Asacolon

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Asacolon

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Asacolon

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância Ativa Mesalazina (Ácido 5-aminossalicílico / 5-ASA)
Forma Farmacêutica Comprimidos gastrorresistentes (Libertação modificada)
Classe Farmacológica Aminossalicilato
Uso Comum Ação anti-inflamatória local no intestino
Origem Composto sintético

O que é o Asacolon?

A Identidade do Asacolon: Um Aminossalicilato Especializado

O Asacolon é um medicamento sujeito a receita médica que pertence à classe farmacológica dos aminossalicilatos, uma categoria de agentes anti-inflamatórios especializados. A sua eficácia provém da substância ativa, a mesalazina, também referida como ácido 5-aminossalicílico (5-ASA). Este composto é um derivado sintético, especificamente concebido para condições relacionadas com o intestino. A mesalazina é clinicamente reconhecida pelo seu papel na gestão da inflamação intestinal crónica, uma função fundamentada por diversos estudos farmacológicos. Este composto fornece o agente terapêutico essencial sem a componente de sulfamida presente em fármacos mais antigos e relacionados, uma distinção que constitui um fator relevante nos cuidados ao doente.

Composição e Forma: Entrega Direcionada ao Cólon

A formulação utiliza um revestimento sofisticado para produzir um comprimido gastrorresistente, o que é essencial para a sua função localizada. Este revestimento impede a dissolução precoce da mesalazina, protegendo o fármaco até que este atinja o ambiente pretendido no trato gastrointestinal inferior. Este mecanismo deliberado assegura que o medicamento se concentre no local de ação desejado, no cólon, em vez de ser absorvido extensivamente pelo organismo. Esta característica — a entrega direcionada — é um dos principais fatores diferenciadores desta forma de mesalazina oral, garantindo que o agente anti-inflamatório seja entregue precisamente onde a inflamação se localiza.

Propósito Geral: Ação Anti-inflamatória Fundamental

O objetivo geral da mesalazina é atenuar os efeitos físicos da inflamação, tais como o inchaço e a irritação, no revestimento do intestino grosso. O fármaco consegue-o ao interferir com os processos bioquímicos que mantêm a inflamação. Esta abordagem direcionada foca-se em proporcionar alívio à própria parede intestinal, servindo como uma função central destinada a estabilizar a condição e a promover períodos prolongados de remissão.

Quais efeitos secundários são possíveis com Asacolon?

O perfil de segurança do Asacolon (mesalazina) é definido por documentos regulamentares oficiais, que categorizam os potenciais efeitos adversos com base na sua frequência e no sistema do organismo afetado. As informações de segurança baseiam-se estritamente nos dados documentados nas normas das autoridades reguladoras.

Reações Adversas Oficiais e Classificações

As reações adversas mais frequentes listadas nos documentos regulamentares são classificadas como frequentes, incluindo cefaleias (dores de cabeça), dor abdominal, diarreia, náuseas, vómitos, flatulência, dispepsia e erupção cutânea. Eventos menos frequentes, classificados como pouco frequentes, incluem tonturas e parestesia (sensação de formigueiro). Eventos raros formalmente documentados incluem a miocardite e a pericardite.

Nas informações oficiais, os efeitos adversos encontram-se agrupados por classes de sistemas de órgãos, envolvendo principalmente as Doenças Gastrointestinais, Doenças do Sistema Nervoso, Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos e, raramente, Cardiopatias e Doenças Renais e Urinárias.

Considerações Graves de Segurança

Os documentos oficiais registam reações adversas raras, mas graves. Estas incluem a Síndrome de Intolerância Aguda à Mesalazina, que se pode manifestar através de sintomas como cólicas, dor abdominal aguda, diarreia com sangue e febre, sendo por vezes difícil de distinguir de um agravamento da doença subjacente. Estão também oficialmente documentadas reações cutâneas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), e eventos raros mas sérios que afetam o sangue (discrasias sanguíneas), os rins (insuficiência renal) e o fígado (insuficiência hepática).

Condicionantes de Exposição e População

As declarações de segurança incluem a necessidade de precaução e avaliação da função renal antes e periodicamente durante o tratamento, particularmente em doentes com compromisso renal pré-existente. É também recomendada precaução em doentes com compromisso hepático pré-existente. Os documentos regulamentares referem que a Síndrome de Intolerância Aguda pode ser reportada pouco tempo após o início da terapêutica.

Esta informação estruturada de segurança destaca a amplitude dos efeitos potenciais, desde desconfortos comuns a eventos raros mas graves relacionados com órgãos, conforme definido formalmente pelas agências reguladoras.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

As orientações regulamentares oficiais perante uma suspeita de sobredosagem de Asacolon (mesalazina) exigem uma ação imediata. É obrigatório procurar assistência médica de emergência ou contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) perante qualquer suspeita de toma excessiva, independentemente de o doente apresentar ou não sintomas no momento.

Os dados clínicos relativos às manifestações de sobredosagem com mesalazina por via oral são oficialmente considerados limitados pelas autoridades reguladoras. Por este motivo, os documentos oficiais geralmente não apresentam um perfil específico ou consistente de sinais ou sintomas associados a exposições agudas por sobredosagem, inclusive naquelas que envolvem doses orais elevadas.

Relativamente a possíveis desfechos graves, os dados de sobredosagem disponíveis atualmente não indicam toxicidade renal ou hepática (danos nos rins ou no fígado) como consequência de uma sobredosagem aguda de mesalazina. Esta informação consta nos documentos oficiais para abordar esta área conhecida de preocupação clínica.

Quando o doente recebe cuidados médicos, a abordagem de gestão oficial é definida como a prestação de tratamento sintomático e de suporte. Esta orientação de procedimento padrão é necessária uma vez que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por mesalazina. Todas as declarações regulamentares oficiais reforçam que a consulta imediata de profissionais médicos de emergência é a ação necessária perante qualquer cenário de suspeita de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Asacolon

O que o Asacolon Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Asacolon (mesalazina) é geralmente utilizado para tratar a Colite Ulcerosa (CU), sendo aplicado em condições que envolvem estados inflamatórios ou irritativos no intestino grosso. É comummente utilizado para auxiliar na gestão de grupos de sintomas perturbadores, tais como a diarreia, a hemorragia retal e o desconforto abdominal, que se podem manifestar em conjunto durante períodos de agravamento dos sintomas. Ao ajudar a reduzir a inflamação, o Asacolon oferece um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.

O medicamento é aplicado em contextos onde é necessário um apoio sintomático adicional para ajudar a manter a manutenção da remissão na CU, um período caracterizado por sintomas reduzidos ou mínimos. Esta utilização preventiva ajuda a abordar o risco de episódios recorrentes, o que contribui para um melhor conforto diário e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas. O medicamento é frequentemente utilizado em situações que envolvem inflamação localizada na parte inferior do intestino, como a proctite.

Facto Rápido: Aplicado em contextos onde é necessário apoio sintomático adicional para sintomas perturbadores.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Asacolon?

A elegibilidade para o uso de Asacolon (mesalazina) é estritamente definida por diretrizes regulamentares baseadas no estado de saúde, idade e perfil de hipersensibilidade do doente.

Contraindicações Absolutas

A utilização deste medicamento é contraindicada em doentes com hipersensibilidade conhecida ou suspeita a salicilatos (por exemplo, aspirina), aminossalicilatos ou a qualquer outro componente do comprimido, conforme indicado nas informações de prescrição. O seu uso também é explicitamente não recomendado para indivíduos com insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave.

Elegibilidade por Faixa Etária

Grupo Populacional Situação Regulamentar
Adultos Aprovado para o tratamento e manutenção da remissão da Colite Ulcerosa (CU).
Doentes Pediátricos Aprovado para a fase ativa da CU em doentes com 5 ou mais anos de idade.
Crianças Pequenas A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças com menos de 5 anos de idade.

Utilização Condicional e Restrições

Determinadas condições exigem precaução e monitorização: indivíduos com compromisso renal ou doença hepática pré-existentes devem ter a sua função orgânica avaliada antes e durante a terapêutica. Recomenda-se também cautela para aqueles com antecedentes de sensibilidade à sulfassalazina devido ao risco de reatividade cruzada.

O uso durante a gravidez é restrito, sendo recomendado apenas se uma avaliação médica determinar que o benefício potencial justifica o risco possível. Da mesma forma, a utilização durante a amamentação (lactação) requer precaução, devendo o lactente ser monitorizado quanto a possíveis efeitos adversos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Asacolon com outros Medicamentos e Produtos

As interações oficialmente documentadas para a mesalazina, a substância ativa do Asacolon, relacionam-se principalmente com a competição farmacocinética, riscos farmacodinâmicos aditivos e condicionantes específicas da formulação.

Classificação das Interações

A administração conjunta de mesalazina com certas categorias de fármacos pode alterar a exposição ao medicamento ou aumentar o risco de toxicidade específica em determinados órgãos.

Classificação Mecanismo de Interação / Condicionante
Farmacocinética / Metabólica A coadministração com Antimetabolitos Antagonistas das Purinas (ex.: Azatioprina, Mercaptopurina) pode aumentar as concentrações plasmáticas dos seus metabolitos ativos. Este efeito está documentado como estando relacionado com a inibição da enzima Tiopurina Metiltransferase (TPMT), aumentando o risco de mielossupressão (diminuição da produção de células sanguíneas pela medula óssea).
Farmacodinâmica / Toxicidade Aditiva O uso de mesalazina em conjunto com Agentes Nefrotóxicos (incluindo Anti-inflamatórios Não Esteroides - AINEs) aumenta oficialmente o risco de nefrotoxicidade devido a um efeito aditivo nos rins. Da mesma forma, a mesalazina pode potenciar a toxicidade renal e hematológica do Metotrexato.

Restrições Relacionadas com a Administração

Existem restrições formais documentadas em fontes regulamentares que regem o uso concomitante de mesalazina com produtos específicos:

  • Integridade da Formulação: Os Modificadores do pH Gástrico (ex.: Antiácidos, Inibidores da Bomba de Protões) podem causar a dissolução prematura da formulação do comprimido de libertação retardada. Pode ser necessária a separação das administrações para manter o perfil de libertação pretendido do fármaco.
  • Combinações Proibidas: A coadministração com a Vacina Viva contra o Vírus da Varicela está restringida durante as seis semanas seguintes à imunização. Esta limitação deve-se à associação oficialmente documentada com a Síndrome de Reye, uma condicionante relacionada com a natureza de salicilato da mesalazina.

Mecanismo de ação

Mecanismo de Ação: Como o Asacolon Funciona

O Asacolon (mesalazina) exerce a sua função através de um mecanismo anti-inflamatório localizado e multifacetado, atuando principalmente na mucosa do cólon. A sua ação foca-se na modulação da magnitude das cascatas de sinalização inflamatória e no ajuste dos sinais imunitários envolvidos na ativação contínua das vias inflamatórias.

Inibição Localizada de Enzimas Inflamatórias

A mesalazina atua como um inibidor das enzimas Ciclo-oxigenase (COX) e 5-Lipoxigenase (5-LOX). Ao bloquear estas etapas fundamentais na cascata do ácido araquidónico, o fármaco limita a formação de mediadores lipídicos pró-inflamatórios, tais como as prostaglandinas e os leucotrienos. Esta cascata molecular altera diretamente a concentração de mediadores que impulsionam a vasodilatação local e a quimiotaxia das células imunitárias.

Modulação da Sinalização Intracelular

A mesalazina influencia os processos intracelulares através da inibição da via de sinalização NF-κB e ao atuar como um agonista dos recetores nucleares PPAR-gama. Esta modulação trabalha ao nível genético para suprimir a transcrição de citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias, apoiando a consequência fisiológica de limitar a síntese excessiva de proteínas inflamatórias e modular processos relevantes para a integridade da barreira epitelial. Atua também como um agente neutralizador eficaz de Espécies Reativas de Oxigénio (ROS), limitando os danos celulares associados ao stresse oxidativo.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar o Asacolon — Orientações Oficiais de Administração

Os comprimidos gastrorresistentes de Asacolon (mesalazina) são administrados por via oral e devem ser tomados exatamente conforme prescrito por um profissional de saúde. Os comprimidos possuem um revestimento especial e devem ser engolidos inteiros com um pouco de líquido; não podem ser mastigados, esmagados ou partidos antes da ingestão.

Posologia e Frequência

Grupo Etário Fase do Tratamento Dose Diária Total (DDT) Padrão Padrão de Administração
Adultos Indução da Remissão 2,4 g a 4,8 g Uma vez por dia ou em doses divididas (DDT acima de 2,4 g deve ser dividida)
Manutenção da Remissão 1,6 g a 2,4 g Uma vez por dia ou em doses divididas
Crianças com 6 ou mais anos Doença Ativa 30 a 50 mg/kg/dia Em doses divididas (Máx: 75 mg/kg/dia até 4,0 g DDT)

Para doentes idosos, a dosagem normal de adulto pode ser utilizada, desde que a função renal não esteja gravemente comprometida.

Procedimentos de Administração

  1. Via e Momento de Toma: Tomar os comprimidos por via oral, preferencialmente antes da ingestão de alimentos com um copo de líquido.
  2. Preparação: Não é necessária qualquer preparação (ex.: diluição ou reconstituição); os comprimidos são tomados tal como se apresentam.
  3. Dose Esquecida: Se uma ou mais doses forem esquecidas, a toma seguinte deve ser feita conforme o habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose esquecida.

Este medicamento é uma formulação de mesalazina de libertação retardada, concebida para libertar a substância ativa no intestino para atuar localmente no local da inflamação.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Asacolon

Evidência na Colite Ulcerosa

A base da investigação sobre a Mesalazina (Asacolon) na Colite Ulcerosa (CU) fundamenta-se num elevado número de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA). Estes estudos exploraram a evolução dos sintomas ao longo do tempo, avaliando o medicamento tanto em resultados de curto prazo como no estado da doença a longo prazo. O panorama científico inclui também Revisões Sistemáticas e Meta-análises, que sintetizam as conclusões de muitos ensaios individuais para oferecer um contexto mais abrangente sobre os padrões observados.

Investigação sobre a Indução do Controlo de Sintomas

Ensaios clínicos de curto prazo analisaram a Mesalazina em indivíduos que atravessavam fases de atividade sintomática acentuada da CU. Estes estudos foram realizados durante períodos de aumento da atividade dos sintomas e observaram geralmente os participantes por períodos curtos, habitualmente entre 6 a 12 semanas. O objetivo principal foi monitorizar e medir a presença ou ausência de sintomas de CU, tais como a hemorragia retal e a frequência das dejeções, bem como indicadores reportados pelos doentes sobre o seu desconforto percebido. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde os indivíduos registaram alterações nestas medições durante os intervalos de tempo definidos. A investigação oferece uma perspetiva sobre as alterações de curto prazo nestes resultados, ligadas a estados inflamatórios ou irritativos.

Investigação sobre a Manutenção da Remissão da Doença

Uma parte significativa da evidência sobre a Mesalazina focou-se no seu papel na observação da estabilidade após a diminuição dos sintomas de CU. Estes ensaios centraram-se em pessoas com condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas. A investigação explorou se o uso consistente do fármaco estava relacionado com os padrões de recorrência sintomática. Esta monitorização de longo prazo foi avaliada em relação a um resultado crítico: o tempo decorrido até à exacerbação sintomática seguinte. Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas durante períodos de seis meses a vários anos. Esta monitorização prolongada contribui para o panorama mais vasto da evidência relativa à observação sustentada de uma condição marcada por limitações funcionais.


Estudos de Longo Prazo e Seguimento

A investigação sobre a Mesalazina abrange muitos estudos com períodos de seguimento que foram limitados ao curto prazo (semanas ou alguns meses), mas também inclui ensaios e contextos observacionais que avaliam o funcionamento na vida quotidiana e que acompanham os doentes durante um a dois anos. Alguns estudos observacionais monitorizaram a utilização por períodos ainda mais longos, rastreando indivíduos ao longo de vários anos. Esta investigação de longo prazo é importante, pois debruçou-se sobre a observação de resultados durante o uso prolongado numa condição crónica. Embora estes estudos ajudem a ilustrar o que foi observado até à data relativamente ao uso a longo prazo, a literatura científica reconhece frequentemente a existência de informações limitadas para resultados de muito longo prazo. A adesão terapêutica no mundo real (a consistência com que as pessoas tomam o medicamento) constitui um fator que pode afetar a consistência dos padrões de evidência a longo prazo.


Evidência em Populações Especiais

A investigação tem explorado o uso da Mesalazina em grupos que vão além da população adulta geral com CU ligeira a moderada. Especificamente, os estudos analisaram a utilização deste agente em doentes pediátricos (crianças) com Colite Ulcerosa. Noutras áreas, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Por exemplo, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas nos ensaios, e a evidência científica para indivíduos com Colite Ulcerosa grave é geralmente menos prevalente do que a evidência estudada para a doença ligeira a moderada. Isto significa que os achados em subgrupos são incertos para populações específicas que não estiveram amplamente representadas nos principais ensaios clínicos.


O que Permanece Incerto na Investigação

A investigação sobre a Mesalazina fornece contexto, mas não determina se um indivíduo terá uma resposta semelhante, e algumas áreas requerem ainda estudos adicionais. Uma área de incerteza prende-se com a comparação entre as diferentes formulações de Mesalazina; uma vez que vários fabricantes utilizam diferentes revestimentos e sistemas de libertação, a qualidade da evidência varia entre os estudos ao tentar extrair conclusões diretas entre todos os produtos existentes. Além disso, a evidência é limitada quanto ao uso da Mesalazina como terapia isolada em pessoas com episódios mais agudos ou disruptivos de CU. A investigação continua em curso para compreender melhor estes achados, e a evidência destaca o que se sabe — e o que ainda permanece incerto — sobre o âmbito total da utilização deste medicamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Asacolon (FAQ)

P: O Asacolon é igual a outros medicamentos com mesalamina?

A substância ativa do Asacolon é a Mesalazina (também chamada mesalamina ou 5-ASA), que é o componente essencial encontrado noutros medicamentos desta classe. No entanto, os documentos regulamentares observam que diferentes marcas utilizam revestimentos e mecanismos de libertação específicos. O revestimento específico utilizado na formulação do Asacolon controla o local de libertação do fármaco no intestino.

P: O Asacolon pode ser utilizado para tratar outros problemas intestinais além do seu objetivo principal?

Documentos regulamentares oficiais especificam que a utilização aprovada do Asacolon é para o tratamento e manutenção da remissão da Colite Ulcerosa (CU). A sua utilização é definida estritamente pelas condições para as quais foi formalmente revisto e aprovado no rótulo regulamentar.

P: Com que rapidez devo esperar ver alguma diferença após iniciar o Asacolon?

Estudos e informações oficiais indicam que a eficácia do fármaco para induzir o controlo sintomático é tipicamente avaliada ao longo de períodos de observação de 6 a 12 semanas em ensaios clínicos. Este prazo reflete o período utilizado em estudos clínicos para observar alterações nos sintomas e avaliar a resposta.

P: O que acontece se eu parar de tomar Asacolon subitamente?

O Asacolon é utilizado para a manutenção da remissão, o que significa que se destina a ajudar a evitar que os sintomas reapareçam assim que a condição esteja estável. Os documentos oficiais enfatizam que o fármaco é utilizado para a manutenção a longo prazo, o que envolve o uso contínuo para apoiar a estabilidade sustentada da doença.

P: Existem alimentos ou suplementos que afetem a forma como o Asacolon atua?

As instruções regulamentares especificam que os comprimidos devem ser tomados por via oral, de preferência antes da ingestão de alimentos. Esta instrução é dada para ajudar a manter o desempenho pretendido do comprimido de libertação retardada. Os documentos oficiais fornecem informações limitadas sobre o impacto de alimentos específicos ou suplementos gerais na ação do fármaco.

P: Por que razão o Asacolon surge por vezes com diferentes dosagens ou cores?

O fármaco está disponível em diferentes dosagens (ex.: 400 mg ou 800 mg) para se ajustar às diferentes doses diárias necessárias para as fases de indução e manutenção do tratamento. A cor e a aparência física do comprimido são determinadas pelos ingredientes inativos específicos e pelo revestimento utilizado na sua formulação especializada.

P: Existem estudos que analisem a utilização do Asacolon em terapias combinadas?

A documentação oficial descreve interações farmacocinéticas conhecidas entre a Mesalazina e outros medicamentos específicos, tais como antagonistas das purinas (como a Azatioprina). A presença destes avisos de interação indica que a coadministração foi avaliada num contexto regulamentar.

P: O que significa 'contraindicação' em relação ao Asacolon?

O termo 'contraindicação' refere-se a uma condição ou fator específico que serve de razão para não administrar um tratamento médico. Isto acontece porque a utilização do medicamento sob essa condição pode levar a um risco acrescido de danos.

P: Por que é que o fármaco é por vezes chamado 'mesalazina' em vez de 'mesalamina'?

