Arb

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Arb

O que é o Arb? Identidade, Classe e Ação

Propriedade Descrição
Substância ativa Candesartan cilexetil
Forma farmacêutica Comprimido oral
Classe farmacológica Antagonista do Recetor da Angiotensina II (ARA II)
Objetivo geral Suporte cardiovascular; regulação da pressão arterial
Origem Composto sintético

Candesartan: Definição e Classificação Farmacológica

O medicamento Arb é um fármaco sujeito a receita médica que contém o composto sintético Candesartan cilexetil, oficialmente classificado como um Antagonista do Recetor da Angiotensina II (ARA II), também designado por Sartano. Esta classe farmacológica foi concebida para uma ação sistémica, modulando os sistemas hormonais do organismo envolvidos em patologias cardiovasculares. A substância Candesartan cilexetil atua como um pró-fármaco que, após a ingestão, é convertido no seu metabolito altamente ativo, o Candesartan. Esta preparação consiste num produto de substância única apresentado sob a forma de comprimido oral. O seu mecanismo de ação é reconhecido por oferecer uma abordagem focada na gestão do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA), fundamentada em estudos farmacológicos especializados.

Qual é o Objetivo Terapêutico Geral de um ARA II?

O objetivo terapêutico geral de um Sartano, como o Candesartan, é apoiar a correta regulação da pressão arterial e auxiliar a função cardíaca crónica através do bloqueio direto dos efeitos potentes da hormona Angiotensina II. Esta ação fisiológica modula especificamente o SRAA, levando à inibição da vasoconstrição — o relaxamento dos vasos sanguíneos — e exercendo influência na retenção de líquidos. Foi validado que o Candesartan atinge eficazmente reduções sustentadas na resistência vascular. A conclusão verificada é que o fármaco ajuda a aliviar o esforço do sistema cardiovascular ao reduzir a tensão nos vasos sanguíneos.

O Papel do Candesartan como Preparação em Comprimido Oral

O Candesartan é consistentemente fornecido como uma preparação oral em forma de comprimido, o que facilita a ação sistémica necessária para a gestão de desequilíbrios crónicos. Enquanto composto sintético de entidade única, depende de excipientes farmacêuticos específicos — o veículo da matriz sólida — para assegurar uma absorção eficaz. O recurso à via oral é essencial para a modulação do SRAA contínua e a longo prazo, necessária para manter uma regulação da pressão arterial estabilizada em doentes adultos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Arb?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança dos bloqueadores dos recetores da angiotensina II (ARAs) está formalmente documentado em fontes regulamentares governamentais, que classificam as reações adversas de acordo com a sua frequência e potencial gravidade clínica.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Restrição de Segurança Obrigatória: Os ARAs estão contraindicados durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez, devido ao elevado risco de lesões graves e morte para o feto em desenvolvimento. A interrupção imediata do tratamento é necessária após a confirmação da gravidez.

As Reações Adversas Graves documentadas na rotulagem regulamentar incluem:

  • Angioedema: Inchaço rápido das camadas profundas da pele, lábios, língua e/ou garganta, que pode colocar a vida em risco e requer assistência médica imediata.
  • Hipercaliemia: Níveis elevados de potássio no sangue, que podem ser significativos e necessitam de monitorização.
  • Insuficiência Renal Aguda: Deterioração ou perda da função renal, particularmente em doentes com condições pré-existentes, como a estenose bilateral da artéria renal.
  • Hipotensão: Tensão arterial significativamente baixa, especialmente no início do tratamento ou em doentes com depleção de volume (redução de líquidos no corpo).

