Biascor

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Biascor

Método de ação: Antihypertensive

Opção de tratamento: Pregnancy, Hypertension, Angina Pectoris

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Biascor

Esta secção fornece uma visão factual sobre a identidade e o propósito fundamental do Biascor, centrando-se na sua composição e classificação farmacológica, sem abordar instruções de utilização, condições terapêuticas específicas ou informações de segurança.

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de labetalol
Forma Comprimidos (Oral), Solução (Intravenosa)
Classe farmacológica Bloqueador misto (alpha1)- e (beta)-
Uso comum Agente anti-hipertensor (redução da pressão arterial)
Origem Sintética (quimicamente sintetizado)

Que Tipo de Medicamento é o Biascor (Labetalol)?

O Biascor é um fármaco de venda exclusiva mediante receita médica, de origem sintética, que atua como um agente anti-hipertensor, o que significa que a sua ação principal visa reduzir a pressão arterial elevada. O princípio ativo, o cloridrato de labetalol, é classificado farmacologicamente como um bloqueador misto (alpha1)- e (beta)-, um tipo de antagonista dos recetores adrenérgicos. Esta característica de duplo bloqueio é o principal aspeto que distingue o labetalol dos bloqueadores beta seletivos, sendo uma propriedade clinicamente reconhecida por permitir uma gestão eficaz da resistência vascular em conjunto com o controlo da frequência cardíaca. O Biascor é um produto de ingrediente único, concentrando todo o efeito terapêutico neste mecanismo combinado.


Composição, Origem e Formas Disponíveis

A composição deste medicamento é inteiramente baseada na molécula de cloridrato de labetalol, um composto fabricado quimicamente, confirmando a sua origem sintética. O Biascor é disponibilizado em duas formas farmacêuticas principais: comprimidos para administração oral e uma solução injetável estéril para administração intravenosa. Estudos farmacológicos fundamentam os casos de utilização distintos para estas formas, sendo a via intravenosa tipicamente reservada para necessidades agudas e imediatas. Os comprimidos utilizam excipientes farmacêuticos para uma administração conveniente ao doente, enquanto a solução utiliza uma base aquosa para uma administração sistémica segura e eficaz.


Benefício Geral e Objetivo deste Agente Anti-hipertensor

O objetivo fundamental do Biascor é alcançar uma regulação cardiovascular estável, reduzindo diretamente a resistência sistémica total contra a qual o coração tem de bombear o sangue. O seu mecanismo característico de duplo bloqueio adrenérgico, que afeta tanto o coração como os vasos sanguíneos, resulta numa redução abrangente da pressão arterial global. Este benefício geral serve o propósito de gerir a pressão arterial elevada, mantendo a hemodinâmica dentro de um intervalo mais seguro e controlado.

Quais efeitos secundários são possíveis com Biascor?

Reações Adversas Documentadas Oficialmente

O resumo das características do medicamento para o Biascor (cloridrato de labetalol) detalha as reações adversas categorizadas por frequência e pelo sistema orgânico afetado (Classe de Sistemas de Órgãos ou SOC).

Categoria de Frequência Reações Adversas Representativas Classe de Sistemas de Órgãos Afetada
Muito Frequentes ((ge 10%)) Tonturas (mais frequentes com os comprimidos orais) Perturbações do Sistema Nervoso
Frequentes ((1%) - (10%)) Náuseas, fadiga, congestão nasal, parestesia (formigueiro no couro cabeludo), falha na ejaculação, impotência, hipotensão postural Perturbações Gastrointestinais, Gerais, Respiratórias, do Sistema Nervoso, Geniturinárias, Vasculares
Pouco Frequentes / Raras Lesão hepatocelular grave, bloqueio cardíaco, bradicardia grave, reações de hipersensibilidade/anafilactoides Afeções Hepatobiliares, Cardíacas, do Sistema Imunitário

Avisos de Segurança Graves e Restrições

Os documentos regulamentares oficiais incluem avisos de segurança críticos e contraindicações:

