Bovimec

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Bovimec

Opção de tratamento: Infection

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Bovimec

Definição do Bovimec: Classificação e Objetivos Gerais

O Bovimec é um medicamento veterinário clinicamente reconhecido pela sua integração na classe dos endectocidas, uma categoria especializada de agentes antiparasitários. O seu objetivo principal é o controlo parasitário de largo espetro eficaz, abrangendo infestações por parasitas internos (endo-) e externos (ecto-) em várias espécies de animais de produção, incluindo bovinos, ovinos e suínos. A classe das lactonas macrocíclicas, na qual se inclui a ivermectina, é amplamente reconhecida pela sua eficácia contra diversos agentes patogénicos parasitários, uma característica confirmada por numerosos estudos farmacológicos.

Composição Ativa e Origem da Ivermectina

O princípio ativo do Bovimec é a ivermectina, um composto semissintético potente que alcançou reconhecimento global como um medicamento veterinário fundamental. Esta substância é quimicamente derivada das avermectinas naturais, isoladas a partir dos produtos de fermentação da bactéria do solo Streptomyces avermitilis. Esta especificidade na sua origem é um fator diferenciador fundamental entre os antiparasitários. Sendo um produto de princípio ativo único (monoterapia), o Bovimec está comummente disponível como solução injetável (administração parentérica), solução oral (drench) e formulação pour-on (administração tópica), oferecendo a flexibilidade logística necessária para um controlo parasitário eficiente em diversos contextos agrícolas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Bovimec?

Informações de Segurança e Possíveis Efeitos Secundários

O perfil de segurança deste medicamento, que contém o agente antiparasitário ivermectina, está oficialmente documentado pelas autoridades reguladoras, estando as reações adversas categorizadas de acordo com a sua frequência e o sistema fisiológico afetado. Estas classificações definem o espetro de riscos potenciais sem constituir aconselhamento terapêutico.

Os efeitos adversos estão registados em várias Classes de Sistemas e Órgãos (SOC), incluindo as Doenças do Sistema Nervoso e as Doenças Gastrointestinais. As reações classificadas como Frequentes incluem muitas vezes reações locais transitórias, tais como desconforto temporário ou inchaço no local da injeção nas formas parentéricas. Os efeitos Pouco Frequentes incluem sinais sistémicos ligeiros, como letargia, redução do apetite (anorexia) e amolecimento das fezes.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

O perfil oficial enumera reações adversas Raras mas graves, que incluem reações de hipersensibilidade severas (por exemplo, anafilaxia) e efeitos neurológicos graves, tais como ataxia, tremores ou coma. As reações associadas à eliminação rápida de parasitas (por exemplo, respostas sistémicas) podem ser mais pronunciadas pouco tempo após o tratamento inicial, mas são tipicamente transitórias.

Os documentos regulamentares destacam Restrições Específicas de População. Por exemplo, o medicamento está sujeito a proibições de segurança relacionadas com a presença de resíduos em animais produtores de leite para consumo humano e pode estar condicionado por sensibilidades genéticas específicas em certas raças de animais (por exemplo, a mutação do gene MDR1). Além disso, existe uma Restrição de Segurança crítica que é a proibição explícita da administração intravenosa (IV), conforme definido na rotulagem oficial.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar assistência

A sobredosagem com o princípio ativo do Bovimec (ivermectina) está oficialmente documentada por afetar os sistemas gastrointestinal, cardiovascular e o sistema nervoso central (SNC). A utilização de doses excessivas, em particular de formulações altamente concentradas ou não autorizadas, está associada ao risco de toxicidade sistémica.

As manifestações de sobredosagem incluem efeitos gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal), cefaleias, tonturas e tremores. Os efeitos no Sistema Nervoso Central abrangem a ataxia (perda de coordenação), confusão, alteração do estado mental e diminuição da consciência. Estão documentados como resultados graves a hipotensão, convulsões, coma e potencial morte.

As orientações determinam que se deve contactar imediatamente os serviços de emergência se a vítima entrar em colapso, apresentar dificuldades respiratórias ou não conseguir acordar. Deve procurar-se assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem.

