Antrolin

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Antrolin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Antrolin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Nifedipina, Cloridrato de Lidocaína
Forma Farmacêutica Creme retal, formulação tópica semissólida
Classe Farmacológica Outros anti-hemorroidários para uso tópico (C05AX)
Objetivo Geral Alívio da dor localizada e do espasmo muscular
Origem Produto de combinação sintética

O que é o Antrolin: Uma Preparação Tópica de Dupla Ação?

O Antrolin é um produto farmacêutico de dupla ação, sujeito a receita médica, formulado especificamente como um creme retal para aplicação local. Este medicamento é definido como um produto de combinação porque utiliza duas substâncias ativas distintas e potentes para alcançar o seu efeito terapêutico na área afetada. A sua classificação de alto nível posiciona-o entre os outros anti-hemorroidários para uso tópico (Código ATC C05AX), situando-o entre os tratamentos destinados à gestão localizada de condições anorretais. A natureza da formulação tópica semissólida visa concentrar a ação terapêutica localmente, minimizando a exposição sistémica. Esta formulação específica em creme, que contém a combinação única de Nifedipina e Lidocaína, é uma característica diferenciadora na categoria dos anti-hemorroidários tópicos.


Composição e Origem: Nifedipina e Cloridrato de Lidocaína

Os componentes químicos ativos do Antrolin são a Nifedipina e o Cloridrato de Lidocaína, sendo ambos compostos de tipo sintético combinados numa base de creme neutra. A Nifedipina é fundamentalmente classificada como um bloqueador dos canais de cálcio, enquanto o Cloridrato de Lidocaína é um anestésico local amplamente reconhecido. Dados clínicos confirmam que a aplicação tópica de nifedipina é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de reduzir a pressão e o espasmo no músculo do esfíncter anal. Esta conclusão significa que o componente Nifedipina ajuda a atenuar o desconforto ao facilitar o relaxamento da tensão muscular local. A identidade do medicamento baseia-se no aproveitamento das ações específicas e localizadas destes dois agentes potentes, distinguindo-o de cremes com um único agente.


Objetivo Geral: Alvo na Dor e na Tensão Local

O objetivo terapêutico geral do Antrolin é proporcionar um alívio sintomático eficaz, abordando tanto o desconforto agudo como um problema físico subjacente frequentemente presente em distúrbios proctológicos, tais como as fissuras anais. A dupla ação do medicamento resulta em dois benefícios principais: proporcionar uma anestesia local de superfície rápida e facilitar o relaxamento muscular. O componente Lidocaína consegue uma supressão célere dos impulsos nervosos para um alívio da dor eficaz, enquanto o componente Nifedipina trabalha para reduzir a hipertonia localizada (tensão muscular excessiva). A eficácia desta abordagem combinada para o alívio local é apoiada por estudos farmacológicos, que confirmam que o mecanismo duplo é frequentemente superior à utilização de um único agente isolado. Esta constatação confirma que a utilização de ambas as substâncias ativas oferece uma melhor oportunidade tanto para aliviar a dor como para promover a recuperação na área afetada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Antrolin?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

A documentação de referência descreve as potenciais reações adversas e as características de segurança do Antrolin, focando-se nos efeitos no local de aplicação e nos riscos sistémicos associados aos componentes ativos, Nifedipina e Lidocaína.

Reações Adversas e Classificação de Frequência

As reações adversas observadas com maior frequência são eventos localizados categorizados como Perturbações Gerais e Alterações no Local de Administração. Estes efeitos incluem dor local, sensação de queimadura, prurido (comichão), hiperemia (vermelhidão localizada ou acumulação de sangue) e hemorragia. Normalmente, não é atribuída uma categoria de frequência padrão a estas reações na rotulagem, mas estas são reportadas comummente. As reações sistémicas são classificadas como muito raras; por exemplo, reações alérgicas graves que poderiam evoluir para choque anafilático estão listadas como ocorrendo em casos muito raros.

