Arheuma

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Arheuma

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Arheuma

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Leflunomida
Forma farmacêutica Comprimido revestido por película (Preparação oral)
Classe farmacológica Fármaco antirreumático modificador da doença sintético convencional (csDMARD)
Objetivo geral Modificação da doença (Abrandamento da inflamação crónica)
Origem Composto sintético

Que tipo de medicamento é o Arheuma? (Identidade e Classificação)

O Arheuma é um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa leflunomida, a qual está classificada como um Fármaco Antirreumático Modificador da Doença (DMARD). É especificamente categorizado como um DMARD sintético convencional (csDMARD), distinguindo-se pelo seu efeito sistémico enquanto agente imunossupressor e imunomodulador. Sendo um tratamento sistémico indicado para adultos, o Arheuma destina-se a atuar sobre a atividade imunitária subjacente em todo o corpo. A classificação deste fármaco indica que o mesmo foi concebido para alterar o curso de doenças inflamatórias crónicas, em vez de proporcionar apenas um alívio sintomático.

Leflunomida: Composição, Origem e Forma (Substância e Estrutura)

O ingrediente ativo central do Arheuma é a leflunomida, um composto sintético derivado da classe química do isoxazol. Este é apresentado como um produto monocomponente para via oral, tipicamente sob a forma de comprimido revestido por película. A leflunomida é administrada como um pró-fármaco, o que significa que a molécula é biologicamente inativa até ser eficientemente convertida pelo organismo na sua substância farmacologicamente potente, o A77 1726. Estudos farmacológicos confirmaram esta via única de ativação metabólica, que é essencial para alcançar o efeito terapêutico sustentado do medicamento.

Objetivo Geral do Arheuma como DMARD (Finalidade Terapêutica Central)

O objetivo terapêutico geral do Arheuma é modificar a progressão de doenças inflamatórias crónicas, visando abrandar os danos estruturais. Atua como um agente antiproliferativo ao interferir com uma via metabólica fundamental de que certas células imunitárias específicas, como os linfócitos T, necessitam para se dividirem rapidamente. Ao controlar a multiplicação e a atividade inadequadas destas células inflamatórias, o Arheuma ajuda a limitar os efeitos destrutivos da resposta autoimune subjacente em todo o organismo, estabelecendo um controlo sustentado sobre a inflamação crónica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Arheuma?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança regulamentar do Arheuma (leflunomida) é definido pelas reações adversas oficialmente documentadas e pelas restrições de segurança específicas estabelecidas por autoridades governamentais. O perfil caracteriza-se por um espectro de eventos categorizados por frequência e pelo sistema de órgãos afetado.

Os domínios de segurança fundamentais referem-se ao potencial de hepatotoxicidade (danos no fígado) e toxicidade hematológica (distúrbios sanguíneos), que exigem a monitorização regular das enzimas hepáticas e das contagens sanguíneas, conforme especificado na rotulagem regulamentar. O aumento das enzimas hepáticas é frequentemente assinalado como mais comum no início do tratamento ou durante o escalonamento da dose, embora reações hepáticas graves, incluindo a insuficiência hepática, sejam classificadas como raras.

Classificação Exemplos de Efeitos Secundários Listados Oficialmente
Muito Frequentes (≥ 1/10) Diarreia, cefaleia (dor de cabeça), alopécia (enfraquecimento do cabelo), hipertensão, elevação das enzimas hepáticas.
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Diminuição de peso, estomatite, erupção cutânea, leucopenia.

As reações adversas graves documentadas incluem a possibilidade rara de reações cutâneas graves (por exemplo, síndrome de Stevens-Johnson) e a doença pulmonar intersticial (DPI), que é classificada como muito rara. Devido à longa semivida do metabolito ativo, os efeitos adversos podem ocorrer ou persistir após a interrupção do tratamento.

