Atem

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Atem

O que é o Atem? Um Broncodilatador Anticolinérgico

Propriedade Descrição
Substância Ativa Brometo de Ipratrópio
Forma Farmacêutica Solução para inalação, Aerossol doseado
Classe Farmacológica Broncodilatador Anticolinérgico (SAMA)
Uso Comum Abertura das vias respiratórias para facilitar a respiração
Origem Derivado sintético da Atropina

O Atem é uma formulação medicinal que contém o princípio ativo Brometo de Ipratrópio, um composto classificado como um broncodilatador anticolinérgico sujeito a receita médica. A substância ativa é um derivado sintético do alcaloide atropina, estruturado quimicamente como um composto de amónio quaternário. Esta modificação única permite que o fármaco seja altamente eficaz quando administrado diretamente no trato respiratório, sendo minimamente absorvido a nível sistémico e concentrando a sua ação terapêutica nos pulmões.


Forma e Objetivo Geral: Um Agente Inalatório de Componente Único

O medicamento é habitualmente fornecido como uma solução para inalação para utilização com um nebulizador, ou como um aerossol doseado pressurizado para inalação oral. O Atem é um produto de componente único (monoterapia) e categoriza-se funcionalmente como um Antagonista Muscarínico de Curta Ação (SAMA). O seu principal benefício é proporcionar alívio através do relaxamento dos músculos lisos das passagens aéreas, constituindo-se como um agente terapêutico fundamental para problemas respiratórios.


Visão Geral do Mecanismo de Ação

O objetivo geral do Atem é reduzir a sensação de falta de ar e de aperto no peito, atuando sobre os sinais nervosos que causam a constrição dos músculos lisos em redor das vias respiratórias. O Brometo de Ipratrópio alcança a broncodilatação ao atuar como um Antagonista Colinérgico, bloqueando recetores muscarínicos específicos no músculo bronquial. Este efeito é focado no local e concentrado nos pulmões, relaxando as passagens de ar e melhorando o fluxo respiratório global.

Quais efeitos secundários são possíveis com Atem?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Atem (Brometo de Ipratrópio) está formalmente documentado em fontes oficiais, que classificam as reações adversas com base na sua frequência e no sistema fisiológico afetado. O perfil é amplamente definido pelas propriedades anticolinérgicas do fármaco.


Classificação das Reações Adversas

Os efeitos secundários listados são tipicamente categorizados por frequência:

As reações comuns incluem secura de boca, que é um efeito anticolinérgico esperado, cefaleia (dor de cabeça), tonturas, tosse e irritação na garganta. Distúrbios da motilidade gastrointestinal, tais como náuseas ou obstipação (prisão de ventre), também são frequentes.

As reações pouco comuns abrangem efeitos mais específicos, como visão turva, retenção urinária e palpitações. Sinais de hipersensibilidade imediata, como erupção cutânea ou urticária, são também geralmente pouco comuns.


Considerações de Segurança Graves

As informações de segurança destacam o potencial para reações adversas raras, mas graves:

O broncoespasmo paradoxal envolve um agravamento agudo e potencialmente fatal da respiração imediatamente após a inalação. O glaucoma agudo de ângulo fechado é um risco documentado, principalmente se o aerossol entrar acidentalmente em contacto com os olhos, causando sintomas como dor ocular e halos visuais. Reações de hipersensibilidade imediata graves, incluindo anafilaxia e angioedema (inchaço do rosto ou da garganta), estão listadas como eventos raros, mas graves.


Notas Específicas para Certas Populações

A natureza anticolinérgica do produto exige precauções específicas para certas populações. Existem notas de segurança para doentes com glaucoma de ângulo fechado pré-existente e para indivíduos com hipertrofia prostática ou obstrução do colo da bexiga, devido ao risco associado de agravamento destas condições, particularmente a retenção urinária. O fármaco é contraindicado em pessoas com hipersensibilidade conhecida ao Brometo de Ipratrópio, à atropina ou aos seus derivados.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos oficiais classificam o perfil de sobredosagem do Atem (Brometo de Ipratrópio) com base na sua absorção sistémica limitada, o que implica que a toxicidade sistémica aguda grave é considerada improvável após a utilização inalada típica. Os quadros de sobredosagem são caracterizados por efeitos anticolinérgicos locais exagerados e efeitos sistémicos ligeiros.