  • Risco Hepatobiliar: Foram relatados raramente casos de lesão hepatocelular grave, incluindo necrose hepática e morte. A terapêutica deve ser interrompida permanentemente se surgirem sinais de lesão hepática ou icterícia.
  • Riscos Cardíacos: O medicamento está contraindicado em condições como insuficiência cardíaca congestiva manifesta, bradicardia grave e bloqueio cardíaco superior ao primeiro grau, devido ao risco de depressão da função do miocárdio.
  • Cessação Abrupta: A interrupção da terapia não deve ser repentina, especialmente em doentes com doença arterial coronária, pois tal pode levar a um agravamento agudo da doença isquémica do coração.
  • Doença Respiratória: O uso de Biascor está contraindicado em doentes com asma brônquica ou outras doenças obstrutivas das vias respiratórias.
  • Populações Especiais: O fármaco pode mascarar sinais de hipoglicemia aguda (por exemplo, batimentos cardíacos acelerados) em doentes com Diabetes Mellitus. Foram relatados casos de hipotensão e bradicardia em lactentes de mães tratadas durante a gravidez.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações contidas nesta secção baseiam-se estritamente nas descrições e instruções presentes nos documentos regulamentares governamentais oficiais.

A sobredosagem de Biascor (Labetalol) pode apresentar manifestações graves, relacionadas principalmente com efeitos excessivos no sistema cardiovascular resultantes do bloqueio acentuado dos recetores adrenérgicos. Os principais sinais documentados incluem hipotensão excessiva (pressão arterial baixa), frequentemente identificada como sendo sensível à postura, e bradicardia excessiva (batimento cardíaco lento). Outras manifestações documentadas incluem atordoamento, tonturas, cansaço invulgar, sonolência e confusão.

Manifestações com Risco de Vida e Ações de Emergência

A rotulagem oficial descreve resultados de sobredosagem grave que podem incluir paragem cardíaca, choque cardiogénico, bloqueio cardíaco superior ao primeiro grau e convulsões. A hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue) é reportada como comum em crianças após uma sobredosagem.

É necessária atenção médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. Os passos iniciais mandatados pelas entidades reguladoras incluem colocar o doente em decúbito dorsal (deitado de costas) e elevar as pernas. O contacto com o número de emergência local (112) e/ou com um Centro de Informação Antivenenos é obrigatório.

Gestão e Medidas de Suporte

Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por labetalol. A gestão é sintomática e de suporte, o que pode envolver a administração de glucagon em casos de hipotensão e bradicardia graves. Para a bradicardia excessiva, podem ser administradas atropina ou adrenalina (epinefrina). Em caso de ingestão oral recente, os textos regulamentares descrevem o recurso à lavagem gástrica ou ao carvão ativado para limitar a absorção. A monitorização contínua, incluindo dos sinais vitais e do ECG, é descrita como necessária durante o tratamento.

Usos terapêuticos de Biascor

O que o Biascor trata: principais utilizações e benefícios

De acordo com as informações farmacológicas de referência, o Biascor (Labetalol) é habitualmente utilizado no controlo da hipertensão arterial, atuando sobre sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e com o aumento da atividade fisiológica. O Biascor é aplicado em diversos domínios terapêuticos da pressão arterial elevada, incluindo a gestão a longo prazo de condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, bem como em contextos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, tais como episódios graves (crises hipertensivas), hipertensão durante a gravidez (pré-eclâmpsia) e o contexto perioperatório.

Aplicações Terapêuticas Principais

O Biascor fornece um suporte que auxilia a atenuar a sobrecarga sistémica global. Em contextos clínicos agudos, este medicamento é utilizado quando as elevações da pressão criam um stress fisiológico significativo. O benefício terapêutico central apoia a estabilização hemodinâmica, auxiliando na gestão de níveis de pressão criticamente elevados. Isto é relevante para aliviar sintomas associados ao stress funcional em órgãos específicos. Além disso, é pertinente para o alívio de sintomas em que a pressão sistólica e diastólica elevada cria um esforço fisiológico percetível. O seu uso pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante períodos sintomáticos, incluindo aqueles que envolvem angina de peito.


Facto Rápido: Alívio da Pressão Elevada

Este medicamento é relevante para o alívio de sintomas nos casos em que a pressão sistólica e diastólica elevada provoca um esforço fisiológico evidente. É habitualmente utilizado para auxiliar na gestão da hipertensão arterial crónica e estável, sendo também aplicado em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Biascor?

A elegibilidade para o uso de Biascor (Labetalol) é rigorosamente definida pelas autoridades reguladoras com base em contraindicações, idade e estado de saúde subjacente. O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado em doentes com patologias cardiopulmonares graves, especificamente asma brónquica ou outra doença obstrutiva das vias respiratórias, insuficiência cardíaca manifesta, choque cardiogénico, bradicardia grave e bloqueio cardíaco superior ao primeiro grau.

