Arlevertan

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Arlevertan

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias activas Cinarizina e Dimenidrinato
Forma Comprimidos orais
Classe farmacológica Preparados antivertiginosos (ATC: N07CA52)
Utilização comum Alívio sintomático de vertigens, tonturas e náuseas em adultos
Origem Sintética, associação de dose fixa

Que Tipo de Medicamento é o Arlevertan?

O Arlevertan é um medicamento de associação de dose fixa classificado no grupo terapêutico dos preparados antivertiginosos (código ATC N07CA52). É um produto farmacêutico especializado, inteiramente sintético, aprovado para utilização em adultos que sofrem de sintomas de disfunção vestibular. O medicamento é fabricado sob a forma de comprimido oral para administração sistémica, proporcionando uma abordagem de dupla ação numa única unidade posológica.

Esta formulação distingue-se por combinar duas substâncias activas potentes numa só unidade, uma abordagem clinicamente fundamentada como sendo mais abrangente do que a administração de qualquer uma das substâncias isoladamente. Esta composição oferece duas classes farmacológicas complementares, simplificando a estratégia de tratamento para distúrbios de equilíbrio complexos.

Composição: Cinarizina e Dimenidrinato

Os comprimidos contêm uma combinação de duas substâncias activas: a cinarizina e o dimenidrinato, que pertencem a classes farmacológicas distintas. A cinarizina é reconhecida como um antagonista do cálcio (bloqueador dos canais de cálcio) que também exibe atividade anti-histamínica, enquanto o dimenidrinato é um anti-histamínico com propriedades antieméticas estabelecidas. A proporção específica dos dois ingredientes nesta formulação fixa é otimizada para aumentar a eficácia.

A composição dupla foi concebida para um efeito sinérgico: a cinarizina atua como um sedativo vestibular ao influenciar os órgãos periféricos do equilíbrio, e o dimenidrinato foca-se no sistema vestibular central para suprimir a perceção central de enjoo, um mecanismo consistentemente apoiado pela investigação médica.

Função Geral: Alívio Duplo de Tonturas e Náuseas

A função geral deste medicamento é estabilizar o sistema de equilíbrio do corpo, proporcionando assim alívio dos sintomas agudos de distúrbios vestibulares. Esta abordagem ajuda a mitigar a sensação de tontura, a sensação de rotação (vertigem) e os desconfortos associados, tais como náuseas e vómitos. Ao acalmar o aparelho de equilíbrio, tanto na origem periférica como na área de processamento central, o medicamento proporciona um alívio focado e de duplo local para os principais sintomas de desequilíbrio do paciente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Arlevertan?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

A associação fixa de cinarizina e dimenidrinato está relacionada com reações adversas documentadas oficialmente, as quais são classificadas de acordo com a sua frequência e o sistema corporal afetado, conforme definido nos documentos regulamentares. Estes efeitos estabelecem o perfil de risco formal do medicamento.

Classificação da Frequência das Reações Adversas

Os efeitos comunicados com maior frequência estão geralmente relacionados com a atividade do fármaco no sistema nervoso central (SNC). As reações são classificadas da seguinte forma:

  • Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas): Sonolência, secura de boca, cefaleia (dor de cabeça) e dor abdominal (dor de estômago).
  • Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas): Transpiração, vermelhidão da pele (rubor), indigestão, náuseas, diarreia, nervosismo, amnésia, acufenos (zumbidos) e tremores.
  • Raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas): Visão turva, reações alérgicas, fotossensibilidade e dificuldade em urinar (retenção urinária).

A sonolência é assinalada nos textos regulamentares como sendo mais pronunciada especialmente no início do tratamento. Adicionalmente, efeitos como sintomas extrapiramidais estão, por vezes, ligados à exposição a longo prazo a um dos princípios ativos.

Restrições Populacionais e Regulamentares

Existem considerações de segurança específicas definidas para determinados grupos de doentes:

  • Contraindicações: O medicamento não deve ser utilizado em doentes com condições como glaucoma de ângulo fechado, convulsões (epilepsia), insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave (depuração da creatinina leq 25 ml/min).
  • Utilização Pediátrica: A segurança e eficácia não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com menos de 18 anos.
  • Gravidez e Aleitamento: A utilização não é recomendada durante a gravidez e o medicamento não deve ser utilizado durante o aleitamento.