As manifestações documentadas incluem boca seca, distúrbios de acomodação visual e taquicardia. Em casos de exposição sistémica massiva, podem ocorrer efeitos no sistema nervoso central, tais como confusão, alucinações e febre alta.


Mandatos para Ação Urgente

É necessária atenção médica imediata sob condições específicas detalhadas nas diretrizes de segurança:

No caso de uma emergência ocular, deve ser consultado um médico imediatamente se surgirem sintomas como dor ocular, visão turva ou vermelhidão nos olhos, uma vez que estas manifestações podem indicar a ocorrência de Glaucoma Agudo de Ângulo Fechado.

Relativamente a emergências respiratórias, o medicamento deve ser descontinuado imediatamente se ocorrer Broncoespasmo Paradoxal (pieira grave e imediata), devendo ser iniciado o tratamento imediato com um broncodilatador de ação rápida diferente.


Gestão Clínica

O tratamento para a sobredosagem é definido como sintomático e de suporte. Não é necessário um antídoto específico para a sobredosagem de Brometo de Ipratrópio, embora se justifique a monitorização dos sinais vitais em caso de suspeita de exposições massivas. É assinalada precaução para populações com condições como a hipertrofia prostática, devido ao risco aumentado de retenção urinária.

Usos terapêuticos de Atem

O Atem (Brometo de Ipratrópio) é aplicado em situações que envolvem certos sintomas angustiantes, onde a gestão sintomática de suporte é adequada para ajudar a aliviar a carga global de sintomas e auxiliar na manutenção da estabilidade funcional. O ipratrópio está indicado para o tratamento do broncoespasmo associado à doença pulmonar obstrutiva crónica.

É comummente utilizado em condições que apresentam episódios agudos e naquelas caracterizadas por períodos de sintomas agravados, especificamente na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), incluindo a Bronquite Crónica e o Enfisema, em exacerbações agudas de asma como terapia adjuvante, e no corrimento nasal aquoso excessivo relacionado com o resfriado comum ou alergias sazonais.

Foco Clínico e Benefícios

O principal foco terapêutico reside nos sintomas que criam uma tensão fisiológica percetível, tais como a pieira persistente, o aperto no peito e a dificuldade respiratória pronunciada. É geralmente utilizado como um tratamento de manutenção a longo prazo para a DPOC ou aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, proporcionando um alívio de suporte que ajuda a atenuar a carga sintomática relacionada com a dificuldade em respirar.

É relevante quando a gestão sintomática de suporte é adequada, ajudando os doentes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis.

Facto Rápido: Apoia a gestão do Broncoespasmo Crónico

Esta abordagem contribui para a melhoria do fluxo de ar e ajuda a aumentar o conforto diário durante os períodos sintomáticos, especialmente para indivíduos que gerem condições respiratórias estáveis a longo prazo.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Atem?

A elegibilidade da população para o uso de Atem (Brometo de Ipratrópio) é estritamente definida por documentos regulamentares, baseando-se em contraindicações absolutas, limitações de idade e condições pré-existentes.


Populações Contraindicadas

O uso de Atem é contraindicado e deve ser evitado em doentes com historial conhecido de hipersensibilidade ao Brometo de Ipratrópio ou à Atropina e aos seus derivados.