Classe de Sistemas de Órgãos Exemplos de Efeitos Documentados
Perturbações Gerais Dor, ardor, prurido, hemorragia, hiperemia
Sistema Imunitário Reações alérgicas, choque anafilático
Vasculopatias Hipotensão (tensão arterial baixa), vasodilatação periférica
Sistema Nervoso Cefaleias, vertigens, tremores (potenciais efeitos sistémicos)

Restrições de Segurança e Populações Especiais

O medicamento está sujeito a limitações rigorosas devido ao potencial de absorção sistémica. O seu uso é contraindicado em doentes com condições cardiovasculares graves preexistentes, incluindo hipotensão grave e insuficiência cardíaca, conforme documentado na informação de prescrição. Além disso, o creme é contraindicado durante a gravidez e o aleitamento. A segurança e eficácia do Antrolin não foram estabelecidas na população pediátrica (menos de 18 anos). As notas de segurança indicam que as reações adversas locais estão frequentemente associadas a períodos de utilização excessivos ou prolongados e, geralmente, diminuem ou desaparecem assim que o tratamento é interrompido.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Uma sobredosagem de Antrolin está associada ao potencial de toxicidade sistémica, resultante da absorção excessiva das suas substâncias ativas, a Nifedipina e o Cloridrato de Lidocaína. Este potencial é agravado quando o creme é aplicado em mucosas gravemente lesionadas ou em determinadas populações, como doentes idosos, que podem ser mais sensíveis aos efeitos sistémicos.

A intoxicação sistémica pode levar a um quadro de cardioneurotoxicidade com risco de vida. As manifestações documentadas incluem efeitos graves no sistema nervoso central (SNC), tais como convulsões e perda de consciência, bem como efeitos cardiovasculares críticos, nomeadamente hipotensão profunda, bradicardia, choque cardiogénico e paragem cardíaca.

É necessária atenção médica imediata perante a suspeita ou observação destas manifestações graves. O tratamento é realizado de forma sintomática e de suporte. Os procedimentos médicos incluem a monitorização da função cardiovascular, a manutenção das vias aéreas desimpedidas e a administração de agentes como infusões de cálcio (para os efeitos da Nifedipina) ou lípidos injetáveis (para a toxicidade grave por Lidocaína). Não existe um antídoto específico único conhecido para o componente Nifedipina. Qualquer creme remanescente deve ser removido imediatamente através de lavagem para limitar a absorção adicional.

Usos terapêuticos de Antrolin

A aplicação terapêutica do Antrolin centra-se na prestação de um suporte direcionado de dupla ação em domínios clínicos e sintomáticos específicos da proctologia, focando-se exclusivamente no alívio e na recuperação. O produto é considerado relevante para utilização em situações onde a gestão de sintomas a curto prazo é apropriada. Por exemplo, o medicamento é utilizado em contextos clínicos que envolvem a gestão de fissuras anais crónicas em adultos.


Gestão de Fissuras Anais e Sintomas Associados

Este creme é comummente utilizado em situações clínicas caracterizadas por períodos de exacerbação de sintomas, tais como fissuras anais e condições proctológicas ligadas à tensão muscular. É aplicado em contextos que envolvem determinados sintomas angustiantes, incluindo dor anal grave e hipertonia do esfíncter anal. O produto apoia geralmente os doentes durante episódios difíceis, atenuando o desconforto que pode interferir com o bem-estar diário. Esta utilização é relevante para a gestão de sintomas que criam um esforço fisiológico notável, uma vez que a abordagem do espasmo pode apoiar o processo de cicatrização.

Utilização de Suporte em Cenários Clínicos e Pós-Operatórios

O medicamento é aplicado para oferecer um alívio sintomático que ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas. O fármaco é utilizado em contextos clínicos como uma opção conservadora e não cirúrgica para o tratamento de fissuras anais. É também aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, como no controlo de dor pós-operatória significativa e espasmos resultantes de procedimentos de hemorroidectomia. O produto apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Anal

Propriedade Descrição
Indicação Principal Fissuras anais crónicas e agudas
Principal Sintoma Gerido Dor anal localizada grave
Benefício Terapêutico Redução do espasmo muscular do esfíncter anal (hipertonia)
Contexto de Utilização Tratamento conservador e suporte pós-operatório

Critérios de utilização e restrições

O Antrolin (creme retal de Nifedipina/Lidocaína) está sujeito a regras de elegibilidade oficiais rigorosas que definem a população para a qual o medicamento é considerado seguro e eficaz. A sua utilização está oficialmente autorizada apenas para adultos (com 18 ou mais anos) no tratamento de fissuras anais crónicas.

Populações que Não Devem Utilizar Antrolin (Contraindicações)

O uso é contraindicado (não deve ser utilizado) em indivíduos com hipersensibilidade ou alergia conhecida às substâncias ativas, nifedipina (ou outras diidropiridinas), lidocaína (ou outros anestésicos locais do tipo amida), ou a qualquer um dos componentes inativos do creme. O medicamento é também estritamente contraindicado em doentes com determinadas condições cardiovasculares preexistentes, incluindo a hipotensão grave (tensão arterial muito baixa), a insuficiência cardíaca, o choque cardiovascular ou angina instável, e o enfarte agudo do miocárdio recente (ocorrido no mês precedente).

Restrições Relacionadas com a Elegibilidade

No que respeita à gravidez e amamentação, o uso é contraindicado em mulheres que estejam grávidas, a planear engravidar ou que se encontrem a amamentar.

Relativamente à idade e estado de saúde, a segurança e eficácia não foram estabelecidas para a população pediátrica (menores de 18 anos). A utilização em doentes idosos e em pessoas com insuficiência hepática (fígado) ou renal (rim) requer uma monitorização rigorosa por parte de um médico, devido ao potencial aumento dos efeitos sistémicos das substâncias ativas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Antrolin é definido pela potencial exposição sistémica das suas substâncias ativas, a Nifedipina e a Lidocaína, sendo categorizado em classes farmacocinéticas e farmacodinâmicas.

Padrões de Interação Documentados

Tipo de Interação Substância/Classe Interagente Declaração Oficial
Contraindicado Indutores fortes do CYP3A4 (ex: Rifampicina) A coadministração é formalmente contraindicada, pois pode não ser possível atingir níveis plasmáticos eficazes de Nifedipina.
Farmacocinética Cimetidina, Propranolol Podem causar um aumento nos níveis plasmáticos tanto da Nifedipina como da Lidocaína.
Farmacodinâmica Anti-hipertensores, Betabloqueadores Podem resultar num aumento do efeito anti-hipertensor, levando a uma potencial hipotensão.
Alimentar/Herbal Sumo de Toranja, Erva de São João Ambos são citados por alterarem a exposição à Nifedipina através de vias metabólicas.

Precauções Específicas

O perfil do medicamento exige supervisão quando o Antrolin é coadministrado com outros medicamentos anti-hipertensores ou betabloqueadores. A interação entre o Propranolol e os componentes do Antrolin está especificamente documentada, uma vez que se nota que este prolonga a semivida da Lidocaína e aumenta a concentração plasmática da Nifedipina. Além disso, o perfil de interações inclui uma nota específica para determinadas populações: é necessária cautela e supervisão em doentes idosos e naqueles com insuficiência hepática e/ou renal, dado que a eliminação (depuração) alterada pode aumentar o potencial sistémico das substâncias ativas.

Mecanismo de ação

O Antrolin é um produto de combinação cujos efeitos fisiológicos são alcançados através de dois mecanismos moleculares distintos e complementares que atuam exclusivamente no tecido local: o bloqueio dos canais iónicos e a modulação do tónus muscular.

Bloqueio Duplo dos Canais Iónicos para Controlo Fisiológico

O mecanismo de ação envolve o bloqueio direto dos canais de cálcio do tipo L dependentes da voltagem (L-VGCC) no músculo liso e dos canais de sódio dependentes da voltagem (VGSC) nas fibras nervosas sensoriais. O componente Lidocaína atua através do bloqueio dos VGSC nas fibras nervosas sensoriais, o que impede imediatamente a propagação dos impulsos nervosos elétricos. Concomitantemente, o componente Nifedipina bloqueia os L-VGCC nas células do músculo liso, inibindo o influxo de cálcio necessário para a contração muscular.

Modulação do Músculo Liso e Perfusão Tecidual

Ao restringir a entrada de cálcio nas células musculares lisas, o mecanismo da Nifedipina interrompe diretamente a via de acoplamento excitação-contração. Esta ação molecular resulta na redução do tónus muscular liso local, especificamente no esfíncter anal interno. Esta redução da tensão no músculo liso conduz a uma vasodilatação local, aumentando a perfusão tecidual ao aliviar a pressão exercida sobre as arteríolas.

Interrupção da Transmissão de Sinais Sensoriais

O bloqueio dos canais de Na^+ proporcionado pela Lidocaína é um mecanismo de bloqueio da condução nervosa focado na via de sinalização nociceptiva periférica. Esta ação estabiliza rapidamente a membrana nervosa, prevenindo a despolarização e, consequentemente, inibindo a transmissão de impulsos nociceptivos. Este efeito fisiológico resulta na interrupção localizada dos impulsos sensoriais, um mecanismo que complementa a modulação do tónus muscular realizada pela Nifedipina.

Informações sobre dosagem e administração

O Antrolin é um produto farmacêutico de aplicação tópica, sujeito a receita médica, destinado exclusivamente à administração localizada por via endorretal e perianal. O medicamento é fornecido como um creme retal e está especificamente aprovado para utilização apenas em adultos com idade superior a 18 anos. A administração baseia-se num protocolo padronizado para garantir a libertação consistente das substâncias ativas e define o protocolo completo de utilização constante na rotulagem.

O esquema posológico típico requer a aplicação de aproximadamente um centímetro (1 cm) de creme em cada ocasião, o que corresponde a uma quantidade estimada de 2,5 a 3 gramas da formulação. A frequência prescrita para esta dose é de duas vezes ao dia. Este cronograma é mantido continuamente durante a duração mínima especificada na documentação do produto, que é geralmente indicada como sendo de, pelo menos, três semanas.

Para a administração interna, o procedimento correto envolve a utilização do aplicador (cânula) designado, que deve ser fixado ao tubo antes da inserção. O medicamento não deve ser engolido em circunstância alguma. Se uma aplicação for esquecida, as orientações recomendadas instruem o utilizador a não aplicar uma dose dupla para compensar. A manutenção adequada do dispositivo de administração requer que o aplicador seja limpo com água quente e sabão após cada utilização.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Antrolin

Esta visão geral resume a evidência de investigação e os padrões de estudo reportados para o Antrolin (creme retal de Nifedipina e Lidocaína), focando-se exclusivamente na avaliação clínica descrita em fontes governamentais e publicações revistas por pares. O texto descreve o que foi estudado, os padrões observados e as áreas onde a evidência é limitada.


Evidência para o Uso em Fissuras Anais Crónicas Primárias

A evidência de investigação que explora o Antrolin para fissuras anais centra-se principalmente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs) fundamentais e revisões sistemáticas. Estes estudos focaram-se em adultos cujos sintomas crónicos não tinham respondido a tratamentos iniciais mais simples. A investigação examinou desfechos relacionados com o desconforto físico e o estado anatómico da própria fissura.

Os investigadores monitorizaram cuidadosamente os participantes dos estudos para avaliar o estado anatómico da fissura (cura definida pela epitelização) e avaliaram os resultados reportados pelos doentes descrevendo o desconforto percecionado. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativamente à cicatrização anatómica e à forma como os padrões de dor relatada pelos doentes evoluíram entre os grupos de estudo.


Evidência para o Uso na Gestão da Dor Anal Pós-Operatória

A investigação que explora o Antrolin como agente de suporte após determinados procedimentos cirúrgicos, como a hemorroidectomia, foi objeto de estudo em ensaios clínicos. A evidência provém de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs) multicêntricos onde o creme foi estudado em conjunto com um grupo de comparação que recebeu um anestésico local tópico.

