Astifen

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Astifen

O que é o Astifen: Definição e Composição

Propriedade Descrição
Princípio ativo Fumarato de Cetotifeno
Forma Comprimido oral, xarope oral, solução oftalmológica
Classe farmacológica Estabilizador de Mastócitos, Antagonista H₁
Uso comum Controlo profilático de condições alérgicas crónicas
Origem Composto Sintético

O Astifen é um medicamento sintético de princípio ativo único, definido pelo seu composto central, o Fumarato de Cetotifeno, que é globalmente classificado como um agente antialérgico. Trata-se de um composto concebido para gerir reações alérgicas através da atuação direta nos processos fisiológicos que iniciam a resposta imunitária. Estudos farmacológicos publicados por organismos oficiais confirmam que o Cetotifeno funciona como um antagonista não competitivo dos recetores H₁ e exibe propriedades comprovadas de estabilização de mastócitos. Este duplo mecanismo é clinicamente reconhecido por fornecer um suporte abrangente na gestão de problemas alérgicos de longo prazo.

A composição do Astifen centra-se exclusivamente no Fumarato de Cetotifeno, distinguindo-o como uma preparação focada num único ingrediente. Este composto sintético caracteriza-se pela sua capacidade de intervir em duas fases da cascata alérgica, oferecendo tanto um efeito preventivo contra a libertação de mediadores, como um bloqueio contra os efeitos da histamina já libertada.

Dupla Classificação Farmacológica e Formas do Astifen

O medicamento é definido pelos seus dois mecanismos principais, apoiados pela investigação: atua na inibição da libertação de mediadores alérgicos dos mastócitos enquanto, simultaneamente, bloqueia os recetores de histamina H₁. Esta ação combinada é altamente valorizada para abordar a natureza crónica das condições alérgicas, um posicionamento distinto de agentes que visam principalmente sintomas agudos e imediatos. Foi confirmado que o Fumarato de Cetotifeno tem um efeito demonstrado na redução da atividade das células inflamatórias e na libertação de mediadores.

O Astifen está disponível em múltiplas formas farmacêuticas adaptadas a diferentes vias de aplicação, incluindo uma preparação oral (comprimido ou xarope) para tratamento sistémico e uma solução oftalmológica para tratamento tópico. A disponibilidade de um xarope oral é um fator diferenciador que apoia o seu uso para a gestão continuada em vários grupos de pacientes.

Propósito Geral e Benefício Terapêutico

O objetivo geral do Astifen é proporcionar um controlo profilático e contínuo sobre condições alérgicas comuns, visando a fase inicial do processo inflamatório. Ao intervir na resposta imunitária, o medicamento visa reduzir a gravidade global e a frequência dos sintomas ao longo do tempo. Este benefício terapêutico deriva diretamente da sua capacidade de estabilizar as membranas dos mastócitos, apoiando a gestão sustentada de várias questões relacionadas com alergias, em vez de se limitar ao alívio agudo de um surto alérgico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Astifen?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Astifen (Fumarato de Cetotifeno) é estruturado com base na frequência e nos sistemas fisiológicos afetados. As reações são oficialmente agrupadas em categorias que variam de Frequentes a Muito Raras, conforme documentado na informação de prescrição.

Relativamente à forma oral (sistémica), são reportados frequentemente efeitos no Sistema Nervoso. As reações adversas frequentes incluem tipicamente sedação, tonturas e secura na boca. Estes efeitos ao nível do sistema nervoso central são frequentemente referidos como diminuindo espontaneamente após os primeiros dias de tratamento.

As reações sistémicas pouco frequentes listadas incluem cefaleias (dores de cabeça), cistite, insónia, exantema (erupção cutânea) e aumento de peso. O perfil de segurança da solução oftálmica (tópica) concentra-se em Afeções Oculares, sendo os efeitos comuns a irritação ocular, dor ocular e injeção conjuntival.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Embora muito raras, as reações adversas graves estão explicitamente documentadas nos dados de segurança. Estas incluem a Hepatite e reações cutâneas graves, tais como o Eritema multiforme e a Síndrome de Stevens-Johnson.

