Baclopar

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Baclopar

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Baclofeno (DCI)
Forma Primária Comprimido Oral
Classe Farmacológica Relaxante Muscular Esquelético, Agente Antiespástico
Objetivo Geral Alívio da rigidez muscular e espasmos (espasticidade)
Origem Composto orgânico sintético

Identidade e Classe Farmacológica do Baclopar

O Baclopar é um medicamento sintético, sujeito a receita médica, cujo componente ativo é o Baclofeno. O fármaco é classificado como um Relaxante Muscular Esquelético e, mais especificamente, como um Agente Antiespástico. Esta classificação é clinicamente reconhecida para abordar condições musculares onde a sinalização nervosa se encontra hiperativa.

O baclofeno não ocorre naturalmente; é uma molécula orgânica meticulosamente desenvolvida, estruturalmente relacionada com o neurotransmissor inibitório Ácido gama-aminobutírico (GABA). A sua função como agente antiespástico é precisa, indicando que foi concebido para tratar a condição patológica específica da espasticidade — uma característica única que o distingue dos sedativos gerais. Esta condição envolve o aumento do tónus muscular e espasmos involuntários, sendo que a ação do baclofeno é apoiada por estudos farmacológicos que confirmam a sua atividade ao nível da medula espinal.


Qual é a Composição e o Objetivo do Baclofeno?

O Baclofeno é um composto sintético derivado da estrutura química do GABA e, como produto farmacêutico, é fabricado como um produto de ingrediente único. O fármaco é fornecido principalmente para Administração Oral sob a forma de comprimidos, mas formas especializadas, tais como uma Solução Intratecal, estão disponíveis para entrega direta na coluna em casos graves. Esta adaptabilidade na forma farmacêutica é um fator diferenciador, permitindo um tratamento personalizado para doentes com diversos graus de gravidade de espasticidade.

O objetivo terapêutico geral deste agente antiespástico é aliviar a rigidez muscular anormal e os espasmos involuntários dolorosos associados a condições que afetam o sistema nervoso central. Revisões clínicas confirmam que o baclofeno atua na redução da gravidade dos espasmos flexores dolorosos e do tónus muscular em doentes com espasticidade. Isto confirma que o medicamento ajuda a gerir a atividade muscular involuntária para restaurar um maior conforto e funcionalidade. Um cenário de utilização típico envolve a gestão da rigidez muscular crónica que pode dificultar a marcha ou o movimento.

O baclofeno alcança este benefício visando principalmente a medula espinal, atuando na supressão dos sinais nervosos hiperativos que fazem com que os músculos se contraiam e fiquem rígidos involuntariamente. Ao ajudar eficazmente a acalmar estes reflexos motores, o medicamento permite que os músculos mantenham um estado mais relaxado, melhorando assim a mobilidade e reduzindo o desconforto associado à espasticidade crónica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Baclopar?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Baclopar (baclofeno) está documentado pelas agências reguladoras governamentais, que caracterizam as reações adversas de acordo com a sua incidência e o efeito em sistemas específicos do organismo. Os efeitos registados com maior frequência estão relacionados com o sistema nervoso central e a função muscular, manifestando-se frequentemente no início do tratamento e durante os períodos de aumento da dose.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas mais comuns reportadas nas informações oficiais são classificadas da seguinte forma:

  • Muito Frequentes (afetam 1 em cada 10 ou mais pessoas): Sonolência/Sedação e Hipotonia Muscular (fraqueza muscular).
  • Frequentes (afetam entre 1 em cada 10 e 1 em cada 100 pessoas): Tonturas, Cefaleias (dores de cabeça), Insónia, Confusão, Fadiga e efeitos gastrointestinais como Náuseas e Obstipação (prisão de ventre).

Os efeitos menos frequentes são categorizados como Pouco Frequentes (ex.: ideação suicida) ou Raros (ex.: coma, arritmias). Efeitos como a Encefalopatia e a Bradicardia são reportados com uma frequência Desconhecida, o que significa que a sua incidência não pode ser estimada com precisão a partir dos dados disponíveis.


