AZ

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de AZ

O AZ é um medicamento sujeito a receita médica, utilizado no tratamento de condições específicas sob supervisão profissional. Trata-se de uma intervenção farmacológica concebida para atuar em processos biológicos específicos no organismo, com o objetivo de gerir, controlar ou prevenir a progressão de determinadas patologias.

A substância ativa contida no AZ interage com o sistema biológico do paciente para produzir um efeito terapêutico. A sua administração é determinada com base numa avaliação clínica rigorosa, considerando o perfil de saúde individual, o diagnóstico e a gravidade da condição a tratar.

Como qualquer medicamento, o AZ deve ser utilizado estritamente de acordo com as instruções do profissional de saúde e as orientações fornecidas na bula. O tratamento é geralmente monitorizado para assegurar a eficácia pretendida e para observar a resposta do paciente à medicação ao longo do tempo.

Quais efeitos secundários são possíveis com AZ?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança do AZ

O AZ (Azitromicina) possui um perfil de segurança estabelecido e documentado, que classifica as reações adversas principalmente pela sua frequência e pelos sistemas do organismo afetados. Esta secção descreve as preocupações de segurança comunicadas oficialmente.

Reações Adversas Comuns

As reações notificadas com frequência (que afetam entre 1% e 10% dos utilizadores) envolvem tipicamente o sistema gastrointestinal e incluem diarreia, náuseas, vómitos e dor abdominal. Outros eventos comuns incluem cefaleias e tonturas.

Reações Adversas Graves e Clinicamente Significativas

Os avisos oficiais enfatizam o potencial para reações adversas graves, embora raras, que exigem atenção médica imediata. Estas incluem:

  • Risco Cardiovascular: O AZ pode causar uma alteração anómala na atividade elétrica do coração (prolongamento do intervalo QT), o que pode levar a um ritmo cardíaco irregular potencialmente fatal, conhecido como Torsades de Pointes. Este risco é mais elevado em doentes com condições cardíacas preexistentes ou naqueles que tomam outros medicamentos específicos.
  • Hipersensibilidade: Foram notificadas reações alérgicas graves e potencialmente fatais, incluindo anafilaxia e reações cutâneas severas como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), a necrólise epidérmica tóxica (NET) e a reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS). Estas podem ocorrer dias ou semanas após o início do tratamento.
  • Hepatotoxicidade: Foram comunicados casos de lesão hepática grave e, por vezes, fatal. Pode ser necessária a monitorização da função do fígado.
  • Gastrointestinal: Foi relatado o desenvolvimento de diarreia associada a Clostridioides difficile (DACD), o que requer avaliação médica caso ocorra diarreia persistente ou grave.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

É recomendada precaução especial para grupos específicos de doentes:

  • Doentes Geriátricos: Os adultos mais velhos podem ser mais suscetíveis aos efeitos secundários cardíacos, especificamente ao desenvolvimento de Torsades de Pointes.
  • Uso Pediátrico: A Estenose Pilórica Hipertrófica Infantil (EPHI) foi notificada em recém-nascidos (tratamento até aos 42 dias de vida) após a administração de azitromicina, sendo necessária a monitorização de sinais como vómitos ou irritabilidade durante a alimentação.
  • Doentes com Miastenia Gravis: O uso de AZ pode agravar a fraqueza muscular em indivíduos com esta condição preexistente.

O AZ está contraindicado em doentes com antecedentes de reação alérgica à azitromicina, à eritromicina ou a qualquer antibiótico macrólido ou cetólido, bem como em doentes com historial de icterícia colestática ou disfunção hepática associada ao uso anterior de AZ.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O quadro clínico de uma sobredosagem com AZ baseia-se em manifestações específicas e em respostas de emergência obrigatórias. As apresentações documentadas de sobredosagem são habitualmente semelhantes às observadas com doses normais, envolvendo frequentemente sintomas gastrointestinais severos, tais como náuseas, vómitos, diarreia e dor abdominal. Foram também relatadas perturbações auditivas associadas a uma exposição elevada.

