Budeson

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Budeson

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Budesonida
Forma Suspensão para inalação, pó para inalação, cápsulas orais, comprimidos, spray nasal
Classe farmacológica Corticosteróide (Glucocorticóide)
Uso comum Controlo de inflamação crónica e localizada
Origem Composto sintético, não halogenado

Que Tipo de Medicamento é o Budeson?

O Budeson é um produto medicinal que contém a substância ativa Budesonida, a qual é classificada como um corticosteróide sintético potente, especificamente um glucocorticóide. A budesonida é designada quimicamente como um esteroide sintético, geralmente fornecido como uma mistura de dois epímeros. Este agente é clinicamente reconhecido pela sua ação direcionada contra processos inflamatórios em compartimentos específicos do corpo.

A estrutura da budesonida foi concebida para maximizar os seus efeitos localmente no local alvo — como o revestimento dos pulmões ou o trato gastrointestinal — devido a um metabolismo de primeira passagem altamente eficiente após a absorção. Esta diferenciação estrutural minimiza a exposição sistémica, o que constitui uma característica farmacológica fundamental em comparação com tratamentos esteroides menos especializados. Consequentemente, a budesonida é frequentemente utilizada para gerir condições inflamatórias crónicas e localizadas, tanto em grupos de doentes adultos como pediátricos.

Composição e Formas Disponíveis de Budesonida

A composição base é a substância ativa única, Budesonida, um glucocorticosteroide sintético não halogenado formulado em preparações especializadas concebidas para diferentes vias de administração. Estas formas incluem suspensão para inalação e pó para inalação (direcionados ao sistema respiratório), um spray nasal (para a rinite) e cápsulas e comprimidos orais de libertação retardada ou prolongada.

Estes variados sistemas de administração realçam um foco terapêutico específico. Por exemplo, as formas orais são especificamente revestidas para resistir à degradação no estômago, permitindo que o fármaco se liberte principalmente nas secções inferiores do intestino (íleo ou cólon ascendente) ou que adira ao esófago. Esta engenharia garante que a ação potente do fármaco se concentre precisamente onde a inflamação crónica está ativa.

Qual é o Objetivo Geral do Budeson?

O objetivo geral do Budeson é servir como um agente anti-inflamatório potente destinado à gestão a longo prazo e à supressão de condições inflamatórias crónicas. Através da interação com recetores celulares, a budesonida atua ao nível local para inibir a libertação de mediadores inflamatórios e acalmar respostas imunitárias hiperativas. O objetivo global é estabelecer um controlo sustentado sobre a inflamação crónica, auxiliando na restauração a longo prazo da função normal dos tecidos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Budeson?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Budeson está associado a uma gama de possíveis efeitos secundários que se encontram formalmente categorizados pela sua frequência e pelos sistemas orgânicos que afetam, de acordo com a documentação regulamentar oficial. O perfil de segurança destaca o potencial tanto para reações adversas locais como para efeitos adversos sistémicos relacionados com a sua classificação como glucocorticoide.

Reações Adversas Documentadas

As reações documentadas com maior frequência incluem efeitos locais como a candidíase oral (sapinhos), considerada comum, a par de eventos sistémicos como cefaleias (dores de cabeça), tosse e nasofaringite. Reações adversas menos frequentes, ou pouco comuns, podem envolver o sistema nervoso (ex.: ansiedade, insónia), o sistema gastrointestinal (ex.: náuseas, dispepsia) e a pele (ex.: hematomas ou nódoas negras).

Considerações de Segurança Graves

As reações adversas clinicamente significativas e graves identificadas em fontes regulamentares derivam principalmente da atividade glucocorticoide. Estas incluem o potencial para supressão adrenal (insuficiência adrenocortical secundária) e características de hipercorticismo (síndrome de Cushing). Outros riscos graves documentados envolvem eventos adversos oculares, tais como o desenvolvimento de cataratas e glaucoma, bem como o risco de imunossupressão, que pode levar ao aparecimento, agravamento ou reativação de infeções sistémicas.