Considerações Graves de Segurança

As fontes reguladoras oficiais destacam reações adversas graves específicas. A interrupção abrupta do baclofeno está associada a uma Síndrome de Abstinência Abrupta grave, que pode envolver alucinações, convulsões e febre alta. Outras preocupações de segurança graves incluem relatos de Suicídio e eventos relacionados e o potencial de ocorrência de Encefalopatia (redução da função cerebral).


Notas sobre Populações Específicas

As informações de segurança oficiais referem que os Adultos Idosos podem apresentar uma maior sensibilidade aos efeitos do fármaco, aumentando potencialmente o risco de confusão e sedação severa. Os pacientes com Insuficiência Renal apresentam também um risco acrescido de complicações graves no sistema nervoso central devido à eliminação mais lenta do fármaco. Além disso, o medicamento pode reduzir o limiar convulsivo, exigindo uma atenção cuidadosa em indivíduos com epilepsia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem de Baclopar (baclofeno) é caracterizada por manifestações graves de depressão do Sistema Nervoso Central (SNC) e instabilidade sistémica, de acordo com documentos regulatórios oficiais. Esta condição é considerada uma emergência médica que exige atenção imediata.


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Os sintomas frequentemente registados em casos de sobredosagem incluem sonolência profunda que pode progredir para coma profundo, hipotonia muscular significativa (flacidez muscular) e hiporreflexia (diminuição dos reflexos). Desfechos graves incluem a depressão respiratória, que pode conduzir a falência respiratória, além de efeitos cardiovasculares como bradicardia (ritmo cardíaco lento) e hipotensão (pressão arterial baixa).


Ações de Emergência Necessárias

As orientações regulamentares indicam que, perante a suspeita de sobredosagem ou a observação de sintomas graves, deve procurar-se assistência médica imediata e proceder ao transporte urgente para uma unidade hospitalar. Os cuidados urgentes são indispensáveis devido ao risco de complicações potencialmente fatais. Uma vez que não se conhece um antídoto farmacológico específico para a sobredosagem por baclofeno, a gestão clínica baseia-se em tratamento sintomático e de suporte, focado na manutenção das vias aéreas, da respiração e da circulação.


Considerações Específicas sobre Sobredosagem

O risco de toxicidade é significativamente superior em pacientes com compromisso da função renal (insuficiência renal), dada a via de eliminação do medicamento. Estes indivíduos necessitam de uma monitorização clínica reforçada. A exposição por via intratecal apresenta um risco distinto e mais elevado de desfechos graves quando comparada com a via oral.

Usos terapêuticos de Baclopar

Para que serve o Baclopar: principais utilizações e benefícios

O Baclopar é prescrito para o controlo da espasticidade, uma condição que se caracteriza pelo aumento do tónus muscular, rigidez e espasmos involuntários que, frequentemente, resultam de distúrbios do sistema nervoso central. O medicamento é utilizado para ajudar a aliviar os sinais e sintomas associados a esta rigidez muscular. Isto inclui a abordagem de espasmos flexores, a ocorrência de clonus e a dor concomitante que pode acompanhar a rigidez.

O objetivo principal é apoiar a melhoria do movimento e aumentar o conforto nas atividades diárias do doente. O Baclopar é vulgarmente utilizado em doentes com espasticidade decorrente de condições como a esclerose múltipla ou diversas lesões e patologias da medula espinal. Ajuda o doente a gerir estas dificuldades físicas, embora não proporcione uma cura para a causa subjacente. Para informações detalhadas sobre as utilizações aprovadas do baclofeno, consulte a orientação oficial.

Facto Rápido: Alívio da Rigidez Muscular e Espasmos Dolorosos

Critérios de utilização e restrições

O perfil regulatório oficial do Baclopar (baclofeno) define a população elegível através de contraindicações explícitas, limites de idade e requisitos de utilização condicional, baseando-se estritamente na documentação governamental.

Proibições Absolutas

O Baclopar está contraindicado e não deve ser utilizado por indivíduos com uma hipersensibilidade conhecida à substância ativa, o baclofeno, ou a qualquer outro componente da sua formulação.

