Asmakast

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Asmakast

O que é o Asmakast e qual a sua Composição Ativa?

O Asmakast é uma designação comercial específica para um medicamento cujo único componente ativo é a entidade química sintética e altamente seletiva Montelucaste (especificamente, montelucaste sódico). Este fármaco é estritamente um medicamento sujeito a receita médica. O Asmakast é administrado por via oral, estando disponível principalmente em formulações como comprimidos revestidos por película, comprimidos mastigáveis e grânulos orais, o que o posiciona como uma opção acessível para diferentes faixas etárias. A sua composição consiste num produto de entidade única destinado à absorção sistémica, o que significa que atua em todo o organismo para um controlo prolongado, em vez de proporcionar um alívio rápido e localizado.

Classificação do Asmakast: Um Antagonista dos Recetores dos Leucotrienos

Este medicamento é farmacologicamente definido como um Antagonista dos Recetores dos Leucotrienos (ARLT), uma classificação que o insere no grupo estabelecido dos agentes antiasmáticos. Os ARLT, ao contrário dos anti-histamínicos ou dos agentes inalatórios tradicionais, funcionam visando uma via bioquímica específica: ligam-se seletivamente ao recetor CysLT1 para bloquear os efeitos inflamatórios de mensageiros químicos como o leucotrieno D4 (LTD4). Esta ação específica é amplamente reconhecida clinicamente pela sua eficácia no controlo dos fatores inflamatórios subjacentes às doenças crónicas das vias respiratórias.

Objetivo Geral: Porque é utilizado este tipo de medicamento?

O objetivo terapêutico geral deste medicamento ARLT é proporcionar um suporte sustentado ao interromper a cascata inflamatória crónica que contribui para a hiperatividade das vias respiratórias. Ao inibir a ação dos leucotrienos, o Montelucaste auxilia na redução do inchaço e da contração muscular nas vias respiratórias. Esta ação ajuda a manter as vias respiratórias mais abertas e a estabilizar a função respiratória. A formulação oral conveniente direciona frequentemente a sua utilização para uma gestão consistente e de longo prazo em doentes que necessitem de terapêutica de manutenção.

Quais efeitos secundários são possíveis com Asmakast?

Possíveis efeitos adversos e informações de segurança

O perfil de segurança do Montelucaste (Asmakast) está estabelecido através de classificações regulamentares, com as reações adversas agrupadas por frequência e pelo sistema orgânico afetado, conforme documentado em fontes governamentais oficiais. Esta informação é puramente descritiva e não constitui aconselhamento.

Frequência das Reações Adversas

Classificação Exemplos de Reações Documentadas
Muito Frequentes Infeção das vias respiratórias superiores
Frequentes Cefaleia (dor de cabeça), dor abdominal, náuseas, vómitos, pirexia (febre), erupção cutânea, elevação das enzimas hepáticas
Pouco Frequentes Agitação, ansiedade, insónia, tonturas, sonolência, epistaxe (hemorragia nasal)
Raras/Muito Raras Anafilaxia, síndrome de Churg-Strauss, pensamentos e comportamentos suicidas, hepatite, síndrome de Stevens-Johnson

Classes de Sistemas de Órgãos e Reações Graves

Os efeitos adversos encontram-se documentados em diversos sistemas, incluindo os sistemas Gastrointestinal, Nervoso e Imunitário. Um foco regulamentar particular incide sobre as Perturbações Psiquiátricas, com eventos relatados que incluem agitação, depressão e, em casos raros, ideação e comportamento suicida. Este risco é realçado na rotulagem oficial.

Eventos sistémicos graves, embora raros, incluem condições eosinofílicas como a síndrome de Churg-Strauss e instâncias de hepatite. Estes eventos sistémicos são oficialmente registados, por vezes em contextos relacionados com a redução da terapêutica concomitante com corticosteroides.

