Bismilla

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Bismilla

Definição do Bismilla: Substância Ativa e Classe Farmacológica

O Bismilla é uma preparação farmacêutica que utiliza a substância ativa maleato de clorofenamina, um composto reconhecido clinicamente para o tratamento de condições alérgicas desde meados do século XX. Está estritamente classificado como um anti-histamínico de primeira geração, o que define o seu papel como um antagonista do recetor H1. Este composto é um derivado sintético de alquilamina, o que significa que a sua substância é produzida através de síntese química, em vez de ser extraída de fontes naturais. Esta origem química precisa assegura uma potência e pureza constantes, características inerentes aos agentes farmacêuticos sintéticos. A clorofenamina distingue-se no panorama dos anti-histamínicos por poder ser encontrada globalmente em várias apresentações como um medicamento de venda livre, o que a torna amplamente acessível para o alívio de sintomas alérgicos.

Forma Sistémica e Objetivo Geral

O Bismilla foi formulado para exercer efeitos sistémicos e destina-se principalmente à via de administração oral, estando comummente disponível em comprimido, solução oral ou xarope. Esta variedade de formas farmacêuticas adapta-se a diferentes grupos de doentes, facilitando a ingestão por parte daqueles que possam ter dificuldade em deglutir medicamentos sólidos. O objetivo geral desta preparação deriva diretamente do seu antagonismo do recetor H1, um mecanismo fundamentado por estudos farmacológicos. Isto confirma que o medicamento atua de forma a proporcionar um alívio sintomático geral através do bloqueio das ações da histamina, estabilizando assim a resposta do organismo durante uma reação alérgica, como as que podem ocorrer de forma sazonal.

Quais efeitos secundários são possíveis com Bismilla?

Reações Adversas e Classificação de Segurança

O perfil de segurança do Bismilla caracteriza-se por uma elevada frequência de efeitos no sistema nervoso central, o que é coerente com a sua natureza de anti-histamínico de primeira geração. Todos os efeitos secundários documentados encontram-se categorizados por frequência e sistema fisiológico.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos secundários são agrupados com base em taxas de incidência registadas:

As reações consideradas muito frequentes incluem sedação e sonolência. Entre as reações frequentes destacam-se distúrbios de atenção, coordenação anormal, tonturas, dores de cabeça, visão turva, náuseas, boca seca e fadiga. Existem ainda eventos relatados sem uma frequência determinada, tais como confusão, excitação ou estimulação paradoxal, vários sintomas gastrointestinais como vómitos ou dor abdominal, e outros eventos de maior gravidade.

Reações Adversas Graves e Raras

Embora raras, existem reações adversas clinicamente significativas documentadas que incluem certas discrasias sanguíneas, como a anemia hemolítica e a agranulocitose, bem como reações anafiláticas graves no âmbito de doenças do sistema imunitário. A hepatite, incluindo a icterícia, é também referida como uma potencial preocupação de segurança, apesar da sua raridade.

Considerações de Segurança para Grupos Específicos

Certas populações de doentes requerem atenção específica de acordo com as informações oficiais:

As crianças e os idosos apresentam uma maior probabilidade de experienciar efeitos neurológicos anticolinérgicos, incluindo confusão e excitação paradoxal, como a inquietação. Recomenda-se especial cuidado na utilização em doentes com insuficiência renal ou hepática grave. Relativamente à gravidez e amamentação, o uso durante o terceiro trimestre pode levar a reações no recém-nascido, e a utilização por mulheres a amamentar não é recomendada devido à potencial excreção do medicamento no leite materno.

