Cafona

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Cafona

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Leucovorina Cálcica (Ácido Folínico)
Forma farmacêutica Comprimido, Solução, Pó para solução (Injetável)
Classe farmacológica Análogo do ácido fólico, Antídoto, Agente de resgate
Função comum Fornecimento de cofatores metabólicos essenciais
Origem Derivado sintético

Cafona é uma preparação farmacêutica sujeita a receita médica cujo princípio ativo é a Leucovorina Cálcica, um composto sintético utilizado como fonte de folato reduzido essencial. É formalmente classificado pelas autoridades de saúde como um análogo do ácido fólico e um derivado do folato. Este papel metabólico especializado é clinicamente reconhecido através de diversos estudos farmacológicos que sublinham a sua utilidade no suporte da função celular. A substância é também amplamente reconhecida pelos sinónimos ácido folínico e pela designação histórica fator Citrovorum.

Que tipo de medicamento é o Cafona (Leucovorina Cálcica)?

O Cafona é fundamentalmente um medicamento sintético categorizado farmacologicamente como um antídoto e clinicamente como um agente de resgate. A leucovorina difere da vitamina ácido fólico natural porque já se encontra na sua forma de folato reduzido, o que significa que está diretamente disponível para ser utilizada pelo organismo. Isto elimina a necessidade de ativação pela enzima di-hidrofolato redutase (DHFR). Esta disponibilidade direta é uma característica fundamental que distingue a leucovorina dos suplementos nutricionais comuns. Trata-se de um produto de ingrediente único, mas a preparação é uma mistura racémica contendo tanto o isómero D inativo como o isómero L biologicamente ativo, conhecido como Levoleucovorina.

Como é classificada e administrada a Leucovorina?

Enquanto especialidade farmacêutica, a leucovorina é utilizada pelo seu papel como modulador da di-hidrofolato redutase. É fornecida em múltiplas formas farmacêuticas, incluindo comprimidos para administração oral, e uma solução estéril ou pó para solução destinado à administração parentérica. Este medicamento é considerado crucial porque fornece ao organismo os componentes metabólicos necessários quando a síntese desses fatores é interrompida, confirmando a sua natureza essencial como agente corretivo. As formas injetáveis são preparadas para permitir a administração via injeção intramuscular (IM) ou injeção intravenosa (IV) utilizando uma base aquosa.

Qual é o objetivo geral de um agente de resgate derivado do folato?

O principal benefício geral do Cafona é atuar como uma rede de segurança celular, fornecendo aos tecidos saudáveis os cofatores necessários para contornar bloqueios metabólicos causados por determinados medicamentos. Ao repor rapidamente os elementos fundamentais necessários para a síntese e reparação do ADN, a função primária do medicamento é contrariar os efeitos sistémicos não pretendidos que podem ocorrer quando essas outras terapias interferem com o suprimento natural de folato do organismo. Um cenário de utilização neutra típico envolve a sua aplicação durante regimes terapêuticos específicos para assegurar a proteção de células saudáveis em divisão rápida.

Quais efeitos secundários são possíveis com Cafona?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial da Leucovorina Cálcica (Cafona) estabelece uma distinção clara entre o número limitado de reações adversas causadas pelo medicamento em si e as toxicidades significativas observadas quando este é utilizado em combinação com outros agentes quimioterápicos, particularmente o 5-fluorouracilo (5-FU).

Reações Adversas Intrínsecas e Frequências

As reações adversas documentadas para a Leucovorina Cálcica quando administrada isoladamente estão agrupadas por classes de sistemas de órgãos e frequências, seguindo as normas regulamentares. No âmbito das Doenças do Sistema Imunitário, incluem-se a hipersensibilidade e a urticária, com relatos de reações anafiláticas classificados como muito raros. Nas Perturbações Gerais, como a pirexia (febre), foram registados casos pouco frequentes após a administração parentérica. Relativamente às Doenças do Sistema Nervoso, as convulsões e a síncope são consideradas eventos raros.

