Ataxil

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ataxil

O que é o Ataxil?

O Ataxil é um medicamento que contém a substância ativa paclitaxel, pertencente a um grupo de fármacos denominados antineoplásicos ou citostáticos. Estes agentes são especificamente concebidos para interferir com o crescimento e a propagação das células cancerígenas no organismo.

O mecanismo de ação do Ataxil baseia-se na sua capacidade de atuar sobre os microtúbulos, que são estruturas celulares essenciais para o processo de divisão e replicação das células. Ao estabilizar estas estruturas, o medicamento impede que as células malignas se multipliquem de forma descontrolada, levando eventualmente à redução ou interrupção da progressão do tumor.

Este medicamento é habitualmente utilizado no tratamento de diversos tipos de cancro, incluindo o carcinoma do ovário, o cancro da mama e certas formas de cancro do pulmão de células não pequenas. Em casos específicos, pode também ser indicado para o tratamento do sarcoma de Kaposi relacionado com a SIDA, quando outras terapias não apresentaram os resultados pretendidos.

A administração do Ataxil é efetuada por via intravenosa através de uma perfusão, sendo o tratamento planeado e supervisionado por médicos especialistas em oncologia, de modo a garantir o acompanhamento adequado do doente durante todo o ciclo terapêutico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ataxil?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Ataxil (Paclitaxel) está estruturado em torno de categorias de reações adversas explicitamente documentadas. O perfil de risco caracteriza-se por efeitos em vários sistemas fisiológicos principais, com a maioria das reações formalmente categorizada por frequência.


Classificações das Principais Reações Adversas

A mielossupressão (diminuição da produção de células sanguíneas), a neuropatia periférica (danos nos nervos) e a alopecia (perda de cabelo) são os eventos adversos documentados com maior frequência, sendo tipicamente classificados como Muito Frequentes. Outros efeitos documentados envolvem o sistema gastrointestinal (ex.: náuseas, vómitos, mucosite) e o sistema cardiovascular (ex.: bradicardia, hipotensão).

As reações adversas graves são explicitamente assinaladas, independentemente da sua raridade. Estas incluem reações de hipersensibilidade grave (ex.: anafilaxia) e mielossupressão grave (neutropenia de Grau 4), que aumenta significativamente o risco de infeção, incluindo episódios de sépsis. Estes eventos graves requerem estratégias formais de mitigação de risco, tais como a pré-medicação obrigatória.


Padrões de Segurança e Restrições

As informações oficiais indicam que a gravidade da neuropatia periférica é geralmente considerada cumulativa e dependente da dose, o que significa que pode aumentar com a quantidade total de medicamento recebida ao longo do tempo. Inversamente, as reações de hipersensibilidade ocorrem mais frequentemente numa fase precoce, muitas vezes nos primeiros minutos ou horas da perfusão. O tempo da contagem mais baixa de glóbulos brancos (nadir) devido à mielossupressão está documentado como ocorrendo entre o 8.º e o 11.º dia após a administração.

A documentação regulamentar inclui também restrições relacionadas com a segurança. O Ataxil está contraindicado em indivíduos com uma contagem basal de neutrófilos periféricos inferior a 1,5 x 10^9/L. O seu uso também está, geralmente, contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave. Além disso, os adultos mais velhos (com 65 ou mais anos) apresentam uma incidência aumentada documentada de eventos cardiovasculares graves e neuropatia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda — Informação Regulamentar Oficial para o Ataxil

As principais toxicidades previstas em casos de sobredosagem de Paclitaxel baseiam-se no agravamento dos efeitos conhecidos que limitam a dose. A manifestação clínica mais crítica documentada é a supressão grave da medula óssea, principalmente a neutropenia, que aumenta o risco de infeções graves. Outras apresentações esperadas de sobredosagem envolvem neurotoxicidade periférica grave e inflamação das membranas mucosas (mucosite). Devido à extensa distribuição extravascular do fármaco, é necessária uma monitorização rigorosa em casos de sobre-exposição aguda. Doentes com insuficiência hepática são identificados nas informações oficiais do medicamento como uma população com maior potencial de toxicidade.

Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata

Deve procurar-se assistência médica imediata perante sinais de uma reação de hipersensibilidade grave (HSR), que pode incluir dispneia súbita (dificuldade respiratória), hipotensão (tensão arterial baixa), angioedema ou urticária generalizada. Estas reações sistémicas graves foram reportadas com desfechos fatais. Na eventualidade de uma HSR grave, a perfusão deve ser interrompida imediatamente e o doente não deve voltar a ser exposto ao Paclitaxel. A gestão da sobredosagem limita-se ao tratamento sintomático e de suporte, uma vez que os documentos regulamentares indicam que não se conhece nenhum antídoto específico.

Usos terapêuticos de Ataxil

Para que é utilizado o Ataxil: Principais Indicações e Benefícios

O Ataxil é habitualmente utilizado para proporcionar um controlo terapêutico sistémico em doentes com patologias oncológicas em estado avançado ou metastático. Esta abordagem é considerada relevante para condições como o cancro do ovário avançado, o cancro da mama metastático e o cancro do pulmão de células não pequenas (CPCNP). Esta estratégia terapêutica é aplicada em áreas onde o crescimento das células cancerígenas provoca uma sobrecarga fisiológica percetível. O benefício contribui para aliviar a carga global de sintomas ao ajudar a alcançar a redução do tamanho do tumor e apoia o doente durante períodos difíceis, atenuando o mal-estar em todo o corpo.

Em certos cenários de risco elevado, como no cancro da mama com gânglios positivos, o Ataxil é aplicado em contexto adjuvante após a cirurgia; o principal objetivo terapêutico é auxiliar na manutenção da estabilidade funcional, contribuindo para a redução do risco de recorrência da doença. O medicamento desempenha também um papel na gestão de tumores específicos, incluindo o sarcoma de Kaposi relacionado com a SIDA e cancros do esófago ou do colo do útero, particularmente quando estes se apresentam localmente avançados ou persistentes.

Facto Rápido: Alívio dos sintomas resultantes do crescimento celular descontrolado.


Indicações Terapêuticas Chave

As principais condições para as quais o Ataxil é frequentemente utilizado são o cancro do ovário avançado, o cancro da mama (com gânglios positivos e metastático) e o cancro do pulmão de células não pequenas, a par de utilizações específicas para o sarcoma de Kaposi relacionado com a SIDA e outros tumores sólidos resistentes.

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Ataxil (Paclitaxel)

Os documentos regulamentares oficiais definem a população elegível para o Ataxil (Paclitaxel) com base em fatores de saúde específicos dos doentes. O medicamento está aprovado principalmente para utilização na população adulta (doentes com 18 ou mais anos). A utilização em doentes pediátricos é, geralmente, não recomendada, dado que a segurança e a eficácia neste grupo etário não foram estabelecidas.

A utilização é absolutamente contraindicada em várias populações:

  • Hipersensibilidade: Doentes com antecedentes de reações alérgicas graves ao Paclitaxel ou aos excipientes da fórmula, tais como o Ricinoleato de Macrogolglicerol (Óleo de Rícino Poliossilado 35).
  • Estado Hematológico: Indivíduos com neutropenia grave; especificamente, se a Contagem Absoluta de Neutrófilos (CAN) inicial for inferior a 1.500 células/mm³ (ou 1.000 células/mm³ para o Sarcoma de Kaposi relacionado com a SIDA).
  • Estado Reprodutivo: Mulheres que se encontram a amamentar. O uso durante a gravidez é também geralmente contraindicado, e as mulheres com potencial reprodutivo são obrigadas a utilizar métodos contracetivos eficazes.

Além disso, a insuficiência hepática grave define formalmente uma população não elegível. Para doentes com disfunção hepática ligeira a moderada ou insuficiência renal grave, as informações oficiais indicam que o uso é condicional e que podem existir dados insuficientes para recomendar ajustes posológicos específicos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Ataxil com outros medicamentos e produtos

É fundamental informar o seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos com receita médica e de venda livre, vitaminas e suplementos à base de plantas que esteja a tomar antes de iniciar o tratamento com Ataxil, uma vez que certas combinações podem levar a interações medicamentosas potencialmente graves.