Restrições Baseadas em Patologias

As informações oficiais recomendam que o Atem seja utilizado com precaução em populações específicas de doentes devido aos seus efeitos anticolinérgicos, incluindo aqueles com:

  • Glaucoma de ângulo fechado
  • Hiperplasia da próstata ou Obstrução do colo da bexiga
  • Fibrose quística

Idade e Estado Fisiológico

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar
Adultos e Adolescentes (≥ 12 anos) O uso está estabelecido e aprovado para as indicações descritas.
Doentes Pediátricos (< 12 anos) A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para a solução de inalação broncodilatadora.
Insuficiência Hepática ou Renal Recomenda-se precaução, uma vez que a farmacocinética não foi estudada nestas populações de doentes.
Gravidez O uso é permitido apenas se claramente necessário, devido à falta de estudos humanos adequados.
Lactação Deve ser exercida precaução; a excreção no leite humano é desconhecida.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Atem (Brometo de Ipratrópio) está estruturado, principalmente, através das interações farmacodinâmicas e de restrições específicas na coadministração, o que reflete a sua absorção sistémica mínima após a inalação. As classificações de interação baseiam-se estritamente em documentos regulamentares oficiais.


Padrões de Interação Documentados

A interação mais significativa envolve outros anticolinérgicos. A coadministração com medicamentos desta categoria não é recomendada em algumas diretrizes oficiais devido ao potencial de um efeito anticolinérgico sistémico aditivo.

A administração com outros broncodilatadores, tais como fármacos beta-adrenérgicos ou preparados de xantina, pode produzir um efeito broncodilatador aditivo. Formulações específicas, como a solução para inalação, podem ser misturadas com certos broncodilatadores beta-adrenérgicos, desde que sejam utilizadas no prazo de uma hora após a combinação.


Restrições Farmacocinéticas e Processuais

Os documentos regulamentares indicam um baixo risco de interações farmacocinéticas (por exemplo, mediadas pelas enzimas CYP), uma vez que o fármaco é absorvido em quantidades mínimas pela corrente sanguínea. Por conseguinte, as informações oficiais não detalham interações com alimentos, álcool ou suplementos, nem especificam regras de tempo para o consumo destas substâncias.

Uma restrição processual documentada nas informações de prescrição proíbe a administração simultânea da solução para nebulização com soluções de inalação que contenham o conservante cloreto de benzalcónio, dado que isto pode resultar na precipitação da solução.

Mecanismo de ação

A ação do Atem (Brometo de Ipratrópio) é definida pela sua capacidade de modular o sistema nervoso parassimpático no trato respiratório, focando-se exclusivamente nas etapas mecânicas que resultam num estado de broncodilatação e na redução da secreção glandular.


Antagonismo da Sinalização Colinérgica nos Recetores Muscarínicos

O fármaco atua como um antagonista competitivo não seletivo nos recetores muscarínicos da acetilcolina (M1, M2, M3) localizados no músculo liso das vias aéreas e nas glândulas submucosas. Ao bloquear o local de ligação do neurotransmissor natural, a Acetilcolina (ACh), o fármaco interrompe os sinais nervosos mediados pelo nervo vago que promovem a contração.


Inibição da Contração Muscular e da Secreção

A nível molecular, este antagonismo leva à interrupção da cascata de sinalização da proteína G no recetor M3, o que impede o aumento do cálcio intracelular necessário para a contração muscular. Esta inibição fundamental do tónus do músculo liso conduz diretamente à consequência fisiológica da broncodilatação, enquanto o bloqueio simultâneo nas glândulas altera a atividade das glândulas submucosas, resultando numa redução da libertação de fluidos.


Ação Localizada e Especificidade da Via

A estrutura química do Brometo de Ipratrópio garante que o seu mecanismo seja altamente localizado e atue principalmente nos recetores dentro dos pulmões, com uma absorção sistémica mínima. O mecanismo modula a broncoconstrição que é impulsionada pelo sistema nervoso. O mecanismo apresenta baixa afinidade para a broncoconstrição iniciada por mediadores inflamatórios não colinérgicos, como os leucotrienos ou a histamina.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Atem: Diretrizes Oficiais de Administração

A administração do Atem (Brometo de Ipratrópio) é realizada estritamente por inalação oral, assegurando que a substância ativa seja entregue diretamente nos pulmões. O medicamento está disponível como um inalador pressurizado de dose doseada (MDI), que habitualmente fornece 17 microgramas por pulverização, ou como uma solução para inalação (0,02% ou 500 mcg) para utilização com um nebulizador.