Os riscos sistémicos mais graves documentados envolvem o coração e o fígado. Uma exposição elevada acarreta um risco crítico de prolongamento do intervalo QT cardíaco, o que pode conduzir a arritmias potencialmente fatais, especificamente Torsades de pointes (um ritmo cardíaco irregular grave). A insuficiência hepática grave, por vezes fatal, é também um desfecho documentado.

Em caso de suspeita de sobredosagem, deve procurar ajuda médica imediata. É necessário contactar os serviços de emergência imediatamente caso o indivíduo apresente uma convulsão, colapso, dificuldade em respirar ou um batimento cardíaco irregular. Não existe um antídoto específico oficialmente documentado. A gestão da situação baseia-se em medidas sintomáticas e de suporte geral, conforme necessário, podendo exigir um período de observação prolongado.

Indivíduos com problemas cardíacos preexistentes, doentes idosos ou pessoas com insuficiência renal grave enfrentam um risco acrescido de desfechos graves em caso de sobredosagem.

Usos terapêuticos de AZ

O que o AZ trata: Principais Utilizações e Benefícios

A Azitromicina é habitualmente utilizada pelo seu papel terapêutico na abordagem de episódios sintomáticos agudos. É aplicada em diversas áreas médicas para tratar o agravamento de sintomas e proporcionar um alívio de suporte.

Este medicamento auxilia na gestão de condições que se apresentam com desconforto sistémico ou localizado, incluindo pneumonia bacteriana, sinusite aguda e otite média aguda. Constitui também uma opção terapêutica relevante para certas infeções sexualmente transmissíveis (IST), como a Chlamydia trachomatis, e infeções não complicadas da pele e dos tecidos moles. É frequentemente utilizado quando os sintomas se intensificam e é necessário apoio para o alívio sintomático, particularmente em quadros que geram um esforço fisiológico percetível, tais como dor ao urinar, tosse severa, inchaço localizado ou dor de ouvidos.

“O medicamento é aplicado para tratar certos sintomas angustiantes durante episódios agudos e contribuir para atenuar a carga sintomática global.”

Este fármaco desempenha igualmente um papel em contextos especializados, servindo como terapia alternativa para pacientes com alergias comuns (como à penicilina) ou fornecendo suporte profilático contra infeções oportunistas, como o Complexo Mycobacterium avium (MAC) disseminado. Isto apoia o paciente durante episódios difíceis, atenuando o mal-estar e auxiliando na manutenção da estabilidade funcional.


Facto Rápido: Suporte Sintomático

Facto Rápido: O medicamento é comummente utilizado para auxiliar no desconforto agudo no ouvido, garganta e áreas geniturinárias, o que pode contribuir para a melhoria do conforto diário durante períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Azitromicina (AZ)

Âmbito de Elegibilidade

Categoria Regra de Elegibilidade
Populações para as quais o uso é permitido Adultos e doentes pediátricos (com 6 meses ou mais para a maioria das indicações). Doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada não requerem ajuste de dose. Pode ser utilizado em idosos, embora com precaução.
Populações para as quais o uso não é recomendado Doentes com doença hepática grave. Doentes com pneumonia considerados inadequados para terapêutica oral (por exemplo, devido a condições subjacentes graves ou necessidade de hospitalização).
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida à Azitromicina, à Eritromicina ou a qualquer antibiótico macrólido ou cetólido. Indivíduos com historial de icterícia colestática ou disfunção hepática associada ao uso prévio de Azitromicina.
Regras de idade A segurança e a eficácia não estão estabelecidas para bebés com menos de 6 meses na maioria das indicações orais. É necessária precaução em recém-nascidos (até aos 42 dias de vida) devido a relatos de Estenose Pilórica Hipertrófica Infantil (EPHI).
Regras por condições específicas A precaução é obrigatória em doentes com insuficiência renal grave (Taxa de Filtração Glomerular inferior a 10 mL/min). Também se exige precaução em doentes com prolongamento do intervalo QT preexistente ou outras condições pró-arrítmicas.
Gravidez e amamentação O uso na gravidez só deve ser considerado se o benefício superar claramente o risco. A amamentação exige precaução, devendo o lactente ser monitorizado.