Restrições de Segurança

A natureza deste medicamento está associada à ocorrência de comprometimento psicomotor, manifestado por sonolência e visão turva, o que pode afetar a capacidade de realizar tarefas que exijam alerta mental total. É explicitamente reconhecido que os efeitos sedativos são potenciados pelo uso concomitante de álcool ou de outros depressores do sistema nervoso central.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil oficial para a sobredosagem de Bismilla (maleato de clorofenamina) define manifestações documentadas em múltiplos sistemas fisiológicos. O quadro clínico pode envolver efeitos significativos no Sistema Nervoso Central (SNC), que variam desde uma sedação profunda (sonolência a sono profundo) até à excitação paradoxal, a qual pode incluir agitação, psicose tóxica, confusão e tremores. Outros sinais documentados são efeitos anticolinérgicos acentuados, tais como boca seca, visão turva e midríase (pupilas dilatadas). A dose letal estimada está documentada entre 25 a 50 mg/kg de peso corporal.

Desfechos graves ou potencialmente fatais incluem convulsões, apneia (interrupção da respiração), colapso cardiovascular e arritmias. Devido a estes riscos críticos, é fundamental procurar aconselhamento médico imediato ou contactar um Centro de Informação Antivenenos imediatamente em caso de suspeita de sobredosagem. Esta ação imediata é necessária mesmo que a pessoa se sinta bem, uma vez que as complicações podem ser tardias.

O tratamento da sobredosagem de Bismilla é definido como sintomático e de suporte, visto que não existe um antídoto específico disponível. As medidas de tratamento envolvem o uso de carvão ativado para ingestões recentes e atenção especial à monitorização das funções cardíaca, respiratória, renal e hepática. As crianças e os idosos são descritos como sendo mais suscetíveis de experienciar efeitos anticolinérgicos neurológicos graves e estimulação paradoxal.

Usos terapêuticos de Bismilla

Indicações do Bismilla: Principais Usos e Benefícios

O Bismilla é utilizado primordialmente para proporcionar um benefício terapêutico de suporte em sintomas relacionados com uma atividade fisiológica aumentada, sendo relevante em contextos que envolvem uma sobrecarga sistémica acrescida. Este medicamento é comummente utilizado em diversas condições que apresentam episódios agudos, ajudando na gestão de sintomas da rinite alérgica, tanto na sua forma sazonal como perene, da conjuntivite alérgica e de várias condições cutâneas acompanhadas de prurido, tais como a urticária e as picadas de insetos.

O medicamento é pertinente quando a gestão sintomática de apoio é adequada, nomeadamente durante fases em que o doente experiencia um desconforto acentuado. Ajuda a abordar conjuntos de sintomas que criam uma interferência notável na estabilidade diária, incluindo espirros persistentes, rinorreia (corrimento nasal) e comichão intensa.

“O medicamento é aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, oferecendo um alívio sintomático que ajuda os doentes a lidar com a situação de forma mais constante.”

Esta assistência sintomática de curto prazo contribui para atenuar a carga global dos sintomas. Pode auxiliar no suporte da estabilidade funcional quando os sintomas se tornam mais percetíveis, apoiando o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Nasais, Prurido e Irritação Ocular

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Bismilla

A elegibilidade para o uso de Bismilla (maleato de clorofenamina) é estritamente definida com base na idade, na utilização concomitante de medicamentos e em condições de saúde existentes.

Populações Aprovadas e Limites de Idade O uso é permitido para adultos e adolescentes com 12 ou mais anos de idade. As crianças entre os 6 e os 12 anos podem utilizar o medicamento com uma dose diária máxima inferior. A formulação em comprimidos orais não é recomendada para crianças com idade inferior a 6 anos.

Contraindicações Absolutas O Bismilla não deve ser utilizado por qualquer pessoa com hipersensibilidade conhecida ao maleato de clorofenamina. O uso é estritamente proibido para indivíduos que tenham tomado um Inibidor da Monoaminoxidase (IMAO) nos últimos 14 dias, bem como para recém-nascidos ou lactentes prematuros.

Uso Condicional e Restrições O medicamento deve ser utilizado com precaução em doentes com insuficiência hepática ou renal grave. Os adultos seniores e indivíduos com condições como glaucoma, hipertrofia prostática, epilepsia ou doença cardiovascular grave devem utilizar o Bismilla sob condições restritas. O uso durante a gravidez (especialmente no terceiro trimestre) e a lactação não é, geralmente, recomendado, a menos que seja considerado essencial por um médico.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve os padrões de interação oficialmente documentados para o Bismilla (maleato de clorofenamina), baseados nas normas de segurança farmacológica estabelecidas.


