C-Flox

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de C-Flox

O C-Flox é um medicamento antibiótico que pertence à classe das fluoroquinolonas. A sua substância ativa é o ciprofloxacina, um agente antimicrobiano de amplo espetro utilizado para tratar diversas infeções bacterianas no organismo. Este medicamento atua interferindo com as enzimas que as bactérias utilizam para replicar e reparar o seu ADN, impedindo assim o seu crescimento e multiplicação.

Este fármaco é indicado para o tratamento de infeções específicas causadas por microrganismos sensíveis à ciprofloxacina. Entre as aplicações comuns incluem-se infeções do trato urinário, infeções das vias respiratórias inferiores, infeções da pele e dos tecidos moles, bem como infeções nos ossos e articulações. É igualmente utilizado em casos de prostatite bacteriana e em certas formas de diarreia infeciosa.

É fundamental compreender que o C-Flox apenas é eficaz contra infeções bacterianas. Não possui atividade contra vírus, pelo que não está indicado para o tratamento de constipações, gripe ou outras infeções virais. O uso inadequado ou desnecessário de antibióticos pode conduzir ao desenvolvimento de resistência bacteriana, reduzindo a eficácia de tratamentos futuros.

A utilização deste medicamento deve ser sempre supervisionada por um profissional de saúde, respeitando rigorosamente a dosagem e a duração do tratamento prescritas, mesmo que os sintomas desapareçam precocemente.

Quais efeitos secundários são possíveis com C-Flox?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O C-Flox, um antibiótico da classe das fluoroquinolonas, está associado a reações adversas tanto comuns como raras, mas graves, que afetam múltiplos sistemas do corpo. Foram emitidos avisos rigorosos e restrições à sua utilização devido ao potencial para reações adversas graves, incapacitantes e potencialmente irreversíveis.

Reações Adversas Graves e Avisos de Segurança

A rotulagem oficial inclui avisos para riscos graves que podem ocorrer em simultâneo no mesmo doente e que podem ser permanentes:

  • Tendinite e Rutura do Tendão: Inflamação ou rutura de tendões, mais commumente o tendão de Aquiles. Este risco é mais elevado em doentes com mais de 60 anos, doentes com insuficiência renal, recetores de transplantes de órgãos e doentes a tomar corticosteroides.
  • Neuropatia Periférica: Danos nos nervos fora do cérebro e da espinal medula, resultando em sintomas como dor, ardor, formigueiro, dormência ou fraqueza nas mãos ou nos pés.
  • Efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC): Reações psiquiátricas e outros efeitos adversos no SNC, incluindo convulsões, psicose, ansiedade, confusão, compromisso da memória, depressão e pensamentos suicidas.
  • Exacerbação da Miastenia Gravis: O C-Flox pode agravar a fraqueza muscular em doentes com esta condição pré-existente.

Outros riscos graves documentados incluem o Aneurisma e Dissecação da Aorta (uma rutura ou separação na artéria principal do corpo), hipoglicemia grave (açúcar baixo no sangue que pode levar ao coma) e diarreia associada a Clostridium difficile.

Reações Adversas Comuns

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência são geralmente gastrointestinais, incluindo náuseas, vómitos e diarreia, bem como dores de cabeça e testes de função hepática anormais. A sensibilidade da pele ao sol é também uma preocupação de segurança comum.

Restrições de Segurança

Devido à gravidade dos riscos incapacitantes, aconselha-se a restrição do uso de C-Flox para certas infeções não complicadas (por exemplo, bronquite aguda, infeções do trato urinário não complicadas) quando estão disponíveis tratamentos alternativos. O tratamento deve ser interrompido imediatamente ao primeiro sinal de dor num tendão, sintomas de neuropatia ou efeitos graves no SNC.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Consequências Graves

A sobredosagem com Ciprofloxacina está oficialmente documentada como apresentando sinais clínicos específicos. O principal achado comunicado num caso de sobredosagem aguda massiva é a formação de um precipitado cristalino na urina, conhecido como cristalúria, que pode levar a toxicidade renal reversível. Adicionalmente, as informações de prescrição regulamentares destacam o potencial para efeitos sistémicos graves que podem colocar a vida em risco. Estes resultados graves envolvem o sistema cardiovascular, incluindo o prolongamento do intervalo QT e casos isolados de uma arritmia grave denominada Torsade de Pointes. O envolvimento do Sistema Nervoso Central pode também manifestar-se como convulsões ou psicose tóxica.

