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Betaseron

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Opção de tratamento: Multiple Sclerosis

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Betaseron

Betaseron: Um Produto Biológico Imunomodulador

O Betaseron é um medicamento sujeito a receita médica, classificado como um Agente Imunomodulador potente pertencente à família dos Interferões do Tipo I. A sua substância ativa é o Interferão beta-1b, um polipeptídeo especializado que atua como um análogo de uma proteína humana natural utilizada na sinalização imunitária. Este medicamento é produzido através de tecnologia de ADN recombinante, utilizando a bactéria Escherichia coli para sintetizar a estrutura proteica não glicosilada do Interferão beta-1b.

Esta origem biotecnológica distingue a estrutura do Interferão beta-1b de outras formas na mesma classe terapêutica, como o Interferão beta-1a. A experiência clínica, apoiada por estudos farmacológicos, estabeleceu esta proteína como uma opção terapêutica fundamental pela sua ação direcionada no sistema imunitário.

Composição e Forma Farmacêutica

A forma farmacêutica do Betaseron é um pó liofilizado para injeção contido num frasco para injetáveis de utilização única, um formato escolhido para garantir a estabilidade da molécula proteica ativa. Cada frasco contém 0,3 mg de Interferão beta-1b, estabilizado por excipientes como a Albumina Humana e o Manitol. Esta forma liofilizada requer uma reconstituição cuidadosa com uma solução estéril de Cloreto de Sódio antes da administração, um passo crítico que estabelece a solução final pronta a ser utilizada. A via de administração prescrita para a solução líquida resultante é a injeção subcutânea (sob a pele).

Finalidade Terapêutica Geral

O objetivo geral do Betaseron é proporcionar uma terapêutica modificadora da doença que intervém diretamente nos processos que regulam o sistema imunitário. Isto envolve a ligação a recetores específicos de Interferão do Tipo I, o que ajuda a reequilibrar a sinalização do sistema imunitário. Ao regular as comunicações celulares, a terapia visa promover respostas mais protetoras e limitar o movimento de certas células imunitárias no organismo, promovendo assim a estabilidade e a função em condições caracterizadas por inflamação crónica.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Betaseron?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Interferão beta-1b (Betaseron) está estruturado com base em classificações regulamentares formais que detalham possíveis eventos adversos e limitações de segurança. As reações documentadas com maior frequência são classificadas como Muito Frequentes, o que significa que afetam mais de 1 em cada 10 indivíduos, e relacionam-se principalmente com sintomas de tipo gripal, tais como febre, calafrios, dores de cabeça e arrepios de frio, bem como reações localizadas no local de injeção, incluindo dor e eritema (vermelhidão).

As reações adversas classificadas como Frequentes incluem distúrbios gastrointestinais, como náuseas e vómitos, perda de cabelo (alopécia) e o aumento das enzimas hepáticas (transaminases hepáticas). Os sintomas de tipo gripal constituem um padrão de segurança relacionado com o tempo, estando oficialmente registado que são mais prevalentes no início da terapêutica e que frequentemente diminuem com a continuação do tratamento.

A informação oficial de prescrição documenta também o potencial para reações adversas graves. Estas incluem eventos clinicamente significativos que afetam vários sistemas de órgãos, tais como a Hepatotoxicidade (lesão hepática grave, incluindo insuficiência hepática), depressão grave e ideação suicida, e distúrbios sanguíneos raros mas graves, como a Microangiopatia Trombótica (MAT).

As considerações de segurança para populações específicas estão também definidas nas diretrizes oficiais. Para doentes pediátricos, a segurança foi estabelecida para indivíduos com idade igual ou superior a 12 anos. A documentação indica um potencial de danos graves se o medicamento for utilizado durante a gravidez. Além disso, recomenda-se precaução em indivíduos com condições pré-existentes, como distúrbios cardíacos significativos ou antecedentes de depressão grave, conforme documentado em fontes governamentais oficiais.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Betaseron (Interferão beta-1b) indica que uma dose excessiva tem maior probabilidade de aumentar a incidência e a gravidade das reações adversas conhecidas, em vez de causar sintomas únicos. As manifestações documentadas podem incluir o agravamento de eventos sistémicos, como os sintomas de tipo gripal.