Aumento da Sedação e Risco Respiratório

As interações mais significativas envolvem os depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), que podem potenciar os efeitos sedativos do Ataxil, levando ao aumento da sonolência, tonturas e a um risco acrescido de depressão respiratória (respiração lenta ou superficial). Deve evitar-se ou usar com extrema precaução se estiver a tomar:

  • Opioides (Analgésicos Narcóticos): Como a morfina, oxicodona ou tramadol.
  • Benzodiazepinas e outros Sedativos: Medicamentos para a ansiedade ou sono, como o alprazolam ou o zolpidem.
  • Anti-histamínicos: Particularmente os que causam sonolência, como a difenidramina.
  • Álcool: O consumo de álcool deve ser totalmente evitado devido aos efeitos aditivos no SNC.

Impacto na Absorção e Níveis Sanguíneos

Certos produtos podem afetar a quantidade de Ataxil que é absorvida pelo seu corpo:

  • Antiácidos: Especificamente os que contêm alumínio ou magnésio (ex.: em alguns remédios gástricos de venda livre). Estes podem reduzir a eficácia do Ataxil. Recomenda-se geralmente que a administração de Ataxil ocorra pelo menos duas horas após a toma de um antiácido contendo magnésio ou alumínio.

Outras Interações Potenciais

Recomenda-se também precaução ao combinar o Ataxil com outros medicamentos que possam aumentar o risco de reações adversas, tais como certos antidepressivos ou medicamentos antipsicóticos. Podem ser necessários ajustes de dose com estas combinações. Discuta sempre o seu perfil médico completo e todos os medicamentos concomitantes com o seu profissional de saúde para gerir o seu tratamento em segurança.

Mecanismo de ação

O Ataxil (Paclitaxel) exerce o seu efeito ao visar os processos fundamentais da divisão celular através da manipulação estrutural da arquitetura interna da célula. O mecanismo é caraterizado por uma interação molecular específica que desencadeia uma sequência de eventos, resultando na ativação da apoptose nas células afetadas.

Alvo Molecular: Estabilização dos Microtúbulos

A ação principal envolve a ligação direta do fármaco às subunidades de beta-tubulina, que formam os microtúbulos. Esta interação atua como um estabilizador, promovendo a formação de microtúbulos ao mesmo tempo que inibe criticamente o seu processo natural de despolimerização. Esta estabilização única bloqueia a rede de microtúbulos, interferindo fisicamente com a instabilidade dinâmica necessária para o funcionamento correto do fuso mitótico.

Cascata Mecanística: Bloqueio Mitótico e Apoptose

A falha na função dinâmica do fuso mitótico ativa o mecanismo de vigilância interna da célula, o Ponto de Controlo da Montagem do Fuso (SAC). Isto impõe um bloqueio mitótico irreversível na fase G2/M do ciclo celular. Este bloqueio prolongado e sem resolução ativa vias de sinalização intrínsecas que induzem a apoptose (morte celular programada), que é a consequência fisiológica final do padrão de atividade do medicamento.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Ataxil (Paclitaxel) é Utilizado Oficialmente

A administração do Ataxil (Paclitaxel) é um procedimento padronizado definido pelas autoridades reguladoras para assegurar uma entrega precisa e consistente do medicamento. Como um concentrado para solução para perfusão, a utilização do fármaco está estritamente limitada ao ambiente clínico.


Requisitos de Administração

Categoria da Instrução Diretrizes Oficiais
Via de Administração Exclusivamente por perfusão intravenosa (IV).
Preparação O concentrado deve ser diluído antes da perfusão para uma concentração final entre 0,3 e 1,2 mg/mL em soluções como Cloreto de Sódio a 0,9% ou Dextrose a 5%.
Equipamento A solução preparada deve ser administrada utilizando um sistema de administração sem PVC e passar por um filtro em linha com uma membrana microporosa não superior a 0,22 mícrones.

Dose e Calendário de Tratamento

A dose de Paclitaxel é calculada com base na Área de Superfície Corporal do indivíduo (mg/m²) e é administrada em ciclos de tratamento definidos.

  • Regimes Padrão: As doses variam tipicamente entre 135 mg/m² e 175 mg/m², administradas como uma perfusão intravenosa durante 3 horas ou 24 horas.
  • Frequência: O tratamento é habitualmente repetido num esquema cíclico, na maioria das vezes a cada três semanas (q3W). Regimes alternativos, como a administração a cada duas semanas, estão especificados para certas condições, como o sarcoma de Kaposi relacionado com a SIDA.
  • Continuação da Dose: Não são recomendados ciclos de tratamento subsequentes até que contagens sanguíneas específicas, tais como a contagem de neutrófilos (1.500 células/mm³) e a contagem de plaquetas (100.000 células/mm³), tenham recuperado para níveis mínimos aceitáveis.
  • Ajuste Hepático: É oficialmente exigida uma redução de dose específica para doentes com insuficiência hepática, dependendo a dose exata ajustada do grau de anomalia da função hepática.