Resumo de Elegibilidade por População

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade (Terminologia Regulamentar)
População Pediátrica (menores de 18 anos) A segurança e a eficácia não foram estabelecidas (Não Recomendado)
Adultos Utilização estabelecida
Idosos (Geriátrica) Utilização permitida, mas requer precaução e monitorização rigorosa
Gravidez Permitido para hipertensão grave, condicionado pela avaliação de benefício-risco
Lactação / Amamentação Geralmente considerado aceitável

A elegibilidade requer também precaução em doentes com compromisso hepático (doença do fígado), devido ao metabolismo mais lento do fármaco, e em doentes com diabetes mellitus, uma vez que o medicamento pode mascarar os sintomas de baixos níveis de açúcar no sangue. No caso do feocromocitoma, o uso só é permitido se a condição já estiver em fase de tratamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil oficial de interações do Biascor (Labetalol) descreve requisitos específicos para a sua administração concomitante com outras substâncias, centrando-se essencialmente em efeitos fisiológicos aditivos e em restrições formais. Esta informação baseia-se rigorosamente na documentação regulamentar autorizada.


Interações Medicamentosa e de Outras Substâncias

A administração conjunta do Biascor injetável e de antagonistas dos canais de cálcio não-di-hidropiridínicos (por exemplo, o Verapamil) é formalmente contraindicada, devido ao risco documentado de depressão cardíaca grave.

Interações Farmacodinâmicas: A combinação do Biascor com cronotrópicos negativos (medicamentos que diminuem a frequência cardíaca) pode aumentar o risco de bradicardia. Está também documentado que o Biascor antagoniza os efeitos broncodilatadores dos agonistas dos recetores beta. Quando utilizado com agentes como o Halotano ou a Nitroglicerina, o efeito de redução da pressão arterial pode ser potenciado, ocorrendo em simultâneo uma atenuação da taquicardia reflexa compensatória típica. Outros agentes anti-hipertensores podem aumentar este efeito de forma semelhante.

Administração e Exposição: Relativamente à forma oral, a biodisponibilidade absoluta do fármaco aumenta quando tomado com alimentos, o que representa uma interação farmacocinética. No caso da forma intravenosa, existe uma incompatibilidade física com medicamentos alcalinos, o que requer que se evite a mistura para prevenir a formação de precipitados. Em doentes com compromisso hepático, a biodisponibilidade relativa do fármaco também aumenta devido à diminuição do metabolismo de primeira passagem.

Interferência em Testes Laboratoriais: Os metabolitos do labetalol podem interferir com certos procedimentos laboratoriais, podendo causar níveis falsamente elevados em ensaios específicos de catecolaminas urinárias e resultando em testes falso-positivos para anfetaminas em alguns ensaios comerciais.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Biascor (Labetalol) caracteriza-se por uma dupla ação única que bloqueia, de forma competitiva, recetores específicos do Sistema Nervoso Simpático. Esta interação atua sobre os recetores adrenérgicos (alpha1) localizados nos vasos sanguíneos periféricos, impedindo a ligação das catecolaminas e a sinalização da vasoconstrição. Este processo conduz diretamente ao relaxamento e dilatação das arteríolas, resultando numa redução da Resistência Periférica Total (RPT).

Simultaneamente, o Labetalol atua como um antagonista competitivo nos recetores adrenérgicos (beta) não seletivos. O bloqueio dos recetores (beta1) atenua a estimulação simpática do coração, provocando uma diminuição tanto da frequência cardíaca como da força de contração do miocárdio. Esta ação nos recetores (beta1) é fundamental, pois impede o desencadeamento da taquicardia reflexa, uma resposta compensatória que, de outra forma, seria ativada pela vasodilatação mediada pelos recetores (alpha1). A modulação fisiológica resultante consiste numa diminuição simultânea e controlada tanto da resistência periférica como do débito cardíaco.

