Butanide

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Butanide

O que é a Bumetanida?

A bumetanida é a denominação comum internacional (DCI) de um fármaco potente, de venda exclusiva sob prescrição, classificado como um diurético da ansa. Na linguagem corrente, é frequentemente referido como um "medicamento para a retenção de líquidos".

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Bumetanida
Formas Farmacêuticas Comprimidos orais, solução injetável
Classe Farmacológica Diurético da ansa
Utilização Comum Tratamento de edema (retenção de fluidos)
Estatuto Medicamento sujeito a receita médica (MSRM)

A sua principal aplicação médica consiste na gestão do edema, que se caracteriza pela acumulação excessiva de fluidos nos tecidos do organismo. Esta retenção de líquidos é, habitualmente, um sintoma de condições crónicas subjacentes, incluindo a insuficiência cardíaca congestiva, a insuficiência hepática (cirrose) e patologias renais graves, como a síndrome nefrótica.

A bumetanida constitui uma opção terapêutica essencial, reconhecida pela sua potência e rapidez de ação. É classificada como um diurético da ansa de "teto alto", o que significa que pode facilitar a eliminação célere de volumes elevados de fluidos retidos. Revisões médicas confirmam que a bumetanida é um agente eficaz no controlo de sobrecargas hídricas severas que podem não responder adequadamente a diuréticos menos potentes.

Diferindo de outros diuréticos da ansa comuns, a bumetanida possui uma estrutura química distinta. Embora esteja estruturalmente relacionada com as sulfonamidas, a experiência clínica sugere que é frequentemente tolerada por doentes com alergias conhecidas a certos antibióticos do grupo das sulfonamidas, oferecendo uma alternativa relevante para este grupo específico de doentes.

Para utilização pelo doente, a bumetanida está disponível sob a forma de comprimidos orais para terapia de manutenção e como solução injetável para utilização rápida em contexto hospitalar ou clínico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Butanide?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da bumetanida está estabelecido através de classificações regulamentares que organizam as reações adversas conhecidas por sistema orgânico e frequência de ocorrência. Sendo um diurético da ansa potente, os seus efeitos adversos fundamentais estão primariamente relacionados com o equilíbrio de fluidos e eletrólitos.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

A rotulagem oficial classifica os efeitos secundários conhecidos em intervalos de frequência normalizados, sendo os efeitos observados com maior regularidade categorizados como Frequentes. As classificações de segurança podem variar consoante a região; a terminologia utilizada abaixo baseia-se em definições regulamentares padrão.

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados Oficialmente
Frequentes (1 em 10 a 1 em 100 utilizadores) Hipocaliémia (baixos níveis de potássio), Hiperuricemia, Tonturas, Fadiga, Náuseas, Mialgia (cãibras musculares)
Pouco Frequentes (1 em 100 a 1 em 1.000 utilizadores) Ototoxicidade (comprometimento auditivo), Vómitos, Diarreia, Dor abdominal, Erupção cutânea, Prurido
Raros (1 em 1.000 a 1 em 10.000 utilizadores) Encefalopatia Hepática, Trombocitopénia (baixo número de plaquetas)

Reações Graves e Considerações sobre Populações

As informações de prescrição destacam o risco de reações adversas graves, incluindo a Encefalopatia Hepática em doentes com doença hepática grave pré-existente (cirrose), e a Ototoxicidade, que é geralmente transitória, mas está associada a doses elevadas e taxas de administração rápidas. O medicamento está oficialmente restringido (contraindicado) em situações clínicas específicas, tais como a anúria (ausência de produção de urina) e quando o doente se encontra num estado de coma hepático ou pré-coma. Além disso, os documentos regulamentares especificam que indivíduos com insuficiência hepática grave ou idosos requerem uma consideração de segurança particular, devido ao risco acrescido de perda severa de fluidos e eletrólitos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de bumetanida está oficialmente documentada como sendo a causa principal de diurese profunda, o que leva a uma depleção crítica de água e eletrólitos. Esta perda de volume pode apresentar-se clinicamente como desidratação grave, hipotensão e sintomas de depleção, tais como fraqueza, tonturas e confusão.

