Apriso

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Apriso

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Apriso

O Apriso é um medicamento de prescrição que contém o princípio ativo mesalazina, também conhecida como ácido 5-aminossalicílico ou 5-ASA. Este fármaco pertence a uma classe de medicamentos denominados aminossalicilatos, que são especificamente concebidos para reduzir a inflamação no revestimento do sistema digestivo.

Este medicamento é formulado como uma cápsula de libertação prolongada de toma única diária, especificamente indicada para a manutenção da remissão da colite ulcerosa em adultos. A colite ulcerosa é uma doença inflamatória intestinal crónica que provoca inflamação e úlceras no cólon e no reto. O objetivo principal do tratamento com Apriso é ajudar os doentes a prolongar o período de tempo sem sintomas, reduzindo a recorrência das crises inflamatórias após a doença ter sido controlada.

O Apriso atua localmente no cólon, exercendo um efeito anti-inflamatório direto no tecido intestinal afetado. Ao controlar a resposta inflamatória, o medicamento ajuda a diminuir os sintomas associados à colite ulcerosa, como a dor abdominal e a diarreia, contribuindo para a estabilização da condição a longo prazo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Apriso?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Apriso (mesalazina) baseia-se em dados de reações adversas recolhidos em ensaios clínicos controlados e na vigilância pós-comercialização, conforme documentado em fontes regulamentares oficiais.

Reações Adversas Comuns

Os seguintes efeitos secundários foram comunicados em ensaios clínicos com uma incidência igual ou superior a 3%:

  • Cefaleia
  • Flatulência
  • Dor abdominal
  • Diarreia
  • Testes de função hepática anormais

Outras reações comunicadas com uma incidência inferior a 3% incluem diversos distúrbios gastrointestinais, do sistema nervoso (como acufenos ou vertigens) e distúrbios cutâneos.

Questões de Segurança Graves e Clinicamente Significativas

Foram comunicadas certas reações adversas graves com produtos à base de mesalazina, as quais exigem atenção médica imediata. Estas incluem:

  • Comprometimento Renal: Foram documentados casos de declínio da função renal, incluindo nefrite intersticial aguda e insuficiência renal. A função renal deve ser avaliada antes e periodicamente durante o tratamento.
  • Síndrome de Intolerância Aguda à Mesalazina: Esta síndrome pode apresentar sintomas semelhantes a uma agudização da colite ulcerosa, tais como cólicas, dor abdominal aguda e diarreia com sangue.
  • Reações de Hipersensibilidade: Foram notificadas reações graves, incluindo miocardite e pericardite (inflamação do revestimento do coração).
  • Reações Adversas Cutâneas Graves (SCAR): Observaram-se reações cutâneas raras, mas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SJS).

Restrições de Segurança e Monitorização

O Apriso está contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida aos salicilatos, aminossalicilatos ou a qualquer componente do produto. Devido ao risco de nefrolitíase (pedras nos rins), é necessária uma ingestão adequada de líquidos. Os requisitos específicos de monitorização incluem a avaliação periódica do hemograma e da função renal, especialmente em idosos e doentes com compromisso renal ou hepático pré-existente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial da mesalazina (o princípio ativo do Apriso) detalha as manifestações e as ações de emergência necessárias em caso de sobredosagem. A suspeita de sobredosagem apresenta-se frequentemente com sinais consistentes com uma elevada exposição sistémica a salicilatos, incluindo cefaleias (dor de cabeça), confusão, vertigens, acufeno (zumbido nos ouvidos), vómitos e diarreia.

Os desfechos mais graves documentados envolvem sistemas de órgãos críticos. A rotulagem regulamentar destaca o potencial de compromisso renal, especificamente nefrite intersticial aguda e insuficiência renal, juntamente com casos de insuficiência hepática. Além disso, o envolvimento de órgãos internos, como miocardite ou pericardite relacionadas com hipersensibilidade, requer uma avaliação imediata. É referido que os doentes com compromisso renal ou hepático pré-existente apresentam um risco mais elevado destes desfechos graves.

Se houver suspeita de sobredosagem, ou se surgirem sinais de toxicidade grave (como a Síndrome de Intolerância Aguda), deve procurar-se assistência médica imediata. A documentação oficial afirma explicitamente que não existe um antídoto específico disponível. O tratamento restringe-se a medidas sintomáticas e de suporte, incluindo a correção de desequilíbrios hídricos e eletrolíticos e a monitorização estreita da função renal. A descontinuação imediata do medicamento é também obrigatória se forem observados sinais de intolerância aguda.

Usos terapêuticos de Apriso

Factos Rápidos

  • O Apriso é utilizado em adultos para manter um estado de ausência de sintomas ativos de colite ulcerosa.
  • O Apriso auxilia na gestão da colite ulcerosa ao apoiar a continuidade da remissão.

O que o Apriso trata: Principais Usos e Benefícios

O Apriso (mesalazina) é um medicamento aprovado utilizado para a gestão a longo prazo da colite ulcerosa em adultos. O seu principal objetivo terapêutico é sustentar o período de remissão da doença.

A colite ulcerosa é uma condição crónica que causa inflamação no intestino grosso. Quando a condição está em remissão, o indivíduo experiencia um período com sintomas ativos mínimos ou inexistentes. O Apriso é uma opção disponível para doentes adultos elegíveis para ajudar a preservar este estado de remissão, auxiliando assim a evitar a recorrência de sintomas ou uma agudização da condição.

Este medicamento é uma formulação específica de mesalazina indicada exclusivamente para a fase de manutenção desta condição em adultos. Não está indicado para o tratamento inicial da colite ulcerosa ativa.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Apriso?

O perfil de elegibilidade do Apriso (mesalazina) é rigorosamente definido pela documentação regulamentar, que estabelece quem está oficialmente autorizado a utilizar o medicamento e quem deve ser excluído do tratamento.

O Apriso está contraindicado e não deve ser utilizado por qualquer doente com hipersensibilidade conhecida ou suspeita a salicilatos (como a aspirina) ou a outros aminossalicilatos (como a mesalazina).

Elegibilidade por faixa etária

O Apriso é indicado exclusivamente para adultos com 18 ou mais anos de idade para a manutenção da remissão da colite ulcerosa. A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em doentes pediátricos com idade inferior a 18 anos. A utilização em idosos (doentes geriátricos) é permitida, mas requer precaução devido à maior frequência de uma potencial diminuição da função orgânica.

Utilização condicionada e restrições

A utilização condicionada é necessária para populações específicas de doentes:

  • Compromisso renal ou hepático: A utilização requer precaução. As funções renal e hepática devem ser avaliadas antes de se iniciar a terapêutica e monitorizadas periodicamente durante o tratamento.
  • Gravidez e amamentação: A utilização é, geralmente, aconselhada apenas se for claramente necessária. É necessária precaução durante a amamentação, devendo o lactente ser monitorizado quanto a possíveis efeitos adversos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Apriso (mesalazina) pode interagir com diversos outros medicamentos, o que pode alterar a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de efeitos secundários. É fundamental informar o seu profissional de saúde sobre todos os fármacos sujeitos a receita médica, medicamentos de venda livre e suplementos naturais que esteja a tomar.

Medicamentos a Monitorizar

Classe do Medicamento Potencial Interação Recomendação
Antiácidos Podem fazer com que o revestimento do Apriso se dissolva prematuramente, reduzindo a sua eficácia. Não tome antiácidos em conjunto com o Apriso.
Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) Aumento do risco de problemas renais (nefrotoxicidade). Exemplos incluem o ibuprofeno e o naproxeno. Utilizar com precaução; a função renal deve ser monitorizada.
Agentes Nefrotóxicos Fármacos conhecidos por serem prejudiciais aos rins, como certos antibióticos (ex: aminoglicósidos), podem ter um risco aditivo de efeitos renais adversos se combinados com o Apriso. Utilizar com precaução; a função renal deve ser monitorizada.
Azatioprina ou 6-Mercaptopurina Risco acrescido de distúrbios sanguíneos devido à alteração do metabolismo destes imunossupressores. É necessária uma monitorização rigorosa do hemograma (contagem de células sanguíneas).
Varfarina e outros Anticoagulantes A mesalazina pode potenciar ou diminuir os efeitos dos anticoagulantes, levando a um maior risco de hemorragia ou formação de coágulos. É necessária uma monitorização frequente do Rácio Internacional Normalizado (INR); podem ser necessários ajustes na dosagem.