Classificação de Interações e Restrições

No que diz respeito aos Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO), a utilização concomitante é formalmente contraindicada. O tratamento com Bismilla não deve ocorrer durante a terapia com IMAO, nem nos 14 dias após a sua interrupção, devido ao risco de intensificação dos efeitos.

Ao nível metabólico, a clorofenamina pode interferir com a fenitoína, inibindo o seu metabolismo. Esta interação farmacocinética pode aumentar a concentração desta substância no sangue, acarretando um risco de toxicidade.

Observam-se efeitos farmacodinâmicos aditivos quando o medicamento é utilizado com depressores do sistema nervoso central, tais como opioides ou hipnóticos. Esta combinação resulta numa depressão acrescida do sistema nervoso e num aumento dos efeitos sedativos.

De igual modo, a utilização de fármacos anticolinérgicos em conjunto com este medicamento pode potenciar efeitos adversos como a boca seca ou a taquicardia.

Relativamente ao consumo de álcool (etanol), os seus efeitos são aumentados quando em conjunto com o Bismilla, devido à depressão aditiva do sistema nervoso central, pelo que o uso simultâneo deve ser evitado.


Notas Específicas para Populações

As crianças e os idosos apresentam uma maior probabilidade de experienciar efeitos neurológicos resultantes destas interações, particularmente no que toca aos efeitos anticolinérgicos e à excitação paradoxal. Existem restrições rigorosas quanto a substâncias que reforçam ou interferem com o perfil de segurança do fármaco, garantindo a proteção contra interações que possam comprometer o bem-estar do doente.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Bismilla

A ação do Bismilla é definida pela sua capacidade de modular as vias de sinalização histaminérgicas e colinérgicas através de um antagonismo não seletivo de recetores em três domínios principais.

Atenuação Histaminérgica Periférica

Este domínio abrange o mecanismo central da molécula: a sua atuação como um agonista inverso nos Recetores H1 da Histamina em tecidos periféricos, como os vasos sanguíneos e o músculo liso. Ao estabilizar o estado inativo do recetor, a molécula suprime a cascata de sinalização celular que é normalmente desencadeada pela libertação de histamina. Esta ação molecular modifica diretamente as etapas iniciais que moldam os resultados fisiológicos sistémicos, inibindo as consequências da libertação de histamina na permeabilidade capilar e na estimulação dos nervos sensoriais.

Modulação da Via do Sistema Nervoso Central (SNC)

A elevada afinidade e a lipofilicidade da molécula permitem que esta atravesse facilmente a Barreira Hematoencefálica e interaja com os recetores H1 no cérebro, particularmente aqueles que regulam o estado de vigília. Ao interferir com o sistema de alerta histaminérgico central, o mecanismo inicia ou suprime sequências de sinalização que conduzem à alteração fisiológica observável de uma modulação generalizada do SNC.

Supressão Colinérgica Não Seletiva

Este domínio mecanístico envolve a afinidade do fármaco por alvos secundários, especificamente o seu antagonismo dos Recetores Muscarínicos de Acetilcolina (mAChR). Esta atividade não primária ativa mecanismos que alteram processos fisiológicos autonómicos, afetando sistemas onde predominam transmissores específicos (o sistema colinérgico). Este mecanismo modifica etapas moleculares precoces que resultam em ajustamentos fisiológicos previsíveis, tais como a diminuição da secreção glandular, influenciando a atividade dentro das vias autonómicas visadas.

Informações sobre dosagem e administração

A administração do Bismilla é efetuada por via oral, através de comprimidos, solução ou xarope, para utilização geral. Em cenários agudos e especializados, o medicamento pode também ser administrado através de vias parentéricas, como a via intravenosa, intramuscular ou subcutânea.

