Aplisol

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Aplisol

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Aplisol

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Derivado Proteico Purificado (PPD) de Tuberculina
Forma Solução Aquosa Estéril
Classe farmacológica Agente Biológico de Diagnóstico
Uso comum Teste cutâneo de tuberculose (Mantoux)
Origem Derivado de filtrado de cultura de Mycobacterium tuberculosis

O que é o Aplisol e qual o seu papel na Medicina?

Aplisol é um medicamento especializado classificado como um Agente Biológico de Diagnóstico. É utilizado como um auxílio essencial no diagnóstico, não sendo um fármaco terapêutico destinado a tratar ou curar uma doença. A entidade medicinal central é o Derivado Proteico Purificado (PPD) de Tuberculina, o que insere o Aplisol na classe dos agentes biológicos de diagnóstico in vivo. Esta classificação confirma que o Aplisol é utilizado exclusivamente para identificar um estado imunitário específico.


Composição e Forma: A Solução de PPD de Tuberculina

O princípio ativo do Aplisol é o Derivado Proteico Purificado (PPD), que consiste numa fração proteica purificada e inativada, obtida a partir dos produtos de crescimento solúveis de uma estirpe humana de Mycobacterium tuberculosis. O Aplisol é preparado como uma Solução Aquosa Estéril, na qual as proteínas ativas são diluídas e estabilizadas, garantindo que o produto esteja pronto para a necessária injeção cutânea intradérmica. Esta formulação é clinicamente reconhecida pelo seu desempenho fiável na geração de uma resposta cutânea previsível, o que é crucial para programas de rastreio de tuberculose em larga escala que envolvam diversos grupos de doentes.


Objetivo e Função: Rastreio da Sensibilização Imunitária

O objetivo geral do Aplisol é a realização do teste cutâneo da tuberculose, vulgarmente conhecido como teste de Mantoux. O produto funciona ao desafiar a imunidade mediada por células do organismo. O objetivo é desencadear uma memória do sistema imunitário em pessoas previamente infetadas, resultando numa reação localizada e altamente específica conhecida como hipersensibilidade do tipo retardado. A deteção desta memória imunitária específica é a utilidade diagnóstica primária e única do Aplisol, servindo de base para a gestão clínica subsequente e para intervenções de saúde pública.

Quais efeitos secundários são possíveis com Aplisol?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Aplisol, um agente biológico de diagnóstico, possui um perfil de segurança oficialmente documentado que se foca principalmente em reações localizadas no local de administração e em efeitos sistémicos generalizados. As reações adversas observadas em contextos regulamentares são tipicamente classificadas em Perturbações Gerais e Alterações no Local de Administração e Doenças do Sistema Imunitário.

As reações mais frequentemente esperadas são efeitos locais e temporários relacionados com a resposta de hipersensibilidade do tipo retardado. Estes incluem dor no local da injeção, desconforto, prurido (comichão) e eritema (vermelhidão). Efeitos sistémicos como cefaleias (dor de cabeça), mal-estar (desconforto geral) e febre (pirexia) também foram relatados em documentos oficiais.

Reações Adversas Graves

As reações adversas clinicamente mais significativas documentadas nas informações de prescrição incluem a anafilaxia (uma reação de hipersensibilidade imediata e grave) e reações teciduais locais graves. Estas reações locais severas incluem ulceração, vesiculação e necrose no local da injeção, sendo mais prováveis em indivíduos altamente sensibilizados ou se o teste for repetido. A síncope (desmaio) também foi assinalada como um evento associado à administração de produtos injetáveis.

Restrições e Considerações de Segurança

O perfil de segurança oficial observa que o Aplisol não deve ser administrado a indivíduos com um histórico conhecido de reação local grave a um Teste Cutâneo de Tuberculina (TST) anterior ou àqueles com uma hipersensibilidade conhecida a qualquer componente do produto. Além disso, os documentos oficiais especificam que a interpretação do resultado do teste pode não ser fiável em certas populações de doentes. Por exemplo, indivíduos a receber terapia imunossupressora ou aqueles com infeção por VIH podem apresentar um resultado falso negativo devido à função imunitária deprimida, o que constitui uma consideração de segurança fundamental.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Guia de Sobredosagem: Informação Oficial para o Aplisol