Não existe conhecimento de qualquer antídoto específico para a sobredosagem por ivermectina, conforme declarado nos materiais regulamentares. Por conseguinte, a gestão da sobredosagem limita-se ao tratamento de suporte e sintomático. Isto pode envolver procedimentos de emergência, tais como a lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado, para prevenir a absorção adicional após uma ingestão recente.

As diretrizes regulamentares oficiais exigem que os indivíduos procurem assistência médica imediata ou contactem um centro de informação antivenenos para obter aconselhamento sobre a gestão clínica, caso se verifique qualquer sinal de toxicidade ou sintomas graves.

Usos terapêuticos de Bovimec

O Bovimec, que contém o princípio ativo antiparasitário ivermectina, é um endectocida geralmente utilizado para o tratamento e controlo de uma ampla gama de infestações parasitárias internas e externas em espécies pecuárias (bovinos, ovinos e suínos). Esta aplicação terapêutica destina-se a abordar a carga de doenças parasitárias que pode criar um esforço fisiológico percetível e interferir com o funcionamento diário dos animais. De acordo com as informações oficiais sobre o medicamento, este fármaco pode fazer parte da gestão sintomática em condições onde os sintomas se podem intensificar temporariamente devido à atividade dos parasitas.

Principais Utilizações Terapêuticas e Benefícios

O Bovimec é relevante em contextos clínicos que envolvem um aumento da carga sistémica provocada por diversos parasitas. É commumente utilizado na gestão de infestações causadas por nemátodos gastrointestinais, vermes pulmonares e ectoparasitas, tais como piolhos sugadores e ácaros da sarna, incluindo as larvas de Hipoderma (hipodermose). Esta aplicação ajuda a tratar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou perturbadores, tais como a perda de peso, a diarreia crónica, a tosse, o prurido intenso e as consequentes lesões cutâneas.

“É aplicado em cenários onde o desequilíbrio fisiológico temporário causado pela carga parasitária afeta o desempenho, contribuindo para a melhoria do conforto durante períodos de intensificação dos sintomas.”

Facto Rápido: Alívio do Desconforto Dermatológico

O Bovimec auxilia na manutenção da estabilidade funcional relacionada com a saúde e o conforto da pele, sendo relevante para a gestão de sintomas associados ao prurido intenso e à perda de pelo.

O medicamento, de uma forma geral, apoia o bem-estar geral e a estabilidade funcional, podendo auxiliar na otimização da conversão alimentar e no suporte a um ganho de peso saudável, especialmente em animais de pastoreio e em gado jovem.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Bovimec

A elegibilidade para a utilização do Bovimec (ivermectina) está estritamente definida pelos documentos regulamentares, baseando-se na espécie animal, no ciclo de produção e na obrigatoriedade de evitar resíduos do fármaco na cadeia alimentar. A documentação oficial detalha as seguintes classificações de utilização:

O Bovimec está oficialmente aprovado para o tratamento de espécies-alvo específicas, nomeadamente bovinos, suínos e ovinos. Contudo, a sua utilização é contraindicada e absolutamente proibida em seres humanos e em espécies animais não indicadas no rótulo; isto deve-se a riscos de toxicidade grave, incluindo fatalidades documentadas em cães.

Relativamente à produção leiteira, o uso é contraindicado em fêmeas de gado leiteiro em idade reprodutiva e em qualquer animal que produza leite para consumo humano, uma vez que não foi estabelecido um intervalo de segurança para a eliminação de resíduos no leite. No que respeita à produção de carne, o tratamento deve cessar obrigatoriamente durante um intervalo de segurança específico antes do abate (por exemplo, 35 dias para bovinos e 18 dias para suínos, dependendo da rotulagem e jurisdição), garantindo a eliminação total de resíduos.

Existem ainda restrições quanto ao estágio de desenvolvimento do animal. O uso é contraindicado em vitelos destinados ao processamento de carne de vitela, e não foi estabelecido um intervalo de segurança para vitelos pré-ruminantes. Adicionalmente, quanto à via de administração, apenas a injeção subcutânea é permitida. As vias intravenosa ou intramuscular são proibidas devido ao risco de infeção por clostrídios.