Restrições em Populações Específicas: O medicamento é formalmente contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave, condições hematológicas significativas preexistentes, estados de imunodeficiência grave e durante a gravidez ou lactação, devido ao elevado risco de danos fetais. O quadro regulamentar exige o uso de contraceção eficaz durante e por um período específico após o tratamento, ou a implementação de um procedimento de eliminação acelerada do fármaco (washout).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem pode manifestar-se através de sinais específicos documentados, incluindo mal-estar gastrointestinal (diarreia, dor abdominal), sintomas gerais (cansaço extremo, fraqueza, palidez) e alterações cardiopulmonares (batimento cardíaco acelerado e falta de ar).

Os documentos regulamentares identificam que a sobredosagem ou a toxicidade grave acarretam o risco de complicações sérias e potencialmente fatais, particularmente lesões hepáticas graves, incluindo insuficiência hepática fatal, e reações cutâneas graves como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ). A toxicidade hematológica, evidenciada por alterações nos níveis das células sanguíneas (leucopenia), é também uma preocupação documentada. Os doentes com doença hepática preexistente enfrentam o maior risco de lesão hepática grave.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

Deve contactar-se imediatamente os serviços de emergência caso o indivíduo afetado tenha colapsado, sofrido uma convulsão, apresente dificuldade em respirar ou não consiga acordar, conforme estipulado nas informações oficiais. Adicionalmente, contactar um centro de informação antivenenos é uma ação obrigatória em casos de suspeita de sobredosagem.

Procedimento Oficial de Gestão Clínica

Uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico, as orientações regulamentares determinam a realização de um Procedimento de Eliminação Acelerada do Fármaco (washout), devido à semivida prolongada do metabolito ativo. Este procedimento utiliza agentes como a colestiramina ou o carvão ativado para remover rapidamente a substância do organismo. Após o washout, é necessária a monitorização contínua dos níveis da enzima hepática (ALT) e das células sanguíneas até à sua normalização.

Usos terapêuticos de Arheuma

O que o Arheuma trata: Principais utilizações e benefícios

Arheuma é habitualmente utilizado em diversas condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado, focando-se em sintomas relacionados com o mal-estar físico e a tensão fisiológica percetível. O objetivo terapêutico global é prestar um apoio que contribua para atenuar a carga total de sintomas e possa auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.

Este medicamento é relevante para a gestão de sintomas que interferem com o funcionamento diário em domínios terapêuticos onde é necessário suporte sintomático adicional. Ele pode contribuir para aliviar a carga sintomática global em situações que envolvam rigidez articular persistente, dor crónica e mobilidade condicionada. O Arheuma é tipicamente aplicado quando é necessária assistência sintomática de suporte durante fases em que os sintomas se tornam mais evidentes, como quando conjuntos de sintomas surgem subitamente ou se intensificam durante um surto.

Factos Rápidos: Relevância Terapêutica

  • Domínios dos Sintomas: Utilizado em situações que envolvam certos sintomas angustiantes associados a estados inflamatórios ou irritativos.
  • Cenários Clínicos: Frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte.
  • Benefício para o Doente: Fornece apoio que ajuda a atenuar a carga sintomática global e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.

Critérios de utilização e restrições

O Arheuma está oficialmente indicado para o tratamento de doentes adultos (com idade igual ou superior a 18 anos) com determinadas condições inflamatórias crónicas.

Populações Contraindicadas

Os documentos regulamentares oficiais definem grupos específicos para os quais a utilização é contraindicada e estritamente proibida:

  • Gravidez e Aleitamento: O medicamento é contraindicado em mulheres grávidas e em mulheres que estejam a amamentar. As mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e até que os níveis plasmáticos do metabolito ativo sejam confirmados, através de análise, como estando abaixo de 0,02 mg/L após a interrupção da toma.
  • Compromisso Hepático: Doentes com insuficiência hepática grave ou qualquer outro compromisso severo da função do fígado não devem utilizar este medicamento. Estão excluídos aqueles que apresentem doença hepática aguda ou crónica preexistente, ou enzimas hepáticas elevadas (ALT > 2 x LSN — limite superior do normal) antes do início do tratamento.
  • Distúrbios Imunitários e Sanguíneos: A utilização é contraindicada em indivíduos com estados de imunodeficiência grave (ex.: SIDA) ou com a função da medula óssea significativamente afetada (ex.: anemia grave ou leucopenia).
  • Hipersensibilidade: Doentes com hipersensibilidade conhecida à leflunomida, ao seu metabolito teriflunomida ou a qualquer um dos componentes do comprimido.

Restrições por Idade e Comorbilidades

  • Utilização Pediátrica: O uso em doentes com menos de 18 anos de idade não é recomendado, uma vez que a eficácia e a segurança nesta população não foram estabelecidas pelas autoridades regulamentares.
  • Fatores Renais e Metabólicos: O medicamento é contraindicado em doentes com hipoproteinemia grave e naqueles que sofram de insuficiência renal moderada a grave, principalmente devido à insuficiência de experiência clínica disponível para estes grupos específicos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Arheuma (leflunomida) possui interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas oficialmente documentadas que afetam a exposição do organismo a substâncias administradas em simultâneo. O seu metabolito ativo, o A77 1726, está documentado como um inibidor da enzima CYP2C8 e um indutor da CYP1A2, o que altera a depuração de medicamentos metabolizados por estas vias. O metabolito ativo inibe também diversos transportadores de fármacos, incluindo o BCRP, o OATP1B1/B3 e o OAT3.

Este perfil de interações leva a restrições regulamentares específicas. A coadministração com teriflunomida é formalmente contraindicada. Devido ao aumento da exposição resultante da inibição dos transportadores, a coadministração com rosuvastatina está sujeita a uma restrição de dose máxima obrigatória de 10 mg uma vez ao dia. Além disso, está oficialmente documentado que a exposição a componentes de contracetivos orais, tais como o etinilestradiol e o levonorgestrel, é aumentada.

No que respeita a outras substâncias, a ingestão de bebidas alcoólicas não é recomendada devido ao potencial de efeitos hepatotóxicos cumulativos. O grau de absorção do fármaco é oficialmente descrito como não sendo afetado pelos alimentos. Uma restrição específica para certas populações refere que o Arheuma é contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave, devido ao risco de toxicidade acrescida.

Mecanismo de ação

O Arheuma, na qualidade de pró-fármaco, sofre uma conversão metabólica rápida no seu principal metabolito ativo, o A77 1726 (teriflunomida). Este metabolito atua predominantemente como um inibidor não competitivo da enzima mitocondrial di-hidroorotato desidrogenase (DHODH). A DHODH catalisa uma etapa fundamental na via de síntese de novo das pirimidinas, especificamente a conversão de di-hidroorotato em orotato.

A inibição da DHODH pelo A77 1726 limita a reserva intracelular de monofosfato de uridina (rUMP). Os linfócitos, em particular as células T ativadas, apresentam uma elevada dependência metabólica da via de novo para a síntese de pirimidinas, de modo a sustentar a sua proliferação rápida. A redução resultante na disponibilidade de ribonucleótidos impede que estas células avancem da fase G1 para a fase S do ciclo celular, induzindo uma paragem na fase G1 e interrompendo a sua expansão clonal. Esta ação é citostática para as referidas células-alvo. Uma interação secundária, menos proeminente, envolve o antagonismo da Proteína tirosina quinase 2-beta (PTK2B), modulando adicionalmente as vias de sinalização intracelar envolvidas na ativação e proliferação celular. A consequência ao nível do sistema é uma modulação seletiva dos linfócitos em proliferação rápida, resultando numa diminuição quantificável do seu número em circulação.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Arheuma é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Arheuma (leflunomida) é administrado de acordo com um esquema específico definido nas informações oficiais de prescrição, centrando-se na via oral e num padrão de dosagem estruturado ao longo do tempo.

Visão Geral da Administração

O medicamento é fornecido na forma de comprimido revestido por película e é tomado por via oral. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com uma quantidade suficiente de líquido. A administração é permitida com ou sem alimentos, dado que as refeições não alteram significativamente a absorção do fármaco.

O tratamento deve ser iniciado e supervisionado por um médico especialista com experiência na gestão das patologias para as quais o medicamento é prescrito.


Dosagem e Esquema Terapêutico

O Arheuma é normalmente tomado uma vez por dia. O regime oficial envolve um período inicial opcional, seguido de uma dose de manutenção a longo prazo, concebida para atingir as concentrações terapêuticas necessárias:

Característica Instrução Oficial Contexto do Uso
Dose de Carga Opcional 100 mg uma vez ao dia durante três dias Pode ser utilizada para atingir o estado de equilíbrio mais rapidamente.
Dose de Manutenção Padrão 20 mg uma vez ao dia A dose diária máxima recomendada.
Dose de Manutenção Reduzida 10 mg uma vez ao dia Utilizada se a dose de 20 mg não for tolerada.

A dose de carga é frequentemente omitida ao iniciar o tratamento em determinados doentes para reduzir o potencial de efeitos adversos, optando o especialista por iniciar imediatamente a dose de manutenção de 20 mg.

Duração e Populações Específicas

O Arheuma destina-se a uma utilização a longo prazo. Os efeitos terapêuticos tornam-se geralmente evidentes após quatro a seis semanas de utilização diária consistente e podem continuar a melhorar até aos seis meses.

Não é necessário qualquer ajuste posológico para doentes idosos (65 anos ou mais) ou para doentes com insuficiência renal ligeira. O medicamento não é recomendado para utilização em doentes pediátricos (com idade inferior a 18 anos).

Evidência clínica recente

Arheuma: Evidência Clínica Recente

A investigação científica tem explorado os efeitos do Arheuma (leflunomida) em patologias como a artrite reumatoide (AR) e outras doenças autoimunes. Os ensaios clínicos e as meta-análises focam-se na sua capacidade de ajudar a gerir a atividade da doença e de, potencialmente, atrasar a sua progressão quando utilizado como um fármaco antirreumático modificador da doença (DMARD).

Eficácia na Artrite Reumatoide

Diversos ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) investigaram os resultados da terapêutica com Arheuma em adultos com AR ativa. Os resultados dos estudos são frequentemente medidos através de ferramentas compostas, como a resposta ACR20 (uma melhoria de 20% em medidas específicas de atividade da doença) e o Índice de Atividade da Doença 28 (DAS28).

Estudos sobre a monoterapia em ensaios fundamentais de Fase III demonstraram que uma proporção significativamente superior de doentes que receberam Arheuma atingiu os critérios de resposta ACR20 em comparação com os que receberam placebo. Observou-se consistentemente que as taxas de resposta, tais como ACR20, ACR50 e ACR70, foram mais elevadas em vários momentos da avaliação.

Relativamente à terapêutica combinada, alguns estudos examinaram a sua utilização em associação com outros DMARD. A evidência sugere que, em doentes com uma resposta incompleta apenas ao metotrexato, a adição de Arheuma ao regime terapêutico foi associada a melhorias superiores nos índices de atividade da doença.


Perfil de Segurança e Eventos Adversos

O perfil de segurança do Arheuma tem sido devidamente documentado em ensaios clínicos e na vigilância pós-comercialização. O fármaco é geralmente considerado como tendo um perfil de segurança gerível no contexto da utilização de DMARD a longo prazo.

Tipo de Evento Adverso Frequência em Ensaios Clínicos (Relatados Comumente)
Gastrointestinal Diarreia, Náuseas, Dor Abdominal
Dermatológico Erupção Cutânea, Alopécia (Enfraquecimento do Cabelo)
Hepático (Fígado) Elevação das enzimas hepáticas (ALT/AST)
Outros Cefaleia (Dor de Cabeça), Infeção das Vias Respiratórias Superiores

Os eventos adversos graves são também monitorizados, incluindo infeções graves e certas condições hematológicas (do sangue). Devido ao potencial de elevação das enzimas hepáticas, são habitualmente necessárias análises ao sangue para monitorização durante a terapêutica. Os doentes devem consultar o seu médico especialista relativamente ao perfil de segurança completo e ao calendário de monitorização necessário.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Arheuma (FAQ)

P: O Arheuma pode causar problemas no fígado? Os documentos regulamentares oficiais indicam que o Arheuma pode provocar a elevação das enzimas hepáticas e, em casos raros, lesões hepáticas graves, incluindo insuficiência hepática. Devido a este risco, as diretrizes regulamentares especificam a monitorização regular dos níveis das enzimas hepáticas através de análises ao sangue durante todo o tratamento.

P: O que devo saber sobre tomar Arheuma com analgésicos comuns de venda livre? A informação oficial do produto descreve que o Arheuma tem potencial para efeitos hepatotóxicos cumulativos quando tomado em conjunto com outras substâncias que podem danificar o fígado, o que pode incluir certos analgésicos comuns. A documentação oficial incentiva a discussão com um especialista sobre todos os medicamentos coadministrados.

P: Preciso de evitar algum alimento ou bebida específica enquanto utilizo o Arheuma? De acordo com fontes regulamentares oficiais, o consumo de bebidas alcoólicas não é recomendado devido ao potencial risco acrescido de toxicidade hepática. Separadamente, afirma-se oficialmente que a absorção do fármaco não é afetada pelos alimentos, o que significa que pode ser tomado com ou sem refeições.

P: O Arheuma é seguro para quem tem uma doença cardíaca preexistente? A informação oficial lista a hipertensão (tensão arterial alta) como um efeito secundário muito comum, e as fontes regulamentares referem que a tensão arterial deve ser monitorizada regularmente. Os avisos principais não listam contraindicações diretas para doenças cardíacas não hipertensivas. Qualquer condição cardíaca preexistente requer revisão por um especialista, como é habitual.

P: O que devo fazer se notar alterações na pele após começar o Arheuma? O rótulo oficial do produto alerta que foram documentados efeitos secundários graves e raros, tais como reações cutâneas severas (ex.: síndrome de Stevens-Johnson). Os documentos regulamentares determinam que os doentes devem informar o seu profissional de saúde se desenvolverem uma nova erupção cutânea ou sentirem outras alterações na pele.

P: O Arheuma interage com medicamentos para a tensão arterial elevada? As fontes regulamentares observam que o próprio Arheuma pode causar hipertensão como reação adversa, motivo pelo qual a monitorização da tensão arterial é necessária. Interações medicamentosas específicas com a maioria dos fármacos para baixar a tensão arterial não são mencionadas de forma uniforme nos avisos principais, mas todos os medicamentos tomados em simultâneo devem ser revistos por um especialista.

P: Como devo guardar o Arheuma em casa? O medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente, habitualmente entre 15 °C e 30 °C. É essencial proteger o medicamento da luz e da humidade, mantendo-o na sua embalagem original bem fechada.

P: O Arheuma substitui os medicamentos para a dor? O Arheuma é classificado como um Fármaco Antirreumático Modificador da Doença (DMARD). Esta classificação significa que o seu propósito é tratar a atividade imunitária subjacente que causa as doenças inflamatórias crónicas, visando atrasar os danos estruturais ao longo do tempo, em vez de proporcionar um alívio imediato da dor.

P: O Arheuma é o mesmo tipo de fármaco que outros medicamentos biológicos ou similares? O Arheuma é classificado como um DMARD sintético convencional (csDMARD). Contém a substância ativa leflunomida, que atua inibindo uma enzima específica chamada DHODH. Esta classificação farmacológica é a base factual para a comparação geral com outros fármacos.

P: Qual é a faixa etária típica das pessoas que utilizam o Arheuma? A indicação oficial refere que o Arheuma se destina ao tratamento de doentes adultos com idade igual ou superior a 18 anos. A informação regulamentar também especifica que não é necessário ajuste de dose para idosos com 65 anos ou mais.

P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Arheuma? As orientações nas informações ao doente indicam que uma dose esquecida não deve ser duplicada quando a dose seguinte for tomada. O doente deve continuar com a dose de manutenção agendada seguinte.

P: O Arheuma pode afetar o humor ou causar ansiedade? As listas regulamentares oficiais de efeitos secundários comuns e muito comuns focam-se tipicamente em eventos relacionados com o sistema gastrointestinal, fígado, pele e sangue. Alterações de humor ou ansiedade não estão geralmente listadas entre as reações adversas relatadas com maior frequência.

P: O Arheuma deixará de funcionar após algum tempo? A experiência clínica e os ensaios descritos nos documentos regulamentares oficiais apoiam a utilização do Arheuma como uma opção de tratamento a longo prazo para doenças inflamatórias crónicas. As fontes regulamentares não mencionam uma data de cessação obrigatória devido à perda de eficácia ao longo do tempo.

P: E se o Arheuma parecer não estar a funcionar para a minha condição? As fontes oficiais descrevem que os efeitos terapêuticos requerem habitualmente tempo, podendo apenas tornar-se aparentes após quatro a seis semanas de utilização diária consistente. Se não for alcançada a resposta esperada após este período inicial, um especialista poderá considerar ajustar o regime de tratamento.

P: Pessoas com diabetes podem utilizar o Arheuma? Os documentos regulamentares oficiais não listam a diabetes como uma contraindicação formal para o uso de Arheuma. No entanto, os avisos mencionam uma associação potencial entre a diabetes e um risco acrescido de efeitos secundários como a neuropatia periférica (danos nos nervos das extremidades).

P: O Arheuma está disponível em diferentes dosagens ou formas? O Arheuma (leflunomida) é apresentado em comprimidos revestidos por película para uso oral. Estes comprimidos estão habitualmente disponíveis em várias dosagens, que incluem frequentemente 10 mg e 20 mg.

P: Como é que o Arheuma difere dos anti-inflamatórios tradicionais? O Arheuma é classificado como um Fármaco Antirreumático Modificador da Doença (DMARD). Isto significa que atua de forma sistémica, modulando o sistema imunitário e modificando o curso da doença, ao contrário dos anti-inflamatórios tradicionais que se focam principalmente no alívio sintomático da dor e do inchaço.

P: Existem vacinas específicas que deva evitar enquanto tomo Arheuma? Os documentos regulamentares afirmam que, como o Arheuma é um agente imunossupressor, o uso de vacinas vivas atenuadas não é, geralmente, recomendado para doentes enquanto estiverem a receber esta medicação.

P: Quais são as razões comuns para um médico interromper a prescrição de Arheuma? As razões para a interrupção detalhadas nos avisos oficiais incluem a confirmação de gravidez, o desenvolvimento de lesão hepática grave (insuficiência hepática), sinais de toxicidade hematológica grave (distúrbios do sangue) ou a ocorrência de efeitos secundários sérios como a doença pulmonar intersticial (DPI).

P: O Arheuma tem impacto na fertilidade ou na saúde reprodutiva? Os documentos oficiais impõem requisitos rigorosos de contraceção eficaz para mulheres em idade fértil durante o tratamento e por um período especificado após o mesmo, devido ao elevado risco de danos fetais. Declarações regulamentares específicas sobre um impacto primário na fertilidade não são o foco dos avisos atuais.

P: Porque é que o Arheuma é por vezes utilizado para outras condições? O rótulo oficial lista todas as indicações aprovadas para as quais o fármaco foi formalmente revisto e autorizado pelas entidades reguladoras. Qualquer utilização para condições não listadas nesta secção oficial de indicações terapêuticas é considerada fora do âmbito aprovado.

Como Arheuma deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação

Os comprimidos revestidos por película de Arheuma (leflunomida) devem ser conservados de acordo com as diretrizes regulamentares obrigatórias para manter a integridade do produto.

Área de Abrangência Instrução Regulamentar Oficial
Temperatura de Conservação Conservar à temperatura ambiente, habitualmente entre 15 °C e 30 °C, não devendo ultrapassar os 25 °C em algumas regiões.
Requisitos de Proteção Manter em local seco e proteger da luz e do calor. Não congelar.
Regras do Recipiente Conservar o medicamento na sua embalagem de origem ou num recipiente bem fechado.
Instruções de Eliminação Não conservar medicamentos com prazos de validade expirados. Pergunte a um profissional de saúde ou farmacêutico como eliminar qualquer produto não utilizado ou caducado. A eliminação deve ser feita de acordo com os requisitos locais e pode envolver um ponto de recolha de resíduos especial.
Proteção Infantil Manter o medicamento e todas as embalagens fora do alcance e da vista das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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