Âmbito da Sobredosagem

Característica Declaração Oficial
Manifestações documentadas: Vesiculação, ulceração ou necrose no local da injeção em indivíduos altamente sensíveis. Reação de hipersensibilidade sistémica aguda ou reação anafilatoide. Podem ocorrer reações febris gerais e inflamação aguda em torno de lesões tuberculosas antigas após uma administração incorreta por via subcutânea.
Sistemas afetados: Sistema imunitário local (Hipersensibilidade de tipo retardado); Sistema imunitário sistémico (Hipersensibilidade sistémica aguda).
Fatores de exposição: Administração incorreta através de injeção subcutânea, em vez da via intradérmica pretendida, conduzindo a efeitos sistémicos.
Notas populacionais: Não existem diferenças específicas baseadas na população relativamente à gravidade da sobredosagem documentadas nas secções oficiais.
Resposta de emergência: A adrenalina (epinefrina) (solução 1:1.000) e outros agentes adequados devem estar imediatamente disponíveis no local de administração para o caso de ocorrer uma reação anafilatoide ou de hipersensibilidade aguda.
Apoio médico imediato: Os doentes devem ser instruídos a comunicar eventos adversos, tais como vesiculação, ulceração ou necrose, ao seu profissional de saúde.

Classificações de Sobredosagem

Classificação Declaração Oficial
Gravidade: Reação local grave; Reação de hipersensibilidade sistémica aguda.
Restrições de contexto: Não existe um antídoto específico documentado para a toxicidade do PPD de Tuberculina. A monitorização de reações alérgicas deve ocorrer durante um período de até 20 minutos após a administração.

Perfil Clínico de Resposta Extrema

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

As manifestações clínicas documentadas de uma resposta imunitária extrema incluem reações locais graves, tais como a formação de vesículas (vesiculação), úlceras (ulceração) e necrose no local do teste. A preocupação mais séria é o potencial para uma reação anafilatoide ou de hipersensibilidade sistémica aguda que possa colocar a vida em risco. As normas exigem que a adrenalina e outros agentes médicos adequados estejam imediatamente disponíveis para a gestão de reações sistémicas agudas.

Ligação ao perfil global de sobredosagem:

O perfil oficial do Aplisol não descreve uma sobredosagem farmacológica tradicional, focando-se antes nas manifestações extremas, agudas e retardadas do desafio diagnóstico pretendido. Esta definição descreve as reações sistémicas agudas críticas que exigem prontidão imediata para emergências durante a administração, especificando também resultados locais graves que requerem notificação médica profissional.

Usos terapêuticos de Aplisol

O que o Aplisol Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Aplisol é um agente biológico de diagnóstico especializado, cujo benefício principal deriva da prestação de informações fundamentais sobre o estado de infeção, o que geralmente auxilia na orientação de uma gestão preventiva subsequente e adequada. Não é utilizado para o alívio de desconforto físico. Este agente é indicado como um auxílio na deteção da infeção por Mycobacterium tuberculosis.

Identificação e Orientação de Risco

Esta aplicação de diagnóstico ajuda a identificar indivíduos que estão infetados com Mycobacterium tuberculosis, mas que se encontram atualmente assintomáticos. A deteção deste estado latente permite que os médicos considerem o início de um tratamento preventivo, o que geralmente ajuda a manter uma sensação de estabilidade durante períodos de maior preocupação, contribuindo para uma menor probabilidade de desenvolver a doença tuberculosa ativa e grave. O teste fornece os dados necessários para a estratificação de risco, auxiliando de forma geral a garantir que doentes vulneráveis sejam considerados para uma intervenção profilática atempada em cenários clínicos caracterizados por um desequilíbrio fisiológico temporário.


Factos Rápidos: Apoio à Gestão da Tuberculose Latente

  • Categorias da Condição: Utilizado comummente em diversas situações que se apresentam com um estado de infeção assintomática.
  • Cenários Clínicos: Aplicado em contextos onde é necessário um apoio sintomático adicional na gestão do risco da doença.
  • Benefício para o Doente: Fornece um suporte que ajuda a atenuar a carga geral de sintomas relacionada com a situação clínica que está a ser avaliada.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Aplisol é estritamente regulada pela sua classificação oficial como agente de diagnóstico, focando-se em proibições absolutas e em condições que afetam a fiabilidade do teste.