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As seguintes reações são classificadas com base em estruturas de frequência regulamentares (ex.: Comuns ≥ 1/100):

Classe de Sistemas de Órgãos Envolvida Reações Adversas Comuns
Doenças do Sistema Nervoso Tonturas, Cefaleias (Dores de cabeça)
Perturbações Gerais Fadiga, Astenia

Notas de Monitorização: Os documentos regulamentares especificam a necessidade de monitorização contínua dos níveis de creatinina sérica, ureia sanguínea (BUN) e potássio sérico, uma vez que estes valores laboratoriais refletem os riscos potenciais graves de segurança associados a esta classe de medicamentos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda: Informação Regulamentar Oficial para o Arb

A sobredosagem de Arb (candesartan cilexetil) está oficialmente documentada em fontes regulamentares através de efeitos diretamente relacionados com a sua potente ação de redução da tensão arterial. É necessária assistência médica imediata em qualquer cenário de suspeita de sobredosagem, devido ao risco de instabilidade cardiovascular significativa.

Manifestações e Medidas Documentadas

Domínio Declaração Regulamentar Oficial
Apresentações Documentadas A principal manifestação de sobredosagem é a hipotensão sintomática (tensão arterial gravemente baixa) e sinais relacionados, como tonturas. Foram também comunicadas alterações na frequência cardíaca, incluindo taquicardia (batimento cardíaco acelerado) ou, menos frequentemente, bradicardia (batimento cardíaco lento).
Medida de Emergência Necessária É necessária assistência médica imediata. A gestão clínica é sintomática e de suporte. As normas especificam que, se ocorrer hipotensão grave, o doente deve ser colocado em posição supina (deitado de costas).

Limitações da Gestão Clínica

Limitação Declaração Regulamentar Oficial
Disponibilidade de Antídoto Não é conhecido qualquer antídoto específico.
Limitação de Procedimento O candesartan não é removido por hemodiálise devido à sua elevada ligação às proteínas plasmáticas.

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem primordialmente pelo risco de hipotensão clinicamente significativa, o que exige cuidados de suporte e monitorização imediatos. A estratégia de gestão foca-se na estabilização dos sinais vitais, dada a inexistência de um antídoto conhecido e a ineficácia da hemodiálise como medida de remoção do fármaco.

Usos terapêuticos de Arb

Este medicamento é habitualmente utilizado para auxiliar na gestão a longo prazo da hipertensão essencial (pressão arterial elevada) em adultos, sendo também considerado relevante para determinadas crianças e adolescentes. Esta gestão pode auxiliar na redução da probabilidade de eventos cardiovasculares major, tais como o acidente vascular cerebral (AVC) e o enfarte do miocárdio (ataque cardíaco), ao promover uma pressão arterial mais baixa e estável.

O Arb pode fazer parte da gestão sintomática de doentes diagnosticados com insuficiência cardíaca crónica, particularmente naqueles que apresentam comprometimento funcional sintomático (Classes II-IV da NYHA). O tratamento é aplicado na abordagem a conjuntos de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e problemas de retenção de líquidos, tais como a falta de ar e o inchaço (edema). Isto proporciona um suporte que ajuda a aliviar a carga geral dos sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante períodos de agravamento da sintomatologia.

O fármaco é comummente utilizado para ajudar em condições como a gestão da hipertensão, o suporte na insuficiência cardíaca crónica e a proteção especializada de órgãos em doentes com nefropatia diabética. Além disso, o medicamento é considerado relevante em contextos clínicos onde os doentes necessitam de suporte sintomático adicional devido a intolerâncias específicas a outros medicamentos. O fármaco desempenha um papel na gestão de condições crónicas associadas à pressão arterial que requerem suporte sistémico contínuo.


Facto Rápido: Alívio da Congestão e de Líquidos

O Arb é relevante para atenuar os sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e problemas de líquidos, proporcionando um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global causada pelo esforço cardíaco, que frequentemente conduz a edema e fadiga incómodos.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Arb

Populações para as quais a utilização é permitida (conforme a rotulagem):

  • Adultos para o tratamento da hipertensão e insuficiência cardíaca crónica.
  • Crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 6 e os <18 anos para o tratamento da hipertensão.
  • Idosos (população geriátrica), sem necessidade de ajuste inicial da dose com base apenas na idade.

Populações para as quais a utilização é contraindicada:

  • Doentes com hipersensibilidade conhecida ao candesartan cilexetil ou a qualquer um dos componentes do medicamento.
  • Mulheres no segundo e terceiro trimestres de gravidez (é aconselhada a interrupção imediata do tratamento caso a gravidez seja detetada).
  • Crianças com idade inferior a 1 ano para o tratamento da hipertensão.
  • Doentes com compromisso hepático grave e/ou colestase (obstrução do fluxo biliar).
  • Doentes com diabetes ou compromisso renal que estejam a tomar concomitantemente medicamentos contendo aliscireno (bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina-aldosterona).

Restrições de elegibilidade específicas por condição:

  • Amamentação: A utilização não é recomendada durante o período de aleitamento.
  • Compromisso Renal: É necessária precaução em doentes com compromisso renal moderado a grave; doentes em diálise podem ser elegíveis mediante uma monitorização cuidadosa.
  • Depleção de Volume/Sais: A utilização requer precaução em doentes com depleção de volume ou de sais (por exemplo, devido a vómitos graves ou utilização de diuréticos) até que a condição subjacente seja corrigida.

Contexto do perfil de elegibilidade global: Os documentos regulamentares oficiais definem a elegibilidade estabelecendo contraindicações absolutas baseadas na etapa da vida (fase final da gravidez, lactentes) e em condições de saúde graves (insuficiência hepática grave). Adicionalmente, o perfil oficial identifica populações que requerem utilização condicional ou precaução, tais como indivíduos com compromisso orgânico moderado ou redução de líquidos e sais no organismo, estruturando desta forma as diretrizes sobre quem pode e quem não pode utilizar o medicamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

Os documentos regulamentares oficiais detalham diversas interações clinicamente significativas para os Bloqueadores dos Recetores da Angiotensina II (ARAs), baseadas essencialmente em efeitos fisiológicos partilhados ou na alteração da eliminação do fármaco. Estas interações exigem uma monitorização rigorosa ou a exclusão do uso combinado.

Interações Farmacodinâmicas

  • Agentes que elevam o potássio: O uso concomitante com agentes que aumentam o potássio sérico, tais como diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou trimetoprima, acarreta um elevado risco de hipercaliemia (níveis elevados de potássio). Isto requer uma monitorização frequente do potássio no sangue.
  • Outros Anti-hipertensores: A combinação de ARAs com outros agentes que baixam a tensão arterial pode levar a um efeito hipotensor acentuado.

Bloqueio Duplo do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA)

  • Aliscireno: A combinação de um ARA com o inibidor direto da renina aliscireno é contraindicada em doentes com diabetes e deve ser evitada em doentes com insuficiência renal moderada a grave, devido aos riscos acrescidos de hipercaliemia, hipotensão e problemas renais.
  • Inibidores da ECA: O bloqueio duplo do SRAA com um ARA e um inibidor da ECA não é, geralmente, recomendado devido ao aumento dos riscos sem benefício adicional comprovado.

Exposição e Depuração (Eliminação)

  • Lítio: Os ARAs podem diminuir a depuração renal do lítio, levando ao aumento das concentrações séricas de lítio e ao risco de toxicidade, o que requer uma monitorização frequente dos níveis de lítio.
  • Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs): Os AINEs podem reduzir o efeito de diminuição da tensão arterial dos ARAs e podem levar a uma deterioração da função renal, especialmente em doentes idosos ou com depleção de volume (baixo volume de líquidos no corpo). Nestes casos, é necessária a monitorização da função renal.

Mecanismo de ação

Como funciona o Arb

O Arb pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como bloqueadores dos recetores da angiotensina II (ARAs). O seu principal mecanismo de ação envolve a interferência numa hormona natural do corpo chamada angiotensina II, que é um potente vasoconstritor. Ao bloquear a ação desta substância, o medicamento ajuda a regular a pressão arterial e a melhorar a função cardiovascular.

