Bonar

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Bonar

Definir o Bonar: Identidade e Classificação Farmacêutica

O Bonar é o nome comercial de uma preparação medicinal específica cujo componente ativo é o sulfato de bleomicina. Esta substância é oficialmente classificada como um agente antineoplásico, o que significa que o fármaco foi especificamente concebido para inibir ou prevenir o crescimento e a proliferação de células malignas. A bleomicina é também categorizada como um antibiótico antitumoral, uma classificação distinta que reflete a sua origem a partir do processo de fermentação natural da bactéria Streptomyces verticillus. Esta classificação é clinicamente reconhecida pelo seu mecanismo único dentro de protocolos de quimioterapia estabelecidos.

Composição, Origem e Forma de Preparação

O núcleo do produto é o princípio ativo, o sulfato de bleomicina, uma estrutura química complexa de glicopeptídeo composta essencialmente pelas formas relacionadas bleomicina A2 e bleomicina B2. O medicamento é fornecido num formato de elevada estabilidade como um pó liofilizado estéril para injeção, o qual requer uma reconstituição precisa com um diluente estéril antes da sua utilização. A formulação do Bonar é padronizada para facilitar uma administração parentérica controlada, assegurando que o composto seja entregue diretamente na área alvo ou na corrente sanguínea. Este método de preparação mantém a elevada integridade química necessária para um medicamento citotóxico especializado.

O Objetivo Geral do Sulfato de Bleomicina

O propósito geral da utilização do sulfato de bleomicina é atuar como um componente citotóxico potente para interromper a proliferação de células anómalas. O fármaco alcança este objetivo ao visar especificamente e causar danos no ADN ou material genético da célula, um mecanismo designado como fragmentação das cadeias de ADN (DNA strand scission). Ao danificar o código genético celular, o medicamento interrompe a sua capacidade de divisão e reprodução. O seu papel terapêutico generalizado consiste, portanto, em reduzir a carga celular de doenças proliferativas, funcionando como um agente crítico em estratégias de tratamento de poliquimioterapia.

Quais efeitos secundários são possíveis com Bonar?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Como todos os medicamentos, este tratamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A maioria dos efeitos reportados é de intensidade ligeira a moderada e, frequentemente, de natureza transitória.

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem dores de cabeça, rubor facial, indigestão, perturbações visuais (como alterações na perceção das cores ou visão turva), congestão nasal e tonturas. Algumas pessoas podem também experienciar náuseas ou afrontamentos.

Embora menos comuns, foram registados efeitos secundários graves. Estes incluem reações alérgicas súbitas, dores no peito ou uma ereção prolongada e, por vezes, dolorosa, que dure mais de quatro horas. Se ocorrer uma perda súbita de visão ou de audição, ou se sentir dores no peito durante ou após a atividade sexual, deve interromper o uso do medicamento e procurar assistência médica imediata.

Este medicamento não deve ser utilizado por indivíduos que tomem nitratos ou dadores de óxido nítrico, uma vez que a combinação pode causar uma queda perigosa na pressão arterial. Também é contraindicado para pessoas com doenças cardíacas graves, insuficiência hepática grave ou que tenham sofrido recentemente um acidente vascular cerebral ou enfarte do miocárdio.

É fundamental informar o seu médico sobre todos os outros medicamentos que esteja a tomar, bem como sobre o seu historial clínico completo, especialmente se tiver problemas cardíacos, renais, hepáticos ou condições que afetem a forma do pénis. O consumo de álcool pode afetar temporariamente a capacidade de obter uma ereção e pode aumentar o risco de certos efeitos secundários.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda para Bonar

As manifestações de uma sobredosagem com este medicamento são tipicamente mais graves do que os efeitos adversos habituais. Os sintomas documentados incluem dispneia (falta de ar), crepitações finas (sons pulmonares crepitantes) e sinais de uma reação sistémica grave, tais como hipotensão e confusão mental. Os sistemas primários afetados nestas situações são o sistema pulmonar (através de pneumonite ou fibrose), o sistema vascular (incluindo eventos cardiovasculares e cerebrovasculares) e o sistema renal.

