Becaplermin

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Becaplermin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Becaplermin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Becaplermina (rhPDGF-BB)
Forma farmacêutica Gel Tópico
Classe farmacológica Análogo do Fator de Crescimento Derivado das Plaquetas (PDGF)
Origem Recombinante (Sintética)
Via de Administração Tópica

Que tipo de medicamento é a Becaplermina e como é classificada?

A becaplermina é um medicamento definido como um análogo especializado do Fator de Crescimento Derivado das Plaquetas (PDGF), o que a insere na classe terapêutica dos Cicatrizantes. A substância ativa é o PDGF-BB humano recombinante (rhPDGF-BB), uma proteína dimérica estruturalmente baseada no fator de crescimento natural encontrado no organismo. O fármaco é classificado como um produto recombinante porque é fabricado sinteticamente através de tecnologia de ADN recombinante, que envolve a inserção do gene necessário numa estirpe de levedura modificada. Esta classificação destaca o seu posicionamento único como um agente biológico na área do tratamento de feridas, sendo um fator clinicamente reconhecido por promover processos de reparação celular direcionados.

Composição, origem e forma física do gel de Becaplermina

O ingrediente ativo, o rhPDGF-BB, apresenta-se como um produto de componente único e é formulado exclusivamente como um gel translúcido para administração tópica. O medicamento foi concebido para ser aplicado diretamente na ferida, permitindo uma libertação precisa e localizada. O produto é um Medicamento Sujeito a Receita Médica, distinguindo-se das opções comuns de venda livre para o cuidado de feridas. O gel possui um veículo de base aquosa, o que é essencial para manter a estabilidade da proteína e assegurar a eficácia da sua aplicação, uma composição que é apoiada por estudos farmacológicos.

Qual é o objetivo terapêutico geral da Becaplermina?

O objetivo geral da becaplermina é ajudar a estimular e a acelerar os processos de reparação tecidual em feridas que não cicatrizam de forma eficiente, tais como as úlceras crónicas. Funciona através da ligação a recetores nas células envolvidas na cicatrização, promovendo assim o seu recrutamento quimiotático e a proleração celular. Investigações científicas confirmam que o rhPDGF-BB é um agente mitogénico e quimiotático potente para as células que reconstroem o tecido conjuntivo. Isto significa que o medicamento fornece um sinal bioquímico forte que ajuda a "reiniciar" os passos cruciais da cicatrização de feridas, potenciando a formação de tecido de granulação, que é o material de suporte fundamental necessário para o eventual fecho da ferida.

Quais efeitos secundários são possíveis com Becaplermin?

O perfil de segurança oficial da becaplermina em gel está estruturado em torno de acontecimentos adversos locais, restrições de segurança sistémica e limitações específicas de utilização, conforme documentado em fontes regulamentares.

Âmbito das Reações Adversas

Categoria Descrição / Entidades
Principais categorias de reações adversas Efeitos locais no local de aplicação (dor, eritema, erupção cutânea); Eventos relacionados com infeções (úlcera cutânea infetada, celulite, osteomielite); Risco de neoplasia maligna sistémica.
Classificação de frequência Muito Frequentes (afetam mais de 1 em cada 10 utilizadores): Úlcera cutânea infetada, Celulite, Ulceração da pele. Frequentes (afetam entre 1 e 10 em cada 100 utilizadores): Osteomielite, Erupção cutânea, Eritema, Dor, Edema, Sensação de queimadura.
Classes de sistemas de órgãos envolvidas Infeções e Infestações, Doenças dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos, Perturbações Gerais e Alterações no Local de Administração.

Restrições Graves de Segurança

Uma restrição de segurança importante na informação regulamentar destaca um aviso relativo a um aumento da taxa de mortalidade secundária a neoplasia maligna (cancro). Este risco foi observado em estudos pós-comercialização, particularmente em doentes que receberam uma exposição total cumulativa de três ou mais bisnagas do produto. Este aviso grave influencia a utilização adequada do gel e limita a duração da terapia, uma vez que existem dados insuficientes que comprovem a segurança da utilização por um período superior a 20 semanas.