As informações regulamentares alertam para desfechos graves ou potencialmente fatais resultantes desta depleção, incluindo colapso circulatório e o potencial para trombose e embolia vascular, um risco especificamente observado em doentes idosos. Além disso, em indivíduos com cirrose hepática e ascite pré-existentes, alterações súbitas no equilíbrio eletrolítico podem precipitar encefalopatia hepática e coma.

É necessária assistência médica imediata se houver suspeita de que uma vítima de sobredosagem tenha colapsado, tenha tido uma convulsão, apresente dificuldades respiratórias ou não consiga acordar. A gestão é sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico para este medicamento. Procedimentos como a lavagem gástrica ou medidas para esvaziar o estômago podem ser instituídos por profissionais de saúde. É necessária monitorização hospitalar para gerir e repor cuidadosamente os défices significativos de fluidos e eletrólitos.

Usos terapêuticos de Butanide

Para que serve a Bumetanida: Principais Indicações e Benefícios

Gestão da Sobrecarga de Fluidos Significativa e Edema Generalizado

A bumetanida é frequentemente utilizada para tratar a retenção de líquidos significativa (edema), que se pode manifestar como um inchaço visível nas extremidades ou como uma acumulação interna de fluidos, tal como a ascite no abdómen. O fármaco é habitualmente indicado para a gestão do edema associado a três condições fundamentais: doença cardíaca, doença hepática (fígado) e doença renal (rim). Este medicamento é comummente utilizado para ajudar a controlar este excesso de fluidos.

“O medicamento pode proporcionar um alívio de suporte para sintomas relacionados com o desconforto físico e a pressão, o que pode ser relevante em casos de desequilíbrio hídrico sistémico.”

Apoio no Alívio Sintomático em Doenças Orgânicas

O fármaco pode auxiliar na gestão da congestão de fluidos, o que ajuda a mitigar a falta de ar (dispneia) e a respiração difícil, contribuindo para aliviar a carga total de sintomas durante períodos de agravamento em doentes com Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). Este diurético é também pertinente para indivíduos cuja retenção de líquidos esteja ligada a condições como a cirrose (falência hepática) e quadros associados a um stress fisiológico elevado, como a síndrome nefrótica (um distúrbio renal). É frequentemente aplicado para abordar padrões de sintomas que se podem tornar disruptivos durante crises, ajudando os doentes a lidar de forma mais constante com a sobrecarga de volume persistente ou refratária.


Facto Rápido: Apoio no Inchaço A bumetanida é comummente considerada quando o edema grave ou a ascite geram um esforço fisiológico notável, sendo aplicada para atenuar sintomas desafiadores e apoiar o bem-estar geral.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Bumetanida — Informação Regulamentar Oficial

Categoria Declaração Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Adultos que necessitem de terapia diurética para edema associado a insuficiência cardíaca congestiva, doença hepática ou renal.
Populações para as quais o uso não é recomendado Crianças com menos de 12 anos (rotulagem da UE/Reino Unido) devido a informações limitadas sobre segurança e eficácia.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com anúria (ausência de produção de urina), coma hepático ou depleção eletrolítica grave (até que esta seja corrigida). O uso é também proibido em doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco.
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade A segurança e a eficácia não foram estabelecidas na população pediátrica (rotulagem dos EUA). Os doentes idosos requerem precaução na seleção da dose devido ao potencial de redução da função orgânica.
Regras de elegibilidade específicas para condições médicas O uso requer cautela e monitorização rigorosa em doentes com cirrose hepática grave ou doença renal progressiva; a interrupção é necessária se marcadores como o nitrogénio ureico no sangue (BUN) ou a creatinina aumentarem acentuadamente.
Elegibilidade na gravidez e lactação Gravidez: O uso não é recomendado, a menos que o benefício potencial justifique o risco potencial. Lactação: Não se sabe se a Bumetanida é excretada no leite materno humano; recomenda-se precaução para mulheres que estejam a amamentar.