As notas de segurança de alto nível incluem o facto de o medicamento poder mascarar os sintomas de ototoxicidade associados a antibióticos aminoglicosídeos ou mascarar a resposta a testes cutâneos de alergia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações seguintes derivam exclusivamente de documentos regulamentares governamentais oficiais que detalham as potenciais manifestações e as ações de emergência necessárias em caso de sobredosagem com este medicamento.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Os sintomas comunicados na rotulagem regulamentar estão frequentemente relacionados com os efeitos anticolinérgicos e os efeitos no sistema nervoso central (SNC) dos componentes. Estes incluem apresentações comuns como sonolência, tonturas e ataxia (falta de coordenação), a par de sinais anticolinérgicos como secura de boca, piréxia (febre), taquicardia (ritmo cardíaco acelerado) e pupilas dilatadas (midríase).

Riscos Graves e Medidas Necessárias

Em casos de sobredosagem massiva, os reguladores documentam o risco de desfechos graves, incluindo efeitos no SNC como alucinações, excitação, tremores, convulsões, depressão respiratória e coma.

Se considerar que tomou uma quantidade excessiva deste medicamento, poderá ser necessária assistência médica urgente. A documentação oficial estipula que o tratamento deve ser de suporte e sintomático.

Nota de Gestão Declaração Regulamentar Oficial
Intervenção Específica A fisostigmina pode ser administrada em caso de efeitos anticolinérgicos centrais acentuados.
Medidas de Suporte A lavagem gástrica e a hemoperfusão com carvão ativado são etapas de gestão documentadas.
Foco na Monitorização A temperatura corporal deve ser monitorizada de perto, especialmente em crianças, devido ao risco documentado de piréxia.

Usos terapêuticos de Arlevertan

O que o Arlevertan trata: principais utilizações e benefícios

Este medicamento é habitualmente utilizado para o alívio sintomático da vertigem de diversas origens em adultos. A sua aplicação abrange condições caracterizadas por perturbações episódicas ou súbitas da função de equilíbrio do ouvido interno. O âmbito terapêutico é relevante para a gestão de sintomas relacionados com uma atividade fisiológica acentuada, tais como a sensação de rotação (vertigem), tonturas gerais e sintomas associados de náuseas e vómitos. Este alívio de suporte pode ajudar a atenuar a intensidade destes sintomas que interferem com o funcionamento diário.

Esta associação fixa é frequentemente utilizada durante fases de agravamento agudo dos sintomas, ou em condições associadas a episódios agudos ou disruptivos que requerem assistência sintomática a curto prazo. O medicamento é aplicado na abordagem a conjuntos de sintomas que criam uma interferência notória na estabilidade quotidiana.

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Chave
Foco nos sintomas Vertigem (rotação), Tonturas, Náuseas
Contexto de uso Alívio sintomático agudo ou episódico
Benefício principal Contribui para atenuar a carga sintomática global e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Arlevertan

A documentação regulamentar oficial estipula que o Arlevertan está autorizado para utilização apenas em adultos com idade igual ou superior a 18 anos. A utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos não é recomendada, uma vez que a segurança e a eficácia neste grupo etário não foram estabelecidas.


O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado por populações específicas devido a fatores de risco absolutos. Isto inclui doentes com uma hipersensibilidade conhecida às substâncias ativas (cinarizina, dimenidrinato) ou a anti-histamínicos semelhantes. As contraindicações aplicam-se também a indivíduos com glaucoma de ângulo fechado, convulsões ou suspeita de pressão intracraniana elevada, e àqueles com abuso de álcool. A função orgânica determina a elegibilidade, estando o uso proibido em casos de insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave (depuração da creatinina leq 25 ml/min).

Os documentos regulamentares referem igualmente que o medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez ou durante o aleitamento. É necessária precaução em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada, doença de Parkinson e outras condições pré-existentes que possam ser agravadas pelas propriedades do fármaco, tais como hipertensão ou doença coronária grave.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Arlevertan (associação de cinarizina e dimenidrinato) pode interagir com diversas outras substâncias e medicamentos, principalmente devido às suas propriedades depressoras do sistema nervoso central (SNC) e aos seus efeitos anticolinérgicos. É fundamental informar o seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos que está a tomar, incluindo medicamentos com receita médica, de venda livre e produtos à base de plantas.