Segurança em Terapêutica Combinada

A leucovorina tem a capacidade documentada de aumentar a toxicidade de outros medicamentos com os quais é administrada, o que constitui a principal preocupação de segurança no uso combinado. Em regimes que incluem o 5-fluorouracilo, as toxicidades Gastrointestinais e Hematológicas ocorrem com elevada frequência e gravidade. As reações adversas graves notificadas incluem enterocolite grave, diarreia intratável e desidratação, que podem levar ao óbito, verificando-se um risco acrescido em doentes idosos.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

A segurança do medicamento é formalmente limitada por contraindicações específicas detalhadas na rotulagem regulamentar. O medicamento é considerado uma terapêutica inadequada para a anemia perniciosa e outras anemias megaloblásticas resultantes da deficiência de Vitamina B12; isto deve-se ao facto de a sua utilização poder ocultar os sintomas enquanto danos neurológicos irreversíveis continuam a progredir. Adicionalmente, a administração pela via intratecal é proibida. Recomenda-se precaução em doentes com função renal comprometida, tendo-se observado também uma maior frequência de convulsões em doentes epiléticos sob tratamento com determinados fármacos antiepiléticos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem com Leucovorina Cálcica (Cafona) está descrita oficialmente na documentação regulamentar relativamente a duas preocupações principais: a perda do efeito terapêutico e o potencial de toxicidade aguda derivado da sua formulação. Está formalmente documentado que doses excessivas podem prejudicar ou anular a atividade antitumoral pretendida de terapêuticas concomitantes com antagonistas do ácido fólico, o que constitui a consequência mais direta de uma sobredosagem.

A forma injetável acarreta um risco de toxicidade aguda devido ao componente de cálcio. Sintomas relacionados com a hipercalcemia são um achado fisiológico documentado caso a velocidade máxima obrigatória de perfusão intravenosa de 160 mg por minuto seja excedida. Deve procurar-se assistência médica urgente de imediato se ocorrerem quaisquer sinais de toxicidade relacionados com uma administração rápida.

Um risco de sobredosagem distinto e crítico surge quando a Leucovorina é utilizada em combinação com o 5-fluorouracilo. Neste contexto, a rotulagem oficial refere que a toxicidade gastrointestinal grave, incluindo enterocolite e desidratação, pode colocar a vida em risco. Os doentes idosos ou debilitados são explicitamente identificados como estando em maior risco de sofrer estes desfechos graves, sendo necessária ajuda médica imediata perante a manifestação de diarreia grave ou estomatite. Além disso, as autoridades regulamentares proíbem a administração intratecal de Leucovorina Cálcica em qualquer circunstância, devido às graves consequências documentadas. Não existe nenhum antídoto químico específico para a sobredosagem de Leucovorina Cálcica listado nas informações oficiais de prescrição.

Usos terapêuticos de Cafona

O que o Cafona trata: principais utilizações e benefícios

O papel principal do Cafona (Leucovorina Cálcica) consiste em proporcionar assistência terapêutica, o que se traduz em benefícios clínicos importantes em diversos cenários. O medicamento é habitualmente utilizado como um agente de resgate para diminuir a toxicidade e contrariar os efeitos de quimioterapias específicas com doses elevadas de antifolatos. Esta intervenção é relevante para gerir e aliviar o peso de sintomas altamente desgastantes, tais como mucosite grave (feridas na boca), diarreia grave e quedas críticas na contagem de células sanguíneas (mielossupressão).

O Cafona é também utilizado como um antídoto imediato para contrariar os efeitos tóxicos resultantes de uma sobredosagem inadvertida de antagonistas específicos do ácido fólico. Além disso, trata a anemia megaloblástica devido à deficiência de folato quando um doente não consegue absorver suplementos por via oral, e pode auxiliar na gestão de sintomas de certas condições raras, como a Deficiência Cerebral de Folato. Na oncologia, é aplicado em combinação com o 5-fluorouracilo para o tratamento do cancro colorretal avançado, contribuindo para a eficácia do regime terapêutico.


Facto Rápido: Suporte Sintomático em Contextos de Quimioterapia
O Cafona é aplicado em contextos clínicos onde os sintomas são causados pelos efeitos sistémicos não pretendidos de medicamentos potentes, apoiando o doente durante períodos sintomáticos em que é necessária uma gestão adicional do desconforto.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Cafona

A documentação regulamentar oficial define a elegibilidade para o Cafona (Leucovorina Cálcica) através de proibições absolutas, avisos específicos de administração e requisitos de utilização condicional.