O mecanismo também influencia o Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA) através da inibição dos recetores (beta1) nos rins, o que resulta numa redução da secreção de renina. Por último, o bloqueio não seletivo dos recetores (beta2) modula a resposta broncodilatadora natural das vias respiratórias.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Biascor é Utilizado

O Biascor (Labetalol) é administrado através de duas vias oficiais, dependendo do contexto de utilização necessário: a via oral para a gestão crónica a longo prazo e a via intravenosa (IV) para episódios agudos e graves. A forma intravenosa está restrita ao contexto hospitalar e exige uma monitorização médica rigorosa.

Princípios de Posologia Padrão

O tratamento por via oral inicia-se tipicamente com uma dose de 100 mg, tomada duas vezes ao dia. A dose é depois ajustada progressivamente em intervalos regulares, como a cada 2 a 14 dias, até se atingir um intervalo de manutenção estável. As instruções oficiais permitem uma dose diária máxima de 2400 mg para uso crónico. Para cuidados agudos, o protocolo intravenoso estabelece uma dose inicial de 20 mg, injetada ao longo de 2 minutos, que pode ser repetida com doses de 40 mg ou 80 mg a cada 10 minutos, até uma dose total acumulada de 300 mg.

Via de Administração Padrão de Frequência Condição de Procedimento Chave
Comprimidos Orais Duas vezes ao dia (b.i.d.) Devem ser tomados com alimentos
Intravenosa (IV) A cada 10 minutos (agudo) O doente deve ser mantido em decúbito dorsal

Regras de Procedimento na Administração

As instruções oficiais exigem que os comprimidos orais sejam tomados com alimentos, ou consistentemente em relação às refeições, para garantir a absorção adequada do fármaco. É dada uma atenção especial aos idosos, para os quais o tratamento deve ser iniciado com uma dose inferior, de 50 mg ou 100 mg, duas vezes ao dia. A interrupção da terapia oral requer uma redução gradual da dose (desmame) ao longo de um período de 1 a 2 semanas, uma vez que a cessação abrupta não faz parte das instruções. Os doentes transitam da forma intravenosa para a forma oral quando a sua pressão arterial diastólica em decúbito começa a subir.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Biascor

Esta secção faculta uma visão global e transparente sobre a investigação e a avaliação clínica que fundamentam a compreensão do Biascor (Labetalol), centrando-se nos tipos de estudos realizados e no que ainda não está totalmente estabelecido, de acordo com fontes científicas autorizadas.


Evidência para a Gestão de Longo Prazo da Hipertensão Crónica

O Biascor foi estudado para a gestão prolongada da pressão arterial elevada, uma condição caracterizada por um desequilíbrio sistémico ou funcional. A investigação inclui Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e estudos em dupla ocultação que comparam o Biascor com um placebo ou com outro agente anti-hipertensor estabelecido. Estes estudos monitorizaram tipicamente resultados relacionados com o esforço ou stress fisiológico.

A investigação analisou medições de alterações na pressão arterial (PA) sistólica e diastólica durante períodos de tratamento de curta a intermédia duração. Estudos monitorizaram medições da variação da PA, tendo sido observados padrões de redução da PA em comparação com o placebo. Os ensaios descreveram modelos onde se monitorizou o alcance de limiares de PA pré-definidos. A classe geral de medicamentos à qual o Biascor pertence foi avaliada em estudos de larga escala, cujas conclusões descrevem padrões relacionados com a redução do risco de eventos cardiovasculares major, como o enfarte do miocárdio e o acidente vascular cerebral, ao longo de vários anos. No entanto, a investigação que explora diretamente o Biascor para estes resultados de longo prazo não está totalmente estabelecida quando comparada diretamente com alguns outros tratamentos.


Evidência para Elevação Aguda e Grave da Pressão Arterial

O Biascor foi avaliado em estudos focados em episódios agudos e graves de pressão arterial elevada, como em situações de emergência ou durante procedimentos cirúrgicos (contexto perioperatório). A estrutura da investigação nestes casos baseia-se em ECA de curta duração que compararam a forma intravenosa (IV) do Biascor com outros medicamentos IV de ação rápida.

Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico e resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, rastreando especificamente o tempo necessário para atingir o controlo da pressão arterial pretendido e a magnitude da alteração imediata da PA. Estudos monitorizaram medições da variação da pressão arterial a curto prazo. Os estudos descreveram o tempo decorrido até atingir o intervalo de pressão pretendido quando avaliado em conjunto com outras terapias intravenosas para situações críticas.