Limitações de Segurança e Populações Específicas

As limitações de segurança são definidas pelo potencial de interações medicamentosas, especificamente o uso concomitante de inibidores fortes da CYP3A4 (ex.: certos medicamentos antifúngicos ou antirretrovirais), os quais podem aumentar significativamente a concentração de Budeson e elevar o risco de efeitos sistémicos. Recomenda-se precaução especial em doentes com insuficiência hepática, uma vez que o aumento da exposição sistémica constitui um risco documentado. Em doentes pediátricos, os documentos regulamentares referem a necessidade de monitorizar os potenciais efeitos na velocidade de crescimento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a toxicidade aguda resultante de uma sobredosagem súbita e única de budesonida é considerada baixa.

Riscos e Manifestações da Sobredosagem

O risco principal associado à sobredosagem de budesonida não advém de um evento agudo isolado, mas sim da utilização prolongada de doses excessivas. Com o tempo, a exposição a níveis supraterapêuticos do medicamento pode conduzir a efeitos corticosteroides sistémicos. Estes efeitos refletem a absorção excessiva do esteroide pelo organismo e podem resultar em:

  • Hipercorticismo: Esta condição envolve características semelhantes à síndrome de Cushing, devido ao excesso de corticosteroide no corpo.
  • Supressão Suprarrenal: A produção natural de corticosteroides pelas glândulas suprarrenais pode ser reduzida.
  • Supressão do Crescimento: Um risco específico observado na população pediátrica quando são utilizadas doses excessivas por períodos prolongados.

Quando Procurar Ajuda de Emergência

É necessária assistência médica imediata em caso de suspeita de qualquer sobredosagem.

As informações oficiais recomendam uniformemente que os doentes procurem ajuda médica ou contactem imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) caso ocorra ou se suspeite de uma sobredosagem. Esta orientação aplica-se mesmo que a pessoa não apresente sintomas no momento, devido à necessidade de uma avaliação imediata e da monitorização de potenciais efeitos sistémicos que se podem desenvolver ao longo do tempo após uma exposição prolongada.

Usos terapêuticos de Budeson

A budesonida é frequentemente utilizada em diversas áreas terapêuticas, sendo as suas diferentes formulações aplicadas para abordar sintomas em vários domínios clínicos fundamentais.

A budesonida é relevante num conjunto de patologias onde os sintomas podem intensificar-se temporariamente, incluindo formas de doença de Crohn, colite ulcerosa, asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), esofagite eosinofílica e colite microscópica.

Este medicamento é habitualmente empregue em condições que apresentam episódios agudos, servindo principalmente para auxiliar na gestão de conjuntos de sintomas como o desconforto abdominal, a diarreia persistente, a sibilância e a falta de ar. A sua aplicação oferece um alívio de suporte que ajuda os doentes a lidarem de forma mais constante com as flutuações dos sintomas. Tal como referido por especialistas, o seu papel principal é fornecer assistência sintomática de curto prazo, relevante para suavizar o mal-estar e apoiar a estabilidade durante episódios difíceis.

Facto Rápido: Suporte para Sintomas Relacionados com Estados Inflamatórios

A budesonida é pertinente para o alívio de certos sintomas nos sistemas gastrointestinal e respiratório. Contribui para um maior conforto durante períodos de exacerbação de sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade oficial da população para a utilização de budesonida é definida por documentos regulamentares que especificam os grupos autorizados, restritos ou proibidos de utilizar o medicamento.

Âmbito de Elegibilidade

Categoria Estado Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é autorizado Adultos e adolescentes são, geralmente, elegíveis. O uso pediátrico está estabelecido, mas sujeito a limites de idade mínima que variam consoante o produto (ex.: idade igual ou superior a 12 meses para algumas formas inalatórias; idade igual ou superior a 8 anos para certas formas orais). Os idosos são, geralmente, elegíveis, embora seja recomendada precaução devido a alterações na função dos órgãos relacionadas com a idade.
Populações para as quais o uso não é recomendado O uso não é recomendado em doentes com insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh) para formulações orais, devido ao risco elevado de exposição sistémica. É necessária precaução em doentes com insuficiência hepática moderada e naqueles com infeções sistémicas (ex.: tuberculose, herpes simplex ocular).
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer componente da formulação estão estritamente proibidos de utilizar o medicamento. As formulações inalatórias não devem ser utilizadas para o tratamento primário de episódios respiratórios agudos, como o Estado de Mal Asmático (status asthmaticus).