Os estudos monitorizaram desfechos relacionados com alterações agudas na dor e métricas de utilização de analgésicos em adultos submetidos a cirurgia. Os resultados foram mistos no que diz respeito ao acompanhamento do tempo até à primeira administração de um analgésico de resgate quando comparado com o anestésico local. A variabilidade neste desfecho indica que o padrão de alteração aguda relativo ao uso de medicação de resgate não é ainda claro.


Lacunas na Investigação e Incertezas Remanescentes

A literatura científica e regulamentar oficial reconhece diversas áreas onde a investigação está em curso ou é ainda necessária. Uma área fundamental é que os dados que descrevem resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que a duração do acompanhamento foi frequentemente limitada à fase aguda. Verifica-se uma falta de evidência comparativa em estudos diretos ("head-to-head") de grande escala contra todas as terapias não cirúrgicas modernas, tais como outros bloqueadores dos canais de cálcio tópicos. Os dados para determinados grupos, como doentes pediátricos ou adultos mais velhos, permanecem limitados ou largamente indisponíveis.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Antrolin (FAQ)

P: O Antrolin é idêntico a outros medicamentos semelhantes de que já ouvi falar?

R: O Antrolin é descrito como um medicamento de associação. A sua composição é única por conter duas substâncias ativas específicas, a Nifedipina e a Lidocaína, que atuam conjuntamente de forma local. Esta combinação específica distingue-o de muitos outros tratamentos tópicos de agente único utilizados para condições semelhantes.

P: Com que rapidez posso esperar que o Antrolin comece a fazer efeito?

R: O medicamento contém Cloridrato de Lidocaína, um anestésico local que visa proporcionar a supressão rápida dos impulsos nervosos para um alívio imediato e localizado da dor. Contudo, o efeito terapêutico completo, que envolve o relaxamento muscular, deve desenvolver-se gradualmente ao longo de todo o período de tratamento prescrito.

P: Qual é a duração habitual do efeito do Antrolin?

R: A duração do efeito anestésico direto de uma única aplicação está relacionada com a semivida do componente Lidocaína. Este efeito correlaciona-se com a frequência de aplicação prescrita. É necessária uma utilização consistente durante o período mínimo prescrito para alcançar o benefício terapêutico global pretendido.

P: O que acontece se me esquecer de utilizar o Antrolin?

R: As orientações oficiais instruem os utilizadores a não aplicarem uma dose a dobrar para compensar uma dose esquecida. Para manter o curso terapêutico pretendido, as instruções para gerir uma dose esquecida devem ser fornecidas pelo profissional de saúde prescritor.

P: Existem efeitos a longo prazo com a utilização do Antrolin?

R: A literatura científica refere que os dados sobre os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que os períodos de acompanhamento clínico foram frequentemente limitados à fase aguda do tratamento. Notas de segurança indicam que as reações adversas localizadas são mais prováveis de serem comunicadas com períodos de utilização excessivos ou prolongados.

P: O álcool afeta o Antrolin?

R: Os avisos para o componente Nifedipina referem que o etanol (álcool) pode ter um efeito aditivo na redução da tensão arterial. Isto pode aumentar o potencial de sintomas como cefaleias ou tonturas.

P: É normal sentir um ardor ligeiro ao iniciar o Antrolin?

R: Uma sensação de ardor no local de aplicação é listada como uma das reações adversas locais observadas com maior frequência. Esta reação está geralmente limitada à área de aplicação.

P: Durante quanto tempo é que a maioria das pessoas utiliza o Antrolin?

R: A documentação oficial do produto define a duração mínima de utilização como sendo de pelo menos três semanas de aplicação contínua. A duração típica ou máxima não está oficialmente padronizada e é determinada de acordo com as necessidades individuais de tratamento.

P: Existem diferentes dosagens de Antrolin?

R: O medicamento é formulado como uma combinação específica de Nifedipina a 0,3% e Cloridrato de Lidocaína a 1,5%. Esta concentração específica é a utilizada para a sua indicação autorizada.