Restrições e Limitações Regulamentares

A becaplermina em gel está contraindicada para utilização em indivíduos com uma neoplasia (cancro) conhecida no local de aplicação. Além disso, a rotulagem oficial estabelece que a segurança e a eficácia não foram determinadas em doentes pediátricos (com menos de 18 anos de idade), nem a sua utilização é recomendada em mulheres grávidas ou a amamentar, devido à falta de dados adequados de segurança em humanos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações e Riscos de Sobredosagem

As informações regulamentares oficiais indicam que não são esperados eventos sistémicos adversos após uma sobredosagem aguda de becaplermina em gel tópico. Esta conclusão baseia-se no facto documentado de que a substância ativa apresenta uma absorção insignificante para a corrente sanguínea a partir do local de aplicação tópica.

Por conseguinte, os documentos oficiais não especificam um perfil conhecido de sinais ou sintomas sistémicos agudos associados a uma sobredosagem por via tópica. O perfil de segurança do fármaco determina que a gestão deve ser, geralmente, sintomática e de suporte, particularmente porque não existe um antídoto específico documentado nas informações de prescrição.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

O principal cenário que exige uma ação urgente é a exposição não tópica através da ingestão acidental do gel. As orientações oficiais instruem os utilizadores a seguir os seguintes passos em caso de ingestão oral acidental:

  • Procure assistência médica de emergência imediatamente se o medicamento for engolido acidentalmente.
  • Contacte sem demora um Centro de Informação Antivenenos ou os serviços de emergência, conforme estipulado na informação do produto.
Contexto de Sobredosagem Declaração Regulamentar Oficial
Risco Sistémico Agudo Não se espera que uma sobredosagem tópica aguda seja perigosa.
Princípio de Gestão O tratamento após ingestão acidental é, geralmente, sintomático e de suporte.
Antídoto Não existe um antídoto específico documentado nas informações oficiais de prescrição.

Usos terapêuticos de Becaplermin

O gel de becaplermina é um medicamento de aplicação tópica utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes, integrando um regime de cuidados de feridas em indivíduos que gerem a diabetes. O medicamento é considerado relevante para o tratamento de úlceras neuropáticas diabéticas das extremidades inferiores (feridas ou lesões que se estendem até ao tecido subcutâneo ou além deste, em situações onde o suprimento sanguíneo é adequado).

Esta terapia é relevante em contextos que envolvem uma sobrecarga sistémica acrescida, uma vez que proporciona um alívio de suporte perante sintomas que interferem com as atividades do quotidiano. Quando aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, o tratamento pode auxiliar a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas e apoia o doente durante episódios difíceis, atenuando o mal-estar. A utilização desta terapia contribui para reduzir a carga global de sintomas em doentes que apresentam desconforto sistémico ou localizado.

De acordo com a visão geral sobre a becaplermina, este medicamento é aplicado quando apropriado em conjunto com os métodos padrão de tratamento de feridas, uma vez que pode fazer parte da gestão sintomática no programa de tratamento total para certas úlceras do pé, tornozelo ou perna.

Facto Rápido: Apoia o alívio de sintomas relacionados com o desconforto físico.

Critérios de utilização e restrições

Indicações de Utilização

O becaplermin é indicado para o tratamento de úlceras neuropáticas diabéticas crónicas de espessura total. Este medicamento destina-se a doentes cuja úlcera apresente uma dimensão igual ou inferior a 5 cm² e que esteja associada a uma neuropatia diabética. É fundamental que o tratamento seja realizado em conjunto com cuidados padrão de feridas, que incluem o desbridamento inicial para remover tecidos mortos, o alívio da pressão sobre a ferida (off-loading) e o controlo de eventuais infeções.

Contraindicações e Restrições

Existem situações específicas em que o uso de becaplermin não é permitido ou deve ser evitado:

  • Hipersensibilidade: Não deve ser utilizado por pessoas com hipersensibilidade conhecida ao becaplermin ou a qualquer um dos componentes da formulação (como o parahidroxibenzoato de metilo ou de propilo).
  • Processos Malignos: O medicamento é estritamente contraindicado em doentes que apresentem qualquer tipo de neoplasia (cancro) conhecida no local de aplicação ou nas proximidades da ferida.
  • Histórico de Cancro: Deve ser exercida extrema cautela em doentes com antecedentes de qualquer tipo de cancro. Devido ao modo como o becaplermin estimula a proliferação celular, a sua utilização requer uma avaliação médica rigorosa nestes casos.