O perfil oficial de elegibilidade é rigorosamente definido por contraindicações perante falência de órgãos e desequilíbrios metabólicos graves. O medicamento está indicado para utilização em adultos, enquanto a sua utilização é restrita ou não está estabelecida na população pediátrica devido a dados insuficientes. A elegibilidade é adicionalmente condicionada por estados fisiológicos específicos, exigindo a monitorização de doentes com condições hepáticas ou renais crónicas para evitar complicações.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações da Bumetanida com Outros Medicamentos e Produtos

As informações regulamentares oficiais descrevem diversos padrões de interação clinicamente significativos para a bumetanida, que são geralmente categorizados pelos seus efeitos nos eletrólitos, na pressão arterial ou na depuração farmacológica.

Tipo de Interação Agentes ou Classes (Exemplos)
Alteração Farmacocinética Lítio: Reduz a depuração renal do lítio, aumentando a sua concentração sérica e resultando num risco elevado de toxicidade. Probenecida: Inibe a secreção tubular renal da bumetanida, reduzindo o seu efeito natriurético (eliminação de sódio).
Efeitos Farmacodinâmicos (Aditivos) Anti-hipertensores: Podem potenciar o efeito de redução da pressão arterial, incluindo o risco de hipotensão ortostática. Agentes Ototóxicos (ex.: antibióticos aminoglicosídeos): Aumento do potencial de ototoxicidade, particularmente quando a função renal está comprometida. Agentes Depletores de Potássio (ex.: corticosteroides): Risco acrescido de perda aditiva de potássio. Glicósidos Cardíacos: Aumento da sensibilidade aos seus efeitos tóxicos devido a potenciais distúrbios eletrolíticos.
Efeitos Farmacodinâmicos (Antagónicos) Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs): Podem antagonizar e diminuir oficialmente a ação diurética e natriurética da bumetanida.

Alguns rótulos oficiais classificam a combinação com lítio como uma associação desaconselhada ou contraindicada, devido ao risco grave de toxicidade. Existem precauções específicas para populações determinadas: em doentes com insuficiência hepática, alterações rápidas de fluidos podem aumentar o risco de encefalopatia hepática; em doentes com insuficiência renal, o risco de ototoxicidade com certos antibióticos é potenciado. Não se encontram explicitamente documentadas, nas secções principais de interação regulamentar, separações obrigatórias no horário das tomas ou interações específicas com alimentos, álcool ou suplementos.

Mecanismo de ação

Mecanismo Molecular: Inibição do Transportador NKCC2

A bumetanida atua como um inibidor da proteína Cotransportador de Sódio-Potássio-Cloro 2 (NKCC2). Esta proteína encontra-se localizada principalmente na membrana luminal das células epiteliais no ramo ascendente espesso da ansa de Henle, no rim. Ao ligar-se a esta proteína, o fármaco bloqueia a reabsorção dos iões Na^+, K^+ e Cl^- do fluido tubular de volta para a corrente sanguínea, iniciando uma cascata de alterações no transporte iónico.


Cascata Mecanística: Alteração da Homeostase de Fluidos

O bloqueio do transportador NKCC2 impede a formação do elevado gradiente de concentração de sal no espaço intersticial, que é essencial para a reabsorção passiva de água ao longo do nefrónio. Este mecanismo resulta diretamente na permanência de grandes quantidades de sal e água não reabsorvidos no túbulo, o que explica a elevada magnitude da diurese e da natriurese produzidas pela ação do fármaco.