Estado de Elegibilidade na Gravidez e Aleitamento

O uso durante a gravidez é condicional, sendo permitido apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. A budesonida é secretada no leite humano, o que exige uma decisão baseada em diretrizes regulamentares no sentido de interromper o aleitamento ou o fármaco, ponderando a importância do medicamento para a mãe.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A budesonida, o componente ativo do Budeson, está sujeita a interações significativas com outros fármacos e substâncias, principalmente devido à sua elevada dependência da enzima citocromo P450 3A4 (CYP3A4) para a depuração metabólica. Todas as informações sobre interações derivam da documentação regulamentar oficial.

Interações Farmacocinéticas

O perfil farmacocinético é definido por interações com as vias metabólicas. A administração concomitante com inibidores potentes da CYP3A4 leva a uma redução acentuada na depuração, resultando num aumento substancial da exposição sistémica. A documentação regulamentar relata que a combinação de budesonida com cetoconazol, um inibidor potente, pode aumentar a exposição sistémica (AUC) do fármaco até oito vezes. Outros inibidores fortes, como o ritonavir e a claritromicina, estão documentados como tendo um risco semelhante de aumentar as concentrações plasmáticas em várias vezes, o que exige uma ponderação cuidadosa.

Restrições Obrigatórias

As restrições relacionadas com interações focam-se na evicção de substâncias que impeçam a depuração do fármaco. O consumo de sumo de toranja deve ser estritamente evitado durante a terapêutica oral com budesonida. Este produto alimentar comum inibe a CYP3A4 na mucosa intestinal, estando oficialmente documentado que duplica, aproximadamente, a disponibilidade sistémica do medicamento. Além disso, o perfil oficial inclui limitações para populações de doentes com eliminação comprometida. O uso de Budeson não é recomendado formalmente em doentes que apresentem insuficiência hepática grave, uma vez que esta condição aumenta o risco de exposição sistémica.

Mecanismo de ação

A budesonida medeia o seu efeito anti-inflamatório principalmente ao direcionar-se ao núcleo celular para modular a expressão genética, um mecanismo fundamental que requer tempo para que ocorra a modulação máxima das vias biológicas.

Direcionamento Nuclear e Reprogramação Genómica

A budesonida atua como um agonista no Recetor de Glucocorticoides (RG) intracelular, iniciando uma cascata que afeta a maquinaria genética da célula. O complexo ativado budesonida-RG entra no núcleo e utiliza duas estratégias: a transativação, na qual ativa genes anti-inflamatórios, e a transrepressão, onde bloqueia fisicamente a ação de fatores de transcrição pró-inflamatórios fundamentais, como o NF-kappaB. Esta reprogramação sistemática resulta na supressão da expressão de genes pró-inflamatórios.

Supressão de Mensageiros Inflamatórios

As alterações genómicas resultam na supressão da produção inflamatória na origem. Isto inclui a redução da síntese e da libertação de prostaglandinas, leucotrienos e citocinas (por exemplo, o TNF-alfa), reguladores essenciais da via inflamatória. Ao inibir a produção destes mediadores e ao promover a morte programada (apoptose) de células inflamatórias, o mecanismo conduz a uma redução fisiológica da permeabilidade capilar e do inchaço dos tecidos (edema), o que reduz a hiper-reatividade tecidular.

Informações sobre dosagem e administração

A budesonida é administrada através de vias específicas, incluindo a oral, a inalatória ou a retal, estando cada forma farmacêutica concebida para uma libertação localizada do fármaco. As formas orais abrangem cápsulas de libertação retardada, comprimidos e suspensões; a via inalatória utiliza pó seco ou suspensão para nebulização; e a administração retal é efetuada através de espuma.