Existem também condicionantes específicas relacionadas com o paciente que estão formalizadas nas diretrizes de segurança. O uso sistémico de Astifen é contraindicado em indivíduos com historial de epilepsia ou convulsões, devido ao potencial de redução do limiar convulsivo. Além disso, observa-se que os efeitos dos depressores do sistema nervoso central, incluindo o álcool, podem ser potenciados quando utilizados concomitantemente. Para grupos específicos de pacientes, como as crianças, é assinalada uma potencial excitabilidade, sendo recomendada precaução na utilização em pacientes com função hepática comprometida.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de Astifen (Fumarato de Cetotifeno) caracteriza-se por efeitos documentados no Sistema Nervoso Central (SNC) e no Sistema Cardiovascular, exigindo assistência médica imediata de acordo com as determinações das autoridades oficiais.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

Uma sobredosagem pode apresentar uma dualidade de efeitos no SNC, que variam entre sedação acentuada, sonolência grave e desorientação, até sinais de excitação e hiperexcitabilidade, sendo estes últimos particularmente notados em crianças. Os resultados graves documentados nas informações oficiais incluem convulsões, taquicardia significativa (ritmo cardíaco acelerado), hipotensão (pressão arterial baixa) e a possibilidade de ocorrência de um coma reversível.

Ações de Emergência Necessárias

Em caso de qualquer suspeita de sobredosagem, é obrigatória a procura imediata de assistência médica e o contacto com os serviços de emergência. A prestação de cuidados de emergência é essencial quando os sintomas envolvem estimulação do SNC, sonolência profunda ou instabilidade cardiovascular. As estratégias de gestão oficiais são sintomáticas e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para esta substância.

Os procedimentos oficiais para casos de ingestão recente podem incluir a realização de lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado. Adicionalmente, as orientações estabelecem que os pacientes devem ser mantidos sob vigilância médica prolongada por um período de até 48 horas, devido à possibilidade de um início tardio dos sintomas.

Usos terapêuticos de Astifen

O que o Astifen Trata: Principais Usos e Benefícios

O Astifen é frequentemente utilizado em áreas terapêuticas que envolvem sintomas persistentes de condições alérgicas crónicas. A sua aplicação ocorre geralmente em contextos onde é necessário suporte sintomático adicional, focando-se prioritariamente na gestão a longo prazo e na profilaxia.

O medicamento é aplicado em domínios que requerem apoio sintomático suplementar, incluindo a rinite alérgica, a urticária crónica e a conjuntivite alérgica, podendo também integrar os cuidados de suporte na asma alérgica. Auxilia na abordagem de grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores, tais como o prurido persistente, o lacrimejo ocular, os espirros e a irritação nasal.

"É considerado relevante para atenuar sintomas desafiantes que criam um impacto funcional percetível durante as fases em que as manifestações alérgicas se tornam mais evidentes."

Esta aplicação é pertinente em cenários que envolvem manifestações recorrentes ou episódicas, nos quais a abordagem de longo prazo oferece um suporte que ajuda a aliviar a carga global dos sintomas. O Astifen contribui para a melhoria do conforto quotidiano, auxiliando na manutenção de uma sensação de estabilidade durante os períodos sintomáticos.

Facto Rápido

Facto Rápido: Relevante para a gestão do Prurido (Comichão) Alérgico Crónico

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Astifen (Fumarato de Cetotifeno) é estritamente definida com base na idade, no estado fisiológico e em condições de saúde subjacentes.

A exclusão mais restritiva é a contraindicação motivada por uma hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer outro componente da formulação específica. Indivíduos com esta condição não devem utilizar o medicamento.

Elegibilidade e Estado de Restrição

Estado Grupo Populacional Aplicável Base de Restrição
Contraindicado Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou excipientes. Exclusão Absoluta
Não Estabelecido Crianças com menos de 3 anos de idade (formulação oftálmica). Limiar de Idade Mínima
Uso Restrito Mulheres grávidas (FDA Categoria C); o uso está limitado a circunstâncias imperativas. Estado Fisiológico
Precaução Necessária Pacientes com historial de epilepsia (forma oral, devido ao potencial de redução do limiar convulsivo). Restrição por Comorbilidade

O uso em populações específicas, como idosos ou pessoas com insuficiência renal ou hepática, habitualmente não requer um ajuste posológico específico para a solução oftálmica. No entanto, a formulação oral exige precaução em pacientes diabéticos, devido ao teor de hidratos de carbono da forma em xarope, e naqueles que tomam antidiabéticos orais, devido a relatos raros de trombocitopenia. Mulheres em período de aleitamento devem evitar a forma oral, enquanto a utilização da forma oftálmica requer precaução adicional.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção descreve os padrões de interação oficialmente documentados para o Astifen (Fumarato de Cetotifeno), conforme detalhado na informação regulamentar e nos rótulos de prescrição.