Restrições de Idade e de Condição Clínica

O uso de comprimidos orais não está estabelecido para crianças com idade inferior a 12 anos, devido à insuficiência de dados de segurança e eficácia neste grupo pediátrico. Além disso, a utilização não é geralmente recomendada para pacientes que tenham sofrido um acidente vascular cerebral, uma vez que as informações regulamentares indicam uma tolerabilidade reduzida e a ausência de benefícios significativos nesta população.

Utilização Condicional e Precauções

A utilização é condicional para vários grupos de pacientes. Indivíduos com função renal comprometida requerem precaução e monitorização rigorosa; a administração em pacientes com insuficiência renal em fase terminal só é permitida se o benefício esperado superar o risco potencial. A precaução é também obrigatória para pacientes com condições neurológicas ou psiquiátricas pré-existentes, incluindo epilepsia, distúrbios psicóticos, esquizofrenia ou estados de confusão, devido ao potencial de agravamento destas condições. Durante a gravidez e a lactação, o uso é restrito, sendo permitido apenas quando os benefícios potenciais são julgados como justificáveis face aos possíveis riscos para o feto ou para o lactente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulatórios oficiais definem o perfil de interação do Baclopar (baclofeno) com base nos efeitos aditivos sobre o sistema nervoso central e na interferência farmacocinética na eliminação renal.

Classificação das Interações Documentadas

Tipo de Interação Substâncias / Categorias Interagentes Descrição do Resultado
Efeitos Aditivos no SNC Depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), Álcool Aumento da sedação e risco acrescido de depressão respiratória.
Potenciação Hemodinâmica Anti-hipertensores Probabilidade de aumentar a queda da pressão arterial.
Sinergia Farmacodinâmica Antidepressivos Tricíclicos, Levodopa/Carbidopa, Lítio Pode levar a uma hipotonia muscular acentuada ou agravar sintomas hipercinéticos.
Alteração da Eliminação Agentes que reduzem a função renal Redução da excreção de baclofeno e potencial de acumulação tóxica.

Restrições Relacionadas com Interações

Restrição de Depressores do SNC e Álcool: A administração conjunta com álcool ou depressores do SNC exige precaução devido ao risco grave de efeitos depressores aditivos, conforme especificado na rotulagem regulamentar.

Condicionante da Eliminação Renal: O baclofeno é eliminado maioritariamente de forma inalterada através dos rins. A coadministração com fármacos conhecidos por prejudicarem significativamente a função renal pode aumentar os níveis plasmáticos de baclofeno ao reduzir a sua depuração, o que coloca um risco de acumulação. Esta condicionante é particularmente relevante no contexto da insuficiência renal, onde o risco de acumulação já se encontra aumentado.

Não existem regras obrigatórias documentadas nas informações de prescrição regulamentares quanto ao intervalo de tempo necessário entre a toma destes medicamentos e produtos.

Mecanismo de ação

Como o Baclopar funciona

O Baclopar contém a substância ativa baclofeno, que pertence a um grupo de medicamentos designados por relaxantes musculares de ação central. Este fármaco atua diretamente no sistema nervoso central, especificamente na medula espinhal, para reduzir e aliviar a rigidez excessiva e a tensão nos músculos.

O mecanismo de ação baseia-se na inibição da transmissão de reflexos ao nível da medula espinhal. O baclofeno atua como um agonista dos recetores GABA-B, mimetizando os efeitos do ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor inibitório natural. Ao estimular estes recetores, o medicamento ajuda a bloquear os sinais nervosos que causam as contrações e os espasmos musculares involuntários.

Desta forma, o Baclopar é utilizado para tratar a espasticidade muscular que ocorre em diversas condições clínicas, tais como a esclerose múltipla, doenças ou lesões da medula espinhal e certas perturbações cerebrais. Ao reduzir o tónus muscular anormal, o medicamento facilita a mobilidade, melhora a capacidade de realizar atividades diárias e ajuda a diminuir a dor associada aos espasmos musculares persistentes.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Baclopar é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Baclopar (baclofeno) é utilizado através de duas vias distintas e oficialmente aprovadas: a via oral (recorrendo a comprimidos, suspensão ou grânulos) para utilização geral, e a via intratecal (solução administrada através de uma bomba implantada) para entrega direta na coluna vertebral em casos de espasticidade grave.