Restrições Relacionadas com a Segurança

A rotulagem oficial contém restrições específicas sobre a utilização do medicamento. O Montelucaste não está indicado para o tratamento de ataques agudos de asma ou estado de mal asmático. Além disso, o medicamento não deve ser substituído abruptamente por corticosteroides inalatórios ou orais, sendo esta uma restrição de segurança fundamental documentada na informação de prescrição. Notas específicas indicam que a utilização em casos de insuficiência hepática grave não foi estudada, existindo dados registados para doentes pediátricos em diversos escalões etários.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

As informações regulamentares relativas à sobredosagem de Asmakast (Montelucaste) são estritamente definidas pelos resultados clínicos documentados e pelas medidas de suporte necessárias. A informação oficial de prescrição cita relatos de sobredosagem aguda em adultos, adolescentes e crianças, com doses únicas comunicadas que atingiram os 1000 mg.

Sinais de Sobredosagem Documentados e Medida Necessária Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações A sobredosagem aguda tem sido associada a manifestações que incluem dor abdominal, sonolência, sede, cefaleia (dor de cabeça), vómitos e hiperatividade psicomotora.
Medida de Emergência É necessária assistência médica urgente para a gestão da sobredosagem, a qual é estritamente definida como sintomática e de suporte.
Limitações na Gestão da Sobredosagem Declaração Regulamentar Oficial
Antídoto Específico A rotulagem regulamentar indica que não existe informação específica disponível sobre a existência de um antídoto dedicado.
Procedimentos de Remoção Desconhece-se se o Montelucaste pode ser removido do organismo de forma eficaz através de hemodiálise ou diálise peritoneal, o que limita estas opções processuais.

O perfil global de sobredosagem é estruturado por estes achados. Os sintomas documentados, observados em todos os grupos etários, servem como um indicador claro para procurar cuidados médicos profissionais imediatos. O plano de gestão é estritamente direcionado para o tratamento sintomático e de suporte, dada a ausência de um agente de reversão específico conhecido e a eficácia indeterminada de métodos de depuração extracorporal, como a diálise.

Usos terapêuticos de Asmakast

Para que é utilizado o Asmakast: Principais Indicações e Benefícios

O Asmakast é habitualmente utilizado na gestão de condições que envolvem sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos do sistema respiratório, proporcionando um alívio de suporte essencial. As suas utilizações principais estão em conformidade com as áreas terapêuticas estabelecidas para o controlo de sintomas respiratórios.

Este medicamento é geralmente utilizado para a profilaxia e controlo a longo prazo da asma, para a gestão de sintomas relacionados com a rinite alérgica (tanto sazonal como perene) e como medida preventiva na broncoconstrição induzida pelo exercício (BIE).

A aplicação deste medicamento contribui para atenuar a carga sintomática global nestas condições, apoiando os doentes durante episódios de maior desconforto.

“Esta terapia proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.”


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Respiratório
Grupos de Sintomas Abrangidos: Pieira persistente e tosse recorrente associada à asma, e sintomas de rinite como congestão nasal e corrimento nasal.

Controlo a Longo Prazo da Asma Crónica

Este medicamento é geralmente utilizado na profilaxia e no controlo a longo prazo da asma, abordando sintomas que interferem com o funcionamento diário. A sua aplicação contribui para aliviar a carga total de sintomas e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.

Alívio de Sintomas na Rinite Alérgica

O Asmakast é relevante para atenuar sintomas relacionados com a inflamação alérgica nas passagens nasais, podendo ser utilizado em casos sazonais ou perenes. Esta utilização contribui para um maior conforto durante períodos de aumento dos sintomas, apoiando o bem-estar geral.

Gestão da Reatividade das Vias Respiratórias Desencadeada pelo Exercício

É também aplicado em situações em que os doentes experienciam sintomas associados a alterações agudas ou episódicas após o esforço físico. Esta utilização profilática apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações de sintomas relacionadas com a atividade física.

Critérios de utilização e restrições

Esta secção descreve as regras de elegibilidade populacional oficialmente documentadas para o Asmakast (Montelucaste), baseadas em informações regulamentares. Não se destina a ser aconselhamento médico.


Contraindicações e Condições de Utilização

O Asmakast não deve ser utilizado por indivíduos com uma hipersensibilidade conhecida ao Montelucaste ou a qualquer componente do produto. É também contraindicado para utilização no tratamento de uma crise aguda de asma (broncospasmo agudo).

A utilização condicional aplica-se a doentes que tomam o medicamento para a rinite alérgica; as entidades reguladoras aconselham que a sua utilização seja reservada para aqueles que tenham uma resposta inadequada ou intolerância a terapias alternativas.