P: O Antrolin tem algum efeito nos padrões de sono?

R: Estão listados potenciais efeitos sistémicos no sistema nervoso, incluindo vertigens e cefaleias. Estes efeitos têm o potencial de interferir indiretamente com os padrões de sono.

P: O Antrolin pode agravar condições de saúde existentes?

R: O uso é contraindicado em doentes com condições cardiovasculares graves específicas, tais como hipotensão grave. As restrições existem devido ao potencial de aumento da exposição sistémica nestas populações de doentes.

P: O Antrolin contém lactose ou glúten?

R: A formulação contém diversos ingredientes inativos (excipientes). Pode consultar a lista completa de excipientes do creme para verificar a presença ou ausência de substâncias específicas como a lactose ou o glúten.

P: O Antrolin pode ser utilizado por pessoas com diabetes?

R: Doentes com diabetes constituem um grupo para o qual é necessária precaução, e o uso deste medicamento requer monitorização por um profissional de saúde.

P: Qual é a definição oficial das interações medicamentosas para o Antrolin?

R: As interações medicamentosas são categorizadas com base no mecanismo: interações farmacocinéticas (relativas à forma como o corpo processa o fármaco) e interações farmacodinâmicas (relativas à forma como o fármaco afeta o corpo).

P: Existem avisos específicos para o Antrolin?

R: Sim, existem secções dedicadas a avisos e precauções que detalham questões específicas, tais como os riscos de absorção sistémica, que justificam cautela e monitorização cuidadosa durante o uso.

P: O Antrolin pode ser utilizado com antibióticos?

R: O perfil de interações destaca a necessidade de cautela com fármacos que afetam o metabolismo da Nifedipina, tais como indutores do CYP3A4, onde se inclui o antibiótico Rifampicina. O tipo específico de antibiótico deve ser considerado pelo profissional de saúde.

P: Pode o Antrolin ser utilizado se eu tiver problemas renais?

R: O uso em doentes com insuficiência renal requer uma monitorização rigorosa por parte de um médico, devido ao potencial de alteração na forma como o corpo elimina as substâncias ativas.

P: Qual é a diferença entre o Antrolin e um placebo nos ensaios clínicos?

R: Os ensaios clínicos avaliam o medicamento comparando-o com um grupo de controlo para medir o seu efeito. Foram monitorizados desfechos como a cicatrização da fissura e o desconforto relatado pelo doente para observar os padrões de resposta.

P: E se o Antrolin parecer não estar a fazer efeito?

R: A duração mínima recomendada do tratamento é de pelo menos três semanas. Se tiver dúvidas sobre a eficácia do medicamento durante este período, estas devem ser discutidas com um profissional de saúde.

P: Existe informação oficial disponível sobre a investigação do Antrolin?

R: Sim, fontes governamentais e institucionais, tais como relatórios públicos de avaliação de agências de medicamentos e registos de ensaios clínicos, são os locais designados para consultar dados clínicos e resultados de investigação.

Como Antrolin deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Antrolin

O creme retal Antrolin deve ser armazenado sob condições específicas para manter a sua estabilidade e eficácia ao longo do tempo.

Requisitos de Conservação

O creme deve ser conservado a uma temperatura que não exceda os 25°C, sendo fundamental garantir que o produto seja mantido em local seco e devidamente protegido da luz. É necessário conservar o medicamento sempre na sua embalagem original e assegurar que o recipiente permaneça bem fechado após cada utilização. Relativamente à estabilidade após a abertura, o medicamento deve ser obrigatoriamente eliminado após um período máximo de 30 dias a contar da primeira abertura do tubo. Como medida de segurança preventiva, o produto deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

O Antrolin não utilizado ou que tenha ultrapassado o prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os regulamentos locais em vigor. Recomenda-se a utilização de locais de recolha de medicamentos especificamente designados para reciclagem e eliminação segura. Na impossibilidade de aceder a um ponto de recolha, o creme deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra) e colocado num recipiente selado antes de ser deitado no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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