Efeito Fisiológico Resultante: Redução de Volume e Pressão

A consequente eliminação de um elevado volume de fluidos da circulação corporal traduz-se diretamente numa redução do volume plasmático global. Esta alteração fisiológica diminui a quantidade de sangue que retorna ao coração (pré-carga), levando a uma diminuição da pressão nos sistemas circulatórios venoso e pulmonar, o que constitui um desfecho fisiológico necessário da modulação do volume de fluidos.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Bumetanida — Diretrizes Oficiais de Administração

A bumetanida é prescrita sob a forma de comprimido oral ou solução injetável (via intravenosa ou intramuscular). Certas apresentações comerciais podem também estar disponíveis como spray nasal para utilização de curto prazo.


Dosagem e Frequência Oficiais

Via de Administração Dose Inicial Padrão (Adulto) Dose Diária Máxima
Comprimidos Orais 0,5 mg a 2 mg, uma vez ao dia 10 mg
Injeção (IV/IM) 0,5 mg a 1 mg 10 mg

Os comprimidos orais são habitualmente tomados uma vez por dia, frequentemente durante a manhã. Se a perda de fluidos pretendida não for alcançada, podem ser administradas doses adicionais a cada 4 ou 5 horas, mas a dose total não deve exceder o máximo diário. Para necessidades agudas, a injeção pode ser repetida a cada 2 ou 3 horas.


Condições de Administração e Manuseamento

  • Ingestão Oral: Os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos. Se os comprimidos forem ranhurados, a linha de marcação pode estar presente apenas para facilitar a deglutição e não deve ser utilizada para dividir o comprimido em doses desiguais.
  • Utilização Parenteral: A solução injetável deve ser administrada lentamente (durante 1 a 2 minutos) por via intravenosa. Para infusão contínua, a solução deve ser devidamente diluída em fluidos compatíveis (por exemplo, Dextrose a 5%) e utilizada num período de 24 horas. A via parenteral destina-se a uma utilização de curta duração; a transição para comprimidos orais deve ocorrer assim que o estado clínico do doente o permita.
  • Ajustes em Populações Específicas: O uso em doentes geriátricos começa frequentemente no limite inferior do intervalo de dosagem, como 0,5 mg por dia. A segurança e eficácia em doentes pediátricos não estão, de uma forma geral, estabelecidas na rotulagem do produto.

Dose Esquecida e Transição

Caso ocorra o esquecimento de uma dose, deve tomar-se a dose seguinte no horário regularmente agendado. Não se deve tomar uma dose dupla para compensar a dose esquecida. O protocolo de tratamento global requer uma transição clara do tratamento parenteral agudo inicial para uma dose de manutenção utilizando a forma de comprimido oral.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre a Bumetanida

Evidência para a Gestão de Fluidos na Insuficiência Cardíaca

A investigação que analisa o uso da bumetanida para a retenção de líquidos na insuficiência cardíaca baseia-se principalmente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e revisões sistemáticas que reúnem dados de múltiplos estudos. A investigação examinou desfechos relacionados com o equilíbrio de fluidos, medindo alterações no peso corporal e na excreção urinária nas populações estudadas. Nestes estudos, os dados revelam padrões relacionados com um aumento medido no volume de urina e na excreção de sódio, frequentemente observados no curto prazo após a administração. Alguns ensaios descreveram padrões onde este medicamento foi estudado em casos de sobrecarga de fluidos grave, nos quais outros agentes diuréticos poderiam ter sido insuficientes.

Evidência para Edema e Ascite Associados a Doença Hepática

A bumetanida também foi avaliada em estudos que exploram a retenção de líquidos, especificamente a ascite (fluido no abdómen) e o edema geral, associados a condições hepáticas como a cirrose. A investigação analisou desfechos relacionados com o desconforto físico, como a redução medida no perímetro abdominal e no peso corporal total, refletindo a presença de excesso de líquidos. Os resultados descrevem padrões observados nestes estudos onde a administração foi associada a uma alteração temporária na retenção de fluidos medida pelo peso e pelo perímetro abdominal.