Dosagem Padronizada e Frequência

O padrão de utilização é definido por doses divididas e programadas. Para o tratamento de manutenção na doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), o regime padrão para adultos é de duas inalações (34 mcg) através do MDI, ou 500 microgramas da solução para nebulização, administradas quatro vezes ao dia (QID). As doses destinam-se, geralmente, a ser separadas por intervalos de 4 a 6 horas.

Os documentos oficiais estabelecem limites rigorosos para a ingestão diária. A utilização do MDI não deve exceder as 12 inalações num período de 24 horas. Da mesma forma, doses diárias que excedam 2 mg da solução para nebulização são, geralmente, aconselhadas apenas sob supervisão médica.


Requisitos de Administração e Ajustes

A administração envolve etapas específicas de preparação e manuseamento. O MDI requer uma preparação (priming) antes da utilização inicial, tipicamente com duas pulverizações de teste. A solução para nebulização pode ser utilizada pura ou diluída apenas com cloreto de sódio estéril a 0,9%; qualquer solução restante numa ampola unidose deve ser eliminada imediatamente após a abertura. A solução também não deve ser misturada com certas outras soluções para nebulização para evitar incompatibilidades.

A utilização pediátrica em condições como a asma aguda envolve doses mais baixas, variando frequentemente entre 250 e 500 microgramas, com o regime específico a ser determinado pelo contexto clínico. No caso de doses esquecidas, a próxima dose programada deve ser tomada à hora habitual, sem duplicar a dose ou aumentar a frequência. Devido à absorção sistémica mínima, as diretrizes geralmente não exigem ajustes posológicos específicos para idosos ou para indivíduos com compromisso renal ou hepático ligeiro a moderado.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Atem

Evidência de Ensaios Clínicos para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

O Atem tem sido objeto de investigação substancial para o tratamento de manutenção da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), apoiando-se em inúmeros Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e avaliações sistemáticas. Esta investigação foi aplicada em estudos que analisaram a intensidade dos sintomas, focando-se principalmente em medições objetivas da função pulmonar (como o FEV1), que reflete o grau de abertura das vias respiratórias. Os estudos também mediram a frequência de exacerbações da DPOC e os subsequentes internamentos hospitalares. A investigação destaca que foram relatadas alterações nas medições objetivas da capacidade respiratória nos grupos estudados. Os resultados relativos aos desfechos relatados pelos doentes, descrevendo o desconforto percebido e a qualidade de vida, foram mistos ou variaram entre os diferentes estudos.

Evidência de Estudos sobre a Gestão de Sintomas Agudos

Exacerbações Agudas de Asma (Uso Adjuvante)

A investigação examinou o uso do Atem em ensaios focados em doentes que sofrem de exacerbações agudas de asma, principalmente aqueles com sintomas graves. Esta investigação explorou desfechos que descrevem alterações episódicas, comparando o uso do Atem em conjunto com uma terapêutica padrão com agonistas beta de curta ação face ao uso do agonista beta isolado. Os estudos observaram que a taxa de variação nestas medições objetivas estava associada à adição de Atem em alguns relatórios. A evidência também explorou desfechos que refletem o nível de atividade, como a taxa de internamentos hospitalares.

Gestão da Rinorreia (Formulação em Spray Nasal)

A formulação em spray nasal do Atem foi estudada para a gestão sintomática do corrimento nasal aquoso (rinorreia) associado à constipação comum ou a alergias sazonais. Os ensaios foram controlados por placebo. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, indicando um padrão relacionado com a redução na quantidade e na gravidade das secreções aquosas em comparação com o grupo placebo. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e focam-se restritamente neste sintoma específico.

Acompanhamento a Longo Prazo e Durabilidade da Resposta

A investigação inclui ECCA de curto prazo, com duração típica de cerca de 12 semanas, e estudos que estenderam o período de observação até um ano para monitorizar padrões em intervalos de tempo definidos. A evidência descreve padrões relacionados com as medições da função pulmonar ao longo deste período de médio prazo. No entanto, as durações do acompanhamento foram limitadas em relação ao tempo de vida de uma condição crónica. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo que abrangem muitos anos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Atem (FAQ)


P: Qual é a principal diferença entre o Atem e outros fármacos utilizados para a mesma condição?