Precauções Especiais

O becaplermin não deve ser utilizado em feridas que não tenham uma boa irrigação sanguínea (isquémicas) ou em úlceras causadas por outras condições que não a diabetes, como a insuficiência venosa. O tratamento deve ser interrompido se a úlcera não apresentar uma redução significativa de tamanho após as primeiras semanas de aplicação contínua.

Relativamente a grupos específicos, a segurança e eficácia em crianças e adolescentes com menos de 18 anos não foram estabelecidas, pelo que a sua utilização nesta população não é recomendada. No caso de mulheres grávidas ou em período de amamentação, o uso só deve ser considerado se o benefício potencial justificar claramente o risco, sob supervisão clínica direta.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A becaplermina em gel é um medicamento de aplicação tópica e o seu perfil oficial de interações é caracterizado por um risco mínimo de interações medicamentosas sistémicas. Isto deve-se à absorção sistémica insignificante do fármaco após a aplicação, conforme confirmado por estudos regulamentares de absorção. Consequentemente, as informações oficiais da becaplermina não identificam interações específicas de natureza metabólica (enzimas CYP) ou mediadas por transportadores com medicamentos administrados por via sistémica.

Restrições de Coadministração Local

A única limitação relacionada com interações documentada na informação oficial do produto diz respeito ao uso local no local de aplicação. Fontes regulamentares declaram que a utilização de becaplermina em simultâneo com outros fármacos tópicos não foi estudada.

Categoria Declaração Regulamentar / Restrição
Interações Sistémicas Sem interações sistémicas formalmente documentadas.
Regras de Aplicação Não deve ser aplicado no local da úlcera em conjunto com outros medicamentos tópicos.
Alimentos ou Álcool Não existem interações conhecidas documentadas nos resumos regulamentares.

Devido ao potencial desconhecido de interações locais, a rotulagem oficial recomenda que a becaplermina não deve ser coadministrada com outros medicamentos tópicos no local da úlcera. Esta constitui a principal restrição constante na rotulagem relativamente a outros produtos. Não são listados explicitamente produtos medicinais específicos que interajam por via sistémica, nem se encontram documentadas interações com alimentos, suplementos ou álcool.

Mecanismo de ação

Sinalização Celular Mediada por Recetores

A becaplermina é um homodímero do fator de crescimento derivado das plaquetas humanas recombinante (rhPDGF-BB) que inicia a sua ação ligando-se especificamente ao recetor beta do fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGFbeta R). Esta interação entre ligante e recetor desencadeia a dimerização e a autofosforilação do recetor, ativando uma cascata de sinalização mediada por enzimas que é essencial para a transdução de sinais que regulam a proliferação e a migração de células, incluindo fibroblastos e queratinócitos.


Cascata de Migração e Proliferação Celular

A ativação do recetor PDGF nas células-alvo modula vias intracelulares fundamentais, incluindo as vias PI3K/Akt e Ras/MAPK. Estas cascatas mecanísticas controlam a transcrição e a tradução de genes que regem a divisão celular e a migração quimiotática. Este efeito acelera o recrutamento e a multiplicação das células locais, contribuindo para a aceleração da resposta celular necessária à remodelação dos tecidos.


Angiogénese e Síntese da Matriz Extracelular

A becaplermina ativa adicionalmente mecanismos relevantes em sistemas que requerem um ajuste direcionado das vias biológicas. Estimula as células endoteliais a proliferarem e a formarem novos capilares, um processo conhecido como angiogénese, que aumenta a densidade vascular localizada. Simultaneamente, promove a síntese e a deposição de proteínas da matriz extracelular, como o colagénio, resultando na deposição de proteínas estruturais que constituem a matriz extracelular.

Informações sobre dosagem e administração

A becaplermina é um gel tópico a 0,01% utilizado sob um protocolo altamente específico e definido no tempo, servindo como um complemento às práticas abrangentes de cuidados de úlceras, que incluem o desbridamento cortante inicial e o alívio da pressão. A administração é estritamente tópica; não se destina a uso oral, oftálmico ou intravaginal.


Protocolo de Administração e Posologia

Característica Instrução Oficial
Via de Administração Estritamente Tópica (apenas para uso externo).
Esquema Posológico A dose é individualizada e calculada diariamente com base na dimensão medida da área da úlcera. A dose necessária é determinada através de uma fórmula que converte as dimensões da úlcera no comprimento de gel a ser aplicado.
Padrão de Frequência Aplicado uma vez por dia, aderindo a um ciclo de 12 horas com aplicação e 12 horas sem aplicação.
Duração do Tratamento O uso é mantido até à cicatrização completa e está sujeito a uma reavaliação obrigatória se o tamanho da úlcera não diminuir aproximadamente 30% após 10 semanas de tratamento.
Regra Populacional O regime posológico padrão para adultos aplica-se a doentes pediátricos com idade igual ou superior a 16 anos.

Etapas do Procedimento

As indicações oficiais determinam uma sequência definida para a aplicação:

  1. A dose de gel, calculada a partir das dimensões atuais da úlcera, deve ser transferida para a úlcera utilizando um aplicador, após ter sido colocada sobre uma superfície limpa e não absorvente; a ponta da bisnaga não deve entrar em contacto com a ferida.
  2. O gel é espalhado numa camada fina e contínua sobre toda a úlcera e coberto com um penso humedecido em soro fisiológico durante o período de aplicação de 12 horas.
  3. Após 12 horas, a úlcera deve ser suavemente enxaguada com água ou soro fisiológico para remover o gel residual, seguindo-se a colocação de um penso húmido não medicamentoso durante as restantes 12 horas.
  4. A dose deve ser recalculada por um profissional de saúde em intervalos semanais ou quinzenais, à medida que o tamanho da úlcera se altera.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Becaplermin

Evidência para o Uso em Úlceras Neuropáticas Diabéticas Crónicas

A avaliação clínica do becaplermin foi estudada para a sua utilização como tratamento de apoio, em conjunto com bons cuidados de feridas, em úlceras neuropáticas diabéticas crónicas de espessura total das extremidades inferiores. A evidência principal provém de vários Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA). Nestes estudos, os doentes foram distribuídos aleatoriamente para receberem o gel ativo ou um gel placebo (uma substância inativa), enquanto ambos os grupos receberam também o padrão de cuidados para a gestão de feridas, o que inclui uma boa higiene e a limitação de peso sobre o membro afetado.

Os estudos monitorizaram a percentagem de doentes que atingiram o fecho completo da úlcera (onde a ferida cicatrizou totalmente) e o intervalo de tempo necessário para atingir esse fecho. A população de doentes incluiu adultos com diabetes que tinham úlceras que não cicatrizavam e um fornecimento sanguíneo adequado confirmado na área tratada. Análises conjuntas dos estudos ECA reportaram medições de cicatrização completa que descreveram uma diferença na frequência de fecho entre o grupo do agente ativo e o grupo placebo. As análises também descreveram medições do tempo para o fecho completo que diferiram entre o grupo do agente ativo e o grupo placebo. No entanto, nota-se que as conclusões foram mistas em todos os estudos de apoio individuais, levando a uma consideração cuidadosa do panorama da evidência.


Estudos de Longo Prazo e Durabilidade da Cicatrização

A investigação descreve estudos que monitorizaram os doentes para além do período inicial de tratamento para verificar como o fecho da ferida se mantém ao longo do tempo. Embora a fase de tratamento primário tenha sido de curto prazo (até 20 semanas), alguns protocolos incluíram um período de acompanhamento de longo prazo para observação, rastreando os doentes até 52 semanas ou mais.

Estes estudos exploraram a recorrência, que descreve a frequência com que uma úlcera que tinha fechado totalmente voltava a abrir. Os resultados a longo prazo não estão bem caracterizados e a investigação sugere que a recorrência da úlcera foi observada frequentemente nesta população de doentes. A evidência é limitada relativamente aos padrões de recorrência medidos após a utilização de becaplermin.


Lacunas de Evidência e Tipos de Úlceras Não Estudados

O corpo de investigação foi observado numa situação clínica altamente específica: úlceras neuropáticas diabéticas que possuem fluxo sanguíneo adequado. Isto significa que falta evidência comparativa para outros tipos comuns de feridas crónicas. Por exemplo, o tratamento não foi avaliado em doentes que sofrem principalmente de úlceras por pressão ou úlceras devidas a má circulação. Por conseguinte, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas. Além disso, a investigação envolveu principalmente adultos e a evidência permanece limitada para populações especiais, como crianças ou mulheres grávidas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Becaplermin (FAQ)


P: Quais são os efeitos secundários mais comuns relatados ao utilizar Becaplermin?