Evidência em Casos de Doença Renal e Síndrome Nefrótica

Estudos também exploraram o uso da bumetanida para a acumulação de líquidos ligada a distúrbios renais graves, incluindo a síndrome nefrótica. A investigação analisou o fármaco em cenários que envolvem desequilíbrios fisiológicos temporários e observou especificamente os seus efeitos medidos em doentes que já apresentavam diferentes níveis de redução da função renal. Foram observados padrões de aumento do volume urinário e da excreção de sódio, mesmo quando as taxas de filtração renal estavam moderadamente reduzidas.

Evidência a Longo Prazo e Duração do Acompanhamento

A investigação disponível foca-se principalmente em períodos de estudo de curto prazo para atingir a remoção de fluidos, uma vez que os períodos de estudo para a eliminação de líquidos são tipicamente curtos. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo no que diz respeito a medidas como a hospitalização global ou mortalidade, e quanto à consistência medida da resposta aos fluidos ao longo de muitos anos de uso crónico. Os dados para certos grupos com condições de saúde coexistentes complexas (comorbilidades) permanecem insuficientes. A investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante aos padrões observados nos estudos de grupo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Bumetanida (FAQ)

P: Qual é a diferença entre a Bumetanida e a Furosemida (Lasix)?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a Bumetanida é um diurético da ansa potente, descrito como sendo aproximadamente 40 vezes mais potente do que a furosemida. A informação sobre o produto também refere que alguns doentes que tenham sofrido uma reação alérgica à furosemida podem ainda assim utilizar a Bumetanida, sugerindo uma ausência de sensibilidade cruzada.

P: Quanto tempo dura o efeito da Bumetanida?

De acordo com a informação oficial do produto, o efeito principal de eliminação de líquidos termina geralmente cerca de 4 horas após a toma de uma dose oral média. Para doentes que recebem doses mais elevadas, a ação pode prolongar-se ligeiramente, por um período de 4 a 6 horas.

P: Existe investigação sobre o uso de Bumetanida para outras condições além do inchaço?

A informação oficial de prescrição descreve que a forma injetável de Bumetanida pode estar indicada para utilização em certas situações clínicas de intoxicação medicamentosa. Nestes casos, pode ser estudada para potenciar a remoção de substâncias tóxicas ou fármacos do organismo através da diurese forçada.

P: A Bumetanida pode aumentar os meus níveis de açúcar no sangue?

Os documentos regulamentares mencionam que a Bumetanida pode aumentar a quantidade de açúcar no sangue em alguns indivíduos. Por este motivo, a informação oficial de segurança indica que a Bumetanida é uma consideração nas interações de doenças listadas para doentes com diabetes e que a monitorização por um profissional de saúde é frequentemente necessária.

P: O que devo fazer se sentir a boca muito seca enquanto tomo Bumetanida?

A boca seca é um efeito conhecido que pode ocorrer com este tipo de medicação diurética. A informação oficial também nota que este sintoma poderá ser um sinal potencial de desidratação ou de um desequilíbrio nos eletrólitos do corpo. O potencial de desidratação significa que sintomas como a boca seca justificam consideração clínica e monitorização.

P: A Bumetanida faz-me urinar mais vezes à noite?

Uma vez que a Bumetanida é um medicamento potente que aumenta a micção, as diretrizes oficiais referem que a dose é habitualmente programada para o início do dia, de modo a minimizar o risco de nictúria (acordar frequentemente à noite para urinar).

P: A Bumetanida pode causar sensibilidade da pele ao sol?

Sim, a informação oficial de segurança indica que a Bumetanida está associada a um risco de fotossensibilidade. Isto significa que a pele pode tornar-se mais sensível à exposição solar ou à luz ultravioleta (UV) durante o uso do medicamento.

P: Estão disponíveis comprimidos de Bumetanida com diferentes dosagens?

De acordo com as diretrizes oficiais de dosagem e formulação, os comprimidos de Bumetanida estão disponíveis em várias dosagens para permitir flexibilidade na dose de manutenção prescrita. Estas incluem habitualmente comprimidos de 0,5 mg, 1 mg e 2 mg.

P: A Bumetanida pode afetar o meu humor ou causar nervosismo?

A informação oficial de segurança inclui referências a possíveis efeitos secundários que afetam o humor ou o estado mental. Estes efeitos, especialmente quando relacionados com alterações de fluidos e eletrólitos, podem incluir confusão, alterações de humor ou mentais, e sentimentos de agitação ou nervosismo.

P: Quais são os ingredientes dos comprimidos de Bumetanida além do fármaco ativo?

A informação oficial do produto lista os ingredientes inativos presentes nos comprimidos. Estes excipientes incluem tipicamente substâncias como dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, celulose microcristalina e amido de milho pré-gelatinizado, além de agentes corantes específicos utilizados para identificação.

P: Com que rapidez a Bumetanida começa a fazer efeito após a toma?

Os documentos regulamentares oficiais sobre farmacologia clínica indicam que, após a administração oral, o aumento da produção de urina começa geralmente entre 30 a 60 minutos. O pico do fluxo urinário para a maioria dos doentes é geralmente observado durante a primeira hora após a toma da dose.

P: A Bumetanida pode afetar o meu horário de sono?

Por ser um diurético, as orientações oficiais referem que a dose é normalmente tomada cedo no dia para evitar a necessidade de urinar frequentemente à noite. Esta prática comum visa minimizar a interrupção do sono causada pelo aumento da produção de urina (nictúria).

P: Com que tipos de alimentos devo ter cuidado ao tomar Bumetanida?

Os avisos oficiais de segurança destacam o risco de hipocaliemia, ou níveis baixos de potássio, com este medicamento. Devido a este risco, a medicação requer uma monitorização rigorosa de doentes que já sigam uma dieta pobre em sal ou que apresentem distúrbios eletrolíticos pré-existentes.

P: A Bumetanida interage com suplementos como magnésio ou cálcio?

A informação oficial do produto refere que a Bumetanida aumenta a excreção de vários iões pelo organismo, incluindo potássio, magnésio e cálcio. Como resultado, é necessária a monitorização regular dos níveis destes eletrólitos no sangue sob supervisão clínica.

P: Com que frequência é necessário fazer análises ao sangue enquanto se toma Bumetanida?

A informação oficial de segurança do produto enfatiza a necessidade de verificações regulares dos eletrólitos séricos. Estas análises ao sangue são necessárias para monitorizar e ajudar a gerir potenciais distúrbios eletrolíticos, particularmente os níveis de sódio, potássio e cloreto.

P: É necessário beber água extra ao tomar Bumetanida?

Os avisos regulamentares indicam que doses excessivas podem levar a uma perda profunda de água, desidratação e depleção do volume corporal. Isto reforça a razão pela qual a dose do medicamento requer um ajuste cuidadoso às necessidades específicas de cada indivíduo sob supervisão clínica.

P: A Bumetanida interage com o álcool?

A informação oficial sobre interações refere que o consumo de álcool (etanol) pode ter efeitos aditivos com a Bumetanida na redução da pressão arterial. Este efeito aditivo pode aumentar o risco de sentir tonturas, vertigens ou desmaios.

Como Butanide deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Bumetanida

Os comprimidos de bumetanida devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, formalmente definida entre 20 °C e 25 °C (68 °F a 77 °F). O produto deve ser protegido do congelamento, do calor excessivo, da humidade e da luz direta. Armazene os comprimidos num recipiente hermético e resistente à luz e assegure-se de que todos os medicamentos são mantidos fora do alcance das crianças.

Instruções para Eliminação

A bumetanida não utilizada ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminada adequadamente. O medicamento não é recomendado para eliminação na sanita nem deve ser despejado num ralo. O método preferencial para a eliminação é a utilização de um programa local de recolha de medicamentos. Se não estiver disponível uma opção de recolha, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável, colocado num recipiente selado e deitado no lixo doméstico, de acordo com as diretrizes regulamentares.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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