O Atem é descrito na informação oficial como um Antagonista Muscarínico de Curta Ação (SAMA). Isto significa que atua através do bloqueio de sinais nervosos específicos nos pulmões, o que leva à broncodilatação (abertura das vias respiratórias).

Outros broncodilatadores, como os da classe dos agonistas beta, atingem o mesmo objetivo através de uma via química diferente (recetores adrenérgicos). Esta diferença no mecanismo é a base para a sua classificação regulamentar.


P: O Atem pode ser utilizado durante a gravidez ou o aleitamento?

Os documentos regulamentares referem que o uso durante a gravidez é permitido apenas se for claramente necessário, uma vez que faltam estudos adequados sobre os efeitos em seres humanos. No que respeita à lactação/aleitamento, deve ser exercida precaução, pois desconhece-se se o medicamento é excretado no leite humano.

As notas regulamentares enfatizam a importância de discutir a utilização nestes períodos com um profissional de saúde.


P: O Atem é seguro para utilização em idosos?

A orientação oficial indica que, geralmente, não são necessários ajustes específicos na dose para idosos baseados apenas na idade. No entanto, devido às suas propriedades anticolinérgicas, o rótulo do produto aconselha precaução em doentes com condições existentes comuns nesta população, tais como glaucoma de ângulo fechado ou obstrução do colo da bexiga.

Estes avisos existem para ajudar a gerir o risco de agravamento destas condições pré-existentes.


P: O Atem interage com pílulas contracetivas?

O Atem é minimamente absorvido pela corrente sanguínea quando inalado, e os documentos regulamentares indicam um baixo risco de interações farmacocinéticas (interações nos processos químicos com outros fármacos).

Interações específicas com contracetivos hormonais, como as pílulas, não são habitualmente detalhadas nem destacadas como uma preocupação na rotulagem oficial do produto.


P: Posso esmagar ou partir o comprimido de Atem se tiver dificuldade em engolir?

Este medicamento é fornecido como um aerossol de inalação (MDI) ou uma solução de inalação para nebulizadores. A documentação oficial não descreve uma formulação em comprimido oral sólido (como pílula ou cápsula) que exija instruções para esmagar ou partir.

O medicamento destina-se a ser utilizado nas formas de aerossol ou solução fornecidas, conforme descrito nas instruções oficiais.


P: Como posso saber se o Atem está a funcionar?

Os ensaios clínicos mediram a eficácia do fármaco utilizando ferramentas objetivas, tais como alterações na função pulmonar (ex.: medições de FEV1) e na frequência de exacerbações pulmonares.

A ação pretendida do fármaco é a broncodilatação, que se relaciona com a gestão da falta de ar ou da sensação de aperto no peito. Os resultados relatados pelos doentes nos ensaios descreveram alterações nestes sintomas.


P: O que preciso de saber sobre a interrupção do Atem?

A informação de prescrição oficial aconselha os doentes a não interromperem o uso deste medicamento nem a aumentarem a dose sem consultar um profissional de saúde.

O Atem é frequentemente utilizado para o tratamento de manutenção de condições crónicas, e a interrupção súbita pode estar associada a um agravamento da condição pulmonar.


P: O Atem deve ser tomado a uma hora específica do dia?

O esquema posológico habitual para o tratamento de manutenção é definido como quatro vezes ao dia (QID), com as doses destinadas a serem separadas por intervalos de 4 a 6 horas.

Embora o intervalo seja especificado, a documentação oficial foca-se nesta frequência em vez de obrigar a horários fixos (ex.: manhã ou noite).


P: É aceitável parar de tomar Atem assim que os meus sintomas melhorarem?

A informação oficial do produto aconselha os doentes a não interromperem o uso deste medicamento sem consultar um profissional de saúde.

Dado que o Atem é um tratamento de manutenção concebido para manter as vias respiratórias abertas, a sua interrupção pode causar o agravamento da condição pulmonar subjacente, mesmo que os sintomas pareçam melhorar temporariamente.