Evidência para o Uso em Perturbações Hipertensivas da Gravidez

O Biascor foi estudado para utilização em grávidas com pressão arterial elevada, incluindo hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia. A base de evidência inclui revisões sistemáticas abrangentes, meta-análises e ECA que compararam o Biascor (tanto na forma oral como na intravenosa) com tratamentos alternativos utilizados nesta população.

Investigadores analisaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, acompanhando tanto o controlo da PA materna como resultados fetais/neonatais vitais (ex: parto prematuro, necessidade de cuidados intensivos). As conclusões descrevem padrões observados nos estudos onde o Biascor foi observado em investigações sobre os níveis de pressão arterial durante a gravidez. Os resultados relatados tanto para a mãe como para o recém-nascido foram observados em alguns estudos durante a investigação que explora outras terapias estabelecidas para esta condição.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Biascor (FAQ)


P: Qual é o motivo principal para um médico prescrever Biascor?

R: O Biascor (Labetalol) está oficialmente indicado para o controlo da hipertensão (pressão arterial elevada). De acordo com os documentos regulamentares, a gestão da pressão arterial elevada tem como objetivo reduzir o risco de eventos cardiovasculares major, tais como o acidente vascular cerebral (AVC) e o enfarte do miocárdio.


P: Com que rapidez se pode esperar que o Biascor comece a fazer efeito?

R: O tempo necessário para o fármaco atingir a sua concentração máxima depende da forma farmacêutica utilizada. No caso dos comprimidos orais, o nível mais elevado do medicamento no sangue ocorre habitualmente entre 1 a 2 horas após a administração. Relativamente à injeção intravenosa (IV) utilizada em contextos agudos, o efeito máximo sobre a pressão arterial é geralmente observado nos cinco minutos seguintes a cada injeção.


P: O Biascor é um tipo de estatina?

R: Não, o Biascor não é uma estatina. As estatinas são medicamentos utilizados para baixar o colesterol. O Biascor (Labetalol) está formalmente classificado como um agente bloqueador dos recetores adrenérgicos alfa e beta, um tipo de medicamento utilizado para controlar a pressão arterial.


P: Como é que o Biascor se diferencia de outros medicamentos semelhantes?

R: A característica distintiva do Biascor (Labetalol) é a sua dupla ação. Os documentos oficiais descrevem-no como combinando atividades de bloqueio adrenérgico alfa1 e beta. Este mecanismo duplo é a principal característica que diferencia o seu efeito farmacológico dos bloqueadores beta seletivos.


P: O Biascor requer a realização rotineira de análises ao sangue?

R: A informação oficial aconselha a realização de testes laboratoriais ao primeiro sinal ou sintoma de disfunção hepática, como a icterícia. O folheto oficial destaca a necessidade de observação dos parâmetros laboratoriais, especialmente em doentes com patologias subjacentes.


P: O Biascor causa alterações nos níveis de açúcar no sangue?

R: O Biascor (Labetalol) pode mascarar certos sinais e sintomas de hipoglicemia aguda (níveis baixos de açúcar no sangue), como o batimento cardíaco acelerado, em indivíduos com diabetes. Adicionalmente, a documentação oficial indica que o fármaco tem potencial para alterar os níveis de glicose no sangue.


P: Existem sintomas específicos que exijam atenção médica imediata durante o tratamento com Biascor?

R: Sim, os documentos regulamentares oficiais alertam para um risco raro de lesão hepática grave. A terapia deve ser interrompida permanentemente se surgirem sinais de lesão hepática, que podem incluir icterícia (amarelamento da pele ou dos olhos), urina escura ou dor abdominal. Outros sintomas sérios, como o aumento súbito de peso ou o inchaço, também podem exigir cuidados médicos imediatos.


P: Quais são as expectativas gerais para um doente que inicia o Biascor?

R: A informação oficial indica que o comprimido oral deve ser tomado com alimentos, conforme as instruções, para assegurar uma absorção adequada. Os doentes podem experienciar frequentemente efeitos secundários como tonturas ou fadiga ao iniciar o tratamento. A interrupção abrupta da terapia está associada a um risco de problemas cardíacos agudos.


P: O Biascor foi estudado em crianças?

R: A rotulagem oficial do Biascor (Labetalol) afirma explicitamente que a segurança e eficácia não foram estabelecidas em doentes pediátricos (indivíduos com menos de 18 anos). Por conseguinte, a sua utilização nesta população não é recomendada de forma geral.


P: O que acontece se houver o esquecimento de uma dose de Biascor?

R: A informação oficial para o doente descreve o procedimento geral para uma dose esquecida. Se falhar uma dose, deve tomá-la assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada, retomando-se o horário regular. É fundamental que as doses não sejam duplicadas.


P: O Biascor é conhecido por causar alterações de peso?

R: A rotulagem oficial não lista a alteração de peso como um efeito secundário comum isolado. No entanto, o aumento de peso ou o inchaço da face, dedos, pés ou pernas é descrito como um possível sinal de insuficiência cardíaca, o que constitui um aviso de segurança grave associado a esta classe de medicamentos.


P: Os idosos respondem tipicamente ao Biascor de forma diferente?

R: Sim, os documentos regulamentares indicam que os idosos (doentes geriátricos) podem iniciar o tratamento com uma dose inicial mais baixa e podem necessitar de uma dose de manutenção inferior em comparação com adultos mais jovens. É necessária precaução e monitorização rigorosa nesta população.


P: Qual é o efeito esperado a longo prazo do Biascor na condição tratada?

R: O Biascor é indicado para baixar a pressão arterial. O objetivo a longo prazo do controlo da hipertensão é a redução do risco de eventos cardiovasculares graves, como AVC e enfarte.


P: O Biascor pode afetar o estado de espírito?

R: Os relatórios oficiais de reações adversas incluem efeitos no sistema nervoso central, tais como tonturas (muito comum), cefaleias (comum) e sonolência (pouco comum). Alterações de humor ou depressão não constam entre os efeitos secundários comummente relatados na rotulagem oficial.


P: Existe alguma ligação entre o Biascor e alterações na visão?

R: Sim, a anomalia visual está listada como uma reação adversa comum (ocorrendo em 1% a 10% dos doentes). Os avisos oficiais também mencionam que o Biascor tem sido associado a uma condição chamada Síndrome da Íris Flácida Intraoperatória (IFIS) durante a cirurgia de cataratas.


P: O Biascor pode ser tomado com outros medicamentos para o coração?

R: O Biascor pode ser utilizado com alguns outros medicamentos para a pressão arterial, como os diuréticos tiazídicos. No entanto, é formalmente contraindicado (não deve ser tomado) com certos fármacos, como os antagonistas dos canais de cálcio não-di-hidropiridínicos (como o Verapamil). Requer também precaução quando tomado com outros medicamentos que diminuem a frequência cardíaca.


P: Problemas gástricos comuns ocorrem com o Biascor?

R: Sim, os problemas gastrointestinais estão documentados nos relatórios oficiais de reações adversas. A náusea é listada como um efeito secundário comum (1% a 10%), sendo também relatadas dispepsia (indigestão), vómitos e diarreia.


P: É possível partir o comprimido de Biascor ao meio?

R: A rotulagem oficial descreve os comprimidos de Biascor em certas dosagens como sendo sulcados (apresentando uma linha para facilitar a divisão). No entanto, as instruções para partir comprimidos são específicas para a dose prescrita e devem ser fornecidas pelo médico ou farmacêutico.


P: Qual a relação entre o consumo de álcool e a toma de Biascor?

R: A informação oficial para o doente indica que o consumo de álcool durante o tratamento com Biascor pode aumentar o risco de certos efeitos secundários, como tonturas ou atordoamento, devido a um potencial efeito aditivo na redução da pressão arterial.

Como Biascor deve ser armazenado e descartado?

As exigências oficiais de conservação do Biascor (Labetalol) são regidas por regras específicas de temperatura e de proteção ambiental.

Condições de Armazenamento

Os comprimidos e a solução injetável de Biascor devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. O medicamento deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.

Forma Farmacêutica Proteção Necessária no Armazenamento
Comprimidos (Orais) Conservar na embalagem original, bem fechada. Proteger do calor excessivo e da humidade.
Injetável (IV) Não congelar e proteger da luz.

Manuseamento e Eliminação

Relativamente à solução injetável, qualquer porção não utilizada do frasco para injetáveis de dose única ou da seringa deve ser eliminada. Se a solução para perfusão for diluída, esta permanece quimicamente estável durante 24 horas quando conservada no frigorífico ou à temperatura ambiente. Todo o Biascor fora do prazo de validade ou não utilizado deve ser eliminado de acordo com a regulamentação local em vigor.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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