Belladonna

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Belladonna

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Belladonna

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Alcaloides tropânicos (Atropina, Hiosciamina)
Classe Farmacológica Agente Anticolinérgico / Antimuscarínico
Origem Derivado da planta beladona (Atropa belladonna)
Formas Comuns Comprimidos, Cápsulas, Tinturas, Supositórios
Objetivo Geral Alívio de espasmos; redução de secreções

Que Tipo de Medicamento é a Beladona e Qual a sua Origem?

A beladona é uma substância potente de origem natural, obtida a partir da planta erva-moura-mortal (Atropa belladonna), que contém alcaloides poderosos padronizados para utilização médica.

É categorizada como um agente anticolinérgico, uma classe farmacológica clinicamente reconhecida pela sua capacidade de bloquear os sinais transmitidos pelo neurotransmissor acetilcolina, um mecanismo apoiado por diversos estudos farmacológicos. As ações terapêuticas do fármaco devem-se aos seus componentes principais, os alcaloides tropânicos, primariamente a atropina e a hiosciamina. A utilização medicinal baseia-se no isolamento e na medição rigorosa destes compostos, garantindo um efeito consistente e controlado que a distingue das preparações herbais não padronizadas.


Para que é Utilizada a Beladona em Geral?

O objetivo geral da beladona é aliviar espasmos musculares e reduzir secreções corporais excessivas através do bloqueio seletivo de determinados sinais nervosos.

A sua classificação significa que atua como um antiespasmódico, ajudando a relaxar os músculos lisos involuntários presentes em órgãos como os intestinos e a bexiga. Esta propriedade é frequentemente utilizada na medicina para ajudar a acalmar o sistema digestivo durante períodos de hiperatividade. Além disso, ao interferir com os sinais nervosos que estimulam as glândulas, a beladona ajuda a diminuir a produção de fluidos, uma propriedade verificada e frequentemente referida na rotulagem oficial de medicamentos.


Como é Disponibilizada a Beladona?

A beladona é formulada em várias formas farmacêuticas, incluindo as vias oral e retal, sendo notável pela sua utilização frequente em produtos de associação.

Embora esteja disponível como alcaloides isolados, a beladona é frequentemente preparada como um produto de associação — o que significa que os seus alcaloides são misturados com outros agentes terapêuticos, tais como sedativos. Esta característica permite que o medicamento trate tanto o problema do espasmo ou da secreção como quaisquer sintomas subjacentes relacionados. As formas comuns de administração incluem comprimidos, cápsulas e líquidos (tinturas), escolhidos com base no local de ação pretendido e no perfil de libertação necessário.

Quais efeitos secundários são possíveis com Belladonna?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

Os alcaloides de beladona, os componentes ativos da planta, causam principalmente efeitos anticolinérgicos no organismo. As reações adversas mais comuns incluem manifestações como boca seca, visão turva, diminuição da sudação, obstipação e dificuldade em urinar. Estes efeitos dependem geralmente da dose.


Reações Adversas Graves e Clinicamente Significativas

O uso de beladona acarreta um risco de toxicidade anticolinérgica ou envenenamento, que pode ser grave. Os sinais de toxicidade incluem febre alta, batimento cardíaco acelerado, confusão, agitação, delírio, alucinações e convulsões. Devido à supressão da sudação, existe o risco de prostração pelo calor ou insolação, especialmente durante períodos de tempo quente ou esforço físico.


Considerações de Segurança e Restrições Específicas para Certas Populações

Segurança Pediátrica: Os bebés e as crianças, especialmente aqueles com lesões cerebrais ou paralisia espástica, são mais suscetíveis aos efeitos tóxicos dos alcaloides de beladona, incluindo aumentos rápidos e perigosos da temperatura corporal. O uso de certos produtos de beladona de venda livre ou homeopáticos para a dentição em bebés não é recomendado devido ao risco de níveis inconsistentes e potencialmente elevados da toxina.

Segurança Geriátrica: Os doentes idosos são também mais sensíveis aos efeitos anticolinérgicos, experienciando frequentemente confusão, perda de memória, obstipação grave e retenção urinária. A beladona está contraindicada em doentes com patologias como glaucoma, doenças obstrutivas do trato gastrointestinal (ex.: íleo paralítico) e uropatia obstrutiva (ex.: obstrução do colo da bexiga).