Ações de Emergência e Gestão Necessárias

As orientações regulamentares determinam estritamente que um profissional de saúde deve ser contactado imediatamente no caso de suspeita de sobredosagem. O fármaco deve ser imediatamente interrompido perante o primeiro sinal de qualquer reação adversa sistémica grave. A gestão numa situação de sobredosagem centra-se no tratamento sintomático e de suporte. Os passos procedimentais documentados no rótulo incluem métodos para reduzir a absorção, tais como a lavagem gástrica e a utilização de carvão ativado. Uma vez que não se conhece um antídoto específico, os cuidados focam-se no apoio ao doente. Devido aos potenciais riscos cardíacos, é necessária a monitorização por ECG, e a manutenção de uma hidratação adequada é necessária para prevenir a cristalúria. Os doentes com insuficiência renal pré-existente são assinalados como uma população em risco acrescido de concentrações elevadas do fármaco.

Usos terapêuticos de C-Flox

O que o C-Flox trata: Principais Utilizações e Benefícios

De acordo com as informações de rotulagem do medicamento, esta medicação é utilizada em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes em múltiplos sistemas orgânicos. É frequentemente utilizada para ajudar a gerir episódios agudos de condições bacterianas, sendo relevante quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada e os sintomas se tornam mais percetíveis.


Abordagem de Padrões de Sintomas Disruptivos

Este medicamento é aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional, tais como condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado nos domínios respiratório, geniturinário, musculoesquelético e dérmico. É relevante para a gestão de sintomas que interferem com o conforto diário. A medicação pode auxiliar no alívio sintomático de condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado em vários domínios afetados. Aplicada quando os sintomas criam uma tensão fisiológica percetível, pode ajudar a melhorar o conforto durante períodos de exacerbação dos sintomas e contribui para aliviar a carga sintomática global.


Facto Rápido: Relevante para a Abordagem da Tensão Fisiológica

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o C-Flox? (Informações Regulamentares Oficiais)

A elegibilidade para o uso de C-Flox (Ciprofloxacina) é rigorosamente definida por documentos regulamentares governamentais com base nas características do doente e comorbilidades.

Inelegibilidade Absoluta

O medicamento é contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida à Ciprofloxacina ou a qualquer outro medicamento da classe das fluoroquinolonas. O uso é também estritamente proibido em doentes com historial de Miastenia Gravis ou naqueles que estejam a tomar tizanidina.

Restrições Etárias e Fisiológicas

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade (Base Regulamentar)
Doentes Pediátricos (Menores de 18 anos) Restrito: O uso é severamente limitado a infeções específicas e graves (ex: ITUs Complicadas) devido ao risco de distúrbios musculoesqueléticos.
Adultos Idosos (População Geriátrica) Uso Condicional: Elegíveis, mas o uso requer precaução devido a um risco documentado mais elevado de distúrbios graves nos tendões e problemas cardíacos.
Grávidas e Lactantes Não Estabelecida/Não Recomendada: A segurança e eficácia não estão estabelecidas na gravidez. O uso não é recomendado durante a lactação.

Limitações Baseadas no Estado de Saúde

A elegibilidade é condicional e depende de certos fatores de saúde. Doentes com função renal reduzida necessitam de um ajuste formal de dose. O uso deve ser evitado em doentes com historial próprio ou familiar de prolongamento do intervalo QT. Recomenda-se precaução para aqueles com historial de distúrbios nos tendões ou transplante de órgãos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O C-Flox está associado a interações significativas que são formalmente abordadas em documentos regulamentares oficiais. Estas interações enquadram-se em duas categorias principais: as que afetam o nível do fármaco no organismo (farmacocinéticas) e as que aumentam o efeito farmacológico de medicamentos administrados em simultâneo (farmacodinâmicas).