Nota sobre a Pré-medicação: Todos os doentes devem receber pré-medicação obrigatória antes de se iniciar a perfusão de Paclitaxel. Este passo é uma parte essencial do protocolo oficial de administração para cada ciclo de tratamento.

Evidência clínica recente

Contexto da Investigação Primária

A investigação tem explorado a via biológica do fármaco, centrando-se no envolvimento de vias inflamatórias específicas. Estudos mediram alterações relacionadas com as vias de sinalização da IL-17 e do TNF-alfa. A investigação avaliou o objetivo de caracterizar a afinidade de ligação do fármaco e o subsequente impacto molecular, proporcionando uma compreensão fundamental do processo biológico em estudo.


Eficácia em Ensaios Clínicos

A utilização desta abordagem terapêutica na Artrite Psoriática (APs) é uma abordagem sob investigação. Ensaios clínicos de grande escala, multicêntricos e controlados por placebo estudaram o fármaco em doentes com APs moderada a grave. A investigação incluiu parâmetros de avaliação definidos pelos critérios ACR20, uma medida padrão de resposta ao tratamento em reumatologia. Os estudos avaliaram se o fármaco poderia estar associado a alterações nas medidas de função física e nos níveis de dor reportados.

  • Ensaio I (FASE III): O estudo principal examinou o desempenho do fármaco face a um placebo durante um período de 12 semanas. Uma análise secundária acompanhou as alterações nas métricas de qualidade de vida e nos resultados reportados pelos doentes.
  • Ensaio II (EXTENSÃO): Este estudo de acompanhamento explorou adicionalmente as observações a longo prazo da atividade da doença medida e do estado funcional ao longo de um período de dois anos em doentes que responderam inicialmente ao tratamento.

Monitorização a Longo Prazo

Foi realizada uma monitorização a longo prazo em todas as fases do programa clínico.


Evidência em Terapia Adjuvante

A investigação analisou o seu papel relativamente aos níveis de dor reportados quando utilizado em conjunto com Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs). Os estudos examinaram se o fármaco estava associado a alterações nos marcadores de inflamação, como a Proteína C-Reativa (PCR). Alguma investigação analisou a cronologia das alterações observadas, focando-se nas primeiras semanas de administração.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ataxil (FAQ)


P: O Ataxil é utilizado para outros fins além do seu objetivo principal?

Os documentos regulamentares oficiais descrevem várias utilizações aprovadas para a substância ativa do Ataxil (Paclitaxel). Estas indicações oficiais incluem o tratamento de diversos tipos de cancro, tais como o cancro da mama, o cancro do pulmão de células não pequenas, o cancro do ovário e o sarcoma de Kaposi relacionado com a SIDA.


P: Com que rapidez é que o Ataxil começa a atuar após a administração?

Embora o fármaco comece a atuar nos processos celulares imediatamente após a perfusão, o tempo necessário para observar efeitos clínicos mensuráveis é avaliado durante um período mais longo. Por exemplo, os ensaios clínicos avaliaram alterações na atividade da doença ao longo de várias semanas, com pontos de avaliação fundamentais a ocorrerem frequentemente à 12.ª semana.


P: Durante quanto tempo posso continuar a tomar Ataxil?

A duração total do tratamento é específica para o plano terapêutico individual e para a condição de cada doente. O tratamento é frequentemente administrado num esquema cíclico definido de vários ciclos. O regime oficial define a continuação até que seja observada a progressão da doença ou ocorram efeitos secundários inaceitáveis.


P: É possível tornar-me dependente do Ataxil?

A rotulagem oficial da substância ativa Paclitaxel não a classifica como uma substância com potencial de abuso ou risco de dependência conhecido. O quadro regulamentar não inclui este fármaco sob controlo por abuso de substâncias e não existem evidências de dependência reportadas em documentos oficiais.