Em suma, a rotulagem governamental oficial estabelece a elegibilidade confirmando as espécies-alvo e implementando contraindicações rigorosas para a segurança humana. A utilização é vedada a todas as espécies não visadas e é condicionalmente restrito para animais produtores de alimentos através de intervalos de segurança obrigatórios, evitando que resíduos do medicamento entrem na cadeia alimentar humana.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil regulamentar oficial dos produtos que contêm ivermectina, como o Bovimec, está estruturado em torno de interações farmacocinéticas (PK) e farmacodinâmicas (PD) documentadas. Nenhuma combinação está formalmente classificada como uma contraindicação fármaco-fármaco no rótulo veterinário, mas aplicam-se restrições a populações animais específicas.

As categorias de produtos medicinais com interações documentadas incluem os inibidores do CYP3A4, os inibidores da glicoproteína-P e os anticoagulantes orais (por exemplo, a varfarina). A base destas interações assenta em dois pilares: a inibição farmacocinética, onde o metabolismo via CYP3A4 é afetado, reduzindo a depuração e aumentando as concentrações plasmáticas; e a modulação de transportadores, onde a inibição da bomba de efluxo da glicoproteína-P (P-gp) aumenta a exposição sistémica e do sistema nervoso central.

A coadministração com inibidores do CYP3A4 deverá aumentar as concentrações plasmáticas de ivermectina ao diminuir a sua degradação metabólica. Da mesma forma, a utilização conjunta com inibidores da glicoproteína-P pode resultar num aumento da exposição sistémica devido ao compromisso do efluxo do fármaco.

Relatórios de pós-comercialização documentam que a coadministração com varfarina tem sido associada a um aumento do Rácio Normalizado Internacional (INR), indicando um reforço do efeito anticoagulante. No que respeita à formulação oral, as informações regulamentares referem que a administração com alimentos aumenta significativamente a biodisponibilidade da ivermectina. Adicionalmente, uma restrição populacional fundamental proíbe a utilização em certas raças de animais (por exemplo, Collies) devido a uma deficiência genética na função da P-gp, o que conduz a neurotoxicidade grave.

Os documentos regulamentares definem a estrutura de interação da ivermectina através de dois mecanismos farmacocinéticos primários — a redução da depuração metabólica por inibidores do CYP3A4 e o efluxo prejudicado por inibidores da P-gp — resultando ambos em níveis sistémicos elevados. O perfil detalha ainda uma interação farmacodinâmica com anticoagulantes e estabelece uma restrição obrigatória baseada na vulnerabilidade específica da P-gp em certas populações.

Mecanismo de ação

Ativação Seletiva de Canais de Cloreto em Invertebrados

O mecanismo de ação baseia-se na capacidade da ivermectina de atuar como um agonista alostérico nos canais de cloreto regulados pelo glutamato (GluCls), que se encontram exclusivamente nas células nervosas e musculares dos parasitas suscetíveis. Esta interação obriga os canais a permanecerem abertos, o que leva a um influxo massivo e descontrolado de iões cloreto (Cl^-).

Progressão para o Bloqueio Neuromuscular e Paralisia Flácida

Este influxo contínuo de Cl^- conduz as células nervosas e musculares do parasita a um estado de hiperpolarização extrema (silenciamento elétrico). O bloqueio neuromuscular resultante provoca uma paralisia flácida irreversível da musculatura somática e faríngea do parasita, o que impede a mobilidade e as funções essenciais de alimentação, levando à morte ou expulsão do parasita.

Base da Seletividade do Mecanismo

Este mecanismo apresenta uma elevada seletividade porque os hospedeiros mamíferos não possuem canais GluCl. Além disso, o efeito do fármaco em alvos secundários (recetores GABA A) nos mamíferos é restrito, uma vez que o composto é, em grande parte, excluído do sistema nervoso central pela barreira hematoencefálica, confinando assim o seu mecanismo de ação ao parasita alvo.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Bovimec (ivermectina) é realizada de acordo com protocolos específicos e regulamentados, baseados na espécie pecuária e na forma de apresentação do produto escolhida. O medicamento está disponível em três vias de administração oficiais: injeção subcutânea, solução tópica pour-on e solução oral (drench). A forma injetável apresenta-se geralmente como uma solução estéril de 10 mg/mL.