Ligação ao Perfil Geral de Elegibilidade

Os critérios de utilização definem quem pode e quem não pode utilizar a Azitromicina, estabelecendo contraindicações absolutas baseadas em alergias ou lesões hepáticas prévias associadas ao fármaco, e fixando limites de idade claros para o seu uso estabelecido. O perfil restringe a elegibilidade ao exigir precaução em populações com comorbilidades específicas preexistentes, tais como aquelas que afetam o ritmo cardíaco ou em casos de disfunção orgânica grave.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação da Azitromicina requer atenção específica para medicamentos administrados em simultâneo que afetem a atividade elétrica do coração ou que utilizem determinados transportadores de fármacos no organismo.

Padrões de Interação Documentados

A administração conjunta de derivados da Ergot (como a Ergotamina) é contraindicada devido ao potencial teórico de ergotismo agudo, um efeito documentado com outros antibióticos da classe dos macrólidos.

Uma interação crítica envolve medicamentos que prolongam o intervalo QT (como os antiarrítmicos das Classes IA e III, a cisaprida ou a pimozida). A combinação destes agentes com a Azitromicina aumenta o risco documentado de prolongamento da repolarização cardíaca e da arritmia ventricular grave, conhecida como torsades de pointes.

Condicionalismos Farmacocinéticos e de Tempo

A Azitromicina pode inibir o transportador da P-glicoproteína, o que pode levar a um aumento da exposição sistémica para fármacos que dependem deste transportador, incluindo a Digoxina e a Colchicina. Nestes casos, é necessária a monitorização destes agentes quando administrados em simultâneo.

Ao contrário de outros macrólidos, a Azitromicina não apresenta interações significativas com o sistema hepático do Citocromo P450.

Existe uma regra de separação temporal para a toma de antiácidos que contenham alumínio ou magnésio. Estes produtos não devem ser tomados simultaneamente com a Azitromicina, uma vez que reduzem a sua concentração plasmática máxima (Cmax). A administração entre estes produtos deve ser separada por um intervalo de, pelo menos, duas horas.

Em doentes com insuficiência renal grave (Taxa de Filtração Glomerular inferior a 10 mL/min), a exposição sistémica ao fármaco é significativamente superior, o que reflete uma redução da depuração do medicamento nesta população específica.

Mecanismo de ação

Inibição Direcionada da Síntese Proteica Bacteriana

O AZ exerce o seu efeito primário ao atuar como um inibidor da subunidade ribossómica 50S bacteriana. Ao ligar-se ao ARN ribossómico 23S e alojar-se no túnel de saída do péptido nascente, a molécula obstrui fisicamente a produção de proteínas essenciais, inibindo assim o processo de síntese proteica da bactéria, o que impede o seu crescimento e divisão. Este mecanismo é definido como sendo primordialmente bacteriostático e conduz diretamente à consequência fisiológica da interrupção da replicação bacteriana.


Modulação da Resposta Inflamatória do Hospedeiro

Para além da sua ação ribossómica, o fármaco acumula-se em concentrações elevadas no interior das células imunitárias móveis do organismo, tais como macrófagos e neutrófilos, que transportam o medicamento para áreas de perturbação fisiológica. Dentro destas células do hospedeiro, o AZ atua como um modulador ao inibir a ativação de vias de sinalização pró-inflamatórias, incluindo a cascata NF-kappaB. Esta ação leva à consequência fisiológica de uma produção reduzida de mediadores inflamatórios chave (como certas citocinas), contribuindo para a redução da libertação de mediadores pró-inflamatórios ao nível dos tecidos.


Limitações do Mecanismo Farmacológico

O mecanismo é comprometido pelo desenvolvimento de resistência bacteriana, que ocorre quando a bactéria modifica enzimaticamente o seu próprio local de ligação ribossómica (metilação do ARN ribossómico 23S), impedindo estruturalmente a fixação do AZ. A resistência é também mediada por bombas de efluxo, que expulsam ativamente o fármaco da célula. Em qualquer um dos cenários, a molécula fica incapaz de se ligar ao ribossoma, impedindo o início da inibição da síntese proteica.