Classificação da Sobredosagem e Ações Necessárias

Os resultados mais graves potencialmente amplificados por uma sobredosagem incluem a lesão hepática grave (insuficiência hepática) e o agravamento de uma insuficiência cardíaca congestiva pré-existente. É necessária uma monitorização clínica próxima, especialmente da função hepática e do estado cardíaco, para gerir estes riscos acrescidos.

Classificação Ação Necessária
Não se conhece um antídoto específico A gestão limita-se ao tratamento sintomático e de suporte.
Dose excessiva acidental O doente deve ser instruído a contactar imediatamente o seu prestador de cuidados de saúde ou a contactar um centro de informação antivenenos.
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Usos terapêuticos de Betaseron

O que o Betaseron trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Betaseron (Interferão beta-1b) é uma terapêutica modificadora da doença utilizada em adultos para gerir as formas crónicas e recorrentes de Esclerose Múltipla (EM). O medicamento é indicado para o tratamento de formas de Esclerose Múltipla com surtos em adultos, incluindo a Esclerose Múltipla Surto-Remissão (EMSR), a Esclerose Múltipla Secundária Progressiva Ativa (EMSP ativa) e após um primeiro episódio clínico (Síndrome Clínica Isolada - SCI). O tratamento é habitualmente utilizado para auxiliar na gestão de sintomas associados a alterações agudas ou episódicas.

Este fármaco é aplicado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes em condições caracterizadas por períodos de exacerbação sintomática. É indicado para a gestão de aglomerados de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos durante os surtos (recidivas). A sua aplicação foca-se em condições que envolvem processos inflamatórios ou irritativos. Este tratamento oferece um suporte que ajuda a aliviar a carga global de sintomas e pode auxiliar os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas, ajudando a manter a estabilidade funcional nos momentos em que estes são mais visíveis.

“Esta terapia é considerada relevante para atenuar o impacto do organismo a longo prazo, o que apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas e contribui para um maior conforto ao longo do tempo.”


Facto Rápido: Alívio para Sintomas Episódicos A terapia é relevante para suavizar sintomas que podem surgir subitamente ou intensificar-se com o tempo, proporcionando um alívio de suporte importante para a estabilização de sintomas a curto prazo em episódios de padrões agudos ou instáveis.

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Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Informação Regulamentar Oficial

O Betaseron (Interferão beta-1b) está oficialmente autorizado para adultos (com idade igual ou superior a 18 anos) com formas recorrentes de Esclerose Múltipla (EM), o que inclui a Síndrome Clínica Isolada, a EM Surto-Remissão e a EM Secundária Progressiva ativa.


Categoria Regra/Restrição de Elegibilidade
Populações Autorizadas Adultos com formas recorrentes de EM.
Populações Contraindicadas Antecedentes de hipersensibilidade ao interferão beta, à albumina humana ou a outros componentes.
Contraindicado (Normas da UE) Doentes com depressão grave atual e/ou ideação suicida, ou doença hepática descompensada.

Elegibilidade por Faixa Etária
Crianças e Adolescentes (menores de 18 anos): Não recomendado devido à insuficiência de dados sobre segurança e eficácia.
Adultos de Idade Avançada (maiores de 65 anos): A segurança e a eficácia não foram estabelecidas.

Estatuto de Elegibilidade na Gravidez e Aleitamento:

Estado Regra
Gravidez Contraindicado para o início do tratamento.
Aleitamento Pode ser utilizado durante a amamentação se clinicamente necessário (conforme atualização recente da UE).

Regras de Elegibilidade para Condições Específicas:

Doentes com doença cardíaca significativa pré-existente ou antecedentes de convulsões devem utilizar o medicamento sob condições de precaução e monitorização estreita. Da mesma forma, doentes com determinados problemas sanguíneos ou de medula óssea podem necessitar de uma monitorização mais intensiva dos hemogramas.