No sistema cardiovascular, a angiotensina II liga-se a recetores específicos localizados nas paredes dos vasos sanguíneos, causando a sua contração ou estreitamento. Quando estes vasos se estreitam, a pressão necessária para o sangue circular aumenta, o que sobrecarrega o coração. O Arb atua impedindo seletivamente que a angiotensina II se ligue a esses recetores, permitindo que os vasos sanguíneos relaxem e se dilatem.

Este relaxamento dos vasos facilita o fluxo sanguíneo em todo o organismo, o que resulta numa redução eficaz da pressão arterial sistólica e diastólica. Além disso, ao diminuir a resistência contra a qual o coração tem de bombear, o medicamento reduz o esforço cardíaco, o que pode ser benéfico em condições onde o músculo cardíaco está fragilizado ou sob tensão excessiva.

O Arb também influencia a forma como os rins gerem o equilíbrio de fluidos e eletrólitos. Ao bloquear a angiotensina II, pode haver uma redução na libertação de aldosterona, outra hormona envolvida na retenção de sódio e água. Este efeito contribui para manter um volume sanguíneo adequado e protege a função renal ao longo do tempo, especialmente em doentes que apresentam vulnerabilidades específicas nestes órgãos.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações sobre Dosagem e Administração

O candesartan cilexetil (Arb) está aprovado exclusivamente para uso oral e apresenta-se em comprimidos com dosagens de 4 mg, 8 mg, 16 mg e 32 mg. O medicamento é geralmente tomado uma vez por dia, aproximadamente à mesma hora, podendo a administração ser feita com ou sem alimentos.

Dosagem Padrão em Adultos

Indicação Dose Inicial (Uma vez por dia) Dose Máxima Alvo Princípio de Titulação/Duração
Hipertensão 8 mg ou 16 mg 32 mg Efeito percetível em 2 semanas; efeito pleno em 4–6 semanas.
Insuficiência Cardíaca 4 mg 32 mg A dose é duplicada em intervalos de, pelo menos, duas semanas, conforme a tolerância, até atingir o alvo.

Utilização em Populações Específicas

As diretrizes regulamentares definem considerações posológicas específicas para determinados grupos de doentes:

  • Doentes Pediátricos (6 a <17 anos): A dosagem baseia-se no peso corporal da criança, com doses máximas que variam consoante a categoria de peso (por exemplo, até 16 mg ou 32 mg).
  • Compromisso Hepático: Em doentes com insuficiência hepática moderada, deve considerar-se uma dose inicial inferior de 4 mg ou 8 mg.
  • Compromisso Renal: Para doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina <30 mL/min), deve considerar-se uma dose inicial mais baixa de 4 mg em diversas regiões.
  • Idosos: Não é necessário um ajuste inicial da dose apenas com base na idade.

Se ocorrer o esquecimento de uma dose, as instruções regulamentares aconselham o doente a ignorar a dose esquecida e a tomar a dose seguinte no horário habitual, sem duplicar a toma para compensar. Para doentes com dificuldade em deglutir comprimidos, pode ser preparada uma suspensão oral a partir dos comprimidos, utilizando veículos farmacêuticos específicos.

Evidência clínica recente

Arb: Visão Geral dos Estudos Clínicos

A base de investigação para o Arb (candesartan cilexetil) centra-se na sua avaliação na hipertensão essencial (tensão arterial elevada) e na insuficiência cardíaca crónica. Estas avaliações clínicas consistem principalmente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) e programas observacionais de longo prazo que monitorizam padrões sustentados e a incidência de eventos.

No que respeita à hipertensão, a investigação explorou os padrões das medições da tensão arterial em intervalos de tempo definidos. Os ensaios observaram padrões consistentes na tensão arterial em populações adultas. Estudos de mais longo prazo registaram uma diferença na incidência de eventos cardiovasculares major entre os grupos monitorizados. No entanto, a evidência é limitada quanto à sua utilização como tratamento isolado na hipertensão muito grave ou resistente.

Na insuficiência cardíaca crónica, grandes ensaios aleatorizados orientados por eventos estudaram populações adultas com limitações funcionais. Estes estudos monitorizaram principalmente resultados como a mortalidade cardiovascular e por todas as causas, alterações na capacidade funcional e taxas de hospitalização. A investigação descreve diferenças nas taxas de hospitalização e na mortalidade por todas as causas registadas entre os grupos estudados. Deve notar-se que a evidência é limitada relativamente à sua utilização como terapia única, uma vez que os estudos principais examinaram frequentemente o fármaco como uma terapia adjuvante (adicionada a outros tratamentos).

Foi também realizada investigação em populações especializadas, incluindo crianças e adolescentes com hipertensão, onde os padrões registados foram frequentemente semelhantes aos observados em adultos. Contudo, os dados para crianças jovens e para a população pediátrica com insuficiência cardíaca permanecem insuficientes. Uma limitação fundamental em toda a investigação é a dependência de parâmetros substitutos (como a albuminúria em estudos de nefropatia diabética) em vez de marcadores definitivos de longo prazo, o que significa que a duração total dos efeitos para estes resultados graves não está ainda totalmente estabelecida.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Arb (FAQ)


P: De que forma o Arb se diferencia de outros medicamentos comuns para a mesma condição?

O Arb está classificado como um Antagonista dos Recetores da Angiotensina II (ARA II). Os textos regulamentares descrevem que estes fármacos atuam bloqueando diretamente o recetor da angiotensina II. Esta ação é distinta da dos inibidores da ECA, uma classe relacionada que impede a formação da angiotensina II. Informações oficiais e estudos indicam que os ARA II podem ser considerados para doentes que sofrem de tosse persistente ao utilizar um inibidor da ECA.


P: O Arb causa efeitos secundários a longo prazo discutidos nos documentos oficiais?

Os documentos oficiais listam reações adversas observadas tanto em utilizações de curto como de longo prazo, classificadas de acordo com a sua frequência. Problemas graves de segurança, tais como o Angioedema (inchaço grave) e a Insuficiência Renal Aguda (problemas renais súbitos), são riscos documentados; a rotulagem oficial do produto especifica a necessidade de monitorização contínua.


P: Quanto tempo demora normalmente até se notarem os efeitos esperados do Arb?

A informação oficial do produto indica que, para a tensão arterial elevada, a maior parte do efeito de redução da pressão é tipicamente atingida num período de quatro semanas após o início do tratamento. Para a insuficiência cardíaca, a dose é aumentada gradualmente conforme a tolerância, sendo o efeito terapêutico previsto geralmente avaliado após ser atingida a dose-alvo.


P: Existem exames médicos específicos que sejam necessários antes de iniciar o Arb?

As diretrizes oficiais especificam que a verificação da função renal e dos níveis de eletrólitos séricos é geralmente aconselhada antes de iniciar o tratamento com o Arb. Isto é particularmente importante para doentes considerados de risco mais elevado, como aqueles que apresentam condições cardíacas ou renais pré-existentes.


P: O Arb requer alguma monitorização especial durante a sua utilização?

Os documentos regulamentares especificam a necessidade de uma monitorização contínua de vários valores laboratoriais durante o tratamento. Isto inclui a verificação da creatinina sérica, da ureia sanguínea (BUN) e dos níveis de potássio sérico. Esta monitorização é realizada para acompanhar potenciais alterações na função renal e no equilíbrio eletrolítico.


P: O que dizem os dados oficiais sobre o risco de inchaço com o Arb?

Os documentos oficiais identificam o Angioedema como uma reação adversa rara, mas potencialmente grave. O angioedema envolve o inchaço rápido do rosto, língua, garganta e/ou lábios. A rotulagem oficial do produto documenta que este tipo de inchaço requer assistência médica imediata.


P: É normal sentir tonturas ligeiras ao iniciar o Arb?