Âmbito de Elegibilidade

Classificação Populações e Condições Elegíveis
Utilização Estabelecida População Geral, populações Pediátrica e Geriátrica.
Utilização Condicional Gravidez (Categoria C); deve ser administrado apenas se for claramente necessário. A Lactação exige precaução, uma vez que se desconhece se ocorre excreção no leite humano.
Utilização Restrita Indivíduos com imunidade mediada por células comprometida (ex: VIH, terapia imunossupressora), em que o risco de resultados falso-negativos limita a utilidade diagnóstica do teste.

Contraindicações

Conforme estabelecido formalmente na rotulagem regulamentar, o Aplisol não deve ser administrado às seguintes populações:

  • Doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida ao Aplisol ou a qualquer um dos seus componentes.
  • Pessoas com um historial de reação local grave (como vesiculação, ulceração ou necrose) a um Teste Cutâneo de Tuberculina (TST) anterior.

Limitações Condicionais e Relacionadas com a Idade

Embora seja geralmente permitido em todos os grupos etários, a utilidade do teste é limitada em bebés com menos de 6 meses devido à potencial imaturidade do sistema imunitário. Adicionalmente, o teste não deve ser administrado em áreas da pele com queimaduras extensas, eczema ou lesões que possam interferir com a interpretação precisa dos resultados. Esta informação define o âmbito total dos condicionalismos de elegibilidade com base exclusiva na documentação regulamentar governamental.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Aplisol é um agente biológico de diagnóstico e não apresenta as interações farmacocinéticas típicas, como as relacionadas com as enzimas CYP ou transportadores de fármacos, que se encontram em medicamentos sistémicos. O seu perfil oficial de interação é definido estritamente por interferência farmacodinâmica, a qual pode afetar a precisão do resultado do diagnóstico.

A principal interação documentada é a supressão da reatividade à tuberculina. Este fenómeno pode conduzir a um resultado falso negativo e está associado a medicamentos que modulam o sistema imunitário. Os documentos oficiais indicam que a coadministração de corticosteroides sistémicos, corticosteroides tópicos de dose elevada e outros agentes imunossupressores pode diminuir a resposta imunitária mediada por células necessária para o teste. Esta redução da reatividade diagnóstica pode persistir até cinco a seis semanas após a interrupção da terapia imunossupressora.

Uma segunda interação documentada envolve as Vacinas de Vírus Vivos. De modo a prevenir a supressão temporária da reatividade à tuberculina, as normas oficiais estabelecem restrições temporais específicas. O teste de tuberculina deve ser administrado antes ou simultaneamente com a vacina de vírus vivos. Em alternativa, se a vacina já tiver sido administrada, o teste de tuberculina deve ser adiado por quatro a seis semanas após a vacinação.

Não existem interações com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas explicitamente documentadas nas informações de prescrição oficiais.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Aplisol

O Aplisol (Derivado Proteico Purificado de Tuberculina, PPD) funciona através do desencadeamento de uma resposta de memória imunitária localizada estritamente na pele. A ação principal tem início quando as Células Apresentadoras de Antigénios (APCs) capturam as proteínas do PPD e apresentam os seus fragmentos aos linfócitos T CD4^+ de memória pré-existentes. Este reconhecimento atua como um estímulo antigénico, iniciando a rápida proliferação e ativação destes linfócitos T específicos na presença de uma sensibilização imunológica prévia a antigénios micobacterianos.

Os linfócitos T ativados iniciam a via de Hipersensibilidade de Tipo Retardado (DTH) através da libertação de citocinas Th1 fundamentais (por exemplo, Interferão-gama e TNF-alfa). Esta cascata aumenta a permeabilidade vascular e cria um sinal potente para o recrutamento contínuo de monócitos e linfócitos para o tecido cutâneo local. A acumulação prolongada de células recrutadas e de fluidos, impulsionada pelo mecanismo de DTH, resulta numa alteração estrutural fisiológica no local da injeção. Esta infiltração celular densa é a causa direta do espessamento firme e mensurável da pele conhecido como induração, que atinge a sua intensidade máxima entre as 48 e as 72 horas após a administração.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Aplisol: Diretrizes Oficiais de Administração

O Aplisol (Derivado Proteico Purificado de Tuberculina/PPD) é administrado estritamente como um teste de diagnóstico de dose única. O seu padrão de utilização é definido por requisitos regulamentares precisos, e não por um esquema posológico terapêutico. O foco principal do seu protocolo de utilização reside na técnica e na cronologia rigorosas, conforme documentado por fontes governamentais oficiais.