O perfil regulamentar define rigorosamente a elegibilidade ao estabelecer uma população adulta aprovada e ao impor Contraindicações formais baseadas em alergia, estado psiquiátrico grave ou função hepática descompensada. Outros grupos, como a população pediátrica, são formalmente categorizados como Não Recomendados devido à falta de dados estabelecidos de segurança e eficácia.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Betaseron (Interferão beta-1b) define-se pelo foco no risco aditivo e não em estudos farmacocinéticos formais, uma vez que a rotulagem regulamentar indica que não foram realizados estudos formais de interação medicamentosa.

Padrões de Interação Documentados

O principal padrão de interação documentado exige uma ponderação cuidadosa do risco na coadministração. Deve ser considerado o risco potencial da combinação do Betaseron com fármacos conhecidamente hepatotóxicos ou outros produtos, tais como o álcool, antes da administração. Esta restrição fundamenta-se no potencial documentado de um risco acrescido de lesão hepática grave quando estas substâncias são administradas em conjunto.

Precauções e Condições de Interação

Categoria Declaração Oficial Documentada
Risco Farmacodinâmico Recomenda-se precaução na administração a doentes que estejam a receber tratamento com antiepiléticos, devido a potenciais efeitos aditivos.
Risco de Substâncias O álcool é assinalado como uma substância de interação associada ao potencial de aumento da lesão hepática.
Nota sobre a População O risco de lesão hepática grave é acentuado na presença de condições médicas comórbidas, incluindo infeções graves ou doenças malignas, conforme registado nos documentos regulamentares.
Regra de Calendarização O uso concomitante de analgésicos e/ou antipiréticos foi permitido nos dias de tratamento durante os ensaios clínicos.

Não existem produtos medicinais específicos formalmente listados como contraindicados para a coadministração com o Betaseron com base num mecanismo de interação. O perfil documentado foca-se na toxicidade partilhada de órgãos e na ausência de dados metabólicos específicos.

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Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Interferão beta-1b (Betaseron) foca-se estritamente na imunomodulação através da ativação de vias específicas de comunicação celular, o que resulta numa modulação do perfil sistémico de citocinas.


Ativação da Cascata de Sinalização do Interferão do Tipo I

O medicamento inicia o seu efeito atuando como um agonista, ligando-se e ativando os Recetores do Interferão do Tipo I (IFNAR) na superfície das células. Esta ligação desencadeia a cascata de sinalização JAK/STAT, um mecanismo central que induz a transcrição de inúmeros genes estimulados pelo interferão (ISGs). Esta ação reprograma as células para produzirem diversas proteínas reguladoras e anti-inflamatórias.


Regulação da Migração das Células Imunitárias e Integridade da Barreira

Os efeitos a jusante desta cascata modulam a rede global de citocinas e o controlo do movimento das células imunitárias. O fármaco ajuda a alterar o equilíbrio dos mensageiros químicos e reduz a expressão de moléculas de adesão (por exemplo, VLA-4) nas células imunitárias. Esta consequência fisiológica restringe a capacidade de as células imunitárias ativadas aderirem às paredes dos vasos e migrarem através da Barreira Hematoencefálica (BHE), influenciando, desta forma, a entrada de células imunitárias no Sistema Nervoso Central (SNC).

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Betaseron

O Betaseron (Interferão beta-1b) é administrado exclusivamente através de injeção subcutânea, sendo preparado a partir da sua forma em pó liofilizado. A utilização oficial do medicamento está estruturada em torno de um protocolo de dosagem fixo que se inicia com um período de titulação de seis semanas. O tratamento começa com uma dose parcial de 0,0625 mg, que é aumentada progressivamente até se atingir a dose de manutenção total recomendada de 0,25 mg, o que corresponde a 1 mL da solução preparada.

O padrão de utilização estabelecido requer que a dose total seja administrada em dias alternados, mantendo uma frequência de aproximadamente 48 horas. Antes da injeção, o pó deve ser reconstituído com o diluente fornecido; as diretrizes regulamentares estipulam que o frasco deve sofrer movimentos rotatórios suaves para dissolver o conteúdo e não deve ser agitado. A administração inicial deve ser realizada sob a supervisão de um profissional de saúde qualificado e, em todas as utilizações subsequentes, o local da injeção deve ser meticulosamente alternado a cada dose.