Padrões de Interação Documentados

Tipo de Interação Agente/Categoria de Interação Declaração Regulamentar
Farmacodinâmica Depressores do SNC (Sedativos, Hipnóticos) Pode potenciar os efeitos destes agentes.
Farmacodinâmica Outros Anti-histamínicos Pode potenciar os efeitos.
Exposição/Monitorização Antidiabéticos Orais Relatos raros de uma queda reversível na contagem de trombócitos (trombocitopenia); recomenda-se a monitorização da contagem de plaquetas.
Farmacodinâmica Álcool Pode potenciar os efeitos do álcool.

Restrições e Precauções das Formulações

Os documentos regulamentares incluem restrições e precauções específicas relacionadas principalmente com o conservante da solução oftálmica e com a composição do xarope oral.

No caso da solução oftálmica, os pacientes que utilizam lentes de contacto moles devem retirá-las antes da aplicação e aguardar um período determinado (geralmente entre 10 a 15 minutos) antes de as voltar a colocar. Isto deve-se à potencial absorção do conservante cloreto de benzalcónio.

O teor de hidratos de carbono na formulação em xarope oral requer consideração em pacientes que gerem a diabetes mellitus.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Astifen centra-se na modulação precisa de sistemas fundamentais de sinalização biológica, o que resulta na alteração da atividade em vias fisiológicas específicas.

Modulação Direcionada de Sistemas Centrais de Recetores

O Astifen inicia o seu efeito através da ligação seletiva a sistemas de recetores definidos que regulam a comunicação celular. Este evento de ligação funciona como o principal interruptor mecanístico, podendo iniciar ou suprimir o sinal molecular inicial. Esta atividade focada envolve mecanismos relevantes em sistemas onde ocorre um ajuste direcionado das vias de sinalização.

Modulação das Cascatas de Transdução de Sinal

Após a interação com os recetores, o fármaco modifica as cascatas de transdução de sinal resultantes — a sequência de etapas moleculares que transmitem o sinal para o interior da célula. Ao influenciar mensageiros internos fundamentais, o Astifen reduz ou altera a atividade de vias que possam apresentar uma ativação excessiva. Esta modificação altera a dinâmica da sinalização, influenciando a amplificação ou a atenuação global dos sinais moleculares.

Influência na Atividade Fisiológica Sistémica

A influência desta atividade direcionada ao nível molecular e das vias de sinalização estende-se à modulação de padrões de atividade dentro dos sistemas fisiológicos. O Astifen ativa mecanismos que influenciam os processos de retroalimentação nestas vias, o que envolve o ajuste de processos impulsionados por padrões de sinalização distintos. Esta influência resulta num ajuste dos padrões de atividade nas vias visadas, de forma consistente com o seu perfil mecanístico.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Astifen: Diretrizes Oficiais de Administração

O Astifen (Fumarato de Cetotifeno) é administrado através de duas vias principais: a via oral, para tratamento sistémico, e a via oftálmica, para uso tópico ocular. O protocolo de administração está padronizado e baseia-se estritamente nas informações de prescrição regulamentares.

Dosagem Padrão e Frequência

Via de Administração Dose Padrão (Adultos e Crianças ≥ 3 anos) Frequência e Contexto
Comprimido/Xarope Oral 1 mg, duas vezes ao dia. A dose pode ser aumentada para 2 mg, duas vezes ao dia, se necessário. Tomar com alimentos. Duas vezes ao dia, de manhã e à noite.
Solução Oftálmica Uma gota no(s) olho(s) afetado(s). Duas vezes ao dia, com doses intervaladas por 8 a 12 horas.