A dosagem padrão indicada no rótulo para bovinos, através de injeção subcutânea, é de 200 microgramas por quilograma (mcg/kg) de peso vivo, o que corresponde a 1 mililitro (mL) por cada 50 quilogramas de peso corporal. A via subcutânea é utilizada na pele solta atrás da espádua e, no caso de doses para bovinos que excedam os 10 mL, o volume deve ser dividido e injetado em dois locais separados. Os suínos requerem uma dose de 300 mcg/kg administrada no pescoço.

A dosagem segue habitualmente uma frequência de administração única para os protocolos principais. No entanto, alguns padrões de utilização, como os tratamentos para certos parasitas em ovinos, exigem duas administrações separadas por um intervalo de sete dias. Além disso, se for utilizada a formulação tópica pour-on de 500 mcg/kg, as instruções regulamentares especificam que a solução deve ser aplicada ao longo da linha dorsal apenas quando o pelo ou a pele estiverem completamente secos. Estas instruções definem os métodos precisos de aplicação e os tempos exigidos pelas autoridades governamentais.

Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama de Estudos sobre o Bovimec

Evidência de Utilização em Infestações por Nematodes (Vermes Redondos) Gastrointestinais

A base principal da investigação para a utilização autorizada da ivermectina contra infestações por nematodes provém de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e estudos comparativos controlados. Estas investigações foram avaliadas nas principais espécies pecuárias, incluindo bovinos, ovinos e suínos, examinando a relevância do composto face a condições parasitárias. Os ensaios monitorizaram as alterações nas populações de parasitas recorrendo a medidas objetivas, como a redução da contagem de ovos nas fezes, e avaliaram se a administração estava associada a mudanças em indicadores fisiológicos, tais como o ganho de peso corporal.

Os estudos acompanharam a carga parasitária medida e reportaram padrões de redução após a intervenção especificada no protocolo. A investigação explorou também a duração da atividade residual observada, com estudos a relatar o período monitorizado para a ausência de reinfestação. Esta evidência contribui para o panorama científico mais amplo.

No entanto, a emergência global de resistência anti-helmíntica em algumas espécies de parasitas significa que os resultados se aplicam apenas às populações e condições específicas estudadas. Continuam a surgir dados sobre as melhores estratégias para manter o controlo a longo prazo face a um desafio parasitário potencialmente em evolução.

Estudos sobre Parasitas Externos e Vermes Pulmonares

A investigação explorou o uso da ivermectina na gestão de parasitas externos, tais como piolhos sugadores, ácaros e larvas de Hypoderma (warbles), recorrendo a ensaios de eficácia controlados. Os resultados primários relacionaram-se com o desconforto físico e a saúde dermatológica, com a investigação a monitorizar a redução no número de parasitas e a observar mudanças em sintomas associados, como o prurido intenso e as lesões cutâneas.

De igual modo, a ivermectina foi estudada para utilização em infestações por vermes pulmonares. Os ensaios controlados monitorizaram os animais quanto a alterações nas contagens de vermes pulmonares e avaliaram resultados relacionados com o equilíbrio sistémico ou funcional, tais como medidas de redução de sintomas respiratórios.

Os estudos reportaram a observação de uma duração definida de atividade residual contra parasitas externos. A base de evidência para os achados sobre vermes pulmonares, embora integrada no pacote de dados global, pode ser menos volumosa do que a relativa aos parasitas gastrointestinais.

Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

A evidência destaca o que se sabe, mas também o que permanece incerto sobre a ivermectina no contexto do controlo parasitário. A investigação prossegue, particularmente no que diz respeito aos ajustamentos necessários face à resistência anti-helmíntica generalizada e documentada. Os resultados foram mistos nalguns estudos relativos a populações parasitárias específicas e isoladas, o que gera alguma incerteza quanto à universalidade dos achados em todas as regiões globais. As consequências a longo prazo para um controlo sustentado são geralmente avaliadas através da vigilância pós-comercialização.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Bovimec (FAQ)

P: O Bovimec é um medicamento comum ou é considerado um tratamento especializado? A documentação oficial descreve o princípio ativo, a ivermectina, como um medicamento veterinário fundamental. Está classificado na classe especializada das lactonas macrocíclicas, uma categoria de agentes antiparasitários amplamente reconhecida pela sua eficácia contra desafios parasitários.