Em casos de esquecimento de uma dose, o protocolo oficial estabelece que a mesma deve ser administrada assim que o doente se lembre; no entanto, os doentes são explicitamente instruídos a não tomar doses em dois dias consecutivos, preservando estritamente o esquema obrigatório de dias alternados. Para adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos, os dados regulamentares disponíveis apoiam a utilização do mesmo regime de 0,25 mg.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Betaseron

A avaliação clínica do Betaseron (Interferão beta-1b) fundamenta-se em estudos de investigação formais, incluindo ensaios clínicos aleatorizados e controlados (RCTs) de grande escala e estudos observacionais de acompanhamento a longo prazo, desenhados para medir sistematicamente os resultados em grupos específicos de doentes. Esta visão geral descreve o panorama da investigação para as utilizações aprovadas do medicamento, baseando-se estritamente em conclusões científicas e regulamentares oficiais.

Evidência para utilização na Esclerose Múltipla Surto-Remissão (EMSR)

A base da evidência para a utilização do Betaseron na Esclerose Múltipla Surto-Remissão (EMSR) assenta em ensaios clínicos controlados de larga escala. Estes estudos envolveram adultos com diagnóstico confirmado de EMSR que foram comparados com grupos que receberam placebo durante períodos de duração intermédia. Os investigadores analisaram prioritariamente resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, tais como a taxa anualizada de surtos (frequência de exacerbações), e monitorizaram a progressão da incapacidade através de medidas clínicas padronizadas. Os estudos monitorizaram a taxa anualizada de surtos, com os dados a revelarem padrões relacionados com uma diferença na referida taxa entre os grupos que receberam o medicamento e os grupos placebo nos ensaios. A investigação também explorou alterações nas medidas de progressão da incapacidade, com alguns estudos a reportarem a evolução dos resultados nas populações observadas.

Evidência para utilização após um Primeiro Episódio Clínico (Síndrome Clínica Isolada - SCI)

A investigação analisou a administração de Betaseron após um doente experienciar um Primeiro Episódio Clínico (SCI). Estes estudos foram estruturados como ensaios controlados e aleatorizados, focando-se em adultos que tiveram este episódio inicial. A investigação examinou um resultado temporal chave: o tempo necessário para preencher os critérios de EM Clinicamente Definida (EMCD). Os relatórios dos ensaios documentaram a medição do tempo até atingir a EMCD, com conclusões que indicam uma diferença entre os grupos que receberam o medicamento e os grupos placebo durante os primeiros anos do estudo. Os estudos monitorizaram outros resultados ligados a estados inflamatórios ou irritativos, como o aparecimento de novas lesões em exames de Ressonância Magnética (RM).

O que permanece incerto no registo de investigação

As principais limitações incluem o facto de faltar evidência comparativa direta face a todas as outras terapias modernas modificadoras da doença. A qualidade da evidência varia entre estudos, particularmente na população com EM Secundária Progressiva (EMSP), onde os resultados foram mistos quanto à medida principal de progressão da incapacidade. Além disso, embora existam dados de acompanhamento a longo prazo, as durações totais de acompanhamento foram limitadas nalguns ensaios iniciais, e os resultados para muitos subgrupos não estão totalmente estabelecidos. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais; a evidência descreve padrões de grupo, não resultados pessoais.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Betaseron (FAQ)

P: Quanto tempo costumam durar os sintomas de tipo gripal frequentemente associados ao Betaseron? Sintomas de tipo gripal, tais como febre, calafrios e dores musculares, são muito comuns quando o tratamento com Betaseron (Interferão beta-1b) é iniciado. A informação oficial indica que estes sintomas são mais prevalentes no início da terapia, mas podem diminuir ao longo do tempo com a utilização continuada, à medida que o organismo se adapta ao medicamento. É um efeito secundário relacionado com o tempo que pode atenuar-se com a exposição continuada.

P: O que é a lipoatrofia e este é um efeito secundário relatado com o uso de Betaseron? A lipoatrofia é descrita como a perda de tecido adiposo no local da injeção. A informação oficial refere que isto pode ocorrer em alguns indivíduos que tomam interferão beta-1b, podendo resultar em pequenas áreas encovadas sob a pele. Este efeito secundário realça a importância de alternar os locais de injeção em cada dose, conforme descrito nas instruções de administração.

P: Quais são os sinais relatados de uma reação alérgica grave ao Betaseron? Foram relatadas reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia, com o Betaseron. Os sintomas podem ocorrer rapidamente e podem incluir dificuldade em respirar ou engolir, inchaço da boca ou língua, erupção cutânea, comichão ou nódulos cutâneos. O medicamento é contraindicado para doentes com hipersensibilidade conhecida aos seus componentes, conforme indicado na informação oficial de prescrição.

P: Como é que a injeção é habitualmente administrada (manualmente ou com um autoinjetor)? O medicamento é administrado através de uma injeção subcutânea após o pó ser reconstituído. Embora a injeção possa ser administrada manualmente, as fontes oficiais referem a disponibilidade de um dispositivo autoinjetor opcional que pode ser utilizado para auxiliar na administração.

P: Quais são os factos oficiais sobre a utilização aprovada do Betaseron para a Síndrome Clínica Isolada (SCI)? O Betaseron está oficialmente aprovado para o tratamento de formas recorrentes de esclerose múltipla, e esta indicação inclui doentes que tenham experienciado uma Síndrome Clínica Isolada (SCI). Isto baseia-se em evidências regulamentares e clínicas.

P: Que temas de investigação estão associados ao papel do interferão beta-1b no sistema imunitário? Os documentos regulamentares listam mecanismos de ação imunológicos fundamentais. Estes incluem o aumento da atividade das células T supressoras, a redução de citocinas pró-inflamatórias e a inibição da passagem de linfócitos para o sistema nervoso central. Pensa-se que estas ações modulam a resposta imunitária do organismo na EM.

P: Existem ingredientes específicos na formulação do Betaseron que possam causar uma reação alérgica? Sim. A informação oficial do produto afirma que o medicamento é contraindicado em doentes com antecedentes de hipersensibilidade ou alergia ao interferão beta natural ou recombinante, à Albumina Humana ou ao manitol, que são todos componentes do produto.

P: Qual é a avaliação geral de risco para danos hepáticos graves relatados com o Betaseron? Lesões hepáticas graves, incluindo casos de insuficiência hepática, foram raramente relatadas. Dados de ensaios clínicos oficiais mostraram que elevações das enzimas hepáticas superiores a cinco vezes o valor basal ocorreram em aproximadamente 12% dos doentes. A elevação assintomática é comum durante o tratamento e os testes de função hepática são habitualmente realizados para fins de monitorização.

P: Existem avisos gerais sobre a combinação de Betaseron com o consumo de álcool? Os documentos regulamentares afirmam que deve ser considerado o risco potencial da utilização do medicamento em combinação com outras substâncias como o álcool. Esta declaração existe devido ao potencial documentado de um risco acrescido de lesão hepática grave quando estas substâncias são coadministradas.

P: O Betaseron pode potencialmente levar a uma elevação dos níveis das enzimas hepáticas? Sim, o aumento das enzimas hepáticas (conhecidas como transaminases hepáticas) é relatado como um efeito secundário comum. Os documentos oficiais referem que uma elevação assintomática destas enzimas é uma ocorrência comum durante o tratamento.

P: Qual é o aspeto típico da solução de Betaseron após a mistura do pó e do diluente? O processo de reconstituição envolve agitar suavemente para dissolver o pó. Se aparecer espuma, recomenda-se deixar a solução repousar até que a espuma estabilize, sugerindo que a solução final esperada deve estar límpida antes da administração.

P: Existem efeitos relatados do Betaseron na glândula tiroide? Relatos pós-comercialização incluíram a ocorrência de hipotiroidismo e hipertiroidismo, bem como disfunção tiroideia geral. Pode ser necessária a monitorização da função da tiroide antes e durante o tratamento.

P: Qual é o potencial do Betaseron estar associado à Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP)? Os avisos oficiais indicam que a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) foi relatada com o uso de produtos de interferão beta, incluindo o Betaseron. Os doentes são alertados para vigiar sintomas novos ou crescentes, como fadiga ou falta de ar.

