende da condição metabólica subjacente do doente e da adesão à monitorização necessária e ao protocolo de dose individualizada. O fármaco destina-se a facilitar o transporte de ácidos gordos de cadeia longa para a produção de energia.


P: O Cartine pode afetar os resultados de exames laboratoriais? O protocolo exige a medição periódica das concentrações plasmáticas de carnitina e de parâmetros bioquímicos sanguíneos para monitorizar o tratamento. Adicionalmente, uma interação documentada com anticoagulantes cumarínicos requer a monitorização do Rácio Internacional Normalizado (INR), uma medida da coagulação sanguínea.


P: É possível utilizar o Cartine com outros medicamentos prescritos? Sim, é possível utilizar o Cartine com outros medicamentos, mas existem certas interações farmacodinâmicas documentadas. Estas interações exigem uma monitorização rigorosa, especificamente quando utilizado em conjunto com anticoagulantes cumarínicos ou medicamentos para controlar os níveis de glicose no sangue.


P: O Cartine pode ser tomado a longo prazo? A utilização do Cartine para as suas indicações aprovadas é geralmente descrita como um protocolo de longo prazo. A duração do tratamento pode ser crónica, especialmente em condições metabólicas hereditárias ou em doentes que recebem diálise de longo prazo.


P: O que acontece se eu me esquecer de uma toma de Cartine? As orientações indicam que uma dose esquecida pode ser tomada assim que se lembre. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, deve saltar-se a dose esquecida para evitar tomar as doses com um intervalo demasiado curto.


P: O Cartine tem impacto no sono? O perfil oficial de reações adversas não lista explicitamente insónia ou sonolência. No entanto, alguns efeitos documentados no sistema nervoso incluem relatos de tonturas e dores de cabeça, que são condições que poderiam afetar indiretamente a qualidade do sono.


P: Como é habitualmente descrita a evidência científica do Cartine? Os documentos oficiais descrevem a evidência utilizando vários tipos de estudos, incluindo Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs) para as indicações mais comuns e relatos ou séries de casos para distúrbios metabólicos raros. Os resumos referem por vezes que as conclusões para certos resultados foram mistas ou inconsistentes entre os diferentes ensaios.


P: Qual é a expectativa geral para a duração do uso de Cartine? A terapia é descrita como um protocolo de longo prazo concebido para corrigir uma deficiência específica de carnitina. Para distúrbios metabólicos hereditários e doentes submetidos a diálise crónica, espera-se frequentemente que a duração do tratamento seja prolongada.


P: O Cartine tem avisos relacionados com a condução ou utilização de máquinas? O perfil de reações adversas inclui relatos de condições como convulsões e tonturas. Uma vez que estes efeitos documentados podem prejudicar as capacidades físicas e mentais, os doentes devem estar cientes deste potencial ao conduzir ou utilizar máquinas.


P: O Cartine é uma substância controlada? A formulação farmacêutica da substância ativa, Levocarnitina (Cartine), não está classificada como uma substância controlada nos sistemas de escalonamento federais.


P: O Cartine está disponível sem receita médica em algum lugar? As formulações farmacêuticas do medicamento estão disponíveis apenas mediante receita médica para o tratamento de deficiência de carnitina documentada. No entanto, a substância ativa, a L-carnitina, também está disponível em formas não farmacêuticas vendidas como suplementos alimentares.


P: O Cartine tem uma classificação de segurança em crianças? O uso está estabelecido e é permitido em todos os grupos etários, incluindo lactentes e crianças, para o tratamento de deficiências de carnitina documentadas. Existem protocolos específicos de administração e monitorização para uso pediátrico.

Como Cartine deve ser armazenado e descartado?

A conservação e a eliminação do Cartine (levocarnitina) devem seguir rigorosamente as instruções oficiais, que variam consoante a formulação.

Requisitos Oficiais de Conservação e Manuseamento

No que respeita à temperatura, a maioria das formulações deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada, entre os 20°C e os 25°C. As formas líquidas devem evitar o calor excessivo e ser protegidas do congelamento.

Relativamente ao acondicionamento e proteção, os comprimidos devem permanecer no recipiente original devido à sua natureza sensível à humidade (higroscópica). Os frascos injetáveis e os recipientes de solução oral devem ser conservados na embalagem exterior para garantir a proteção contra a luz.

Quanto à estabilidade após abertura, a solução oral deve ser rejeitada após 30 a 60 dias da primeira abertura, conforme especificado na rotulagem do produto.

Eliminação e Segurança

Todas as formas do medicamento devem ser mantidas fora do alcance das crianças. O medicamento não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado através de um programa de recolha de medicamentos ou misturado com uma substância indesejável e colocado no lixo, devendo a eliminação cumprir os requisitos locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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