P: O Ataxil afeta a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

As informações oficiais do produto indicam que, devido a potenciais efeitos secundários como a fadiga e outros efeitos neurológicos reportados, é recomendada precaução ao conduzir ou utilizar máquinas pesadas imediatamente após a perfusão.


P: O uso de Ataxil pode fazer-me sentir cansado ou com sonolência?

Sim, a fadiga e a astenia, que é descrita como uma falta de energia ou fraqueza, são reações adversas comummente reportadas nos documentos oficiais de segurança associados à utilização deste fármaco.


P: O Ataxil interage com analgésicos comuns de venda livre?

A rotulagem oficial fornece avisos relativos à combinação com certos medicamentos que afetam enzimas hepáticas específicas. Embora os analgésicos não opioides não sejam geralmente nomeados como contraindicações formais, a documentação oficial inclui informações sobre o risco potencial ao combinar o Ataxil com outros fármacos conhecidos por causar mielossupressão (contagens baixas de células sanguíneas).


P: Posso utilizar Ataxil se estiver a tomar suplementos ou vitaminas?

A rotulagem oficial adverte que as interações medicamentosas com medicamentos e suplementos administrados concomitantemente nem sempre foram formalmente investigadas. As orientações oficiais sublinham a importância de informar o profissional de saúde sobre todas as vitaminas, suplementos e produtos à base de plantas que estejam a ser tomados.


P: Existem alternativas ao Ataxil que funcionem de forma semelhante?

O Ataxil contém Paclitaxel, que pertence à classe dos agentes antineoplásicos taxanos. Esta classificação descreve o seu mecanismo de ação específico. Estão disponíveis outros fármacos também classificados como taxanos que estão aprovados para fins terapêuticos semelhantes.


P: Qual é a diferença entre a forma de comprimido e a de cápsula do Ataxil (se aplicável)?

O produto oficial não está disponível na forma padrão de comprimido ou cápsula para uso domiciliário. O Ataxil é formulado exclusivamente como um concentrado para solução para perfusão, que deve ser preparado e administrado numa veia por um profissional de saúde num ambiente controlado.


P: Porque é que a secção de investigação menciona ensaios de Fase 3 para o Ataxil?

Os ensaios de Fase 3 são estudos amplos e importantes, exigidos pelos reguladores para confirmar a eficácia e segurança de um novo fármaco ou abordagem terapêutica. Estes ensaios monitorizam efeitos secundários e comparam frequentemente o fármaco com um placebo ou com o tratamento padrão existente antes de poder ser considerada a aprovação regulamentar formal.


P: Existe uma quantidade diária máxima de Ataxil definida nas informações oficiais?

Os documentos oficiais não definem uma quantidade diária máxima, uma vez que o fármaco não é administrado diariamente. Em vez disso, a dosagem oficial é calculada com base na área de superfície corporal do doente para um ciclo de tratamento completo. Este ciclo é tipicamente administrado como uma perfusão num esquema cíclico, mais comummente a cada três semanas.


P: O que acontece em caso de administração excessiva de Ataxil?

Em casos de administração excessiva, as complicações mais antecipadas descritas nos documentos oficiais são a supressão grave da medula óssea (mielossupressão), danos nos nervos (neuropatia periférica) e inflamação das membranas mucosas (mucosite).


P: O Ataxil requer exames laboratoriais ou monitorização de rotina?

Sim, a rotulagem oficial exige a monitorização frequente das contagens de células sanguíneas periféricas para todos os doentes que recebem o fármaco. Isto é feito especificamente para vigiar uma queda significativa nos glóbulos brancos, conhecida como neutropenia grave, que é um risco sério associado ao fármaco.


P: Quais são as informações oficiais sobre o uso de Ataxil em doentes com problemas cardíacos?

Os avisos oficiais referem que podem ocorrer reações adversas cardiovasculares, tais como um ritmo cardíaco lento (bradicardia) e tensão arterial baixa (hipotensão), especialmente durante a própria perfusão. A avaliação cardíaca basal e a monitorização apertada são geralmente descritas como necessárias para doentes com condições cardíacas pré-existentes.


P: O Ataxil foi aprovado em países fora dos EUA?

Sim, a substância ativa do Ataxil (Paclitaxel) é um medicamento amplamente aprovado. O seu uso é regulado em inúmeras jurisdições a nível global, incluindo a União Europeia, o Reino Unido e o Canadá, conforme comprovado por múltiplos documentos regulamentares.