Dose Padrão e Ajuste Gradual

O tratamento com a forma oral exige um esquema de titulação gradual. Para adultos, a dose inicial é habitualmente de 5 mg, tomada três vezes ao dia. A dose é depois aumentada sistematicamente em 15 mg por dia (ou seja, 5 mg por toma) a cada três dias, até que o efeito ideal seja alcançado. A dose diária oral máxima recomendada para adultos é de 80 mg. O medicamento deve ser tomado em doses divididas para manter níveis estáveis no organismo, devendo os comprimidos ser ingeridos com ou após as refeições, conforme as instruções constantes na rotulagem.


Utilização Especializada e Protocolo de Administração

A administração intratecal, que envolve uma perfusão contínua, requer profissionais de saúde com formação específica neste método e deve ser iniciada com uma dose de ensaio única (bolus) em ambiente hospitalar. A dose é ajustada com base na condição clínica do paciente. Para populações específicas, as diretrizes oficiais determinam o início com uma dose baixa e um aumento gradual em idosos e em pacientes com função renal comprometida, devido à principal via de eliminação do fármaco.


Protocolo de Descontinuação

A interrupção do tratamento não é imediata; o Baclopar deve ser retirado gradualmente através da redução sucessiva da dose ao longo de um período de aproximadamente uma a duas semanas. Este processo controlado, baseado nas informações do rótulo, é necessário para concluir a terapia de forma adequada.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Baclopar

Base de Evidência para a Espasticidade na Esclerose Múltipla (EM)

A investigação examinou a rigidez muscular e os espasmos dolorosos na Esclerose Múltipla (EM) e consiste prioritariamente em ensaios clínicos controlados de curto prazo. Estes estudos focaram-se em pacientes adultos com EM, utilizando desenhos como Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) para comparar o medicamento com um placebo ou outros tratamentos. Os investigadores analisaram resultados relacionados com o desconforto físico, monitorizando alterações na intensidade do tónus muscular e na frequência de resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, tais como espasmos dolorosos. As conclusões descrevem padrões observados nos estudos onde foram registadas diferenças nos sintomas medidos para os grupos que receberam a medicação ativa face aos que receberam o placebo.

No entanto, muitos dos estudos iniciais eram limitados em dimensão e tinham durações de acompanhamento curtas. Como resultado, existe informação limitada sobre resultados a longo prazo que descrevam o impacto sustentado do Baclopar oral na mobilidade global do paciente ou no funcionamento diário ao longo de muitos anos.


Base de Evidência para a Espasticidade em Lesões e Doenças da Medula Espinhal

Para pacientes com espasticidade resultante de uma lesão na medula espinhal (LME) ou outras doenças da medula, o panorama da evidência inclui ECAs de curto prazo, bem como investigação especializada. A investigação explorou o Baclopar nestas populações, que são condições marcadas por limitações funcionais. Os estudos monitorizaram resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade e resultados relacionados com o desconforto físico.

A investigação descreve ensaios de curto prazo que reportam que as medições do tónus muscular variaram nas populações estudadas com espasticidade relacionada com LME. Para pacientes com espasticidade grave que não responderam à medicação oral padrão, os estudos também se focaram na via de administração intratecal (espinal). A evidência derivada destes contextos especializados sugere que este método foi estudado pela sua relação com episódios de atividade sintomática acentuada. Uma limitação fundamental da investigação é a heterogeneidade das condições espinais subjacentes incluídas nos diferentes estudos.


Lacunas na Evidência e Áreas para Investigação Futura

Uma limitação significativa é a escassez de ECAs contemporâneos de elevada qualidade que se foquem especificamente em resultados funcionais a longo prazo. A qualidade da evidência varia entre os estudos e o foco no alívio de sintomas a curto prazo significa que os resultados a longo prazo na qualidade de vida não estão totalmente estabelecidos. A investigação continua em curso para caracterizar melhor o papel do Baclopar em todo o espectro da gravidade da espasticidade e das características dos pacientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Baclopar (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Baclopar a fazer efeito?