P: O Atem pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Tonturas e visão turva estão listadas como potenciais efeitos secundários no perfil de segurança oficial.

Os documentos regulamentares indicam que atividades como conduzir um automóvel ou operar aparelhos ou máquinas podem exigir precaução caso estes sintomas sejam sentidos.


P: A toma de Atem requer análises ao sangue ou monitorização regular?

Devido à absorção sistémica mínima do fármaco após a inalação, os rótulos oficiais não exigem análises ao sangue de rotina específicas ou monitorização terapêutica do fármaco.

Isto baseia-se na ação localizada do fármaco nos pulmões.


P: Sabe-se se o Atem causa aumento ou perda de peso?

Os dados dos ensaios clínicos e a vigilância pós-comercialização listam efeitos secundários comuns e pouco comuns para o produto inalado.

No entanto, alterações significativas no peso corporal (aumento ou perda de peso) não estão listadas nas tabelas oficiais de reações adversas documentadas nos principais róvulos regulamentares.


P: Qual é o propósito do aviso de caixa negra (black box warning) no rótulo do Atem?

A informação regulamentar oficial para a formulação de ingrediente único do Atem não contém atualmente um "Aviso de Caixa Negra".

Os avisos são destacados para riscos graves, como glaucoma agudo de ângulo fechado e broncoespasmo paradoxal, em secções separadas do rótulo.


P: O Atem causa alterações de humor ou de personalidade?

As listagens oficiais de reações adversas para o produto inalado incluem por vezes efeitos no Sistema Nervoso Central, como cefaleias e tonturas.

Contudo, alterações generalizadas de humor ou de personalidade não são tipicamente listadas nas tabelas oficiais de efeitos secundários comuns ou pouco comuns.


P: Um doente pode tomar Atem e outro medicamento semelhante ao mesmo tempo?

A coadministração com outros anticolinérgicos geralmente não é recomendada em alguns rótulos regulamentares devido ao potencial de um efeito anticolinérgico sistémico aditivo.

No entanto, a coadministração com outros tipos de broncodilatadores, como os fármacos beta-adrenérgicos, pode ser permitida, sendo por vezes utilizados em conjunto.


P: Existe uma versão genérica do Atem disponível?

A formulação original da marca enfrentou desafios de patentes, e versões genéricas subsequentes da substância ativa, o Brometo de Ipratrópio, estão aprovadas e disponíveis em alguns mercados.

O estatuto regulamentar específico e a disponibilidade podem variar por país e por formulação do fármaco (inalador versus solução para nebulização).


P: O que analisaram os principais ensaios clínicos do Atem?

Os principais ensaios clínicos analisaram sobretudo o efeito em medições objetivas da função pulmonar (como o FEV1), a frequência de exacerbações da DPOC e o seu uso em conjunto com a terapêutica padrão de agonistas beta de curta ação para sintomas agudos de asma.

Estes estudos formaram a base para os usos aprovados do fármaco.

Como Atem deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Atem (Brometo de Ipratrópio)

O Atem deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre 20 °C e 25 °C (68 F a 77 F). O medicamento deve ser rigorosamente protegido da luz, da humidade e do congelamento.


Requisito de Conservação Especificação
Temperatura Temp. Ambiente Controlada (20 °C - 25 °C)
Proteção Manter ao abrigo da luz, humidade e calor elevado
Segurança Infantil Manter fora do alcance e da vista das crianças
Aviso sobre o Recipiente Não perfurar nem incinerar o receptáculo do aerossol

Se utilizar a solução para inalação, conserve os frascos não utilizados no invólucro protetor original. Uma vez retirados do invólucro, a solução deve ser utilizada no prazo de sete dias. Elimine o produto fora do prazo de validade ou qualquer solução que apresente alteração de cor. A eliminação de medicamentos não utilizados ou do receptáculo pressurizado usado deve seguir os regulamentos ambientais locais e não deve ser feita no lixo doméstico ou na rede de esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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