A dose oral padrão para adultos é de 4 mg, habitualmente tomada a cada 4 ou 6 horas. A dose máxima não deve exceder os 24 mg num período de 24 horas, devendo respeitar-se um intervalo mínimo de 4 horas entre cada toma. Os comprimidos podem ser ingeridos com ou sem alimentos.

Os protocolos de administração variam conforme a idade. Para crianças entre os 6 e os 12 anos, a dosagem indicada é de 2 mg, administrados a cada 4 ou 6 horas. No caso dos adultos mais velhos, é aconselhada uma dose máxima diária inferior, de 12 mg, devido a uma maior sensibilidade. Crianças com menos de 1 ano apenas devem receber o medicamento sob indicação médica específica.

O medicamento destina-se estritamente a uma utilização de curto prazo para o alívio de episódios sintomáticos. Desaconselha-se o uso contínuo por mais de duas semanas sem uma revisão médica. No caso da administração intravenosa, a injeção deve ser aplicada lentamente ao longo de um minuto. Se uma dose for esquecida, esta deve ser omitida caso esteja próxima da hora da dose seguinte; não deve ser tomada uma dose dupla para compensar o esquecimento.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Panorama de Estudos sobre o Bismilla

A substância ativa do Bismilla foi estudada ao longo de várias décadas, contribuindo para uma base de investigação estabelecida. Esta base de evidência consiste primariamente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) de curta duração, revisões sistemáticas e vários estudos comparativos que exploram a forma como os sintomas se alteram em intervalos de tempo definidos. Os resultados descrevem padrões de grupo e contribuem para o panorama geral da evidência, mas a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante.


Evidência para o Alívio Sintomático de Condições Alérgicas

A investigação analisou o composto em condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, como a rinite alérgica (febre dos fenos) e a urticária. Os estudos incluem inúmeros ECCA de curto prazo, comparando frequentemente o composto com uma substância inativa (placebo) ou com outros compostos relacionados.

A investigação analisou resultados relacionados com o desconforto físico e as experiências relatadas pelos doentes. Para a rinite alérgica, os investigadores utilizaram principalmente sistemas de pontuação, como a Pontuação Total de Sintomas Nasais (TNSS), para monitorizar medições relacionadas com sintomas como espirros e secreção nasal. Para a urticária, os estudos monitorizaram o esforço ou stresse fisiológico através do acompanhamento da evolução da intensidade do prurido (comichão) e do tamanho ou número de pápulas (reações cutâneas). Os resultados descrevem a evolução das medições de sintomas observadas nos estudos.

Evidência para Sintomas de Constipação Comum

A investigação explorou a eficácia global e monitorizou medições de sintomas específicos, como espirros e rinorreia, em estudos que analisam os sintomas da constipação comum. A evidência deriva maioritariamente de revisões sistemáticas e meta-análises de ensaios existentes. Estes estudos foram realizados durante períodos de maior atividade sintomática e exploraram alterações de curto prazo nos sintomas.

No entanto, os dados disponíveis descrevem padrões relacionados com a utilização principalmente em medicamentos de associação de dose fixa, e a evidência que caracteriza o efeito da substância ativa isolada é limitada. Os resultados foram mistos entre os diversos estudos, e o nível de certeza permanece baixo relativamente à investigação que explora o efeito da substância ativa isolada em sintomas individuais de constipação.


Áreas de Incerteza na Investigação e Lacunas nos Estudos

As limitações da investigação incluem o facto de a duração do acompanhamento ter sido limitada em muitos estudos, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão bem caracterizados. Outra lacuna fundamental é a informação limitada sobre resultados a longo prazo quando o composto é utilizado para gerir sintomas crónicos e diários. Adicionalmente, para a indicação de sintomas de constipação, faltam provas comparativas para o composto isolado face a outros agentes únicos para a constipação, com a maioria da investigação a centrar-se em produtos de associação de dose fixa. Finalmente, os resultados descrevem padrões de grupo e aplicam-se apenas às populações estudadas, o que significa que a aplicabilidade a certos subgrupos de doentes permanece incerta.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Bismilla (FAQ)


P: Qual é a diferença entre o Bismilla e outros medicamentos semelhantes sujeitos a receita médica?