R: De acordo com as informações oficiais do produto, ao tomar a forma oral (comprimido ou solução), os efeitos podem começar a ser notados cerca de uma hora após a dose. No caso da forma intratecal especializada, que é administrada diretamente no líquido cefalorraquidiano, o início da ação ocorre geralmente no espaço de uma hora após uma dose de teste.

P: O Baclopar pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: A rotulagem oficial indica que este medicamento pode causar efeitos no sistema nervoso central, tais como sonolência, tonturas ou problemas de visão. As informações oficiais referem que as atividades que exijam alerta mental total, como conduzir ou operar maquinaria complexa, podem necessitar de precaução até que o indivíduo esteja familiarizado com a forma como o fármaco o afeta.

P: Qual é a possível ligação entre o Baclopar e o desenvolvimento de quistos nos ovários?

R: Foram observados quistos nos ovários nos dados de segurança do Baclopar, especificamente numa pequena percentagem de mulheres com esclerose múltipla tratadas com este medicamento. Os documentos oficiais indicam que, em muitos casos, foi reportado que estes quistos desapareceram espontaneamente enquanto o tratamento continuava.

P: O Baclopar causa aumento de peso?

R: As alterações de peso estão incluídas nos dados oficiais de reações adversas. Embora o aumento de peso seja referido como um efeito pouco frequente ou raro, também foram observados relatos de diminuição do apetite e perda de peso. O efeito global no peso pode variar de pessoa para pessoa.

P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao uso contínuo de Baclopar?

R: Os documentos regulatórios indicam que o medicamento deve ser gerido cuidadosamente durante tratamentos prolongados. Por exemplo, a rotulagem oficial determina que o fármaco deve ser reduzido gradualmente ao longo do tempo para gerir o risco de um evento adverso grave conhecido como Síndrome de Abstinência Abrupta, que pode ocorrer se a medicação for interrompida subitamente.

P: O Baclopar pode ser utilizado para dores musculares gerais ou tensão?

R: Os documentos regulatórios indicam que o Baclopar é um agente antiespástico específico destinado ao alívio da espasticidade resultante de condições do sistema nervoso central (como esclerose múltipla ou lesões na medula espinal). A rotulagem oficial afirma que o fármaco não é indicado para o tratamento de espasmos musculares gerais resultantes de doenças reumáticas ou musculoesqueléticas.

P: Posso tomar Baclopar com os meus suplementos diários de vitaminas e minerais?

R: As orientações de saúde oficiais recomendam geralmente precaução relativamente ao uso de suplementos, uma vez que a informação sobre potenciais interações com o Baclopar é frequentemente limitada na documentação regulatória. Isto deve-se ao facto de estas substâncias não serem habitualmente estudadas da mesma forma que os medicamentos sujeitos a receita médica.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados durante o uso de Baclopar?

R: A única bebida específica com um aviso forte nos documentos regulatórios é o álcool. Isto deve-se ao risco de efeitos depressores aditivos no sistema nervoso central (SNC), que podem aumentar a sedação. Não estão listados alimentos específicos que requeiram restrição.

P: Como é que o uso de Baclopar se relaciona com a diabetes ou os níveis de açúcar no sangue?

R: As informações oficiais de segurança referem que o Baclopar pode afetar os níveis de açúcar no sangue. Para indivíduos com historial de diabetes ou condições relacionadas, a precaução e a monitorização adequada são descritas como necessárias no âmbito do plano de tratamento global.

P: O que é a semivida do Baclopar e porque é que isso é importante para a frequência das tomas?

R: A substância ativa, o baclofeno, tem uma semivida de eliminação relativamente curta, que é o tempo que o organismo demora a eliminar metade da dose. Devido a este intervalo curto (reportado como sendo de 2 a 6 horas), o medicamento é tipicamente administrado em doses divididas e frequentes. Esta prática visa ajudar a manter um efeito antiespástico suave e consistente.

P: Porque é que é importante tomar as doses de Baclopar em intervalos regularmente espaçados?