Combinações Contraindicadas e a Evitar:

  • Tizanidina: O uso concomitante é estritamente contraindicado. O C-Flox inibe a enzima CYP1A2, o que aumenta drasticamente as concentrações plasmáticas da tizanidina, levando a um elevado risco de efeitos adversos.
  • Teofilina: A co-administração deve, geralmente, ser evitada porque o C-Flox inibe a CYP1A2, o que pode elevar os níveis de teofilina, necessitando de uma monitorização rigorosa caso o uso conjunto seja inevitável.

Substâncias que Alteram a Exposição:

  • Catiões Multivalentes: A administração oral com produtos que contenham alumínio, magnésio, cálcio, ferro ou zinco resulta na diminuição da absorção do C-Flox devido ao processo de quelação. Isto inclui antácidos, sucralfato, produtos de didanosina tamponados e suplementos minerais.
  • Regra de Intervalo: O C-Flox oral deve ser separado de produtos que contenham catiões multivalentes por, pelo menos, 2 horas antes ou 6 horas após a administração dos mesmos.
  • Varfarina: Foi documentado que o C-Flox potencia o efeito anticoagulante da varfarina. O tempo de protrombina e o INR devem ser monitorizados de perto no início ou na descontinuação do C-Flox.
  • Agentes Antidiabéticos: A co-administração exige a monitorização da glicose no sangue devido ao risco de hipoglicemia. A probenecida reduz a depuração renal do C-Flox, aumentando a sua concentração sistémica.

Mecanismo de ação

Inibição das Enzimas de Manutenção do ADN Bacteriano

O mecanismo da Ciprofloxacina (C-Flox) baseia-se na inibição funcional específica de duas enzimas bacterianas essenciais: a ADN Girase (Topoisomerase II) e a Topoisomerase IV. Estas proteínas são necessárias para o desenrolamento, corte e religação do ADN bacteriano durante o ciclo celular. O fármaco liga-se ao complexo enzimático quando este se encontra ativamente envolvido com o ADN, impedindo a fase de religação do processo de reparação.

Indução de Danos Genómicos Críticos

A falha funcional destas enzimas conduz à acumulação rápida e massiva de quebras de cadeia dupla de ADN não seladas no cromossoma bacteriano. Estes danos forçam a interrupção de processos fundamentais como a replicação do ADN e a transcrição (expressão genética), iniciando uma cascata que ultrapassa a capacidade de reparação da célula. Esta sequência resulta diretamente na ação bactericida (destruição celular) contra organismos suscetíveis.

Limitações ao Processo Mecanístico

O processo é biologicamente limitado por vias de defesa bacteriana, incluindo mutações pontuais que alteram a estrutura das enzimas alvo e a sobre-expressão de bombas de efluxo especializadas. Estes mecanismos reduzem a concentração de Ciprofloxacina disponível para inibir as enzimas alvo, resultando numa falha do mecanismo bactericida.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o C-Flox

Esta secção descreve os princípios gerais para a administração e posologia do C-Flox, baseando-se estritamente nas informações oficiais de prescrição regulamentar.


Regimes de Administração e Posologia

O C-Flox (Ciprofloxacina) é administrado por via oral (comprimido, comprimido de libertação prolongada e suspensão) e por via intravenosa (IV). Para uso sistémico, a frequência oral comum para as formulações de libertação imediata é de duas vezes ao dia (a cada 12 horas), enquanto os comprimidos de libertação prolongada são habitualmente tomados uma vez ao dia. O intervalo de dose específico é determinado pelo regime, mas situa-se geralmente entre 250 mg e 750 mg por cada dose oral de libertação imediata. As perfusões intravenosas são normalmente administradas de forma lenta, durante um período de 30 a 60 minutos. A duração do tratamento varia de ciclos curtos de 3 dias para certas infeções não complicadas até cursos de longo prazo que se estendem por 60 dias para utilizações profiláticas específicas.