Protocolos de Utilização e Condições Especiais

Para crianças entre os 6 meses e os 3 anos, a dose oral é calculada com base no peso, sendo habitualmente administrada na proporção de 0,05 mg por quilo de peso corporal, duas vezes ao dia, utilizando a formulação em xarope. Por norma, não se exige um ajuste posológico específico para pacientes idosos. A dose oral padrão de 1 mg é aplicável a crianças a partir dos três anos de idade.

O tratamento sistémico requer frequentemente um período de manutenção de, no mínimo, dois a três meses para que se atinja o efeito total esperado. Caso se pretenda cessar o tratamento oral, as diretrizes oficiais indicam que a dose deve ser reduzida progressivamente ao longo de um período de duas a quatro semanas. Relativamente à solução oftálmica, as lentes de contacto moles devem ser retiradas antes da aplicação, devendo aguardar-se pelo menos 10 minutos antes de as voltar a colocar. A solução destina-se estritamente ao uso tópico no olho. A ranhura presente no comprimido oral serve apenas para facilitar a ingestão, não tendo como finalidade a divisão da dose em metades exatas.

Evidência clínica recente

Evidência da Investigação: Visão Geral dos Estudos sobre o Astifen

Esta secção resume a investigação publicada e os estudos realizados sobre o Astifen (Fumarato de Cetotifeno) em relação às suas utilizações estabelecidas. O objetivo é descrever o que foi observado nos estudos e o que ainda permanece incerto, utilizando uma linguagem neutra que evita fazer afirmações sobre resultados individuais.


Evidência para o Uso em Conjuntivite Alérgica (Alergia Ocular)

A solução oftálmica de Astifen foi estudada em condições caracterizadas por conjuntivite alérgica. A investigação incluiu ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECCA) de curto prazo e estudos que utilizaram o modelo de Teste de Provocação Alergénica Conjuntival (CAC). Estes estudos foram utilizados na investigação que explora a forma como os sintomas mudam ao longo do tempo, focando-se em condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas de alergias oculares.

Os investigadores monitorizaram principalmente os sintomas e resultados relacionados com o desconforto físico no olho, tais como as pontuações relatadas pelos doentes para o prurido ocular e as pontuações dos investigadores para sinais físicos como a vermelhidão conjuntival e a quemose (edema). Os ensaios foram tipicamente relevantes em testes que avaliaram padrões de sintomas a curto prazo ou episódicos, com períodos de acompanhamento que variaram entre uma dose única (minutos após a provocação) até regimes de manutenção de cerca de um mês. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, e os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com as alterações medidas nos sintomas.


Evidência para o Uso em Rinite Alérgica Crónica (Alergias Nasais)

O Astifen (preparação oral) foi estudado em condições caracterizadas por rinite alérgica crónica, uma condição marcada por limitações funcionais e períodos de intensificação dos sintomas. O corpo de evidência inclui revisões sistemáticas e ensaios clínicos, aplicados em estudos que examinam as experiências relatadas pelos doentes relacionadas com a irritação nasal.

A investigação examinou resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, tais como pontuações detalhadas de sintomas nasais (ex.: espirros, rinorreia, obstrução nasal) e resultados relatados pelos doentes que descrevem o desconforto percebido, recolhidos através de questionários de qualidade de vida. Os estudos realizados durante períodos de maior atividade sintomática relataram como os sintomas evoluíram nas populações observadas ao longo de intervalos de tempo definidos, tipicamente de várias semanas.


Evidência em Grupos Específicos de Doentes (Populações Especiais)

A investigação que explora o Astifen foi avaliada em grupos etários específicos, predominantemente crianças para a preparação oral e adultos para a preparação oftálmica. O volume de investigação inclui um número significativo de estudos para a sua utilização como agente profilático em crianças, incluindo algumas avaliadas a partir dos 6 meses de idade com asma leve a moderada ou pieira.

No entanto, carece de evidência comparativa para estratos de gravidade específicos, o que significa que os dados para certos grupos permanecem insuficientes, particularmente para indivíduos com as manifestações mais pronunciadas ou condições concomitantes complexas. Além disso, não estão disponíveis dados específicos que comparem a utilização da preparação oral na população idosa com outros grupos etários, e os dados relativos à investigação realizada durante a gravidez permanecem altamente limitados.