Os documentos oficiais descrevem efeitos comuns observados no local de aplicação, tais como úlcera cutânea infetada, celulite (um tipo de infeção na pele), ulceração da pele, erupção cutânea e dor. As informações regulamentares também incluem um aviso de segurança grave sobre um aumento do risco de mortalidade associado a doenças malignas (cancro) observado em estudos pós-comercialização, particularmente em doentes que receberam três ou mais tubos do produto.

P: É normal ter uma ligeira vermelhidão em redor da extremidade da ferida após usar Becaplermin?

A vermelhidão da pele, conhecida como eritema, é uma reação adversa documentada nos resumos regulamentares, relatada por uma percentagem comum de utilizadores (1 a 10 em cada 100) no local de aplicação. Este é um evento conhecido que é tipicamente observado como parte do processo global de cicatrização da ferida.

P: Existem restrições de idade para a utilização de Becaplermin, como para crianças ou idosos?

As informações oficiais indicam que a segurança e a eficácia do Becaplermin não foram estabelecidas para doentes pediátricos com menos de 16 anos de idade. No que diz respeito aos idosos, os estudos apropriados realizados até à data não demonstraram problemas específicos da geriatria que limitem a utilidade do medicamento.

P: Existe um tempo máximo durante o qual o Becaplermin deve ser utilizado?

A rotulagem oficial recomenda que o tratamento seja reavaliado por um profissional de saúde se o progresso da cicatrização não for evidente após 10 semanas de terapia contínua. Além disso, os dados de segurança regulamentares são insuficientes para apoiar a utilização do gel por mais de 20 semanas no total.

P: O Becaplermin pode ser utilizado durante a gravidez ou durante a amamentação?

A utilização de Becaplermin durante a gravidez ou durante a amamentação não é recomendada. Esta precaução baseia-se na falta de dados de segurança humana adequados e bem controlados disponíveis nos documentos regulamentares.

P: O calor ou o frio afetam a forma como o Becaplermin atua na ferida?

Para manter a estabilidade da proteína ativa, o gel deve ser conservado estritamente sob refrigeração entre 2°C e 8°C e não deve ser congelado. O protocolo oficial também exige que a ferida seja coberta com um penso humedecido em soro fisiológico, o que ajuda a manter o ambiente húmido necessário para o funcionamento do fármaco.

P: Porque é que o fármaco é descrito como um "Fator de Crescimento Derivado das Plaquetas"?

O Becaplermin é uma versão recombinante (sintética) de um fator de crescimento natural chamado Fator de Crescimento Derivado das Plaquetas (PDGF). Este fator de crescimento natural é produzido e armazenado principalmente pelas plaquetas no corpo, o que constitui a base para a sua descrição e classificação como um análogo do PDGF.

P: Qual é a diferença entre o Becaplermin e os produtos que estimulam a produção de colagénio?

O Becaplermin é um análogo do Fator de Crescimento Derivado das Plaquetas que promove a proliferação e a migração celular (crescimento e movimento das células). Como parte deste complexo processo de cicatrização, também estimula a síntese e a deposição de proteínas da matriz extracelular, o que inclui o colagénio.

P: O Becaplermin é o mesmo que outros géis ou cremes para o tratamento de feridas?

O Becaplermin é um agente biológico recombinante sujeito a receita médica, o que significa que é produzido sinteticamente utilizando tecnologia especializada de ADN. É classificado como um análogo do Fator de Crescimento Derivado das Plaquetas (PDGF), o que o distingue dos géis ou cremes tradicionais químicos para o tratamento de feridas de venda livre.

P: Quanto tempo demora normalmente a ver-se uma diferença ao utilizar Becaplermin?

O tempo exato necessário para o medicamento mostrar a sua ação inicial não está clinicamente estabelecido nos documentos oficiais. No entanto, nos principais ensaios clínicos, o tempo médio para atingir a cicatrização completa da ferida foi de aproximadamente 12 semanas para os doentes tratados com o gel.

P: O Becaplermin pica ou arde quando é aplicado?

A sensação de ardor no local de aplicação está listada como uma reação adversa documentada nos resumos de segurança regulamentares. É relatada por uma percentagem comum de utilizadores (1 a 10 em cada 100).