Grupo Etário Estado de Elegibilidade (por Indicação)
Adultos/Adolescentes (≥ 15 anos) Utilização estabelecida para todas as utilizações aprovadas.
Crianças (≥ 6 anos) Utilização estabelecida para asma, rinite alérgica e prevenção da broncoconstrição induzida pelo exercício (BIE).
Crianças (≥ 12 meses) Utilização estabelecida para a profilaxia da asma.
Lactentes (< 12 meses) Utilização Não Estabelecida para a profilaxia da asma.

Função Orgânica e Estados Fisiológicos

  • Compromisso de Órgãos: Não é necessário qualquer ajuste posológico para doentes com insuficiência renal ou insuficiência hepática ligeira a moderada. No entanto, a utilização em doentes com insuficiência hepática grave não foi avaliada.
  • Gravidez e Aleitamento: A utilização durante a gravidez e o aleitamento é geralmente considerada aceitável apenas se for claramente necessária/essencial, uma vez que os dados oficiais não estabeleceram um risco associado de malformações congénitas, estando documentada a excreção no leite humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos

O Asmakast (Montelucaste Sódico) pode interagir com determinados produtos medicinais, o que pode alterar a concentração de Asmakast no organismo ou modificar a atividade do outro medicamento. É fundamental que os doentes forneçam ao seu profissional de saúde uma lista completa de todos os medicamentos (com ou sem receita médica), vitaminas e suplementos à base de plantas que estejam a tomar.

Principais Categorias e Medicamentos com Potencial de Interação

Categoria do Produto / Medicamento Específico Efeito no Asmakast ou no Outro Medicamento
Indutores potentes das enzimas do citocromo P450 (ex.: Rifampicina, Fenobarbital) Podem diminuir a concentração de Asmakast na corrente sanguínea.
Genfibrozil (utilizado para o colesterol elevado) Pode aumentar significativamente a concentração de Asmakast na corrente sanguínea.

Detalhes sobre as Interações

  • A Rifampicina é um medicamento utilizado no tratamento de condições como a tuberculose. A administração conjunta com Rifampicina, um potente indutor enzimático, demonstrou reduzir a exposição plasmática do Asmakast em aproximadamente 40%. Apesar desta alteração, os resultados dos estudos clínicos indicam que, habitualmente, não se recomenda o ajuste da dose de Asmakast com base nestes achados.
  • Em termos gerais, não se prevê que o Asmakast cause alterações clinicamente significativas no metabolismo da maioria dos outros medicamentos comuns. Estudos demonstraram que o Asmakast não altera significativamente a atividade de fármacos como a varfarina, a teofilina, a digoxina ou contracetivos orais contendo etinilestradiol e noretisterona.

Nota Importante: Os indivíduos com asma cujos sintomas são agravados pela aspirina ou por Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) devem continuar a evitar estes produtos enquanto estiverem a tomar Asmakast.

Mecanismo de ação

Bloqueio Seletivo dos Recetores CysLT₁

Este domínio aborda o alvo molecular e a ação específica do princípio ativo do medicamento. A ação centra-se no recetor de leucotrienos cisteínicos do tipo 1 (recetor CysLT1), onde a molécula atua como um antagonista seletivo. Ao ligar-se a este recetor, o fármaco bloqueia de forma competitiva a ligação de mensageiros inflamatórios endógenos, principalmente o Leucotrieno D4 (LTD4), impedindo que estes se fixem e iniciem um sinal celular. Este passo fundamental define a atividade do fármaco como sendo específica para esta via dos eicosanoides.


Modulação do Tónus Muscular Liso e da Libertação de Fluidos nas Vias Respiratórias

Esta secção explica os efeitos a nível celular e tecidular resultantes do bloqueio dos recetores. O mecanismo do fármaco intervém na cascata inflamatória-contrátil impulsionada pelos leucotrienos. Ao prevenir a sinalização do LTD4, interrompe-se a ativação de mensageiros secundários que provocam a contração do músculo liso das vias respiratórias e o aumento da permeabilidade vascular. Esta ação limita a fuga localizada de fluidos (edema) e modula o tónus subjacente dos tecidos.