Monitorização da Segurança: Os doentes devem ser alertados para a possibilidade de compromisso da visão e do estado de alerta mental, devendo evitar operar máquinas se estes efeitos ocorrerem. O uso requer precaução em indivíduos com problemas cardíacos (ex.: doença coronária, taquicardia) ou distúrbios da tiróide (hipertiroidismo).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com alcaloides de beladona (como a atropina e a escopolamina) constitui uma emergência médica grave que exige ajuda médica imediata. A exposição, que pode ocorrer através da ingestão de partes da planta (folhas, raízes ou bagas) ou do uso excessivo de produtos que contenham beladona, leva ao desenvolvimento de uma síndrome toxicológica (síndrome) anticolinérgica.

Os sinais e sintomas de sobredosagem afetam principalmente o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Cardiovascular. Estas manifestações incluem pupilas dilatadas (midríase), secura da boca e da pele, batimento cardíaco acelerado (taquicardia), agitação, confusão e delírio. Em casos graves, a sobredosagem pode evoluir para complicações potencialmente fatais, tais como convulsões, coma, insuficiência respiratória e colapso cardiovascular.

Deve ser dada especial atenção a crianças e bebés, que são altamente vulneráveis à toxicidade da beladona. Mesmo pequenas quantidades ou uma dose única de determinados produtos podem causar uma sobredosagem fatal nesta população. Os pais ou cuidadores devem interromper a utilização e procurar ajuda médica imediata perante quaisquer sinais de sobredosagem ou sintomas graves, como alucinações, sonolência extrema ou problemas respiratórios.

A gestão médica de emergência é crucial e envolve medidas de suporte. O antídoto específico para a intoxicação anticolinérgica grave é a Fisiostigmina, juntamente com a descontaminação gastrointestinal e o tratamento sintomático para controlar a agitação e outros efeitos graves.

Usos terapêuticos de Belladonna

O que a Beladona Trata: Principais Utilizações e Benefícios


O papel primordial dos componentes ativos da beladona é proporcionar benefícios terapêuticos de suporte através da gestão de sintomas relacionados com a atividade muscular involuntária e a produção excessiva de fluidos em sistemas específicos do corpo. É frequentemente utilizada quando os sintomas são impulsionados por respostas fisiológicas acentuadas que comprometem o conforto do doente. Os principais alcaloides da beladona são geralmente utilizados para gerir sintomas associados a diversos distúrbios.

Domínios de Sintomas e Condições

A beladona é relevante em cenários clínicos caracterizados por hipermotilidade e espasmos viscerais, tais como a Síndrome do Intestino Irritável (SII) e condições que envolvam espasmos viscerais sintomáticos. É também aplicada quando a gestão sintomática de suporte é adequada para tratar a produção glandular excessiva (como terapia adjuvante em condições como úlceras) e espasmos do trato urinário, incluindo os associados à cistite. O medicamento é frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis, oferecendo um alívio sintomático que ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis e dolorosos.

Gestão de Crises Sintomáticas Agudas

A beladona ajuda a abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, contribuindo para atenuar a carga sintomática global durante períodos de exacerbação dos sintomas. Apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando o sofrimento e a tensão funcional em condições caracterizadas por manifestações episódicas ou flutuantes.


Facto Rápido: Alívio de Espasmos Viscerais O medicamento é vulgarmente utilizado para ajudar a gerir sintomas relacionados com cólicas abdominais agudas e sintomas de aumento da atividade neurológica ou muscular.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Não Pode Utilizar Beladona?

Existem regras de elegibilidade rigorosas para produtos que contenham alcaloides de Beladona (como a atropina e a escopolamina), conhecidos pelos seus efeitos potentes no organismo.

Contraindicações Absolutas

A Beladona é contraindicada (não deve ser utilizada) em pacientes com condições específicas de alto risco:

  • Hipersensibilidade Conhecida ou alergia aos alcaloides de beladona.
  • Glaucoma de Ângulo Estreito, devido ao risco de aumento da pressão intraocular.
  • Doenças Obstrutivas do trato gastrointestinal (ex.: íleo paralítico) ou do trato urinário (ex.: hipertrofia prostática com urina residual).
  • Taquiarritmias (ritmos cardíacos anormalmente rápidos).

Populações que Requerem Cautela ou Exclusão

O uso não é recomendado ou requer uma consulta profissional rigorosa para vários grupos vulneráveis:

  • Pacientes Pediátricos: Bebés e crianças pequenas são frequentemente excluídos ou apresentam maior sensibilidade; a utilização de produtos homeopáticos não aprovados contendo beladona tem sido objeto de avisos específicos.
  • Mulheres Grávidas e em Período de Aleitamento: O uso não é geralmente recomendado, pois é considerado provavelmente inseguro; pode passar para o leite materno e poderá reduzir a produção de leite.
  • Pacientes Geriátricos: O uso requer cautela devido ao aumento da sensibilidade aos efeitos secundários anticolinérgicos, tais como confusão ou retenção urinária.
  • Comorbidades: É necessária cautela em pacientes com doenças cardíacas, hepáticas ou renais.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações da Beladona com outros medicamentos e produtos

A beladona, principalmente devido aos seus componentes anticolinérgicos (como a atropina), pode interagir significativamente com inúmeros medicamentos, aumentando potencialmente o risco de efeitos secundários graves, tais como boca seca, visão turva, obstipação, tonturas e retenção urinária.

Não se deve combinar a Beladona com outros fármacos que possuam efeitos anticolinérgicos. Isto inclui, entre outros:

Classe Farmacológica Mecanismo de Interação Riscos Potenciais
Antidepressivos Tricíclicos (ex.: Amitriptilina) Efeitos anticolinérgicos aditivos Exacerbação de efeitos secundários, risco de insolação
Anti-histamínicos (ex.: Difenidramina) Efeitos anticolinérgicos aditivos Aumento da sonolência, confusão e compromisso cognitivo
Antipsicóticos (ex.: Clorpromazina) Efeitos aditivos anticolinérgicos e depressores do Sistema Nervoso Central Confusão grave, íleo paralítico
Antiespasmódicos (ex.: Diciclomina) Sinergia direta da atividade anticolinérgica Retenção urinária profunda e obstipação
Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) Aumento do potencial de toxicidade e reforço da atividade anticolinérgica Hipertensão grave e crise anticolinérgica

É fundamental informar um profissional de saúde sobre todos os medicamentos com receita médica, de venda livre e suplementos à base de plantas que estejam a ser tomados antes de iniciar o uso de beladona. Podem ser necessários ajustes nas dosagens ou tratamentos alternativos para gerir estas interações de forma segura.

Mecanismo de ação

A ação da Beladona é definida pela sua interferência direcionada na sinalização colinérgica do organismo, o que resulta na modulação de processos fisiológicos involuntários. Este efeito tem origem num bloqueio molecular específico que conduz a dois resultados fisiológicos principais.

Bloqueio dos Sinais da Acetilcolina nos Recetores Muscarínicos

O mecanismo primário envolve os seus alcaloides ativos, a Atropina e a Hiosciamina, que atuam como antagonistas competitivos não seletivos em todos os Recetores Muscarínicos de Acetilcolina (M1-M5). Ao ligarem-se de forma reversível a estes recetores, o fármaco impede que o neurotransmissor natural, a Acetilcolina, inicie os sinais nervosos, inibindo assim a função do Sistema Nervoso Parassimpático.

Modulação do Tónus do Músculo Liso e das Secreções Glandulares

Este bloqueio dos recetores interrompe as cascatas de sinalização subsequentes acopladas à proteína G, responsáveis pelo controlo do tónus muscular liso e pela produção de fluidos. O efeito fisiológico resultante é uma consequência direta desta via interrompida: ocorre uma diminuição da contratilidade dos músculos lisos involuntários (por exemplo, no trato gastrointestinal) e a inibição dos sinais colinérgicos que estimulam as glândulas exócrinas (como as salivares e as sudoríparas) a produzirem secreções.

Informações sobre dosagem e administração

A beladona é um fármaco anticolinérgico utilizado em várias formulações, incluindo líquidos orais, comprimidos (frequentemente em produtos de associação) e supositórios retais, com a administração regulada por diretrizes regulamentares específicas. Um dos seus principais alcaloides, a escopolamina, é também administrado através de um sistema transdérmico (adesivo).

Âmbito e Regras de Administração

Via de Administração: Oral, Retal (geralmente como um supositório de associação fixa com ópio) ou Transdérmica (adesivo de escopolamina).

Formulação Esquema Posológico (Oficial) Preparação e Momento de Administração
Tintura por Via Oral Adultos: 0,6-1 mL (ou 0,18-0,3 mg de alcaloides) 3 ou 4 vezes ao dia. Administrar aproximadamente 30 minutos a 1 hora antes das refeições para alguns produtos de associação oral.
Supositórios Retais (c/ Ópio) Adultos ≥ 13 anos: Um supositório uma ou duas vezes ao dia, não excedendo as quatro doses diárias. Humedecer o supositório e o dedo com água antes da inserção retal. Não recomendado para crianças com 12 anos de idade ou menos.
Adesivo de Escopolamina Aplicar um dispositivo na zona sem pelos atrás de uma orelha. Para o enjoo de movimento, aplicar pelo menos 4 horas antes do efeito pretendido, para utilização até 3 dias. Não cortar o adesivo. Lavar bem as mãos com água e sabão após a aplicação e a remoção. Apenas deve ser utilizado um adesivo de cada vez.

Instruções em Caso de Omissão de Dose (Formas Orais): Se uma dose for esquecida, deve ser tomada assim que possível, a menos que esteja quase na hora da dose seguinte. Nesse caso, deve-se saltar a dose omitida e retomar o esquema regular. Não duplicar a dose.

Ligação ao Protocolo Geral de Utilização

As instruções oficiais definem doses precisas e passos procedimentais para assegurar o desfecho terapêutico pretendido, gerindo simultaneamente os riscos dos potentes alcaloides da beladona. O protocolo impõe regras específicas para cada produto relativamente às vias de administração, tais como orientações rigorosas para o local e o momento da aplicação transdérmica, e restrições etárias, como evitar supositórios retais em crianças com menos de 13 anos. Estes passos regulamentares são os requisitos fundamentais para a administração correta de produtos que contenham beladona.

Evidência clínica recente

Visão Geral da Evidência Científica sobre a Beladona


Evidência na Dor Crónica

A investigação avaliou estudos que envolvem a Beladona em populações com dor crónica de origem não oncológica, incluindo indivíduos com condições como a dor neuropática e a fibromialgia. O panorama da evidência disponível inclui Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) — que comparam o tratamento com um placebo — bem como estudos observacionais e análises que agregam dados de múltiplos ensaios. Estes estudos analisaram os efeitos em resultados relacionados com o desconforto físico, medições padronizadas da funcionalidade diária ou do nível de atividade, e resultados reportados pelos próprios pacientes descrevendo a perceção de desconforto e a qualidade de vida. As populações estudadas foram adultos com diversas condições de dor de longa duração.

Os estudos descrevem como os sintomas evoluíram nas populações observadas durante os períodos de acompanhamento. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos relativamente às pontuações de intensidade da dor e à forma como os pacientes relataram o seu estado geral. No entanto, os resultados foram mistos entre os vários estudos, especialmente ao comparar resultados entre diferentes tipos de síndromes de dor crónica. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos além dos períodos de acompanhamento intermédios relatados na investigação existente. O tamanho das amostras foi reduzido nalguns ensaios individuais.


Evidência na Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG)

A Beladona foi avaliada em contextos de investigação para indivíduos com diagnóstico de Perturbação de Ansiedade Generalizada. A evidência central provém de ensaios aleatorizados e análises agregadas, onde os investigadores se focaram em participantes com este diagnóstico. As principais medições aplicadas nos estudos que exploram padrões de sintomas foram escalas padronizadas de avaliação clínica (como a HAM-A) para monitorizar a gravidade dos sintomas. Os estudos também monitorizaram a proporção de indivíduos que atingiram determinados níveis de melhoria predefinidos, frequentemente designados como resposta ou remissão.

Ao longo da fase de tratamento agudo, os ensaios relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, focando-se especificamente nas alterações nas pontuações das escalas de sintomas de ansiedade. A investigação que explora alterações de curto prazo nos sintomas contribui para o panorama mais amplo da evidência relativa à PAG. Uma limitação notável é o facto de existir informação limitada sobre resultados a longo prazo para caracterizar a gestão sustentada dos sintomas além da fase de manutenção. A duração do acompanhamento foi limitada em muitos dos estudos principais.


O que permanece incerto sobre a Beladona

A investigação debruçou-se sobre várias indicações, mas permanecem lacunas e incertezas significativas. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos em todas as indicações. Verifica-se uma falta de evidência comparativa em relação a outros tratamentos disponíveis para a dor crónica e a ansiedade, o que torna difícil contextualizar os resultados. Além disso, as conclusões foram mistas ou a qualidade da evidência varia entre os estudos devido a diferenças no desenho dos mesmos, nas populações e nas ferramentas de medição. No geral, a investigação fornece contexto, mas não permite fazer previsões individuais sobre resultados pessoais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre a Beladona (FAQ)

P: Para que condições é habitualmente prescrita a Beladona? As formas sujeitas a receita médica de alcaloides de Beladona são indicadas para o tratamento de certas condições. Documentos técnicos demonstram a sua utilização (frequentemente em combinação com outros medicamentos) para o alívio de espasmos associados a perturbações gastrointestinais específicas e para o alívio da dor associada a espasmos, tais como os do trato urinário.

P: A Beladona pode ser utilizada para aliviar a dor? A Beladona está incluída como substância ativa em certos produtos de combinação sujeitos a receita médica que são indicados para o alívio da dor. Trata-se tipicamente de dor ligada a espasmos da bexiga urinária ou do uréter.

P: Qual é a ligação entre a Beladona e o enjoo de movimento? A escopolamina, um dos alcaloides ativos derivados da planta de Beladona, está disponível sob a forma de adesivo transdérmico. Este adesivo está especificamente indicado para a prevenção de náuseas e vómitos associados ao enjoo de movimento (cinetose).

P: Com que rapidez começa a Beladona a fazer efeito após a toma? As informações técnicas dos fármacos geralmente não fornecem um tempo de início exato para todas as formulações de Beladona. No entanto, para o adesivo transdérmico de escopolamina, sugere-se a aplicação do mesmo pelo menos quatro horas antes do momento em que se pretende o efeito preventivo.

P: Qual é a duração típica dos efeitos da Beladona? A duração do efeito do medicamento depende da formulação específica. Por exemplo, o adesivo transdérmico de escopolamina foi concebido para ser utilizado durante um período de até 72 horas (três dias) antes de ser substituído.

P: Existem efeitos a longo prazo decorrentes da utilização de Beladona? A rotulagem dos medicamentos observa que não foram realizados estudos de longo prazo em animais para avaliar potenciais efeitos carcinogénicos (causadores de cancro) ou mutagénicos (que alteram a genética) para certos produtos. Isto significa que os dados sobre os efeitos de muito longo prazo dos alcaloides de Beladona são limitados.

P: O álcool interage negativamente com a Beladona? Sim, avisos oficiais afirmam que a combinação de produtos contendo Beladona com álcool pode aumentar o risco de efeitos secundários graves. Esta combinação, particularmente quando a Beladona é incluída com depressores do sistema nervoso central, pode levar a uma sedação acentuada ou a outros desfechos graves.

P: A Beladona é alguma vez utilizada em colírios, e porquê? Embora a Beladona em si não seja habitualmente encontrada em colírios modernos, o seu alcaloide, a atropina, é um agente sujeito a receita médica utilizado para dilatar a pupila. Este efeito é uma ação fundamental das propriedades anticolinérgicas partilhadas pelos alcaloides de Beladona.

P: Qual é a diferença entre Beladona e Atropina? A Beladona é a planta de origem, ou o extrato, que contém os compostos químicos ativos. A atropina é um dos principais compostos químicos isolados, ou alcaloides, derivados da planta de Beladona que contribui para os efeitos farmacológicos do medicamento.

P: Diferentes formas de Beladona (ex.: pomada, comprimido) têm utilizações diferentes? Sim, diferentes formulações de alcaloides de Beladona têm indicações distintas. Por exemplo, os supositórios (frequentemente em produtos de combinação) são tipicamente indicados para espasmos, enquanto o adesivo transdérmico (escopolamina) é indicado para a prevenção do enjoo de movimento.

P: A Beladona pode causar sonolência ou afetar a condução? Avisos técnicos referem que os alcaloides de Beladona podem causar efeitos secundários como sonolência e visão turva. Devido a este potencial, os pacientes devem ter cautela em atividades como conduzir ou operar máquinas até compreenderem o efeito do fármaco no seu estado de alerta mental e na sua visão.

P: A Beladona é eficaz no tratamento de espasmos da bexiga? A rotulagem de certos produtos de combinação indica a sua utilização para o alívio da dor associada a espasmos da bexiga urinária ou do uréter.

P: Qual é a diferença de efeito entre doses baixas e doses elevadas de Beladona? Os efeitos secundários mais ligeiros da Beladona, como secura da boca e visão turva, são frequentemente descritos como sendo dependentes da dose. Em contrapartida, doses muito elevadas podem levar a sinais graves de sobredosagem, incluindo efeitos no sistema nervoso central, tais como agitação, delírio e alucinações.

P: Existe um período máximo recomendado para a utilização de Beladona? A informação técnica fornece regras específicas para o uso contínuo baseadas no produto. Por exemplo, o adesivo de escopolamina foi concebido para utilização até 72 horas, e os supositórios de combinação têm um número máximo de doses permitidas por dia.

P: A Beladona está relacionada com algum remédio homeopático? Sim, a Beladona está incluída nalguns produtos comercializados como remédios homeopáticos. Existem avisos sobre a utilização de produtos homeopáticos não aprovados contendo Beladona devido ao risco de níveis inconsistentes e potencialmente tóxicos da substância.

P: É verdade que a Beladona foi outrora utilizada para fins cosméticos? Relatos históricos ligam o nome da planta, Atropa belladonna, ao seu uso cosmético no passado. A tradução do italiano de bella donna significa "mulher bonita", uma referência à sua utilização para dilatar as pupilas.

P: A Beladona é por vezes utilizada para reduzir a transpiração? A diminuição da transpiração (anidrose) é um efeito anticolinérgico comum da Beladona e está listada como uma potencial reação adversa. Este efeito pode aumentar o risco de doenças relacionadas com o calor.

P: O que devo fazer se suspeitar de uma interação entre a Beladona e outro fármaco? Informações de aconselhamento indicam que, se houver suspeita de uma interação ou de uma potencial sobredosagem, é necessária uma ação imediata. Esta pode incluir a procura de assistência médica de emergência ou o contacto com um centro de informação antivenenos.

P: A Beladona está disponível sem receita médica? A maioria dos produtos farmacêuticos que contêm níveis regulados de alcaloides de Beladona (como supositórios de combinação) está disponível apenas mediante receita médica. No entanto, alguns produtos homeopáticos não aprovados contendo Beladona podem estar disponíveis sem receita médica, existindo avisos relativos à sua segurança.

P: O que querem os médicos dizer quando se referem aos alcaloides de Beladona? O termo alcaloides de Beladona refere-se aos compostos químicos potentes, de ocorrência natural, encontrados na planta. Os principais compostos ativos são a atropina e a hiosciamina, que são responsáveis pelas ações anticolinérgicas do medicamento.

P: Porque é que as pessoas chamam por vezes "mulher bonita" à Beladona? O nome comum está ligado ao nome botânico da planta, Atropa belladonna. A tradução italiana de bella donna significa "mulher bonita", uma referência ao uso histórico da planta para dilatar as pupilas por razões estéticas.

Como Belladonna deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Beladona?

A rotulagem oficial dita requisitos rigorosos de armazenamento e eliminação para produtos que contenham Beladona, com o objetivo de manter a estabilidade dos mesmos e prevenir a ingestão acidental.


Requisitos de Armazenamento

As formas sujeitas a receita médica devem ser armazenadas a uma Temperatura Ambiente Controlada (20°C a 25°C) e protegidas da luz e da humidade. O medicamento deve ser mantido num recipiente hermético e resistente à luz, com um fecho de segurança para crianças, e fora do alcance e da vista das mesmas. As formas homeopáticas requerem, tipicamente, o armazenamento à temperatura ambiente num local fresco e seco.


Instruções de Eliminação

A medicação não utilizada ou fora de prazo deve, idealmente, ser eliminada através de um programa oficial de recolha de medicamentos. Para produtos de combinação classificados como sendo de alto risco (tais como supositórios de Beladona e ópio), a orientação técnica aconselha a eliminação imediata através da sanita caso não esteja disponível uma opção de recolha, de forma a eliminar o risco de exposição acidental e de sobredosagem fatal. Para a eliminação no lixo doméstico, os medicamentos devem ser misturados com uma substância pouco apelativa dentro de um saco selado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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