Contraindicações Absolutas

O uso de Cafona é contraindicado e deve ser evitado em doentes diagnosticados com Anemia Perniciosa ou qualquer outra forma de anemia megaloblástica decorrente da carência de Vitamina B12. O medicamento constitui uma terapêutica inapropriada nestes casos. É também contraindicado para doentes com hipersensibilidade grave conhecida à leucovorina ou a produtos que contenham ácido folínico.

Restrições Obrigatórias

O Cafona nunca deve ser administrado por via intratecal (no líquido cefalorraquidiano), uma vez que esta via é proibida.

Quando utilizado em combinação com o 5-fluorouracilo, o tratamento não deve ser iniciado ou mantido em doentes que apresentem sintomas de toxicidade gastrointestinal grave, até que esses sintomas estejam totalmente resolvidos.

Elegibilidade Condicional e Populações Especiais

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar
Insuficiência Renal Utilização condicional; requer avaliação clínica cuidadosa devido à potencial excreção retardada do fármaco.
Gravidez / Lactação Utilizar apenas quando claramente necessário; recomenda-se precaução para mães que amamentam.
Idosos (Geriátricos) Recomenda-se precaução devido ao maior risco de toxicidade grave quando combinado com o 5-fluorouracilo.
Pediatria Aprovado para uso em crianças, mas é necessária precaução devido ao potencial aumento da frequência de convulsões em doentes suscetíveis.

A elegibilidade é definida por critérios regulamentares oficiais que excluem rigorosamente certos grupos de doentes e estados fisiológicos, permitindo simultaneamente o uso em adultos e crianças sob condições específicas e documentadas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais classificam as interações com o Cafona (Leucovorina Cálcica) em dois domínios principais: o antagonismo farmacodinâmico e a alteração da exposição a outros fármacos administrados em conjunto. A interação mais significativa envolve o 5-Fluorouracilo (5-FU), em que a leucovorina potencia os efeitos citotóxicos e tóxicos, levando a uma maior frequência e gravidade de toxicidades gastrointestinais. Devido a esta incompatibilidade física, as diretrizes determinam que as formas injetáveis de leucovorina e de 5-FU não devem ser misturadas na mesma injeção ou perfusão intravenosa.

Interações Farmacodinâmicas e de Exposição

Substância/Classe Interatua Tipo de Interação Restrição ou Resultado Oficial
Antagonistas do Ácido Fólico (ex: Metotrexato, Trimetoprim) Antagonismo farmacodinâmico O uso simultâneo não é recomendado, uma vez que a leucovorina reduz ou inibe os efeitos do fármaco antagonista.
Fármacos Antiepiléticos (ex: Fenitoína, Fenobarbital) Alteração farmacocinética Está documentada uma diminuição das concentrações plasmáticas do fármaco antiepilético.

A administração conjunta com fármacos antiepiléticos acarreta um risco de aumento da frequência de convulsões. Além disso, as informações oficiais incluem avisos específicos para determinadas populações: a interação com o 5-FU está associada a um risco de toxicidade exacerbado em doentes idosos, e o risco de convulsões com antiepiléticos é especificamente assinalado em crianças suscetíveis. Uma restrição procedimental distinta exige que a leucovorina injetável seja administrada a uma velocidade não superior a 160 mg por minuto, por via intravenosa, devido ao teor de cálcio da formulação.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Cafona (Leucovorina Cálcica) baseia-se num mecanismo de desvio metabólico, fornecendo componentes essenciais para a síntese de ADN através da reposição de cofatores. A leucovorina é um cofator de folato já reduzido, estando diretamente disponível para utilização e contornando a etapa enzimática catalisada pela Di-hidrofolato Redutase (DHFR). Esta interação molecular assegura que a célula mantenha uma reserva de tetra-hidrofolato ativo, promovendo a disponibilidade dos cofatores necessários para a síntese de material genético.

Esta forma ativa é necessária para enzimas fundamentais, como a Sintetase do Timidilato (TS) e outras na via de síntese de purinas. Ao fornecer unidades de carbono único, este mecanismo permite retomar a produção dos blocos constituintes do ADN e ARN (purinas e pirimidinas). Esta capacidade de biossíntese restaurada resulta na proliferação sustentada de tecidos com elevada renovação celular.

As consequências fisiológicas resultantes, particularmente em sistemas com divisão celular rápida, tais como a medula óssea e a mucosa gastrointestinal, são a manutenção da hematopoiese e o apoio à reparação do revestimento epitelial gastrointestinal. A eficiência deste mecanismo é condicionada pelo facto de apenas o isómero L (Levoleucovorina) ser ativo, dependendo também da funcionalidade dos transportadores celulares de folato para facilitar a captação pelo organismo.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Cafona

A administração do Cafona (Leucovorina Cálcica) é regida por diretrizes específicas, baseadas em protocolos detalhados na documentação regulamentar oficial. A utilização correta do medicamento depende do contexto clínico e do cumprimento rigoroso das regras de dosagem e da cronologia de administração.


Âmbito da Administração

Entidade Diretriz Oficial de Administração
Via de administração A administração está aprovada por via Oral (comprimidos) ou por via Parentérica, especificamente por injeção intravenosa (IV) ou injeção intramuscular (IM) (soluções/pó).
Esquema posológico A dosagem é altamente variável consoante a indicação; a dose específica em mg/m^2 para protocolos de resgate de antifolatos está precisamente ligada à dose e ao esquema do fármaco antagonista, conforme especificado nas informações de prescrição.
Requisitos de preparação As formas em pó requerem reconstituição com um diluente oficial, seguida de uma diluição adicional antes da perfusão IV. A perfusão IV não deve exceder uma velocidade máxima especificada para garantir uma entrega controlada.

Classificações das Instruções (Nível Geral)

Classificação Princípio
Padrão de frequência Um esquema de doses múltiplas intermitentes (por exemplo, a cada 6 horas) é o padrão para resgates em que o fator tempo é crítico, enquanto um esquema cíclico se aplica a terapêuticas combinadas.
Restrições de contexto de uso A utilização está sujeita a uma dependência temporal crítica; a dose inicial deve ocorrer dentro de uma janela de tempo obrigatória em relação à administração do antagonista.

Estrutura Procedimental Resultante

Sequência Oficial de Etapas:

Determinar a indicação aprovada precisa para identificar o protocolo correspondente de dose e esquema.

Administrar a dose calculada através da via necessária (Oral, IM ou IV); no caso da via IV, garantir que a velocidade de perfusão cumpre o limite máximo especificado.

A continuação ou interrupção da terapêutica é tipicamente definida por critérios laboratoriais, tais como níveis séricos do fármaco abaixo de um limiar crítico.

Ligação ao protocolo global de utilização

As instruções oficiais estabelecem que a administração do Cafona é um protocolo altamente estruturado que deve seguir rigorosamente regimes predeterminados com base na indicação, na dose administrada e no tempo. Estas regras definem o método preciso de preparação do fármaco e a velocidade de entrega, tornando a duração total da terapêutica dependente do alcance de indicadores laboratoriais específicos e medidos.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Cafona (Leucovorina Cálcica)


Evidência de Investigação para Uso como Agente de Resgate Após Terapêutica com Doses Elevadas de Metotrexato (MTX)

Estudos clínicos e ensaios controlados exploraram a utilização da Leucovorina em doentes submetidos a terapêutica com doses elevadas de Metotrexato (MTX). A investigação analisou esta aplicação em populações adultas e pediátricas. Os estudos monitorizaram a concentração de MTX no sangue ao longo de intervalos de tempo definidos. Foram avaliados resultados relacionados com o stresse ou compromisso fisiológico, focando-se especificamente na documentação de potenciais toxicidades, tais como descidas acentuadas nas contagens de células sanguíneas (mielossupressão), feridas na boca (mucosite) e diarreia grave. Os investigadores também observaram medidas de estabilidade da função renal durante o período do estudo.

A investigação descreve protocolos de administração de Leucovorina que continuaram até que os níveis de MTX caíssem abaixo de um limiar de medição predefinido. Os estudos reportaram padrões observados na presença e evolução de potenciais toxicidades durante o período de resgate. Esta evidência contribui para o panorama mais amplo da investigação que descreve potenciais efeitos sistémicos associados a regimes de doses elevadas de MTX.

No entanto, os resultados indicam que a dosagem precisa depende fortemente da rapidez com que cada doente individual elimina o MTX do seu sistema. A necessidade de uma dosagem altamente individualizada no contexto de resgate é uma característica assinalada nos protocolos de investigação. Falta evidência comparativa no que diz respeito a estudos diretos de grande escala que comparem a Leucovorina com outros agentes potenciais. Além disso, os dados existentes focam-se principalmente na observação a curto prazo da eliminação do MTX, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos após esta intervenção aguda.


Evidência de Investigação para Uso com 5-Fluorouracilo (5-FU) no Cancro Colorretal Avançado

A combinação de Leucovorina com o agente quimioterápico 5-Fluorouracilo (5-FU) tem sido objeto de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e ensaios clínicos de Fase II/III. Esta investigação explorou a sua utilização em doentes adultos e idosos com cancro colorretal avançado ou metastático.

Os estudos monitorizaram resultados incluindo o tempo de Sobrevivência Global, a Taxa de Resposta Objetiva (medição de alterações no tumor) e o Tempo até à Progressão. Os investigadores documentaram também a frequência e gravidade dos efeitos secundários, tais como diarreia grave e inflamação da boca (estomatite). Os estudos reportaram medições dos tempos de sobrevivência e documentaram padrões observados entre os grupos de estudo.

As durações do acompanhamento foram limitadas nalguns estudos iniciais, onde os resultados descreveram alterações na resposta tumoral, mas não necessariamente uma diferença significativa na duração da Sobrevivência Global. A investigação observou que os resultados reportados dependiam do esquema posológico e da via de administração precisos utilizados nos ensaios; por conseguinte, os resultados aplicam-se apenas às condições específicas sob as quais os estudos foram conduzidos.


Evidência de Investigação para Abordagem de Deficiências Específicas de Folatos

Esta área de utilização é apoiada por investigação que difere das aplicações oncológicas.

Evidência para Anemias Megaloblásticas

A investigação explorou o uso de Leucovorina em lactentes, crianças e adultos diagnosticados com anemia megaloblástica causada por deficiência de folatos, particularmente quando o doente não conseguia absorver adequadamente suplementos orais. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como alterações nas contagens de células sanguíneas e resultados comunicados pelos doentes descrevendo o desconforto percebido relacionado com os sintomas de anemia. Os resultados descreveram padrões relacionados com estes indicadores ao longo de intervalos de observação de curto prazo. As propriedades da substância são citadas por organismos regulamentares no contexto desta utilização. No entanto, a evidência é limitada e não se baseia em ensaios aleatorizados de grande escala. A investigação sobre o seu uso na anemia megaloblástica não inclui tipicamente populações com deficiência coexistente de Vitamina B12, o que limita os dados neste subgrupo.

Evidência para Deficiência Cerebral de Folatos (DCF)

Os estudos para a Deficiência Cerebral de Folatos (DCF) consistem maioritariamente em pequenos ensaios clínicos controlados e análises sistemáticas de relatos de casos envolvendo doentes pediátricos. A investigação analisou alterações de sintomas a curto prazo, incluindo marcadores de desenvolvimento, frequência de convulsões e competências de comunicação. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desequilíbrio funcional através da medição dos níveis de folato no líquido cefalorraquidiano. As dimensões das amostras foram modestas em todo o panorama de investigação e a qualidade da evidência varia entre estudos, o que significa que a possibilidade de generalização dos resultados é incerta.


Estudos a Longo Prazo e Duração do Acompanhamento

A duração da observação varia significativamente entre os diferentes cenários de investigação da Leucovorina. No contexto de resgate, os estudos focaram-se na monitorização aguda a curto prazo, continuando frequentemente apenas até que o agente tóxico fosse eliminado do organismo. De um modo geral, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos ou bem caracterizados em todas as utilizações estudadas, uma vez que os estudos foram frequentemente desenhados para objetivos de curto prazo.