P: Como é que o Bovimec se compara a outros tratamentos conhecidos para a mesma condição? Os resumos de investigação regulamentar indicam que a eficácia do medicamento foi avaliada em estudos comparativos controlados. Estes estudos monitorizam medidas objetivas, como a redução da contagem de ovos nas fezes, face a outros tratamentos padrão.


P: Quais são os efeitos secundários mais frequentes ou incómodos que se podem experienciar com o Bovimec? Os documentos oficiais de segurança listam as reações locais transitórias no local da injeção como comuns. Efeitos sistémicos menos frequentes podem incluir letargia, redução do apetite e fezes moles.


P: O Bovimec costuma causar ganho ou perda de peso? Os estudos clínicos oficiais para o princípio ativo não reportaram alterações de peso, seja ganho ou perda, como um efeito adverso comum.


P: O Bovimec pode causar sonolência ou fadiga? O perfil de segurança do princípio ativo inclui relatos de efeitos como sonolência, astenia (fraqueza) e letargia. Estes são efeitos adversos reportados que se relacionam com alterações nos níveis de energia.


P: Se ocorrer um efeito secundário, ele costuma desaparecer sozinho com o tempo? As reações comuns no local da injeção são descritas como transitórias, o que significa que são temporárias. Além disso, as reações associadas à eliminação rápida de parasitas são tipicamente passageiras, mesmo que sejam mais pronunciadas pouco após o tratamento inicial.


P: É necessário evitar algum medicamento de venda livre enquanto se utiliza o Bovimec? As informações oficiais sobre o fármaco recomendam que se informe o profissional de saúde sobre todos os medicamentos, com ou sem receita médica, que estejam a ser utilizados. Esta prática ajuda o profissional a avaliar potenciais interações medicamentosas antes do início do tratamento.


P: Existem interações conhecidas entre o Bovimec e suplementos de ervas ou vitaminas? As informações oficiais recomendam, de um modo geral, informar o profissional de saúde sobre quaisquer vitaminas, suplementos nutricionais e produtos à base de plantas que estejam a ser tomados ou que se planeie tomar. Esta diligência permite a avaliação de potenciais interações.


P: O consumo de álcool afeta o funcionamento do Bovimec ou aumenta os riscos de efeitos secundários? A informação regulamentar classifica o uso de etanol (álcool) com o princípio ativo como uma interação medicamentosa moderada. Esta combinação pode aumentar os níveis do fármaco no sangue ou, potencialmente, elevar o risco de efeitos secundários.


P: Quanto tempo demora normalmente para se notar os efeitos do Bovimec? Os dados regulamentares de eficácia mostram que o princípio ativo pode diminuir a carga de microfilárias parasitárias por aproximadamente 6 a 12 meses após uma dose única. No entanto, o tempo específico para o início do benefício clínico inicial não é, geralmente, especificado nas informações do produto.


P: Como é que o tempo de início de ação do Bovimec se compara ao de outros tratamentos semelhantes? A evidência de investigação disponível aborda principalmente a eficácia medida por marcadores como a redução da contagem de ovos nas fezes e a duração da atividade residual. Uma comparação geral do tempo de início de ação face a concorrentes não é tipicamente detalhada nos resumos principais da investigação.


P: O Bovimec pode ser utilizado por quem tem problemas de fígado ou rins preexistentes? As informações sobre o princípio ativo referem que este pode causar aumentos nas enzimas hepáticas. Pessoas com problemas hepáticos ou doença renal preexistentes são, geralmente, aconselhadas a informar o profissional de saúde para garantir uma utilização segura.


P: Que informação oficial está disponível sobre o uso de Bovimec durante a gravidez? O rótulo veterinário desaconselha especificamente a utilização do produto em bovinos que produzam leite para consumo humano ou em vacas leiteiras nos 60 dias que antecedem o parto. Esta é uma restrição obrigatória relacionada com a fase de desenvolvimento.