As tonturas e as dores de cabeça (cefaleias) estão listadas como reações adversas comuns na informação oficial do produto. Estes efeitos podem ser mais percetíveis ao iniciar a toma do medicamento ou após um ajuste na dose.


P: O que abrange a evidência científica oficial sobre o uso a longo prazo (superior a 5 anos) do Arb?

A base de investigação do Arb inclui programas observacionais de longo prazo e ensaios clínicos controlados e aleatorizados orientados por eventos. Documentos de revisão oficial confirmam que estes estudos acompanharam doentes por períodos que podem estender-se por vários anos, permitindo a análise de perfis de segurança sustentados e de resultados cardiovasculares major.


P: Qual é a relação entre o Arb e os níveis de potássio mencionados nos documentos oficiais?

Os documentos oficiais especificam que o Arb pode causar um aumento dos níveis de potássio no sangue, uma condição designada por hipercaliemia. A documentação oficial refere que o risco aumenta quando o medicamento é utilizado com outras substâncias conhecidas por elevar o potássio, como os diuréticos poupadores de potássio.


P: O Arb pode ser tomado por pessoas que sejam sensíveis a outros fármacos semelhantes?

A rotulagem oficial do produto refere que doentes que tenham sofrido previamente um angioedema (inchaço grave) enquanto tomavam um inibidor da ECA podem apresentar um risco potencialmente aumentado desta reação ao mudar para um ARA II como o Arb. Os estudos sugerem geralmente que o angioedema é menos comum com os ARA II do que com os inibidores da ECA.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos que interajam com o Arb?

A rotulagem oficial do produto afirma que o Arb pode ser tomado com ou sem alimentos. Isto deve-se ao facto de os estudos regulamentares terem verificado que a ingestão de alimentos, incluindo refeições com elevado teor de gordura, não afeta significativamente a absorção da substância ativa, o candesartan.


P: Existem considerações especiais para o uso de Arb em doentes com problemas hepáticos?

Sim, existem considerações baseadas na gravidade da condição. Os documentos oficiais indicam que o medicamento é contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com compromisso hepático grave ou colestase (obstrução do fluxo biliar). Para doentes com compromisso ligeiro a moderado, as diretrizes de dosagem especificam que deve ser considerada uma dose inicial mais baixa.


P: Tomar Arb pode afetar a minha capacidade de conduzir ou a minha concentração?

Os documentos oficiais referem que o medicamento pode causar reações adversas como tonturas ou fadiga. A capacidade de conduzir ou operar máquinas pode ser afetada se o utilizador sentir estes efeitos secundários documentados.


P: Existem avisos sobre a combinação de Arb com álcool?

A informação oficial sobre o fármaco sugere que a combinação de álcool com o Arb pode ter um efeito aditivo na redução da tensão arterial. Esta descida adicional da tensão arterial pode aumentar o risco de tonturas ou sensação de desmaio, sendo recomendada precaução no consumo de álcool.


P: O Arb pode causar reações cutâneas ou erupções, de acordo com a rotulagem do produto?

Sim, os documentos oficiais reportam que as reações cutâneas, especificamente a erupção cutânea (rash) e a urticária, estão listadas como reações adversas muito raras associadas ao uso de Arb. A ocorrência destas reações está documentada como afetando menos de 1 em cada 10.000 utilizadores.

Como Arb deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Candesartan Cilexetil (Arb)

Os comprimidos de candesartan cilexetil devem ser conservados a uma temperatura ambiente que não ultrapasse os 30 °C. O produto deve ser protegido da congelação e mantido ao abrigo do calor excessivo, da humidade e da luz direta.

O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original fechada e o recipiente deve ser bem fechado quando não estiver a ser utilizado. Como requisito de segurança obrigatório, o produto tem de ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

No que respeita à eliminação, qualquer medicamento não utilizado ou que tenha expirado deve ser gerido de acordo com os requisitos locais. Os documentos oficiais especificam que o produto deve ser descartado de forma a evitar a sua libertação para o meio ambiente, não devendo ser eliminado através das águas residuais ou do lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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