Tanto Mesalazina como mesalamina referem-se exatamente ao mesmo composto ativo, o Ácido 5-aminossalicílico (5-ASA). A diferença na grafia resulta de variações nas convenções oficiais de nomenclatura utilizadas por diferentes autoridades reguladoras globais.

P: Preciso de fazer análises ao sangue regularmente enquanto tomo Asacolon?

As informações oficiais de segurança recomendam que a função renal, a função hepática e o hemograma sejam avaliados antes e periodicamente durante o tratamento. Esta monitorização é necessária porque o medicamento pode afetar estas funções.

P: Como é que o Asacolon é processado pelo corpo?

O comprimido foi concebido para uma ação localizada no intestino, resultando numa absorção sistémica mínima para a corrente sanguínea. A parte que é absorvida é maioritariamente metabolizada no fígado para um composto inativo e é depois eliminada principalmente através da urina.

P: O Asacolon pode causar uma reação alérgica e quais são os sinais?

O medicamento é contraindicado para indivíduos com hipersensibilidade conhecida a salicilatos ou aminossalicilatos. Os avisos oficiais descrevem reações de hipersensibilidade raras, mas graves, incluindo reações cutâneas severas e uma Síndrome de Intolerância Aguda que pode manifestar-se com febre ou dor abdominal.

P: Existem relatórios oficiais de complicações com o Asacolon?

As informações de segurança e a lista oficial de reações adversas descritas nos documentos regulamentares são compiladas a partir de uma combinação de ensaios clínicos controlados e dados de vigilância pós-comercialização. Estes dados de vigilância são recolhidos globalmente a partir de vários relatórios oficiais.

P: O Asacolon interage com anticoagulantes?

Os documentos oficiais indicam que a Mesalazina, a substância ativa do Asacolon, pode aumentar os efeitos de medicamentos anticoagulantes, como a varfarina. Esta é uma interação conhecida e documentada nos avisos oficiais.

P: Existem avisos especiais para pessoas com sensibilidade a sulfitos ao tomar Asacolon?

Os avisos oficiais referem que este medicamento contém um ingrediente (como o metabissulfito de sódio, dependendo da formulação específica) que pode causar reações de tipo alérgico. Estas reações, incluindo sintomas graves, são observadas com maior frequência em pessoas com asma ou sensibilidade conhecida aos sulfitos.

P: O Asacolon afeta os resultados de algum teste laboratorial?

As informações oficiais de segurança indicam que o fármaco é conhecido por poder potencialmente interferir com os resultados de certas medições laboratoriais. Especificamente, esta interferência relaciona-se com as medições de normetanefrina na urina.

P: O que diz o folheto informativo sobre conduzir enquanto se toma Asacolon?

A documentação oficial afirma que o medicamento é considerado como tendo nenhuma ou insignificante influência na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os doentes devem estar cientes de efeitos secundários como tonturas, que estão listadas como pouco frequentes, que podem afetar a capacidade de operar maquinaria.

P: Quais são os riscos potenciais para doentes que são intolerantes à lactose?

A formulação específica do comprimido contém lactose como ingrediente inativo. As informações oficiais de prescrição indicam que doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou má absorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento. O fármaco é assinalado como geralmente inadequado para doentes com estas condições hereditárias específicas.

Como Asacolon deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Proteção

Os comprimidos de libertação retardada de Asacolon (mesalazina) devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C, com variações temporárias permitidas até aos 30 °C. O medicamento deve ser protegido da humidade e deve ser mantido no seu recipiente original, bem fechado.

Segurança Infantil e Manuseamento

É um requisito oficial manter os comprimidos de Asacolon fora da vista e do alcance das crianças. O medicamento não deve ser utilizado após o prazo de validade impresso na embalagem (recipiente).

Instruções de Eliminação

Para a eliminação de comprimidos não utilizados ou fora do prazo de validade, as instruções devem seguir os requisitos locais e as diretrizes regulamentares. Recomenda-se a utilização de um programa de retoma de medicamentos (como a entrega em farmácias) como o método preferencial. Caso não esteja disponível um programa de retoma, os medicamentos que não devem ser eliminados nos esgotos devem ser misturados com uma substância indesejável, selados num saco ou recipiente e colocados no lixo doméstico, em vez de serem eliminados através das águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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