R: É importante manter níveis de concentração estáveis da substância ativa no corpo. Como o fármaco é eliminado de forma relativamente rápida, tomar as doses em intervalos regularmente espaçados ajuda a gerir esta depuração. Esta prática pretende apoiar um efeito mais constante ao lidar com a eliminação relativamente rápida do fármaco.

P: É possível que o Baclopar cause alterações na visão, como visão turva?

R: Sim, os dados oficiais de segurança include problemas de visão e alterações relacionadas, como visão turva ou dificuldade de focagem, como possíveis reações adversas associadas a este medicamento.

P: O Baclopar afeta o sono?

R: A insónia (dificuldade em adormecer ou em manter o sono) é listada nos documentos oficiais como uma reação adversa comum. Este efeito relacionado com o sono é observado particularmente quando o paciente inicia o tratamento ou quando a dosagem é aumentada.

P: O Baclopar é utilizado para condições musculoesqueléticas, como a dor lombar aguda?

R: Os documentos regulatórios afirmam que este medicamento está indicado para a espasticidade resultante de condições do sistema nervoso central. Está oficialmente declarado que não é indicado para espasmos musculares ou dor relacionada com distúrbios reumáticos ou problemas musculoesqueléticos gerais, como a dor lombar aguda.

P: Se tiver uma erupção cutânea ou aumento da transpiração após iniciar o Baclopar, é normal?

R: Efeitos dermatológicos como erupção cutânea, urticária e aumento da transpiração (hiperidrose) estão registados nas informações oficiais de segurança como reações adversas reportadas associadas ao uso deste fármaco.

P: A eficácia do Baclopar varia significativamente de pessoa para pessoa?

R: A documentação oficial descreve diferenças significativas entre indivíduos na forma como os seus corpos absorvem e eliminam a substância ativa. Devido a esta variação, as diretrizes de tratamento descrevem o uso de uma abordagem de dosagem individualizada (titulação) para encontrar a dose específica associada à resposta ideal para cada pessoa.

P: O Baclopar é geralmente mais eficaz para espasmos flexores ou extensores?

R: As indicações oficiais para o comprimido oral afirmam especificamente que este é particularmente útil para o alívio de espasmos flexores e sintomas relacionados, incluindo rigidez muscular e clónus.

P: Qual é a relação entre o uso de Baclopar e o historial de acidente vascular cerebral?

R: Os documentos regulatórios desaconselham o uso geral de Baclopar em indivíduos que tenham sofrido um acidente vascular cerebral (AVC). Esta orientação baseia-se em estudos que indicam que pacientes com historial de AVC não demonstraram benefícios significativos e revelaram uma má tolerabilidade ao medicamento.

P: O Baclopar interage com métodos contracetivos hormonais?

R: Os documentos regulatórios oficiais não listam uma interação clinicamente significativa entre a substância ativa e os contracetivos hormonais.

P: O Baclopar pode afetar os resultados dos testes de açúcar no sangue ou na urina?

R: As informações oficiais de segurança referem que o medicamento pode influenciar os níveis de açúcar no sangue. Devido a esta potencial influência, é possível que ocorra uma alteração nos resultados dos testes de açúcar no sangue ou na urina.

Como Baclopar deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Baclopar

As condições de armazenamento do baclofeno variam de acordo com a forma farmacêutica do produto, mas todas devem ser mantidas fora do alcance das crianças. Os comprimidos requerem uma Temperatura Ambiente Controlada (20°C a 25°C) num recipiente hermeticamente fechado.

Formas líquidas específicas têm requisitos distintos:

Forma Farmacêutica Condição de Armazenamento Obrigatória
Solução Oral Ozobax Refrigerada (2°C a 8°C), não congelar, requer um recipiente resistente à luz.
Suspensão Oral Fleqsuvy Temperatura ambiente, longe de humidade ou calor excessivos; rejeitar 60 dias após a abertura.

A eliminação de baclofeno não utilizado ou fora de prazo deve ser efetuada através de um programa de recolha de medicamentos. Se este não estiver disponível, a eliminação doméstica envolve a mistura do medicamento com uma substância pouco apelativa (por exemplo, terra) num recipiente selado antes de o colocar no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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