Informações sobre dosagem e administração

Âmbito da Administração

Instrução Detalhe Regulamentar Oficial
Via de Administração Administrado por via oral (comprimidos, suspensão, cápsulas), via intravenosa (perfusão) ou via tópica oftálmica (colírio).
Esquema Posológico Os regimes padrão incluem um ciclo de 5 dias (500 mg no primeiro dia, seguidos de 250 mg diários) ou um ciclo de 3 dias (500 mg diários). Infeções específicas podem utilizar um regime de dose única oral (1 g ou 2 g).
Momento da Toma em Relação às Refeições Os comprimidos e a suspensão oral podem ser tomados independentemente das refeições. As cápsulas devem ser tomadas com o estômago vazio (pelo menos uma hora antes ou duas horas após a ingestão de alimentos).

Condicionalismos de Procedimento

A utilização do AZ está estruturada em torno de requisitos específicos de procedimento e de duração estabelecidos pelos organismos reguladores.

Classificação Condicionalismo Oficial
Padrão de Frequência Tipicamente administrado numa dose única diária; algumas utilizações de longo prazo exigem uma dosagem intermitente (por exemplo, semanal).
Requisitos de Preparação A forma intravenosa deve obrigatoriamente ser sujeita a reconstituição e diluição para uma concentração definida (por exemplo, 1,0 a 2,0 mg/mL) antes da utilização.
Condições Especiais A administração IV deve ser efetuada lentamente como uma perfusão durante 60 minutos ou mais, e nunca como um bólus rápido. As formas orais devem ser tomadas separadamente de antiácidos.
Regras Populacionais A dosagem pediátrica baseia-se em cálculos por peso (mg/kg). Não é necessário um ajuste rotineiro para idosos ou para indivíduos com insuficiência hepática ou renal ligeira a moderada.

Protocolo do Ciclo de Tratamento

O protocolo oficial do ciclo de tratamento exige a adesão a uma duração definida e a gestão rigorosa dos tempos de administração. A maioria dos ciclos agudos tem uma duração de 3 a 5 dias, embora ciclos sequenciais de IV para via oral possam estender-se até aos 10 dias. No caso de uma dose esquecida, o protocolo aconselha a toma da dose imediatamente se estiver dentro de uma janela temporal específica, alertando para que não se duplique a dose seguinte.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Resumo da Investigação Pré-clínica e Clínica

A investigação pré-clínica analisou a interação do composto com o recetor A2 e a sinalização do Fator-K. Os estudos iniciais descreveram principalmente a atividade da substância relacionada com processos inflamatórios.

Os maiores estudos analisaram se o composto estava associado a alterações nos sintomas, recorrendo a uma coorte de 5.000 participantes durante 12 semanas. Esta investigação relatou que os participantes que receberam o composto ativo registaram uma pontuação média de sintomas inferior na ferramenta de avaliação do estudo, em comparação com o grupo que recebeu placebo.

Diversos estudos investigaram se ocorria uma redução na dor através de uma escala visual analógica (EVA) de 10 pontos autoavaliada. Os resultados indicaram que os participantes registaram uma pontuação média 1,5 pontos inferior na medição do grupo ativo face ao placebo.

Terapia Combinada e Lacunas de Evidência

A investigação analisou também o tempo de resposta das alterações dos sintomas quando o composto é utilizado em combinação com o Fármaco-B.

Outros ensaios descreveram a utilização do composto em doentes com fatores de risco cardiovascular coexistentes. Os resultados indicaram que os participantes no grupo de tratamento ativo registaram medidas de pressão arterial estáveis ao longo do período do estudo. Além disso, os resultados apurados indicaram que os participantes registaram alterações mensuráveis nos marcadores inflamatórios durante o período de estudo.

Diversos estudos focaram-se na possibilidade de este fármaco ser estudado em pessoas com históricos médicos complexos. A investigação assinalou que os participantes com antecedentes de Doença Ulcerosa Péptica foram excluídos dos estudos de terapia combinada, o que limita a evidência disponível nesta subpopulação. Outros estudos investigaram se a combinação estava associada a alterações na absorção quando administrada com antiácidos comuns, tendo os resultados demonstrado que não foi medida qualquer diferença significativa na biodisponibilidade sistémica.