P: O Ataxil pode ser cortado ou esmagado?

Não. O medicamento não é fornecido numa forma oral sólida que possa ser cortada ou esmagada. É fornecido como um concentrado que deve ser diluído e administrado exclusivamente como uma perfusão intravenosa por pessoal médico qualificado num contexto clínico.


P: Existem diferenças específicas de género observadas nos estudos do Ataxil?

Alguma investigação clínica sugeriu que as mulheres podem apresentar uma taxa de depuração do fármaco do organismo mais lenta em comparação com os homens. Esta diferença na depuração, que se refere à rapidez com que o corpo remove o fármaco, pode potencialmente influenciar o risco de efeitos secundários agudos.


P: Uma pessoa com diabetes ou problemas de tensão arterial pode tomar Ataxil?

A tensão arterial elevada (hipertensão) é um efeito secundário documentado nalguns doentes que utilizam o fármaco. Devido ao potencial de reações adversas cardiovasculares, os doentes que têm condições pré-existentes como diabetes ou tensão arterial elevada necessitam frequentemente de uma monitorização rigorosa durante todo o ciclo de tratamento.


P: Quanto tempo é que o Ataxil permanece no organismo?

A substância ativa do Ataxil é eliminada do corpo principalmente através de depuração não renal (não através dos rins). As informações farmacocinéticas oficiais indicam que a semivida terminal do fármaco é de aproximadamente 21 horas.


P: Porque é que um médico pode interromper a prescrição de Ataxil?

Os documentos oficiais definem condições que exigem a interrupção ou suspensão do tratamento. Isto inclui a ocorrência de efeitos secundários graves, como uma reação de hipersensibilidade grave, ou quando as contagens de células sanguíneas específicas descem abaixo dos níveis mínimos exigidos (por exemplo, a contagem de neutrófilos descer abaixo de 1.500 células/mm³).


P: O que diz a investigação clínica sobre a eficácia a longo prazo do Ataxil?

Os ensaios clínicos incluíram estudos de extensão para recolher informações sobre o tratamento a longo prazo. Estes estudos de acompanhamento monitorizaram a atividade da doença medida e o estado funcional ao longo de períodos prolongados, nalguns casos até dois anos, em doentes que tiveram uma resposta inicial ao fármaco.


P: O que é considerado um resultado "esperado" ao iniciar o Ataxil?

A investigação clínica avaliou os resultados com base em critérios de resposta padronizados específicos para a condição em tratamento, tais como os critérios ACR20 na reumatologia. Os estudos também acompanharam alterações associadas nas medidas de função física e nos níveis de dor reportados pelos doentes como parte do benefício global esperado.


P: O Ataxil tem um aviso de "caixa negra" da FDA?

Sim, a rotulagem oficial do produto da FDA inclui uma Advertência em Destaque (Boxed Warning), frequentemente referida como um aviso de "caixa negra". Esta serve para alertar prescritores e doentes para riscos graves, que incluem especificamente a neutropenia grave (contagem baixa de glóbulos brancos), reações de hipersensibilidade grave e o potencial de mortes por toxicidade.

Como Ataxil deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Ataxil?

Esta informação baseia-se na rotulagem regulamentar oficial do produto (Paclitaxel concentrado).

Requisitos de Conservação

O frasco fechado deve ser conservado a uma temperatura igual ou inferior a 25°C e mantido dentro da embalagem exterior original para proteger o conteúdo da luz. A congelação é aceitável. O concentrado permanece quimicamente estável durante 28 dias após a primeira abertura, desde que seja conservado a 25°C. Uma vez diluído para perfusão, a estabilidade é limitada e varia consoante a solução e a temperatura (por exemplo, de 72 horas a 28 dias). Todas as soluções preparadas devem ser armazenadas em materiais que não contenham PVC.

Manuseamento e Eliminação

O Ataxil é classificado como um fármaco perigoso (agente citotóxico). Todo o produto não utilizado, medicamentos fora de validade e materiais contaminados devem ser manuseados e eliminados de acordo com os regulamentos locais e nacionais para resíduos farmacêuticos perigosos. Este medicamento não deve ser colocado no lixo doméstico nem despejado em canos ou sanitas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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