P: Como é que o medicamento Betaseron difere de outros medicamentos de interferão beta-1? O interferão beta-1b é gerado através de uma tecnologia de ADN recombinante única utilizando a bactéria E. coli, resultando numa estrutura proteica não glicosilada. As diferenças nas atividades biológicas globais dos subtipos de interferão podem refletir diferenças estruturais e as vias de transdução de sinal específicas que ativam.

P: É possível o Betaseron causar alterações nos tecidos a longo prazo na área da injeção? Os avisos oficiais incluem relatos de necrose no local da injeção que podem ocorrer, embora seja raro. Esta reação grave pode desenvolver-se mais de um ano após o início da terapia. A perda de gordura localizada (lipoatrofia) é também uma potencial alteração a longo prazo.

P: Quais são as orientações gerais se um doente administrar a dose em dois dias consecutivos por acidente? O protocolo de dosagem exige estritamente um esquema de dias alternados. As orientações oficiais afirmam que, se for tomada uma dose em dois dias consecutivos, o doente deve contactar o seu prestador de cuidados de saúde imediatamente para obter orientação adicional sobre o esquema de dosagem subsequente.

P: Qual é o intervalo de temperatura recomendado para armazenar a solução injetável misturada? Após o pó ser misturado com o diluente, a solução resultante deve ser utilizada num prazo de três horas. Se não for utilizada de imediato, pode ser guardada no frigorífico entre 2°C e 8°C, mas o limite de tempo de três horas continua a aplicar-se independentemente da refrigeração.

P: Os estudos sugerem que o Betaseron mantém os seus efeitos após muitos anos de tratamento contínuo? Dados de ensaios clínicos incluíram estudos observacionais de acompanhamento a longo prazo para monitorizar os resultados ao longo de muitos anos. Os relatórios regulamentares incluem dados que continuam a monitorizar os resultados e a progressão da incapacidade em populações tratadas durante períodos prolongados.

P: Existem medicamentos de venda livre específicos frequentemente utilizados para gerir os sintomas de tipo gripal? Os documentos regulamentares afirmam que a utilização concomitante de analgésicos e/ou antipiréticos nos dias de tratamento pode ajudar a melhorar os sintomas de tipo gripal. Estes medicamentos foram permitidos para alívio nos ensaios clínicos.

P: O que indica a investigação oficial sobre a eficácia do Betaseron na redução de novas lesões? Estudos em doentes com SCI reportaram que o Betaseron reduziu o número de novas lesões cerebrais ativas em comparação com um grupo placebo aos dois anos. A relação exata entre estes achados de RM e o estado clínico a longo prazo de um doente não é conhecida de forma definitiva.

P: Existem dados sobre a utilização de Betaseron numa população pediátrica? A informação oficial afirma que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas para crianças com menos de 12 anos de idade. Portanto, o medicamento não é recomendado para este grupo etário devido à falta de dados suficientes de estudos clínicos.

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Como Betaseron deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Betaseron

As diretrizes regulamentares oficiais estabelecem condições específicas para o armazenamento e a eliminação do Betaseron (Interferão beta-1b).

Requisitos de Armazenamento

  • Pó não reconstituído: O pó liofilizado deve ser conservado à temperatura ambiente controlada, entre os 20°C e os 25°C.
  • Solução reconstituída: A solução deve ser utilizada num prazo máximo de três horas após a mistura. Se necessário, pode ser guardada no frigorífico entre os 2°C e os 8°C, mantendo-se, contudo, o limite estrito de três horas para a sua utilização.
  • Ambientes Proibidos: O produto não deve ser congelado, quer se encontre na forma de pó ou de solução.
  • Segurança Infantil: Todos os medicamentos, frascos e materiais de injeção devem ser mantidos fora do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

As agulhas e seringas utilizadas devem ser colocadas imediatamente num recipiente para objetos cortantes e perfurantes, resistente à perfuração e devidamente aprovado. As agulhas e seringas não devem ser deitadas no lixo doméstico. Qualquer quantidade de medicamento preparado que não tenha sido utilizada deve ser eliminada e nunca guardada para uma dose futura.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Betaseron encontrado em:

ÍNDICE A-Z: