Asadin

Links rápidos para seções importantes

Asadin

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Asadin

Informações Essenciais

Propriedade Descrição
Substância ativa Trióxido de Arsénio (As2O3)
Forma farmacêutica Solução injetável estéril
Classe farmacológica Agente antineoplásico (Agente quimioterápico)
Utilização comum Interrompe a proliferação celular descontrolada
Origem Composto inorgânico sintético

Definição do Asadin: Um Agente Antineoplásico Especializado

O Asadin é um medicamento sujeito a receita médica, de elevada potência, classificado na classe farmacológica dos Agentes Antineoplásicos, um termo utilizado para fármacos que se opõem ao crescimento de células malignas. Esta categoria de fármacos especializados é também vulgarmente designada por agentes quimioterápicos, uma vez que a sua função principal é atingir e interferir com processos celulares anómalos. O mecanismo de ação do Trióxido de Arsénio é clinicamente reconhecido pela sua capacidade de visar a proteína de fusão aberrante, frequentemente associada às condições que o fármaco se destina a tratar. Esta terapia especializada está reservada exclusivamente para administração em ambientes hospitalares ou clínicos controlados por profissionais de saúde, confirmando o seu papel em estratégias terapêuticas complexas e intensivas.

Composição e Forma Farmacêutica do Asadin

O componente terapêutico central do Asadin é a sua única substância ativa, o Trióxido de Arsénio (As2O3), que consiste num composto químico inorgânico e numa preparação sintética para fins farmacêuticos. O Asadin diferencia-se especificamente pela sua formulação como Solução Injetável Estéril num veículo aquoso, assegurando a sua estabilidade e adequação para entrada direta na corrente sanguínea. Esta forma farmacêutica específica é necessária porque a via pretendida é a Administração Intravenosa (IV), que permite uma entrega sistémica rápida e controlada da espécie ativa de As(III).

Função Terapêutica Geral e Ação de Alto Nível

O objetivo terapêutico geral do Asadin é interromper o crescimento celular descontrolado que caracteriza determinadas condições médicas. O fármaco alcança este objetivo funcionando simultaneamente como um Indutor de Apoptose e um Agente de Diferenciação ao nível celular. Isto significa que o medicamento ajuda o organismo a levar as células anómalas a entrar em morte celular programada, um mecanismo natural de eliminação, enquanto incentiva, em simultâneo, as células imaturas e disfuncionais a progredirem para um estado funcional normal. Esta ação dupla e singular é fundamental para as estratégias médicas que visam resolver formas específicas de disfunção celular e apoiar a restauração do equilíbrio celular normal.

Quais efeitos secundários são possíveis com Asadin?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Asadin (Trióxido de Arsénio) está estruturado para comunicar tanto as reações comuns previstas como os eventos críticos menos frequentes. Os efeitos secundários listados oficialmente são classificados por categorias de frequência, com muitos efeitos gerais e sistémicos documentados como Muito Frequentes (afetam 1 ou mais em cada 10 doentes).

As reações categorizadas como Muito Frequentes incluem frequentemente fadiga, febre (pirexia), dor de cabeça (cefaleia), náuseas, vómitos, diarreia e alterações na química corporal, tais como a hipocaliemia (baixos níveis de potássio) e a hipomagnesemia (baixos níveis de magnésio). As reações são também agrupadas pelo sistema fisiológico afetado, incluindo Doenças Gastrointestinais, Doenças do Sistema Nervoso e Doenças Cardíacas.


Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Existem várias reações adversas graves especificamente destacadas na documentação clínica. As mais significativas incluem a Síndrome de Diferenciação de LPA, uma condição inflamatória grave observada frequentemente durante os primeiros dois meses da terapia inicial, e a Cardiotoxicidade.

A cardiotoxicidade manifesta-se principalmente como o prolongamento do intervalo QTc, uma anomalia elétrica do coração que acarreta o risco de uma arritmia potencialmente fatal denominada Torsade de Pointes. Por este motivo, é recomendada precaução quando o medicamento é utilizado em doentes com problemas cardíacos pré-existentes ou com outros agentes que possam também prolongar o intervalo QTc.

As notas de segurança também abrangem populações específicas, advertindo que é necessária monitorização quanto ao aumento da toxicidade em doentes com insuficiência renal ou hepática grave. Além disso, as informações oficiais indicam que o medicamento pode causar efeitos prejudiciais no feto.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda Médica

A sobredosagem com Asadin (Trióxido de Arsénio) está associada a uma toxicidade sistémica aguda e grave. As manifestações podem incluir sintomas gastrointestinais acentuados, tais como dor abdominal forte, náuseas persistentes, vómitos e diarreia. Estão documentados potenciais efeitos no sistema nervoso central, incluindo edema cerebral e convulsões, que exigem uma observação rigorosa. As alterações cardiovasculares são críticas, abrangendo a taquicardia e o prolongamento do intervalo QTc, a par de distúrbios metabólicos como a hipocalémia e a hipomagnesemia graves.

A toxicidade grave é classificada como potencialmente fatal. Entre os desfechos graves documentados encontram-se o desenvolvimento de uma arritmia ventricular fatal conhecida como Torsade de pointes e o bloqueio atrioventricular completo. Uma complicação específica e urgente é a Síndrome de Diferenciação de LPA, caraterizada por febre inexplicável, dificuldade respiratória (dispneia) e aumento de peso, a qual exige uma intervenção imediata.

Deve ser procurada assistência médica imediata perante qualquer sinal de síncope (desmaio) ou batimento cardíaco rápido ou irregular, o que obriga a internamento hospitalar e monitorização contínua. A gestão é sintomática e de suporte. Perante a suspeita de Síndrome de Diferenciação, é necessária a iniciação imediata de corticosteroides em doses elevadas, sendo igualmente obrigatória a correção de todos os desequilíbrios eletrolíticos para prevenir eventos cardíacos graves. As informações técnicas sugerem que podem ser necessários ajustes na dosagem em doentes com insuficiência hepática ou renal grave, devido ao risco de aumento da exposição ao fármaco.

Usos terapêuticos de Asadin

O que o Asadin trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Asadin é utilizado como uma opção terapêutica especializada para tratar um cancro do sangue específico e agudo: a Leucemia Promielocítica Aguda (LPA), que se carateriza pela presença da expressão genética PML/RAR-alfa. O medicamento é utilizado em contexto clínico para gerir casos de LPA recém-diagnosticados de risco baixo a intermédio (frequentemente em combinação com outros agentes) e em casos onde a doença reapareceu ou não respondeu a tratamentos anteriores (LPA em recaída ou refratária). A sua utilização é considerada relevante em diferentes fases da patologia. Esta abordagem é pertinente em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional devido à natureza aguda e instável da condição.


Terapia Alvo para a LPA

O principal benefício deste medicamento é o apoio ao objetivo de alcançar e manter a remissão. É utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes associados à patologia subjacente. Isto contribui para aliviar a carga sintomática global e ajuda na gestão da doença ao longo do tempo.


Abordagem de Grupos de Sintomas Associados à LPA

Esta terapia é aplicada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis associados ao desequilíbrio sistémico na produção de células sanguíneas. É relevante na abordagem de manifestações graves, tais como a tendência hemorrágica específica associada à LPA. A aplicação nestes cenários pode auxiliar no suporte da estabilidade funcional.

Facto Rápido: Suporte do Estado das Células Sanguíneas
Indicação Principal: Leucemia Promielocítica Aguda (LPA)
Cenário de Uso: Terapia de primeira linha e terapia de salvação
Principal Benefício: Apoia o objetivo de alcançar e manter a remissão

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade e Restrições Oficiais

O Asadin (Trióxido de Arsénio para Injeção) está estritamente restrito à utilização em adultos com diagnóstico de Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) cuja condição seja caraterizada pela expressão genética PML/RAR-alfa, servindo tanto como terapia de primeira linha como em situações de recidiva. A elegibilidade é definida por contraindicações formais e limitações específicas em determinadas populações, detalhadas na rotulagem regulamentar oficial.