O Apriso contém fenilalanina (um componente do aspartame), o que deve ser tido em conta por doentes com Fenilcetonúria (PKU). Uma vez que esta lista não é exaustiva, consulte sempre o seu médico para uma revisão completa de todo o seu esquema terapêutico.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Apriso: Mecanismo de Ação

A mesalazina foi concebida para atuar localmente no cólon, influenciando os sistemas biológicos fundamentais que regulam os processos inflamatórios.

Inibição das Enzimas COX e LOX

Este mecanismo centra-se na inibição da ação de enzimas como a Ciclooxigenase (COX) e a Lipoxigenase (LOX) na mucosa do cólon. Ao bloquear estas enzimas, o fármaco impede o metabolismo do ácido araquidónico em mediadores pró-inflamatórios essenciais, tais como as prostaglandinas e os leucotrienos, o que resulta numa redução da biossíntese de sinais químicos pró-inflamatórios.

Modulação das Vias de Regulação Génica

O Apriso modula ativamente os fatores de transcrição, atuando especificamente como um agonista do PPAR-gama e como um inibidor da ativação do NF-kappa B. Esta ação modula a regulação transcricional dos mediadores inflamatórios, influenciando o estado de atividade dentro das vias biológicas visadas.

Proteção Antioxidante e da Mucosa

O fármaco ativa mecanismos que neutralizam e eliminam radicais livres (Espécies Reativas de Oxigénio ou ERO) que são gerados durante os processos inflamatórios. Esta atividade antioxidante ajuda a limitar os danos celulares diretos e o stress oxidativo, o que influencia a manutenção da estrutura da barreira epitelial e limita o impacto celular de sinais fisiológicos hiperativos.

Informações sobre dosagem e administração

O Apriso é uma cápsula de libertação prolongada para administração oral. Existem instruções específicas para a sua administração de modo a garantir o funcionamento correto do revestimento do medicamento, de acordo com as diretrizes regulamentares oficiais.

Diretrizes Oficiais de Administração

Diretriz Instrução
Dose Recomendada (Adultos) 1,5 g (quatro cápsulas de libertação prolongada de 0,375 g)
Frequência e Horário Uma vez por dia, a tomar de manhã
Administração com Alimentos Pode ser tomado com ou sem alimentos
Método Engolir as cápsulas inteiras; não cortar, partir, esmagar ou mastigar
Restrição de Antiácidos Não administrar simultaneamente com antiácidos, pois tal pode interferir com o mecanismo de libertação da cápsula
Ingestão de Líquidos Os doentes devem ingerir uma quantidade adequada de líquidos durante o tratamento

Regras para Populações e Procedimentos

  • Uso Exclusivo em Adultos: O medicamento está aprovado para utilização em adultos (com 18 ou mais anos de idade). A segurança e a eficácia em doentes pediátricos não foram estabelecidas.
  • Função Renal: Recomenda-se a avaliação da função renal antes do início da terapia e periodicamente durante a continuação do tratamento.
  • Fenilcetonúria (PKU): A cápsula contém aspartame, uma fonte de fenilalanina (0,356 mg por cápsula), o que deve ser considerado por doentes com PKU na sua ingestão diária total.

O cumprimento rigoroso destes passos procedimentais, que regem a dose, o horário e o método de ingestão, é necessário para assegurar a libertação correta do fármaco de libertação prolongada, tal como pretendido pela autorização regulamentar.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Apriso

Evidência para a utilização na manutenção da remissão da Colite Ulcerosa

A investigação sobre o Apriso tem-se focado principalmente na sua utilização em adultos, analisando a fase de manutenção da colite ulcerosa (CU), uma condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas. A base de evidência principal provém de dois grandes ensaios clínicos de curto prazo, aleatorizados, em dupla ocultação (duplo-cego) e controlados por placebo.