Os regimes posológicos e os padrões de duração estão definidos nos documentos regulamentares. Para a indução da remissão na doença de Crohn, o regime inicial típico para adultos é de 9 mg por via oral, uma vez ao dia, de manhã, durante um período de até 8 semanas, o qual pode ser seguido por uma dose de manutenção de 6 mg diários por um período até três meses. Em contrapartida, está especificado um curso prolongado de 16 mg uma vez ao dia, durante nove meses, para a Nefropatia por IgA, sendo obrigatória a redução gradual (desmame) da dose no final do período de tratamento. As formulações inalatórias para manutenção são, geralmente, administradas duas vezes ao dia.

Devem ser seguidas instruções de procedimento específicas para garantir a utilização correta. Muitas cápsulas e comprimidos orais devem ser engolidos inteiros, não podendo ser esmagados, mastigados ou abertos. O momento da administração especifica frequentemente a toma do medicamento de manhã. No caso de algumas suspensões, os doentes devem enxaguar a boca e cuspir a água após a dose, sendo também instruídos a evitar o consumo de toranja ou de sumo de toranja durante o curso da terapêutica. Se houver esquecimento de uma dose, os doentes devem tomar a dose do dia seguinte conforme planeado e não devem tentar duplicar a dose.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos


Avaliação em Sintomas Ligeiros a Moderados

A investigação tem explorado o papel deste agente no controlo de sintomas ligeiros a moderados da Condição A.

  • Estudo Primário 1 (ECR de Fase III): Este estudo avaliou as pontuações de sintomas em doentes que receberam o fármaco durante um período de 12 semanas. A análise final reportou a diferença nas pontuações medianas de sintomas entre o grupo de tratamento e o grupo placebo.
  • Investigação de Coadministração: Um estudo fundamental avaliou o efeito da coadministração deste fármaco e do Medicamento X na gravidade das agudizações (flare-ups). A investigação centrou-se em doentes que não responderam totalmente a nenhum dos fármacos quando administrados isoladamente.

Investigação sobre o Tempo das Alterações Observadas

Vários estudos analisaram a administração do fármaco no início dos sintomas, investigando o tempo até serem notadas alterações nos mesmos.

  • Dados de Ensaios Clínicos: Dados de um ensaio aberto observaram que as pontuações de sintomas começaram a alterar-se significativamente em relação aos valores basais, em média, nas 72 horas após a primeira dose. Esta observação teve origem num ensaio aberto.

Perfil de Segurança e Limitações da Investigação

A investigação sobre o perfil de segurança do fármaco tem-se focado tanto em ocorrências de curto prazo como em dados de períodos de administração mais longos.

  • Segurança a Curto Prazo: Os eventos comunicados com maior frequência em todos os ensaios incluíram cefaleia ligeira, náuseas e irritação cutânea localizada no local da injeção. Estes foram, geralmente, transitórios.
  • Observações Cardiovasculares: Os estudos registaram que foi observado um ligeiro aumento da frequência cardíaca em alguns participantes.
  • Investigação a Longo Prazo: A investigação sobre a utilização a longo prazo é limitada. Os dados atuais envolvem uma pequena coorte de doentes acompanhados por um período máximo de 18 meses. Não é ainda claro se existem achados sustentados ou riscos cumulativos após este período.

Foco da Investigação em Marcadores Biológicos

A investigação tem explorado a relação entre marcadores biológicos específicos e a progressão da condição.

  • Foco na Inflamação: Os estudos investigaram o desempenho do fármaco em comparação com outros tratamentos existentes, através da medição da concentração de biomarcadores inflamatórios específicos no soro dos doentes após a administração.
  • Resultados de Pequena Escala: Apenas foram concluídos estudos de pequena escala, mas os resultados prelimreinares foram registados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Budeson (FAQ)


P: Qual é a principal diferença entre o Budeson e outros medicamentos que tratam condições semelhantes?