P: Posso utilizar Becaplermin se for alérgico a leveduras ou proteínas?

O Becaplermin é fabricado utilizando tecnologia de ADN recombinante que envolve uma linhagem de levedura modificada. O produto é oficialmente contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos seus excipientes (ingredientes inativos).

P: O que acontece se eu engolir acidentalmente uma pequena quantidade de Becaplermin?

O Becaplermin destina-se estritamente ao uso tópico (externo) e não à ingestão oral. As informações oficiais do produto referem que, em caso de ingestão acidental, é importante contactar imediatamente um profissional de saúde ou um centro de informação antivenenos.

P: A utilização de mais Becaplermin faz com que a ferida cicatrize mais depressa?

Os documentos regulamentares alertam que a utilização de mais medicamento do que o prescrito não ajudará a úlcera a cicatrizar mais rapidamente. A dose é calculada diariamente com base no tamanho medido da úlcera, e o uso excessivo pode aumentar o risco de efeitos adversos graves.

P: Porque é que os documentos oficiais mencionam a necessidade de "bons cuidados de feridas" juntamente com o Becaplermin?

O Becaplermin é oficialmente indicado para ser utilizado como um adjuvante, ou seja, um tratamento de apoio, juntamente com práticas abrangentes de cuidados de úlceras. Os estudos clínicos confirmaram que foi utilizado como parte de um regime padronizado que inclui práticas como o desbridamento (remoção de tecido morto) e o alívio de pressão, que são essenciais para a cicatrização de feridas.

P: O Becaplermin funciona melhor em feridas mais pequenas ou em feridas maiores?

Em algumas regiões regulamentares, a eficácia foi especificamente estabelecida em estudos para úlceras diabéticas com uma área de superfície inicial de 5 cm² ou menos. O produto não se destina a ser utilizado em feridas onde a eficácia não foi estabelecida, como aquelas que são maiores que 5 cm².

P: O que acontece ao gel Becaplermin restante após a ferida estar cicatrizada?

Após a conclusão do tratamento, qualquer gel não utilizado ou fora de validade deve ser eliminado. A eliminação deve ser efetuada de acordo com os regulamentos ambientais locais e o produto nunca deve ser utilizado após a data de validade.

P: Existem produtos de limpeza específicos que deva evitar na zona da ferida enquanto utilizo Becaplermin?

O protocolo oficial exige que a úlcera seja suavemente lavada com água ou soro fisiológico para remover o gel residual antes da aplicação seguinte. A coadministração de becaplermin com outros fármacos tópicos no local da úlcera não foi estudada e não é recomendada.

P: Posso aplicar hidratante ou loção na pele circundante enquanto utilizo Becaplermin?

A rotulagem regulamentar restringe a utilização de outros medicamentos tópicos no próprio local de aplicação da úlcera, uma vez que as interações locais não foram estudadas. Esta restrição não se estende explicitamente à pele saudável circundante.

P: Qual é a evidência relativa à utilização de Becaplermin com certos tipos de pensos para feridas?

O protocolo oficial de administração exige que o local de aplicação seja coberto com um penso humedecido em soro fisiológico durante o período de aplicação de 12 horas. Os ensaios clínicos utilizaram este tipo específico de penso em conjunto com o gel.

Como Becaplermin deve ser armazenado e descartado?

O gel de becaplermin requer condições de conservação controladas específicas para preservar a estabilidade da sua substância ativa, uma proteína recombinante.

Condições de Conservação Necessárias

  • Temperatura: O gel deve ser conservado sob refrigeração, mantido estritamente entre 2°C e 8°C.
  • Proibição: O produto não deve ser congelado.
  • Segurança Infantil: O gel deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.
  • Recipiente: O tubo multidose deve ser fechado firmemente após cada utilização.

Estabilidade e Eliminação

O gel deve ser utilizado ou eliminado num prazo de seis semanas após a primeira abertura do tubo. O produto nunca deve ser utilizado após o prazo de validade ter expirado. Qualquer gel de becaplermin não utilizado ou com validade expirada deve ser eliminado de acordo com os regulamentos ambientais locais. Não deve deitar o medicamento na canalização nem no lixo doméstico, a menos que existam instruções específicas de um programa local de recolha de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Becaplermin encontrado em:

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