Existem fatores específicos que aumentam o risco de toxicidade grave. O risco de toxicidade pulmonar é mais elevado quando a dose cumulativa total ultrapassa as 400 unidades ou quando ocorre exposição a concentrações elevadas de oxigénio durante procedimentos cirúrgicos. Além disso, a probabilidade de reações tóxicas é maior em doentes com compromisso da função renal, devido à redução da capacidade dos rins em eliminar o fármaco, e em doentes idosos com mais de 70 anos. Uma reação idiossincrática grave foi também reportada em cerca de 1% dos doentes com linfoma.

O tratamento para casos de sobredosagem é de suporte e focado no alívio dos sintomas, podendo envolver a utilização de agentes como corticosteroides, expansão de volume, agentes pressores e anti-histamínicos. Não existe um antídoto específico listado para este medicamento.

Deve-se procurar ajuda médica imediata e contactar os serviços de emergência (112) se a pessoa afetada apresentar um colapso, uma convulsão, dificuldade em respirar ou se não conseguir acordar. É igualmente necessário contactar um médico com urgência perante sintomas como dificuldade respiratória, febre, arrepios ou uma dor de cabeça súbita e grave.

Em termos de gravidade, condições como a fibrose pulmonar — que pode progredir rapidamente e ser fatal —, o enfarte do miocárdio e reações idiossincráticas graves são classificadas como toxicidades críticas. Estas reações idiossincráticas manifestam-se geralmente através de hipotensão aguda, confusão mental e febre, surgindo habitualmente logo após a primeira ou segunda dose. Devido a estes riscos, os doentes devem ser observados de forma cuidadosa e frequente durante e após a administração, recomendando-se a realização periódica de radiografias de tórax para monitorizar o estado pulmonar e detetar precocemente sinais de toxicidade.

Usos terapêuticos de Bonar

Principais Utilizações e Benefícios do Bonar para a Saúde Óssea

O principal domínio terapêutico deste medicamento (Bonar, que contém ibandronato) é a gestão da osteoporose pós-menopausa. Este fármaco é utilizado em condições onde a fragilidade óssea é uma preocupação. De acordo com a perspetiva clínica geral sobre o ibandronato, este medicamento é considerado relevante para atenuar sintomas associados à fragilidade óssea em mulheres que passaram pela menopausa. É aplicado em diversas áreas terapêuticas que requerem um suporte esquelético a longo prazo.

O Bonar é frequentemente utilizado em contextos clínicos que envolvem condições caracterizadas por períodos de intensificação de sintomas relacionados com o stress esquelético, sendo pertinente para o alívio de sintomas associados à ameaça de fraturas por fragilidade. O medicamento é genericamente utilizado para ajudar a gerir sintomas de desconforto físico ligados à fragilidade dos ossos e é aplicável quando as patologias produzem uma carga sintomática significativa relacionada com a debilidade óssea prolongada.

Factos Rápidos

Facto Rápido: Alívio para o Risco de Fratura a Longo Prazo


“Este medicamento é aplicado na abordagem da consequência central do adelgaçamento ósseo, oferecendo um alívio de suporte que ajuda as doentes a lidar de forma mais constante com o risco a longo prazo associado à debilidade óssea.”

As indicações principais focam-se na ajuda à gestão da osteoporose e no apoio à estabilidade funcional. Isto auxilia a doente durante episódios difíceis, atenuando a carga sintomática global da deterioração óssea crónica. O benefício geral é o suporte ao bem-estar geral e o auxílio na manutenção da estabilidade funcional.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Bonar? (Sulfato de Bleomicina)

A elegibilidade para a utilização de Bonar é estritamente definida por normas regulamentares que estabelecem exclusões claras e categorias de utilização condicionada para os doentes.

Populações Contraindicadas

A utilização de Bonar é contraindicada e deve ser evitada em doentes com hipersensibilidade conhecida ou que tenham apresentado uma reação idiossincrática ao sulfato de bleomicina. O medicamento está também contraindicado para indivíduos com uma infeção pulmonar aguda ou com uma função pulmonar significativamente reduzida.