Os documentos oficiais classificam o Bismilla como um Anti-histamínico de Primeira Geração. Esta classe farmacológica é conhecida por afetar tanto os recetores centrais (no cérebro) como os recetores periféricos (no resto do corpo), distinguindo-se dos anti-histamínicos mais recentes que visam primariamente apenas os recetores periféricos. Esta classificação ajuda a explicar os tipos de efeitos no sistema nervoso central que são comummente observados com o medicamento.

P: Qual é o motivo mais comum para as pessoas interromperem o uso de Bismilla?

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência nos dados oficiais são a sedação e a sonolência, classificados como "Muito Frequentes" (≥ 1/10). Estes efeitos são as principais reações adversas observadas nos dados clínicos, o que pode ser um fator contribuinte para a interrupção do tratamento por parte de alguns indivíduos.

P: Caso o Bismilla esteja a funcionar, quanto tempo dura habitualmente o seu efeito?

De acordo com a informação oficial do produto, o alívio sintomático do Bismilla dura geralmente cerca de quatro a seis horas após a administração oral. Este tempo é consistente com o seu uso pretendido para proporcionar alívio de curto prazo dos sintomas. Questões relativas a esquemas de tratamento pessoais devem ser dirigidas a um profissional de saúde.

P: O Bismilla pode causar alterações no humor ou nos níveis de ansiedade?

Os documentos regulamentares referem que o Bismilla tem sido associado a perturbações psiquiátricas. Estas reações adversas documentadas incluem sentimentos de confusão, excitação (por vezes descrita como inquietude ou agitação), irritabilidade e depressão. A frequência destes efeitos específicos é geralmente categorizada como "Desconhecida" com base nos dados disponíveis.

P: A evidência científica para o Bismilla inclui grupos diversificados de doentes?

Estudos e informações oficiais indicam que os resultados da investigação apenas se aplicam às populações que foram originalmente estudadas. A aplicabilidade das conclusões a subgrupos de doentes é referida como incerta nos resumos de investigação regulamentar. A base de evidência não caracteriza totalmente todas as potenciais populações de doentes.

P: Posso conduzir ou utilizar máquinas enquanto estiver a tomar Bismilla?

A informação oficial do produto indica explicitamente que o Bismilla pode causar comprometimento psicomotor. Isto inclui efeitos como sonolência e visão turva, que podem afetar seriamente a capacidade de uma pessoa realizar tarefas que exijam alerta mental total. A restrição oficial contra o envolvimento em atividades que exijam alerta mental total baseia-se nestes efeitos conhecidos.

P: O Bismilla está aprovado noutros países fora dos Estados Unidos?

Sim, a substância ativa do Bismilla, o maleato de clorofenamina, está amplamente disponível a nível global, muitas vezes como um medicamento de venda livre (MNSRM) em muitas regiões. É aprovado e regulado por inúmeras autoridades de saúde internacionais, incluindo vários organismos europeus. A sua substância ativa está amplamente disponível em muitos países sob supervisão regulamentar.

P: A eficácia do Bismilla altera-se ao longo do tempo?

Os resumos regulamentares mencionam uma lacuna importante na evidência científica relativa ao uso a longo prazo. Existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo quando o composto é utilizado para gerir sintomas crónicos ou diários. Isto significa que a evidência não caracteriza totalmente como a eficácia do medicamento pode mudar ao longo de períodos de tempo prolongados.

P: Porque é importante informar o médico sobre todos os medicamentos atuais antes de iniciar o Bismilla?

É essencial comunicar todos os medicamentos devido ao potencial de interações medicamentosas graves. Por exemplo, o Bismilla é estritamente contraindicado com IMAOs (uma classe de antidepressivos). Apresenta também o risco de efeitos depressores aditivos do SNC perigosos quando combinado com substâncias como opioides ou álcool, conforme observado nos avisos regulamentares.

P: O Bismilla pode ser tomado com analgésicos comuns de venda livre?