Áreas de Incerteza e Lacunas na Investigação

A investigação fornece contexto, mas também destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto. Falta evidência comparativa para certas utilizações, o que significa que existem poucos estudos diretos que comparem a Leucovorina com outros agentes potenciais. A qualidade da evidência varia entre estudos, particularmente para condições como a anemia megaloblástica ou a DCF, onde a base de investigação assenta mais em relatos de casos e pequenas coortes, fazendo com que a certeza permaneça baixa nestas áreas. A necessidade de uma dosagem altamente individualizada no contexto de resgate é uma característica assinalada nos protocolos de investigação. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo para muitas das suas aplicações, dado que os estudos foram frequentemente concebidos para objetivos de curto prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre Cafona

O que é o Cafona e para que é utilizado?

O Cafona é um medicamento sujeito a receita médica utilizado no tratamento de condições específicas diagnosticadas por um profissional de saúde. A sua função principal baseia-se na regulação de processos biológicos determinados, visando aliviar sintomas ou controlar a progressão de uma patologia subjacente, conforme a indicação clínica estabelecida.

Quanto tempo demora o medicamento a fazer efeito?

O período necessário para que os benefícios do Cafona sejam observados varia significativamente de acordo com a resposta individual do paciente e a gravidade da condição tratada. Em alguns casos, a melhoria dos sintomas pode ocorrer nos primeiros dias de tratamento, enquanto noutras situações pode ser necessário um período de administração contínua de várias semanas para se atingir o efeito terapêutico pleno.

O que devo fazer se esquecer uma dose?

No caso de omissão de uma dose, esta deve ser tomada assim que o paciente se recordar. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada, seguindo-se o esquema posológico habitual. Não deve ser administrada uma dose dupla para compensar a dose que se esqueceu de tomar, de modo a evitar o risco de sobredosagem.

Existem restrições alimentares durante o tratamento?

A administração de Cafona pode ser influenciada pela ingestão de alimentos, dependendo da formulação específica prescrita. Geralmente, o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos, mas é fundamental seguir as instruções fornecidas pelo médico ou farmacêutico. O consumo de álcool deve ser evitado ou discutido com um profissional de saúde, pois pode interferir na eficácia do fármaco ou aumentar a probabilidade de reações adversas.

Como deve ser armazenado o Cafona?

O medicamento deve ser conservado na sua embalagem original para proteger o conteúdo da luz e da humidade. Deve ser mantido à temperatura ambiente, longe do alcance e da vista das crianças. Medicamentos fora de validade ou que já não sejam necessários não devem ser eliminados no lixo doméstico; deve-se consultar um farmacêutico sobre os procedimentos adequados para a sua eliminação segura.

Como Cafona deve ser armazenado e descartado?

Informações Oficiais de Conservação e Eliminação

A rotulagem oficial define as condições precisas sob as quais este medicamento deve ser conservado para garantir a sua estabilidade e eficácia. O produto deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças para evitar qualquer exposição acidental.

Requisito de Conservação Declaração Regulamentar Oficial
Temperatura Conservar dentro do intervalo de temperatura específico indicado na embalagem original. Não congelar.
Integridade Manter o produto na embalagem original e garantir que o recipiente está bem fechado para o proteger da humidade e da luz.
Estabilidade Se aplicável, qualquer produto reconstituído ou aberto deve ser utilizado dentro do prazo de validade estipulado e especificado no rótulo.

Relativamente à eliminação, siga as instruções específicas fornecidas no rótulo. O método preferencial para medicamentos não utilizados ou fora de validade é a entrega num programa autorizado de recolha de medicamentos (como o sistema VALORMED disponível nas farmácias). Se não existir nenhum programa disponível e o rótulo não fornecer regras específicas, o produto deve ser misturado com uma substância indesejável (como borras de café ou areia para gatos), colocado num recipiente selado e eliminado no lixo doméstico. Não deite o medicamento na sanita ou no esgoto, a menos que as instruções oficiais o permitam explicitamente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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