Classificação Estado e Condição
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao trióxido de arsénio ou aos excipientes, ou aqueles com uma arritmia ventricular ou intervalo QTc prolongado.
Estado Proibido O uso é contraindicado durante a gravidez (devido ao risco para o feto) e não é recomendado durante o aleitamento.
Utilização Restrita Doentes com insuficiência hepática ou renal grave requerem monitorização obrigatória da toxicidade; a utilização está dependente da correção prévia de desequilíbrios eletrolíticos (ex: baixos níveis de potássio ou magnésio).
Limitação de Idade A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com menos de 17 anos de idade.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações oficiais sobre o Asadin (Trióxido de Arsénio) centram-se sobretudo nas interações farmacodinâmicas relacionadas com a segurança cardíaca, emitindo um aviso crítico relativamente aos efeitos cumulativos no intervalo QTc.

Padrões de Interação Documentados

A administração concomitante de Asadin com outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QTc é restringida devido a um risco acrescido e cumulativo de arritmias ventriculares graves, incluindo a Torsade de Pointes. Esta categoria abrange agentes específicos, tais como os antiarrítmicos de Classe Ia e Classe III (por exemplo, amiodarona, dofetilida, sotalol), determinados antipsicóticos e alguns antibióticos macrólidos.

Além disso, recomenda-se especial precaução na utilização de medicamentos que provoquem hipocalémia ou hipomagnesemia, uma vez que estes desequilíbrios eletrolíticos potenciam o risco cardíaco intrínseco. Os desequilíbrios eletrolíticos devem ser corrigidos antes do início e mantidos controlados durante a administração do fármaco.

Interações Farmacocinéticas e com outras Substâncias

As informações técnicas assinalam a ausência de interações metabólicas clinicamente significativas que envolvam as enzimas do citocromo P450 (CYP) ou transportadores de fármacos que exijam ajustes específicos na dosagem do Asadin. Não se encontram documentadas interações específicas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas nas informações oficiais de rotulagem.

Considerações para Populações Específicas

Existem considerações relativas a interações para doentes com insuficiência grave de órgãos. A eliminação dos metabolitos de arsénio pode estar alterada em doentes com insuficiência hepática grave, sendo recomendada a monitorização da toxicidade naqueles que apresentam insuficiência renal grave.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Asadin

O Asadin atua através de três domínios mecânicos distintos para modular processos celulares. Em primeiro lugar, exerce um efeito de degradação direcionada de oncoproteínas ao ligar-se diretamente à proteína de fusão PML/RAR-alfa. Esta interação específica inicia uma cascata que envolve a sumoilação e a ubiquitinação, marcando a proteína oncogénica para uma degradação proteassómica imediata. Esta ação modifica a cinética das vias dentro do sistema afetado.

Em segundo lugar, o fármaco promove a geração de espécies reativas de oxigénio (ERO) no interior da célula. Este aumento do stresse oxidativo desencadeia a via mitocondrial, levando à ativação de caspases e à subsequente apoptose (morte celular programada), resultando numa redução da atividade excessiva de mediadores.

Em terceiro lugar, o Asadin consegue a modulação de vias de sinalização fundamentais, principalmente através da inibição da via PI3K/Akt, que é central para a progressão do ciclo celular e para a sinalização do crescimento. Também modula as vias JNK e ERK. Esta modulação combinada diminui a intensidade de sinais fisiológicos desregulados.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Asadin: Orientações Oficiais de Administração

O Asadin é um medicamento altamente especializado, sujeito a receita médica restrita, administrado exclusivamente por infusão intravenosa (IV) sob a supervisão de um médico com experiência no tratamento da patologia subjacente. O início da terapia requer tipicamente que o doente seja hospitalizado para garantir as condições de administração e monitorização adequadas.

A utilização do Asadin está estruturada em duas componentes sequenciais obrigatórias: a fase de Indução e a fase de Consolidação. A dose diária padrão para ambas as fases é fixada em 0,15 mg/kg, determinada pelo peso corporal real do doente. Este regime baseado no peso é aplicado de forma consistente tanto em adultos como em doentes pediátricos com idade igual ou superior a 4 anos.

Preparação e Cronograma

Antes da infusão, o concentrado de Asadin deve ser diluído imediatamente com 100 mL a 250 mL de uma solução injetável de Glicose a 5% ou de Cloreto de Sódio a 0,9%. A dose diluída é então administrada através de uma infusão IV durante um período de uma a duas horas, sendo estritamente instruído que o medicamento não deve ser misturado com quaisquer outras soluções na mesma linha intravenosa.