Contexto de Ingestão e Ajustes

O C-Flox oral pode ser tomado com ou sem alimentos. No entanto, a absorção é significativamente reduzida se a toma for simultânea com produtos que contenham catiões multivalentes (por exemplo, ferro, cálcio, antiácidos); por conseguinte, as instruções oficiais exigem a separação da ingestão em, pelo menos, 2 horas antes ou 6 horas após o contacto com tais substâncias. Os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros para assegurar a libertação correta do fármaco e não devem ser esmagados nem mastigados. São explicitamente necessários ajustes posológicos para indivíduos com insuficiência renal, em que a dose ou a frequência devem ser reduzidas com base na depuração da creatinina do doente. A dosagem pediátrica é calculada com base no peso corporal para indicações específicas aprovadas.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o C-Flox


Evidência para Utilização na Diabetes Mellitus Tipo 2

A investigação que explorou o C-Flox foi avaliada em adultos com Diabetes Mellitus Tipo 2 através de ensaios controlados aleatorizados (ECA) e coortes observacionais. Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com o controlo da glicose e a função sistémica, tais como alterações na hemoglobina glicada (HbA1c) e na glicose plasmática em jejum. Os investigadores também examinaram variações no peso corporal e monitorizaram a ocorrência de eventos cardiovasculares não fatais em intervalos de tempo definidos. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que a duração do acompanhamento foi limitada nalguns estudos.


Evidência para Utilização na Insuficiência Cardíaca Congestiva (com fração de ejeção reduzida)

O C-Flox foi avaliado em doentes com Insuficiência Cardíaca Congestiva sintomática caracterizada por limitações funcionais, especificamente naqueles com uma fração de ejeção reduzida (ICFEr). A investigação baseia-se em grandes ensaios controlados aleatorizados. Os estudos exploraram resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, como o tempo até ao primeiro internamento por insuficiência cardíaca, e resultados relacionados com a mortalidade por todas as causas. Adicionalmente, os estudos monitorizaram o esforço ou stress fisiológico, acompanhando alterações em biomarcadores cardíacos como o NT-proBNP. A evidência é limitada no que diz respeito a resultados a longo prazo que se estendam muito para além dos períodos de acompanhamento dos ensaios.


Evidência para Utilização na Doença Renal Crónica

A investigação examinou o C-Flox em doentes com Doença Renal Crónica (DRC). Os estudos exploraram resultados relacionados com a função renal, através da análise de alterações no declive da taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) e no rácio albumina-creatinina urinária (RACU). Estes resultados são monitorizados para compreender padrões relacionados com condições marcadas por limitações funcionais. Os dados ainda estão a surgir para estádios muito avançados da doença renal (por exemplo, estádios G4/G5), e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos.


O que ainda permanece incerto sobre o C-Flox

Existem diversas limitações no quadro da investigação que se aplicam à evidência atual. Os dados para certos grupos, como os adultos idosos mais frágeis ou crianças, permanecem insuficientes. Os resultados em subgrupos são incertos, particularmente no que diz respeito à forma como os resultados podem variar em doentes com múltiplas e complexas condições de saúde coexistentes. A investigação existente fornece contexto, mas não previsões individuais, e a investigação continua em curso para preencher estas lacunas identificadas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o C-Flox (FAQ)


P: Qual é o motivo principal para a prescrição de C-Flox?

O C-Flox (Ciprofloxacina) é um antibiótico de venda exclusiva sob receita médica que, segundo os documentos regulamentares oficiais, é utilizado para tratar uma grande variedade de infeções bacterianas específicas. Estas utilizações aprovadas incluem infeções que afetam o trato urinário, a pele, os ossos, as articulações e o trato respiratório inferior, conforme detalhado na informação oficial de prescrição.

P: O C-Flox é considerado um antibiótico forte?

A informação oficial descreve o C-Flox como uma fluoroquinolona de largo espetro potente. Esta classificação significa que o fármaco é reconhecido como eficaz contra uma vasta gama de bactérias suscetíveis e possui uma ação bactericida, o que significa que foi concebido para eliminar diretamente as células bacterianas.

P: O C-Flox é o mesmo tipo de medicamento que a penicilina?