Protocolo de Administração

Característica Instrução Oficial
Via de Administração Apenas injeção intradérmica.
Dose Padrão Um volume único de 0,1 mL, que fornece 5 Unidades de Tuberculina (TU).
Local de Administração A face anterior do antebraço é o local padrão para a injeção.

Requisitos de Procedimento e Cronologia

O protocolo de utilização exige passos processuais específicos para assegurar uma aplicação consistente. A solução deve ser administrada superficialmente na pele de modo a formar uma pápula visível; a injeção subcutânea ou intramuscular deve ser evitada, uma vez que compromete a precisão técnica do teste.

A dosagem é fixa para todas as populações necessárias, incluindo adultos e crianças, dado que as informações oficiais do produto não especificam ajustes baseados na idade para este agente de diagnóstico.

Crucialmente, o resultado do teste deve ser inspecionado e registado por um profissional dentro de uma janela de tempo rigorosa: 48 a 72 horas após a injeção única. Não existe um curso de tratamento a longo prazo nem um protocolo para doses esquecidas associado a este produto.

Evidência clínica recente

Evidência Científica: Visão Geral dos Estudos sobre o Aplisol (Tuberculina PPD)

O Aplisol é um agente biológico de diagnóstico, o que significa que a sua investigação se foca na sua utilização como auxílio na identificação da sensibilização imunitária à bactéria que causa a tuberculose (Mycobacterium tuberculosis). A investigação explora a função do teste cutâneo de tuberculina em contextos clínicos e não a sua avaliação como tratamento para qualquer condição médica.


Evidência na Deteção da Infeção por Mycobacterium tuberculosis

A investigação que explora a utilização do Aplisol envolve estudos de comparação diagnóstica e a análise de dados recolhidos em programas de rastreio de saúde pública de larga escala. O papel do Aplisol foi estudado na identificação da sensibilização imunitária — a memória do organismo após a exposição à bactéria da tuberculose. Os estudos analisaram como o Aplisol se compara a outros testes cutâneos de tuberculina semelhantes para verificar se as suas medições são consistentes. Os resultados descrevem os padrões observados durante a utilização do teste.

Resultados e Medidas de Avaliação nos Estudos

A investigação realizada com o Aplisol foca-se em medidas fisiológicas específicas e métricas de diagnóstico. Os estudos monitorizaram principalmente o tamanho da induração (a área elevada e firme da pele) que resulta da reação imunitária, a qual é um reflexo da hipersensibilidade do tipo retardado (DTH). Os investigadores definiram critérios para resultados "positivos" ou "negativos" e aplicaram estes critérios às medições efetuadas nas populações observadas. Os estudos fornecem contexto sobre como a reação ao teste evolui ao longo do intervalo de tempo específico utilizado para a leitura do resultado.


Principais Limitações e Áreas de Incerteza na Investigação

Os resultados da investigação destacam várias considerações importantes. Uma limitação fundamental é que o teste foi estudado pela sua capacidade de indicar sensibilização imunitária, mas a investigação não determina se um indivíduo tem uma infeção latente ou a doença tuberculosa ativa; essa distinção exige procedimentos de diagnóstico separados que estão fora do âmbito da investigação do teste cutâneo. A reatividade cruzada com micobactérias não tuberculosas ou a vacinação prévia com BCG também podem influenciar a reação. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, particularmente em indivíduos com imunossupressão grave, onde a resposta imunitária pode ser demasiado fraca para registar um resultado positivo com precisão.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Aplisol (FAQ)


P: Que tipo de reações são consideradas normais após a administração do Aplisol?

A informação oficial do produto indica que são esperadas reações localizadas no local da administração, uma vez que o teste depende de uma resposta imunitária. Os efeitos secundários temporários comuns incluem dor no local da injeção, desconforto, prurido (comichão) e eritema (vermelhidão). Para um resultado positivo, é medida no local uma saliência firme e elevada, denominada induração.


P: Qual é a diferença entre o Aplisol e a solução de Tuberculina PPD?

O Aplisol é uma marca comercial específica de um produto que contém Derivado Proteico Purificado (PPD) de Tuberculina. De acordo com a descrição oficial, o PPD é o princípio ativo — uma fração proteica purificada e estéril — que constitui a substância utilizada para realizar o teste cutâneo da tuberculose.


P: Tomar medicamentos para a constipação pode interferir com os resultados do Aplisol?

Os documentos oficiais não listam especificamente os medicamentos comuns para a constipação como agentes que interfiram com o teste. A principal interferência documentada ocorre com medicamentos sujeitos a receita médica que suprimem o sistema imunitário, tais como os corticosteroides sistémicos, que podem diminuir a reação esperada do organismo ao teste, levando potencialmente a um resultado falso-negativo.


P: Uma vacinação anterior pode afetar os resultados do teste Aplisol?

Sim, vacinações anteriores podem influenciar o resultado. Os avisos oficiais indicam que as vacinas de vírus vivos podem suprimir temporariamente a reação ao teste e as diretrizes especificam requisitos temporais para a sua realização. Além disso, sabe-se que a vacinação prévia com BCG (Bacilo Calmette-Guérin) causa reatividade cruzada, o que pode influenciar a interpretação final do resultado do teste.


P: Existe algum risco de contrair a doença através do próprio teste Aplisol?

A documentação oficial indica que o Aplisol não contém as bactérias ativas que causam a doença e, portanto, o teste em si não é uma fonte de infeção. A solução é fabricada a partir de um derivado proteico purificado (PPD) inativo e foi concebida apenas para detetar a memória imunitária existente no organismo.


P: De que forma um sistema imunitário enfraquecido afeta a precisão do teste Aplisol?

A fiabilidade diagnóstica do teste depende de uma resposta imunitária mediada por células eficaz. De acordo com as informações oficiais de segurança, se uma pessoa tiver a imunidade comprometida, como no caso de infeção por VIH ou se estiver a realizar terapia imunossupressora, a resposta imunitária pode estar suprimida. Esta supressão pode levar a um resultado falso-negativo, limitando a utilidade do teste.


P: O que é considerado um resultado positivo para o teste Aplisol?

Um resultado positivo é determinado pelo tamanho da induração (a área de inchaço firme e elevada) medida profissionalmente em milímetros, 48 a 72 horas após a administração. As diretrizes oficiais de saúde pública indicam que o limiar específico em milímetros que define um resultado positivo varia dependendo dos fatores de risco individuais do doente para a infeção.


P: Porque é que se pergunta sobre a vacinação BCG anterior antes do teste?

Os profissionais de saúde questionam sobre o historial da vacina BCG porque esta vacina pode causar uma reação positiva devido à reatividade cruzada com a solução de tuberculina. A informação oficial do produto refere que este dado é considerado na interpretação do resultado para ajudar a distinguir uma reação causada pela vacina de uma reação causada por uma infeção real.


P: É possível ter uma reação alérgica ao Aplisol?

Sim, os documentos oficiais indicam que são possíveis reações de hipersensibilidade, incluindo reações imediatas graves como a anafilaxia. O produto é oficialmente contraindicado a pessoas com hipersensibilidade ou alergia conhecida ao Aplisol ou a qualquer um dos seus componentes.


P: O Aplisol causa alguma marca ou cicatriz a longo prazo?

As reações localizadas no local da injeção são comuns e, em casos raros, pode ocorrer uma reação localizada grave, como ulceração ou necrose, particularmente em indivíduos altamente sensibilizados. Se ocorrer uma reação grave, refere-se que esta pode resultar numa marca ou cicatriz visível a longo prazo.


P: Uma área vermelha após o teste é um mau sinal?

A vermelhidão (eritema) no local da injeção está listada nos documentos oficiais como um efeito secundário comum e temporário, relacionado com a resposta imunitária ao teste. No entanto, a interpretação diagnóstica do teste baseia-se exclusivamente no tamanho e na firmeza da induração. A vermelhidão isolada não é utilizada para determinar um resultado positivo.


P: É necessária receita médica para obter o teste Aplisol?

Sim, o Aplisol está classificado como um medicamento sujeito a receita médica. É um agente biológico de diagnóstico estéril que deve ser administrado por um profissional de saúde qualificado.


P: Quanto tempo duram habitualmente os resultados do Aplisol?