Os estudos focaram-se em resultados relacionados com o desconforto físico e em indicadores que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade. Os investigadores mediram primordialmente o estado de ausência de recaída em doentes que já se encontravam em remissão. Os resultados de uma análise combinada dos dois ensaios principais descrevem padrões observados durante um período de acompanhamento de seis meses. Os dados indicam tendências relativas à manutenção do estado livre de recaída entre os participantes do estudo durante este intervalo de tempo definido.

Comparação da investigação do Apriso com Placebo

Os estudos controlados foram estruturados especificamente para avaliar o Apriso face a uma substância inativa (placebo). Esta abordagem é relevante em ensaios que avaliam padrões de sintomas a curto prazo, fornecendo uma base de comparação para quaisquer alterações observadas nos grupos de estudo. Estes ensaios exploraram mudanças nos sintomas a curto prazo, com os investigadores a monitorizarem resultados que refletem o funcionamento diário e a necessidade de novos tratamentos devido ao agravamento dos sintomas.

Estudos a longo prazo e dados de acompanhamento

Embora os principais ensaios clínicos aleatorizados e controlados tenham tido uma duração limitada de seis meses, os investigadores também exploraram padrões a longo prazo. Alguns participantes continuaram num estudo em aberto e não controlado para observar as respostas ao longo de um intervalo de tempo que se estendeu até aos 24 meses. Estes estudos monitorizaram resultados relacionados com a manutenção da remissão num contexto não controlado; no entanto, o grau de certeza permanece baixo quando comparado com os dados controlados de seis meses, uma vez que não existiu um grupo placebo para comparação durante este período alargado.

Evidência em populações especiais

  • Idosos (65 anos ou mais): Os estudos clínicos originais não incluíram um número suficiente de indivíduos com 65 ou mais anos. Os dados para este grupo permanecem insuficientes e os resultados aplicam-se apenas às populações adultas mais jovens estudadas.
  • Crianças e adolescentes: O Apriso foi estudado para a manutenção da remissão apenas em adultos. A segurança e a eficácia observada do medicamento não foram avaliadas nem estabelecidas através de estudos realizados em doentes pediátricos.
  • População grávida: A investigação explorou a utilização do princípio ativo (mesalazina) durante a gravidez; contudo, não existem atualmente estudos adequados e bem controlados especificamente sobre o Apriso em mulheres grávidas.

O que ainda é incerto na investigação sobre o Apriso

Uma limitação principal reside no facto de a duração do acompanhamento ter sido limitada nos ensaios mais rigorosos e controlados por placebo. Isto significa que faltam dados controlados para a utilização além dos seis meses. A evidência comparativa com outras formulações específicas de mesalazina é também uma área onde os dados ainda estão a surgir. Os resultados em subgrupos são incertos devido à dimensão reduzida das amostras de idosos incluídas nos estudos fundamentais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Apriso (FAQ)


P: Como é que o Apriso se compara com outros medicamentos à base de mesalazina?

R: O Apriso é um medicamento de marca cujo princípio ativo é a mesalazina. De acordo com a informação oficial do produto, possui uma formulação única em cápsula de libertação prolongada, concebida para uma libertação direcionada ao longo do cólon. Esta formulação permite o regime de toma única diária descrito na rotulagem do produto. Outros produtos com mesalazina podem ter diferentes mecanismos de libertação e exigir esquemas posológicos distintos.

P: O Apriso ajuda com outros sintomas para além da inflamação?

R: A utilização aprovada do Apriso destina-se à manutenção da remissão da colite ulcerosa, uma condição associada à inflamação crónica. Os estudos clínicos utilizados para avaliar o seu efeito mediram resultados relacionados com o funcionamento diário e padrões de desconforto físico. Estes indicadores medidos refletem sintomas fundamentais da colite ulcerosa, como a frequência das fezes e a hemorragia retal.

P: O Apriso pode causar mal-estar estomacal ou náuseas?

R: Os dados oficiais de segurança indicam que podem ocorrer vários efeitos gastrointestinais durante a toma de Apriso. Os efeitos secundários comuns relatados durante os ensaios clínicos incluem dor abdominal, flatulência e diarreia. A náusea também está listada como um efeito secundário potencial, embora possa ser relatada com menos frequência (incidência inferior a 3%) do que outros problemas gastrointestinais.

P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao Apriso?

R: Reações adversas graves, como compromisso renal e inflamação do revestimento cardíaco (miocardite/pericardite), têm sido associadas a produtos com mesalazina. As orientações oficiais indicam que a monitorização do doente é necessária durante o tratamento devido ao potencial para estes problemas.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Apriso?

R: Reações de hipersensibilidade graves podem afetar órgãos internos como o coração, tendo sido relatadas reações cutâneas muito raras mas graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), com o uso de mesalazina. Além disso, sintomas que se assemelham a um agravamento de um surto de colite ulcerosa — como febre, dor abdominal aguda ou diarreia com sangue — podem ser sinais de uma condição denominada síndrome de intolerância aguda induzida pela mesalazina.

P: O Apriso é o mesmo que a mesalazina genérica?

R: O Apriso é um medicamento de marca. Embora o seu princípio ativo seja a mesalazina, é especificamente fabricado como uma cápsula de libertação prolongada, utilizando tecnologia desenhada para a libertação direcionada no cólon. Existe mesalazina genérica disponível, mas esta apresenta-se em várias formulações que podem ter padrões de libertação e instruções de administração diferentes.

P: É comum ter dores de cabeça ao iniciar o Apriso?

R: Os dados oficiais de segurança indicam que a cefaleia (dor de cabeça) está entre os efeitos secundários mais frequentemente relatados em ensaios clínicos, ocorrendo em 3% ou mais dos doentes. A rotulagem do produto não comenta especificamente se este efeito secundário é mais comum no início da terapêutica em comparação com a utilização a longo prazo.

P: Por que razão as pessoas mudam, por vezes, de outros produtos de mesalazina para o Apriso?

R: A principal distinção do Apriso é o seu regime de toma única diária e a formulação em cápsula de libertação prolongada. Estas características únicas são fatores que os profissionais de saúde consideram ao selecionar um plano de tratamento a longo prazo para ajudar a manter a remissão da colite ulcerosa.

P: Durante quanto tempo se pode tomar Apriso com segurança?

R: O medicamento é indicado para a manutenção da remissão a longo prazo. Estudos clínicos controlados forneceram dados sobre um período de seis meses, com alguns doentes a serem acompanhados num estudo não controlado até 24 meses. As orientações oficiais especificam que é necessária a monitorização regular da função renal e da contagem de células sanguíneas durante o tratamento.

P: Qual é a taxa de sucesso geral mencionada na investigação do Apriso?

R: Os estudos clínicos focaram-se na capacidade do fármaco em ajudar os doentes a manterem um estado livre de recaída durante um período de seis meses. Fontes oficiais indicam que, em dois ensaios controlados, o Apriso demonstrou uma diferença estatisticamente significativa em comparação com uma substância inativa (placebo) na proporção de doentes que mantiveram a remissão da colite ulcerosa.

P: O Apriso contém sulfa?

R: Não, o princípio ativo do Apriso é a mesalazina (ácido 5-aminossalicílico) e não contém um componente de sulfa. No entanto, o rótulo regulamentar afirma que o medicamento está contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à sulfassalazina (um fármaco que contém um componente de sulfa e que é metabolizado em mesalazina).

P: O que significa 'manutenção da remissão' no contexto do Apriso?

R: A manutenção da remissão refere-se à sustentação de um período em que os sintomas da colite ulcerosa crónica estão inativos ou silenciosos. O objetivo terapêutico do Apriso é sustentar este período de baixa atividade da doença, reduzindo a probabilidade de um surto de sintomas.

P: O Apriso causa aumento de peso?

R: O aumento de peso não foi relatado como efeito secundário nos ensaios clínicos controlados do Apriso.

P: A perda de cabelo é um possível efeito secundário do Apriso?

R: Sim, a perda de cabelo (alopécia) foi relatada na experiência pós-comercialização com produtos de mesalazina, o que significa que foi notada após o medicamento ter ficado disponível para o público em geral.

P: O que acontece se for esquecida uma dose de Apriso?

R: A informação oficial para o doente descreve que uma dose esquecida deve ser tomada assim que o doente se lembre, a menos que esteja quase na hora da próxima dose agendada. Nesse caso, a dose é normalmente omitida e o esquema regular é retomado. As instruções advertem contra a toma de doses extra para compensar uma dose esquecida.

P: O Apriso pode causar sensibilidade ao sol?

R: Informações oficiais de segurança indicam que a fotossensibilidade (um aumento da sensibilidade à luz solar) foi relatada com o uso de mesalazina. As instruções oficiais incluem a tomada de precauções ao passar tempo ao ar livre, tais como evitar a exposição solar excessiva, usar vestuário de proteção e utilizar um protetor solar de amplo espetro.

P: A toma de Apriso tem impacto na fertilidade?

R: Foram realizados estudos não clínicos em animais para avaliar os efeitos da mesalazina na capacidade de reprodução. Estes estudos não mostraram evidência de que a mesalazina cause compromisso da fertilidade em animais machos ou fêmeas.

P: O Apriso pode ser utilizado para a doença de Crohn?

R: O Apriso está aprovado pelas entidades reguladoras apenas para a manutenção da remissão da colite ulcerosa (CU) em adultos. Não está indicado nem aprovado para o tratamento da doença de Crohn.

P: A fadiga é um efeito secundário comum do Apriso?

R: Sim, a fadiga ou astenia é relatada como um efeito secundário comum de produtos com mesalazina nalguns dados de ensaios clínicos e de pós-comercialização. "Comum" significa que foi relatado como ocorrendo em 1% a 10% dos doentes.

P: Existem diferentes dosagens ou formas de Apriso disponíveis?

R: O Apriso está disponível numa dosagem única: uma cápsula de libertação prolongada. A dose diária padrão para a manutenção da remissão envolve a toma de quatro destas cápsulas.

P: Os documentos oficiais mencionam algum efeito do Apriso no humor?

R: Embora não esteja listado como um efeito secundário comum, os relatórios pós-comercialização de produtos com mesalazina incluíram efeitos relacionados com o sistema nervoso central e o humor. Estes efeitos relatados incluem nervosismo, confusão e ansiedade.

P: O Apriso vem acompanhado de um guia de informação específico para o doente?

R: Sim, os documentos regulamentares exigem que o produto seja dispensado com informação de aconselhamento específica para o doente. Este guia fornece detalhes essenciais sobre a administração correta, avisos e precauções relacionados com o medicamento.

P: Posso tomar Apriso se tiver antecedentes de problemas cardíacos?

R: O rótulo regulamentar não lista antecedentes de problemas cardíacos como uma contraindicação absoluta para o uso. No entanto, a mesalazina tem sido associada a reações de hipersensibilidade raras que podem causar inflamação do coração (miocardite e pericardite). O rótulo do produto indica que se recomenda a monitorização de sinais de hipersensibilidade durante o tratamento.

P: O Apriso tem interações com o consumo de álcool?

R: Os documentos regulamentares oficiais não listam uma interação direta específica entre o Apriso e o álcool. As orientações médicas gerais sugerem que limitar ou evitar o álcool pode ser aconselhável, uma vez que o consumo de álcool pode potencialmente agravar a condição de colite ulcerosa subjacente ou alguns efeitos secundários.

Como Apriso deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Apriso?

As cápsulas de libertação prolongada de Apriso (mesalazina) devem ser conservadas rigorosamente de acordo com as condições definidas na rotulagem regulamentar.


Requisitos de conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C).
Desvios pontuais São permitidos entre 15 °C e 30 °C.
Proteção O medicamento deve ser fornecido e mantido num recipiente estanque e resistente à luz.

Segurança e eliminação

  • Segurança infantil: Este medicamento deve ser sempre guardado fora do alcance e da vista das crianças, exigindo frequentemente um fecho de segurança resistente à abertura por crianças no momento da dispensa.
  • Eliminação: O Apriso não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os regulamentos locais para a eliminação de medicamentos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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