P: O Bovimec requer monitorização especial ou exames de acompanhamento durante a sua utilização? Para certas infeções parasitárias, os rótulos dos medicamentos recomendam a realização de exames de acompanhamento específicos. Por exemplo, alguns documentos regulamentares sugerem a realização de exames de fezes para ajudar a verificar a erradicação da infeção.


P: O Bovimec possui algum aviso regulamentar específico ou alerta de segurança? O princípio ativo está sujeito a avisos de segurança de organismos reguladores como a FDA. Estes avisos alertam contra a utilização de formulações animais em seres humanos devido ao risco de sobredosagem e de eventos adversos graves.


P: Como é que o mecanismo de ação do Bovimec é descrito de forma simples na literatura oficial? O mecanismo oficial indica que o fármaco atua em canais especializados do parasita, causando um fluxo descontrolado de iões. Esta ação leva ao silenciamento elétrico (hiperpolarização) e a uma paralisia flácida irreversível do parasita, resultando na sua morte.


P: É comum ajustar a dose de Bovimec após o início do tratamento? A dosagem segue habitualmente uma frequência de administração única. No entanto, alguns protocolos oficiais de tratamento, como os destinados a certos parasitas em ovelhas, requerem duas administrações, o que indica que os ajustes na frequência fazem parte de protocolos específicos e oficialmente definidos.


P: Qual é a diferença entre o 'princípio ativo' e os 'ingredientes inativos' no Bovimec? O princípio ativo é a Ivermectina, o componente que proporciona o efeito terapêutico contra os parasitas. Os documentos regulamentares também reconhecem os ingredientes inativos (excipientes), que são necessários para a formulação do produto, mas que não possuem ação terapêutica própria.


P: Que critérios específicos determinam os intervalos de segurança obrigatórios antes do abate? Os intervalos de segurança são obrigatórios para garantir que os tecidos do produto animal não excedam os Limites Máximos de Resíduos (LMR) definidos pelas autoridades governamentais. Estes LMR são os limiares químicos específicos que devem ser respeitados antes do processamento do animal.


P: Qual é a qualidade ou robustez global da evidência clínica que apoia o uso do Bovimec? As submissões regulamentares baseiam-se em evidência derivada dos padrões mais elevados de investigação, incluindo principalmente Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e ensaios de eficácia controlados. Esta base de evidência é essencial para sustentar as utilizações aprovadas do fármaco.


P: Qual é o significado do termo médico [específico] encontrado no folheto informativo do Bovimec? O mecanismo oficial refere que o fármaco atua em canais especializados do parasita, provocando um fluxo descontrolado de iões. Isto resulta em silenciamento elétrico (hiperpolarização) e paralisia flácida irreversível do parasita.


P: Existem ensaios clínicos ou estudos em curso relacionados com novas utilizações para o Bovimec? A investigação é contínua, particularmente para compreender melhor os mecanismos de resistência anti-helmíntica em várias populações de parasitas. A base de investigação publicada foca-se nas utilizações licenciadas e na abordagem aos desafios da eficácia aprovada do fármaco.

Como Bovimec deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Bovimec (Ivermectina)

Requisitos de Armazenamento

A forma injetável do Bovimec deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada, entre os 20° C e os 25° C, sendo permitidas variações de temperatura até aos 30° C. No caso de certas formulações, como o Pour-On, o produto deve ser protegido da luz e o recipiente deve ser mantido bem fechado quando não estiver a ser utilizado. O produto deve ser guardado fora do alcance das crianças, conforme exigido pela rotulagem regulamentar oficial.

Eliminação e Restrições Ambientais

A eliminação do produto não utilizado e das embalagens vazias deve estar em conformidade com as regulamentações locais, regionais ou nacionais. A ivermectina pode afetar negativamente os organismos aquáticos e as instruções oficiais proíbem a contaminação de cursos de água. As embalagens vazias do medicamento e os materiais contaminados por derrames devem ser eliminados através de incineração ou depositados num aterro autorizado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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