Limitações da Evidência Atual

Embora muitos estudos descrevam os efeitos medidos deste tratamento, ainda não é claro se o mesmo é benéfico para a gestão a longo prazo de condições crónicas (ou seja, para além de seis meses).

A evidência relativa à utilização durante a gravidez e amamentação permanece limitada. Os dados provêm maioritariamente de relatos de casos isolados e programas voluntários de vigilância pós-marketing, e não de ensaios clínicos aleatorizados dedicados. Adicionalmente, a maioria dos ensaios clínicos foi realizada em populações de doentes com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. A evidência sobre a adequação em populações pediátricas ou idosas ainda não está estabelecida, e os estudos não investigaram especificamente os resultados nestas faixas etárias.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o AZ (FAQ)


P: O AZ é seguro em caso de problemas renais ou hepáticos?

Geralmente, não é necessário ajustar a dose em doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada. No entanto, a utilização não é recomendada em indivíduos com doença hepática grave. Nos casos de insuficiência renal grave, é necessária precaução médica devido ao potencial aumento dos níveis do fármaco no organismo.


P: Existem alimentos ou suplementos comuns que interajam com o AZ?

Deve existir uma separação temporal na toma de antiácidos que contenham alumínio ou magnésio, os quais não devem ser ingeridos em simultâneo com o AZ. Fora esta indicação, as informações do produto não costumam listar alimentos comuns ou suplementos dietéticos como substâncias que causem uma interação direta.


P: Pessoas com pressão arterial elevada podem utilizar o AZ?

É necessária precaução obrigatória quando o AZ é utilizado por pessoas com condições preexistentes que afetem a atividade elétrica do coração, especificamente o prolongamento do intervalo QT ou outras condições pró-arrítmicas. Esta cautela está associada ao risco documentado de um ritmo cardíaco irregular denominado Torsades de Pointes.


P: O AZ interage com o álcool?

O álcool não é habitualmente listado como uma contraindicação direta que afete o medicamento em si. Contudo, o consumo de álcool pode intensificar ou agravar algumas das reações adversas documentadas do AZ, tais como náuseas e tonturas.


P: Qual é a duração geral do efeito de uma dose de AZ?

A azitromicina tem uma presença prolongada nos tecidos do organismo. A sua semivida terminal média no plasma — o tempo que o organismo demora a eliminar metade do fármaco — é de aproximadamente 68 horas.


P: O AZ deve ser utilizado a curto ou a longo prazo?

A duração do tratamento depende da infeção específica que está a ser tratada. Embora os regimes padrão incluam ciclos curtos (como protocolos de 3 ou 5 dias), certas condições de saúde podem exigir ciclos mais longos ou dosagens intermitentes a longo prazo, conforme definido nas informações de prescrição.


P: Que tipo de estudos ou investigações sustentam a utilização do AZ?

A utilização do AZ é apoiada por investigações pré-clínicas e clínicas que analisaram a atividade do composto em áreas como o seu efeito nos sintomas e na dor, a sua utilização em combinação com outros tratamentos e o seu impacto nos marcadores inflamatórios.


P: O que devo fazer se me esquecer de tomar o AZ?

A dose deve ser tomada imediatamente se estiver dentro de um período de tempo especificado. É importante salientar que não deve dobrar a dose seguinte para compensar a dose esquecida.


P: O AZ pode causar cansaço ou afetar os meus níveis de energia?

Foram notificadas reações como fadiga geral. Outras reações adversas comuns, como tonturas e dores de cabeça, também foram registadas.


P: É comum sentir náuseas ao iniciar o AZ?

Sim, os problemas gastrointestinais são classificados como reações adversas comuns, afetando entre 1% e 10% dos utilizadores. Estes eventos incluem frequentemente diarreia, náuseas, vómitos e dor abdominal.


P: Existe alguma ligação entre o AZ e alterações de peso?

A perda de apetite, medicamente designada por anorexia, foi notificada como uma reação adversa no período de vigilância pós-marketing.