O Que Ainda é Incerto Sobre a Investigação do Astifen

Uma revisão minuciosa da evidência destaca o que é conhecido e o que ainda permanece incerto:

  • Evidência Comparativa: Carece de evidência comparativa face a certos tratamentos para condições como a rinite alérgica e a asma, o que torna difícil contextualizar totalmente o seu perfil de investigação atual.
  • Resultados a Longo Prazo: Existe informação limitada para resultados a longo prazo no que diz respeito à manutenção dos padrões de sintomas, uma vez que as durações de acompanhamento foram limitadas em muitos estudos fundamentais.

A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais; os resultados descrevem padrões de grupo e não resultados pessoais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Astifen (FAQ)


P: Quanto tempo demora o Astifen a começar a fazer efeito?

R: O tempo necessário para se observar um efeito está relacionado com a formulação específica. A solução oftálmica (colírio) é descrita em documentos regulamentares como tendo uma ação rápida, frequentemente poucos minutos após a administração tópica. A preparação oral é utilizada para a profilaxia (prevenção) de condições crónicas, e as informações oficiais indicam que o uso contínuo durante, pelo menos, dois a três meses é geralmente necessário para atingir o benefício terapêutico total previsto.


P: O Astifen precisa de ser descontinuado gradualmente?

R: As diretrizes oficiais para a preparação oral referem que a cessação abrupta do tratamento não é recomendada. Em vez disso, a dose deve ser reduzida progressivamente ao longo de um período de duas a quatro semanas. Esta redução gradual é o procedimento padrão descrito nas informações de prescrição regulamentares quando o tratamento é interrompido.


P: O Astifen tem efeito nos níveis de açúcar no sangue?

R: Não se conhece uma capacidade da substância ativa em si para alterar diretamente os níveis gerais de açúcar no sangue. No entanto, a documentação oficial observa uma precaução específica de que a formulação do xarope oral contém hidratos de carbono. Por este motivo, doentes que gerem a diabetes mellitus devem ter em consideração o teor de hidratos de carbono do xarope ao utilizar o medicamento.


P: Quanto tempo permanece o Astifen no organismo?

R: De acordo com dados farmacocinéticos, o fármaco é eliminado do corpo em duas fases. Após o uso oral, apresenta uma semivida final de aproximadamente 21 horas. Para a solução oftálmica, a absorção sistémica é geralmente muito limitada, resultando frequentemente em níveis plasmáticos que se encontram abaixo do limite de medição fiável.


P: O que acontece se eu parar de tomar Astifen subitamente?

R: As orientações regulamentares referem que a cessação abrupta da preparação oral não é o procedimento aconselhado. O processo aprovado para interromper o tratamento envolve a redução gradual da dose ao longo de várias semanas. Esta redução progressiva é o procedimento recomendado detalhado na documentação oficial de prescrição.


P: Que tipo de investigação foi realizada sobre o Astifen?

R: Os estudos examinaram os efeitos do Astifen em condições como a conjuntivite alérgica e a rinite alérgica crónica. A investigação inclui ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECCA) de curto prazo para a forma oftálmica, e ensaios clínicos que monitorizam alterações nos sintomas relatados pelos doentes para a preparação oral.


P: Que tipos de populações de doentes foram incluídos nos ensaios clínicos do Astifen?

R: A investigação clínica foi avaliada em vários grupos etários. A solução oftálmica foi estudada principalmente em adultos, enquanto a preparação oral possui um corpo significativo de investigação que envolve crianças, incluindo avaliações em crianças a partir dos 6 meses de idade.


P: O Astifen é um tipo de antibiótico?

R: Não. Os documentos oficiais classificam o Astifen (Fumarato de Cetotifeno) como um estabilizador de mastócitos e um antagonista dos recetores H₁ da histamina. Isto indica que é um agente antialérgico utilizado para gerir sintomas relacionados com alergias, e não um medicamento utilizado para tratar infeções bacterianas.


P: O Astifen é um analgésico para a dor?

R: O Astifen está classificado como um agente antialérgico e é utilizado para o controlo a longo prazo de condições alérgicas crónicas. Embora a redução da inflamação possa influenciar o desconforto, as entidades regulamentares não o classificam como um analgésico geral ou primário.


P: O Astifen pode ser tomado a longo prazo?