Elegibilidade por Estado Fisiológico

No que respeita à gravidez, o uso de Bonar é contraindicado (Categoria D), indicando um potencial risco de danos fetais, sendo a sua utilização restrita a casos de estrita necessidade. Durante o período de amamentação, a utilização é igualmente contraindicada, devendo o aleitamento ser interrompido durante a terapêutica.

Relativamente à função renal, o tratamento requer precaução extrema e uma monitorização cuidadosa em doentes com compromisso significativo ou que apresentem um clearance da creatinina inferior a 50 mL/min. No caso da função hepática, é necessária precaução em doentes com disfunção grave, uma vez que o risco de toxicidade pode aumentar.

Restrições Específicas por Idade

A utilização em doentes pediátricos está limitada a circunstâncias excecionais e deve ocorrer em centros especializados. Nos doentes geriátricos com mais de 70 anos, existe um risco acrescido de toxicidade pulmonar, o que exige uma redução obrigatória da dose total conforme as orientações estabelecidas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Bonar com outros medicamentos e produtos

O Bonar (Ibandronato de Sódio) apresenta interações documentadas que afetam principalmente a sua absorção e o risco de irritação gastrointestinal. Para assegurar o máximo benefício clínico e evitar potenciais problemas, é necessária a adesão a regras específicas de temporização.


Interações relacionadas com a absorção (Farmacocinética)

A absorção do Bonar é acentuadamente reduzida quando este é administrado simultaneamente com qualquer alimento, bebida (exceto água simples) ou medicamentos e suplementos que contenham catiões multivalentes (por exemplo, cálcio, alumínio, magnésio ou ferro). Esta categoria inclui:

  • Suplementos de cálcio e antiácidos
  • Vitaminas e outros suplementos orais
  • Todas as bebidas exceto água simples, incluindo café, chá, leite, sumos e águas minerais.

Para mitigar esta interação, o Bonar deve ser tomado, pelo menos, 60 minutos antes de qualquer alimento, bebida (exceto água simples) ou qualquer outro medicamento ou suplemento oral. Não deve ocorrer qualquer ingestão por via oral, com exceção de água simples, durante uma hora completa após a toma.


Risco gastrointestinal aumentado (Farmacodinâmica)

Recomenda-se precaução quando o Bonar é utilizado concomitantemente com Aspirina ou outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs). Tanto o Bonar como os AINEs possuem potencial para irritar a mucosa do trato gastrointestinal superior. A prescrição conjunta destes produtos pode levar a um aumento do risco de reações adversas locais, tais como úlceras ou erosões, particularmente em doentes com problemas gastrointestinais superiores pré-existentes, como gastrite ou úlceras.

Mecanismo de ação

O Bonar (sulfato de bleomicina) exerce a sua atividade através de um mecanismo farmacodinâmico definido em três etapas que, em última análise, conduz à destruição de células em divisão ativa. O texto abaixo descreve os domínios mecanísticos centrais responsáveis pelos seus efeitos fisiológicos.

Fragmentação do ADN Catalisada por Metais

O mecanismo central inicia-se quando o Bonar realiza a quelação de iões metálicos (como o Fe2+) para formar um complexo quimicamente ativo. Este complexo atua como um catalisador, utilizando oxigénio molecular para gerar radicais livres altamente reativos (espécies reativas de oxigénio). Estes radicais atacam imediatamente a hélice do ADN, provocando uma clivagem oxidativa que resulta em quebras substanciais nas cadeias simples e duplas do ADN. Esta ação inibe diretamente a síntese do ADN e é o passo causal que desencadeia todos os efeitos celulares subsequentes.

Paragem do Ciclo Celular em G2/M e Apoptose

Os danos substanciais no ADN causados pelos radicais livres ativam pontos de controlo celulares que exigem uma interrupção imediata da divisão celular, resultando na paragem do ciclo celular na fase G2/M. Quando o dano não pode ser reparado, a célula ativa a apoptose (morte celular programada). Este processo direcionado, ao nível molecular, é o mecanismo que alcança um resultado fisiológico antiproliferativo sistémico ao iniciar a eventual eliminação de populações de células em divisão ativa.