Aumento da Sedação e Sonolência

A administração conjunta com outros depressores do SNC pode intensificar significativamente os efeitos sedativos do Arlevertan, resultando em sonolência excessiva e redução do estado de alerta. Estes incluem:

  • Álcool
  • Barbitúricos (frequentemente utilizados como calmantes ou para ajudar a dormir)
  • Analgésicos narcóticos (analgésicos fortes, como a morfina)
  • Tranquilizantes (utilizados para a ansiedade e depressão)
  • Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO)

Potenciação de Efeitos Anticolinérgicos

O Arlevertan pode aumentar a ação de medicamentos com propriedades anticolinérgicas, agravando potencialmente efeitos secundários como secura de boca, visão turva, obstipação e retenção urinária. Exemplos destes medicamentos incluem:

  • Antidepressivos tricíclicos
  • Atropina e agentes relaxantes musculares semelhantes
  • Procarbazina (utilizada em certos tipos de cancro)

Outras Interações Relevantes

Tipo de Interação Medicamentos Afetados Efeito
Cardiovascular Antiarrítmicos (fármacos para corrigir problemas do ritmo cardíaco) O uso simultâneo é geralmente evitado devido a potenciais riscos cardíacos.
Risco de Hipotensão Medicamentos que baixam a pressão arterial (anti-hipertensores) Pode potenciar o efeito de redução da pressão arterial.
Mascaramento de Ototoxicidade Antibióticos aminoglicosídeos O Arlevertan pode ocultar os sintomas de alerta (ex: tonturas) de danos no ouvido interno causados por estes antibióticos.
Interferência Diagnóstica Testes cutâneos de alergia O Arlevertan pode interferir nos resultados dos testes de alergia ao suprimir a reação esperada. A sua utilização deve ser interrompida alguns dias antes do teste.

Mecanismo de ação

O Arlevertan é um produto de associação de dose fixa que contém duas moléculas distintas, a cinarizina e o dimenidrinato, as quais exercem ações farmacodinâmicas independentes, mas complementares, sobre o sistema vestibular.

A cinarizina foca-se essencialmente no aparelho vestibular periférico, funcionando como um antagonista não seletivo dos canais de cálcio dependentes de voltagem do tipo L (Cav1). Esta inibição dos canais de cálcio restringe a entrada de iões Ca^2+ nas células ciliadas sensoriais vestibulares, modulando assim a transmissão de sinais com origem no ouvido interno. Adicionalmente, a cinarizina atua como antagonista dos recetores H1 da histamina e exibe um antagonismo secundário nos recetores dopaminérgicos D2 e muscarínicos da acetilcolina.

O dimenidrinato decompõe-se nos seus componentes, um dos quais, a difenidramina, atua como um antagonista dos recetores H1 da histamina de primeira geração com elevada afinidade para alvos no sistema nervoso central. Este antagonismo bloqueia a ação da histamina nos recetores H1 nos núcleos vestibulares e na zona quimiorrecetora do gatilho, que são pontos críticos na via vestibular central. A combinação modula a sinalização neuronal tanto no sistema vestibular periférico como no central, resultando numa redução global do débito vestibular.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Arlevertan (Cinarizina/Dimenidrinato)

O Arlevertan é um medicamento de associação fixa que contém 20 mg de cinarizina e 40 mg de dimenidrinato, apresentado sob a forma de comprimido revestido por película. A sua utilização correta é definida por diretrizes de administração específicas detalhadas em documentos regulamentares oficiais.

Posologia e Administração Oficial

Aspeto da Utilização Instrução Oficial
Via de Administração Oral (deve ser engolido)
Dose Padrão para Adultos Um comprimido por dose
Frequência Diária Três vezes ao dia (TID)
Dose Diária Máxima Não exceder três comprimidos em 24 horas
Momento da Toma Deve ser tomado após as refeições (pós-prandial)
Duração da Utilização O ciclo de tratamento é, geralmente, limitado a quatro semanas

Instruções de Procedimento

Para garantir a utilização correta, o comprimido deve ser engolido inteiro com uma pequena quantidade de líquido; não deve ser mastigado, esmagado ou partido. A ingestão do medicamento após uma refeição é obrigatória para ajudar a minimizar uma potencial irritação gástrica, uma condição observada nas informações oficiais de prescrição.

Restrições de População

O Arlevertan não é recomendado para utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos. Embora não existam ajustes de dose específicos listados para idosos ou doentes com insuficiência renal ligeira a moderada, recomenda-se precaução, sendo que o medicamento está contraindicado em casos de insuficiência hepática ou renal grave. Em caso de esquecimento de uma dose, os doentes devem tomar a dose seguinte agendada à hora habitual e não devem tomar uma dose a dobrar para compensar.

Evidência clínica recente

Evidências Científicas e Resumo de Estudos sobre o Arlevertan

Evidências para a Utilização na Vertigem Vestibular

O panorama da investigação para esta associação de dose fixa baseia-se primordialmente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e em Meta-análises de Dados Individuais dos Doentes, que sintetizam informações de múltiplos estudos controlados. Esta investigação foi avaliada em adultos com condições associadas a episódios agudos ou disruptivos de vertigem, incluindo as resultantes de perturbações vestibulares centrais e/ou periféricas.

Os investigadores desenharam estes estudos para examinar os resultados comunicados pelos doentes sobre o desconforto percecionado, utilizando principalmente uma pontuação composta denominada Mean Vertigo Score (MVS) para avaliar a intensidade dos sintomas em curtos intervalos de tempo. Os dados revelam padrões relacionados com a alteração dos sintomas de vertigem ao longo do período do estudo, bem como mudanças medidas em resultados relativos ao desconforto físico, tais como náuseas e vómitos. Estas evidências fazem parte do cenário mais amplo de dados para condições marcadas por limitações funcionais.

Comparação com Outros Tratamentos em Estudos

Os ensaios controlados foram delineados para comparar diretamente a associação fixa com os seus componentes individuais — a cinarizina isolada e o dimenidrinato isolado. A investigação também analisou a associação face a outros tratamentos utilizados em estudos para condições que apresentam ciclos de estabilidade e agudizações, como a betahistina. A investigação comparativa fornece dados relacionados com alterações a curto prazo quando esta associação fixa foi estudada para ataques agudos de vertigem de várias origens.

Duração do Acompanhamento e Estudos a Longo Prazo

A maior parte da base de evidências central, incluindo os ECCA mais rigorosos, observou as respostas dos doentes durante um período de quatro semanas. Este intervalo de tempo é relevante em ensaios que avaliam padrões de sintomas episódicos ou de curto prazo. Alguns estudos dedicados, como os que envolvem a doença de Ménière, prolongaram o período de observação até às 12 semanas.

Uma limitação fundamental observada na investigação é que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e existe informação limitada sobre resultados a longo prazo derivados de estudos aleatorizados e controlados. As durações do acompanhamento foram limitadas nos ensaios fundamentais, o que significa que a qualidade da evidência varia entre estudos quando se consideram efeitos para além de um mês.

Evidências em Grupos Específicos de Doentes

A associação fixa foi avaliada em ensaios que incluíram um amplo espetro de adultos com condições que envolvem períodos de sintomas acentuados. A base de evidências inclui estudos específicos e análises de subgrupos que envolvem idosos (definidos nalguns estudos como 65 anos). Estes subgrupos foram examinados para avaliar se os resultados medidos diferiam com base na idade ou no sexo.

A investigação também analisou a associação em doentes com diagnósticos vestibulares específicos, como a Neurite Vestibular. As análises de subgrupos relativas à idade e ao sexo comunicaram que os padrões de sintomas observados foram consistentes entre estes diferentes grupos. No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes, particularmente para populações pediátricas ou mulheres grávidas.

Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

A principal limitação na base de evidências é que as durações do acompanhamento foram limitadas nos ensaios aleatorizados de alto nível, que se focaram na gestão de sintomas agudos. Isto significa que existe informação limitada sobre resultados a longo prazo ou sobre a durabilidade das alterações comunicadas num ambiente de investigação controlada.

A literatura científica também discute uma incerteza relacionada com a utilização a longo prazo de supressores vestibulares de uma forma geral. Os investigadores referem que o uso prolongado pode influenciar o processo natural de compensação vestibular (a capacidade do cérebro de se adaptar a danos no ouvido interno). A evidência que explora este padrão biológico específico em ensaios controlados da associação fixa é limitada.

A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais. Os resultados descrevem padrões de grupo, não desfechos pessoais, e a evidência destaca o que se sabe — e o que permanece incerto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Arlevertan (FAQ)


P: O Arlevertan é igual a outros medicamentos para as tonturas?

O Arlevertan é descrito nos documentos regulamentares oficiais como um medicamento de associação de dose fixa. Isto significa que contém duas substâncias ativas distintas — a cinarizina (um antagonista dos canais de cálcio) e o dimenidrinato (um anti-histamínico) — num único comprimido. Esta associação é utilizada para obter um efeito complementar, sendo descrita na informação oficial como mais eficaz, em ambiente de estudo, do que a utilização isolada de cada um dos seus componentes.


P: Porque é que o medicamento é utilizado para a "vertigem" e não apenas para as "tonturas"?

A indicação oficial do medicamento é para o tratamento sintomático da vertigem em adultos. A informação oficial do produto descreve-a, por vezes, como a sensação de tontura ou de "andar tudo à roda", acompanhada de náuseas associadas. O medicamento está autorizado para este conjunto específico de sintomas, tal como definido nos documentos regulamentares.


P: O Arlevertan serve para prevenir a vertigem ou para tratar um episódio?

A indicação regulamentar oficial estabelece que o Arlevertan é utilizado para o tratamento sintomático da vertigem. Isto significa que o seu objetivo principal, conforme descrito nos documentos autorizados, é ajudar a aliviar os sintomas de um episódio.


P: O que diz a informação oficial sobre o uso de Arlevertan para o enjoo de movimento?

Embora o enjoo de movimento possa incluir sintomas como náuseas, a informação oficial do produto lista a utilização do medicamento para os sintomas de vertigem e desconfortos associados, como as náuseas (sentir-se enjoado). O medicamento está autorizado para este fim específico.


P: Qual é a diferença entre o Arlevertan e tomar apenas Cinarizina?

O Arlevertan é uma associação fixa de cinarizina e dimenidrinato. A informação regulamentar oficial refere que as duas substâncias são utilizadas em conjunto porque a investigação que analisou a sua utilização demonstrou padrões de resposta superiores aos observados quando a cinarizina ou o dimenidrinato foram utilizados individualmente.


P: O Arlevertan é conhecido por outro nome comercial noutros países?

A associação fixa de cinarizina e dimenidrinato é comercializada sob diferentes nomes comerciais a nível mundial. Nalgumas regiões, o produto de associação pode ser conhecido por outro nome, como "Arlevert" em vários países europeus.


P: É verdade que o Arlevertan só está aprovado em certas regiões?

A informação oficial do produto e os nomes comerciais específicos para esta associação fixa estão disponíveis e autorizados primordialmente em regiões regulamentares específicas, como diversos países da Europa.


P: O Arlevertan pode interferir com algum teste laboratorial?

De acordo com os documentos oficiais, o medicamento pode interferir com os resultados de certos procedimentos de diagnóstico. Especificamente, o Arlevertan pode afetar os testes cutâneos de alergia, ao suprimir potencialmente a reação esperada.


P: O Arlevertan contém glúten ou lactose?

A lista oficial de outros ingredientes (excipientes) nos comprimidos de Arlevertan inclui substâncias como celulose microcristalina, amido de milho, talco, hipromelose, sílica coloidal anidra, estearato de magnésio e croscarmelose sódica. Esta lista define a formulação descrita na informação oficial do produto.


P: O Arlevertan pode causar alterações de humor ou ansiedade?

Os documentos regulamentares oficiais listam o nervosismo como um efeito secundário pouco frequente deste medicamento, o que significa que pode afetar até 1 em cada 100 pessoas. Os efeitos secundários estão listados e classificados por frequência na informação oficial de segurança.


P: Existem efeitos secundários graves conhecidos do Arlevertan?

A informação oficial de prescrição lista efeitos secundários raros, que podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas. Estes efeitos raros incluem reações alérgicas e compromisso da visão.


P: É possível ter alergia ao Arlevertan?

A informação oficial de segurança refere que a hipersensibilidade conhecida (uma reação alérgica grave) às substâncias ativas ou a anti-histamínicos semelhantes constitui uma contraindicação, o que significa que o medicamento não deve ser utilizado. As reações alérgicas estão também listadas como um efeito secundário raro.


P: O Arlevertan trata a causa da vertigem ou apenas o sintoma?

A indicação oficial do Arlevertan é para o tratamento sintomático da vertigem. Isto descreve o seu papel no alívio dos sintomas e não no tratamento da causa subjacente da condição propriamente dita.

Como Arlevertan deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Arlevertan?

Os documentos regulamentares oficiais definem regras específicas e não facultativas para a conservação e eliminação dos comprimidos de Arlevertan (cinarizina/dimenidrinato).

Requisitos de Conservação

  • Controlo da Temperatura: O medicamento deve ser conservado a uma temperatura não superior a 30 °C. Não existem outras condições ambientais especiais explicitamente exigidas, tais como a proteção da luz ou da humidade.
  • Segurança Infantil: Os comprimidos devem ser mantidos fora da vista e do alcance das crianças.
  • Estabilidade: O medicamento não deve ser utilizado após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior.

Instruções de Eliminação

  • Proibição em Águas Residuais: O Arlevertan não deve ser eliminado na canalização (por exemplo, através da sanita ou do lavatório).
  • Produto não Utilizado: Qualquer produto fora de validade ou não utilizado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais de resíduos, o que geralmente implica a sua entrega numa farmácia para o tratamento adequado de resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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