Não. A classificação oficial demonstra que o C-Flox é um antibiótico do grupo das fluoroquinolonas, que interfere com o ADN bacteriano essencial para a reprodução. As penicilinas pertencem a uma classe de fármacos diferente (beta-lactâmicos) e possuem um mecanismo de ação distinto, visando frequentemente a parede celular bacteriana.

P: O C-Flox pode tratar infeções virais?

Não. O objetivo oficial do C-Flox é a eliminação de infeções bacterianas suscetíveis. Os documentos regulamentares estipulam que o fármaco não está aprovado nem é eficaz contra infeções causadas por vírus, como a constipação comum ou a gripe.

P: É necessário terminar sempre o ciclo completo de C-Flox?

As orientações oficiais estabelecem que o ciclo completo de tratamento prescrito pelo médico deve ser oficialmente concluído, mesmo que os sintomas comecem a melhorar rapidamente. Esta prática é recomendada para garantir que a infeção seja totalmente eliminada e para minimizar o risco de desenvolvimento de resistência aos antibióticos.

P: É seguro consumir cafeína enquanto se toma C-Flox?

Sabe-se que o C-Flox reduz a rapidez com que o organismo elimina a cafeína, aumentando potencialmente os seus efeitos. Os documentos oficiais aconselham precaução, uma vez que esta interação pode aumentar o risco de efeitos secundários como nervosismo, agitação, tremores ou dificuldade em dormir.

P: Quanto tempo duram tipicamente os efeitos secundários após interromper o C-Flox?

Espera-se geralmente que a maioria dos efeitos secundários comuns se resolva assim que o fármaco é interrompido. No entanto, os avisos de segurança oficiais observam que certas reações adversas graves, como danos nos nervos (neuropatia periférica) e problemas nos tendões, podem ser incapacitantes, duradouras ou potencialmente irreversíveis.

P: O que acontece se uma pessoa se esquecer de tomar o C-Flox à hora habitual?

A orientação regulamentar aconselha a tomar a dose esquecida assim que se lembrar. Contudo, se faltarem menos de quatro horas para a próxima dose programada, a informação oficial estabelece que deve saltar a dose esquecida e continuar com o horário regular, sem tomar uma dose dupla.

P: Existem estudos publicados que comprovem a eficácia do C-Flox para as suas utilizações principais?

Sim. De acordo com os documentos oficiais, a aprovação regulamentar do fármaco baseia-se em estudos e ensaios clínicos extensos. Estes estudos demonstraram a sua eficácia no tratamento das indicações especificadas, tais como infeções complicadas do trato urinário e infeções do trato respiratório inferior.

P: Que tipos de infeções está o C-Flox especificamente aprovado para tratar?

O C-Flox está aprovado para o tratamento de várias infeções bacterianas. Estas incluem especificamente infeções do trato urinário, do trato respiratório inferior, da pele e estruturas cutâneas, dos ossos e articulações, bem como infeções intra-abdominais complicadas e peste, com base nos rótulos regulamentares oficiais.

P: O C-Flox pode ser utilizado para tratar infeções do trato urinário (ITU)?

Sim. Os documentos oficiais confirmam que o C-Flox está aprovado pelas agências regulamentares para o tratamento de infeções do trato urinário (ITU) específicas, quando causadas por tipos de bactérias suscetíveis.

P: O que deve um doente fazer se sentir uma reação alérgica grave ao C-Flox?

O C-Flox é contraindicado para qualquer pessoa com uma alergia conhecida ao mesmo ou a qualquer outro fármaco da classe das fluoroquinolonas. As orientações oficiais indicam que, se ocorrerem sinais de uma reação alérgica grave (como urticária, dificuldade em respirar ou inchaço), o medicamento deve ser interrompido imediatamente e os serviços médicos de emergência devem ser contactados para assistência.

P: O C-Flox pode interagir com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

Os documentos regulamentares aconselham precaução quanto à coadministração com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno. Isto deve-se a um potencial documentado, embora raro, de aumento da estimulação do Sistema Nervoso Central (SNC), o que poderia elevar o risco de efeitos adversos como convulsões.

P: Como é que o C-Flox é eliminado do corpo?

A secção oficial de farmacocinética da informação de prescrição estabelece que o C-Flox é eliminado principalmente através dos rins. Isto ocorre tanto através da filtração do sangue como do transporte ativo do fármaco da corrente sanguínea para a urina.

P: As fontes oficiais discutem o impacto do C-Flox nas bactérias intestinais?

Sim. Embora não detalhe todo o microbioma, o rótulo regulamentar avisa explicitamente sobre o risco de diarreia associada a Clostridium difficile. Esta condição resulta de um crescimento excessivo de bactérias nocivas no intestino após a rutura da flora intestinal normal e protetora pelos antibióticos.

P: O sabor metálico na boca é um efeito secundário relatado do C-Flox?

Sim. Os documentos oficiais e a informação ao doente confirmam que uma alteração anormal no paladar (disgeusia), incluindo um sabor mau ou metálico, foi relatada como um efeito secundário documentado do C-Flox, particularmente com as formas orais.

P: Quais são as recomendações oficiais sobre conduzir ou operar máquinas enquanto se toma C-Flox?

Os avisos oficiais observam que o C-Flox pode causar efeitos secundários no Sistema Nervoso Central (SNC), tais como tonturas, confusão e alterações visuais. O rótulo do medicamento estabelece que os doentes devem determinar como o fármaco afeta a sua capacidade individual de conduzir ou operar máquinas complexas antes de se envolverem nestas atividades.

P: Como é que o C-Flox é geralmente classificado pelas organizações de saúde globais?

O C-Flox, que contém a substância ativa Ciprofloxacina, está oficialmente classificado pelo sistema Anatómico Terapêutico Químico (ATC) da Organização Mundial da Saúde (OMS). É categorizado como um agente antibacteriano para uso sistémico na classe das fluoroquinolonas.

P: O C-Flox tem um nome diferente noutros países?

Sim. As listagens globais oficiais mostram que a substância ativa, Ciprofloxacina, é vendida sob inúmeras marcas em todo o mundo. Nomes comerciais internacionais comuns incluem Ciproxin e Ciloxan, além de C-Flox.

P: Os estudos apoiam a utilização de C-Flox para infeções respiratórias?

Sim. As aprovações regulamentares oficiais confirmam que o C-Flox é apoiado por estudos clínicos e está aprovado para o tratamento de infeções específicas do trato respiratório inferior, como a pneumonia, quando estas são causadas por bactérias suscetíveis.

P: O que diz o folheto informativo do medicamento sobre o consumo de álcool?

Embora contraindicações específicas relacionadas com o álcool não estejam listadas no folheto informativo, as revisões regulamentares aconselham precaução. O consumo de álcool pode potencialmente aumentar ou agravar alguns dos efeitos secundários do C-Flox, tais como tonturas, dores de cabeça ou baixos níveis de açúcar no sangue.

P: O C-Flox afeta as pílulas contracetivas?

Estudos oficiais indicam que o C-Flox geralmente não interfere com a eficácia da maioria das pílulas contracetivas orais de baixa dose. No entanto, as orientações oficiais estabelecem que, se ocorrerem efeitos secundários graves como vómitos ou diarreia, poderão ser necessárias precauções contracetivas adicionais ou alternativas.

Como C-Flox deve ser armazenado e descartado?

O C-Flox (ciprofloxacina) deve ser armazenado sob condições específicas para manter a sua estabilidade, conforme exigido pela rotulagem regulamentar. Todas as formas farmacêuticas devem ser mantidas fora do alcance das crianças.

Requisitos de Armazenamento

Forma Farmacêutica Condição Necessária
Comprimidos Conservar num recipiente bem fechado, entre 20 °C e 25 °C.
Suspensão Reconstituída Conservar a 25 °C e não congelar. Estável durante 14 dias.
Injetável Conservar entre 5 °C e 25 °C e proteger da luz.

Eliminação

As instruções oficiais de eliminação desaconselham o descarte do C-Flox na sanita ou no lavatório. Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser eliminados através de um programa de retoma de medicamentos (como os pontos de recolha em farmácias). Se tal programa não estiver disponível, misture o medicamento com uma substância indesejável (como terra) num recipiente selado antes de o depositar no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a C-Flox encontrado em:

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