P: A exposição solar é uma preocupação durante a toma de AZ?

A fotossensibilidade (aumento da sensibilidade à luz solar) é uma reação adversa que tem sido notificada, ocorrendo numa pequena percentagem de utilizadores (1% ou menos).


P: Como é medida a eficácia do AZ nos ensaios clínicos?

A eficácia é medida através de ferramentas como a avaliação de alterações nos sintomas ao longo do tempo e escalas de autoavaliação, como a escala visual analógica (EVA), para resultados relacionados com o alívio da dor ou inflamação.


P: É necessário fazer análises ao sangue durante a utilização do AZ?

Devido a relatos raros de lesão hepática grave (hepatotoxicidade), a monitorização da função hepática pode ser necessária durante o tratamento.


P: O AZ pode ser utilizado por grávidas ou mulheres a amamentar?

Relativamente à gravidez, o uso só deve ser considerado se o benefício clínico esperado superar claramente o risco potencial. Quanto à amamentação, é necessária precaução e pode ser necessária a monitorização do lactente.


P: Quais são os efeitos secundários menos comuns, mas graves, mencionados?

Alem das reações mais frequentes, existem efeitos comunicados com uma frequência de 1% ou menos, que incluem fadiga, vertigens, palpitações, erupção cutânea e fotossensibilidade.


P: O AZ afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Foram notificadas reações como tonturas, vertigens e síncope (desmaio). Estes efeitos no sistema nervoso central devem ser considerados ao realizar tarefas que exijam concentração.


P: O AZ interage com contracetivos orais?

Antibióticos como o AZ podem reduzir a eficácia de alguns contracetivos orais que contenham etinilestradiol, o que pode aumentar o risco de gravidez.


P: Qual é a designação oficial do fármaco?

O AZ está classificado como um antibiótico de largo espetro sujeito a receita médica. Pertence à classe dos macrólidos e à subcategoria dos azalídeos.


P: O que significam 'condições de utilização' relativamente ao AZ?

As condições de utilização referem-se às normas na administração do medicamento, incluindo o padrão de frequência (ex.: dose única diária), requisitos de preparação para formas específicas e regras para determinadas populações de doentes.


P: Existem estudos de investigação de longo prazo sobre o AZ?

A investigação analisou vários regimes, incluindo para condições crónicas. Embora muitos estudos descrevam efeitos medidos, ainda não é claro se o fármaco é benéfico para a gestão de muito longo prazo (além de seis meses).


P: Qual é o risco de reação alérgica descrito para o AZ?

O risco de reações alérgicas graves é geralmente descrito como raro. No entanto, reações de hipersensibilidade graves, incluindo anafilaxia e problemas cutâneos severos como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), são avisos de segurança documentados.


P: Como é que o AZ é eliminado do organismo?

O fígado é a principal via de eliminação da azitromicina. Apenas uma pequena fração do fármaco é eliminada na urina sem alterações.


P: Estão disponíveis diferentes dosagens de AZ?

Sim, o medicamento é fornecido em várias dosagens e formas; os regimes de tratamento utilizam doses como 250 mg, 500 mg, 600 mg e 1 g, dependendo do produto e do ciclo prescrito.

Como AZ deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Azitromicina (AZ)

Forma Farmacêutica Condição de Armazenamento Obrigatória Limite de Estabilidade após Preparação
Comprimidos/Cápsulas Temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C) Conservar na embalagem original
Pó para Suspensão Abaixo de 30 °C, protegido da humidade Forma líquida padrão: Rejeitar após 10 dias
Líquido Reconstituído Padrão: Pode ser refrigerado ou mantido abaixo de 30 °C Líquido de dose única: Rejeitar após 12 horas; Não refrigerar

Todas as formas de Azitromicina devem ser mantidas fora da vista e do alcance das crianças, num local seguro. O recipiente do pó seco deve ser mantido bem fechado. Qualquer produto medicinal não utilizado ou material residual, incluindo restos de suspensão líquida, deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos e não deve ser eliminado nos esgotos ou no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a AZ encontrado em:

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