De acordo com as orientações oficiais, uma vez estabelecida a sensibilidade à tuberculina, esta tende a persistir no organismo. Embora esta sensibilidade possa diminuir ao longo de muitos anos, especialmente com o avançar da idade, não existe uma duração oficial para o resultado positivo do teste cutâneo em si.


P: O líquido injetado durante o teste Aplisol é considerado prejudicial?

A solução injetada é uma solução aquosa estéril que contém um derivado proteico purificado (PPD) inativado e destina-se exclusivamente a uso diagnóstico. Não contém bactérias vivas e a pequena quantidade utilizada visa apenas desencadear uma reação imunitária localizada e temporária.


P: Posso beber álcool antes ou depois do teste Aplisol?

A informação oficial de prescrição não documenta quaisquer interações conhecidas entre o Aplisol e o álcool.


P: Existe outra forma de testar se eu já tiver tido uma reação forte anteriormente?

Sim, estão disponíveis outros testes imunológicos. As análises ao sangue conhecidas como IGRAs (Ensaios de Libertação de Interferão-Gama) podem ser utilizadas como método de diagnóstico alternativo, especialmente em pessoas que tenham sofrido uma reação grave a um teste cutâneo de tuberculina anterior.


P: O que acontece se eu faltar à consulta de leitura do Aplisol?

O protocolo oficial exige que o resultado do teste seja lido por um profissional treinado num intervalo rigoroso de 48 a 72 horas após a administração. Se este intervalo for ultrapassado e o doente não regressar dentro das 72 horas, o resultado do teste não pode ser interpretado com precisão e o protocolo exige que o teste seja repetido.


P: Qual é a fiabilidade do teste Aplisol comparado com os testes de sangue?

Tanto o teste cutâneo de tuberculina com Aplisol como os ensaios de libertação de interferão-gama, que são testes de sangue, são considerados alternativas aceitáveis para o diagnóstico da sensibilização imunitária à bactéria. Os critérios de interpretação para estes dois tipos de testes diferem e a escolha depende do contexto clínico e de fatores do doente.


P: O que significa "derivado proteico purificado" em termos simples?

O Derivado Proteico Purificado (PPD) refere-se ao princípio ativo estéril do Aplisol. Em termos simples, é uma fração purificada de proteínas inativas derivadas do meio de cultura onde as bactérias causadoras da tuberculose cresceram. É utilizado para estimular uma reação imunitária na pele.


P: O uso de cremes com esteroides na pele pode afetar o resultado do teste?

A informação oficial indica que os corticosteroides sistémicos e os corticosteroides tópicos de dose elevada podem suprimir a resposta imunitária necessária, causando potencialmente um resultado falso-negativo. O teste não deve ser administrado em áreas da pele com eczema extenso ou lesões que possam interferir com a interpretação precisa do tamanho da reação.


P: Se o teste inicial for positivo, qual é habitualmente o passo seguinte?

Um teste cutâneo de tuberculina positivo com Aplisol sugere que o organismo tem memória imunitária da exposição à bactéria, mas não determina se a doença ativa está presente. O passo seguinte envolve tipicamente procedimentos de diagnóstico adicionais, que frequentemente incluem uma radiografia ao tórax e exames bacteriológicos adequados para avaliar a presença de infeção ativa.

Como Aplisol deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Aplisol

O Aplisol (Derivado Proteico Purificado de Tuberculina, Diluído) deve ser armazenado estritamente de acordo com os requisitos regulamentares para preservar a sua potência.


Armazenamento e Estabilidade

O Aplisol deve ser mantido refrigerado a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C. O produto não deve ser congelado, pois isso pode resultar numa perda de potência. Durante o armazenamento, o frasco deve ser obrigatoriamente protegido da luz. Relativamente ao limite de utilização, qualquer solução não utilizada que permaneça no frasco multidose deve ser eliminada 30 dias após a primeira abertura ou perfuração do frasco.


Requisitos de Eliminação

A eliminação adequada aplica-se tanto à solução como ao equipamento médico utilizado. A seringa e a agulha de utilização única devem ser corretamente eliminadas imediatamente após a utilização para prevenir a possível transmissão de agentes infeciosos. Todo o Aplisol não utilizado ou com prazo de validade expirado, bem como os materiais associados, devem ser eliminados de acordo com os regulamentos locais e as normas estabelecidas para resíduos hospitalares ou médicos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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