A fase de Indução envolve a administração de doses diárias até que seja alcançada a remissão completa da medula óssea, muitas vezes até um máximo regulamentar de 60 dias. Após um período obrigatório sem administração, inicia-se a fase de Consolidação, que envolve doses diárias administradas de forma intermitente ao longo de ciclos repetidos. Se uma dose for esquecida, a orientação regulamentar instrui que a dose deve ser omitida e o regime deve ser retomado no dia seguinte sem qualquer ajuste.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Asadin


Evidência para Uso em Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) Recém-Diagnosticada

A investigação sobre o Asadin (Trióxido de Arsénio) em casos de LPA recém-diagnosticada baseia-se principalmente em grandes ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA). Estes estudos foram avaliados em doentes adultos, incluindo aqueles considerados de risco baixo a intermédio. Os ensaios foram desenhados para comparar os resultados medidos em diferentes grupos de tratamento, como um regime que combina o Asadin com o ácido todo-trans-retinoico (ATRA) face a regimes que utilizam ATRA e quimioterapia tradicional.

Os principais resultados que a investigação analisou foram indicadores do estado de doença e saúde a longo prazo. Isto incluiu a monitorização da Sobrevivência Global e da Sobrevivência Livre de Eventos (o período em que os doentes permaneceram vivos sem o reaparecimento da doença). Os estudos acompanharam e comunicaram as proporções de doentes que atingiram a remissão molecular e descreveram os padrões de sobrevivência observados ao longo de vários anos. Uma caraterística central da evidência comparativa é que o Asadin foi estudado em combinação com o ATRA. Embora a investigação ajude a demonstrar o que foi observado até agora com esta abordagem combinada, a evidência para resultados que ultrapassem os cinco anos permanece limitada e heterogénea para alguns subgrupos.


Evidência para Uso em LPA em Recaída ou Refratária

Para o cenário em que a LPA regressou ou não respondeu ao tratamento inicial (LPA em recaída ou refratária), a base de evidência principal consiste em estudos fundamentais, multicêntricos e não aleatorizados. Estes estudos foram avaliados em doentes que tinham recebido anteriormente tratamentos padrão. A investigação analisou a frequência com que os doentes atingiram uma segunda Remissão Completa (RC) no contexto da administração de Asadin como terapia de salvação. Os estudos apresentaram medições da proporção de doentes que alcançaram uma segunda remissão completa. A evidência comparativa aleatorizada é limitada neste contexto e a duração do acompanhamento foi reduzida nalguns relatórios, o que torna os padrões de longo prazo dos resultados observados menos conclusivos.


O que Permanece Incerto e Áreas para Investigação Futura

Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos além da marca dos cinco anos, o que torna difícil compreender os padrões de saúde muitos anos após a conclusão do tratamento. Os dados para certos grupos permanecem limitados, especialmente para doentes com comorbilidades específicas ou para aqueles que apresentam as caraterísticas de doença mais agressivas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Asadin (FAQ)


P: Para que serve o Asadin, além da sua finalidade principal?

De acordo com os documentos oficiais, o Asadin está formalmente indicado apenas para o tratamento da Leucemia Promielocítica Aguda (LPA). Embora a substância ativa tenha utilizações históricas para várias condições, a sua utilização aprovada atualmente é específica para este tipo de cancro do sangue.


P: O Asadin provoca aumento ou perda de peso?

A informação oficial do produto indica que tanto o aumento de peso como a perda de peso são reações adversas possíveis. O aumento de peso súbito e rápido é também assinalado como um potencial sinal de uma reação adversa grave designada Síndrome de Diferenciação.


P: Existe uma versão genérica do Asadin disponível?

Sim, a substância ativa do Asadin é o Trióxido de Arsénio, e esta substância está disponível através de programas de genéricos em várias regiões. O nome comercial de referência para este medicamento é Trisenox.


P: O Asadin é um tipo de antibiótico?

Não, os documentos oficiais descrevem este medicamento como um agente quimioterápico ou antineoplásico. É utilizado especificamente para tratar um tipo de cancro do sangue chamado Leucemia Promielocítica Aguda (LPA), e não infeções bacterianas.


