Aromazin

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Aromazin

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Aromazin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Exemestano
Forma Comprimidos revestidos por película para via oral
Classe farmacológica Inibidor da Aromatase (IA) Esteroide de Tipo 1
Origem Sintética, derivado da androstenediona
Objetivo geral Privação seletiva de estrogénios

Definição do Aromasin: Um Inibidor Esteroide da Aromatase

O Aromasin é um medicamento sujeito a receita médica que contém o composto ativo Exemestano (DCI), classificado farmacologicamente como um agente antineoplásico e um Inibidor da Aromatase (IA) Esteroide de Tipo 1. O fármaco destina-se à administração por via oral, apresentando-se na forma de um comprimido revestido por película, branco e redondo. O Exemestano possui uma estrutura única na sua classe; pertence aos IAs esteroides, o que significa que é derivado sinteticamente do precursor natural androstenediona, uma característica confirmada pela sua fórmula química. Esta origem esteroide específica e a sua classificação são clinicamente reconhecidas e apoiadas por estudos farmacológicos, que validam a sua eficácia na terapia sensível a hormonas.

Exemestano: Composição, Mecanismo e Objetivo Geral

O mecanismo central envolve o funcionamento do Exemestano como um inibidor irreversível (tipo "suicida"), ligando-se de forma permanente e covalente ao local ativo da enzima aromatase. Isto resulta na inativação irreversível da enzima, uma ação crítica e distintiva confirmada por documentação regulamentar. A enzima aromatase é a principal responsável pela conversão de hormonas precursoras em estrogénios nos tecidos periféricos. Consequentemente, o objetivo geral do Aromasin é alcançar uma privação profunda e seletiva de estrogénios, suprimindo de forma eficaz e persistente a síntese global de estrogénios no organismo. Esta ação é fundamental para criar um ambiente hormonal inadequado para a estimulação ou progressão de certos tumores sensíveis a hormonas em mulheres na pós-menopausa, proporcionando uma estratégia basilar na sua gestão terapêutica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Aromazin?

O Aromasin (exemestano) é um medicamento potente cujos efeitos secundários são, principalmente, uma consequência da privação significativa de estrogénios que induz em mulheres na pós-menopausa.

Reações Adversas Comuns e Muito Comuns

As reações adversas reportadas com maior frequência (superiores ou iguais a 1/10, ou Muito Comuns) são geralmente de intensidade ligeira a moderada e incluem:

  • Vasculares/Gerais: Fogachos (ondas de calor), fadiga, aumento da transpiração (hiperidrose).
  • Musculoesqueléticas: Artralgia (dor nas articulações) e dor nas extremidades.
  • Sistema Nervoso/Psiquiátricas: Cefaleias (dores de cabeça), insónia e tonturas.

Os eventos adversos comuns (entre 1/100 e 1/10) incluem náuseas, vómitos, dor abdominal, diarreia, obstipação, dispepsia, alopécia (queda de cabelo), erupção cutânea, depressão, síndrome do túnel cárpico e hipertensão.


Riscos Graves e Clinicamente Significativos

O tratamento com Aromasin acarreta riscos que exigem monitorização:

  • Saúde Óssea: O uso a longo prazo pode reduzir a Densidade Mineral Óssea (DMO), conduzindo a um risco aumentado de osteoporose e fraturas ósseas. Recomenda-se a avaliação formal da DMO em mulheres com osteoporose, ou em risco da mesma, no início do tratamento.
  • Cardiovasculares: Foi reportada em estudos clínicos uma incidência aumentada de eventos cardíacos isquémicos (por exemplo, enfarte do miocárdio, angina) em comparação com o tamoxifeno.
  • Hepatobiliares: Elevações nas enzimas hepáticas (ALT, AST, fosfatase alcalina, bilirrubina) são comuns, e a hepatite (incluindo hepatite colestática) tem sido reportada raramente.
  • Hematológicos: Foi observada linfocitopenia (diminuição de linfócitos) de Grau 3 ou 4 em alguns doentes.

Considerações de Segurança e Contraindicações

O Aromasin está contraindicado em mulheres que se encontrem na pré-menopausa, grávidas ou em período de aleitamento, devido ao potencial de danos fetais e toxicidade. É também contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco. Recomenda-se precaução na administração a doentes com compromisso hepático ou renal pré-existente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de Aromasin e Quando Procurar Ajuda

A documentação técnica oficial do Aromasin (Exemestano) define rigorosamente os parâmetros da apresentação de uma sobredosagem e as ações de emergência necessárias.

Domínio Declarações Oficiais
Manifestações Documentadas Ensaios clínicos reportaram que tanto doses únicas elevadas (até 800 mg) como doses diárias repetidas (até 600 mg durante 12 semanas) foram geralmente bem toleradas em mulheres na pós-menopausa. Os achados fisiológicos em dosagens elevadas incluem aumentos nos níveis de testosterona e androstenediona.
Potencial de Resultados Graves Embora a toxicidade aguda em humanos esteja documentada como baixa, os achados pré-clínicos em estudos com animais registaram que doses extremas causaram efeitos no sistema nervoso central, tais como convulsões.
Antídoto e Tratamento Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem. Por conseguinte, o tratamento deve ser sintomático, baseando-se em cuidados de suporte geral e na observação rigorosa do doente.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

Se uma pessoa tiver ingerido uma quantidade excessiva deste medicamento, é necessária assistência médica imediata. As diretrizes determinam o contacto com os serviços de emergência ou com um Centro de Informação Antivenenos. A gestão clínica inclui a monitorização contínua e frequente dos sinais vitais e a observação do doente. Considerações sobre populações específicas incluem um caso documentado de ingestão acidental por uma criança do sexo masculino, que resultou num aumento transitório da contagem de glóbulos brancos (leucocitose), o qual se resolveu sem necessidade de tratamento específico.

Usos terapêuticos de Aromazin

Indicações Terapêuticas do Aromasin (Exemestano)

Factos Rápidos

  • Pode ser utilizado no apoio à gestão de certas formas de cancro da mama precoce.
  • Apoia o tratamento do cancro da mama avançado em mulheres na pós-menopausa.

O Aromasin está indicado para regimes de tratamento específicos relativos ao cancro da mama em mulheres que completaram a menopausa. O medicamento é utilizado para abordar dois domínios terapêuticos primários, com base na aprovação regulamentar.

Uma utilização aprovada é para o tratamento adjuvante do cancro da mama precoce que apresenta recetores de estrogénio positivos. Isto envolve habitualmente mulheres na pós-menopausa que receberam inicialmente um ciclo de terapia com tamoxifeno (por um período de dois a três anos) e que depois transitam para o Aromasin para completar um total de cinco anos consecutivos de terapia hormonal.

Adicionalmente, o Aromasin constitui uma opção de tratamento estabelecida para o cancro da mama avançado em mulheres na pós-menopausa. Esta indicação aplica-se a casos em que a patologia progrediu após uma terapia anti-estrogénica prévia, como o tamoxifeno. O objetivo do tratamento é gerir a progressão da doença. Informações detalhadas sobre as indicações e utilização deste medicamento estão disponíveis na visão geral terapêutica. Os protocolos de tratamento devem ser sempre determinados por um profissional de saúde qualificado.

Critérios de utilização e restrições

Regras Oficiais de Elegibilidade para o Aromasin (Exemestano)

A elegibilidade para a utilização do Aromasin é estritamente definida pela documentação técnica oficial, focando-se no estado hormonal, na idade e em condições pré-existentes. O medicamento está formalmente estabelecido para utilização apenas em mulheres na pós-menopausa.


Categoria da População Estatuto Oficial de Elegibilidade
Contraindicações Absolutas Mulheres na pré-menopausa, mulheres que estejam ou possam ficar grávidas, e qualquer doente com hipersensibilidade conhecida à substância ativa (exemestano) ou a qualquer um dos excipientes do produto.
Utilização Não Recomendada Crianças e adolescentes (com idade inferior a 18 anos), uma vez que a segurança e eficácia não foram estabelecidas na população pediátrica. A utilização também não é recomendada para mulheres em período de aleitamento.
Utilização Condicional Doentes com insuficiência hepática ou insuficiência renal pré-existente devem utilizar o medicamento com precaução. Embora não existam ajustes de dose obrigatórios para estas condições, a informação oficial aconselha cautela devido ao aumento da exposição sistémica ao fármaco.

As mulheres com potencial para engravidar estão sujeitas a uma restrição oficial e devem utilizar métodos de contraceção não hormonal eficazes durante o tratamento e por um período definido após o seu término. A elegibilidade está estritamente dependente da confirmação de um estado endócrino de pós-menopausa e da ausência de quaisquer contraindicações absolutas listadas na informação oficial de prescrição.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Aromasin (exemestano) detalha restrições específicas quando este é utilizado em conjunto com outros medicamentos ou produtos. A documentação técnica destaca dois domínios principais de interação:

  • Agentes Contendo Estrogénios: O Aromasin não deve ser administrado concomitantemente com quaisquer agentes que contenham estrogénios, tais como a terapêutica de substituição hormonal ou contracetivos orais. Esta restrição é necessária porque os estrogénios interferem com a ação farmacológica pretendida do Aromasin.
  • Indutores Fortes do CYP 3A4: Medicamentos ou produtos à base de plantas classificados como indutores fortes da enzima CYP 3A4 estão documentados como redutores significativos da exposição sistémica ao Aromasin. Exemplos explicitamente listados incluem a rifampicina, a fenitoína, a carbamazepina, o fenobarbital e o produto fitoterapêutico Hipericão (Hypericum perforatum).

Quando a coadministração com um indutor forte do CYP 3A4 é necessária, as diretrizes determinam uma alteração na dose diária de Aromasin para compensar a redução dos níveis do fármaco no organismo. Estudos formais de interação medicamentosa indicaram também que os inibidores potentes da enzima CYP 3A4 não influenciam significativamente a quantidade de Aromasin no corpo, sugerindo uma baixa probabilidade de interações clinicamente relevantes nesse domínio. O perfil de segurança é definido por estes dois mecanismos: o antagonismo farmacodinâmico pelos estrogénios e a redução farmacocinética provocada pelos indutores enzimáticos.

Mecanismo de ação

Inativação Irreversível: O Mecanismo de Inibição Suicida

O exemestano atua como um inibidor baseado no mecanismo, tendo como alvo a enzima aromatase (CYP19A1), que é responsável pela conversão final de androgénios em estrogénios. O fármaco é quimicamente alterado pela própria enzima, que o converte num intermediário reativo. Este intermediário forma uma ligação covalente estável com o local ativo da enzima. Este processo resulta na inativação permanente da molécula enzimática, um mecanismo conhecido como inibição suicida. Esta ação é irreversível e exige que o organismo sintetize novas proteínas enzimáticas para restaurar a função da aromatase.

Privação Prolongada de Estrogénios e Seletividade

A destruição permanente do conjunto de enzimas aromatase conduz a uma privação sistémica de estrogénios, bloqueando eficazmente entre 85% a 95% da síntese de estrogénios nos tecidos periféricos, como a gordura e o músculo. Este nível elevado de supressão do ambiente estrogénico é sustentado devido à ligação irreversível. Crucialmente, o mecanismo é altamente seletivo, o que resulta na não interferência com a via da esteroidogénese adrenal nem com a biossíntese de hormonas suprarrenais, tais como o cortisol e a aldosterona.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração

O Aromasin (Exemestano) é fornecido em comprimidos revestidos por película de 25 mg destinados a administração por via oral. As instruções oficiais de utilização baseiam-se num regime diário consistente e sem titulação, de modo a garantir uma exposição sistémica fiável ao fármaco.

Âmbito da Administração Instrução Regulamentar Oficial
Posologia Padrão Um comprimido de 25 mg uma vez ao dia. Esta dose é utilizada tanto para o tratamento adjuvante como em contextos de doença avançada.
Momento e Alimentação O comprimido deve ser tomado após uma refeição. Esta condição é especificada para otimizar a absorção do medicamento.
Modificação da Dose É indicada uma dose modificada de 50 mg uma vez ao dia quando o medicamento é tomado concomitantemente com indutores fortes do CYP 3A4, tais como a rifampicina ou a fenitoína.
Duração (Adjuvante) O tratamento deve continuar até à conclusão de cinco anos consecutivos de terapia hormonal total combinada (que inclui tamoxifeno prévio), ou até à recorrência do tumor.
Duração (Avançado) O tratamento deve continuar até que se verifique uma progressão evidente do tumor.
Insuficiência de Órgãos Normalmente, não é necessário ajuste posológico para adultos idosos ou para doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada.

Resumo de Manuseamento e Procedimentos

Para uma utilização consistente, o comprimido deve ser tomado aproximadamente à mesma hora todos os dias. Caso a doente se esqueça de uma dose, deve saltar essa toma e retomar o esquema diário normal no horário seguinte programado. A diretriz oficial é explícita ao referir que não deve ser tomada uma dose dupla para compensar uma dose esquecida. O medicamento não é recomendado para utilização na população pediátrica.

Evidência clínica recente

Aromasin: Evidência Clínica Recente


Evidência na Utilização em Cancro da Mama Precoce (Terapêutica Adjuvante Sequencial)

A investigação para esta indicação foi avaliada em ensaios clínicos aleatorizados e controlados (RCTs) de larga escala e cariz internacional. Estes estudos compararam o Aromasin com a continuidade da terapêutica hormonal padrão em mulheres na pós-menopausa com cancro da mama precoce, com recetores de estrogénio positivos, que já tinham recebido tratamento com tamoxifeno por um período de dois a três anos. Os principais resultados analisados pela investigação foram medições clínicas de longo prazo, especificamente a Sobrevivência Livre de Doença (DFS) e a Sobrevivência Global (OS), indicadores fundamentais na investigação oncológica.

Os ensaios descreveram padrões observados nos estudos relativamente à Sobrevivência Livre de Doença ao comparar a transição para o Aromasin versus a manutenção do tamoxifeno. Estes achados descrevem a forma como as duas abordagens de tratamento evoluíram ao longo do período do estudo. Quando a investigação comparou o Aromasin com outros medicamentos semelhantes, os estudos comparativos reportaram padrões de recorrência que pareceram ser comparáveis em cenários de tratamento inicial direto.

Relativamente aos resultados a longo prazo, a certeza permanece reduzida em torno das medições finais de Sobrevivência Global em toda a população estudada, uma vez que estes indicadores exigiram uma observação prolongada para estarem totalmente consolidados. Existe informação limitada para resultados de longo prazo que caracterizem os desfechos em períodos que ultrapassem os dez anos.


Evidência na Utilização em Cancro da Mama Avançado (Tratamento de Segunda Linha)

A investigação incluiu ensaios comparativos aleatorizados que avaliaram o Aromasin face a outros agentes hormonais estabelecidos. As populações exploradas pelos estudos foram mulheres na pós-menopausa com cancro da mama localmente avançado ou metastático, com recetores hormonais positivos, cuja doença tinha progredido após terapêutica anti-estrogénica prévia. Os resultados chave monitorizados incluíram a Taxa de Resposta Global (ORR) — alterações objetivas no tamanho do tumor —, o Tempo até à Progressão (TTP) e a Sobrevivência Global (OS).

Ensaios comparativos reportaram que as medições da Taxa de Resposta Global (ORR) mostram padrões de comparabilidade entre o Aromasin e o comparador. Alguns estudos descreveram padrões como diferenças nas medições da mediana do Tempo até à Progressão (TTP) entre o grupo de tratamento com Aromasin e o grupo comparador.


O que permanece incerto e áreas para investigação futura

A certeza em torno dos resultados finais de Sobrevivência Global permanece reduzida ou os dados são ainda emergentes, devido à necessidade de um acompanhamento prolongado e à complexidade estatística. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes (por exemplo, grupos etários específicos ou doentes com compromisso orgânico grave) e carece ainda de evidência comparativa para certos regimes de combinação. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, mas não determina se um indivíduo responderá de forma idêntica, uma vez que os resultados do estudo refletem as condições específicas sob as quais foram realizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Aromasin (FAQ)


P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Aromasin?

R: Os documentos técnicos indicam que a fadiga está listada como um efeito secundário muito frequente do Aromasin. Isto significa que a fadiga pode afetar mais de 1 em cada 10 doentes que utilizam o medicamento, de acordo com os dados clínicos.

P: O Aromasin afeta o humor ou os níveis de energia?

R: A informação oficial do produto indica que o medicamento pode afetar tanto o humor como a energia. Efeitos secundários como fadiga e insónia (dificuldade em dormir) são frequentemente comunicados, e a depressão também está listada entre as possíveis reações adversas.

P: O Aromasin causa aumento de peso?

R: Embora uma variedade de problemas gastrointestinais esteja comummente listada, a informação oficial do produto indica que o aumento de peso foi comunicado como um possível efeito secundário.

P: Quais são os efeitos secundários mais frequentemente comunicados do Aromasin?

R: De acordo com a informação oficial do produto, os efeitos secundários mais comuns (aqueles que afetam mais de 1 em cada 10 doentes) incluem fogachos, fadiga, aumento da sudação, dor nas articulações (artralgia), dor de cabeça e insónia.

P: Existem efeitos a longo prazo associados à toma de Aromasin?

R: Os avisos oficiais referem que o uso prolongado do medicamento pode estar associado a uma redução da Densidade Mineral Óssea (DMO), o que poderá aumentar o risco de fraturas ósseas e osteoporose. Adicionalmente, foi comunicada uma incidência aumentada de certos eventos isquémicos cardíacos em estudos comparativos.

P: É verdade que o Aromasin pode afetar a densidade óssea?

R: Sim, a informação oficial afirma que o medicamento pode reduzir a Densidade Mineral Óssea (DMO), o que pode aumentar o risco de osteoporose e fraturas ósseas. Por este motivo, as orientações recomendam que a avaliação da DMO seja realizada em mulheres com ou em risco de osteoporose no início do tratamento.

P: O Aromasin pode causar fogachos e isso é normal?

R: Sim, os fogachos estão listados como um efeito secundário muito frequente do Aromasin. Isto significa que o sintoma é frequentemente comunicado, afetando mais de 1 em cada 10 doentes.

P: O nome comercial Aromasin é permutável com uma versão genérica?

R: A substância ativa contida no medicamento é o exemestano. O exemestano é reconhecido como o nome genérico estabelecido para esta substância.

P: E se eu sentir um efeito secundário raro mencionado no folheto?

R: A informação oficial de segurança descreve certos riscos graves e raros, tais como hepatite ou alterações graves na contagem de células sanguíneas. As orientações referem que, devido a certos riscos, a monitorização regular dos doentes faz parte do regime de tratamento.

P: Qual é a principal diferença entre o Aromasin e outros tratamentos semelhantes?

R: O Aromasin é classificado como um inibidor esteroide da aromatase, o que o distingue estruturalmente dos inibidores não esteroides na mesma classe de fármacos. É também descrito como um inibidor irreversível, baseado no mecanismo, que inativa permanentemente a enzima aromatase.

P: Porque é que o Aromasin é por vezes prescrito a mulheres após a menopausa?

R: As indicações oficiais de utilização focam-se em mulheres na pós-menopausa porque, neste grupo, o medicamento foi concebido para bloquear a conversão de outras hormonas em estrogénio nos tecidos periféricos, que é a principal fonte de estrogénio após a menopausa.

P: Que tipo de estudos sustentam a utilização do Aromasin?

R: A aprovação do Aromasin baseia-se em evidência de Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (RCTs) de larga escala e internacionais. Estes estudos examinaram a utilização do fármaco em mulheres na pós-menopausa com cancro da mama, tanto em fase precoce como avançada.

P: Os homens podem usar Aromasin?

R: As indicações oficiais para a utilização do Aromasin estão exclusivamente definidas para mulheres na pós-menopausa com cancro da mama. Os documentos técnicos não fornecem dados oficiais de dosagem ou eficácia para a utilização em homens.

P: Qual é a duração máxima pela qual o Aromasin é geralmente utilizado?

R: Para o tratamento adjuvante do cancro da mama precoce, as diretrizes oficiais afirmam que o tratamento se destina tipicamente a continuar por um total de cinco anos consecutivos de terapêutica hormonal, ou até que o cancro regresse.

P: O Aromasin é um fármaco de quimioterapia?

R: O Aromasin é classificado como um inibidor da aromatase, que é um tipo de terapêutica hormonal. Não é categorizado como quimioterapia citotóxica tradicional.

P: Existem diferentes doses de Aromasin disponíveis?

R: O medicamento é geralmente fornecido como um comprimido revestido por película de 25 mg. A informação oficial também especifica uma dose de 50 mg quando o medicamento é utilizado ao mesmo tempo que certos outros medicamentos conhecidos como indutores do CYP 3A4.

P: O Aromasin afeta os padrões de sono?

R: A insónia (dificuldade em dormir) está listada na informação oficial do produto como um efeito secundário muito frequente, afetando mais de 1 em cada 10 doentes.

P: O Aromasin pode causar problemas de estômago ou problemas digestivos?

R: Sim, os documentos técnicos listam vários efeitos secundários gastrointestinais comuns, que incluem náuseas, vómitos, dor abdominal, diarreia, obstipação e indigestão (dispepsia).

P: Qual é a substância ativa do Aromasin?

R: A substância ativa do medicamento é o exemestano. Esta é a substância que atua para inibir irreversivelmente a enzima aromatase.

P: Como é que o Aromasin é diferente dos inibidores da aromatase que não são esteroides?

R: O medicamento é classificado como um inibidor esteroide da aromatase. O seu mecanismo de ação é descrito como um inibidor irreversível, baseado no mecanismo, da enzima aromatase.

P: Os adultos mais velhos reagem de forma diferente ao Aromasin?

R: Os documentos oficiais afirmam que, tipicamente, não é considerado necessário qualquer ajuste de dose para adultos mais velhos, e os estudos realizados não demonstraram problemas específicos da geriatria que exijam ajuste de dose.

P: Porque é que os documentos oficiais mencionam a necessidade de monitorização durante a toma de Aromasin?

R: A monitorização é recomendada devido a potenciais riscos clinicamente significativos. Isto inclui a monitorização da redução da Densidade Mineral Óssea (DMO) e a verificação de possíveis elevações nas enzimas hepáticas.

P: O Aromasin é utilizado para outras condições além das principais listadas?

R: Os documentos oficiais definem as únicas utilizações aprovadas como o tratamento adjuvante do cancro da mama precoce e o tratamento do cancro da mama avançado em mulheres na pós-menopausa que progrediram com terapêutica anterior.

P: Qual é a semivida da componente ativa do Aromasin?

R: A componente ativa do Aromasin tem uma semivida de eliminação terminal estimada em aproximadamente 24 horas. Esta medida relaciona-se com o tempo que a substância permanece no organismo após a administração.

P: O Aromasin pode afetar os níveis de colesterol?

R: A informação oficial sobre eventos adversos lista um aumento da hipercolesterolemia (níveis elevados de colesterol) entre os efeitos secundários comuns que podem ocorrer durante o tratamento.

P: O Aromasin é um medicamento oral ou uma injeção?

R: O Aromasin é um medicamento oral que é fornecido como um comprimido revestido por película para administração por via oral.

P: Existem avisos sobre conduzir ou operar máquinas durante a toma de Aromasin?

R: Os avisos oficiais aconselham que os doentes não devem conduzir ou operar máquinas se sentirem efeitos secundários como tonturas, sonolência ou fadiga.

P: Porque é que o propósito do fármaco é definido como 'terapêutica adjuvante' em alguns casos?

R: O termo 'terapêutica adjuvante' é utilizado quando o medicamento é administrado após o tratamento inicial, como a cirurgia, para diminuir a probabilidade de o cancro regressar, complementando o efeito do tratamento primário.

Como Aromazin deve ser armazenado e descartado?

Condições de Conservação e Embalagem

Os comprimidos de Aromasin (exemestano) devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida como 25 °C (77 °F), sendo permitidas variações térmicas entre os 15 °C e os 30 °C (59 °F e 86 °F). A estabilidade do medicamento é mantida desde que este seja conservado dentro deste intervalo de temperatura prescrito.

Os comprimidos devem ser mantidos no frasco original de HDPE e devidamente protegidos pela tampa de rosca com fecho de segurança infantil.

Segurança Infantil e Eliminação

O Aromasin deve ser conservado fora do alcance e da vista das crianças.

Os comprimidos fora do prazo de validade ou não utilizados, incluindo o frasco, devem ser eliminados de acordo com os regulamentos locais, regionais e nacionais. Para proteger o ambiente, o medicamento não deve ser deitado na canalização (águas residuais) nem no lixo doméstico, a menos que tal seja especificamente autorizado pelas diretrizes de eliminação locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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