Atividade e Seletividade Reguladas por Enzimas

A intensidade e a duração do mecanismo do fármaco são reguladas fisiologicamente pela enzima Bleomicina Hidrolase. Esta enzima inativa o fármaco, o que significa que os tecidos com baixas concentrações enzimáticas (como os pulmões e a pele) sofrem uma atividade citotóxica prolongada, enquanto os tecidos com níveis elevados da enzima estão sujeitos a uma atividade citotóxica reduzida. Esta desativação enzimática diferencial cria uma seletividade tecidular baseada no mecanismo, que define onde a ação do fármaco é proeminente.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Bonar

O Bonar é um medicamento especializado fornecido como um pó liofilizado para preparação de solução injetável, que requer uma preparação prévia e deve ser administrado obrigatoriamente num ambiente clínico sob supervisão. A sua utilização é rigorosamente regulada por instruções precisas detalhadas nos documentos normativos.


Administração e Preparação

O fármaco está aprovado para diversas vias parentéricas, incluindo a injeção intravenosa (IV) ou perfusão contínua, a via intramuscular (IM), a subcutânea (SC) e a instilação intrapleural especializada. O pó requer a reconstituição com um diluente aprovado, como o Cloreto de Sódio a 0,9%; diluentes que contenham dextrose não devem ser utilizados. Quando administrado por injeção intravenosa, o medicamento deve ser introduzido lentamente, durante um período de 5 a 10 minutos.


Dosagem e Esquema Terapêutico

A dosagem sistémica padrão é habitualmente calculada com base na área de superfície corporal ou no peso, situando-se frequentemente no intervalo de 10 a 20 unidades/m2. A administração segue normalmente um esquema semanal ou bi-semanal, ou pode ser efetuada através de uma perfusão intravenosa contínua ao longo de vários dias consecutivos, com ciclos de tratamento geralmente espaçados por três a quatro semanas. É necessária uma pequena dose de teste (2 unidades ou menos) para os tratamentos iniciais de doentes com linfoma.


Limites de Dose e Ajustes

Um condicionalismo importante é a dose cumulativa máxima total vitalícia, que geralmente não deve exceder as 400 unidades. Aplica-se um limite inferior (225 unidades) em condições específicas como o linfoma. A dose deve ser formalmente reduzida em doentes com insuficiência renal documentada, sendo que a dose total para adultos mais velhos está também sujeita a um limite cumulativo inferior.

Evidência clínica recente

As evidências clínicas recentes relativas ao Bonar, que tem como princípio ativo o sulfato de bleomicina, reforçam a sua eficácia no tratamento de diversas neoplasias malignas. O medicamento atua através da inibição da síntese do ADN celular, ligando-se às cadeias genéticas e provocando a sua fragmentação, o que impede a divisão e proliferação das células tumorais. Este mecanismo é fundamental para a sua aplicação clínica em regimes de agente único ou em protocolos combinados de quimioterapia.

No âmbito das indicações terapêuticas, estudos e dados clínicos consolidados demonstram resultados positivos no tratamento paliativo de carcinomas de células escamosas, abrangendo regiões da cabeça e pescoço, como a laringe, língua e mucosa bucal, além de carcinomas do pénis, vulva e colo do útero. A resposta terapêutica é também evidente no tratamento de linfomas, incluindo a doença de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin, bem como em carcinomas testiculares, especificamente nos tipos de células embrionárias, coriocarcinoma e teratocarcinoma.

Outra aplicação clínica relevante documentada é a utilização do fármaco no tratamento do derrame pleural maligno. Nestes casos, o medicamento é administrado por via intrapleural, atuando como um agente esclerosante que ajuda a prevenir a recorrência da acumulação de líquido no espaço pleural. Esta intervenção tem demonstrado ser uma ferramenta eficaz na gestão de complicações respiratórias associadas a processos oncológicos avançados.

Relativamente ao perfil de segurança, a evidência clínica destaca a importância da monitorização pulmonar contínua. A toxicidade pulmonar, que se pode manifestar como pneumonite ou evoluir para fibrose, continua a ser o efeito adverso mais crítico, sendo mais frequente em pacientes com idade avançada ou que recebem doses cumulativas elevadas. Investigações recentes sugerem que a medição sequencial da capacidade de difusão do monóxido de carbono e a realização periódica de exames radiológicos são métodos essenciais para a deteção precoce de toxicidade pulmonar subclínica, permitindo ajustes terapêuticos antes da progressão para danos irreversíveis.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Bonar (FAQ)

P: O Bonar é considerado um tratamento de longa ou curta duração?

Os documentos regulamentares descrevem a administração do Bonar em ciclos de tratamento que são frequentemente separados por várias semanas. Além disso, o medicamento está sujeito a um limite de dose cumulativa máxima ao longo da vida. Estas características são consistentes com um esquema de tratamento intermitente e não contínuo, em vez de um uso crónico a longo prazo.


P: Com que rapidez devo esperar ver um efeito após iniciar o Bonar?

Dados regulamentares indicam que, para certas condições como tumores testiculares e doença de Hodgkin, os sinais de resposta observados podem ocorrer dentro de duas semanas. Para condições como cancros de células escamosas, os tempos de resposta observados podem estender-se até três semanas, de acordo com as informações oficiais do produto.


P: É normal sentir ligeiras tonturas ao tomar Bonar pela primeira vez?

As tonturas não são especificamente observadas entre as reações mais frequentes ao Bonar. No entanto, as descrições regulamentares indicam que as tonturas podem fazer parte de uma reação idiossincrática aguda e grave, que é relatada numa pequena percentagem de doentes, ocorrendo tipicamente após a primeira ou segunda dose.


P: Que investigação está a ser atualmente realizada sobre novas utilizações para o Bonar?

As bases de dados oficiais de ensaios clínicos mostram que os investigadores estão a examinar a substância ativa em estudos que exploram áreas como malformações vasculares e condições específicas da pele, a par das suas principais indicações aprovadas.


P: O que acontece se uma pessoa tomar acidentalmente mais Bonar do que o prescrito?

Os documentos de rotulagem oficial dão grande ênfase à adesão à dose cumulativa máxima vitalícia para o Bonar, que é frequentemente limitada a 400 unidades. Exceder este limite pode estar associado a um risco acrescido de toxicidade pulmonar (pulmão). Estão definidos protocolos clínicos específicos para a gestão de reações tóxicas observadas.


P: Qual é a fiabilidade das evidências da investigação para a segurança a longo prazo do Bonar?

Os documentos regulamentares afirmam que o potencial carcinogénico a longo prazo do fármaco em seres humanos não foi estabelecido. Devido ao risco de toxicidade pulmonar relacionada com a dose, a orientação regulamentar enfatiza a monitorização cuidadosa e frequente do doente, tanto durante como por um período prolongado após a terapia.


P: Quais são os critérios de elegibilidade descritivos para o Bonar com base na idade e peso?

A rotulagem oficial indica que a dosagem do Bonar é habitualmente calculada com base no peso corporal do doente (em quilogramas) ou na área de superfície corporal (m²). As orientações também referem que doentes com mais de 70 anos de idade estão sujeitos a uma redução obrigatória da dose total devido ao seu risco acrescido de toxicidade pulmonar.


P: Que tipo de estudos foram feitos sobre o uso a longo prazo do Bonar?

As observações a longo prazo documentadas em fontes regulamentares focaram-se principalmente na segurança e não na eficácia a longo prazo. Estas observações abrangem a potencial persistência de efeitos secundários específicos, tais como perda de apetite e de peso, e a necessidade de monitorização contínua do doente para toxicidade pulmonar após o tratamento.


P: O Bonar pode causar fadiga ou alterar os meus níveis de energia?

As informações oficiais do produto relatam explicitamente a fadiga como um efeito secundário conhecido do medicamento. Os documentos regulamentares indicam que esta reação foi observada em aproximadamente 16% dos doentes tratados.


P: O Bonar afeta o ritmo cardíaco ou a tensão arterial?

Os documentos regulamentares indicam que a hipotensão (tensão arterial baixa) é uma reação adversa rara associada ao Bonar. O perfil de segurança refere que é necessária cautela em doentes com doença cardíaca grave preexistente.


P: O Bonar pode causar sensibilidade cutânea ou erupções na pele?

As reações que envolvem a pele e as membranas mucosas são descritas como os efeitos secundários mais frequentes do Bonar, afetando aproximadamente 50% dos doentes. Estas reações incluem manifestações como erupção cutânea, escurecimento da pele (hiperpigmentação) e alterações nas unhas.


P: É verdade que o Bonar é uma substância controlada a nível federal?

O Bonar é oficialmente classificado pelas autoridades de saúde como um agente antineoplásico ou citotóxico, o que significa que é utilizado para inibir o crescimento e a proliferação de células malignas. Não está categorizado como uma substância controlada a nível federal.


P: Tomar Bonar requer exames de sangue de rotina?

Devido ao risco de toxicidade, as diretrizes regulamentares enfatizam a monitorização cuidadosa da função pulmonar do doente. A monitorização da função renal (rim) e da função hepática (fígado) também é descrita no perfil de segurança, o que requer testes laboratoriais específicos.


P: Qual é o tempo médio que o Bonar demora a sair totalmente do corpo?

A maioria do medicamento é tipicamente eliminada do corpo pelos rins nas primeiras 24 horas. A semivida terminal do Bonar está documentada em fontes regulamentares como sendo de aproximadamente duas a quatro horas.


P: Existem diferentes nomes comerciais para a mesma substância ativa do Bonar?

A substância ativa do Bonar, o sulfato de bleomicina, está disponível sob diferentes nomes comerciais em várias regiões globais. Por exemplo, os registos regulamentares listam nomes como BLEOMYCIN ACCORD.


P: Qual é o risco de desenvolver dependência do Bonar?

O medicamento é classificado como um agente citotóxico antineoplásico, uma classe de fármacos utilizada para o tratamento de células malignas. Esta categoria de fármacos não está associada ao risco de dependência ou uso indevido.


P: O Bonar pode afetar os resultados de exames laboratoriais comuns?

As diretrizes regulamentares indicam que o medicamento pode afetar os resultados de certos exames laboratoriais. Estes incluem testes utilizados para monitorizar a função renal (creatinina) e a função hepática (TFH), que podem mostrar resultados anormais em casos raros.


P: Existem diferenças entre o Bonar genérico e o de marca?

As normas regulamentares exigem que as versões genéricas contenham a mesma substância ativa e demonstrem bioequivalência em relação ao produto original de marca. Os componentes primários que podem diferir são os ingredientes inativos (excipientes) utilizados na formulação.


P: O Bonar é conhecido por causar problemas digestivos como náuseas ou diarreia?

As informações regulamentares documentam que os efeitos secundários gastrointestinais estão associados ao medicamento. Náuseas e vómitos são relatados como ocorrendo em aproximadamente 15% dos doentes tratados com Bonar.


P: Qual é a semivida documentada do Bonar?

A semivida terminal do medicamento no corpo está documentada em fontes regulamentares como sendo de aproximadamente duas a quatro horas.

Como Bonar deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Manuseamento

As diretrizes oficiais determinam que o pó de Bonar (sulfato de bleomicina) não reconstituído deve ser conservado no frigorífico, a uma temperatura entre 2°C e 8°C, devendo ser mantido na sua embalagem de origem para garantir a proteção contra a luz. Após a reconstituição, a solução possui uma estabilidade de utilização limitada, devendo ser administrada num prazo de 24 horas, desde que mantida sob refrigeração. É expressamente indicado que a solução não deve ser congelada.

Eliminação e Proteção Infantil

Devido à natureza citotóxica deste fármaco, o Bonar deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças para evitar riscos de exposição acidental. O medicamento não utilizado, com o prazo de validade expirado ou qualquer material contaminado deve ser manuseado e eliminado como resíduo citotóxico perigoso, seguindo rigorosamente os procedimentos institucionais e locais em vigor. Este produto não deve, em circunstância alguma, ser eliminado através do lixo doméstico comum ou das águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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