A estrutura química da budesonida foi formulada para exercer efeitos anti-inflamatórios localizados e direcionados. Isto é conseguido principalmente devido a um metabolismo de primeira passagem eficiente, o qual minimiza a quantidade de fármaco que atinge a circulação sistémica. Esta característica farmacológica fundamental de minimizar a exposição sistémica distingue este medicamento de outros tratamentos com esteroides de ação mais generalizada.

P: Qual é a principal classificação de segurança do Budeson por parte das autoridades reguladoras?

A substância ativa, budesonida, é classificada pelas autoridades reguladoras como um glucocorticoide sintético potente (um tipo de corticosteroide). Não está classificada como uma substância controlada (ao abrigo de leis como a lei de substâncias controladas dos EUA).

P: O Budeson é conhecido por causar aumento de peso na maioria das pessoas?

Os documentos regulamentares indicam que a budesonida está geralmente associada a um menor risco de causar um aumento de peso significativo em comparação com tratamentos com esteroides mais sistémicos. No entanto, o aumento de peso, especialmente no tronco ou no rosto, pode ser um sinal possível de uma condição grave denominada hipercorticismo. As diretrizes regulamentares recomendam frequentemente a monitorização de alterações no peso ou na forma corporal durante o tratamento.

P: Os efeitos secundários do Budeson são geralmente temporários ou duradouros?

Muitas das reações adversas comuns e ligeiras comunicadas em estudos clínicos são descritas como temporárias ou transitórias. Contudo, o risco de desenvolver efeitos sistémicos graves, tais como a supressão suprarrenal ou o hipercorticismo, está associado à utilização a longo prazo. Estes efeitos secundários graves podem conduzir a problemas de saúde cumulativos ou potencialmente duradouros se não forem monitorizados.

P: É verdade que o Budeson pode afetar o humor ou os padrões de sono?

Sim, a informação oficial de segurança indica que a budesonida pode afetar o sistema nervoso central. Os efeitos adversos comuns documentados incluem ansiedade e insónia (uma perturbação nos padrões de sono). Efeitos secundários psiquiátricos menos comuns, mas mais graves, podem incluir alterações de humor e depressão.

P: O Budeson pode ser tomado se a pessoa tiver problemas renais pré-existentes?

A informação oficial do produto especifica que a budesonida é, por vezes, utilizada no controlo de certas condições renais inflamatórias crónicas, como a nefropatia por IgA. A utilização oficial pode estar dependente de medidas da função renal, como a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe), conforme avaliado pelo profissional de saúde.

P: O Budeson tem um efeito conhecido nos níveis de açúcar no sangue ou de glicose?

Sim, enquanto glucocorticoide, a budesonida é conhecida por ter efeitos no metabolismo da glicose. Para doentes com condições concomitantes, como a diabetes mellitus, as diretrizes clínicas recomendam uma monitorização rigorosa dos níveis de açúcar no sangue durante a toma deste medicamento.

P: O Budeson interage com métodos contracetivos hormonais?

Sim, a informação regulamentar indica que os contracetivos hormonais combinados que contenham estrogénio podem interagir com a budesonida. Esta combinação pode aumentar significativamente a concentração de budesonida na circulação sistémica, o que poderá elevar o risco e a gravidade dos efeitos secundários sistémicos relacionados com os corticosteroides.

P: Existem suplementos naturais ou remédios à base de ervas que devam ser evitados durante o uso de Budeson?

O medicamento é metabolizado através do sistema enzimático CYP3A4. Os documentos regulamentares oficiais restringem o uso concomitante de inibidores fortes da CYP3A4, uma vez que isto pode aumentar consideravelmente a exposição sistémica ao fármaco e elevar o risco de efeitos secundários. Este grupo de inibidores pode incluir certos suplementos à base de plantas.

P: Que reações cutâneas comuns estão associadas ao Budeson?

Os dados dos ensaios clínicos mostram que as reações cutâneas comuns associadas à budesonida incluem a facilidade de aparecimento de nódoas negras (equimoses) e acne. Com menos frequência, os doentes podem apresentar estrias cutâneas. Estes efeitos estão relacionados com a atividade glucocorticoide do medicamento.

P: São necessários testes de rastreio médico específicos antes de iniciar o Budeson?

Para doentes que iniciam um tratamento a longo prazo ou de maior risco, o profissional de saúde pode recomendar testes de monitorização específicos. Exemplos de tal monitorização podem incluir verificações regulares da velocidade de crescimento em doentes pediátricos, testes de densidade óssea e exames da pressão ocular para monitorizar o aparecimento de cataratas ou glaucoma.

P: O que acontece se parar de tomar o Budeson subitamente?

A documentação oficial adverte que, se a budesonida tiver sido tomada durante um período de semanas ou superior, a interrupção súbita não é recomendada. As instruções oficiais do fármaco enfatizam que é necessária uma redução planeada da dose (desmame gradual) para prevenir efeitos secundários graves relacionados com a abstinência de esteroides ou insuficiência suprarrenal.

P: O que deve ser considerado se um doente tiver antecedentes de problemas de saúde mental, como depressão?

Uma vez que os corticosteroides são conhecidos por causar efeitos secundários psiquiátricos, a informação oficial refere que um historial de condições de saúde mental, incluindo depressão, é um fator a discutir com o médico prescritor. O uso de corticosteroides tem o potencial de causar alterações de humor e depressão.

P: A eficácia do Budeson altera-se ou diminui quanto mais tempo for utilizado?

Para certas utilizações terapêuticas, a orientação posológica oficial limita o tratamento a uma duração específica, que varia tipicamente entre três e nove meses. A documentação regulamentar refere que a utilização continuada para além deste período não demonstrou proporcionar benefício clínico adicional.

P: Os doentes são habitualmente instruídos a vigiar sinais de alerta precoce de efeitos secundários específicos?

Sim, a informação oficial ao doente detalha frequentemente sinais específicos de efeitos secundários sistémicos graves que se recomenda que os doentes conheçam. Isto inclui a vigilância de sinais de hipercorticismo ou de insuficiência suprarrenal.

P: O Budeson pode afetar a saúde dentária ou causar secura bocal?

A budesonida está associada a um risco de desenvolvimento de candidíase oral (sapinhos), que é uma infeção fúngica local na boca. Para algumas formulações orais ou inalatórias, a informação ao doente inclui a recomendação de bochechar a boca e cuspir a água após a utilização, de modo a ajudar a minimizar o risco desta infeção local.

P: Quanto tempo permanece o Budeson no corpo, geralmente, após a toma da última dose?

O período de tempo que o fármaco permanece no organismo é descrito pela sua semivida de eliminação plasmática. A informação de farmacologia clínica oficial indica que a substância ativa, budesonida, tem uma semivida que varia geralmente entre 2 e 3,6 horas.

Como Budeson deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação da Budesonida

Os requisitos regulamentares oficiais definem as condições específicas necessárias para o armazenamento da budesonida, de modo a garantir a manutenção da sua estabilidade.

  • Temperatura: Os produtos de budesonida, tais como as cápsulas orais e o spray nasal, devem ser geralmente conservados a uma temperatura ambiente controlada, entre 20°C e 25°C. A suspensão para inalação e o spray nasal não podem ser congelados.
  • Proteção: O medicamento deve ser protegido da luz; por exemplo, as ampolas de suspensão para inalação devem permanecer na sua saqueta de alumínio selada até ao momento da utilização. Os comprimidos orodispersíveis também requerem proteção contra a humidade.
  • Limites de Estabilidade: As ampolas de suspensão para inalação têm um prazo de validade limitado após a abertura da saqueta de alumínio protetora; qualquer conteúdo não utilizado deve ser eliminado duas semanas após a abertura da referida saqueta.
  • Segurança Infantil: Todas as formulações devem ser armazenadas fora do alcance e da vista das crianças.
  • Eliminação: A budesonida não utilizada ou fora do prazo de validade deve ser eliminada de acordo com os regulamentos locais ou consultando um profissional de saúde sobre os procedimentos de descarte adequados. O produto não deve ser eliminado através das águas residuais domésticas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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