Informações de organismos de saúde governamentais sugerem que o uso de Bismilla com analgésicos não sujeitos a receita médica, como o paracetamol ou o ibuprofeno, é geralmente compatível. No entanto, é oficialmente aconselhada precaução se um analgésico também contiver um depressor do Sistema Nervoso Central (SNC), pois isto pode aumentar os efeitos sedativos.

P: Com que rapidez é que o Bismilla começa a fazer efeito após a primeira utilização?

A informação oficial relativa à atividade do fármaco indica que os efeitos terapêuticos começam tipicamente a desenvolver-se nos 30 minutos seguintes à administração oral. Este tempo está em conformidade com o seu uso pretendido para proporcionar alívio de curto prazo dos sintomas.

P: Existem problemas conhecidos quando o Bismilla é utilizado com suplementos à base de plantas?

As orientações oficiais referem que existe o risco de aumento de efeitos secundários quando o Bismilla é utilizado com remédios ou suplementos à base de plantas que tenham propriedades semelhantes. Isto envolve mais comummente o aumento da sonolência ou boca seca se o produto à base de plantas também afetar o Sistema Nervoso Central.

P: Porque é que os documentos oficiais mencionam análises laboratoriais específicas antes de iniciar o Bismilla?

Documentos oficiais descrevem reações adversas raras mas graves associadas ao Bismilla, incluindo certas discrasias sanguíneas (distúrbios dos componentes do sangue) e hepatite (inflamação do fígado). Os documentos oficiais destacam estas reações adversas raras, e os profissionais de saúde utilizam tipicamente esta informação para determinar se são apropriadas verificações de base da função dos órgãos ou hemogramas.

P: O que significa o facto de o Bismilla ter um "Aviso de Caixa" (Boxed Warning)?

Os rótulos oficiais para a forma de ingrediente único do Bismilla não listam um "Boxed Warning" (o tipo de aviso mais grave da FDA). No entanto, este aviso está por vezes presente nos rótulos de produtos de associação específicos que contêm Bismilla juntamente com outros ingredientes ativos que acarretam riscos de segurança significativos.

P: Os documentos oficiais de prescrição mencionam horas específicas do dia para tomar o Bismilla?

Os documentos de prescrição referem que o Bismilla é tipicamente tomado de quatro em quatro ou de seis em seis horas e pode ser tomado com ou sem alimentos. A rotulagem oficial não impõe uma hora específica do dia (como de manhã ou à noite) para as formulações orais.

P: Existem requisitos de monitorização durante o uso de Bismilla?

As orientações regulamentares aconselham precaução para doentes que tenham insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave. Os avisos oficiais relativos à insuficiência hepática e renal grave significam que os profissionais de saúde podem determinar que a monitorização contínua da função dos órgãos é apropriada para estes grupos.

P: O Bismilla é uma substância controlada?

Na sua forma de ingrediente único, a substância ativa do Bismilla não está classificada como uma substância controlada pelas autoridades regulamentares dos EUA ou do Reino Unido. A sua classificação como um Anti-histamínico de Primeira Geração torna-o frequentemente disponível para venda livre em muitas jurisdições.

Como Bismilla deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar Bismilla?

Esta secção descreve as instruções obrigatórias de conservação e eliminação para o Bismilla (maleato de clorofenamina), tal como documentado na rotulagem regulamentar oficial.


Condições de Conservação

Requisito de Conservação Classificação Oficial
Temperatura Conservar à temperatura ambiente, geralmente abaixo de 25 °C ou 30 °C.
Proteção Ambiental Proteger da luz e da humidade; as formas líquidas não devem ser congeladas.
Regra de Acondicionamento Manter na embalagem de origem com a tampa bem fechada.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças (mandato universal).

Eliminação

O Bismilla não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os regulamentos locais ou através de um programa oficial de recolha de medicamentos. As orientações regulamentares proíbem a eliminação do produto no cano de esgoto ou no lixo doméstico, de modo a evitar a contaminação ambiental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Bismilla encontrado em:

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