P: Homens e mulheres podem tomar Asadin para as mesmas condições?

As indicações oficiais para o medicamento baseiam-se no tipo de doença, no nível de risco e no grupo etário do doente (adultos e alguns doentes pediátricos). Os documentos regulamentares não especificam quaisquer diferenças na utilização ou na dosagem com base no género.


P: O que devo fazer se um efeito secundário do Asadin não desaparecer?

Para a gestão de reações adversas graves, as orientações regulamentares descrevem um protocolo de gestão temporária. Isto envolve normalmente a suspensão temporária da administração e a monitorização do doente até que a condição se resolva, ponto em que o tratamento pode ser retomado com uma dose eventualmente reduzida.


P: O Asadin causa dependência ou habituação?

Não, a classificação regulamentar oficial indica que este medicamento não é classificado como uma substância controlada. Isto significa que não é considerado viciante ou passível de causar dependência.


P: Porque é que a embalagem do Asadin lista tantos efeitos secundários potenciais?

Os documentos regulamentares exigem que todas as reações adversas observadas em ensaios clínicos, incluindo as classificadas como Muito Frequentes (que ocorrem em 1 ou mais em cada 10 doentes), sejam listadas. Isto garante que a equipa de tratamento e os doentes estejam totalmente informados sobre a gama potencial de efeitos.


P: O Asadin causa alguma sensibilidade ao sol?

Os documentos oficiais listam várias reações cutâneas comuns como possíveis efeitos adversos, incluindo dermatite, eritema (vermelhidão da pele) e pele seca. No entanto, a sensibilidade explícita à luz solar (fotossensibilidade) não é especificamente mencionada na rotulagem regulamentar.


P: Quanto tempo dura o efeito de uma dose de Asadin?

A substância ativa do medicamento é processada no organismo principalmente através de reações de metilação no fígado. Sabe-se que é armazenada principalmente no fígado, rim e coração. A duração precisa do efeito de uma única dose, em termos de horas, não é explicitamente declarada na informação regulamentar do produto.


P: É normal sentir alterações no apetite durante o tratamento com Asadin?

Sim, a alteração do apetite consta da documentação oficial como uma possível reação adversa. Especificamente, tanto a perda de apetite (anorexia) como a redução do apetite são referidas na informação do produto.


P: O Asadin é uma substância controlada?

O medicamento não está classificado como uma substância controlada. De acordo com as classificações regulamentares de referência, o Asadin não é designado como uma substância sujeita a controlo especial por risco de abuso ou dependência.


P: O que é considerado uma reação alérgica grave ao Asadin?

A hipersensibilidade (uma reação alérgica grave) é listada como uma contraindicação nos documentos regulamentares. A informação oficial refere que sinais como dificuldade em respirar, inchaço súbito ou desmaio devem ser comunicados imediatamente à equipa de tratamento.


P: O Asadin é um esteroide?

Não, este medicamento é uma solução injetável estéril de trióxido de arsénio. As orientações oficiais clarificam que os esteroides (como a dexametasona ou a prednisolona) são por vezes administrados separadamente para a prevenção ou gestão de certos efeitos secundários potenciais.


P: O Asadin é seguro para tomar a longo prazo?

De acordo com a informação oficial, a substância ativa é classificada como um carcinogénio humano. Os documentos indicam que é necessária monitorização para o desenvolvimento de segundas neoplasias primárias durante o período de tratamento.


P: Porque é que algumas pessoas dizem que o Asadin "não está a funcionar"?

A orientação regulamentar para a fase de Indução do tratamento define um limite de tempo de até 60 dias. Se um doente não atingir a remissão da medula óssea dentro deste período, o protocolo oficial consiste em descontinuar a administração do medicamento.


P: O Asadin pode afetar a minha capacidade de conduzir?

O medicamento pode estar associado a reações adversas que podem afetar o foco mental e a coordenação. Estas incluem tonturas, sonolência e encefalopatia (uma condição cerebral que causa confusão ou fraqueza grave).


P: Preciso de tomar o Asadin à mesma hora todos os dias?