R: A preparação oral é indicada para a gestão a longo prazo e controlo profilático de condições alérgicas. Os documentos oficiais afirmam que é necessário um período de manutenção contínua de dois a três meses para atingir o efeito total, o que é consistente com o seu posicionamento para uma gestão sustentada.


P: O Astifen está disponível sem receita médica?

R: A disponibilidade depende da formulação específica. A solução oftálmica (colírio) de Fumarato de Cetotifeno está amplamente disponível como um medicamento não sujeito a receita médica (MNSRM) em muitas áreas. Por outro lado, as formulações orais em comprimido e xarope estão tipicamente disponíveis apenas mediante receita médica.


P: Existem versões genéricas do Astifen?

R: Sim. A substância ativa do Astifen, o Fumarato de Cetotifeno, está disponível em versões genéricas. As bases de dados regulamentares confirmam a disponibilidade de genéricos para várias formulações.


P: O Astifen pode afetar a fertilidade?

R: Os dados humanos controlados relativos ao efeito do fármaco na fertilidade humana são atualmente limitados. Os resumos regulamentares citaram estudos não humanos onde foi observada uma diminuição da fertilidade masculina em ratos machos aos quais foram administradas doses elevadas.


P: O Astifen pode ser utilizado durante a gravidez ou amamentação?

R: As orientações oficiais recomendam precaução durante a gravidez, e o seu uso é tipicamente limitado a circunstâncias imperativas onde o benefício potencial seja considerado superior ao risco. A forma oral deve ser evitada por mães que amamentam, embora a forma oftálmica seja geralmente considerada de baixo risco devido à absorção sistémica limitada.


P: E se eu tiver uma erupção cutânea ligeira após começar o Astifen?

R: Uma erupção cutânea (rash) está listada nos materiais regulamentares como um efeito secundário pouco frequente da preparação oral. Para qualquer erupção cutânea ligeira, os rótulos regulamentares mencionam que o contacto com um profissional de saúde é adequado, particularmente se a condição progredir.


P: O Astifen pode tornar-me mais sensível ao sol?

R: Algumas listagens de informações oficiais ao consumidor para a formulação oftálmica relataram "sensibilidade à luz" (fotofobia) como um possível efeito secundário. Isto sugere um potencial de sensibilidade à luz em alguns indivíduos, embora não esteja listado como um aviso primário ou comum.


P: O Astifen é eficaz para todas as suas utilizações aprovadas?

R: A evidência da investigação descreve as descobertas e os padrões de sintomas observados em estudos para condições aprovadas, tais como a conjuntivite alérgica e a rinite alérgica. Os documentos regulamentares oficiais delineiam as condições para as quais o fármaco foi aprovado, mas não fornecem uma afirmação global sobre a certeza de resultados individuais.

Como Astifen deve ser armazenado e descartado?

Instruções Oficiais de Conservação e Eliminação

O Astifen (ou a sua substância ativa, o Cetotifeno) deve ser conservado e manuseado de acordo com requisitos regulamentares específicos para garantir a sua estabilidade e eficácia.

Condições de Conservação:

Requisito Classificação Detalhes
Temperatura Temperatura Ambiente Controlada Conservar entre 4 °C e 25 °C, ou abaixo de 30 °C para determinadas formas farmacêuticas.
Ambiente Proteção contra Extremos Não congelar e manter afastado do calor excessivo, da luz e da humidade.
Acondicionamento Segurança Manter o medicamento no seu recipiente original, bem fechado e fora do alcance das crianças.
Estabilidade Validade após abertura Rejeitar os recipientes multidose de solução oftálmica quatro semanas após a abertura, mesmo que ainda reste solução. As unidades unidose devem ser eliminadas imediatamente após a utilização.

Regras de Eliminação:

Não elimine o Astifen através da canalização, como a sanita ou o ralo, a menos que receba instruções específicas em contrário na documentação que acompanha o produto.

Recomenda-se a utilização de programas comunitários de recolha de medicamentos. Caso estes não estejam disponíveis, misture o medicamento com uma substância indesejável, como borras de café ou terra, feche-o num recipiente e coloque-o no lixo doméstico, seguindo sempre as regulamentações locais de gestão de resíduos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Astifen encontrado em:

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