Modulação da Hiperreatividade das Vias Respiratórias

Este domínio relaciona as ações moleculares e celulares com o perfil fisiológico resultante. Através da inibição simultânea dos sinais de broncoconstrição e da moderação da resposta inflamatória (incluindo o recrutamento de células inflamatórias como os eosinófilos), o medicamento modula vias fundamentais associadas a respostas fisiológicas exacerbadas. O resultado é a modulação do estado fisiológico conhecido como hiperreatividade das vias respiratórias (HVR), o que se correlaciona com a preservação da desobstrução basal das vias aéreas.

Informações sobre dosagem e administração

O Asmakast é administrado estritamente por via oral, encontrando-se disponível em diversas apresentações, incluindo comprimidos revestidos por película de 10 mg, comprimidos mastigáveis de 4 mg e 5 mg, e grânulos orais de 4 mg. Para a gestão crónica das condições relevantes, o regime padrão para adultos e adolescentes (com idade igual ou superior a 15 anos) é de 10 mg uma vez por dia. Este padrão de frequência estabelece a necessidade de uma administração contínua e a longo prazo. Os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos, conforme descrito na rotulagem oficial. Não são necessários ajustes posológicos para idosos ou para doentes com insuficiência renal ou insuficiência hepática ligeira a moderada.

Momentos de Administração e Condições Especiais

A utilização oficial deste medicamento depende significativamente da condição a ser tratada, o que define o horário da toma:

  • Para o tratamento da asma crónica (ou quando associada à rinite alérgica), a dose deve ser geralmente tomada à noite.
  • No caso exclusivo da rinite alérgica, a dose diária pode ser tomada de manhã ou à noite.
  • Para a profilaxia da broncoconstrição induzida pelo exercício (BIE), deve ser administrada uma dose única de 10 mg pelo menos duas horas antes da atividade, com a restrição rigorosa de não tomar uma segunda dose num intervalo de 24 horas.

Preparação dos Grânulos Orais

As saquetas de grânulos orais requerem passos de preparação específicos: o conteúdo deve ser administrado no prazo de 15 minutos após a abertura. Os grânulos devem ser misturados com 5 mL de um líquido à temperatura ambiente (como leite artificial para lactentes ou leite materno) ou com uma colher de um alimento mole (como puré de maçã ou gelado) antes de serem deglutidos de imediato. Caso ocorra a omissão de uma dose diária, as instruções regulamentares estipulam que se deve retomar a dose seguinte no horário habitual, sem tomar duas doses simultaneamente.

Evidência clínica recente

Evidência Científica: Visão Geral dos Estudos sobre o Asmakast

Como Compreender a Informação dos Ensaios Clínicos

Ao analisar a investigação sobre o Asmakast, é útil compreender de que forma os estudos são realizados. A maior parte da investigação envolve Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA), nos quais os participantes são distribuídos aleatoriamente para receberem Asmakast, um placebo (uma substância inativa) ou outro tratamento. Os investigadores monitorizam depois os resultados, tais como alterações na função pulmonar — frequentemente medidas através do VEMS (Volume Expiratório Máximo no Primeiro Segundo), que avalia a quantidade de ar que uma pessoa consegue exalar — e os resultados relatados pelos doentes que descrevem o desconforto percecionado. A evidência apresentada abaixo reflete padrões de grupo observados nestes estudos específicos; a investigação não determina se um indivíduo terá uma resposta idêntica.


Evidência na Gestão da Asma Crónica

Estudos realizados durante períodos de maior atividade dos sintomas foram utilizados em investigações que exploram a evolução dos sintomas ao longo do tempo para avaliar o Asmakast em contextos de investigação para a asma crónica. A investigação analisou vários resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, incluindo medições da função pulmonar e relatos dos doentes sobre o desconforto percecionado e o nível de atividade. Estes estudos incluíram adultos e crianças com idade igual ou superior a 6 anos com asma persistente ligeira a moderada.

Os achados descrevem padrões observados nos estudos onde os grupos que receberam Asmakast registaram alterações médias nas medições da função pulmonar em comparação com os grupos placebo durante a duração do ensaio. Os estudos monitorizaram a evolução dos sintomas nas populações observadas, tendo os ensaios descrito padrões de sintomas relatados e de utilização de medicação de alívio nos grupos Asmakast em comparação com os grupos placebo a curto prazo.


Evidência na Prevenção da Broncoconstrição Induzida pelo Exercício (BIE)

O Asmakast foi avaliado em estudos de curto prazo especializados, incluindo desenhos de estudo cruzados (cross-over), focados na investigação do fármaco no contexto de sintomas induzidos pelo exercício. Os estudos analisaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional e padrões de sintomas flutuantes. A investigação examinou a duração da proteção e as alterações nas medições do VEMS após um desafio de exercício padronizado em ambiente laboratorial.

Após a administração única ou de curto prazo, os estudos monitorizaram resultados objetivos relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional; os dados mostram padrões relacionados com as medições do VEMS em comparação com o placebo. A investigação que explorou as alterações de curto prazo nos sintomas descreveu variabilidade no período de tempo em que as alterações agudas foram mantidas após a administração.


Limitações e Incertezas na Evidência do Asmakast

A maioria da evidência deriva de estudos com durações de acompanhamento limitadas, durando tipicamente de algumas semanas até seis meses. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e a evidência é limitada quanto à durabilidade ou consistência dos achados relatados para períodos superiores a um ano. Da mesma forma, os estudos focados em doentes com condições crónicas coexistentes são limitados, o que significa que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas e podem não refletir a complexidade de condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Asmakast (FAQ)

P: Qual é a rapidez com que o Asmakast começa a atuar nos problemas respiratórios?

R: O Asmakast é rapidamente absorvido após a administração por via oral, sendo que a concentração máxima da substância ativa na corrente sanguínea é habitualmente atingida em cerca de três a quatro horas para a forma em comprimido. A informação oficial indica que este medicamento se destina à gestão crónica da doença, e os estudos clínicos foram realizados com base na sua utilização de forma consistente e contínua.

P: Porque é que algumas pessoas tomam o Asmakast à noite?

R: Para o controlo contínuo da asma crónica, ou quando o tratamento abrange simultaneamente a asma e a rinite alérgica, as instruções oficiais de administração indicam que a dose deve ser geralmente tomada uma vez por dia, à noite. Esta preferência de horário baseia-se no esquema de administração que foi utilizado e avaliado em ensaios clínicos específicos.

P: O Asmakast é um medicamento preventivo ou um tratamento de emergência?

R: O Asmakast está indicado para a profilaxia e para o tratamento crónico de longa duração de condições como a asma. As informações oficiais de segurança especificam que este medicamento não está indicado para ser utilizado como medicação de emergência (resgate) para reverter episódios agudos de falta de ar ou broncospasmo.

P: Qual é a diferença entre o Asmakast e um broncodilatador?

R: O Asmakast é classificado como um Antagonista dos Recetores dos Leucotrienos (ARLT); atua bloqueando mensageiros inflamatórios chamados leucotrienos. Isto difere dos broncodilatadores, que são uma classe de medicamentos que atuam através do relaxamento direto dos músculos das vias respiratórias para proporcionar um alívio rápido. A informação oficial confirma que o Asmakast não é um broncodilatador para o tratamento de crises agudas.

P: O Asmakast é o mesmo tipo de medicamento que um inalador?

R: Não. O Asmakast está formulado para uso oral (sob a forma de comprimido, comprimido mastigável ou grânulos), o que significa que atua de forma sistémica (em todo o organismo). Isto difere da maioria dos medicamentos de emergência comuns, que são habitualmente administrados através de um inalador para proporcionar um alívio rápido e localizado diretamente nas vias respiratórias.

P: O Asmakast pode ser tomado a longo prazo?

R: Os documentos regulamentares oficiais indicam que o Asmakast é utilizado para o tratamento crónico da asma. A informação oficial do produto refere que os doentes em tratamento prolongado são habitualmente monitorizados de forma regular pelo seu profissional de saúde para avaliar os efeitos do tratamento.

P: O Asmakast pode ser partido ou esmagado?

R: As instruções oficiais de preparação para os grânulos orais fornecem passos específicos para a sua mistura com alimentos moles ou líquidos. No entanto, a informação regulamentar para os comprimidos revestidos por película e comprimidos mastigáveis não inclui quaisquer instruções para partir ou esmagar estas formas farmacêuticas, o que é geralmente interpretado como devendo as mesmas ser deglutidos inteiras, conforme formuladas.

P: O que acontece se parar de tomar o Asmakast subitamente?

R: As instruções oficiais de segurança alertam que o Asmakast não deve ser substituído abruptamente por corticosteroides inalados ou orais. Além disso, as orientações oficiais indicam que, se um utilizador ou cuidador observar alterações preocupantes no comportamento ou novos sintomas neuropsiquiátricos, deve interromper a toma do medicamento e contactar imediatamente um profissional de saúde.

P: O Asmakast interage com o álcool?

R: A informação oficial do produto não reporta uma interação específica entre o Asmakast e o álcool. No entanto, nota-se que o Montelucaste tem sido associado à elevação das enzimas hepáticas e, em casos raros, a lesões hepáticas (hepatite) em relatórios pós-comercialização. O efeito do consumo excessivo de álcool no fígado é uma consideração geral para qualquer medicamento com metabolismo hepático.

P: O Asmakast pode ser tomado com analgésicos comuns de venda livre?

R: Estudos clínicos indicam que o Asmakast não afeta habitualmente o metabolismo da maioria dos outros medicamentos comuns, incluindo os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Contudo, a documentação oficial refere que indivíduos com asma, cujos sintomas são conhecidos por se agravarem com a aspirina ou com AINEs, devem continuar a evitar estes produtos.

P: O Asmakast pode causar alterações de peso?

R: As alterações de peso não estão listadas entre as reações adversas muito frequentes, frequentes ou pouco frequentes que foram documentadas nos ensaios clínicos oficiais ou nas secções de vigilância pós-comercialização da informação do produto.

P: O Asmakast requer monitorização especial?

R: A informação oficial refere que os doentes e cuidadores devem estar atentos a alterações de comportamento ou a novos sintomas neuropsiquiátricos durante a utilização do medicamento. Para indivíduos em tratamento de longa duração, a realização de exames médicos regulares com um profissional de saúde faz parte do padrão de cuidados.

P: O que diz a investigação sobre a utilização do Asmakast em sintomas induzidos pelo exercício?

R: A investigação demonstrou que uma dose única de Asmakast proporcionou um efeito protetor contra a broncoconstrição induzida pelo exercício (BIE) até 24 horas após a administração. O medicamento está oficialmente indicado para a prevenção da BIE em grupos etários específicos, de acordo com fontes regulamentares.

P: O Asmakast é considerado um tratamento de primeira linha?

R: A informação oficial indica que, para o tratamento da rinite alérgica (sazonal ou perene), a utilização de Asmakast deve ser reservada para doentes que não responderam adequadamente ou que não toleram terapias alternativas.

P: Existem fatores genéticos conhecidos que afetem a forma como o Asmakast atua?

R: A informação oficial indica que o fármaco é processado principalmente no fígado através de enzimas específicas, como a CYP2C8. Variações genéticas nestas enzimas metabolizadoras podem influenciar a concentração do medicamento no organismo, conforme observado em fontes autorizadas.

P: O Asmakast está disponível em diferentes dosagens ou formas?

R: Sim. De acordo com a informação oficial do produto, o Asmakast está disponível em comprimidos revestidos por película de 10 mg, comprimidos mastigáveis de 4 mg e 5 mg, e numa formulação de grânulos orais de 4 mg.

Como Asmakast deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Asmakast

A conservação e a eliminação do Asmakast (montelucaste sódico) devem seguir rigorosamente as condições definidas na rotulagem oficial, de modo a manter a estabilidade e a segurança do produto.

Requisitos de Conservação

O Asmakast deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, entre os 20°C e os 25°C (68°F a 77°F), sendo permitidas variações até aos 30°C (86°F). O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original e protegido tanto da luz como da humidade. A formulação em grânulos orais exige que o conteúdo da saqueta seja administrado num prazo de 15 minutos após a abertura; o conteúdo aberto ou o material já misturado não deve ser guardado.

Eliminação e Segurança

Todos os medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças. O Asmakast não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos, tais como a utilização de programas de recolha de medicamentos ou seguindo orientações oficiais para a eliminação segura no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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