O medicamento é administrado uma vez por dia através de perfusão intravenosa durante os ciclos de tratamento. Os documentos regulamentares referem a frequência diária, mas não especificam uma hora obrigatória do dia para a perfusão em si.


P: Qual é a duração total do tratamento normalmente esperada com Asadin?

A duração total do tratamento é estruturada e varia consoante a indicação. Para a LPA recém-diagnosticada, o tratamento consiste num ciclo de Indução (até 60 dias), seguido de quatro ciclos de Consolidação de 8 semanas cada.


P: O Asadin é seguro para doentes idosos?

O regime de dosagem oficial é aplicado de forma consistente em doentes adultos, e a base de evidência para o regime combinado inclui a população idosa. A monitorização de um eventual aumento da toxicidade é especificamente justificada em doentes com insuficiência renal ou hepática grave.


P: O Asadin afeta os padrões de sono?

Sim, de acordo com a informação oficial do produto, a insónia (dificuldade em dormir ou em adormecer) é listada como uma reação adversa Muito Frequente.


P: O que acontece se parar de tomar Asadin de repente?

Os documentos oficiais descrevem um protocolo para a suspensão temporária do medicamento caso ocorram reações adversas graves (como o prolongamento do intervalo QTc). O medicamento é depois retomado com uma dose reduzida quando a condição estabilizar.


P: A investigação sobre o Asadin é recente ou o medicamento é utilizado há muito tempo?

O fármaco recebeu aprovação inicial para utilização em LPA em recaída ou refratária no ano de 2000. Historicamente, sabe-se que a substância ativa, o trióxido de arsénio, tem sido utilizada terapeuticamente em várias formas há mais de 2.400 anos.


P: O Asadin afeta as pílulas contracetivas?

A informação oficial contém um aviso rigoroso de que o medicamento pode causar danos fetais. Por este motivo, os documentos incluem uma declaração formal de que deve ser utilizada contraceção eficaz durante o período de tratamento.


P: Como é que o Asadin é eliminado do organismo?

A substância ativa do medicamento é processada no organismo principalmente através de reações de metilação, que ocorrem sobretudo no fígado. As orientações oficiais indicam que doentes com compromisso renal grave requerem monitorização, uma vez que esta condição pode afetar a eliminação.


P: O Asadin está aprovado para utilização na gravidez ou durante o aleitamento?

A informação oficial afirma que o medicamento pode causar danos fetais. Além disso, as orientações regulamentares declaram explicitamente que o medicamento não é recomendado durante o aleitamento.


P: O Asadin pode afetar o meu humor ou comportamento?

Os documentos regulamentares listam várias reações que podem afetar o humor ou o comportamento. Estas incluem reações adversas como ansiedade, depressão, insónia, confusão e agitação.


P: Existem riscos de saúde a longo prazo associados ao Asadin?

A informação oficial afirma que a substância ativa é um carcinogénio humano e indica que é necessária monitorização para o desenvolvimento de segundas neoplasias primárias. Esta informação é incluída como uma precaução de segurança relativa ao risco a longo prazo.

Como Asadin deve ser armazenado e descartado?

Condições de Armazenamento

O concentrado de Asadin (Trióxido de Arsénio para Injeção) deve ser armazenado a 25 °C, sendo permitidas variações de temperatura entre os 15 °C e os 30 °C. As ampolas devem ser mantidas na embalagem de origem para estarem protegidas da luz; o concentrado não deve ser congelado.

Estado de Armazenamento Requisito de Temperatura Tempo Máximo de Estabilidade
Concentrado Não Diluído 15 °C a 30 °C Até à data de validade
Solução Diluída (Refrigerada) 2 °C a 8 °C 24 horas
Solução Diluída (Temp. Ambiente) 25 °C 4 horas

Manuseamento e Eliminação

Todos os medicamentos devem ser armazenados fora da vista e do alcance das crianças. Sendo um agente citotóxico, o Asadin deve ser manuseado de acordo com os procedimentos estabelecidos para medicamentos perigosos. A eliminação de qualquer produto não utilizado, ampolas vazias e materiais relacionados deve seguir os protocolos de eliminação de resíduos citotóxicos e não deve ser colocado no esgoto ou no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Asadin encontrado em:

ÍNDICE A-Z: